segunda-feira, 28 de julho de 2014

Ato político

Num artigo lúcido, Marco Weissheimer, dá o tom para os gaúchos e gaúchas que querem fugir do surrado, mas recorrente tom panfletário e manipulador da grande mídia. Leitura obrigatória e esclarecedora!










RBS entra na campanha eleitoral. Panfleto de Paulo Santana dá o tom

(por Marco Weissheimer)




O que já era esperado está se confirmando. Com dois de seus principais formadores de opinião concorrendo ao governo do Estado e ao Senado, o grupo midiático direciona suas baterias contra os adversários de seus colunistas candidatos. A tática usada para intervir na campanha também é conhecida. Aparenta uma suposta isenção nos espaços de reportagem e afunda o pé nos seus inúmeros espaços de opinião em jornais, rádios, televisões, sites e redes sociais. Na edição deste domingo do jornal Zero Hora, o colunista Paulo Santana mostra que o nível dessa intervenção será baixíssimo, ofensivo e irresponsável. Irresponsável no sentido literal da palavra, pois faz graves acusações sem apresentar uma única prova e sem dar o direito de voz e de resposta a quem está sendo acusada.

Não se trata de uma coluna propriamente, mas sim de um panfleto que acusa o governo do Estado de “mentir, iludir e falsificar dados para ludibriar a opinião pública”. Além disso, levanta a suspeita de que um “dinheiro bilionário” teria sido “desviado para a construção de estádios para a realização da Copa do Mundo. Acusações gravíssimas, certamente, para as quais o funcionário da RBS que conta com vários canhões midiáticos para divulgar suas posições não apresenta uma prova sequer. Paulo Santana acusa o governo do Estado de “mentir, iludir e falsificar dados” com base apenas em dois comunicados divulgados “numa emissora de rádio” e “na imprensa” por duas entidades: o Simers e o Cremers, cujas posições e intervenções políticas são bem conhecidas e muito questionadas por outras entidades e entes governamentais que trabalham com saúde pública.

Essas entidades e o colunista em questão, obviamente, tem todo o direito de ter e emitir suas opiniões políticas, mas, cabe a elas e a ele, apresentar provas quando acusam alguém de mentir, iludir, falsificar dados e desviar quantias bilionárias de dinheiro. No caso em questão, não são as entidades que fazem essas acusações, mas sim o colunista que usa sua visibilidade e exposição midiática como um escudo protetor de impunidade. E, ao final de seu panfleto, com a sutiliza de um hipopótamo ingressando num batizado, ele dispara: “os eleitores precisam ver quem os está enganando. E votar contra os que os enganam”. Poderia ter dado seguimento à sua total ausência de sutileza e apontado os nomes dos candidatos apoiados pela empresa em que trabalha.

O estilo panfletário de Santana e da RBS vale-se de algumas verdades e de muitas omissões para, usando as palavras do colunista, “ludibriar a opinião pública”. É verdade que há problemas na saúde pública em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul e no Brasil. Problemas históricos que tem a ver com o desmantelamento do Estado brasileiro operado durante décadas pela ideologia fundamentalista do Estado Mínimo que a RBS sempre defendeu e segue defendendo. A empresa e seus funcionários escalados para dar opiniões não assumem a responsabilidade pelas posições políticas que defendem. A empresa e os seus candidatos para o governo do Estado e o Senado apoiaram editorialmente, por exemplo, o fim da CPMF (que tirou cerca de R$ 40 bilhões da Saúde), a posição contra o desarmamento no plebiscito nacional, a posição contra o programa Mais Médicos (aliando-se ao corporativismo de algumas entidades médicas), contra a mudança do modelo de pedágios, apenas para citar alguns exemplos.

Se é verdade que seguem existindo problemas na Saúde, também é verdade (e isso é completamente omitido no panfleto em questão) que, pela primeira vez, o Estado do Rio Grande do Sul está cumprindo o que determina a Constituição e investindo 12% da receita na Saúde. Ao todo, entre 2011 e 2014, serão R$ 9,53 bilhões investidos na construção e ampliação de casas de saúde, na atenção básica e em equipamentos. Os avanços na área da saúde pública no Estado foram reconhecidas pela própria candidata Ana Amélia Lemos em um debate de rádio realizado esta semana. É certo que ainda existem muitos problemas e o setor precisa de pesados investimentos. Mas esses pesados investimentos não virão das mãos dos defensores do Estado mínimo, das demissões e arrocho salarial de servidores, da criminalização da política e de tudo que venha do setor público. O panfleto de Paulo Santana é um capítulo emblemático do engajamento ideológico e da irresponsabilidade política desse grupo midiático que se autodesignou porta-voz dos interesses da população do Rio Grande do Sul e omite sistematicamente os reais interesses econômicos com os quais opera. Isso sim é ludibriar a opinião pública. 


