domingo, 13 de dezembro de 2009

Governo vai aumentar lista de remédios distribuídos gratuitamente




Compartilho com vocês matéria recolhida junto a página na internet do deputado federal Henrique Fontana, do dia 07/12/09:

O Ministério da Saúde anunciou nesta semana que o governo federal vai acrescentar 18 novos medicamentos à lista de distribuição gratuita e oferecer tratamento integral para três doenças: hipertensão arterial pulmonar, artrite psoriática (que provoca dores nas articulações) e púrpura trombocitopênica, causada pela redução nas plaquetas do sangue. Os pacientes das três patologias terão acesso a assistência ambulatorial na rede pública de saúde, desde os estágios iniciais até os mais avançados das enfermidades.

O tratamento dessas doenças é feito com 17 fármacos, sendo que dois nunca haviam sido oferecidos no SUS. Os outros 15 já eram ofertados, mas eram usados para o tratamento de outros problemas de saúde. O anúncio faz parte da comemoração dos 20 anos do Sistema Único de Saúde (SUS).

O líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), lembrou que o aprimoramento da saúde pública é um dos principais desafios do País. Nessa tarefa, observou, iniciativas como esta são muito bem-vindas. "É uma medida extremamente justa e correta. O governo do presidente Lula está reforçando o compromisso de fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS), que precisa atender cada vez, e com maior abrangência, todas as necessidades dos brasileiros", afirmou.

CPMF - De acordo com Fontana, o principal desafio para a saúde pública no País é a questão do financiamento, que "piorou bastante" após a extinção da CPMF, imposto criado para financiar o setor. "É uma demanda difícil, porque temos recursos limitados e muita demanda. Tivemos uma queda na arrecadação de cerca de R$ 40 bilhões ao ano com o fim da CPMF. Mesmo assim, o governo continua no esforço de aprimorar a saúde e oferecer o máximo de medicamentos para os pacientes", afirmou.

Patologias - Outras 28 doenças terão o tratamento ampliado por meio de 100 novas indicações de medicamentos. Desse total, 14 são incorporações de novos medicamentos, nunca antes oferecidos pelo SUS. Os outros 86 já eram utilizados para outras doenças na rede pública de saúde. Os medicamentos serão oferecidos para as pessoas com diagnóstico confirmado conforme as recomendações dos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde. Até o fim deste ano, sob coordenação do Ministério e em parceria com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, especialistas revisarão todos os 53 protocolos já publicados e elaborarão outros 26, totalizando 79 diretrizes para garantir o tratamento seguro e eficaz da população em toda a rede do SUS.

As mudanças são possíveis graças à ampliação em R$ 326,8 milhões no financiamento dos fármacos utilizados nas fases iniciais de tratamento das doenças. Haverá o aumento de R$ 4,10 para R$ 5,10 por habitante ao ano no valor repassado pelo Ministério da Saúde aos municípios para essa aquisição. Estados e municípios, por sua vez, aumentarão de R$ 1,50 para R$ 1,86 no recurso voltado para esse mesmo fim.

Diabetes - O governo também ampliou em R$ 76 milhões o recurso anual para a compra de insumos para o tratamento de diabetes. Os estados e municípios aumentarão de R$ 0,30 para R$ 0,50 no valor para a aquisição de tiras reagentes para medida de glicemia capilar e seringas com agulha acoplada para a aplicação de insulina, entre outros insumos.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Saúde em ação


