segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Licença poética



Peço licença novamente para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


Não mordo, mas quero te tirar pedaço.
Não tenho garras, mas quero arranhar delicadamente tua carne.
Não possuo presas, mas quero te prender nos meus braços.
Não faço ninho, mas quero me aninhar no teu colo.
Não cavo tocas, mas quero cavocar cada canto do teu corpo.
Não vivo no mato, mas quero matar teu desejo animal.
Não sou nenhum ser do mar, mas quero mergulhar na tua pele e inundar toda com meu suor.
Não sou fera, mas quero te devorar.
Sou um bicho mau, o que pode ser bom ou melhor do que imaginas!

Nem só de pão viverá o homem



Lições de um coração que nunca parou de pulsar II



Todo amor puro ou compartilhado contém pitadas de piedade, afeto, fogo, gratidão, admiração etc., mas nem toda piedade, afeto, fogo, gratidão, admiração, significam ou se traduzem num amor por completo.

Hoje percebo que um dos maiores males que se pode fazer a outrem e a nós mesmos é alimentar ou deixar rolar um amor que não sentimos, apenas porque nos sentimos protegidos ou seguros ou gratos ou desejados ou respeitados ou sei lá o que mais.

Sentimentos, sem dúvida, gigantescos e magníficos, porém muito aquém do amor que todos precisam e merecem dar e receber reciprocamente.

Amor tem outro tom, outro sabor, outra cor, outro tempero.

Até porque quem tanto corre atrás, provavelmente não toparia bancar a mesma aposta feita em relação a ela caso estivesse no nosso lugar ou se um dia os papéis viessem a se inverter.

A vida sempre ensina, mas tem sentimentos ou relações que definitivamente é melhor não viver. Ou viver do jeito certo. Isto é, transa é transa, namoro é namoro, afeto é afeto, paixão é paixão...

Aprendi também que nunca se deve entrar ou apostar numa relação apenas pelo medo da solidão ou por algum sentimento de culpa decorrente do fato de não haver correspondido satisfatoriamente um amor recebido. Afinal, o coração é um músculo involuntário que pulsa por contra própria e raramente acata os comandos do cérebro ou as ordens da razão.

Assim, nunca se deve confundir sentimento de culpa com amor ou achar culpados se o amor que não é amor não vingar.

Assim, o que é para durar que se alimente, o que o que é passageiro ou temporário que se aproveite ao máximo e seja (e) terno enquanto dure e o que não é para ser que se corte logo pela raiz.

Se não, tudo não passa de perda de tempo e passaporte para uma viagem num trem de mágoas, rancores, mal entendidos, acomodações, incômodos gratuitos, acusações sem prova para crimes não cometidos ou que não se pode punir.

Se não, alguém vira vilão e a outra parte assume papel de vítima ou mocinho (a) inocente e indefeso (a), eximindo-se dos erros e desacertos que lhe competem.

Se não, logo adiante tudo descarrila e definha e a piedade vira mar ou muro de lamentações, o afeto vira repulsa, o fogo vira banho de água fria, a gratidão vira nada e a admiração vira pó e morre na praia.

Viva o amor, com todas as forças da nossa carne fraca, apenas se for amor ou um sentimento plenamente correspondido.

Se não for, viva o que é para ser, mande logo embora e siga em frente, sem culpa, sem lembranças amargas, sem lambanças, sem desencontros, sem farpas!

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Secretário e técnicos da secretaria de planejamento participam de reunião na Funasa



Na tarde de ontem 23, o secretário de planejamento e meio ambiente de Herval, Toninho Veleda, juntamente com o fiscal das obras do município, arquiteto Marcio Vieira Poersch e a engenheira civil da prefeitura, Clara Domingues, participaram de reunião na Funasa em Porto Alegre, a fim de tratar sobre a execução de dois convênios firmados com o órgão do governo federal, cujas obras que preveem a instalação de sistemas de abastecimento de água nos assentamentos São Virgílio, Cerro Azul e Santa Rita III se encontram paralisadas.

Na oportunidade, a comitiva hervalense foi recebida pela engenheira Magda Magro.

