segunda-feira, 26 de março de 2012

Ato político




"Ato político" de hoje trás novamente o pensamento de Marcos Rolim, figura encantadora e que sempre nos chega como uma luz no fim do túnel.


O DESAFIO DA GESTÃO PÚBLICA

Governos existem para que a vida das pessoas melhore. Esta é, aliás, a razão da política; não aquela que se pratica efetivamente, mas a que corresponde ao seu dever-ser. Uma parte importante das possibilidades de avanço na qualidade de vida das pessoas é condicionada pela política econômica. Se ela for acertada e se a economia mundial não atrapalhar,temos crescimento, mais empregos e novos recursos para investimentos. Mas resultados positivos macroeconômicos não implicam necessariamente na resolução de problemas sociais. Primeiro, porque os recursos públicos podem ser desviados pela corrupção e pelos privilégios – situações que alcançam proporções epidêmicas no Brasil; segundo, porque se o modelo de desenvolvimento não for justo e sustentável, será predatório dos recursos naturais e promotor de novas desigualdades e terceiro, porque a incapacidade de gestão conduz necessariamente à ineficiência. O modelo político que temos é muito funcional para estes fenômenos. Todos percebem a gravidade da roubalheira produzida pela “banda delinqüente” do Estado.

Mais recentemente, depois que se tornaram conhecidas certas benesses no Poder Judiciário brasileiro, o tema dos privilégios corporativos passou a merecer maior atenção. Cresce também a consciência em torno da sustentabilidade, embora estejamos distantes da necessária mudança de paradigma. O que penso não ter sido ainda suficientemente percebido é a tragédia da incompetência gerencial.

O primeiro sinal de incapacidade de gestão é a ausência de diagnósticos específicos. Para produzi-los é necessário dispor de bases de dados confiáveis, condição que o Estado brasileiro, como regra, não possui. Com a possível exceção da saúde pública, as demais áreas para políticas públicas fundamentais (como a educação e a segurança) estão mais ou menos imersas na escuridão. Aqui, o desafio exige o investimento em pesquisas de campo e em tecnologia de ponta, além do sistemático monitoramento de resultados. Tome-se, por exemplo, o problema dos furtos e roubos de veículos – um delito assustadoramente comum no Brasil. Não é possível enfrentá-lo apenas com o policiamento ostensivo vez que a presença de policiais na rua termina por deslocar o crime. Os efeitos de prevenção obtidos pela ostensividade são, assim, sempre tópicos. Para um impacto sistêmico sobre tais delitos é preciso o esforço de inteligência para reprimir quadrilhas e receptadores, a disseminação de recursos de rastreamento nos carros (que deveriam ser itens obrigatórios de segurança para a indústria); o uso de câmeras capazes de leitura de placas e a disseminação de computadores em viaturas policiais; um caminho que vem sendo trilhado por algumas cidades brasileiras como, por exemplo, Florianópolis.

Políticas públicas eficientes exigem, também, compromisso em favor de reformas republicanas. O problema é que reformas do tipo desalojam privilégios, atingindo interesses poderosos. Nossos governantes sabem que a opção pela reforma significa, quase sempre, desgaste político. Então, a falta de fome se junta com a vontade de não comer e as opções efetivas se inclinam para os factóides. Superar este “estilo” é o que separa políticos tradicionais de estadistas.


domingo, 25 de março de 2012

Toninho assume comando do PT




Em decisão unânime do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores, Toninho Veleda assumiu de forma interina a presidência da sigla, até o término do pleito eleitoral de outubro próximo.

A decisão foi tomada na última sexta-feira, 23, após avaliação feita entre a direção e os pré-candidatos do partido à eleição proporcional. O entendimento do titular da função, José Luis Pereira, é que a licença permitiria ao mesmo intensificar os passos da sua pré-candidatura a vereador, avaliação compactuada e aprovada pelos petistas.