Publicado originalmente no site Sul21: http://www.sul21.com.br/jornal/rbs-entra-na-campanha-eleitoral-panfleto-de-paulo-santana-da-o-tom-por-marco-weissheimer/

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Música para os meus ouvidos


No frio desta estação nada melhor que reascender as brasas do coração, acariciar a palavra e viajar nas asas de uma boa canção, pois o melhor está por vir e o que passou, passou... 




Pitada filosófica




Herval adquire trator agrícola através de emenda do deputado Marcon



Através de emenda parlamentar, indicada pelo deputado Federal Dionilso Marcon (PT), no valor de R$ 100 mil e contrapartida do município de R$ 14.970,00, o prefeito de Herval, Ildo Sallaberry, comprou para Secretaria de Agropecuária e Desenvolvimento, um trator agrícola.

Conforme o secretário Fernando Silveira, responsável pela pasta, o trator irá atender as demandas do pequeno produtor. “Este trator vai reforçar as patrulhas agrícolas do município, as quais estão divididas por região”.

O equipamento servirá para integrar o maquinário já existente na Secretaria e atuar em diversas frentes nas lavouras, sendo ideal para as atividades que requerem força e agilidade.
Este é o segundo trator adquirido pelo município com recursos de emenda do deputado Marcon. Para poder ser utilizado, o mesmo aguarda uma vistoria da Caixa Econômica Federal.

O ato de entrega do trator foi realizado quarta-feira (23), com a presença do prefeito Ildo Sallaberry, Secretários, Vereadores e servidores da prefeitura.


Texto: Nívia Bilhalva
Publicado originalmente no site da prefeitura: www.herval.rs.gov.br

terça-feira, 22 de julho de 2014

Dilma e Lula fazem mais por Herval



Começo lançando um desafio: aponte-me uma obra ou investimento importante realizado em Herval durante os oito anos da gestão dos tucanos no país. Difícil, né! Isso porque simplesmente não existe. Mesmo com o prefeito da época sendo aliado de primeira hora do governo de FHC, nosso município acabou esquecido e abandonado à sua própria sorte em termos de investimentos, o que comprova que o jeito tucano de governar contempla apenas os grandes centros urbanos e, principalmente, os grandes grupos econômicos. Com Lula e Dilma, ao contrário, a União passou a ser um grande parceiro e principal fonte de investimentos em Herval e nos hervalenses.

Dilma e Lula são campeões absolutos no ranking de investimentos em nosso município e as obras, pessoas beneficiadas e números estão aí para comprovar o que digo. Os investimentos já realizados, em fase de execução ou projetos futuros que estão a caminho são gigantescos e não caberiam em poucas linhas. Diante disso, cito apenas algumas dessas obras e investimentos, de modo a demonstrar o quanto temos ganhado e devemos reconhecer a importância das administrações comandadas pelo Partido dos Trabalhadores em nível federal.

Dou início citando a inauguração do Polo da Universidade Aberta do Brasil, algo que vem oferecendo a oportunidade de acesso a um curso superior não apenas para estudantes hervalenses, mas de cidades vizinhas. Depois vem a compra de 3 ônibus para o transporte escolar. Aquisição de mobiliário e construção de creche do programa Pro-Infância, num investimento de mais de R$ 1 milhão. Entrega de 22 casas populares do programa Minha Casa, Minha Vida, sendo que outras 39 já foram contratadas e as obras devem iniciar em breve. Doação de um odontomóvel. Aquisição de veículos e van para o transporte de pacientes com recursos da Estratégia de Saúde da Família – ESF. Contratação de dezenas de profissionais de saúde via ESF e de uma médica através do programa Mais Médicos. Centenas de famílias hervalenses atendidas com o benefício financeiro do Bolsa Família que ajuda a vencer as dificuldades, incentiva a frequência escolar e o cuidado com a saúde, além de movimentar a economia local. Mais de R$ 3 milhões para obras de calçamento e pavimentação asfáltica, entre obras realizadas, em andamento ou que possuem recursos assegurados, o que representa o maior volume de recursos a serem aplicados em infraestrutura urbana na história de Herval.

Além disso, temos as obras de instalação de redes de abastecimento de água em assentamentos, num investimento de cerca de R$ 5 milhões. Aqui cabe destacar que a obra que contempla três assentamentos se encontra em execução e a obra que deverá atender outros quatro assentamentos tem previsão de início nos próximos meses. Some-se a isso os mais de R$ 1,5 milhões aplicados na construção de pontes e recuperação de estradas em decorrência do desastre natural ocorrido em 2009. A aquisição de 2 caminhões caçamba, 01 patrola e 01 escavadeira hidráulica, num investimento de cerca de R$ 1 milhão. A doação, por intermédio do PAC Máquinas, de 01 caminhão, 01 patrola e 01 retroescavadeira. A compra de três tratores agrícolas, sendo que um já foi entregue, um segundo deverá ser entregue pelo fornecedor nos próximos 30 dias e um terceiro já foi adquirido via o Consórcio Cideja e aguarda pela vistoria da Caixa Econômica Federal para ser entregue à prefeitura. A ligação asfáltica entre Herval e Aceguá, obra orçada em R$ 150 milhões, que deverá ser anunciada pela presidenta Dilma como um dos investimentos do PAC 3 o que, além de melhorar o escoamento da produção, permitirá que nosso município deixe de ser um “fim de linha” e se torne um corredor para interligar os municípios da Fronteira Oeste ao Porto de Rio Grande.

Com toda a certeza o Paço Municipal tem méritos e merece aplauso em cada um dos investimentos conquistados junto ao governo federal. Primeiro porque exorcizou o fantasma do “Cadin” que assombrou a administração que antecedeu o prefeito Ildo Sallaberry, abrindo as portas do município para essa verdadeira enxurrada de investimentos. Segundo porque construiu relações políticas muito potentes, as quais estão se traduzindo em investimentos vultosos e continuados em todas as áreas. Terceiro porque a prefeitura está com sua vida administrativa em dia e garante os recursos para bancar as contrapartidas que são exigidas. Quarto porque o prefeito Ildo é craque em gestão e formou uma equipe de primeira linha, tanto pela dedicação à causa pública quanto pela competência administrativa e política.

No entanto, só a dedicação e a qualidade da gestão local não bastam nem explicam o tanto que vem sendo investido na Sentinela da Fronteira. É preciso contar com o apoio, a parceria e os recursos do governo da União para garantir os investimentos que a população precisa e merece. Ademais, é preciso perceber que tais investimentos não caem do céu, eles representam uma escolha e um modo de fazer política. Neste sentido, dá para dizer sem medo de errar que nunca se fez tanto pelo nosso município e, não apenas perto dos períodos eleitorais, como nos governos comandados por Lula e agora por Dilma. Muito ainda precisa ser feito, mas quem já fez tanto tem cacife, bala na agulha e merece nosso reconhecimento e a chance de fazer ainda mais.


Música para os meus ouvidos


Sambô faz mais que não deixar o samba morrer. Sambô é o máximo em termos musicais!




domingo, 20 de julho de 2014

Marcon recebe apoio de lideranças locais



Lideranças políticas e do movimento social receberam, na tarde de sexta-feira (18), a visita do deputado federal Dionilso Marcon. Além da relação profunda com os assentados e pequenos produtores rurais do município, o parlamentar petista possui um vínculo de trabalho muito intenso com autoridades locais, o que vem se traduzindo na destinação de recursos e no apoio político permanente em Brasília para acelerar investimentos em Herval.

Marcon concorre a um segundo mandato na Câmara dos Deputados e, na oportunidade, falou das suas lutas junto aos movimentos sociais e do seu trabalho em prol do município. Ele citou a compra de dois tratores para reforçar a patrulha agrícola da Secretaria Municipal de Agropecuária, ambos oriundos de emendas indicadas pelo seu mandato, sendo que um deles foi entregue ano passado e o segundo acaba de ser adquirido pela prefeitura e deverá ser entregue pelo fornecedor provavelmente nos próximos 30 dias. O deputado ainda lembrou que o município está prestes a receber um terceiro trator que será destinado por meio do consórcio Cideja, fruto da mobilização liderada por ele na capital federal.

O deputado ainda destacou outros investimentos realizados, em andamento ou que estão a caminho em Herval e região, os quais contaram com seu trabalho de articulação política, tais como: recursos para instalar redes de abastecimento de água em assentamentos, equipamentos para melhorar as políticas de apoio à bacia leiteira, recursos para investimento em projetos de cultura, recursos para enfrentamento da estiagem e desastres naturais, recursos para recuperação de estradas e melhoria das condições de produção dos assentados e pequenos produtores rurais, etc.

Ele também destacou o esforço que vem contando com a sua participação para assegurar a construção da Transcampesina, obra asfáltica entre Herval e Aceguá, orçada em cerca de R$ 150 milhões, a qual deverá ser anunciada pela Presidenta Dilma como um dos investimentos previstos no PAC III. Outro destaque foi a luta intensa e prolongada que redundou recentemente no anúncio do governo federal que abriu as portas para os pequenos produtores que contraíram financiamentos bancários renegociar ou mesmo alcançar o perdão de suas dívidas.

Na ocasião, o vice-prefeito Bebeto Perdomo salientou a importância de manter Marcon na Câmara dos Deputados tanto para Herval e região quanto para assegurar que todos os excluídos da pauta da política tradicional vão continuar tendo voz e vez. Segundo Bebeto, Dionilso Marcon é um dos deputados que mais trabalha para trazer avanços ao município, não apenas com emendas ou com suas visitas frequentes, mas com o trabalho diário dele e sua equipe para atender nossas demandas e incluir o município na agenda de investimentos regionais.

Além dos representantes do movimento social, Marcon recebeu a manifestação de apoio do vice-prefeito Bebeto Perdomo, do vereador Davi dos Santos, PPL, do presidente municipal do PT, Chico dos Santos e do Secretário de Planejamento, Toninho Veleda.

Altas conexões




sábado, 19 de julho de 2014

Fórum de Desenvolvimento realiza assembleia geral em Herval




Com casa cheia, no final da manhã desta terça-feira (15), aconteceu assembleia geral, na Câmara Municipal de Herval, do Fórum Regional de Desenvolvimento, Manejo das Águas e Combate aos Efeitos das Estiagens, o qual trabalha junto com o Consórcio Público Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental dos Municípios da Bacia do Rio Jaguarão (Cideja).

Herval sediou pela primeira vez uma assembleia do Fórum, as quais são itinerantes entre os sete municípios que fazem parte do consórcio, sendo eles: Aceguá, Candiota, Hulha Negra, Pedras Altas, Herval, Piratini e Pinheiro Machado.

A abertura foi feita com a saudação do presidente do Legislativo de Herval, Valmir Miliorança, demonstrando sua satisfação e honra em receber os líderes dos municípios para reunião.

Representando o prefeito de Herval, esteve seu vice, Luiz Alberto Perdomo, o qual ressaltou em sua manifestação, que o município já recebeu diversos recursos financeiros e equipamentos através do Cideja. “Em parceria com o secretário de Planejamento e Meio Ambiente, Toninho Veleda, participo das reuniões para conseguir benefícios ao município, os quais facilitam o serviço da Prefeitura de Herval e proporcionam economia aos cofres públicos”, destacou Perdomo.

A pauta da reunião, coordenada por Dalvir Zorzi, foi baseada na apresentação de relatório das atividades desenvolvidas pelo Fórum, relato pelos representantes dos municípios sobre projetos de repasse de valores ao Cideja e debates sobre o funcionamento e atividades dos maquinários e equipamentos do projeto da bacia leiteira.

Também foi apresentado pela diretora executiva do Cideja, Débora Cappua, os projetos já protocolocados, os recursos definidos para região, a disponibilidade dos equipamentos aos municípios e as tramitações das obras da Transcampesina.

Ao final da assembleia, ficou marcado para o dia 30 de julho, no município de Hulha Negra, o Seminário Regional da Produção Leiteira, que integra os arranjos produtivos da bacia leiteira, o qual possui verbas a ser destinadas aos municípios.

Texto: Nívia Oliveira
Publicado originalmente no site da prefeitura de Herval: www.herval.rs.gov.br


Nem só de pão viverá o homem



quinta-feira, 17 de julho de 2014

Ato político

Sempre que posso sirvo-me e busco amparo nas análises e projeções de Emir Sader. Afinal, o cara faz parte do time da esquerda lúcida, é sábio e profundo no seu olhar sobre as forças que se digladiam no jogo político brasileiro.


O Brasil, depois da Copa


Triste pelo resultado futebolístico, mas orgulhoso porque tudo ocorreu bem, a imagem do Brasil volta a se projetar no mundo de maneira positiva.

por Emir Sader



O Mundial, para o Brasil, começou com a decisão da Fifa, já fazem 7 anos, de realizar sua 20ª versão no Brasil (decisão que se complementa com a decisão posterior de realizar também as Olimpíadas de 2016 no Rio.) Causou euforia imediata, mas ficou nisso, com o empurra empurra da Fifa sobre os prazos das obras e itens afins.
 
O segundo capítulo veio em junho de 2013, com as surpreendentes manifestações de massa de jovens, a partir da reivindicação do cancelamento do aumento das tarifas de ônibus nas principais cidades do país que, frente à insensibilidade dos seus prefeitos, desembocou em grandes e reiteradas manifestações em todo o país.

Estas assumiram um lema de grande apelo – Educação e saúde nível Fifa -, criticando as condições dos serviços públicos, em comparação com as exigências impostas pela Fifa para a construção dos estádios de futebol para o Mundial.

Foram manifestações surpreendentes, porque se davam no marco do maior processo de democratização social no país mais desigual do continente mais desigual do mundo. Esse marco se refletiu no fato de que ninguém reivindicava nem aumento de salários, nem empregos, dado que o Brasil vive uma situação de praticamente pleno emprego, enquanto que os salários foram sempre aumentados acima da inflação desde 2003, fazendo com que o salário mínimo seja superior em 70% no seu poder aquisitivo real, diante do que era no final do governo de FHC.
   
Também por isso foram mobilizações desconcertantes, sobretudo para a esquerda, porque foram protagonizadas por jovens até aquele momento distantes da política. Não pelos jovens de origem popular, beneficiários das políticas sociais do governo, que pertencem à base firme de apoio do governo, mas basicamente por setores de filhos da classe média tradicional, que haviam estado distantes das grandes transformações operadas nos setores populares do país desde 2003.

Pela primeira vez, em muito tempo, a popularidade do governo foi afetada, caindo de forma significativa, ainda que sem beneficiar a oposição, porque aparecia como uma rejeição da política em todas as suas formas tradicionais.

As manifestações se enfraqueceram, seja porque não desembocaram em reivindicações concretas – salvo a original, vitoriosa, do cancelamento do aumento das tarifas de transporte -, assim como pelo aparecimento de grupos violentos, que afugentaram a participação da massa dos jovens.

A imprensa opositora, apoiada pela Fifa e pela mídia internacional, criou um clima de terror sobre as condições em que se daria o Mundial no Brasil. O Ministério de Relações Exteriores da Alemanha chegou a dizer que o Brasil era “um país de alto risco”. Ninguém deixou de vir por isso, mas todos chegaram com expectativas sumamente negativas sobre como está o país.

O que terminou fazendo com que as excelentes condições de organização – aeroportos, estádios, transporte, segurança – surpreendessem de maneira ainda mais positiva a todos os que vieram, somada à já conhecidas simpatia e hospitalidade dos brasileiros. O Mundial do Brasil foi consagrado como o melhor de todos por todos os que vieram, incluída a mídia internacional, que mudou radicalmente sua visão anterior.

Qual é o Brasil despois da Copa? Foi a melhor das Copas em termos de organização e de festa e o pior em termos futebolísticos para o Brasil. Mas sem consequência alguma para a política brasileira, como foram os casos da derrota de 1950 ou da vitória em 1970, em plena ditadura militar.
     
A  campanha presidencial se apresenta exatamente como antes da Copa ou inclusive em condições um pouco melhores para o governo – dado que a Dilma recuperou pontos e se distancia ainda mais dos seus adversários – que antes.  A confiança na capacidade do governo de organizar grandes eventos se fortaleceu – tirando qualquer duvida sobre os Jogos Olímpicos. O péssimo desempenho futebolístico serve ao governo para aprofundar suas propostas de democratização e transparência do futebol, a partir da consciência da importância que esse esporte tem para o país e como a Lei Pelé, promulgada no governo FHC, significou o neoliberalismo no futebol, enfraquecendo os clubes e entregando todo poder aos empresários. Volta-se a colocar a revogação dessa lei, como condição pare retomar processos de formação de novas gerações de jogadores que permaneçam no país.