Na pauta da reunião estava os procedimentos técnicos e administrativos que precisam ser adotados pela prefeitura para garantir a retomada e conclusão das obras o mais breve possível, tendo que em vista que a empresa contratada originalmente (J.R. Pereira) não cumpriu as obrigações assumidas contratualmente, obrigando à administração municipal a proceder a rescisão unilateral do contrato.

Segundo explicou Magda, não é possível concluir as obras através de execução direta, ou seja, com mão-de-obra da prefeitura. Dessa forma, será preciso realizar novo processo licitatório, com vistas a contratação de uma nova empresa que venha a assumir a responsabilidade pelas obras. Conforme lembrou o secretário Toninho, uma obra complementa a outra, porém se tratam de dois convênios distintos.

No caso do TC/PAC 0947/2007, a obra foi paralisada com 70% de execução e o convênio previa que a Funasa deveria efetuar o repasse de duas parcelas, ambas já efetivadas integralmente, sendo que do total dos recursos repassados ainda restam nos cofres da prefeitura cerca de R$ 180 mil relativos a esse convênio.

No caso do TC/PAC 0134/2012, a obra fora paralisada com o percentual de execução de 96%, faltando muito pouco para ser finalizada. O convênio prevê que a prefeitura receberia os recursos divididos em três parcelas, correspondentes a 40% antes do início da obra, depois mais 40% e uma última parcela de 30%, de um montante total superior a R$ 2 milhões. Portanto, a prestação de contas relativa às duas primeiras parcelas do convênio, cujos recursos foram repassados e utilizados, se encontram aprovadas. Além disso, o pagamento da última parcela já foi autorizado e solicitado há mais de 30 dias pela Funasa em Porto Alegre, porém até a presente data tal repasse se encontra pendente de pagamento pela Funasa em Brasília.

Portanto, em relação ao TC/PAC 0134/2012, além da pendência da nova licitação, ainda existe a pendência do pagamento da última parcela dos recursos por parte da Funasa. Ainda em relação a esse convênio, como o processo que culminou na contratação da empresa J.R. Pereira estabeleceu que as obras custariam cerca de R$ 1,5 milhões, caracterizando uma sobra em relação ao total de recursos disponíveis, existe a possibilidade de ampliar a meta original do convênio, levando as redes de água mais perto das moradias ou para mais famílias dos assentamentos contemplados com o investimento, a partir da elaboração de projeto complementar a cargo da prefeitura e a aprovação do mesmo pela equipe técnica da Funasa em Porto Alegre, passo que deverá ser dado antes do lançamento do pretendido edital de licitação.

Assim, ficou acordado que a prefeitura adotará imediatamente as diligências e procedimentos técnicos necessários para que a nova licitação, além da conclusão das obras previstas no TC/PAC 0134/2012, contemple a ampliação das metas originais do convênio, de modo a aproveitar ao máximo os recursos repassados, atendendo mais ou melhor as famílias beneficiárias da iniciativa.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

O que era só uma semente agora já produz muitos frutos



Lições de um coração que nunca parou de pulsar I



Amor é quando a gente balança, entra no embalo do coração e deseja bater às portas do casamento.

No entanto, além dos cuidados de praxe, é preciso atentar que o amor tem um tempo certo ou um ritmo que é próprio de cada relação.

Ou seja, por maior que seja o amor e a vontade de compartilhar as dores e delícias de estar junto, não dá para queimar etapas. Não dá para se conhecer e logo “juntar os trapos”, pois isso aumenta o risco de ao menos uma das partes não ir inteira ou acabar levando na bagagem questões pendentes ou resolvidas apressadamente.

O casamento também não funciona se for para ficar com um pé lá e outro cá. A menos que seja só por algum tempo ou se acaso se vive em cidades separadas. Como diz a sabedoria popular, quem casa quer casa.

Portanto, mesmo mergulhado num mar de amor se pode perder ou deixar escapar a pessoa certa pela pressa ou por tentar viver do jeito errado.

Casamento ou caso de longo prazo ainda pede mais que as armas usadas no jogo da conquista ou da sedução. Além disso, vai muito além do desafio de manter o chamego ou da busca continua por satisfazer os prazeres do corpo.

