sexta-feira, 28 de abril de 2017

Rir é o melhor remédio



Prefeito recebe visita de dirigentes da Corsan



Na manhã de quarta-feira, 26, o prefeito Rubem Wilhelnsen recebeu em seu gabinete a visita do Superintendente Regional Adjunto, Adelar José Schrer, e do gerente local da Corsan, Adalberto Machado.

A visita teve como objetivo promover a entrega ao chefe do executivo municipal, do relatório de prestação de contas anual das atividades da Corsan no município, relativo ao exercício de 2016, conforme obrigação prevista no Contrato de Programa para a prestação dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário firmado entre a Companhia Riograndense de Saneamento e a prefeitura de Herval no ano de 2011, sendo este instrumento válido pelo período de 25 anos.

Além desse assunto, o prefeito aproveitou a oportunidade para discutir outras questões que dizem respeito à relação do município com a Corsan, contando para tanto com a participação e assessoria do vice-prefeito Fernando Silveira, do secretário de Planejamento Toninho Veleda, do fiscal técnico de obras, arquiteto Marcio Poersch, da engenheira civil Clara Domingues e do secretário adjunto de Obras, César Martins.

Neste sentido, foram discutidas as novas demandas de substituição de redes antigas de abastecimento de água da Corsan e a necessidade de qualificar os serviços de recolocação do calçamento na cidade, uma vez que a maioria das vias submetidas a esta intervenção apresentam danos ou imperfeições dela decorrentes.

Também entraram na pauta da conversa, o pleito de melhoria dos serviços locais da Companhia, especialmente em relação à designação de servidor para realizar o trabalho administrativo e prestar atendimento ao público, como também a participação da Corsan no processo de revisão do Plano Municipal de Saneamento que está prestes a começar, visando a busca de alternativas viáveis para o início efetivo da implantação do serviço de coleta e tratamento de esgoto em Herval, previsto no Contrato de Programa firmado em 2011.

Diante das ponderações e pleitos apresentados, o Superintendente Regional Adjunto, Adelar Schrer, reforçou o compromisso de colaborar e estreitar as relações com o município, no sentido de superar os desafios e atender as demandas conforme o alcance das suas atribuições, as obrigações contratuais assumidas e a capacidade financeira da Corsan.


Publicado também no site da prefeitura: www.herval.rs.gov.br


quinta-feira, 27 de abril de 2017

Cenas da vida inventada




Altas conexões



Licença poética



Peço licença novamente para entregar-lhes outras palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


De que é feita a mulher que eu amo?

De mel?

Pedaços de nuvens?

Borbulhas de amor?

Pedras preciosas?

Pétalas de flor?

Águas de mar límpido?

Cânticos que ecoam no Olimpo?

Há quem diga que ela é feita de uma substância inquebrável e etérea, sem similar em toda a terra.

Prefiro não adentrar nos detalhes científicos nem invocar adjetivos pobres e pueris diante de tão adornado ser.

Posso dizer apenas ela é feita de tudo que é perfeito para mim. De tudo que é bom e me faz feliz!

terça-feira, 25 de abril de 2017

Ato político


Eis um escrito que fala por si mesmo e profundamente, dispensando legendas, filtros ou comentários preliminares.

Diante dele, digo apenas: vamos acordar para a vida real antes que sejamos engolidos definitivamente por essa onda de atraso que tomou conta do Brasil e da maioria dos brasileiros, inclusive aqueles atingidos por essa ideologia maléfica que chama todos, mas escolhe tão poucos. Que estende tapetes vermelhos para os grandes (ou donos) do mundo e passa rasteiras homéricas nessa gente bronzeada que mostrou seu valor com Lula e Dilma.


A essência da oligarquia e os impasses dos governos de coalizão,

por Jeferson Miola


Este texto é constituído de duas partes. A primeira, apresentada a seguir na sequência de 10 tópicos, pretende abordar a essência da oligarquia brasileira; sua natureza autoritária, rentista e patrimonialista e, em consequência disso, sua incapacidade de dirigir a construção de uma nação democrática, soberana e igualitária.