A Secretaria Municipal de Saúde promoveu, no último dia 1 de dezembro, atividades relativas ao Dia Mundial de Luta contra a AIDS, que teve como slogan “Viver com AIDS é possível. Com o preconceito não”.
A campanha foi organizada pela equipe de profissionais da Estratégia de Saúde da Família – ESF e contou com a coordenação da enfermeira Carolina Faria.
Pela manhã os profissionais de saúde fizeram uma caminhada pelas ruas do centro da cidade, com a distribuição de preservativos. A caminhada foi animada pela banda e por um grupo de alunos do Instituto Estadual de Educação São João Batista e também pela presença do Secretário Municipal da Saúde.
O ponto final da caminhada foi a Praça Central, onde no período da tarde, os profissionais de saúde, distribuíram preservativos e materiais informativos, além de prestarem informações sobre HIV/Aids.
O Secretário da Saúde parabenizou os profissionais da Saúde pela organização da campanha. Segundo ele a informação é uma das principais ferramentas na prevenção desta doença e no combate ao preconceito. Prevenir é o melhor remédio, mas os portadores do vírus HIV não estão sozinhos. Os serviços de saúde pública estão preparados para fornecer permanentemente informações sobre HIV/Aids, sobre a sua condição de saúde, o tratamento e os novos cuidados necessários, informou Daniel Xavier.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Liberdade ou libertinagem de imprensa? Mensagem de esclarecimento de uma professora do Estado


Para esclarecimento:
O funcionalismo Publico nao possui FUNDO DE GARANTIA, porque não é regido pela CLT. Portanto a licença prêmio é a uma conquista das categorias cujos funcionários, ao se aposentarem, não recebem o Fundo de garantia (FGTS). Por favor divulguem isso para serem justos, pois a população nao sabe disso, nao faz esta distinção. Quando os meios de comunicação detonam a Licença Premio como uma "mamata", jogam a opinião publica contra o funcionalismo, que por desconhecimento crucificam os funcionários públicos.
Estamos vivendo (funcionalismo público) um massacre por parte do governo e da população, manipulada pela RBS que entra na casa de todos informando o que bem entende e da maneira que interessa ao governo.
Já tive orgulho de fazer parte desse grupo (funcionalismo), mas hoje me sinto aviltada em meus direitos. Inclusive sinto a hostilidade das pessoas por ter uma carreira na qual ingressei através de concurso público e na qual cumpro minha função. Não entrei através de favor de ninguém, foi por mérito meu, portanto me revolto e entristeço a cada dia vendo Lasier Martins e CIA ajudando a acabar com nossas carreiras.
Os altos salários do executivo, os planos de carreira de quem ganha 10, 20 x mais que um professor ou brigadiano são questionados? Podemos meter a colher e decidir a vida profissional destas pessoas?
TIREM AS MÃOS DAS MINHAS CONQUISTAS!
MEU PLANO DE CARREIRA É A MINHA DIGNIDADE!
Não temos acesso às casas das pessoas através da TV, mas podemos contar com sua ajuda para divulgar este email. Por favor repassem à sua lista de amigos.
Muito obrigada por ajudar a fazer este esclarecimento.

Até a pé nós iremos... uma vez Flamengo

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Doe sangue, salve vidas


A Secretaria Municipal da Saúde de Herval, juntamente com o Hemocentro Regional de Pelotas comunicam:

Tu que és doador, tu que és doadora tens um encontro marcado com a solidariedade.
É neste sábado, dia 24 de outubro, das 9h às 17h, no Centro Municipal de Saúde.
Não deixe de comparecer!
Teu gesto vai ajudar a recompor o estoque de sangue do Hemocentro Regional.
Teu gesto vai ajudar a salvar muitas vidas.

Esperamos por ti.
Doar sangue é doar vida!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Atender a todos, atender primeiro os usuários do SUS


Diariamente dezenas de pessoas procuram a Secretaria Municipal da Saúde em busca de transporte para tratamento médico fora do município. Mas nem todas são aquelas referenciadas pelas equipes de profissionais de saúde pública no âmbito do município para que possam alcançar as ações e serviços de maior complexidade oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Muitas dessas pessoas são vinculadas a determinados planos de saúde que, diferentemente do SUS, são de acesso restrito ou privado, como IPE e UNIMED; enquanto outras se dispõem a pagar para realizar um exame ou consulta e cobram o transporte da Secretaria como uma espécie de contrapartida.