“Nossa principal meta nesta eleição é manter e se possível ampliar nossa presença na Câmara Municipal e tudo que pudermos fazer para alcançar esse objetivo é importante. Continuo presidente e mais afinado do que nunca com as decisões do PT, mas preciso de fôlego e espaço para cuidar da minha pré-campanha e mais adiante da minha campanha a vereador”, disse José Luis, mais conhecido por Topogigio.

Toninho se disse honrado com mais esta tarefa que assume em nome do PT. Segundo ele, "minha meta principal nesse período é trabalhar para que nossos candidatos e candidatas tenham ótimo desempenho na eleição, sem esquecer que o Partido dos Trabalhadores precisa estar vivo e forte para além das disputas eleitorais. Neste sentido, quero aproveitar este momento de grande efervescência política para fortalecer o modo petista de fazer política e agregar novos militantes ao nosso partido", declarou.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Arte nas alturas


Hoje é dia de estréia no blog do Toninho. Trago até vocês "Arte nas alturas", um espaço para admirar e reverenciar a arte que além de bela, desafia os limites do corpo e a capacidade humana de reinventar os movimentos.
Como primeiro passo, fiquemos com uma palhinha do maravilhoso Cirque du Soleil...



quarta-feira, 21 de março de 2012

Pra frente é que se anda




Já mencionei outras vezes que tenho facilidade em dialogar com companheiros e adversários na política. Mencionei também que não costumo levar as “brigas” do mundo da política para as demais relações que estabeleço. Digo-o porquê meu modo de ser acaba me dando acesso ao pensamento de quem veste outras cores ou percorre outros caminhos, sem as habituais máscaras ou ranços do jogo do poder. Neste sentido, me chamou atenção o teor de uma fala feita recentemente pela liderança de uma sigla hoje situada na oposição que, no meu modo de ver, dá uma dimensão muito clara dos interesses em jogo na corrida eleitoral que se aproxima.

Pois ao ser questionado por mim sobre o desempenho da administração municipal, a tal liderança não fez nenhuma cerimônia em afirmar que o governo ia de bem a melhor e o prefeito era ótimo administrador. Não perdi tempo e emendei: mas então, por que não reeditar o apoio dado durante a última disputa eleitoral? A resposta: as coisas vão bem, mas meu partido perdeu espaço e cargos no governo.

Esse diálogo me fez pensar na mesquinhez de quem vive preso à vida pequena dos partidos e no mal que isso sempre faz. Prestem bastante atenção nesse discurso, pois ele estará presente com toda força num dos palanques durante o próximo pleito. O governo é bom, mas passa a ser ruim se a sede de poder de alguns não for saciada. As coisas vão bem, mas deixam de ir tão bem assim quando a vaidade ou o olho gordo de poucos não é satisfeito. Que absurdo! Um discurso deprimente, se não fosse trágico e extremamente perigoso. Imagine alguém com uma mentalidade dessas com a responsabilidade de conduzir os destinos do nosso município!

Aliás, não é tão difícil imaginar algo desse tipo. Na verdade, essa é a nossa principal herança em termos políticos. A herança do caudilhismo; do populismo desvairado; da cortesia com o chapéu alheio, do toma lá da cá, do pão e circo; do é dando que se recebe, do venha a nós o vosso reino; do quanto pior melhor; da distribuição de benesses para a companheirada e da artilharia pesada e permanente aos opositores; do desleixo, expropriação ou apropriação do que é público; da farra para alguns a custas do patrimônio de todos; e por ai afora. A novidade é que o futuro parece ter chegado finalmente por aqui para o desconforto das velhas raposas e aves de rapina de sempre. A novidade também, é que muitos que diziam empunhar a bandeira do novo, de repente se revelaram tão atrasados quanto o atraso que diziam combater.

Ora, o objetivo principal de fazer política não é construir o bem comum? O que se espera de um governo são realizações ou tapinhas nas costas? Se o governo faz bem para a maioria, a lógica não seria apoiá-lo, mesmo com o propósito de aperfeiçoá-lo, ao invés de querer derrubá-lo a qualquer custo? Aqui não falo dos oposicionistas, porque esses sempre serão oposicionistas e é até saudável que existam. Falo de antigos aliados que deixaram de ser aliados não porque a administração vai mal, mas porque a volúpia pelo poder da sigla que representam não foi saciada a contento.