Casamento ou amor de longo prazo pede disponibilidade, abertura ao diálogo, entrega, companhia, afinidade, entrelaçamento, trocas, desejo, cuidado, confiança, compreensão, química, atração física e compatibilidade de almas, respeito às particularidades, convergência, conflitos, cumplicidade, saber ceder e colocar-se no lugar do outro, firmeza de princípios, saber somar e dividir, dar mais do que espera receber, voltar atrás e querer seguir sempre juntos e em frente, constante renovação mútua e um montão de coisas mais, sempre conjugadas no plural, para lá do nós e dos nós e no verbo infinito do amor.

Casamento ou caso de longo prazo pede também um investimento pesado e a fundo perdido na vida a dois, sem nunca aprisionar o outro ou transformar a vida do casal num mundinho fechado, distante de tudo e todos, ou cada um seguir vivendo seu próprio mundo, numa solidão a dois, o que é ainda pior.

Afinal, casar não é somente mel ou morar numa mesma casa e o amor, como ensina o poeta, é quando a gente mora um no outro.

Ademais, a que se considerar que nem todos os problemas ou barreiras que afetam a vida do casal foram criados no seio da própria relação. As pessoas têm apertos ou laços que podem vir de antes e ir além do círculo conjugal.

Amar é fundamental, mas cultivar seus próprios gostos, curtir outros amores fraternos e, principalmente, amar a si mesmo é uma ordem e deve vir antes de qualquer outro amor.

Quantos amores não se desfazem pela pressa ou precipitações!

Quantos amores não são jogados pelo ralo porque são vividos do jeito errado!

Quantos amores não terminam pelo descuido com o afeto, a ausência de uma palavra amiga ou uma conversa franca!

Quantos amores não acabam pela falta de alimentar o fogo ou dizer eu te amo!

Quantos amores nunca mais voltam porque ao invés investir no amor se escolheu murmurar as mágoas ou dar vazão ao orgulho ferido!

Quanto amores morrem na casca porque os amantes esquecem que o amor é uma brasa que precisa ser soprada sempre e cada vez mais para se manter acesa?

Reguemos delicadamente a semente do amor e cuidemos das coisas que brotam do coração do ser que nos permitiu entrar em sua vida para lá fazermos morada e semear bons frutos.

Cuidemos bem do nosso amor agora, amanhã e sempre para que ele não definhe, despenque do pé, fuja pela tangente ou vá embora.

E, se acaso ele for embora, se a cabeça for sã e o sentimento infinito, sempre é tempo de voltar atrás, fazer um novo começo e reescrever uma nova e estonteante história de amor.

Se acaso a semente do amor chegar ao leito de morte, se o amor for fértil e valer à pena, não esmoreça, cave suavemente o coração da pessoa amada e plante novamente a semente para que o amor possa renascer melhor, mais forte e ainda com mais viço!

Afinal, amar é uma arte humana e como tal repleta de atos falhos e reinventar o amor faz parte!

Afinal, o amar não torna ninguém perfeito, mas pode conduzir ao melhor que podemos ser, através da caminhada complicada, incerta e sem bússolas pelas idas e vindas do amor!

Se um amor pintar na sua vida não resista, agarre-o, amarre-o, amarre-se, dispa-se, mostre-se, entregue-se, solte-se, salte, ande, invista, insista, chame-o de volta, acenda ou rescenda a chama, curta, compartilhe, pinte, borde, abrace, amasse, esfregue-se, acerte o passo, viva intensamente cada momento. Nunca esqueça que todos nós iremos morrer e todo amor morre se não for bem vivido!

Não basta amar, é preciso saber amar do jeito certo e extravasar o amor que a gente sente.

Música para os meus ouvidos


Música boa é aquela que embala o corpo, toca a alma, acompanha as batidas do coração e mantém viva formas já esquecidas de amar...



segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Momento poético



Rir é o melhor remédio



Me ame quando eu menos merecer, pois é quando eu mais preciso!



Procure me amar quando eu menos merecer, porque é quando eu mais preciso.

Falamos à beça de amor. Apesar das nossas singularidades, temos pelo menos esse desejo em comum: queremos amar e ser amados. Amados, de preferência, com o requinte da incondicionalidade. Na celebração das nossas conquistas e na constatação dos nossos fracassos. No apogeu do nosso vigor e no tempo do nosso abatimento. No momento da nossa alegria e no alvorecer da nossa dor. Na prática das nossas virtudes e no embaraço das nossas falhas. Mas não é preciso viver muito para percebermos nos nossos gestos e nos alheios que não é assim que costuma acontecer.

