sábado, 30 de agosto de 2014

Música para os meus ouvidos

Maria Conceição é o máximo. Brilhou na 1.ª Semana Municipal da Cultura e deverá abrilhantar também a segunda edição que se aproxima. Vale a pena ouvir e conferir de perto essa voz cálida e penetrante entoada sobre uma poesia profunda e perturbadora, no bom sentido, claro. De tirar o chapéu e aplaudir de pé!




sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Marina e o desprezo às instituições democráticas



Vivemos numa democracia, e não numa autocracia. Vivemos numa república, e não numa monarquia. Isso quer dizer que ao votar para eleger um presidente ou presidenta da República não votamos tão somente numa pessoa, e sim num projeto político e administrativo encabeçado ou encarnado pelas personalidades que dão ritmo e rosto a tal projeto. Portanto, ao votar é preciso observar a forma e os conteúdos do projeto político no qual estamos votando. Ao votarmos, é preciso observar também o que está por trás e ao lado de quem se apresenta como candidato (a), assim como o passado e as ideias de futuro que apresenta.

Eleição não é concurso de beleza, no qual escolhemos o que nos parece mais bonito, elegante ou simpático. Eleição é optar entre projetos e forças políticas distintas e antagônicas, pois apesar do senso comum e as mentes manipuladoras forçarem a barra que é tudo igual, políticas e políticos são todos diferentes.

Marina não se apresenta para chefiar um poder, no caso concreto e objetivo o poder executivo. Ela se apresenta como a encarnação do bem e de tudo o que é certo, como se um presidente da República possuísse uma varinha de condão e poderes suficientes para concertar tudo que aponta como errado ou ruim. Como se o presidente estivesse acima do bem e do mal e pudesse resolver todos os problemas e desafios do país sozinho e apenas num ato de boa-vontade.

Marina, portanto, não se apresenta como todo projeto político ou como todo ser humano de carne e osso: com erros, virtudes, limites, contradições. Não. Ela se apresenta de uma forma messiânica, como se possuísse poderes Divinos ou sobrenaturais, capazes de resolver tudo e para todos num passe de mágica. Lamento desapontar, mas basta o mínimo de bom senso para perceber que na vida real as coisas não funcionam assim e quem se apresenta dessa forma ou é muito ingênuo ou possui um notável espírito manipulador.

Marina não é exatamente uma novidade. Ela está na vida pública há muito tempo e possui uma história bem concreta como parlamentar e ministra. Portanto, de ingênua não tem nada. Ela conhece as regras do jogo e sabe exatamente onde pisa e o que quer, e é aí que a porca torce o rabo. Ela sabe que não se muda uma realidade ou estrutura de poder apenas com discurso ou boa-vontade. Ou seja, se não é ingênua então é muito personalista e dissimulada. Do tipo que manipula, apunhala e vende a alma ao diabo para saciar a sede de poder. Do tipo que diz uma coisa e faz outra. Do tipo que aponta o defeito alheia com as mãos sujas. Do tipo que se apresenta com cara de anjo, mas é capaz de cometer as piores atrocidades para atingir seus objetivos não tão nobres como quer que se acredite.

É por essas e outras "cositas más" que digo que Marina deseduca e representa um vazio assustador. Marina não tem lastro na sociedade, base política sólida e nem poderes para realizar aquilo que anuncia. Já vimos esse filme de horrores antes com Collor e todos sabemos como terminou.

Como diria Olívio Dutra, "governar é eleger prioridades". Ou como ensina a presidenta Dilma, um governante não administra fazendo discursos. Governar é tomar decisões, é fazer a gestão da máquina pública e, no caso da Presidência da República, de todo o país. Eu acrescentaria: é criar e estabelecer relações do país com um mundo, num contexto de crise econômica aguda e relações políticas estremecidas e conflitantes, no qual o Brasil hoje ocupa papel relevante e conciliador.