Por sorte, a vontade e o voto das pessoas deixou de ter dono “a lejos”, embora velhos caciques teimem em não deixar a ficha cair. Não adianta as barganhas feitas entre a cúpula dos partidos, em prol dos seus próprios interesses, quando a base quer trilhar outros caminhos em reconhecimento aos avanços alcançados em benefício de suas vidas. E as últimas eleições para o governo do RS deram uma mostra contundente desse fato. O que interessa pro “povão” não é o jogo das siglas, mas se a vida ficou melhor ou pior, se o governo faz ou apenas faz de conta, se realiza para todos ou apenas para uma meia dúzia, se as alianças buscam o melhor para o município ou tão somente satisfazer apetites particulares ou ressuscitar antigos dinossauros e a velha politicagem.

Sim, quem decide é o povo. Neste sentido, basta uma jogada equivocada ou a escolha de um caminho errado para que pretensas lideranças de hoje saiam de cena e novas lideranças, afinadas com o sentimento de um Herval com mais desenvolvimento e menos negociata venham ocupar seu espaço e consolidar os novos tempos que chegaram e agora pedem para ficar.

 

Rir é o melhor remédio




terça-feira, 20 de março de 2012

Licença poética




Peço licença novamente para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


Recosto-me na cama exausto, mas o sono não vem...
Sinto falta do teu aroma, da tua pele, da tua voz,
do teu silêncio, do teu cio, dos teus pudores em excesso.


Enfim, sinto tua falta por inteiro, desde o sabor irresistível
do teu corpo até a sensatez da tua alma que me acorda e
cuida e embala e sacia e faz suspirar.


Mas apesar da ausência, me conforta saber que existes.
Ainda bem que existes! Para meu bem e o meu desassossego.

Momento Poético





O AMOR
(Fernando Pessoa)


O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.


Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de *dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer


Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!


Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!


Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar..


Música para os meus ouvidos


Como escreveu alguém: Os poetas são loucos! Ainda bem que estão todos soltos!
No meu modo míope de ver, Mauro Moraes está longe de ser um cantor de luxo. No entanto, figura com destaque entre os maiores poetas contemporâneos do nosso Rio Grande.
Por esta razão, tantei trazer sua composição na voz de Bebeto Alves, que é uma coisa de louco. Como não encontrei, trago-o por inteiro...


 
 

sexta-feira, 16 de março de 2012

PT reafirma apoio ao prefeito



Em reunião realizada ontem, 15, a direção municipal do Partido dos Trabalhadores reafirmou seu apoio ao governo e a ideia de que o prefeito Ildo Sallaberry (PP) dispute à reeleição.

O PT atualmente ocupa a Secretaria Municipal de Planejamento e Meio Ambiente, mas segundo o vereador Deomar, queremos estar junto com o prefeito Ildo pelo bem que a sua administração vem fazendo ao conjunto do município, e não apenas em troca de cargos.

Já Ildo Sallaberry disse que no momento é candidato a candidato e que fica muito honrado em saber que pode continuar contando com o apoio dos petistas no caso de ser confirmado na disputa eleitoral e num eventual segundo governo. Ele ainda reforçou as palavras do vereador Deomar, afirmando que quer sim contar com o PT, mas sua lógica de trabalho é de compor o governo com base em critérios administrativos e não apenas políticos, do mesmo modo que a presidenta Dilma vem fazendo no país.

Ildo ainda salientou que não admite discutir a ocupação nos espaços num eventual segundo governo, seja ele o candidato governista ou não, antes de serem conhecidos os resultados das urnas. Por uma questão de respeito à vontade do eleitor e também a todos que vierem se somar nesta caminhada. Meu compromisso é de que todos os partidos que estiverem ao nosso lado terão vez e voz no governo, mas o tamanho e o lugar a ser ocupado por cada um somente serão definidos no momento da montagem de um eventual novo governo.

