Sobre o Blog do Toninho

O Blog busca retratar coisas da vida interiorana e do meu interior, numa abordagem que mistura reflexão, notícias, riso, poesia, musicalidade, transcedentalidade e outras "cositas más". Tudo feito com produções próprias, mas também com a reprodução do pensar ou do sentir dos grandes gênios que o país e a humanidade pariram.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Nem só de pão viverá o homem





Licença poética



Peço licença outra vez para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...

Corri em direção as águas do mar, porém uma visão do paraíso me fez parar na praia.
Estavas deitada na areia, tomando banho de sol.
Minhas pupilas imediatamente dilataram e meus passos travaram ao avistar cena tão estonteante e sedutora. Foi hipnose à primeira vista!

Pitada filosófica




quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Música para os meus ouvidos


Gessinger tem a incrível capacidade de transformar filosofia em música ou vice-versa. E não a vã filosofia, e sim a filosofia calcada nas coisas e casos e questões do nosso tempo. Aliás, essa é outra virtude de Humberto: fazer composições baseadas na vida real e sem nunca ficar em cima do muro, o que soa como uma paulada em quem pensa que a arte é neutra ou feita apenas para entreter ou mera abstração.




Ato político



Quando se diz que vivemos na escuridão e sob o domínio do obscurantismo, não se está fazendo um jogo de palavras para fustigar o adversário. Quem dera fosse só isso!

Tampouco se trata de uma visão meramente ideológica que se considera portadora do bem e enxerga apenas o mal do outro lado. Quem dera o problema fosse apenas esse!

O buraco é muito mais embaixo. Fomos arrastados ao fundo do poço por Bolsonaro e sua familícia e Cia – e aqui cabe destacar o vilão Guedes e o bobo da corte Moro -, algo que só não enxerga quem se deixou cegar pelo bombardeio de mentiras, cujo precedente talvez só se encontre no nazismo de Hitler.

Vivemos sob o império do mal. Ou como cantou Humberto Gessinger, “já não há mais diferença entre a raiva e razão”. E uma nação que não sabe ou finge não saber separar o joio do trigo; o bem do mal; o bom do mau; o certo do errado; o justo do injusto, pode até continuar sendo uma nação, porém deixa de ser humana. Vira mera nação de zumbis.

 

Apatifam-nos


“Apatifar”, nos diz o Aurélio, significa tornar desprezível, aviltar, envilecer. Pessoas se apatifam, nações inteiras podem se apatifar, ou serem apatifadas. O mundo hoje vive uma assustadora onda de contágio viral que, espera-se, acabará controlada ou, eventualmente, desaparecerá. Já patifaria não mata, mas também contagia, com a diferença de que não tem nem perspectiva de cura. 

É impossível observar o Brasil de hoje sem a sensação de estar assistindo a uma pantomima tragicômica, à decomposição de um Estado que, dissessem o que dissessem de governos anteriores - inclusive os lamentáveis -, mantinha, pelo menos, a linha, o que é mais do que se pode dizer da atuação de Bolsonaro & Filhos no palco do poder. 
Agora se entende por que Bolsonaro insistia em dizer que não houve um golpe em 64 nem uma ditadura militar nos 20 anos seguintes: ele queria montar o seu próprio regime militar, enchendo o Planalto de generais de fatiota que deixam seus tanques no estacionamento e entram pela rampa principal, rindo da gente. Implícita nessa original tomada do poder está a ideia imorredoura de que só uma casta iluminada, os militares, sabe governar um país. 
O apatifamento de uma nação começa pela degradação do discurso público e pela baixaria como linguagem corriqueira, adotadas nos mais altos níveis de uma sociedade embrutecida. Apatifam-nos pelo exemplo. Milícias armadas impõem sua lei do mais forte e mais assassinos com licença tácita para matar. Há uma guerra aberta com a área de cultura e a ameaça de um retrocesso obscurantista nas prioridades de um governo que ainda não aceitou Copérnico, o que dirá Darwin. Aumentam os cortes de gastos sociais, além de cortes em direitos históricos dos trabalhadores. Aumenta a defloração da Amazônia. Aumentam as ameaças à imprensa. 

E aumenta a suspeita de que, na Universidade de Chicago, o Paulo Guedes só assistiu às aulas de bobagens para dizer, caso a economia não deslanche. 

Luis Fernando Verissimo, O Estado de S.Paulo


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Trabalho em equipe garante patrocínio da Corsan ao Carnaval Herval Folia



Juntos se faz mais e vai mais longe. Com esse espírito, na manhã de hoje (19), tivemos a felicidade de levar ao comando da Pasta da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer a notícia de que o pleito de patrocínio financeiro ao Carnaval Herval Folia 2020 foi aprovado pela Corsan e os recursos pretendidos serão destinados ao Fundo Municipal de Incentivo à Cultura. O valor aprovado foi de R$ 16 mil, o que representa um aumento de mais de mil reais em relação ao valor repassado no ano passado a título de patrocínio.

Conforme o contrato de delegação dos serviços de água e esgoto, firmado entre a administração municipal e a Corsan no final de 2011, a prefeitura faz jus ao patrocínio anual para um dos eventos oficiais do município, aporte que tradicionalmente vem sendo destinado ao carnaval.

Contudo, esse patrocínio não é destinado automaticamente e requer a adoção de uma série de medidas administrativas que, esse ano, foram executadas pelo secretário Toninho Veleda e as servidoras do Planejamento, Luana Medeiros e Emile Moraes, como também pelo adjunto da Cultura, Vagner Lopes.

De acordo com Chico dos Santos, responsável pela SCTEL, o trabalho em equipe e a integração entre as Secretarias Municipais é essencial para obter bons resultados administrativos. Além disso, esse patrocínio da Corsan é vital para assegurar a realização do Carnaval e, ao mesmo tempo, não comprometer a saúde financeira e a prioridade absoluta aos serviços essenciais prestados pela prefeitura, ainda mais nesse período de escassez de recursos, disse Chico.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Momento poético



O DEUS DE CADA HOMEM

Quando digo "meu Deus",
afirmo a propriedade.
Há mil deuses pessoais
em nichos da cidade.

Quando digo "meu Deus",
crio cumplicidade.
Mais fraco, sou mais forte
do que a desirmandade.

Quando digo "meu Deus",
grito minha orfandade.
O rei que me ofereço
rouba-me a liberdade.

Quando digo "meu Deus",
choro minha ansiedade.
Não sei que fazer dele
na microeternidade.

Carlos Drummond de Andrade

Arte nas alturas



Altas conexões



segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

O novo sempre vem



Como nossa cidade é pacata e de pequeno porte, muitos podem ter a falsa impressão de que não ocorrem mudanças significativas na Sentinela da Fronteira. Ledo engano! Basta olhar para a história recente do nosso município e perceber o tanto de mudanças de impacto aconteceu por aqui, num período de pouco mais de duas décadas. Não quero, aqui e agora, emitir nenhum juízo aprofundado de valor em relação a tais mudanças. Contudo, acho importante descrevê-las, além de ressaltar desde já que todas elas tiveram como pano de fundo ou fator desencadeador a derrocada de um modelo econômico, cultural, social, político e ambiental alicerçado nas grandes propriedades rurais e na pecuária extensiva com baixa tecnologia.

De início, saliento a emancipação de Pedras Altas como uma dessas grandes mudanças ocorridas em nossa terra, fato que retirou cerca de 40% do nosso território e legou ao município vizinho, então formado, um patrimônio genético extremamente rico e carregado de história no que tange à criação de ovinos, bovinos de origem européia e cavalos crioulos. Sem falar nas terras próprias para o cultivo de arroz, por exemplo.

Outro acontecimento marcante foi a implantação dos assentamentos da Reforma Agrária, que hoje chegam ao número de 10 e envolvem cerca de 450 famílias. Aqui é importante ressaltar que a chegada dos assentamentos se deu sem a ocorrência de nenhum conflito agrário e foi mais um fruto da derrocada do modelo referido no início do presente escrito. Importante mencionar também que os assentamentos, apesar dos limites e dificuldades de um município de difícil acesso, com um mercado consumidor diminuto e pouca tradição na agricultura familiar desatrelada da bovinocultura de corte, foram essenciais para fortalecer a economia local e motivar investimentos públicos federais e estaduais estruturantes, como estradas, pontes, habitação, energia elétrica e saneamento rural.

Depois ainda tivemos o advento do plantio indiscriminado de árvores exóticas, algo que contou com forte estímulo e incentivo governamental na sua fase de implantação e que veio com a promessa de aquecer a economia local, porém na prática descaracterizou o perfil econômico, cultural e ambiental do município, além de impor a um município com baixa capacidade de arrecadação própria, enormes desafios em termos de manutenção das estradas, as quais não foram projetadas para esse tipo de transporte que ainda nem começou a fluir plenamente.

Na esteira dessas mudanças, ainda registramos nos últimos anos a destinação de grandes áreas de terra para o cultivo da soja, uma atividade econômica até então pouco difundida no município e que trouxe prós e contras, e aqui falo da elevação do valor da terra, o aumento das divisas e o uso acentuado de agrotóxicos, com possíveis repercussões ainda não avaliadas tanto na saúde das pessoas quanto da natureza.

Como cantou Belchior em Como Nossos Pais, para o bem ou mal, o fato é que o novo sempre vem e, mesmo nos lugares longínquos e pouco dinâmicos, a vida não para. Assim, a derrocada do antigo modelo latifundista em decorrência de problemas na sucessão familiar e, sobretudo, do surgimento da globalização baseada no neoliberalismo econômico – que exigiu a profissionalização e a adoção de um perfil empresarial na cidade e no campo –, desencadeou uma série de mudanças em Herval e na vida dos hervalenses, num período relativamente curto de tempo. Algo que muita gente não percebe e que, além disso, lançou novos e enormes desafios ao poder público que, da mesma forma, nem sempre é capaz de compreender claramente as coisas ou ter “pernas” para acompanhar e oferecer repostas satisfatórias diante dos novos problemas, conexões e oportunidades que foram surgindo e passaram a fazer parte do cenário nosso de cada dia. 

Música para os meus ouvidos


Partilhar é para poucos nesses tempos de tantos homens e mulheres de lata que já não almejam ter um coração.

Canção banhada de poesia é raridade nessa época de tanto besteirol sem rima e sem sentido que usa o nome da arte em vão.




Rir é o melhor remédio



Licença poética



Peço licença novamente para entregar-lhes outras palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


Uma das maiores maravilhas do mundo é ser tocado pelo olhar ou as palavras de uma miss.

Algo que vale mais que qualquer fortuna ou patrimônio ou pedra preciosa.

Uma miss é um oásis de beleza, uma jóia rara, uma obra perfeita da natureza.

Miss: eis a forma que encontrei para te definir e dizer o quanto quero para mim!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Versos del alma gautia


Em tempos de enxurrada ou estiagem, deixemos Pedro Ortaça abrir a goela e chover na nossa horta...


Voltei


Festas de final de ano; férias; foco em outras mídias sociais; conexão com as coisas da vida real... Tudo isso e outras cositas más me fizeram dar uma pausa e andar afastado do blog do Toninho, mas cá tô trá veiz.



Nem só de pão viverá o homem