Numa democracia republicana ou numa república democrática ninguém governa sozinho nem tem o poder de fazer e desfazer, conforme sua própria vontade, para o bem ou para o mal. Como determina a Constituição Federal de 1988, ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer algo que não encontre respaldo na legislação. Como disse no início, não vivemos numa monarquia na qual o rei é a lei nem numa autocracia, aonde o individuo investido do poder é soberano e está acima das instituições.

No caso do Brasil, o presidente ou presidenta tem poderes, mas está longe de possuir plenos poderes para produzir o bem ou o mal, segundo sua índole ou sua vontade. Existe o poder do Congresso Nacional, existe o poder judiciário, existe o poder da mídia, existe o poder dos movimentos sociais, existe o poder instituído nos estados e nos municípios, existe o poder dos partidos políticos, existe o poder do empresariado, existe o poder dos sindicatos e das entidades dos trabalhadores, existe o poder das organizações da sociedade civil, existe o poder das redes sociais, existe o poder das ruas, etc, etc, etc.

Se prestarmos atenção em Marina com olhar crítico, veremos o quanto ela é vazia e enganadora. Marina alardeia uma força que não possui e promete aquilo que nunca poderá cumprir. Além disso, Marina não caiu do céu, ela possui uma longa história, cuja marca principal é exatamente a distância entre o que diz e o que faz. Pra piorar, Marina promete o novo, mas alcançou projeção enquanto presidenciável se aliando justamente com aquilo que há de mais atrasado na política brasileira. Fiquemos espertos para não cair na conversa (a) fiada de Marina, pois ela definitivamente não representa a possibilidade de manter o país no rumo certo que concilia desenvolvimento econômico com justiça social e respeito ao meio ambiente.

Digo de peito aberto e sem medo de errar: Marina não me representa e sua sede de poder me assusta pelo abalo que pode causar às instituições e a estabilidade democráticas que levamos tanto tempo para construir! A hora é de reformar algumas instituições para que elas funcionem melhor e mais perto do povo, e não de procurar salvadores da pátria.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Autorretrato


"Yo" atendendo o chamado do PPL e "hablando" durante lançamento da campanha do candidato a deputado estadual apoiado pela sigla em Herval

Pensar é preciso

O que ZH não diz: Quem fez mais contra a crise financeira do RS?

Por Tarso Genro (*)

É importante ressaltar, para uma boa leitura da ZH de hoje, no que concerne a dívida do Estado, medidas fundamentais, de natureza estrutural, que o atual governo teve a coragem de tomar para combater este legado de décadas, consolidado com o acordo feito pelo Governo Britto em 98:
1. Parece incrível, mas o jornal não sabe que o atual governo - com maioria na Assembleia - já aprovou o Fundo de Aposentadoria, que vincula todos os novos servidores públicos, vencendo as resistências das altas corporações que tentaram brecar o projeto no Legislativo; repito, o jornal desconhece que esta questão está solucionada, por iniciativa do atual Governo.
2. Não é verdadeira a afirmativa de que a modificação dos indexadores só tem efeitos "no longo prazo": imediatamente, nós abateremos da dívida do Estado mais ou menos R$ 15 bilhões, abrindo um espaço de financiamento imediato de US$ 1 bilhão! Ora, se isso não é considerado uma conquista extraordinária (reduzir a dívida e abrir novo espaço fiscal!), é porque o olhar sobre o tema é ideológico e distorcido.
E esse olhar está revelado na crítica aos aumentos dados aos funcionários públicos, que sofriam um brutal arrocho salarial. Ou seja, abater da dívida R$ 15 bilhões não é nada, mas voltar ao arrocho é uma boa solução. Trata-se, na verdade, de passar como mercadoria-notícia uma "tese" sobre o Estado: para ter solução é preciso pagar mal os servidores e, portanto, rebaixar a qualidade dos serviços públicos.
De outra parte, convém lembrar que uma das maiores pressões sobre o caixa do tesouro são as requisições de valores e os precatórios. Originários de onde, principalmente? Dos aumentos dados pela famosa "Lei Britto", que não foram pagos pelos sucessivos Governos e que estouraram agora. Essa deve ser a qualidade de gestão recomendada pelo Editorial de ZH.
Venho dizendo - desde o início do meu Governo - que não temos divergência sobre o fato de que existe uma crise financeira estrutural no Estado. A divergência é sobre como sair dela. O nosso Governo, com o Fundo de Aposentadoria já aprovado e com a reestruturação da dívida, já acordada, deu dois passos fundamentais para uma saída de médio e longo prazo. Quem não reconhece isso, ou está em campanha eleitoral, ou não gosta de lidar com o mundo real, porque ele desmente suas utopias de direita fundadas na ideologia do Estado Mínimo.
(*) Governador do Estado do Rio Grande do Sul