Temos facilidade para amar o outro nos seus tempos de harmonia. Quando realiza. Quando progride. Quando sua vida está organizada e seu coração está contente. Quando não há inabilidade alguma na nossa relação. Quando ele não nos desconcerta. Quando não denuncia a nossa própria limitação. A nossa própria confusão. A nossa própria dor. Fácil amar o outro aparentemente pronto. Aparentemente inteiro. Aparentemente estável. Que quando sofre não faz ruído algum.

Fácil amar aqueles que parecem ter criado, ao longo da vida, um tipo de máscara que lhes permite ter a mesma cara quando o time ganha e quando o cachorro morre. Fácil amar quem não demonstra experimentar aqueles sentimentos que parecem politicamente incorretos nos outros, embora costumem ser justificáveis em nós. Fácil amar quando somos ouvidos mais do que nos permitimos ouvir. Fácil amar aqueles que vivem noites terríveis, mas na manhã seguinte se apresentam sem olheiras, a maquiagem perfeita, a barba atualizada.

É fácil amar o outro na mesa de bar, quando o papo é leve, o riso é farto, e o chope é gelado. Nos cafés, após o cinema, quando se pode filosofar sobre o enredo e as personagens com fluência, um bom cappuccino e pão de queijo quentinho. Nos corredores dos shoppings, quando se divide os novos sonhos de consumo, imediato ou futuro. É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nos encontros erotizados, nas festas agendadas no calendário do de vez em quando.

Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E entende tudo errado. E paralisa. E se vitimiza. E perde o charme. O prazo. A identidade. E fala o tempo todo do seu drama com a mesma mágoa. Difícil amar quando o outro fica cada vez mais diferente do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido com alguém que não aceitamos que ele esteja. Difícil é permanecer ao seu lado quando parece que todos já foram embora. Quando as cortinas se abrem e ele não vê mais ninguém na plateia. Quando até a própria alma parece haver se retirado.

Difícil é amar quando já não encontramos motivos que justifiquem o nosso amor, acostumados que estamos a achar que o amor precisa estar sempre acompanhado de explicação. Difícil amar quando parece existir somente apesar de. Quando a dor do outro é tão intensa que a gente não sabe o que fazer para ajudar. Quando a sombra se revela e a noite se apresenta muito longa. Quando o frio é tão medonho que nem os prazeres mais legítimos oferecem algum calor. Quando ele parece ter desistido principalmente dele próprio.

Difícil é amar quando o outro nos inquieta. Quando os seus medos denunciam os nossos e põem em risco o propósito que muitas vezes alimentamos de não demonstrar fragilidade. Quando a exibição das suas dores expõe, de alguma forma, também as nossas, as conhecidas e as anônimas. Quando o seu pedido de ajuda, verbalizado ou não, exige que a gente saia do nosso egoísmo, do nosso sossego, da nossa rigidez, para caminhar ao seu encontro.

Difícil é amar quando o outro repete o filme incontáveis vezes e a gente não aguenta mais a trilha sonora. Quando se enreda nos vícios da forma mais grosseira e caminha pela vida como uma estrela doída que ignora o próprio brilho. Quando se tranca na própria tristeza com o aparente conforto de quem passa um feriadão à beira-mar. Quando sua autoestima chega a um nível tão lastimável que, com sutileza ou não, afasta as pessoas que acreditam nele. Quando parece que nós também estamos incluídos nesse grupo.

Difícil é amar quem não está se amando. Mas esse talvez seja o tempo em que o outro mais precise se sentir amado. Para entender, basta abrirmos os olhos para dentro e lembrar das fases em que, por mais que quiséssemos, também não conseguíamos nos amar. A empatia pode ser uma grande aliada do amor.



sábado, 19 de setembro de 2015

Música para os meus ouvidos


"Drão" é tudo de bom. Não é mera declaração nem lamento ou culpa ou feridas expostas pela separação. "Drão" convoca os corações verdadeiramente entrelaçados a desafogar as mágoas, renovar os laços e seguir navegando ainda mais enamorados no mar revolto e infinito do verdadeiro amor.



sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Câmara aprova projeto para retomada das casas populares