Na segunda parte, se busca avaliar os limites e impasses experimentados pelo espectro progressista e de esquerda para modernizar e democratizar o Brasil quando seus governos são garroteados no marco de coalizões governamentais sem identidade programática e sem convergência estratégica acerca de um projeto de desenvolvimento do país.
Parte I – a essência da oligarquia brasileira
1.
A economista Maria da Conceição Tavares, em Celso Furtado e o Brasil [Editora Fundação Perseu Abramo, 2000], o brilhante artigo Subdesenvolvimento, dominação e luta de classes. Este escrito preserva, ainda hoje, notável pertinência para a discussão sobre a estratégia de transformação do Brasil desde a perspectiva dos subalternos.
Em distintas passagens do seu texto, Maria da Conceição ilumina o olhar sobre a natureza da oligarquia política e os seus limites para completar a revolução burguesa:
“No ensaio Brasil: da República oligárquica ao Estado militar, Furtado afirma logo no início que ‘a miséria de grande parte da população não encontra outra explicação que a resistência das classes dominantes a toda mudança capaz de pôr em risco seus privilégios’”.
Em consonância com a percepção de Furtado, Conceição complementa:
“… podemos enunciar o problema afirmando que a nossa peculiar ‘revolução burguesa’, começada há pelo menos 150 anos, em vez de permitir a passagem a uma ‘ordem competitiva’, manteve um pacto de dominação social férreo entre os donos da terra, o Estado e os donos do dinheiro, que se caracterizou, do ponto de vista político, por uma oscilação permanente entre uma ordem liberal oligárquica e um Estado interventor autoritário”.
2.
A oligarquia, na sua essência, além de autoritária, é golpista; para ela, a democracia é um valor meramente circunstancial. A história do Brasil testemunha a índole conspirativa da classe dominante, que subverte a ordem jurídica e golpeia o Estado de Direito sempre que considera seus privilégios de classe ameaçados por políticas distributivas e desconcentradoras de renda.
Esta oligarquia é um obstáculo concreto a qualquer estratégia de construção de uma nação igualitária, moderna, democrática e integrada com altivez no mundo.
3.
A oligarquia sempre agiu para obstruir as trajetórias de modernização e democratização do país:
[1] em 1954, fabricou o clima beligerante e a crise política que levou Getúlio ao suicídio;
[2] em 1955 e em 1961, tentou impedir as posses de Juscelino Kubitschek e de João Goulart;
[3] nos anos 1962 a 1964, sabotou a economia e conspirou contra o Presidente Jango com a assistência explícita do governo dos EUA sob o comando implícito de John Kennedy. Em 1º de abril de 1964, desfechou o golpe civil-militar que depôs Jango e interrompeu as reformas de base e o processo de inserção soberana e independente do Brasil no mundo;
[4] em 2002, condicionou a garantia da normalidade política, eleitoral e institucional ao aceno, por parte do Lula, da “carta ao povo brasileiro”, elaborada para “tranqüilizar” os mercados;
[5] em 2014, não aceitou a derrota eleitoral e tentou impedir que Dilma assumisse. Primeiro, pediu a recontagem dos votos; e, fracassado o intento, requereu a cassação da candidatura Dilma no TSE; e
[6] de 2014 a 2016, infernizou o país, fez terrorismo político e induziu à brutal crise econômica para legitimar o golpe jurídico-midiático-parlamentar perpetrado em 31 de agosto de 2016 através do impeachment fraudulento da Presidente Dilma. Um golpe de novo tipo, sem baionetas, tanques e generais, mas, assim mesmo, um golpe continuado [e ainda em andamento], de impressionante violência contra os interesses nacionais e populares e a política externa altiva e ativa do Brasil.
4.
Em todas estas circunstâncias históricas, a denúncia hipócrita da corrupção foi o tempero da propaganda ideológica que coesionou as classes médias e altas contra governos progressistas. A mídia e a influência estrangeira foram, também, fatores decisivos para o sucesso das empreitadas golpistas.
Em 1964, mais que influência, houve clara ingerência norte-americana nos assuntos internos do país. Em 2016, observa-se o ativismo secreto da CIA e dos Departamentos de Estado e de Justiça dos EUA em cooperação com o MP e a força-tarefa da Operação Lava Jato.
Nos dois golpes, a Rede Globo desempenhou o papel central de alienação, manipulação e legitimação das dinâmicas golpistas.
5.
A oligarquia brasileira tem um ethos societário egoísta e excludente. Para ela, o Brasil jamais será uma nação para os 203 milhões de brasileiros porque deverá ser, por toda a eternidade, sua capitania hereditária. Essa possessão marca sua genética: o Brasil foi o último país a abolir a escravatura e o único, dentre as maiores economias do planeta, a não completar a reforma agrária capitalista.
A dominação oligárquica fez do Brasil um dos países mais desiguais do mundo com o aviltamento dos salários, a exclusão brutal do povo trabalhador e o desemprego estrutural. Com a terceirização geral e irrestrita dos contratos de trabalho, as classes dominantes sacramentaram o pacto de dominação escravocrata que fará o país retroceder às características da exploração oligárquica do século 19.