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Ato político

A escolha é livre (ou deveria ser, especialmente porque andamos minados pelo bombardeio midiático que mais confunde do que esclarece a opinião pública), mas o ato de escolher sempre gera consequências, para o bem ou mal; para o avanço, estagnação ou retrocesso.


Escolher é sempre legítimo, mas a escolha se torna mais consistente e lúcida quando amparada pela razão, e não pelos ares passageiros ou rasos da emoção ou da manipulação da informação.


Pois a análise brilhante de Sergio Saraiva transita nesse terreno e caminha na direção de orientar a escolha do melhor para o futuro do país. Boa leitura e que nossa escolha seja por mudar mais o Brasil!


O discreto charme de Marina Silva


Marina Silva personifica uma contradição sedutora, sorri para a modernidade enquanto se apresenta confiável ao conservadorismo. Depois de Collor de Mello e FHC, é o novo ilusionismo da direita.
Marina e o olhar as nuvens.
Marina é um caso de radicalismo improvável de ser posto em prática. Alimenta simultaneamente esperanças nos extremos do nosso espectro político. A extrema esquerda e a direita se unem para apoia-la. “Terceira via” paradoxal, Marina faz oposição ao centro.
Um governo Marina é a garantia da traição a um dos lados que hoje a apoiam.
No entanto, messiânica, parece trazer em si a certeza das ações necessárias para a consecução de cada uma dessas esperanças. Marina não tem a solução dos problemas, Marina é a solução. Mas uma solução que não se dá à maçada de apresentar propostas concretas.
Marina encarna um discurso de crítica ao sistema. Mas é algo pensado para ser vago, fugidio. É como olhar as nuvens. Cada um vê nelas o que quer ver, as nuvens em momento algum se responsabilizam por nossos sonhos, apenas os inspiram.
Marina tem um que de modernidade que se expressa em um falar protofilosófico que parece ser compreensível apenas aos iniciados, mas, sem dúvida, transmite confiança no que fala. E, assim, afasta o contraditório. Para fazer o contraditório é necessário entender os argumentos do interlocutor. Se o que se ouve não passar de um jogo de palavras pretensamente modernoso, como contraditá-lo?
Marina pode ser tudo, mas tola ela não é, vai adiar o quanto puder o debate sobre suas contradições.
Marina Silva é um poço de contradições.
Marina tem origem no movimento ecológico, mas há muito isso deixou de ser seu campo de militância. Alguém se lembra da última causa na qual Marina esteve à frente, dando a cara à tapa?  
Vinda das classes populares, de pequenos agricultores e extrativistas da floresta amazônica, Marina tornou-se ícone da classe média urbana do sudeste e sul. Já há tempo que o Acre deixou de ser seu referencial.
Na Folha de São Paulo, a colunista Eliane Cantanhêde, dias atrás, saudava uma das características de Marina que deve ajudá-la em muito na conquista de votos – é evangélica. Mas Marina não encarna a “nova política”, aquela na qual não se trata eleitores como se fossem parte do “curral eleitoral” do candidato?
Questionar Marina sobre sua posição em relação à descriminação do aborto é ocioso. Mas ninguém ainda perguntou à Marina a sua posição sobre o ensino religioso nas escolas públicas. Ou sobre o currículo escolar das aulas de ciências no ensino fundamental ou de biologia no ensino médio. Musa dos “verdes”, é criacionista. Sua posição sobre esses assuntos seria muito relevante para seus eleitores.
Apesar de ser lembrada pela causa ecológica, Marina é apoiada por banqueiros e industriais. A Natura e o Itaú são quase parte do seu partido. Se é que não são o seu "partido", já que o Rede ainda habita o campo das possibilidades.