“O PT permanece à frente da Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente até o dia 31 de dezembro de 2012, quando se encerra este mandato. Quero contar com o entusiasmo do partido durante a campanha e com a qualidade de alguns de seus quadros para ajudar na governabilidade atual e futura, se a maioria da população assim o decidir. Mas nenhuma definição quanto a cargos e nomes prováveis para ocupar esses cargos será tomada agora, porque isso não é correto e também porque não é meu estilo de tratar aquilo que envolve o interesse público”, concluiu.

Por fim, o presidente da sigla, José Luis Pereira, afirmou que o Partido dos Trabalhadores se sente feliz em fazer parte de um governo de tantas conquistas para o nosso município e que prioriza o bem de todos, e não os interesses de um partido ou meia dúzia. “Continuamos ao lado do governo e vamos fazer força para que o prefeito seja reeleito e que a próxima administração seja ainda melhor que a primeira”, declarou.



No creo en las brujas...




A amiga Raquel me manda essa escrita que tomo a liberdade de compartilhar com todos os leitores e leitoras do blog. Uma escrita que me chega como defesa contundente do prefeito Cláudio e também como sopro de esperança na democracia e na prevalência do Estado Democrático de Direito. Como exemplificou a imortal Olga Benário, lutemos sempre pelo justo, pelo bom e pelo melhor do mundo. Afinal, a vitória virá sempre que a causa for justa e a "alma não for pequena"!


No creo en las brujas...


Podemos entender política pública como aquela que tem por fundamental papel o fortalecimento e a expansão da autonomia dos sujeitos na sua cultura popular, com a possibilidade de intermediar, satisfazer e garantir a manutenção e o desenvolvimento da autonomia dos indivíduos, permitindo a capacidade de participação, como medida protetora da inserção social.

É por demais óbvio que a participação social e a libertação do ser humano perturbam em demasia e/ou trazem irreparáveis prejuízos aos sentimentos oposicionistas e opressores arraigados no âmago histórico de um determinado grupo específico de pessoas, que sempre usaram como táticas governamentais procedimentos escusos. É árdua a tarefa quando da compreensão do justo e injusto, já que este objeto justiça, é objetivo por demais.

Neste processo que ultimamente vem monopolizando as atenções da comunidade jaguarense, pensamos em justiça, e queremos, muitas vezes, que as subjetividades reais sejam evidenciadas. Ocorre que, nesta esteira, os mecanismos, as relações de desejo e poder e os interesses são muito mais amplos, presentes e complexos, sendo assim, muitas vezes, usados com estratégia das obscuras forças.

A implementação da política pública, democrática e concenciosamente escolhida pelo povo do município de Jaguarão, nas últimas eleições, no ano de 2008, é um projeto do povo e um desejo de todos(as) de ser realmente efetivada, como via das necessidades sociais.

O povo jaguarense não pode estagnar frente aos julgamentos do poder, sem ponderações (oposição). Ante ao contrário, devemos nos permitir ir além desse impasse que, em alguns momentos, não condiz com a realidade dos fatos. Caso contrário, estaremos fadados e condenados por práticas oposicionistas no uso de aparelhos de sufocamento e aniquilamento de nós, homens e mulheres jaguarenses, contendo, assim, os interesses sociais.

Ainda há grandes desafios e avanços a serem criados e, para isso, penso que necessitemos de igual disposição para fazermos acontecer, de fato, um processo democrático, no qual todos(as) possam ter acesso, se expressar, e onde o caráter e a dignidade do sr. Prefeito Claudio Martins sejam resguardados e assegurados, protagonista ele de um novo olhar de política pública e de defesas de direitos, com os mecanismos do Estado Democrático de Direito.

Portanto, precisamos nos instigar, e romper com o propósito revanchista dos opositores, para que possamos seguir vislumbrando uma perspectiva de política pública como seguridade social e direito de cidadania ao nosso povo, através dos canais institucionais de participação social.



Raquel C. Moreira
Mestre em Políticas Sociais, assessora jurídica, pedagoga, psicopedagoga, mãe, mulher, JAGUARENSE.

Hasta la victoria!




Meu primeiro contato com Cláudio Martins foi nos idos do ano 2000, durante uma Assembleia do Orçamento Participativo do RS. De acordo com a dinâmica do encontro, as delegações dos municípios eram divididas em grupos e eu tive a sorte de integrar o grupo do hoje amigo Cláudio.

Na ocasião, Cláudio estava vereador da nossa estimada Jaguarão, mas nem precisava ter muito faro para perceber que rapidamente ele alcançaria vôos bem mais altos. E vôos movidos não por uma obsessão cega pelo poder ou para satisfazer uma vaidade pessoal. Não, vôos impulsionados pela sua enorme capacidade de liderança, talento na articulação, espírito solidário e visão arguta, virtudes que nele se faziam espontâneas, latentes e nítidas. Sem falar na enorme vocação para a oratória. Como péssimo orador que sou, confesso que essa virtude é algo que me encanta.

Naquele momento além do grande amor e compromisso com sua terra, Cláudio ainda transpareceu uma grande preocupação com os problemas de toda a nossa região e uma leitura muito clara sobre iniciativas capazes de superar esses problemas. Ou seja, um jaguarense apaixonado pelo solo onde nasceu, mas ao mesmo tempo, um sujeito generoso disposto a abraçar a boa luta em favor de uma metade sul melhor e mais desenvolvida para todos.

Pois não demorou muito e Cláudio subiu mais um degrau na escalada como liderança local e regional. Foi eleito prefeito de sua cidade tão amada nas eleições de 2008 e desde a posse vem enfrentando o reacionarismo fora e dentro (não necessariamente nesta mesma ordem) do partido político do qual é cria e criador.

Mas segue em frente de cabeça erguida, companheiro! É por tuas virtudes, e não por teus defeitos que te atacam impiedosa e incessantemente. Lembre-se que quem não possui luz própria faz o impossível para apagar a luz alheia. Lembre-se também que Deus não coloca fardos pesados sobre ombros fracos. A luta segue e seguirá até a vitória. A vitória do povo de Jaguarão, dos políticos de boa-fé e de todos nós, que tanto precisamos dos novos ventos que tens trazido não só para os “hermanos” jaguarenses, mas para a nossa região como um todo.

Fosses um dos primeiros a enxergar os caminhos do progresso para a nossa metade sul num momento de total escuridão. Agora que o pior já passou e a prosperidade caminha entre nós, não será a mesquinhez de poucos que te tirará desta caminhada. Afinal, ela está só começando e precisamos da tua luz, da tua firmeza, do teu coração imenso e da tua lucidez para seguir até o fim ou o começo de um novo tempo de paz, mel, pão, lar, terra e poesia. A nossa região conta contigo e tu podes contar com a gente!

Pitada filosófica





quarta-feira, 14 de março de 2012

O governo que recuperou o orgulho de ser hervalense




Chegamos ao último ano desta administração municipal com grandes desafios a serem vencidos, mas também com inúmeras conquistas para comemorar e muitos motivos para nos orgulhar. Eu poderia listar uma gama enorme de feitos já realizados ou em fase de execução. No entanto, minha intenção aqui e agora é me reportar a uma das maiores, se não a maior obra do governo em curso, poucas vezes comentada ou mencionada sem a ênfase merecida. Falo do resgate da capacidade realizadora da prefeitura e da autoestima de todos nós.

Lembro-me que no ano de 2006 representei a Câmara Municipal em reunião promovida pelo Tribunal de Contas do Estado em Porto Alegre, com a participação da maioria dos municípios do RS. Para o espanto e a mais completa vergonha minha e das duas colegas que me acompanhavam na ocasião, o nome de Herval apareceu diante de todos, num telão imenso, como exemplo de gestão temerária e de tudo o que não deve ser feito em termos de contabilidade pública. Como hervalense que ama esta terra, me senti a pior pessoa do mundo naquele momento, mesmo não tendo nenhuma responsabilidade sobre aquele quadro patético e de trapalhadas mostrado para o deboche das gentes de todo o Rio Grande.

Outro episódio lamentável foi o fato da nossa prefeitura ter ficado estacionada no Cadin durante praticamente toda a gestão anterior. Episódio que além de demonstrar uma incrível incapacidade de gestão, impediu a chegada ao município de vários milhões em investimentos oriundos do governo do então presidente Lula. Sem falar nos atrasos frequentes ou mesmo dívidas com fornecedores, que levaram a perda total da credibilidade da administração da época, dando-lhe o título de péssimo pagador. O problema é que o passivo deixado para ser honrado ao longo desses quatro anos não é apenas financeiro, mas especialmente social. Ou seja, ações em favor do povo não se fazem com discurso, mas com investimentos concretos. E os investimentos que faltaram ali atrás ainda se refletem no presente do paço municipal e das nossas vidas.

Por sorte, ao invés do queixume, de alimentar vícios históricos e de empurrar os problemas com a barriga, o prefeito Ildo preferiu se consagrar como hábil administrador e respeitável estadista. Assim, desde o primeiro dia de governo vem comandando um trabalho sério e inédito, baseado na recuperação do crédito e da capacidade empreendedora da prefeitura, no combate ao desperdício e no fim dos privilégios e favorecimentos; na modernização do município e na melhoria das condições de vida das pessoas (independente de cor partidária), na valorização de quadros políticos e administrativos desprezados pelo jogo mesquinho do poder, no resgate gradativo da dívida contraída com os servidores e com a sociedade em geral e na criação de uma nova cultura em torno da própria política. Tudo isso somado, recuperou a confiança no governo e o nosso orgulho de ser hervalense.

Sem dúvida, ainda há muito para fazer, mas as realizações também são inúmeras e muitas até impensadas diante do quadro desolador pintado anteriormente, e aqui não se trata de culpar o passado pelo que ainda não foi feito. O fato é que um governo nunca começa do zero. Além disso, um governo deve ser comparado com a realidade administrativa anterior e nunca com um ideal de administração. Aliás, problemas sempre irão existir, seja na vida pública ou nas nossas vidas particulares. A diferença está entre quem esconde os problemas debaixo do tapete ou se esconde deles e quem enfrentá-os para o bem de todos. Pois a postura de enfrentar os problemas com coragem foi a adotada pela gestão atual e, a julgar pelas últimas enquetes da opinião pública, a imensa maioria da população tem aplaudido essa forma de administrar que recuperou o papel protagonista da prefeitura e a autoestima de todos nós.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Rir e apertar o passo




Como fiz escolhas ou me envolvi com pessoas erradas ao longo da minha vida.. Mas como conhecer o certo apartado do risco ou sem uma certa dose de envolvimento?

Não quero bancar a vitíma, o bobo, o bonzinho ou o arrependido. Longe disso!
É que de vez enquando é preciso colocar a mão na consciência ou se olhar no espelho e reconhecer isso sem sustos ou receios. Até para que possamos prosseguir em frente e não repetir os mesmos erros do passado. O pior é que eu os repeti e os repeti abundantemente e de forma acentuada.

Tudo o que sempre quis na vida é paz, pudor, mãos dadas, olhos nos olhos, prosperidade, peito aberto... Pois no afã do mel acabei, algumas vezes, cedendo ao dissabor do fel ou me imiscuindo com o mal que prefere sempre esconder sua verdadeira face.

Esta é a realidade nua e crua. Uma realidade que embora não mais me fira ou açoite, não pode ser deixada para trás como se nunca tivesse existido.

Como lamento ter permitido que certas pessoas permanecessem no meu convívio por mais tempo do que o necessário ou para além de um breve instante! Como dizia um grande amigo, “tem pessoas que não nasceram para se encontrar e menos ainda para ficar juntas”. Ou como sempre repete meu pai, “ao ver a cacaca devemos desviar dela, e não tacar-lhe o pé em cima”.