6.
A oligarquia estabelece com o Estado uma relação patrimonialista e de pilhagem permanente de várias maneiras: com benefícios e favores fiscais e tributários; na sonegação consentida e tolerada; através da corrupção direta [licitações] e indireta [privatizações]; e, principalmente, na acumulação preguiçosa com os juros mais pornográficos do planeta.
É, enfim, uma classe parasitária do rentismo e do ganho fácil na orgia financeira. É uma burguesia que financeirizou seu negócios em patamares elevados, onde a produção para o mercado interno é mero efeito secundário da prioridade de ganhos financeiros fáceis.
Para Maria da Conceição,
“as relações de dominação e cumplicidade entre os agentes do dinheiro mundial e as burocracias do dinheiro nacional foram a moldura estrutural que enquadrou a formação de nossas elites ‘cosmopolitas’ e o caráter mais ou menos dependente – ou associado – de nossa burguesia com o capitalismo financeiro internacional. Estas relações financeiras desiguais terminam em geral num processo de endividamento externo do Estado, que conduz periodicamente ao estrangulamento das finanças públicas e alimenta os conflitos do governo central com as elites locais por tornar escassos os ‘fundos públicos’”.
7.
A fração industrial da oligarquia, sobretudo o núcleo paulista hegemônico, defende políticas que, teoricamente, seriam contraditórias com seus interesses, como os juros altos e a valorização do real.
Isso representa a renúncia a um projeto de desenvolvimento nacional autônomo, com soberania científica e tecnológica para a geração de inteligência e empregos aqui no país, e não nas matrizes das companhias norte-americanas, européias, japonesas ou chinesas.
Esta perspectiva interdita a inserção favorável do país nas cadeias globais de valor e na disputa competitiva dos mercados mundiais de bens, obras e serviços. A destruição da cadeia de gás e petróleo e da engenharia nacional pela Lava Jato, bem como a entrega do pré-sal, o abandono da política de conteúdo local e o ataque à cadeia de produção animal, estão embalados neste invólucro ideológico.
8.
A oligarquia brasileira sempre se reconheceu subalternizada e colonizada pelas metrópoles imperiais, sobretudo pelos EUA. Aliás, faz disso seu glamour.
Não por acaso, em 18/4/2016, o dia seguinte à “assembléia geral de bandidos comandada por um bandido chamado Eduardo Cunha”, que aprovou o impeachment fraudulento da Presidente Dilma, o hoje chanceler Aloysio Nunes Ferreira [PSDB/SP] voou aos EUA para prestar contas ao Departamento de Estado sobre o processo do golpe.
É, como se vê, uma oligarquia que despreza os conceitos de nação, povo, soberania, cultura e desenvolvimento nacional. O mantra que embala os sonhos desta burguesia é: “se é bom para os EUA, é bom para o Brasil”.
9.
A oligarquia brasileira, que na sua essência é autoritária e golpista, tem traços fascistas. Os fascistas estigmatizam grupos sociais para infundir sentimentos coletivos de ódio contra os grupos por eles mesmos estigmatizados – em regra, os eleitos como inimigos. Hitler foi o precursor deste método na Alemanha dos anos 1920/1930, inclusive mandando afixar estrelas de David nas casas de famílias de judeus, para facilitar a caçada dos “inimigos”.
Os fascistas instrumentalizam as instituições do Estado como a PF, o MP e o judiciário para aniquilar adversários políticos e ideológicos – Lula, o PT e as esquerdas – para, com isso, eliminar a oposição e a resistência democrática aos atentados que perpetra contra o Estado de Direito e a democracia.
10.
A oligarquia é um entrave à modernização e à democratização do Brasil. Qualquer mudança do país, mesmo no marco de um projeto social-democrata e de bem-estar-social, encontrará nesta oligarquia uma ferrenha resistência.
Um projeto democrático-popular de transformação do Brasil, capaz de assegurar a dignidade dos subalternos, não tem viabilidade no marco de um governo de coalizão com a oligarquia associada ao capital financeiro internacional e que condena o país ao atraso estrutural.
Para Maria da Conceição Tavares, “… a reconstrução de um Estado democrático e republicano é provavelmente apenas uma aspiração consciente dos cidadãos, isto é, dos incluídos”. A partir desta afirmação, ela pergunta: “Mas, e os excluídos da cidadania, como chegarão a ela sem a luta de classes?”.
A derrota da oligarquia golpista é o pressuposto fundamental para que o país consiga se libertar da corrente que o prende ao passado arcaico de exclusão social e dependência das metrópoles estrangeiras.
É preferível perder eleições e acumular forças, a vencer e sofrer uma derrota estratégica por executar um programa oposto ao necessário para construir a nação brasileira moderna, democrática e igualitária.
Não é suficiente ganhar uma eleição, é necessário alterar a correlação de forças na luta de classes e criar condições para poder mudar o Brasil para melhor.

