Sobre o Blog do Toninho

O Blog busca retratar coisas da vida interiorana e do meu interior, numa abordagem que mistura reflexão, notícias, riso, poesia, musicalidade, transcedentalidade e outras "cositas más". Tudo feito com produções próprias, mas também com a reprodução do pensar ou do sentir dos grandes gênios que o país e a humanidade pariram.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Versos del alma gautia





Ato político




Pobre país rico


Os ataques à Petrobras atendem aos interesses de países no centro de poder mundial de olhos nos recursos energéticos do Brasil. É a imposição da agenda do sistema financeiro mundial. O mercado é uma entidade cuja relação com o Estado é a de explorá-lo e dele retirar o maior lucro possível.

A indicação de Roberto Castello Branco para a presidência da Petrobras será a concretização desse objetivo. A empresa será esquartejada e distribuída entre petroleiras estatais de outros países e o nosso petróleo produzirá o desenvolvimento dessas nações.
O Iraque, a quinta maior reserva de petróleo do mundo, mas pobre, foi invadido em 2003, sob o argumento de possuir armas de destruição em massa.

Os EUA e Saddam Hussein eram parceiros desde 1963, desde a deposição do ex-presidente Abdul Kassem. Hussein foi alçado a presidente pelos EUA no fim da década de 1970.

Quando Hussein, após mais de 20 anos, anunciou a venda do seu petróleo, em euro, foi derrubado, julgado sumariamente e enforcado, em 2006, no Iraque invadido pelo governo George Bush.

Naquele ano, o Brasil anunciou a descoberta da sua maior reserva de petróleo, o pré-sal.

Em 2008, a Petrobras começou a extrair os primeiros barris. Em 2010, o governo aprovou a lei da partilha, que substituiu o modelo de concessão. De forma geral, a principal diferença entre os dois modelos é que, pela concessão, o petróleo é de propriedade da empresa que o explora, pagando uma parte ao Estado. Pela partilha, o dono do petróleo é o País. No caso, o Brasil.
Além de proteger o pré-sal, como patrimônio brasileiro, o governo implantou e consolidou uma política de conteúdo nacional para estimular a indústria do setor de gás e petróleo.

Devido aos investimentos, em 2015 a Petrobras recebeu o mais importante prêmio que uma petroleira do seu porte pode receber, o OTC Distinguished Achievement Award for Companies, Organizations and Institutions, pelo desenvolvimento de tecnologias.
Entre 2011 e 2017, a liquidez corrente da empresa oscilou entre 1,5 e 1,9. Ou seja, para cada 1 real investido, a companhia recuperaria entre 1,50 e 1,90 real.
Destarte, é fácil compreender porque o valor de mercado da Petrobras passou de 50 bilhões de reais, em 2003, para 214 bilhões em 2016. O que fica realmente difícil de explicar, diante dos números, é o ávido interesse de todas as grandes petroleiras do mundo em comprar uma empresa teoricamente quebrada.
Castello Branco critica o monopólio estatal da perspectiva rentista. O resultado de uma estatal não pode ser tomado apenas dos pontos de vista do lucro e do prejuízo. Leva-se em consideração a sua contribuição para o desenvolvimento do País.
O subsídio aos combustíveis entre 2011 e 2014 foi para que os pobres consumissem gasolina e gás de cozinha e não causou prejuízo à Petrobras. No período, o valor positivo do caixa da empresa oscilou entre 33,03 bilhões de reais e 26,6 bilhões.
O que está em jogo é a soberania do País, a autodeterminação de investir sua riqueza onde e como lhe convier. Pelos resultados conquistados, fica patente a competência da empresa para gerir essa imensa riqueza brasileira, o nosso passaporte para o futuro, como disse o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A partir de 2016, os preços internos de combustíveis foram colocados acima dos praticados no mercado internacional, paralisando as 15 refinarias brasileiras, gerando empregos e impostos em outros países, como nos EUA.
O novo governo é patriota de outras nações. São brasileiros que se contentam em ver o Brasil como uma eterna colônia fornecedora de commodities para o desenvolvimento de outros povos. Isso tem nome: traição e sabujismo.


Por Enio Verri, deputado federal pelo PT-PR



quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Altas conexões





Licença poética



Peço licença uma vez mais para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


A beleza que habita em ti é tanta que, com ela, seria possível dar várias voltas ao redor da terra.

Tua beleza é tão infinita que é capaz de me virar do avesso nessa e em muitas outras vidas.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Música para os meus ouvidos


Poesia pode ser escrita, falada, interpretada, cantada ou mesmo acústica. O importante é que a poesia invada nossas vidas e rime com o melhor que podemos ser.