O país vive uma espécie de passagem de um turbilhão, vivido intensamente por milhões e milhões de brasileiros e de turistas que desfrutaram do país  - muitos seguem em suas férias por aqui nos distintos lugares que passaram a conhecer durante o Mundial. Triste pelo resultado futebolístico, mas orgulhoso porque tudo ocorreu bem, a imagem do Brasil – agora o país da Copa das Copas – volta a se projetar no mundo de maneira muito positiva. Entramos agora numa curta campanha presidencial, com a propaganda na televisão – com espaços muito mais amplos para o governo do que para a oposição e com a participação do seu maior líder, Lula. A indefinição é sobre a existência ou não de um segundo turno nas eleições presidenciais.


sexta-feira, 11 de julho de 2014

Viva a mudança!




Momento poético


Meu Deus, me dê a coragem
(Clarice Lispector)


Meu Deus, me dê a coragem
de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites,
todos vazios de Tua presença.
Me dê a coragem de considerar esse vazio
como uma plenitude.
Faça com que eu seja a Tua amante humilde,
entrelaçada a Ti em êxtase.
Faça com que eu possa falar
com este vazio tremendo
e receber como resposta
o amor materno que nutre e embala.
Faça com que eu tenha a coragem de Te amar,
sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo.
Faça com que a solidão não me destrua.
Faça com que minha solidão me sirva de companhia.
Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Faça com que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.
Receba em teus braços
o meu pecado de pensar.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Música para os meus ouvidos

Para enfrentar o amargo, o frio e o vazio dessas horas, nada melhor que o som no capricho e a voz saborosa de Ana Cañas...




A melhor das Copas do Mundo é nossa!



Como era de se esperar, a turma do contra já começou a politizar a humilhação sofrida ontem pela seleção brasileira de futebol. Virou moda nesse país culpar o governo pelos problemas e, ao mesmo tempo, negar seus acertos. Ou pior, apostar na crítica pela crítica, atribuindo a certos governantes coisas que nunca disseram, pensaram ou fizeram. Ou então, desconsiderar completamente seus feitos para fazer a crítica. Tá tudo muito fácil: o cara sacaneia o amigo e joga a culpa no governo. A mulher passa a perna na colega e adivinha de quem é a culpa? Atitude típica de gente pequena e incapaz de enxergar um palmo além do próprio umbigo.

É a tal da meritocracia, se a criatura consegue estudar, mais acesso a um direito, melhores condições de vida, um emprego ou um salário melhor, o mérito é só dele e o governo não tem nada a ver com isso. Agora se acontece um problema lá na China ou o Brasil é humilhado num jogo de futebol, a culpa é de quem governa o país. É como algumas religiões que culpam o "diabo" por tudo de ruim e errado que ocorre no mundo, e atribuem os acertos ao esforço ou mérito próprio dos indivíduos. Santa hipocrisia e quanta miopia!

Enchem a boca e poluem as redes sociais com certezas que não conhecem; aplaudem de pé quem sempre lhes virou às costas quando estava no governo e insultam quem desenvolve políticas públicas que lhes abrem as portas para uma vida melhor; espalham verdades que nunca viveram e difundem a retidão de caráter que, não raro, só receitam para os outros. Ou como diria um grande pensador, "falam aos ouvidos, mas não ao coração".

Que fique bem claro: O Brasil perdeu dentro de campo porque mereceu perder. Ponto final! Os insatisfeitos ou contrariados que saibam aceitar a derrota e procurem explicações para esse vexame (se é que elas existem!) dentro das quatro linhas e das regras do jogo de futebol. Nada de jogar baixo e rasteiro e tentar transformar o fiasco de ontem em arma para detonar o governo ou para politizar um palco no qual a política partidária não entra nem apita nada.

Se estiverem estressados, vão pescar; se passam por problemas em casa, enfrente-os na esfera íntima ou particular; se querem emitir opiniões publicamente que elas sejam respeitosas e passem primeiro pelo crivo da verdade ou do bom senso. Nada de sair metralhando ou compartilhando coisas que não existem ou não se sustentam na vida real.

Contenham sua raiva, sensacionalismo e ímpeto de se deixar manipular por aqueles que sempre controlaram a opinião e, principalmente, pelos maiores e mais abrangentes veículos de comunicação em nosso continental país. A opinião é livre, mas a "opinionite" só não é inútil porque lança dúvidas sobre aquilo que é bom ou vem dando certo.