O direito universal, gratuito e integral à saúde preceituado pela Constituição Federal é um direito que o poder público, nas três esferas de governo do país, deve efetivar por meio do SUS, conforme regulamenta a Lei 8.080/90, conhecida como Lei Orgânica da Saúde. Portanto, legalmente a Secretaria da Saúde tem obrigação de garantir transporte apenas para os usuários do SUS.
Mesmo assim, a gestão atual vem fazendo um esforço enorme para atender o maior número possível de pessoas que precisam deslocar-se para ter acesso a atendimento médico especializado. O fato é que a oferta de transporte é limitada, e nem sempre é possível atender a todos na data desejada.
Segundo o Secretário Municipal da Saúde, “os investimentos feitos este ano na aquisição de novos veículos permitem a Secretaria transportar num mesmo dia de 15 a 17 pacientes, excetuando-se os casos de urgência e emergência. No entanto, há momentos em que não é possível assegurar transporte a todos, devido à grande demanda e também a outras obrigações da Secretaria, como a garantia de transporte das equipes do ESF para atendimento no interior. Nossa vontade é de atender a todos, mas nosso compromisso é cumprir permanentemente a determinação legal que assegura o direito à saúde aos usuários do SUS”, explica Daniel Xavier.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Trabalho que contrói conquistas



A Secretaria de Saúde comemora a aquisição de mais um veículo para qualificar o trabalho da Secretaria e o atendimento à população referenciada pelo SUS para tratamento de saúde fora do município.
O veículo, adquirido com recursos vinculados na área da saúde, teve a sua compra aprovada de forma unânime pelo Conselho Municipal de Saúde, numa atitude que respeita e valoriza a participação social nas decisões da administração municipal.
O ato de entrega transcorreu no último dia 6/10 e contou com às presenças de diversas autoridades dos poderes Executivo e Legislativo, sendo prestigiado por um bom número de pessoas da comunidade.
O Secretário Municipal da Saúde não conseguiu esconder sua satisfação ao receber as chaves do automóvel das mãos da vice-prefeita, Rosane Gomes Wilhelsen. Em seu pronunciamento, Daniel Xavier enfatizou a importância de mais esta conquista para a saúde da nossa população.
Segundo ele, “gradativamente e com muito trabalho estamos conseguindo superar as dificuldades próprias da gestão da saúde e a queda na receita que vêm atingindo todos os municípios em razão da crise mundial. Este é o segundo veículo zero quilômetro adquirido este ano e projetamos novas aquisições já para 2010. Este automóvel representa uma conquista para o povo de Herval, além de mais uma vitória da administração do município, que exorcizou o fantasma do CADIN e com isso vêm garantindo os recursos para proporcionar mais saúde e mais qualidade de vida a nossa população”, concluiu Daniel.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Os números do desinvestimento em saúde

Art. 196 da Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 1988: A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.
Não obstante as disposições da carta magna, o Rio Grande e outros tantos entes federados têm feito os investimentos da saúde crescerem como cola de cavalo, pra baixo. Lamentável, inexplicável e desumano!!!


quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Versos para os olhos



Compartilho com vocês uns versos da professora Gládis Soares, a quem nutro uma profunda admiração.




Olhos azuis de um tom profundo
Não há no mundo, maior ternura
Olhar divino do Senhor na Cruz
Olhar de Jesus por toda a Criatura.

Olhos pretos cheios de paixão
Falam ao coração de um jeito quente
Olhar de amor, olhar fulminante
Súplica constante e de amor ardente.

Olhos verdes da cor da Natureza
De tanta beleza, da cor deste Pampa
Olhar que estampa pureza e magia
Olhar de alegria, onde a paixão acampa.

Olhos castanhos, gene dominante
Olhar constante de amor e paz
Promessa de futuro e de aconchego
De eterno sossego que nos satisfaz.

Olhos da minha mãe, esverdeados, profundos
Olhando o mundo, com trabalho e coragem
Ao fim de sua vida, seu olhar com tristeza
Humilde beleza, deixando a mensagem.

Feliz ano novo?



Trago à luz pública uns versos do poeta hervalense Igor Borges, como forma de apreciar o que é nosso e também desvelar a alma desta terra sulina.

Foi dormir o louco? Eu ainda não o vi!
Tão famoso na cidade, normal vê-lo por aí.
Será que cresceu e esqueceu-se daqui.
Ou será que ganhou o mundo numa bicicleta
Que nunca vi.
Pois é, o louco é famoso e louco de engraçado.
Ver o louco leproso correr e cair.
É uma cindro-me de DAL que miro nesse fim onde nasci.
Lá a rua pechava no mato e o mato se perdia em ti.
Lá brincavam pássaros gatos cobras e os loucos que cresceram ali.
Era da cultura comer pitanga, brincar de matar na sanga,
Escrever na terra e até sorrir.
Era da cultura ver Dalmiro correr de carro:
Com uma direção de vento nas mãos
E uma descarga de carro na boca babada de cão.
Era da cultura usar roupa branca,
Comer lentilha e partilhar o pão.
E o era também, ver Dalmiro que ainda não vi.
Mas lembro dele em tantos Dalmiros,
Que insistem em proliferar-se por aqui.

Era poético ver o louco profeta pedalar
Uma bicicleta que não chegou existir.

terça-feira, 2 de junho de 2009

"Memórias de minha vida inventada..."




Reproduzo neste espaço - como forma de matar a saudade (se é que a saudade se mata, como dizia o poeta) -, algumas palavras íntimas e profundas como o oceano que me foram enviadas pelo "sor Osmar" em novembro de 2008.


De longe te saúdo.
Aproveito para te enviar as "Memórias de minha vida inventada..."

Quando o sol acendeu a manhã, eu ja folhava as páginas desengonsadas do corpo num banho sem pressa. Não vi como as coisas espumantes envolviam-me, pensativo que estava. Derrepente (inventei esta grafia) uma sanga de lembranças roço-me as pernas. Um cheiro de mato invadiu minha alma coroca. O gelo daquela água da sanga despertou um saudosismo particular, único, meu apenas. Ouvi nitidamente o grito das meninas na barranca arrancando os trapos e pulando pra dentro da água e aproveitando minhas memórias. Estas primas apagaram-se na distância como a fumaça que a gente vê ao longe. Como podem ter partido se nao as vi sair da memória? Não deram tchau. É por isso esta melancolia no café da manhã? Ao longe as cantorias da tia, parecem acompanhar o ritmo das águas. Os manos correm em nossa direção. O mundo se resume nesta alegria que estravasa nossos corpos pequenos. A alma sempre foi maior que o corpo? A mãe diz que não. E ri. A alma cabe perfeita no corpo. E por onde ela sai. Ri de novo. Acho que pela risada mãe. Os índios que disseram pra ele. Faz tempo, tínhamos um mundo no quintal. A alegria era uma planta simples que nascia nos fundo onde passava trovejante as águas da sanga. Ali todas as dores e sugeiras da vida escorriam com sabão feito em casa e mãos calejadas. Naquelas margens nossas folhas ficavam brancas. Claro, não sabíamos que escrevíamos também o rascunho mais importante de nossos dias. Foram os limos daquelas pedras que limaram nossa alma e fizeram-na caber dentro do corpo. Foram tempos de contentamento com o pequeno, com o simples, com o-que-cabe-na-palma-da-mão. Depois veio um tempo de latifúndios, um tempo de querer o anúncio das revistas das tvs. Um anúncio que sujou a água da sanga. Foi quando as gurias sairam sem dizer tchau. Quando a mãe parou de rir. Quando a alegria passou por um período de estio. Quando o quintal se povoou de modernidades. Foi quando uma bacia enorme nasceu feito planta de ferro no pátio e trouxe um mundo de cartazes semoventes para dentro de casa. O irmão começou a fumar. A irmã engravidou. O pai achou uma cachaça com butiá. A escola me ensinou que eu sonhava errado e eu acreditei.
Hoje meu banho tem a culpa da água que se esgota, da vida que se esvai lenta e sem remédios pelo ralo dos anos. Pensando nisso desligo o chuveiro e saio a tempo de ver a tv anunciar a alegria pré-fabricada de um macho negro com pensamento de branco cristão assumir o comando dos EUA.
Vou a Porto mandar um email triste para umas poucas pessoas que amo.

Beijo em ti e nos teus!

PS: não reli para não me arrepender.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Boa viagem Jota Vilmar...