“Nunca faltou esforço do Poder Executivo municipal para garantir o término da obra tão importante e aguardada, das 39 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, as quais se encontram paralisadas”. Com esta forte manifestação o prefeito Ildo Sallaberry demonstrou a preocupação de retomada das obras das moradias, solicitando à Câmara de Vereadores, através de Projeto de Lei, autorização para repassar contrapartida financeira ao banco cooperativo Sicredi S.A, o qual foi aprovado por unanimidade pelos vereadores.
O valor a ser repassado é de R$ 156 mil reais, distribuído em quatro parcelas, sendo que as despesas decorrentes desta Lei, sairão por conta de dotação orçamentária da Secretaria Municipal de Assistência Social.
De acordo com informações do secretário de Planejamento, Projetos e Meio Ambiente, Toninho Veleda, a empresa responsável, Comércio e Serviços de Construção Ltda – CEFAS – demonstrou não ter condições de concluir a obra com os recursos disponíveis originalmente, R$ 25 mil repassados pelo Ministério das Cidades e R$ 3 mil oriundos de contrapartida do Governo do Estado. “Em razão da defasagem desses valores decorrentes do grande intervalo de tempo transcorrido entre a assinatura inicial dos contratos e o início efetivo das obras; o aumento significativo do custo dos materiais da construção civil nos últimos meses; como também a necessidade de adequar o projeto a construção de telhados de fibrocimento às normativas do Minha Casa, Minha Vida, que determinam que as moradias recebam cobertura de telha cerâmica, é que tivemos este acréscimo de valores”, explica Toninho.
Conforme salienta Sallaberry, a administração pleiteou a pretendida complementação financeira junto ao Ministério das Cidades, porém o pedido foi negado. “Com um enorme esforço, em nome do interesse público e do alcance social, resolvemos oferecer a referida contrapartida financeira para assegurar a retomada da obra e sua conclusão até o final de março de 2016.”
A partir de agora o poder público municipal aguarda a retomada das obras, sendo que a prorrogação do prazo para a conclusão e entrega das moradias e a presente oferta de contrapartida financeira são exemplos inequívocos e contundentes desse fato.
TEXTO: Nívea Bilhalva de Oliveira
Publicado originalmente no site da prefeitura de Herval: www.herval.rs.gov.br

A mudança não para e não pode parar!


Nem só de pão viverá o homem



segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Licença poética



Peço licença uma vez mais para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


Descasco umas batatas e ponho na panela.

Aparo a grama e volto para a cama.

Passo minhas camisas e o tempo não passa.

Admiro uma vitrine e nada me agrada.

Desato uns versos do peito e vou até a janela.


Tudo me lembra ela...


Ela é meu apetite, meu ofício, meu sonho de consumo,

Minha inspiração, meu vício,

Meu amor, meu suplício.

Rir é o melhor remédio



sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Ato político


O principal argumento dos patrocinadores do estado mínimo para justificar os resultados perversos e desastrosos dessa política, sempre foi a tese do “fim da história”, de que não existe outro caminho ou outras escolhas possíveis.

Durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso e os tucanos no Brasil, os argumentos eram mais ou menos esses: “é uma pena que existam milhões de brasileiros desempregados ou morrendo de fome, mas a realidade é essa mesma”. Ou, “é impossível aumentar o salário mínimo”. Ou ainda, “a seca e a fome no nordeste são obra da natureza e nunca irão acabar”. Ou também que “nunca seria possível combinar distribuição de renda com desenvolvimento econômico”. Traduzindo: o discurso da impossibilidade sempre foi o principal argumento dos neoliberais para justificar sua falta de ação ou sua opção pelos muito ricos ou grandes corporações econômicas.

Pois o Rio Grande do Sul, o estado da federação que se levantou com mais força contra a perversidade da política do estado mínimo, desde a posse do governador Sartori voltou a sentir os efeitos danosos de quem promete a modernidade, mas na vida real instaura o caos, a inércia, o atraso ou o desmonte da máquina pública. De quem durante a eleição promete que “a vida só melhore”, como dizia o jingle do candidato Sartori, porém quando chega ao governo faz a vida andar para trás e ao som vazio e perverso de que “estamos no fundo do poço e não tem o que fazer”. 

É nessa linha e é essa reflexão proposta pelo deputado estadual Adão Villaverde no artigo que reproduzo abaixo. Boa leitura e apertem os cintos, pois o governador sumiu!