Queiram ou não, gostem ou não gostem, a Copa se revelou um tremendo e avassalador sucesso! Fora de campo a Copa foi e precisa continuar sendo um sucesso, motivo de alegria e atração de investimentos para o país, mesmo sem o Brasil na final. O Brasil perdeu dentro de campo, pois fora dele a organização do Mundial venceu de goleada.

Apesar de toda torcida contra, sob o comando de Dilma, nosso país mostrou como se faz e o povo brasileiro ensinou como se recebe e trata bem todos os povos, para desespero dos políticos raivosos e inescrupulosos e seus fiéis seguidores. E o melhor, teve Copa, educação, saúde, emprego, combate à corrupção e muito mais. Ao contrário do que latem os vira-latas e bem diferente do passado de atraso, derrotismo e sacanagens varridas para debaixo do tapetão tucano.

Que pena que dentro de campo não se possa dizer o mesmo. Vai ver faltou o espírito forte, arguto e generoso de Dilma no comando desse "timinho de moças assustadas”. Simplesmente decepcionante!

terça-feira, 8 de julho de 2014

Licença poética



Peço licença novamente para entregar-lhes mais palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas em minha musa imaginária...


Preciso de muito amor nesses dias
que correm e escorrem pelas mãos.


Mas não qualquer amor ou
um amor qualquer.


Preciso do teu amor.
Amor que acalma e aquece,
cuida e devora.


Amor é tudo,
Amor teu é tudo e muito mais.


Teu amor é algo que prende e
solta, navega e alagada,
sacia e provoca fome.


Teu amor é simples, sem pompas.
Por isso, é tão bom,
cristalino e satisfaz.


Teu amor é o máximo e
pede tão pouco.


Tua companhia soma e
me rouba de mim.


Contigo descobri que amar
é nada mais que gostar de estar junto,
com todos os prós e contras que
o amor sempre trás.


Nem só de pão viverá o homem




Repasse da Funasa assegura retomada de obras em assentamentos



Na última sexta-feira, 4, a Funasa efetuou pagamento aos cofres da prefeitura relativo a dois Convênios que deverão garantir a instalação de sistemas de abastecimento de água nos assentamentos São Virgílio, Santa Rita III e Cerro Azul, cujas obras se encontram em fase execução, porém estão temporariamente paralisadas, exatamente porque aguardavam o repasse de recursos ora efetivados.

O pagamento dos dois convênios ultrapassa os R$ 780 mil (setecentos e oitenta mil reais), sendo que tal recurso vai permitir a retomada, nos próximos 20 dias, das obras que estão sob a responsabilidade da empresa JR Pereira.

O vice-prefeito comemorou a iniciativa, tendo em vista que esse pagamento vai permitir o prosseguimento e, praticamente, a conclusão dessa obra fantástica. Bebeto Perdomo ainda agradeceu a presteza do Superintendente da Funasa no RS, Gustavo de Mello, que há poucos dias autorizou o pretendido pagamento, atendendo a um pedido seu e do Secretário de Planejamento, Toninho Veleda. Ele também agradeceu e elogiou o apoio dado pelo mandato do deputado federal Dionilso Marcon, que logo após a autorização do pagamento em Porto Alegre trabalhou politicamente em Brasília para acelerar a liberação dos recursos.

Segundo Toninho Veleda, "essa obra demonstra o firme compromisso das administrações federal e municipal de investir na melhoria da qualidade de vida das pessoas, assim como revela as fortes relações construídas pelas principais lideranças da prefeitura na esfera estadual e federal, o que garante a concretização das obras que se encontram em andamento e abre as portas para a chegada de novos investimentos em nosso município", argumentou.

sábado, 5 de julho de 2014

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Licença poética



Peço licença novamente para entregar-lhes mais palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas em minha musa imaginária...


Ela é dez.
Ela é melhor que bombom.
Ela é mais bonita que dia de sol.
Ela tem olhos de mel e o sabor
suave do sul.
Ela é sim, luz acesa e céu azul.
Ela é a mulher mais linda que
embala e balança quando passa.
Ela é demais e provoca sonhos e
cios e abalos sísmicos onde anda.


Música para os meus ouvidos


O som de Fernanda Takay é bom. Aliás, é muito mais que bom... É bom demais!