“A morte não manda aviso/ E chega sempre certeira/Não perde pulo a traiçoeira/ No seu ataque preciso , já avisava o grande Jayme Caetano Braun.
Pois os trabalhadores em saúde de Herval e os funcionários públicos municipais de um modo geral, foram surpreendidos ontem (28/5), pelo súbito falecimento do extraordinário José Vilmar Correa Costa ou Maragato ou Jota Vilmar, como eu preferia nomeá-lo.
Motorista, grande profissional, sempre a postos, não medindo horário, esforços nem distâncias na sua tarefa generosa de colaborar para aliviar a dor da doença ou mesmo salvar vidas alheias...
Ser humano magnífico, sempre prestativo e atencioso com todos.

Se o pagamento da diária de viagem atrasava, não tinha importância, o “Jota Vilmar” continuava ali, firme, com o mesmo empenho e dedicação ao trabalho que sempre teve...
Se a Secretaria não dispunha de veículo com o fim de trazer um doente para atendimento no Posto de Saúde, lá ia o Jota Vilmar sem fazer alarde, na cidade ou no campo, a bordo do seu fusquinha movido pelo amor a camiseta e pela solidariedade com a dor dos outros...
Se um colega estivesse precisando de uma forcinha, lá estava ele alegre e contente de mãos estendidas e a mente aberta para auxiliar...
Morreu do coração, ele que tinha o coração maior que este mundo de mesquinharias, vaidades e truculências em que vivemos.

Obrigado Jota Vilmar pelo teu exemplo de profissionalismo.
Obrigado Jota Vilmar pela tua incrível e discreta lição de amor ao próximo.
Obrigado por teres nos apontado um bom caminho para andar nesta curta e turbulenta viagem terrena.
Obrigado por teres existido.
Que Deus ilumine a tua estrada na vida que se abre com o término desta vida!!!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Rolim é o cara!!!




Reproduzo a seguir a magnífica e apropriada reflexão do sempre magnífico e apropriado Marcos Rolim. Ando de mal com as palavras, também por isso, faço minhas as palavras dele. Com vocês, Marcos Rolim:







LIVRAI-NOS
13 de março de 2009
Marcos Rolim
Jornalista

Simone de Beauvoir foi uma mulher fascinante e nos legou belas reflexões. Nem por isso, deixou de escrever bobagens. A mais conhecida, talvez, seja sua frase: “A verdade é una, o erro é múltiplo; não por acaso a direita professa o pluralismo” (“O Pensamento de Direita, hoje”, Paz e Terra, 1972, 112 pág.).
A afirmação seria apenas uma infelicidade, não tivesse sido, antes, a ameaça levada à prática pelos regimes totalitários, à esquerda e à direita, traduzida em milhões de mortos. Em setembro de 1991, eu estava no salão de atos da UFRGS quando Castoriadis criticou esta passagem (quem quiser poderá ouvir as conferências promovidas pela prefeitura em http://www.caosmose.net/castoriadis/ com a tradução de Dênis Rosenfield. Os mais novos saberão que o prefeito era Olívio Dutra, que o Secretário de Cultura era Pilla Vares e que Fernando Schüller arrasava). O filósofo também perguntou sobre qual a diferença entre os regimes do leste europeu e o regime cubano (“– Talvez os trópicos”, respondeu jocosamente), recebendo, então, a vaia de uma parte do auditório. Senti uma “vergonha reflexa” e percebi que a vaia, na circunstância precisa onde se anuncia um pensamento diverso, era o mal-estar diante do pluralismo. Simone não sabia, mas sua afirmação repetiu um argumento empregado por Santo Agostinho contra os heréticos. Pode-se afirmar muita coisa sobre a verdade, mas a noção de que o pluralismo seja a expressão do erro só pode ser concebida de forma coerente em uma tradição religiosa; vale dizer: a partir da aceitação de uma “palavra sagrada” que, como tal, coloca-se fora de discussão. Como se sabe, uma vez alojado na armadilha da fé, o fiel que duvida já está no “pecado”. Nesta interdição, está a ponte entre as religiões e as ideologias. Ambas só se mantém pela impossibilidade do pensamento – aquele que se volta sobre as premissas do sujeito e que, por isso mesmo, assinala uma experiência tão mais incômoda quanto mais profunda. “Pensar dói”, disse Pascal. Tinha razão ele. Também por isso, pode-se compreender a frase do oficial da SS dita a Primo Levi em Auschwitz: “- Aqui não existe por quê”.