Alguém já ouviu uma palavra de Marina sobre a manutenção das conquistas sociais dos últimos 12 anos? O Bolsa Família, o PROUNI, o PRONATEC, o “Mais Médicos” e a recomposição do valor do salário mínimo, por exemplo?
O que sabemos de Marina a respeito da política econômica? Que Marina defende a ortodoxia neoliberal expressa no tripé – metas de inflação, superávit primário e câmbio flutuante.
Música para os ouvidos da especulação financeira.
Metas de inflação são alcançadas, no mais das vezes, com juros altos e trazendo a inevitável redução da atividade econômica, mas altos ganhos ao setor financeiro. O superávit primário vai garantir os recursos necessários para pagar os tais juros, mas, com a redução da atividade econômica, a solução é o corte dos gastos sociais. E o câmbio flutuante garante os ganhos de capital pela simples intermediação financeira praticada por fundos de investimentos internacionais ou sediados em "paraisos fiscais" e nos coloca vulneráveis a ataques especulativos que realimentam o processo de especulação. Por fim, com a livre circulação de capitais, base da idéia de câmbio flutuante, está assegurada a expatriação integral dos lucros dos “investidores internacionais” e dos investidores internacionais. 
Algum jornalista já questionou Marina sobre isso e se isso não seria uma retomada do modelo do governo FHC?
E quanto ao papel do Banco Central na condução da política econômica? Bom, em relação a isso, Marina já se posicionou. E claro, ela é favorável à autonomia do Banco Central – não autonomia formal, mas autonomia de facto.
“Nós não defendemos a formalização da autonomia do Banco Central. Na realidade, a autonomia já faz parte das leis que pertencem a esse ramo do direito. Mesmo que (a autonomia) não seja formalizada ela se estabelece a partir do consenso social, político cultural. (Se isso fosse para o debate do Congresso), criaria um risco de colocar em discussão uma questão como essa. Se um grupo decidir que não terá autonomia, nós estaríamos diante de uma fragilização dos instrumentos de política-macro econômica que não é desejada. Não há necessidade de institucionalização”. Aqui.
Um exemplo da prolixidade a serviço da dissimulação de intenções. 
E pensar que Aécio apanhou um bocado por ter se comprometido com as tais “medidas impopulares”.
Há ainda outras questões em aberto em relação a um hipotético governo de Marina Silva.
Marina é uma adversária do agronegócio – os tais “latifundiários”.  Ocorre que o agronegócio não é mais, no Brasil, apenas a agricultura e a pecuária tradicionais. O conceito correto para nós é o da agroindústria. Trata se da nossa área de maior desenvolvimento tecnológico, um dos nossos maiores empregadores, inclusive com empregos de nível superior, e a principal fonte de exportações brasileiras e uma das nossas garantias contra a inflação.  Qual será a fonte de receitas que Marina irá buscar para substituí-lo? Turismo ecológico?
É bom que se pergunte isso a Marina. Como também sobre qual a sua opinião em relação área da mineração, da exploração do pré-sal e da geração de energia elétrica.
E sobre a privatização e o papel do Estado como indutor do desenvolvimento econômico.
Precisamos conversar sobre Marina.
Aécio não conseguiu formar empatia com o eleitor, patina na casa dos 20% de intenções de voto há meses. Só cresce agregando “in extremis” o voto de ódio antipetista. Mas nem assim as pesquisas apontam uma vitória, sequer um segundo turno é garantido. Tem, além disso, todo o passivo dos seus governos e correligionários em Minas.