Altas conexões



segunda-feira, 24 de abril de 2017

Momento poético



A página branca e a migalha - poema 10
(Maria Carpi) 
 

A página branca é a única 
que sabe qual o dia da própria


morte. A sede da água no recesso 
da pedra. A sede da água não


capturável e o talo da sede, 
ao último gole por todos os poros.


Ó página, ó rumor, lembra-te 
de mim, em minha miséria,


quando alçares o chão além 
da exigüidade. Não te esqueças


em teu esplendor, do fluxo arterial 
que move os rascunhos ao falcão


imprevisível sobre a presa. 
Eu te louvo e te bendigo, fome


imemorial, porque terei pouca 
coisa a devolver aos vermes!

(A Migalha e a Fome)

Nem só de pão viverá o homem




quarta-feira, 19 de abril de 2017

Música para os meus ouvidos


Queria saber cantar. E não teria a pretensão de ser um grande cantor. Contentaria-me em chegar no calcanhar de Adriana Calcanhoto...



terça-feira, 18 de abril de 2017

Licença poética



Peço licença uma vez mais para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


Te encontro na rua, na esquina, na quina da lua, no banco da praça, em qualquer canto, na imensidão do verso, no infinito do universo, no mar da minha imaginação.


A gente se encontra e me cobres de encanto.