O mundo em que vivemos, felizmente, está cheio de dúvidas e de perguntas. Os que as propõem navegam em busca de sentidos e quando esta viagem é para valer descobrem que não há um porto para ancorar certezas. Quando descobrimos uma verdade, sabemos que ela nos revela – quando muito – uma face entre as tantas que só podem ser visíveis por outros olhares, a partir de posições outras. A Igreja católica entende que os responsáveis pelo aborto de uma menina de 9 anos, vítima de estupro, devem ser excomungados (posição não apenas do bispo, mas do Papa e da CNBB). Também aqui não existe por quê. Trata-se da “Lei de Deus”, dizem. A história, é claro, está mal contada. Afinal, um Deus que permitisse que uma criança fosse estuprada e, depois, exigisse que ela morresse para que sua lei fosse cumprida, seria um Deus mau. Mais provável que a maldade esteja naqueles que apresentam como “vontade de Deus” aquela que é apenas a sua vontade e que o fazem por sobre o destino esfacelado de uma criança. Acima dela, afinal, estaria “a verdade que é una”. Que Deus nos livre desta verdade....

quarta-feira, 13 de maio de 2009

O sul por vida...


Chegamos aos 13 dias deste maio triste de 2009. Há exatos dois anos era lançado UM LUGAR AO SUL: Olhares indiscretos sobre o Herval. Livro de minha lavra prefaciado pelo mestre Osmar Hences.
Reitero agradecimentos a todos e todas que tornaram possível esta obra e colaboraram para o seu incrível sucesso, de crítica e venda.
Aproveito a oportunidade para prestar uma nova e singela homenagem à memória do “sor” Osmar, trazendo à luz pública algumas de suas belas palavras:

“Cultura é o jeito de ser de um povo. Como ele fala, como se veste, como tempera sua comida, como enfeita sua casa, como recebe o estranho que chega.
Neste sentido, não há povo sem cultura, como não há cultura sem povo. Temos um jeito de educar nossos filhos, temos um jeito de falar, de sorrir e sermos felizes. Temos ainda um tipo de música que é feito por nós, com o nosso jeito, com a nossa cara, com palavras nossas, num ritmo nosso.
Ninguém pode dizer que somos um povo sem cultura. O que nos falta, muitas vezes, é valorizar mais o que é nosso. Gostar do nosso jeito de ser. Não é feio gostar da cultura de outros povos. Mas é bonito gostar e conhecer mais o que é nosso. Valorizar as coisas da nossa terra, pois como ensinou José Martí, ‘nenhum povo é dono de seu destino, se antes não for dono de sua cultura’”.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Ao mestre com carinho


Professor Osmar Hences... Muito mais do que um professor!!!

Amigo e amante leal da natureza, das pessoas, da vida a qual ele sempre deu mais do que recebeu.

Filósofo, filho, pai, poeta, pensador da mão calejada, irmão, “ermão”.

Gente grande, de alma leve e alegre de criança.

Educador educando do seu povo, como ele mesmo gostava de se definir.

Companheiro e caminho da caminhada, como eu inspirado em Dom Pedro Casaldáliga , o definia.

Sujeito que não aceitava ser objeto da história, e amava, e preparava a terra pra um mundo novo...

Cidadão do mundo, encharcado e orgulhoso da sua cultura, que botava o pé no chão e a mão na massa e no pão e no assado e no amargo que fazia os nossos encontros mais doces.

“Humilde com os humildes e guapo com as prepotências”; como aquela que lhe proibiu a palavra nas páginas do jornal.

Morreu da única coisa que lhe poderia ter matado: no trânsito, em movimento, ele que viveu entranhando em constates e suaves movimentos. Sempre fazendo mil coisas ao mesmo tempo, como a adivinhar que a vida não lhe reservara muito tempo...