Marina não. Pode-se molda-la às expectativas dos sonhadores, dos indecisos e dos insatisfeitos. E, com ela, é possível odiar o PT sem ter de baixar ao nível do calão, de mandar a presidente da República tomar no cu.
Garante a volta do conservadorismo ao poder, mas com a leveza de uma “sacerdotisa dos povos da floresta”.
Um símbolo charmoso e dissimulado como o foram os ares de modernidade e dinamismo com Collor de Mello e de intelectualidade com Fernando Henrique Cardoso. E esses governos foram o que foram.
Por tudo isso, aqueles que defendem a posição da esquerda, da social democracia, precisam muito falar sobre Marina, apontar mais uma tentativa de engodo.
Depois de Collor de Mello e FHC, Marina é o novo ilusionismo da direita.

Rir é o melhor remédio




segunda-feira, 18 de agosto de 2014

O que dizem os críticos do governo?



Se fossemos sintetizar em poucas palavras as críticas do momento feitas ao governo municipal pelas forças ou mentes oposicionistas, talvez chegássemos à seguinte frase: “a gestão até não é ruim, mas o governo não gosta dos pobres e é fraco politicamente”.

Antes de adentrar na resposta à crítica acima apontada, no entanto, é preciso dizer que nem todos que fazem a crítica são de oposição ou torcem contra o governo. Muitos criticam porque lhes falta informação sobre os atos e propósitos da administração e outros porque criaram a expectativa de alcançar alguma vantagem pessoal que não foi ou não será possível atender, em razão de esbarrarem em impedimentos próprios da esfera ou da máquina pública. Como diria o sempre presidente Lula, “quem chega ao governo não chega à possibilidade de ser Deus”, mas nem todos reconhecem ou querem reconhecer esse fato.

A verdade é que a crítica mais forte e constante (ontem, hoje e ali adiante), é mesmo aquela que parte ou é alimentada no meio político. Ou seja, falamos daquela crítica que possui motivação partidária e dificilmente irá reconhecer os acertos e mesmo quando os acertos saltam aos olhos de todos, ao invés do reconhecimento ou dos aplausos, irão lembrar algum problema relacionado à gestão ou daquilo que ainda não foi feito. É o jogo. Afinal, o que querem é estar no lugar de quem está no governo e também porque é mais fácil atirar pedras do que ajudar a assentar um tijolo numa construção.

Mais que o reconhecimento aos feitos e acertos do governo, dizer que a gestão não é ruim representa uma tentativa de atribuir todos os méritos e conquistas da administração à figura do prefeito, de modo a fragilizar o trabalho em equipe e os nomes que começam a surgir do seu lado como possíveis sucessores. Quer dizer, como o prefeito não será candidato no próximo pleito, não bater de frente com ele é um modo de dizer que tudo de bom que aconteceu, está ocorrendo ou irá ocorrer até o final do mandato vai morrer com a saída de Sallaberry do comando da prefeitura e que entre os aliados do prefeito não existiria substituto (a) a altura, capaz de manter o alto nível da administração.

A crítica de que o governo não gosta dos pobres é absolutamente infundada, empobrecedora do debate político e já foi desmentida mil vezes com ações concretas em favor dos mais pobres. Tal crítica ainda revela todo o atraso e ilusionismo dos novos representantes da velha política, uma vez que existe uma distância enorme entre defender de fato os pobres e apenas elogiar a pobreza. Defender os mais pobres é apontar ou oferecer saídas para superar a pobreza extrema; ao passo que elogiar a pobreza pode não passar de instrumento de manipulação e meio de usar as dificuldades das pessoas para arregimentar seguidores, enriquecer politicamente e depois fechar os olhos para quem mais precisa quando ou se eleito para uma função pública. Episódio que já aconteceu por aqui e continua presente na memória dos hervalenses, protagonizado por um líder que se dizia popular, porém ao retomar o poder não hesitou em trair a confiança de aliados históricos e abusar da boa-fé do povo.