Como lamento por, num passado recente, ter exposto em algumas redes sociais fotos feitas apenas para o consumo íntimo! Que bobagem! Que estupidez a minha! Uma estupidez inadimissível para alguém que se pretende tão lúcido.

O fato é que a fronteira entre o certo é o errado, entre o puro e o impuro é muito tênue. Basta um momento de devaneio para que os fastamas deste momento nos persigam para todo o sempre.

Como tirar alguém da nossa vida como se tira uma pedra do sapato? Como dizer que a exposição indevida foi um lapso, um lampejo de insensatez,  ou então que fora um momento de bicho vivido como se de gente fosse? Não, de nada servem os álibis ou argumentos e calar também não cessa essa insanidade. “Até provar que não somos cavalo já comemos muitas rações de milho”, também costuma advertir meu velho pai.

A verdade é que não há nada para provar, retratar, expiar ou se redimir. Tem coisas que mesmo ganhando o público pertencem ao foro íntimo e correm em segredo de justiça. Eis aí mais uma prova de que somos gente e gente arde e queima e eleva e se enterra na lama e ainda, não raro, age como animal arisco que atropela todos os riscos.

Nunca aceitei o rótulo de anjo, embora sempre tenha perseguido ser alguém melhor e mais lúcido. Quedas ou desvios são inevitáveis durante a caminhada interminável e cheia de obstáculos do estar vivo.

Não, não me tomem por um ser totalmente depurado, mas também não me tomem como o contrário. Alguém deturpado, animalizado, sedento dos sabores enganosas da carne. Anestesiado ou alucinado, talvez!

A única coisa a ser ponderada e assumida nos próximos passos é de que definitivamente “não podemos servir a dois senhores”, não podemos perseguir o bom e carregar uma bomba nos braços nem buscar o belo e elogiar demasiadamente a beleza falsa, flácida e fútil.

A vida segue e eu sigo disposto a fazer desta passagem mundana um espetáculo agradável e digno, não apenas para o olhar alheio, mas para a própria essência do meu ser. Apesar dos vacilos, deslizes e tropeços e das gentes e gestos que nunca deveriam ter existido em mim.

Mas como escreveu Kátia Celeiróz: “o melhor é que eu consigo rir de tudo isso...”


Rir é o melhor remédio





quinta-feira, 8 de março de 2012

O óbvio sobre o nada previsível universo feminino





De repende sou instado a dizer o óbvio: o dia das mulheres é todos os dias, e não apenas neste 8 de março.

O fato é que esta é a data que simboliza a luta das mulheres também pelo óbvio: dignidade humana e condições de igualdade plena e de fato (não somente de direito) em relação às pessoas do sexo masculino.

Dito isto, quero acrescentar ainda que sou um apaixonado pelo universo feminino. Um universo que quanto mais percorro menos conheço e mais acabo perdido e fascinado.

Mulher normalmente me surge e soa como uma estranha melodia, sendo que quanto mais entro nesse embalo menos me canso e mais sinto vontade de mergulhar nessa agitada dança.

Ha as mulheres! Somente elas (nem todas, por óbvio) tem esse poder insuperável e inalcansável por nós homens de fazer um trilhão de coisas ao mesmo tempo, e fazê-las bem feito, o que é mais importante.

Somente uma mulher sabe ser ao mesmo tempo mãe e filha e irmã e dona da casa e profissional de sucesso e mulherão e... E ainda sem errar o passo ou perder a pose nem a alegria nem o aroma que inebria.

Enquanto nós homens vivemos na agonia desse passo lento e muitas vezes sem rumo, na busca por encontrar uma mulher maravilha e maravilhados entrarmos no prumo. O que jamais irá ocorrer!

Como exemplar nada exemplar do gênero masculino só posso dizer que me rendo à maestria feminina. No entanto, lhes faço apenas um pedido: sejam gentis e volta e meia notem a nossa insignificância, especialmente desse relês embecil que agora se arrisca a dizer o óbvio sobre o imprevisível e infinito universo feminino.

Parabéns a todas e beijo bem bom em seus corações!


Pitada filosófica




CANÇÃO DAS MULHERES

(Lya Luft)


Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais. 

Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta. 

Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor. 

Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso. 

Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes. 

Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais. 

Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida. 

Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''

Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize. 

Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire. 

Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso. 

Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.


Música para os meus ouvidos


Fiz questão de trazer Jorge Ben bem no dia Internacional da mulher. Nada friamente calculado, apenas o desejo de fazer um agrado a todas as mulheres neste dia. Um dia para que o universo feminino reafirme sua superioridade sobre nós, relês marmanjos. Tão precários e paupérrimos diante da mulher... figura que dá corpo, conteúdo e sexo aos anjos!





terça-feira, 6 de março de 2012

Corpo sem fim




O blog do Toninho tem a grata satisfação de trazer até vocês a lavra poética da amiga e tutora à distância da minha faculdade, "sora Marielda". Ela que aqui aparece ao lado do também amigo Duglas e do saudoso sor Osmar Hences...


Corpo sem fim

Só sei que sou assim
Alegria e tristeza,
Feiura e beleza,
Tenho incertezas.
Só sei que sou assim
Um tanto cruel,
Com lábios de mel,
Abelha rainha.
Só sei que sou assim
Grama e capim,
Vermelho carmim,
Um corpo sem fim.

(Marielda Barcellos Medeiros/Pelotas/RS)


Herval recebe Unidade Odontológica Móvel


Chegou a Herval no início desta semana a Unidade Odontológica Móvel recebida do Ministério da Saúde na sexta-feira, 02, pela secretária de saúde Janise Montanari em solenidade realizada em Tatuí (SP). A van está equipada para oferecer tratamento clínico odontológico, além de ações de promoção e prevenção à saúde bucal.

O Ministério da Saúde entregou 100 Unidades Odontológicas Móveis (UOMs) a municípios inseridos no Plano Brasil Sem Miséria. O Rio Grande do Sul recebeu seis unidades, das quais três vieram para a zona sul. De acordo com o prefeito Ildo Sallaberry a UOMs atende a uma reivindicação antiga principalmente dos assentamentos. “Estamos muito felizes porque o governo federal está nos proporcionando dar esta atenção ao homem do campo”, disse.

A UOM conta com um consultório odontológico equipado com cadeira odontológica, kit de pontas (conhecido como “motorzinho do dentista”), mocho (cadeira do dentista), refletor, amalgamador e fotopolimerizador (materiais que fazem o preparo dos materiais utilizados nas restaurações dos dentes), raio-X odontológico e autoclave para esterilização do material.

Além disso, todas as unidades possuem ar-condicionado, pia para lavagem das mãos, reservatórios de água, armários para armazenagem de material e, acoplado ao veículo, uma carroceria que carrega um gerador, responsável por fornecer energia ao consultório. “Com essa ação do Ministério da Saúde, poderemos atender as comunidades da zona rural que têm dificuldade de acesso aos serviços de saúde”, enfatiza Janise. Para o vereador João Bosco Paiva, esta é uma aquisição muito importante, porque leva os serviços de saúde bucal ao encontro da população do interior do município, que muitas vezes tem dificuldade para se deslocar.
 
(Publicado originalmente no site do Jornal A Fronteira: http://jornalafronteira.blogspot.com/)
 

quinta-feira, 1 de março de 2012

Música para os meus ouvidos


Me arrisco no portuñol para decir que no hay palabra que possa definir una canción. Especialmente se ela for brotada das cosas e casos do coração.
Entonces embarquemos no som suave de Luis Salinas, um som que dispensa qualquer palavra e nos convida a seguir o embalo del corazón de una mujer...





Licença poética



Peço licença uma vez mais para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


Sentirei tua falta...
Mas em compensação, seguirás junto comigo em meu coração.
Até que eu volte, ávido por ti e pelo toque delicioso de tuas mãos.

Entre nós, mesmo a distância é algo que aproxima.
Pois quando não estás ao meu lado, acabas sempre te materializando
de algum modo, especialmente na rima de amor que me brota de ti!