Morreu no trânsito: a bordo de sua moto em contrachoque com um caminhão. Ele que soube como poucos lutar a causa dos pequenos... Ele que sempre viveu na contramão do tráfego social desumanizador dos homens e das mulheres.

Segue em paz, sor Osmar, camarada, mestre! Numa tentativa de imitar teu verso, digo que partistes deixando nosso maio triste. Mas o teu sonho de um mundo humano e justo para todos e todas continuará vivo em nós! Obrigado por teres existido e um beijo no teu coração que tanto amou...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Uma voz no fim do túnel...


Texto de Boaventura de Sousa Santos, publicado na Visão em 12 de Março de 2009.


São tanto mais intrigantes quanto ocorrem sobretudo em sociedades onde supostamente a democracia está mais consolidada e onde, por isso, a concorrência de ideias e de ideologias se esperaria mais livre e intensa. Por exemplo, nos últimos trinta anos vigorou o consenso de que o Estado é o problema, e o mercado, a solução; que a actividade económica é tanto mais eficiente quanto mais desregulada; que os mercados livres e globais são sempre de preferir ao proteccionismo; que nacionalizar é anátema, e privatizar e liberalizar é a norma.


Mais intrigante é a facilidade com que, de um momento para o outro, se muda o conteúdo do consenso e se passa do domínio de uma ideia ao de outra totalmente oposta. Nos últimos meses assistimos a uma dessas mudanças. De repente, o Estado voltou a ser a solução, e o mercado, o problema; a globalização foi posta em causa; a nacionalização de importantes unidades económicas, de anátema passou a ser a salvação. Mais intrigante ainda é o facto de serem as mesmas pessoas e instituições a defenderem hoje o contrário do que defendiam ontem, e de aparentemente o fazerem sem a mínima consciência de contradição. Isto é tão verdade a respeito dos principais conselheiros económicos do Presidente Obama, como a respeito do Presidente da Comissão da União Europeia ou dos actuais governantes dos países europeus. E parece ser irrelevante a suspeita de que, sendo assim, estamos perante uma mera mudança de táctica, e não perante uma mudança de filosofia política e económica, a mudança que seria necessária para enfrentar com êxito a crise.


Ao longo destes anos, houve vozes dissonantes. O consenso que vigorou no Norte global esteve longe de vigorar no Sul global. Mas a dissensão ou não foi ouvida ou foi punida. É sabido, por exemplo, que desde 2001 o Fórum Social Mundial (FSM) tem vindo a fazer uma crítica sistemática ao consenso dominante, na altura simbolizado pelo Fórum Económico Mundial (FEM). A perplexidade com que lemos o último relatório do FEM e verificamos alguma convergência com o diagnóstico feito pelo FSM faz-nos pensar que, ou o FSM teve razão cedo de mais, ou o FEM tem razão tarde de mais. A verdade é que, mais uma vez, o consenso é traiçoeiro. Pode haver alguma convergência entre o FEM e o FSM quanto ao diagnóstico, mas certamente não quanto à terapêutica. Para o FEM e, portanto, para o novo consenso dominante, rapidamente instalado, é crucial que a crise seja definida como crise do neo-liberalismo, e não como crise do capitalismo, ou seja, como crise de um certo tipo de capitalismo, e não como crise de um modelo de desenvolvimento social que, nos seus fundamentos, gera crises regulares, o empobrecimento da maioria das populações dele dependentes e a destruição do meio ambiente. É igualmente importante que as soluções sejam da iniciativa das elites políticas e económicas, tenham um carácter tecno-burocrático, e não político, e sobretudo que os cidadãos sejam afastados de qualquer participação efectiva nas decisões que os afectam e se resignem a "partilhar o sacrifício" que cabe a todos, tanto aos detentores de grandes fortunas como aos desempregados ou reformados com a pensão mínima.