No entanto, para não deixar dúvidas invoco quatro ações que, no meu ponto de vista, simbolizam o compromisso da administração municipal não apenas com os pobres, mas com a superação da pobreza. 1) investimento prioritário na bacia leiteira, tendo em vista que além de envolver apenas pequenos produtores, essa atividade se revelou a melhor alternativa no âmbito do município para gerar renda e desenvolvimento à pequena propriedade; 2)  Acesso livre e gratuito ao Parque Aquático durante a Temporada de Verão, iniciativa que governos que se diziam dos pobres não tiveram sensibilidade para instituir; 3) Todos os projetos de infraestrutura na cidade, a exemplo das obras de calçamento, voltados para atender a população e os locais mais empobrecidos; 4) criação do projeto “CTRL A” e da Casa das Oficinas, numa iniciativa que une assistência social e cultura, visando promover a inclusão através da arte e mais do que dar o peixe, contribuir com o desenvolvimento de novos talentos locais.

Quanto à crítica de que o governo é fraco politicamente, o mesmo já foi dito na última eleição e o grupo governista venceu de goleada. A verdade é que o cenário político ainda está longe de ser definido e existe cancha para movimentos de ambos os lados. É muito cedo, tanto para a oposição quanto para a situação, iniciarem a partilha da herança do prefeito Ildo Sallaberry como se ele fosse carta fora do baralho e não pudesse influenciar os rumos da próxima disputa.

Aliás, ainda não é possível afirmar nem mesmo que as forças que se aliaram em oposição ao governo em 2012 vão ter disposição e discurso para reeditar novamente tal aliança. Até porque são adversários antigos, com posições ideológicas bastante conflitantes e um histórico de disputas muito intenso no município, que se uniram muito mais para manterem-se vivos politicamente do que movidos pelo desprendimento humano e o espírito público esperado quando se trata do interesse coletivo. Quem garante que a próxima candidatura da situação não terá categoria e vigor suficiente para agregar novos aliados na sociedade e entre os partidos políticos, como, por exemplo, o PMDB? Uma das poucas certezas é que o atual prefeito está muito vivo politicamente e tem tudo para exercer papel protagonista na corrida eleitoral de 2016.

O fato é que mais do que criticar, as forças e indivíduos que almejam o poder, precisam apresentar caminhos alternativos e soluções viáveis para os problemas que dizem existir. Não basta ser contra, é preciso propor algo claro e concreto para colocar no lugar daquilo que se critica e o que se observa até aqui quando se escuta a fala oposicionista é um vazio ensurdecedor. Outro fato é que ainda existe muita água para rolar debaixo da ponte e que os representantes do governo vão chegar à próxima disputa eleitoral carregando uma bagagem cheia de realizações e com autoridade de sobra para apontar novas mudanças pelos próximos quatro anos. E, cá entre nós, enfrentar uma administração que faz e é bem avaliada pela população nunca é tarefa fácil. Afinal, os feitos de um governo são um combustível político poderoso e o povo já demonstrou que não troca o certo pelo duvidoso e não gosta de mexer em time que está ganhando.


sábado, 16 de agosto de 2014

Zé Nunes visita Herval



O candidato a deputado estadual pela Unidade Popular Pelo Rio Grande, Zé Nunes, esteve em Herval na noite de quinta-feira, 14.

Na oportunidade, a liderança petista conversou e esteve reunido com alguns apoiadores da sua campanha no município.

Zé Nunes concorre a uma cadeira na AL/RS com o propósito de ampliar a representatividade e a força política da nossa região no cenário estadual, especialmente dos pequenos municípios, e tem o compromisso de trabalhar pelo desenvolvimento da Metade Sul, através do incentivo à base produtiva já existente nos municípios, do incremento de novos investimentos, práticas e tecnologias, como também da melhoria permanente dos serviços públicos.

