quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Cristiane D’ Ávila é a nova Secretária de Educação



Funcionária do quadro municipal há mais de sete anos, a nova Secretária de Educação Cristiane Aparecida Pereira da Silva D’ávila, é formada em pedagogia pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) e esteve à frente da coordenadoria de projetos na Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente por cinco anos e meio, quando foi convidada pelo ex Secretário Mogar Damasceno Miranda para atuar como adjunta na Secretaria de Educação, em junho de 2015, onde atua com dedicação e seriedade.
Para ela, estar hoje à frente da secretaria é uma grande oportunidade, e declara que irá dar continuidade ao grande legado desenvolvido pelo ex Secretário, junto aos professores e servidores da Secretaria de Educação “O Mogar foi um nobre e justo Secretário, organizou a secretaria por setores, formou uma equipe maravilhosa e desenvolveu muitos projetos. Meu trabalho será de continuidade e progresso, espero alcançar todos os objetivos e alcançar novos, junto a toda esta equipe dedicada e parceira”, enfatiza a Secretária.
O Prefeito Ildo Sallaberry acredita que Cristiane dará continuidade ao trabalho e irá manter a Secretaria de Educação no mesmo patamar alcançado pelo ex Secretário Mogar “Nós só temos agradecimentos ao trabalho fantástico desenvolvido pelo Mogar, e desejamos muita sorte nesta nova empreitada de sua vida. Temos certeza de que a experiência e a competência da Cristiane vão ser de grande importância para a continuidade deste bom trabalho realizado por ele, por ela, pelos diretores, professores e servidores municipais, a comunidade continua ganhando com este time”, declara o Prefeito.
Publicado originalmente no site da prefeitura: www.herval.rs.gov.br
Texto e foto: Fernanda de Freitas

Música para os meus ouvidos


Depois de você as outras são as outras, e só...





Momento poético



A Bunda, que Engraçada


A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica
Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora - murmura a bunda - esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.
A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.
A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.
Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar.
Esferas harmoniosas sobre o caos.
A bunda é a bunda,
redunda.


Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Ato político


Nosso país precisa da lucidez e de mais parlamentares do quilate de Henrique Fontana. Um cara corretíssimo e um político do mais alto nível que orgulha o Brasil e a atividade política. 

Ao contrário do que alardeia o senso comum e a grande mídia que sempre escolhe um lado da política, nem todos são sujos, desqualificados ou só pensam em si quando alcançam as entranhas do poder. Sem dúvida existem políticos safados, mas safados existem em todos os lugares, profissões ou no exercício das mais variadas funções. Dizer que só político é safado é fazer o mesmo que certas religiões, que praticam a fé cega e culpam o diabo por seus erros e safadezas.

Viva a boa política! Viva Dilma! Viva Lula! Viva Henrique Fontana e tantos outros e outras que dignificam a vida pública!


Derrotar o golpe e virar a página do terceiro turno

A abertura de processo de impeachment contra a presidenta Dilma, ou, em outras palavras, o curso atual de mais uma tentativa de golpe institucional, representa o ápice de uma campanha política revanchista de terceiro turno. Há mais de um ano o país vive uma crise política intensa, sob a sombra constante do golpismo. Uma campanha engendrada e conduzida por uma oposição conservadora irascível, intolerante e inconformada com a derrota nas urnas em 2014. A tentativa de retirar do cargo uma presidenta legitimamente eleita nas urnas, com o voto de mais de 54 milhões de brasileiros, por meio de um processo de impeachment/golpe, além de carecer de legitimidade não apresenta uma única acusação fundamentada, revelando-se por inteiro como um verdadeiro ataque à democracia. E não bastará aos organizadores dessa trama e aos defensores da quebra das normas constitucionais justificarem suas manobras entre brechas e sombras legais ou regimentais. As conspirações golpistas, tramadas especialmente pelo presidente da Câmara, deputado federal Eduardo Cunha, aliado aos tucanos, democratas e outros setores conservadores, são tão falsas quanto contraditórias. Desde a reeleição da presidenta, estes têm promovido diferentes ações para retirá-la da Presidência, de pedidos de recontagem de votos e rejeição das contas de campanha até a rejeição das contas do governo e requerimentos de impeachment sem crime.