A terapêutica proposta pelo FSM, e por tantos milhões de pessoas cuja voz continuará a não ser ouvida, impõe que a solução da crise seja política e civilizacional, e não confiada aos que, tendo produzido a crise, estão apostados em continuar a beneficiar da falsa solução que para ela propõem. O Estado deverá certamente ser parte da solução, mas só depois de profundamente democratizado e livre dos lóbis e da corrupção que hoje o controlam. Urge uma revolução cidadã que, assente numa sábia combinação entre democracia representativa e democracia participativa, permita criar mecanismos efectivos de controlo democrático, tanto da política como da economia. É necessária uma nova ordem global solidária que crie condições para uma redução sustentável das emissões de carbono até 2016, data em que, segundo os estudos da ONU, o aquecimento global, ao ritmo actual, será irreversível e se transformará numa ameaça para a espécie humana. A existência da Organização Mundial de Comércio é incompatível com essa nova ordem. É necessário que a luta pela igualdade entre países e no interior de cada país seja finalmente uma prioridade absoluta. Para isso, é necessário que o mercado volte a ser servo, já que como senhor se revelou terrível.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Secretaria da Saúde retoma atendimentos do ESF


As equipes da Estratégia de Saúde da Família retomaram, no último dia 10 de março, na localidade do Cerro Chato, os atendimentos às comunidades do interior do município. Já no dia 11, quinta-feira, foi à vez da localidade do Bote ser atendida pela equipe responsável por aquela área.

O Secretário Ricardo Souza comemorou a retomada dos atendimentos pelas equipes no interior, suspensos no mês de setembro de 2008. Segundo ele, “nosso maior obstáculo para garantir os atendimentos do ESF nas comunidades do interior vinha sendo a falta de transporte das equipes, uma vez que recebemos da administração anterior uma frota de veículos e ambulâncias completamente sucateadas. No entanto, com a liberação do nosso automóvel Gol que precisou passar por um grande conserto mecânico, teremos condições de garantir esse transporte com o veículo locado para serviço da Secretaria”.

“Nosso compromisso é retomar e fortalecer cada vez mais a Estratégia de Saúde da Família, tendo em vista a importância deste Programa, o qual é uma das principais estratégias de reorganização dos serviços e de reorientação das práticas profissionais, promoção da saúde, prevenção de doenças e reabilitação no nível de atenção básica”, completou o Secretário.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Superar as dificuldades e construir uma saúde melhor


Desorganização administrativa, condições precárias de trabalho, servidores com salários atrasados, farmácia básica municipal com falta da maioria dos itens de medicação, sucateamento de veículos e ambulâncias, acúmulo do lixo contaminado, abandono do Centro Municipal de Saúde e das Unidades Básicas de Saúde do interior. Eis o quadro da saúde pública em Herval ao tomarmos posse em 1º. de janeiro de 2009.

Mas muito maior que a herança de problemas, é a vontade e o compromisso da atual administração de superar as dificuldades e construir um modelo de saúde pública eficiente em Herval. Segundo o Secretário Ricardo Souza, “contamos não apenas com a compreensão da maioria da população – conhecedora das nossas dificuldades e do nosso esforço para superá-las neste início de gestão; mas também com o respaldo do prefeito Ildo e com uma equipe qualificada de profissionais, disposta a nos ajudar na importante tarefa de colocar a saúde pública do município no patamar que a nossa população merece”.

“Já restabelecemos a prestação de alguns serviços que haviam sido paralisados ou atendidos apenas parcialmente no final da gestão anterior, a exemplo do convênio firmado com a direção do hospital Nossa Senhora da Glória, permitindo a retomada dos plantões médicos no referido hospital; temos garantido o transporte de pacientes para consultas e exames especializados em Pelotas, com o veículo locado para serviço da Secretaria ou através de locação de microônibus; também demandamos junto à Secretaria Municipal de Administração o conserto de todos os veículos da Secretaria de Saúde e também a licitação para repor o estoque da Farmácia Básica Municipal,” disse o Secretário.

Além disso, estamos trabalhando para garantir ao longo dos próximos meses à prestação de novos serviços a nossa população, como a realização de exames laboratoriais, eletrocardiograma, Raio X e ultrassonografia no próprio município, informou Ricardo.