Ato político


Para quem ainda não captou o que está acontecendo no país em termos políticos e econômicos, eis um escrito esclarecer e certeiro da deputada estadual Stela Farias.
Para mim, a cada dia fica mais claro e cristalino que o PT virou a “Geni” da nação – que até os safados de carteirinha se acham no direito de jogar-lhe pedras –, não por causa dos seus erros, mas especialmente pelos acertos que colocaram os pobres no orçamento público, estabeleceram um projeto claro e exitoso de desenvolvimento nos quatro cantos do Brasil e levaram nosso país a ocupar posição de destaque no cenário geopolítico mundial.
Havia a corrupção nos governos do PT (praticada muito mais pelos corruptos de sempre do que por petistas, como revelam as delações), como sempre existiu desde que os portugueses se apossaram das terras dos índios. Corrupção que antes corria solta e raramente se tinha notícias, que só veio à tona de forma tão explícita agora, graças às leis e mecanismos instituídos pelos governos petistas e, também em virtude da caça ao PT fabricada e orquestrada pelas velhas raposas que tomou conta desse insano e cego país, não com o objetivo de barrar a corrupção, e sim de que ela voltasse a ser varrida pra debaixo do tapete e para derrotar o Brasil vencedor e justo que as políticas capitaneadas por Lula e Dilma vinham produzindo.
A meta e o alimento daqueles que golpearam a democracia, cara pálida, nunca foi passar o Brasil a limpo. Até porque eles são os verdadeiros bandidos dessa história e desde sempre possuem ficha suja e culpa no cartório. O que eles querem – e estão conseguindo – é usar esse teatro todo para jogar nosso país de volta ao passado de miséria, desigualdade, violência, falta de esperança e submissão diante da torpeza das nações que se julgam “donas do mundo”.

A ideologia invisível e a ausência de projeto de nação (por Stela Farias)

A Fundação Perseu Abramo publicou o resultado de uma pesquisa qualitativa intitulada “Percepções e valores políticos nas periferias de São Paulo” em que fica demonstrado o motivo do sucesso dos governos do Partido dos Trabalhadores. A população de baixa renda reconhece o papel dos programas sociais criados por Lula, como principal responsável por sua inserção no mercado de trabalho, por possibilitar real ascensão social, principalmente através das políticas de acesso ao ensino superior. A pesquisa também demonstra que essa população é conservadora, valoriza o empreendedorismo e quer que as políticas públicas criem oportunidades de crescimento.
Quase que imediatamente, já apareceram as primeiras leituras distorcidas do trabalho da Fundação, afirmando que a população prefere as políticas neoliberais que pregam a desregulamentação da economia e o fim do Estado. Quem faz isso são os mesmos que não oferecem alternativa nenhuma à essa mesma população, tampouco à sociedade brasileira. Preferem manter-se fiéis à estratégia clássica do neoliberalismo: utilizar-se de crises circunstanciais ou provocadas, para impor políticas impopulares, enquanto as pessoas estão distraídas pela preocupação com sua própria sobrevivência.
Se as populações periféricas aparecem como conservadoras é porque elas sim, têm muita coisa a perder, pois o pouco que conquistaram ao longo de décadas de condições desiguais, de preconceito e de falta de oportunidade, lhes custa muito caro e mais do que nunca está sob ameaça.
Os adversários do PT, da esquerda e da democracia, precisam urgentemente demonstrar o que têm a oferecer ao país. Até agora, junto com Michel Temer e o fim da democracia veio o aumento vertiginoso do desemprego, entrega das riquezas naturais para o capital estrangeiro – em especial as reservas petrolíferas estratégicas em qualquer outro país – a falência de setores que despontaram nos últimos 15 anos, como a indústria naval, o fim dos programas sociais, o aumento de violência e um pacote de retrocessos trabalhistas e previdenciários sem precedentes na história do Brasil e que vai devolver o país à patamares da década de 20, antes do advento da CLT.
Por isso, o neoliberalismo, essa ideologia invisível, silenciosa, que seus defensores raramente citam nominalmente, mas que a praticam assim que assumem cargos eletivos, impondo ao conjunto da sociedade fórmulas que ao redor do mundo produziram fome, desemprego, violência, desigualdade, poluição e destruição ambiental, precisa é ser combatida.
Exceto por interesses bem particulares, não há porque defender uma ideologia que desde sua aplicação tornou o crescimento econômico muito mais lento em boa parte do mundo e para uma pouquíssima casta, beneficiada, paradoxalmente, por políticas públicas sem critério, ou por que seus despachantes no poder público lhes repassam estatais a preço de banana.
Aqueles que defendem a desigualdade como uma qualidade do mercado, precisam urgente caminhar na direção oposta e oferecer algum projeto político real, que comece nas urnas e não no tapetão. Não possuem projeto político, como não tratam de interesses de ordem republicana, democrática e muito menos popular.
Sempre que o mercado entra em crise é para o Estado que eles correm, em busca de fundos, de orçamento público, de isenções fiscais e alteração em leis trabalhistas, que invariavelmente sacrificam os trabalhadores para garantir sua alta lucratividade.
Até quando vamos tolerar manobras antidemocráticas que atentam diretamente contra os interesses nacionais e dia-a-dia no pós-golpe, empurram o Brasil de volta para a miséria, o desemprego, a desigualdade e a desorganização interna? Até quando vai a tolerância à turma do achaque internacional das riquezas nacionais e dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiras?
Stela Farias é deputada estadual, líder da Bancada do PT na Assembleia Legislativa.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Pensar é preciso...