Momento poético



Além-Tédio


Nada me expira já, nada me vive - 
Nem a tristeza nem as horas belas. 
De as não ter e de nunca vir a tê-las, 
Fartam-me até as coisas que não tive. 

Como eu quisera, emfim de alma esquecida, 
Dormir em paz num leito de hospital... 
Cansei dentro de mim, cansei a vida 
De tanto a divagar em luz irreal. 

Outrora imaginei escalar os céus 
À força de ambição e nostalgia, 
E doente-de-Novo, fui-me Deus 
No grande rastro fulvo que me ardia. 

Parti. Mas logo regressei à dor, 
Pois tudo me ruiu... Tudo era igual: 
A quimera, cingida, era real, 
A propria maravilha tinha côr! 

Ecoando-me em silêncio, a noite escura 
Baixou-me assim na queda sem remédio; 
Eu próprio me traguei na profundura, 
Me sequei todo, endureci de tedio. 

E só me resta hoje uma alegria: 
É que, de tão iguais e tão vazios, 
Os instantes me esvoam dia a dia 
Cada vez mais velozes, mais esguios... 

Mário de Sá-Carneiro, in 'Dispersão' 

Rir é o melhor remédio



sábado, 24 de novembro de 2018

Basílio em festa e somando forças



Vice-prefeito Fernando Silveira e o secretário de planejamento, Toninho Veleda, prestigiando o Sub Prefeito Deomar Schafer (Gordo) e toda a comunidade do Basílio, em evento promovido a muitas mãos (inclusive com o apoio e participação do vereador Edinaldo Azevedo) na data de hoje, 24, com objetivo de arrecadar recursos para a aquisição de um equipamento de sonorização para essa importante comunidade do nosso município.

Além de um saboroso almoço, a iniciativa se prolonga ao longo do dia de hoje com partidas de futebol de 7, bingo e um animado "arrasta pé", motivados pelo compromisso e o espírito de somar forças e promover a integração entre as pessoas do local com os moradores do entorno da Vila Basílio, assim como com a administração municipal.

A data também marca o aniversário de Gordo, figura muito querida e uma liderança política muito respeitada do nosso município que, depois de uma rápida passagem pelo legislativo municipal e a experiência acumulada como secretário adjunto de Agropecuária, atualmente tem a missão e já vem se destacando como Sub Prefeito do Basílio, sempre promovendo a participação coletiva e o trabalho em equipe.

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Autorretrato




Em Pedras Altas no dia de ontem, 22,  revendo grandes parceiros e representando a Prefeitura de Herval em Seminário sobre educação fiscal que contou com a participação de 15 municípios. Aprendizado importante, visando potencializar, otimizar e incrementar a receita das prefeituras, a partir de iniciativas que envolvam a comunidade e diferentes órgãos do governo.