Segundo Toninho Veleda "Herval conhece, apoia e precisa da força de Zé Nunes no Parlamento gaúcho, para fortalecer nossa voz no debate político e ampliar nossa vez nas ações e investimentos da administração estadual no município e região", defendeu.


quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Luto



A vida me ensinou que adversário político não é inimigo nem oponente para toda a vida. Aquilo que hoje nos separa amanhã poderá nos unir e vice-versa, porque sempre existem coisas e causas maiores que as ambições pessoais ou os interesses mesquinhos ou momentâneos.

A vida também me ensinou que antes e acima das questões e cores da luta política, deve-se observar o ser humano.

A política deve ser feita para melhorar a vida das pessoas, civilizar as relações e mover o trem da história em favor do progresso. É nisso que acredito e luto com o máximo das forças da minha carne fraca.

Com isso, quero dizer do meu pesar e consternação pela morte trágica e prematura de Eduardo Campos.

Nesta eleição, estávamos em palaques e trilhas opostas, apesar do laço fortíssimo em termos ideológicos e de fraternidade que sempre uniu PT e PSB e, particularmente, a família de Eduardo Campos com as causas democráticas e populares.

No entanto, isso não me fazia perder o apreço e, sobretudo, o respeito pelo até aqui candidato à Presidência Eduardo Campos.

Pernambuco, o meio político e todos os que prezam e respeitam a vida humana estão de luto!

Nem só de pão viverá o homem




segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Fazenda Nova sedia Seminário da Bacia Leiteira



A Secretaria de Agropecuária e Desenvolvimento de Herval realiza no dia 14 de agosto o terceiro Seminário da Bacia Leiteira, tendo como sede a Associação Fazenda Nova. De acordo com o secretário Fernando Silveira, o local foi escolhido como sede do evento por ser a região com melhor índice de desempenho produtivo para bacia leiteira.

A abertura do seminário está marcada para as 10 horas e logo após acontece palestra técnica sob o tema: “Mostrando a realidade dos produtores do Município”, a cargo do médico veterinário Juliano Bolzoni e do engenheiro agrônomo Cristiano Gotuzzo, os quais são orientadores do projeto Juntos para Competir, desenvolvido pelo Sebrae e Senar.

A sede da Fazenda Nova está localizada no segundo subdistrito do Basílio, distante 30 quilômetros de Herval. Para os interessados em participar do evento, sairá ônibus da frente da Secretaria de Agropecuária e Desenvolvimento de Herval, às 08h30min e retorna após o término do evento, não tendo custo algum aos participantes.

Maiores informações podem ser obtidas através do telefone da Secretaria (53) 3267-1411.

Texto: Nívea Bilhalva de Oliveira
Publicado originalmente no site da prefeitura: www.herval.rs.gov.br


Licença poética


Peço licença novamente para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas em minha musa imaginária...


Tentei seguir a dança da vida sem ti...
Não deu!


O corpo não acerta mais o passo.
O coração saiu do ritmo.
A alma perdeu o par e o compasso.
O sorriso ficou sem graça e virou soluços.


Volta que a vida
contigo é meu sonho de valsa!


Meu deputado federal é Marcon!


Dionilso Marcon, eis um político de garra, coerência, coragem e generosidade. Um “cuera” que, há muitos anos, peleia por nosso município e contempla Herval com os melhores frutos do seu trabalho parlamentar.

Desde os tempos de deputado estadual, Marcon sempre lutou em favor da “terrinha” e manteve as portas do seu gabinete abertas para nossas pautas e demandas.

Ao assumir o mandato de deputado federal, em 2011, seu compromisso, laços e ações pró-Herval só se ampliaram e tornaram mais fortes.