Momento poético





Congresso Internacional do Medo

Provisoriamente não cantaremos o amor,

que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio porque esse não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,
depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.



(Publicado em  Antologia Poética – 12a edição - Rio de Janeiro: José Olympio, 1978, ps. 108 e 109)


quinta-feira, 6 de abril de 2017

Autorretrato


Não sou bobo, mas adoro rir de mim mesmo.

Ato político


Cada vez ficam mais claras as verdades ditas por Tarso Genro durante a última disputa eleitoral para o governo gaúcho.

Tarso disse reiteradamente em alto e bom som que não havia discordância com os adversários em relação ao fato do estado estar ou não passando por uma crise, e sim no modo de enfrentá-la e superá-la. E disse mais: que o projeto que representava, apostava no crescimento econômico com base na inclusão social e regional como mecanismo e método da superação da crise, ao passo que seus adversários jogavam todas as suas fichas no arrocho dos servidores, no corte de investimentos e políticas públicas e na diminuição do estado como medida de enfrentamento da crise. Dito e feito.

Tarso também deixou claro que Sartori não representava nenhuma novidade. Pelo contrário, que ele representava o velho projeto que jogou o Rio Grande do Sul ladeira abaixo, ao colocar o aparelho estatal como servo fiel e obediente do mercado e dos grandes grupos econômicos. É essa a origem e principal motivo da tal crise do estado. Uma crise que, ao invés de ser superada, será cada vez mais aprofundada com essa nova versão reeditada por Sartori e seus aliados de um antigo filme de terror que deveria ter sido morto e enterrado para o bem da imensa maioria do povo gaúcho.

Sartori nunca foi bobo e sempre teve lado e clareza do que queria para o RS. Por esperteza política, precisava esconder aquilo que para muitos era o óbvio, mesmo que para isso precisasse passar passar a imagem de debiloide. O fato, infelizmente, é que a gauchada escolheu ressuscitar o velho monstro que voltou a nos devorar lentamente e, do mesmo modo que no passado, vai esgualepar o RS e nos condenar a muitos anos de atraso, desigualdade e miséria. 