Ato político



fim do Convênio entre o governo de Cuba e a Organização Panamericana de Saúde (OPAS), sob o qual era  garantida a participação dos médicos cubanos no “Programa Mais Médicos”, deve-se a declarações intempestivas do presidente eleito Jair Bolsonaro, que ignora  a dimensão diplomática que cerca a relação entre países. Em especial, ofende a exigência de respeito aos convênios legalmente firmados, bem como à civilidade necessária aos acordos  de cooperação entre nações.
O Convênio que está sendo extinto trata da cooperação tripartite – entre Brasil, OPAS e Cuba – na qual a OPAS garante ao Brasil, nos termos e nas condições previamente negociadas com Cuba, médicos com o objetivo de melhorar a cobertura da atenção básica de saúde à população brasileira.
Para nossa gente mais humilde, a extinção do  programa será uma perda irreparável a curto e médio prazos. Criado durante o meu governo, ofereceu até 2016 atendimento médico a 63 milhões de brasileiros e brasileiras, muitos dos quais jamais haviam tido acesso a um profissional de saúde. Na verdade, 700 munícipios do país não tinham um médico sequer para atender à população local.
As consequências do rompimento estabanado dos termos do convênio, em reiteradas manifestações pelo twitterdo futuro presidente do País, são gravíssimas. Dezenas de milhões de brasileiros deverão ficar sem os cuidados básicos na área de saúde, em todo o território nacional.
A  decisão do presidente eleito foi unilateral e desrespeitosa, ao criticar por twitter os termos do convênio assinado no meu governo, e renovado, sem modificações, até pelo governo Temer. Dispensaram, por absoluta soberba, as posturas diplomáticas requeridas na relação entre países.
O grave é, portanto,  que  tudo isso ocorreu  sem consulta aos signatários do acordo – a OPAS e o ministério da Saúde de Cuba. As manifestações levianas e autoritárias podem mesmo afastar também médicos de outros países que participam minoritariamente do Programa Mais Médicos.
Numa agressiva demonstração de indiferença às cláusulas estabelecidas sob a supervisão da OPAS, o presidente eleito anunciou que vai impor aos participantes estrangeiros do Mais Médicos contratos individuais, realização de exames de teste de conhecimento e validação de diplomas, pagamento direto, desconsiderando a garantia de salário integral dada aos médicos pelo governo cubano.
Parecia desconhecer que, pelo convênio, a OPAS, instituição supranacional, contratava os médicos coletivamente junto ao ministério cubano e garantia sua qualificação junto ao Ministério de Saúde de Cuba. Sem dúvida, a exigência de submeter os médicos estrangeiros a um exame no Brasil só poderia ser vista como um gesto depreciativo, xenófobo  e arrogante, cometido contra os profissionais de saúde de países estrangeiros. Mesmo porque o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação supervisionavam o trabalho de todos os médicos e faziam avaliações de desempenho.
Uma pesquisa realizada pela Universidade de Minas Gerais, por solicitação do meu governo, mostrou que 95% da população aprovava o trabalho dos médicos que integram o programa, sem distinção de nacionalidade, e 90% dos usuários deram nota de 8 a 10 ao Mais Médicos.
Em abril de 2016, o programa tinha 18.240 médicos, a maioria oriundos de Cuba, graças ao convênio entre o governo brasileiro e a OPAS. Os médicos cubanos foram essenciais para preencher as vagas do programa. Logo na chamada inicial, os médicos brasileiros não se candidataram em número suficiente; depois, abriu-se o programa para médicos da América Latina; e, finalmente, como ainda não haviam sido ocupadas sequer metade das vagas, firmou-se com a OPAS um convênio para a convocação de médicos cubanos, porque Cuba é um dos países do mundo que tem a mais alta relação entre médicos e população – 6,7 profissionais para cada grupo de 1.000 habitantes – e uma reconhecida experiência e competência em cooperação internacional na área de saúde.
Lembremos que em 2013 o Brasil possuía apenas 1,8 médicos por mil habitantes.  Menos que o México, o Uruguai e a Argentina. No  ritmo de formação universitária existente naquele ano, a  meta de chegar a 2,7 médicos por mil habitantes só seria alcançada em 2035. Essa foi a razão pela qual o programa Mais Médicos, além de espalhar profissionais pelas periferias das grandes cidades, pelos departamentos de saúde indígenas, pelo interior do país e pelos pequenos municípios, previa a criação de novas faculdades de medicina. Infelizmente, esta iniciativa  foi suspensa pelo governo golpista de Temer.
O gesto depreciativo de Bolsonaro contra os médicos cubanos e demais médicos estrangeiros em atividade no programa é um atentado contra a população brasileira, que vai deixar de ter acesso a valorosos e competentes profissionais na atenção básica à população mais pobre de nosso Brasil. É, ainda, uma atitude autoritária, que revela despreparo, porque rompe unilateralmente um convênio assinado com uma organização de saúde respeitada e credenciada internacionalmente.
E, por fim, demonstra que o presidente eleito não tem noção do que significa cooperação internacional na área de saúde, colocando seus preconceitos à frente do interesse da população e  rompendo, por Twitter, convênio cuidadosamente negociado entre países e uma organização multilateral..
A população brasileira foi beneficiada pela generosa competência dos médicos cubanos, a quem o governo do Brasil devia reconhecer sua fraterna solidariedade.  A eles rendo minha homenagem e meu agradecimento. O trabalho destes profissionais dedicados e generosos fará falta aos brasileiros.
Dilma Rousseff, presidenta eleita da República em 2011 e vítima de golpe em 2016

Nem só de pão viverá o homem





quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Momento poético




Para não Deixar de Amar-te Nunca

Saberás que não te amo e que te amo 
pois que de dois modos é a vida, 
a palavra é uma asa do silêncio, 
o fogo tem a sua metade de frio. 


Amo-te para começar a amar-te, 
para recomeçar o infinito 
e para não deixar de amar-te nunca: 
por isso não te amo ainda. 



Amo-te e não te amo como se tivesse 
nas minhas mãos a chave da felicidade 
e um incerto destino infeliz. 