A MODERNIZAÇÃO CONSERVADORA
Por ADÃO VILLAVERDE*

Quando o debate acerca das dificuldades das contas públicas gaúchas se dá em bases racionais e fundamentado em conteúdo, temos a unanimidade de que estamos diante de um problema que remonta a quase 40 anos em solo gaúcho. Mas se a inflexão é de mera disputa política, faz-se circular recorrentemente a ideia de que a situação financeira só se agravou nos últimos quatro anos. De duas, uma: ou é uma enorme injustiça com o gestor passado ou impõe-se uma lógica de interesses reproduzindo a caracterização.
Como Tarso Genro não era nenhum mágico nem tinha uma maquininha de fabricar dinheiro e, alertado pelas dificuldades, usou os depósitos judiciais, garantiu os 12% da Saúde, pagou em dia os servidores, recuperou salários e propôs reajustes dignos, lutou arduamente para diminuir a dívida pública e ainda abriu novo espaço fiscal para não paralisar o Estado, é evidente que, por trás das dificuldades das contas públicas há, sim, uma estratégia, portanto, interesses em jogo.
Como forma de questionarmos esse aforismo irrefutável, é necessário avaliarmos a prática do atual governo, e não só seu discurso. Primeiro foram os cortes de pagamentos aos fornecedores, iniciando a paralisar os serviços públicos; depois a Lei de Diretrizes Orçamentárias retirando reajustes dos servidores já aprovados na Assembleia; na sequência, equivocados projetos de extinção das fundações. Ainda não contentes com isto tudo, promovem o parcelamento de salários e, finalmente, o projeto de aumento de impostos, ou seja o tarifaço, penalizando toda a sociedade.
Em síntese, caos para os servidores e o serviço público, resistência na ampliação do uso dos depósitos judiciais, para exacerbar o quadro de dificuldades; e envio ao parlamento de bloco de projetos com repercussão de longuíssimo prazo sem nenhuma eficácia imediata (como o caso da Previdência). Instituindo a inércia, a falta de iniciativas e inaptidão de gestão como seu modo de governar, para, por fim, como num passe de mágica, num truque surrado e conhecido, apresentar uma espécie de modernização conservadora como única saída: aumento de impostos e privatizações.

*Professor, engenheiro e deputado estadual (PT-RS)

Pitada filosófica



sábado, 5 de setembro de 2015

Música para os meus ouvidos



Em meio a essa escalada de insanidade, violência, histeria, descalabros e ódio que vem inundando o Rio Grande do Sul, o Brasil e o mundo, nada melhor do que insistir e persistir na paz.



sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Licença poética



Peço licença uma vez mais para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser...


Um ser humano que não sabe se colocar no lugar ou sentir a dor de outro ser humano,
não sabe estender a mão ou retribuir um gesto de ajuda de outrem,
pode ter cérebro e forma humana,
falar como humano,
andar como humano,
possuir polegar opositor característico dos humanos,
enterrar seus mortos como só os humanos fazem,
mas não é humano.

É um arremedo ou bicho vestido de gente.

(Ou seria um lobo vestido em pele de ovelha?)

Humano pensa e pulsa profunda ou desmedidamente.
Humano não é um estado que se alcança natural ou automaticamente,
e sim uma conquista árdua, suada e permanente através do tempo e dos gestos.

Tornar-se humano é perceber seu lugar no mundo e o seu mundo interior e, ao mesmo tempo, ir além de si, das convenções, dos cabrestos humanos e dos limites da matéria.

É viver o aqui e o agora e, concomitantemente, projetar-se rumo ao infinito carregado de amor e fé viva, refletida, incandescente e etérea.

É estabelecer uma comunhão consigo, com os  demais seres, com o cosmos e com o Criador.

É fazer o bem sem olhar a quem e ser implacável com o mal e as trevas sem nunca praticar mal algum.


Humanizar-se é saber raciocinar e amar sempre mais e infinitamente, mesmo sabendo que esses atos nunca terão fim ou serão suficientes. 

Parada pedagógica



quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Momento poético



Canção do dia de sempre

Tão bom viver dia a dia…
A vida assim, jamais cansa…

Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu…

E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência… esperança…

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.

Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas…