Sobre o Blog do Toninho

O Blog busca retratar coisas da vida interiorana e do meu interior, numa abordagem que mistura reflexão, notícias, riso, poesia, musicalidade, transcedentalidade e outras "cositas más". Tudo feito com produções próprias, mas também com a reprodução do pensar ou do sentir dos grandes gênios que o país e a humanidade pariram.

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Música para os meus ouvidos


Viva Cazuza! Viva as canções que tocam as feridas e mostram que a vida é muito mais migalhas, máscaras ou arremedos de vida!




Licença poética



Peço licença novamente para entregar-lhes outras palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


Lamento informar que eu me transformo nas noites de lua cheia.

Eu viro bicho, viro um ser mitológico, viro um extraterrestre, viro um homem sapiens que só sabe beijar teus pés!

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

SEMPLAMA recebe veículo doado pelo governo do estado




A  equipe da Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente - SEMPLAMA - recebeu nessa manhã, 9, um veículo Fiat Palio, que será usado nas atividades desenvolvidas pela pasta.

O veículo é oriundo de uma doação feita pela Secretaria Estadual de Planejamento, Orçamento e Gestão, atendendo ao pedido encaminhado no início do ano pelo vice-prefeito Fernando Silveira e pelo secretário Toninho Veleda, a partir da articulação feita pelo atual secretário adjunto de planejamento, André Luiz Pereira.

Segundo Toninho, apesar de usado, o veículo doado se encontra em boas condições e será muito útil para o trabalho desenvolvido pela SEMPLAMA, pasta responsável pelo acompanhamento de todas as obras da prefeitura, como também pela fiscalização das obras particulares e das atividades que causam impacto ambiental local, algo que demanda deslocamentos constantes na cidade e na zona rural do município.

Ato político


Seria cômico, se não fosse trágico! Seria de causar espanto, se o fiasco e a catástrofe Bolsonaro não tivesse sido anunciada ao quatro cantos e com todas as letras...


Outras do Queiroz
Crônica de um governo inesperado


Eu acreditei que a corrupção e os privilégios eram os grandes problemas brasileiros e que o Capitão os varreria do país. Hoje, da janela de casa, vejo o Coaf escondido numa sala do Banco Central, a Lava Jato, interceptada por um hacker, reduzida a um aspirador cheio de poeira e de segredos cabeludos, os poderes, antes soberanos, abusados por uma lei que não deixa, em alguns pontos, de ser necessária, as bandalheiras varridas para baixo dos tapetes palacianos. Fico sabendo que o Queiroz, ex-faz-tudo do filho do rei, mudou-se para o Morumbi, bairro nobre de São Paulo, e faz tratamento no Einstein, o mais caro dos hospitais brasileiros, desdenhando o SUS e seu passado de favelado. Uma pergunta me assola: quem paga? Outra vem logo: quem sustenta o Queiroz, tirado de sua vida discreta pelo olhar indiscreto da revista Veja, aquela que antes só tinha um olho?

Queiroz não deu explicações. Recusou quatro convites do Ministério Público para uma visitinha de esclarecimento com direito a café. Mandou carta de “enrolation”. Deu entrevista de conveniência. Primeiro, disse que ganhava dinheiro negociando carros. Depois, reconheceu que administrava parte dos salários dos funcionários do seu chefe, Flávio Bolsonaro, numa nobre atitude de pedagogia financeira. Desprezado e ferido no seu orgulho, o MP não o convidou mais para conversar. Queiroz, então, sumiu em busca de tranquilidade. Trocou a violência do Rio de Janeiro pela paz do bairro chique paulistano. Pagou despesas hospitalares em dinheiro vivo, guardado no colchão, chateado certamente com os poucos rendimentos de aplicações financeiras conservadoras em tempos de taxa Selic em queda livre.

Minhas perguntas parecem o canto do sapo-boi: foi, não foi? Foi rachadinha, não foi? Silêncio, ninguém responde, cochila a pátria deitada eternamente sob o céu risonho e sujo. O Zero Um dorme em berço esplêndido como senador da República, protegido por uma decisão de Dias Toffoli, presidente da Suprema Corte, que mandou brecar investigações desagradáveis. Já o Zero Três quer voar mais alto e conquistar a América: depois de fritar hambúrguer nos Estados Unidos, cabala votos para ser embaixador do Brasil em Washington. O sapo-boi repica sua bandeira: foi nepotismo, não foi? É, não é, pode ser!

O mundo se move ainda que o movimento pareça ilusório: corrupção já não é corrupção, nepotismo pode ser outra coisa, panelas cumprem sua função original, salvo orquestrações pontuais. A ordem lembra um velho chavão de faroeste: queima primeiro, pergunta o nome do dono da floresta depois. E assim arde o Brasil todo no meio do ano. Ao menos, sejamos justos, uma pergunta não faz mais sentido: Cadê o Queiroz? O sortudo tem endereço, nenhum mandado contra ele, reside em bairro fashion, paga as suas contas cash, e, se duvidar, responde a quem o incomodar com um lacônico: “Não devo explicações”.

E aquela grana toda que o Coaf chamou de “movimentação atípica”? Os sigilos dos envolvidos foram quebrados. A justiça não parece ter pressa em revelar o que possa ter descoberto. Para quê? Enquanto Queiroz passeia nos jardins, Bolsonaro veta 356 artigos da lei de abuso de autoridade, escolheu um procurador-geral da República, Augusto Aras, fora da lista tríplice do setor, cuja principal virtude é rezar pela cartilha ideológica do presidente, e investe na militizarização das escolas de ensino fundamental e médio. E assim avançamos para o século XIX.


Por Juremir Machado da Silva
Publicado originalmente em: 
https://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/outras-do-queiroz-1.363855


Rir é o melhor remédio



terça-feira, 3 de setembro de 2019

Momento poético



Lua congelada

Com esta solidão
ingrata
tranquila

com esta solidão
de sangrados achaques
de distantes uivos
de monstruoso silêncio
de lembranças em alerta
de lua congelada
de noite para outros
de olhos bem abertos

com esta solidão
desnecessária
vazia

se pode algumas vezes
entender
o amor.



(in “O Amor, as mulheres e a vida – Antologia de poemas de amor”, Tradução: Julio Luis Gehlen. São Paulo: Verus, 2000. p. 33 – colaboração de Marcela para A Magia da Poesia)

Pitada filosófica





segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Música para os meus ouvidos


Canções "contemporâneas" também tocam meus ouvidos e invadem minhas veias...



Licença poética



Peço licença uma vez mais para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...

Sonhei que fazíamos amor na areia, defronte ao mar.
Nada melhor!

Depois nas nuvens, a um passo das estrelas.
Nada mais excitante!

Rir é o melhor remédio



quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Altas conexões



SCTEL segue cuidando das árvores da praça



O trabalho de cuidado com as árvores da Praça Marquês do Herval continua, numa iniciativa da Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer - SCTEL -, através do servidor Sidnei Poncio, que possui formação como técnico agrícola.

Depois da poda feita dias atrás, o trabalho agora é de retirada das ervas daninhas e, em seguida, será feita a aplicação de uma pasta, a base de calda bordalesa, o que deverá revigorar as árvores que adornam a praça central.

Todo o trabalho realizado está amparado num laudo técnico, elaborado por engenheiro agrônomo, sendo que eventuais supreções ou introdução de novas espécies arbóreas, poderão ocorrer mais adiante, durante a execução do projeto de revitalização da praça previsto para a partir do próximo ano, tendo como fonte de recursos uma emenda do deputado federal Henrique Fontana (PT).


segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Rumos e ações do planejamento do município



Como comandante da pasta responsável pelo planejamento e a corrida atrás de recursos para promover novos investimentos estruturantes no nosso município, não posso deixar de dizer que a “maré não está para peixe”. Vivemos tempos adversos e angustiantes em matéria de investimento público, sobretudo, para quem experimentou de perto o período de bonança e de portas do governo federal escancaradas aos municípios, como no governo de Dilma Rousseff. Contudo, a população não quer saber de desculpas nem da busca de culpados; o que o povo espera e quer é que “gato cace rato”. Assim, apresento a visão, a estratégia e alguns resultados até aqui da Secretaria que tenho a honra e o desafio de encabeçar.


A VISÃO

Todo governo precisa de metas claras e conectadas com os desejos da população, de modo a constituir uma marca forte e realista. Como ensinou um dos primeiros padres Jesuítas, Antonio Vieira, "quem levanta muita caça e não segue nenhuma, não é muito que se recolha de mãos vazias". Desta forma, diante do cenário nacional e estadual não apenas de escassez ou corte de investimentos, mas da volta da “cacicagem” e do “compadresco” como principal critério de distribuição dos recursos públicos, minha visão estratégica sempre foi de focar, em termos de projetos, naquilo que realmente é prioridade, que seja alcançável e sustentável financeiramente. Ou seja, mais que fazer muito, esse é o momento de fazer o essencial.


A ESTRATÉGIA

Até a derrubada da Presidenta Dilma, o governo federal promovia investimentos públicos vultosos, os quais eram distribuídos de forma transparente e republicana. Isto é, independente do porte do município e da cor partidária que o dirigia, bastava às gestões públicas estarem em dia administrativamente e possuir bons projetos que os recursos chegavam para desenvolver os espaços locais e melhorar a vida das pessoas. De 2016 para cá, não vem sendo assim e o jeito é dançar conforme a música. Isso quer dizer que as emendas parlamentares voltaram a ser o principal e, muitas vezes, o único caminho para obter novos investimentos federais no município. Assim, a estratégia prioritária do planejamento tem sido pleitear emendas parlamentares junto aos deputados que mantém ou desejam estabelecer relações políticas com Herval, além de elaborar projetos "preliminares" no intuito de "colocá-los debaixo do braço" para ir em busca dos recursos junto à União (também com o apoio de políticos que atuam no município), por meio de propostas voluntárias lançadas no SICONV (Portal de Convênios do governo federal).


RESULTADOS

Além dos investimentos já realizados, que aguardam a liberação de verbas ou estão em fase de execução no atual governo municipal, a visão e a estratégia do planejamento já criaram boas expectativas ou já produziram alguns resultados concretos quando se fala em novos investimentos.

Desta forma, cito o projeto de compostagem urbana, num investimento de quase R$ 1 milhão, no qual Herval foi o único município selecionado em todo o Rio Grande do Sul, cujas informações para adesão ao mesmo foram obtidas através dos contatos que o comando da Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente – SEMPLAMA – possui na FAMURS.

Em relação aos projetos que almejam a obtenção de recursos de forma voluntária (sem a garantia de que serão efetivados), cito os projetos que se encontram cadastrados no SICONV visando à aquisição de patrola, rolo compactador e uma retroescavadeira. O projeto que intenta a revitalização do Parque Aquático e o outro que busca os recursos para a compra de equipamentos destinados a coleta seletiva, triagem e reciclagem de resíduos sólidos urbanos.

No que tange as emendas parlamentares articuladas pela SEMPLAMA, destaca-se a emenda do senador Paulo Paim (PT), no valor de R$ 200 mil, destinada esse ano ao nosso hospital. Para o ano que vem já estão asseguradas emenda no valor de R$ 100 mil para a compra de um caminhão, de iniciativa do deputado federal Paulo Pimenta (PT) e a emenda de R$ 130 mil para a compra de uma caminhonete para a secretaria de Agropecuária, de autoria do deputado federal Marcon (PT). Tem também a emenda no valor de R$ 250 mil, de iniciativa do deputado federal Henrique Fontana (PT), para a revitalização da praça central e a emenda de pelo menos R$ 250 mil para obra de infraestrutura, do deputado federal Daniel Trzeciak (PSDB).

Além disso, tem os pedidos de emendas no orçamento da União de 2020 encaminhados aos senadores Paulo Paim (PT) e Luiz Carlos Heinze (Progressistas), destinados a obras de calçamento; além do pedido de emenda feito a um deputado federal do Progressistas que, se efetivado, possibilitará a reforma do Ginásio Municipal de Esportes.

Sim, os ventos andam adversos para quem navega nas águas da vida pública. Contudo, com perspicácia, determinação e clareza sobre os limites e possibilidades que o cenário atual oferece, é possível escapar dessa onda de paralisia que paira sobre o país e alcançar novas conquistas para Herval e os hervalenses.

Pitada filosófica



sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Momento poético



Soneto


Por que me descobriste no abandono
Com que tortura me arrancaste um beijo
Por que me incendiaste de desejo
Quando eu estava bem, morta de sono

Com que mentira abriste meu segredo
De que romance antigo me roubaste
Com que raio de luz me iluminaste 
Quando eu estava bem, morta de medo 

Por que não me deixaste adormecida
E me indicaste o mar, com que navio
E me deixaste só, com que saída 

Por que desceste ao meu porão sombrio
Com que direito me ensinaste a vida
Quando eu estava bem, morta de frio 


Chico Buarque


Nem só de pão viverá o homem





quinta-feira, 22 de agosto de 2019

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Ato político



As sandices e o obscurantismo Bolsonarista estão aí. A negação da ciência e dos valores civilizatórios e a tentativa contante de consagrar o senso comum e a estupidez não são nenhum mito e, com a força das "fake news", triunfaram nas urnas em 2018.

Contudo, a vida e a luta política vão muito além das urnas.

O bolsonarismo representa apenas uma parcela da sociedade brasileira e de um país com dimensões continentais que é o Brasil.

Ainda existe luz no fim de túnel, vida inteligente e vozes sóbrias, a exemplo do grande Fernando Haddad.

Vamos virar esse jogo mais cedo do que muitos pensam! Venceremos! Logo, logo essa onda do mal vai passar e o Brasil reencontrará sua mehor versão e voltará a ser motivo de orgulho e vida digna para brasileiros e brasileiras.


Recuos e entregas

“Não vamos falar de invasão, não estamos bem de armamento, nós não podemos fazer frente a ninguém”.
Essa foi a resposta do nosso atual comandante em chefe das Forças Armadas quando perguntado se cumpriria a ameaça feita pelo clã durante as eleições de entrar em conflito armado com a Venezuela.

Limitado pelas circunstâncias materiais e sem apoio externo, Bolsonaro deixava claro que só não partia para a briga porque realmente não podia, num gesto resignado.

Algo semelhante se passou com a promessa de transferência da embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém. Sabe-se o quanto essa questão é cara a cristãos, judeus e muçulmanos. Jerusalém é considerada a “capital” das três religiões monoteístas.
Diante da ameaça feita pela Liga Árabe de reagir à medida, inclusive comercialmente, Bolsonaro afirmou: “nós talvez abramos agora um escritório de negócios em Jerusalém”.
Outra bravata foi a provocação à China. Querendo cutucar dragão com vara curta, aparente mal de família, Bolsonaro, depois de atacar nosso maior parceiro comercial, visitou Taiwan, afrontosamente.
Num recado do próprio governo da República Popular, o jornal chinês Global Times disse que Bolsonaro precisaria de “algum tempo para se familiarizar com a política externa”.
Sandices à parte, Bolsonaro voltou ao jogo nas últimas semanas. Num primeiro momento, cancelando acordo secreto feito com o governo paraguaio sobre Itaipu.
Presentes todos os ingredientes de um escândalo, envolvendo o suplente do senador Major Olímpio (PSL-SP) e o grupo Léros (que explora nióbio), o objetivo do distrato foi tentar “salvar” o mandato do presidente Benítez e, talvez, o seu próprio.
Agora, Bolsonaro tenta influenciar as eleições argentinas, chamando o vitorioso nas primárias de “bandido”, desconhecendo que a vantagem até aqui do peronismo, pelo menos em parte, deve-se a seu apoio a Macri.
O mais importante, contudo, continua submerso. Enquanto Bolsonaro arruma confusão com Alemanha e Noruega acerca da Amazônia, desdenhando apoio internacional pela sua preservação, no que conta com apoio de generais bolsonaristas e sua tosca visão de soberania, Guedes cuida do que realmente importa: a Amazônia Azul, nosso mar territorial.

É aí que se encontram as reservas petrolíferas do pré-sal. E é a Petrobras que detém a tecnologia para explorá-las a preços competitivos. Segundo Guedes, Bolsonaro está cada vez mais sintonizado com a agenda de privatização e cobrou pressa. “Já já chega na Petrobras”, assegurou.


Fernando Haddad
Professor universitário, ex-ministro da Educação (governos Lula e Dilma) e ex-prefeito de São Paulo.
Artigo publicado originalmente na Folha de S. Paulo

Pitada filosófica



segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Música para os meus ouvidos


Para começar bem a semana, escutemos um som que fala em esperança e na capacidade de enfrentar a fera e sempre virar o jogo...




quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Momento poético



Já és minha


Já és minha. Repousa com teu sonho em meu sonho. 
Amor, dor, trabalho, devem dormir agora. 
Gira a noite sobre suas invisíveis rodas 
e junto a mim és pura como âmbar dormido... 
Nenhuma mais, amor, dormira com meus sonhos... 
Irás, iremos juntos pelas águas do tempo.
Nenhuma viajará pela sombra comigo, só tu. 
sempre viva. sempre sol... sempre lua... 
Já tuas mãos abriram os punhos delicados 
e deixaram cair suaves sinais sem rumo... 
teus olhos se fecharam como
duas asas cinzas, enquanto eu sigo a água 
que levas e me leva.
A noite... o mundo... o vento enovelam seu destino, 
e já não sou sem ti senão apenas teu sonho...


Pablo Neruda

Altas conexões



sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Música para os meus ouvidos


Nessa sexta-feira chuvosa, sirvo-me do som de Cícero, transbordando de alma molhada...



Licença poética



Peço licença novamente para entregar-lhes outras palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...

Palavras não dizem nada ou são pouco para ti...
És das raras pessoas que merecem ganhar o mundo ou ao menos um pedaço do céu.
Não tenho poder para te dar nada disso, mas te ofereço meu coração.
Estou certo que em melhores mãos ele não poderia estar. Aliás, meu coração cabe mais em ti que em mim.
Sem falar que nossas almas também combinam e encaixam melhor que a encomenda.

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Ato político


Juremir é sempre Juremir. Uma luz sempre acesa em tempos de obscurantismo.



Tábata Amaral e outros infiéis

O que os partidos devem fazer?


Uma coisa é “trair” por ter sido traído. Outra, ser infiel por prazer ideológico. Quando Luciana Genro e outros votaram contra a reforma da Previdência da época e acabaram expulsos do PT, o traidor era o partido. Os eleitos apenas cumpriram o contrato ideológico que tinham com a sigla. Diante da guinada partidária, os parlamentares mantiveram-se coerentes. Bem diferente é a situação de Tábata Amaral e dos que votaram, contra seus partidos, PDT e PSB, a favor da reforma da Previdência atual. Tábata entrou no PDT por livre e espontânea vontade. Sabia das ideias do partido. Beneficiou-se dos seus meios para eleger-se. Na primeira, traiu.

Ciro Gomes não erra ao dizer que ela tem militância dupla. Usa o PDT como barriga de aluguel. O seu partido é o neoliberal MBL. Muito se fala na importância de ter partidos sólidos, coerentes ideologicamente, com programas claros e metas a serem alcançadas. Faz sentido alguém entrar num partido liberal e votar a favor de estatização? Ou escolher um partido que acredita no papel desenvolvimentista do Estado e votar por privatizações generalizadas? Tem lógica alguém abraçar o trabalhismo e ser a favor do desmantelamento da CLT? Tábata Amaral ficaria melhor no DEM ou no PSL. Deveria o partido aceitar passivamente que os seus eleitos votem contrariamente às suas diretrizes, mais do que isso, à sua essência?

O PSB tem eleito que vê a sigla como um partido de direita, não se reconhece no termo socialista e admite que está ali por exigência da lei, ter um partido para se candidatar, e pelo cálculo das possibilidades de eleição. Não é essa a definição de sigla de aluguel? A fórmula partido, típica do século XIX, pode estar ultrapassada. Se for assim, melhor admitir candidaturas avulsas. Mas aí não será possível criticar a fragmentação. Poderemos ter 513 “partidos” individuais na Câmara dos Deputados. Não dá para ser fiel ao partido na hora de contar com seus recursos e com a sua rede para obter votos e ser infiel a ele na primeira oportunidade de firmar a sua identidade ideológica e programática.

Parte da chamada nova geração da política é uma gandaia ideológica. Críticos da velha política, como Kim Kataguiri e Mamãe Falei, entraram no paleolítico DEM, partido de Onyx Lorenzoni, o campeão da defesa da reforma da Previdência que mantém sua aposentadoria especial como deputado. Coerentes são aqueles que, insatisfeitos com as estruturas existentes, foram para o Novo, um partido liberal, que defende ideias liberais e vota como tal. Alguém traiu o Novo? Ou o PSOL? Mais uma vez, o inflamado Ciro Gomes tem razão: Tábata deveria sair por contra própria. O PDT não corresponde aos seus ideais. O problema é que pode perder o mandato. Tábata desconhecia as ideias do PDT? Não sabia do ideário trabalhista? Não se informou sobre Getúlio Vargas, João Goulart, Leonel Brizola e outros?

A “trabalhista” Tábata Amaral votou a favor de uma reforma cuja fórmula de cálculo do benefício ceifa parte dos ganhos dos menos favorecidos ao fazer a média não dos 80% melhores salários, mas da totalidade dos ganhos. Um pega-ratão que torna os pobres mais pobres.

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Autorretrato


Pernas, para quê te quero?


Momento poético


Aceitarás o amor como eu o encaro?…

Aceitarás o amor como eu o encaro ?…
… Azul bem leve, um nimbo, suavemente
Guarda-te a imagem, como um anteparo
Contra estes móveis de banal presente.
Tudo o que há de melhor e de mais raro
Vive em teu corpo nu de adolescente,
A perna assim jogada e o braço, o claro
Olhar preso no meu, perdidamente.
Não exijas mais nada. Não desejo
Também mais nada, só te olhar, enquanto
A realidade é simples, e isto apenas.
Que grandeza… a evasão total do pejo
Que nasce das imperfeições. O encanto
Que nasce das adorações serenas.

Mário de Andrade

terça-feira, 23 de julho de 2019

Licença poética




Peço licença uma vez mais para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...

Se o mundo um dia acabar não será motivado por nenhum desastre ou apocalipse, e sim por que ele ficou triste pelo fato de não conseguir te conquistar!

Música para os meus ouvidos


"Sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu!"



segunda-feira, 22 de julho de 2019

Valorizar os diferentes é o que faz a diferença




Em muitos aspectos, sempre comparo a política ao futebol. Assim como no futebol, entendo que na política e na administração pública é preciso mesclar experiência com juventude; renovação com preservação das raízes; craques com “carregadores de piano”; defesa com ataque; paciência com ousadia; intensidade com precisão; força com moderação; pés no chão com o olhar distante nas estrelas... No momento atual da administração local, identifico esse “contraponto” com mais força em dois personagens: André Luiz Pereira, Coordenador de Relações Comunitárias, simbolizando o “sangue novo” e Chico dos Santos, secretário de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, representando o time dos “cascudos” na vida pública.

Com perfil empreendedor e sem nenhuma vivência anterior na luta partidária e na esfera pública, André tem atuado bastante nos bastidores e dado uma contribuição importante no intuito do governo acertar o passo e/ou intensificar o ritmo. Em pouco mais de um ano na prefeitura, além de várias outras propostas e iniciativas que não são percebidas pelo olhar do público, já colaborou nos trabalhos que vou elencar a seguir.

Diálogo com o comércio local, a partir da parceria firmada entre prefeitura e a ACIAS, possibilitando a colocação de mais de 100 (cem) placas com a indicação dos nomes das ruas da cidade. Proposta de reconfiguração do organograma dos cargos e funções em Comissão da Administração Municipal. Proposta de criação de um órgão para fazer o gerenciamento de todos os veículos da administração municipal. Sugestão de articulação junto às empresas florestais, objetivando a criação de uma rota alternativa para o tráfego dos caminhões de grande porte que fazem o transporte de madeiras oriundas das florestas cultivadas em Herval e municípios vizinhos. Articulação junto a pessoas e lideranças comunitárias, visando à reativação das Associações de Bairros de nossa cidade.

Cito ainda o trabalho político objetivando o empréstimo de uma roçadeira lateral junto ao DAER e de doação de um veículo leve, pedido que se encontra em fase de tramitação na Secretaria Estadual de Planejamento, Orçamento e Gestão. Articulação para a vinda a Herval do Secretário Executivo do Ministério da Saúde, Otávio D’Ávila, abrindo as portas para novos investimentos na Estratégia de Saúde da Família. Viagem a Porto Alegre, acompanhando o então prefeito em exercício e o secretário de planejamento, para encaminhar pleitos e demandas do município. Entrega de documento ao deputado federal Daniel Trzeciak e o deputado estadual Luiz Henrique Viana, solicitando apoio para obter recursos destinados à recuperação de espaços públicos e o investimento em obras de infraestrutura da nossa cidade.

Chico, por sua vez, dispensa apresentações. Natural de Pedro Osório e com raízes profundas em nossa terra, se tornou uma das figuras mais apaixonadas e dedicadas ao progresso político e administrativo do nosso município que já se teve notícias. Ele já andou bastante por esse mundo, sendo forjado desde cedo nas coisas e querelas da luta partidária. Antes de chegar a um alto posto no Executivo Municipal, já atuou como dirigente partidário, como assessor parlamentar em nível municipal e nacional e logrou respeito no meio artístico da região, por suas concepções e feitos em termos de produção artística e cultural.

Na gestão municipal, primeiro como Assessor Para Políticas de Cidadania Artística e Cultural e, desde 2018, como comandante da SCTEL, Chico tem feito uma verdadeira revolução à frente desta Pasta que, de uma área pouco valorizada, passou a ser o centro das atenções e um dos principais destaques do governo do prefeito Rubem Wilhelnsen. Isso tudo com um quadro de colaboradores tremendamente reduzido e num momento de recursos ainda mais parcos para investir em políticas consideradas não essenciais ou entendidas como não sendo de primeira necessidade. Não vou enumerar aqui as iniciativas que demonstram o que digo, uma vez que elas estão na boca do povo, e também porque meu foco nesse momento é ressaltar o quanto a experiência, desde que prestigiada, é vital em termos de forma e conteúdo na arquitetura de uma administração pública que busca honrar o voto dos cidadãos e cidadãs.

Num país de dimensões continentais, plural e tão diverso como o Brasil, a melhor receita para quem recebe a missão de governar é sempre apostar na mistura, é se apoiar nas diferenças e nos diferentes dispostos a convergirem numa mesma direção, com foco e compromisso com o bem comum. Assim, somando o gás dos novatos com a lucidez daqueles que conhecem os atalhos do caminho, a caminhada ganha mais fôlego e se torna melhor iluminada.


Música para os meus ouvidos

Viva Cazuza! Viva as canções que tocam as feridas e mostram que a vida é muito mais migalhas, máscaras ou arremedos de vida!