O meu amor tem duas vidas para amar-te. 
Por isso te amo quando não te amo 
e por isso te amo quando te amo. 




Pablo Neruda, in "Cem Sonetos de Amor" 



Pitada filosófica





terça-feira, 20 de novembro de 2018

Música para os meus ouvidos


Música boa é uma das melhores coisas que existem e uma luz no fim do túnel diante desse momento tomado pelo obscurantismo.

Não enxergando de cara ou percebendo as coisas à primeira vista, o jeito é caminhar e apurar os sentidos. Para tal, nada melhor que as canções que tocam nossos ouvidos.




quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Para pensar

Todo mundo, alguém, qualquer um e ninguém



Esta é uma história de quatro pessoas: TODO MUNDO, ALGUÉM, QUALQUER UM e NINGUÉM.

Havia um trabalho importante a ser feito e TODO MUNDO tinha certeza de que ALGUÉM o faria.

QUALQUER UM poderia tê-lo feito, mas NINGUÉM o fêz.

ALGUÉM zangou-se porque era um trabalho de TODO MUNDO.

TODO MUNDO pensou que QUALQUER UM poderia fazê-lo, mas NINGUÉM imaginou que TODO MUNDO deixasse de fazê-lo.

Ao final, TODO MUNDO culpou ALGUÉM quando NINGUÉM fez o que QUALQUER UM poderia ter feito.


terça-feira, 13 de novembro de 2018

Licença poética



Peço licença novamente para entregar-lhes outras palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


O céu nunca foi o limite...

O ápice da satisfação ou o cume do êxtase para todo mortal, é e sempre será, alcançar tuas curvas ou adentrar a atmosfera que contorna teu ser.


Autorretrato



Reunião em Pelotas ontem com a finalidade de conhecer o funcionamento e objetivando oportunizar aos empreendedores hervalenses o acesso à oferta de microcrédito por meio da Casa do Microcrédito, com recursos oriundos do BNDES

Nem só de pão viverá o homem





quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Ato político


Emir Sader sempre sábio e certeiro. Leiamo-nos, incorporemos suas palavras em nossa agenda e, sobretudo, em nossos afazeres, de modo a virar o jogo e preparar a colheita de dias melhores.

A renovação da esquerda

O resultado da eleições deste ano representam uma continuidade e um aprofundamento do regime de exceção instaurado pelo golpe de 2016. Uma nova gangue, que assaltou o governo, assim como a gangue havia feito, se reparte o botim, não importando o país, o povo, a democracia.
Para a esquerda representa um novo desafio. O de resistir, como sempre, mas desta vez diante de uma ofensiva que promete ser mais profunda contra os direitos básicos da população, das organizações populares, das chamadas minorias políticas. Mas resistir junto a uma imensa força despertada pelas ameaças brutais do candidato a que as elites brasileiras abraçaram, como fazem sempre, como ao aventureiro de plantão que as pode livrar de ter que conviver com governos que atendem os interesses da maioria da população.
Mas o resultado das eleições também traz o recado de que a esquerda no seu conjunto – partidos, movimentos sociais, personalidades, artistas, intelectuais, entre tantos outros protagonistas – precisam renovar-se, para estar à altura da nova etapa histórica do Brasil. Porque não se trata simplesmente de resistir para retornar ao que vivemos antes, por mais virtuosos que tenham sido os governos progressistas deste século.
Temos, antes de tudo, de deixar de ficar pensando nos termos do passado recente. Sobre alianças de uns partidos de esquerda contra outros, em termos de nomes para 2022. Tudo isso tem que ser definitivamente varrido do campo da esquerda, pertence à herança ruim de um passado que não nos permitiu vencer. São poeiras da estrada, que temos que deixar para trás, para podermos avançar. Ninguém sai de uma derrota dessas com a mesma roupa, com os mesmos hábitos, salvo que queira repetir as derrotas indefinidamente.
A reação da oposição democrata a Trump nestas eleições legislativas norte-americanas é uma boa indicação sobre como combater o avanço da direita e conquistar novos espaços. Nos EUA, se está dando um grande processo de renovação da oposição, produto das próprias mobilizações populares de resistência ao governo Trump. Mulheres, jovens, muçulmanos, índios, entre outros, foram eleitos de forma inédita nos EUA, refletindo já uma nova composição da oposição democrática, apontando para novas agendas, novas formas de atuação, novas lideranças.
A resistência à nova ofensiva da direita mobilizou a setores muito amplos do país, incorporando a gente que nunca havia estado mobilizada, a setores novos, fenômeno que infelizmente não teve tempo de se refletir nas eleições. Concorremos, com poucas exceções, com os nomes que tínhamos já, a participação de personagens da velha politica ainda foi muito grande.
A esquerda agora precisa se renovar. Não se trata de desfazermos do que acumulamos de bom, que é muito. O Lula continuará sendo o nosso maior líder. Dependendo da sua situação pessoal, temos que ver as formas de sua participação nessa nova etapa da nossa luta. Mas ele representa não apenas a figura de mais prestígio político no país, como o único grande líder popular nacional, a única liderança que permite que a esquerda rompa seu isolamento em relação a setores amplos da população. Como exemplo: quando o Lula era candidato ou quando seu nome era mencionado nas pesquisas, sempre ganharia no primeiro turno. Perdiam forca as manipulações de robôs na internet, as mentiras, até mesmo as igrejas evangélicas. Porque com a presença da imagem do Lula as pessoas são interpeladas na sua vida concreta, cotidiana – salário, emprego, escola, casa própria, entre outros momentos das suas vidas. As outras determinações ficam em segundo plano. Por isso o tiraram da disputa. Mas nós vamos necessitar sempre dele, pelo que ele representa de liderança, mas também de memoria para o povo, e como o depositário das melhores experiencias que a esquerda brasileira já teve.
Mas precisamos incorporar à luta e ajudar a formar novas lideranças originarias dos setores que tem estado mais ausentes da vida politica brasileira: mulheres, jovens e negros, para resumir o essencial. Lideranças de mulheres, de jovens, de negros, se possível de mulheres jovens negras, por exemplo. Mas também do meio artístico e intelectual, dos LGBT, dos quilombolas, dos índios.
De forma a que a própria composição dos partidos, das candidaturas, dos movimentos sociais, dos debates públicos, das lideranças nacionais, se renove. Renovação etária, claro, mas também da linguagem, das reivindicações, das temáticas, das formas de luta.
A direita se renova, com as concepções teocráticas da política, com temas do fascismo, com usos renovados da internet. A esquerda tem também que se renovar, mesmo se na direção radicalmente oposta à da direita. Com extensão do caráter laico do Estado brasileiro, com temas libertários, com melos eficiência no uso democrático da internet.
Deixar de lado, agora mesmo, as velhas discussões sobre as alianças entre os partidos. O buraco é muito mais profundo. A discussão tem que ser na direção da constituição de frentes de luta que incorporarem diretamente aos movimentos sociais, para oxigenar o desgastado clima de debate entre direções dos partidos. Que incorporem a artistas, a intelectuais, a personalidades do mundo democrático. Deixar de lado a discussão absurda sobre nomes de candidaturas para 2022, lista que sempre projeto o presente e o passado sobre um futuro que será novo, se queremos estar à altura dos imensos desafios que temos pela frente.
Ou a esquerda se renova ou será vítima das mesmas armadilhas antidemocráticas montadas pela direita, que nos levou às derrotas recentes. E nós precisamos e merecemos de novas vitórias.

Publicado originalmente em:

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

PT com time reforçado e sob nova direção



Por entender que a boa política não se esgota e vai além das eleições, integrantes do Partido dos Trabalhadores de Herval, reuniram-se no início da noite de ontem (6).

O encontro teve como objetivo dar as boas-vindas ao novo time de filiadas e filiados da sigla, definir o nome do responsável por conduzir o partido no âmbito local, assim como realizar a análise do momento político atual, considerando que em se tratando de Herval o PT alcançou uma vitória retumbante nas urnas tanto no primeiro, quanto no segundo turno do pleito eleitoral finalizado no último dia 28 de outubro.

Assim, o escolhido por unânimidade para conduzir o PT no município foi Toninho Veleda, militante antigo e um dos quadros mais representativos do Partido dos Trabalhadores em nível local. Toninho falou que se sente honrado com a missão ora recebida e do seu compromisso de, forma coletiva e solidária, trabalhar para fortalecer cada vez mais não só o PT, mas política como instrumento da democracia e da dignidade humana na Sentinela da Fronteira.

O novo presidente do PT ainda deu as boas-vindas aos novos integrantes do partido, dizendo que o PT não tem a pretensão de ser a primeira, mas espera ser a última agremiação partidária na vida de todos eles.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Licença poética



Peço licença uma vez mais para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


Teu corpo em movimento... Ah, teu corpo em movimento!
Misto de tara e bom comportamento, conforto e tormento.
Teu corpo em movimento me transporta para outra dimensão 
faz o queixo cair no chão.



Nem só de pão viverá o homem





Pitada filosófica