Marcon é nosso galo em Brasília, é só prender o grito que ele e sua equipe – especialmente o grande Benhur – estão sempre prontos a acudir e mover moinhos na capital federal para desatar algum nó que ata ou atrasa o atendimento dos nossos pleitos e projetos.

Marcon é um dos deputados que mais nos visita e, sobretudo, um dos que mais nos ajuda, e não apenas com emendas parlamentares (o que é sempre importante), mas com o trabalho diário para atender nossas demandas e incluir o município na agenda de investimentos regionais.

Por isso, meu deputado federal é Marcon!

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Música para os meus ouvidos


Já disse e repito: poucos homens conseguem ser hétero e possuir a alma tão feminina e etérea como Chico. Mais ainda: poucos poetas pintam o amor com as cores e tonalidades que Chico Buarque pinta. Uma forma de entoar o amor que não existe mais e hoje soa como piegas, pois perdeu espaço para a pressa, a pouca entrega e os amores tão fugazes dos dias que correm...




Secretaria de Saúde com três novos veículos



O município de Herval recebeu no dia 06 de agosto mais três veículos provenientes do governo do estado, através da Consulta Popular 2012/2013, destinados a Secretaria Municipal de Saúde. A entrega dos veículos aconteceu em frente à Prefeitura Municipal, quando o prefeito Ildo Sallaberry, o vice-prefeito Luiz Alberto Perdomo, secretários do governo e vereadores municipais participaram da solenidade.

Na oportunidade da entrega dos veículos, a secretária Janise Montanari destacou a importância do comprometimento e do interesse deste governo em estar sempre na busca de novos recursos para melhorar a estrutura dos serviços do SUS. "Foram adquiridos três veículos Doblô que muito em breve estarão à disposição para prestar serviços à população de nosso município”, comenta.

Para o prefeito Ildo, a aquisição destes veículos demonstra o compromisso que a administração municipal tem com a comunidade de Herval. “Os veículos servirão para dar melhores condições ao excelente trabalho quem vem sendo desenvolvido pela Secretaria da Saúde”, destaca Sallaberry.


Texto: Nívia Bilhalva de Oliveira
Publicado originalmente no site da prefeitura: www.herval.rs.gov.br


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Altas conexões




Momento poético



O tempo

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará




terça-feira, 5 de agosto de 2014

Altas conexões




Licença poética



Peço licença novamente para entregar-lhes mais palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas em minha musa imaginária...


Moça linda e leve,
me leva para passear
nas curvas do teu céu
e no céu das tuas curvas.


Deixa-me viajar na luz dos
teus olhos de menina e pelo teu
olhar estonteante de mulher.


Embarca em mim e afasta tudo
que nos afasta ou segura.


Aperta o cinto e sente meu
coração palpitar.


Vem conduzir meus movimentos
com tuas mãos cálidas e ferinas.


Me conduz e vamos juntos
até o fim da linha,
até a próxima parada ou
até o sol sumir na estrada!


sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Tô com Zé Nunes!



Tô com Zé Nunes porque ele simboliza a boa política e se consagrou como uma das lideranças mais fortes da nossa região.

Zé Nunes tem garra, competência, carisma e uma longa trajetória de trabalho em prol dos nossos municípios.

Como gente, Zé Nunes tem a alma simples dos pequenos e a grandeza de um gigante.

Como vereador, Zé Nunes desenvolveu a paciência de saber ouvir e o respeito às diferenças.

Como prefeito de São Lourenço do Sul durante dois mandatos, Zé Nunes carrega na bagagem muitas obras e a capacidade para fazer mais.

Como deputado estadual, Zé Nunes vai alçar voos mais altos e dar mais asas aos sonhos, pleitos e projetos de uma Metade Sul mais forte e mais igual.

Vamos juntos eleger Zé Nunes deputado estadual e ampliar nossa voz e nossa vez na Assembleia Legislativa e no cenário político gaúcho!

No dia 5 de outubro, é Zé Nunes! É 13500!

Nem só de pão viverá o homem