Governo X funcionários públicos

O governo de José Ivo Sartori quer privatizar o que puder.
Os funcionários públicos atingidos resistem.
O governo fala em papel do Estado.
Alega que não tem recursos para cuidar de tudo.
Prefere concentrar-se em educação, segurança e saúde.
Diz que não é papel do Estado cuidar de carvão e de tevê.
Quer desfazer-se mesmo de empresa lucrativa.
Trata-se de uma postura ideológica.
O governo não gosta que se diga isso.
Mas é a verdade.
Se o Estado vende uma empresa que dá lucro por não ser seu papel mantê-la, é conceitual.
Ideológico.
Os funcionários defendem a importância das empresas públicas.
Saem às ruas.
A população permanece indiferente.
Eis o drama.
As empresas públicas serão salvas no dia em que não funcionários forem às ruas defendê-las.
Por que não o fazem?
A) Porque sofrem lavagem cerebral midiática
B) Porque concordam com o governo
C) Porque estão mais interessados no BBB
D) Porque perderam a fé na política
E) Porque a imagem do funcionalismo está comprometida por anos de propaganda negativa
Responda quem puder.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Momento poético



O Tempo Seca o Amor

O tempo seca a beleza, 
seca o amor, seca as palavras. 
Deixa tudo solto, leve, 
desunido para sempre 
como as areias nas águas. 


O tempo seca a saudade, 
seca as lembranças e as lágrimas. 
Deixa algum retrato, apenas, 
vagando seco e vazio 
como estas conchas das praias. 


O tempo seca o desejo 
e suas velhas batalhas. 
Seca o frágil arabesco, 
vestígio do musgo humano, 
na densa turfa mortuária. 


Esperarei pelo tempo 
com suas conquistas áridas. 
Esperarei que te seque, 
não na terra, Amor-Perfeito, 
num tempo depois das almas. 


Cecília Meireles, in 'Retrato Natural'

Música para os meus ouvidos


"Eu sou maior do que era antes. Estou melhor do que era ontem".



segunda-feira, 3 de abril de 2017

Administração municipal trabalha para entregar moradias populares



Na última quarta-feira (29) o prefeito Rubem Wilhelnsen participou de reunião na sede do Banco Cooperativo Sicredi S.A., em Porto Alegre, com o objetivo de tratar questões relativas às 20 moradias populares construídas no município por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida.

Na ocasião, o Wilhelnsen informou que a rede elétrica no loteamento onde as moradias foram construídas, se encontrava em fase de instalação pela CEEE, sendo esta no seu entender a pendência que faltava ser superada para permitir a entrega das unidades habitacionais aos respectivos beneficiários.

No entanto, os representantes do Banco Sicredi participantes da reunião, Daiana Wiedemann, Andréia Guedin de Souza e Linésio Mosmann, informaram que por se tratar de um investimento do governo federal, através do Ministério das Cidades, mesmo com a obra considerada pronta pela prefeitura, a entrega aos beneficiários está condicionada à aprovação prévia do Ministério.

Além disso, o prefeito fora informado que a previsão do Ministério das Cidades de expedir nova Portaria até o início de 2017, prorrogando em todo o país o prazo para a conclusão das obras contratadas por intermédio do Programa Minha Casa, Minha Vida sub 50 – Fase 2, ainda não havia se confirmado, o que na prática também impede a entrega das moradias nesse momento.

Diante das informações recebidas, o prefeito solicitou ao Banco Sicredi que realize a medição da obra, de modo a constatar formalmente a conclusão das mesmas. Ademais, ficou acordado que a prefeitura irá encaminhar ao Banco Sicredi a documentação exigida para a formalização da conclusão das unidades habitacionais a qual, posteriormente, será remetida pela instituição financeira em questão ao Ministério das Cidades, como forma de pleitear que o ministério autorize a entrega das moradias.

Durante a reunião em Porto Alegre, o prefeito também decidiu convocar os 20 beneficiários das moradias, a fim de informar e discutir a situação atual do empreendimento, além de reunir elementos para uma possível viagem do chefe do executivo municipal a Brasília, com o objetivo de tratar diretamente o assunto e buscar a solução mais rápida possível para o impasse.

Também participaram da reunião na sede do Sicredi o secretário de planejamento, Toninho Veleda, e o Fiscal Técnico de Obras, arquiteto Marcio Poersch.

Rir é o melhor remédio