O processo atual, encaminhado por Cunha, está apoiado na suposta reincidência do governo na prática das “pedaladas fiscais” no ano de 2015. Veja: de um ano fiscal que sequer terminou, sobre contas do governo que ainda não foram analisadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e muito menos votadas pelo Congresso Nacional, a quem cabe a última palavra. Mais: um procedimento contábil até hoje considerado legal pelo TCU, utilizado inclusive pelos governos de Fernando Henrique e Lula, e também aprovado pela Câmara.
Na busca por criar um ambiente político de descontrole e condições sociais favoráveis à cassação da presidenta e à proscrição da esquerda da vida pública, os setores conservadores e a oposição liderada por PSDB têm em Cunha, e em suas “pautas-bomba” contra o país, o principal aliado e agente da crise política. Juntos eles têm promovido atos e manifestações de intolerância e ódio na política e uma verdadeira campanha de terror econômico, apoiados em agências de risco e amplificados por parte dos grandes meios de comunicação. Na particular visão desses setores, a democracia tem “limites” e “prazo de validade”, pois depende de “quem vence” e “por quanto tempo vence”. Assim, para eles chegou a hora de interromper o mandato da presidenta Dilma, mesmo que isso agrida profundamente todo o processo democrático.
O desalinho da narrativa do impeachment, sem que qualquer crime tenha sido cometido, revela toda a extensão do golpe em curso no país e o verdadeiro objetivo político dos conservadores e da direita nacional: atalhar o caminho ao poder sem depender do voto dos brasileiros e sem apresentar um programa para o país. Registre-se: votos e base social que têm lhes faltado em quatro eleições presidenciais seguidas.
Sequer o fato de que o pedido de impeachment tenha sido aceito e esteja sendo conduzido pelo deputado Cunha os constrange. É preciso dizer alto e bom som que o presidente da Câmara foi denunciado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, com contas comprovadas no exterior e patrimônio não declarado. O que evidentemente lhe retira qualquer autoridade moral e legitimidade política para conduzir um processo de impeachment como abre-alas para um golpe institucional.
Desde que foi denunciado, o deputado Cunha tem se utilizado de todo tipo de chantagem e ameaça para manter seu mandato parlamentar e o foro privilegiado. Momentos após saber que a bancada do PT votaria a favor do processo da Comissão de Ética, que provavelmente culminará com a cassação do seu mandato, em um ato de vingança assinou o pedido de impeachment contra Dilma. Contou para isso com o apoio de parte da oposição, que até há pouco afirmava querer seu afastamento da Presidência da Câmara e agora silencia sobre as acusações que pesam contra ele.
Causa estranheza, portanto, que movimentos de rua organizados pela oposição, sob o falso pretexto de combater a corrupção, não destinem também a outros políticos, partidos e empresários, igualmente citados em investigações, críticas, bonecos ou cartazes. Bem como não se manifestem sobre escândalos de corrupção como o trensalão tucano de São Paulo, o mensalão do PSDB mineiro, ou as contas secretas no HSBC da Suíça. Na indignação seletiva destes, interessa que apenas um partido, um governo, uma liderança, uma corrente política sejam apontados e condenados publicamente. Respeitadas de maneira democrática todas as manifestações, é preciso dizer que, ressalvada a sua incoerência, o clima de terceiro turno, que tem como objetivo desestabilizar o governo, acaba por prejudicar nossa economia e atrasar a retomada do crescimento.
Assim, nos encontramos em meio a uma onda de intolerância política, alimentada pelo conservadorismo, pela oposição aliada a Cunha e parte da grande mídia. Uma escalada de ódio em episódios supostamente isolados, com agressões a membros do governo, militantes de esquerda, movimentos sociais, ameaças de morte à presidenta, pedidos de retorno da ditadura. Os principais meios de comunicação do país, assim como os dirigentes da oposição, deveriam ter maior responsabilidade com a nossa democracia, e não permitir que a crítica, legítima e necessária, rompa fronteiras, alimentando a ideia do “quanto pior, melhor” e levando o Brasil a um ambiente de golpismo e convulsão social.
Entre o correto e necessário enfrentamento à corrupção e a busca por soluções para o país, o povo brasileiro está posto frente a uma escolha política histórica: seguir construindo a nossa jovem democracia, respeitando as urnas, ou interrompê-la de forma traumática, dando curso ao golpe e cassando o mandato de uma presidenta legitimamente eleita, sem que tenha cometido qualquer crime. Seria isso o melhor para o Brasil? A presidenta pode ter cometido erros, mas não crimes, e a única forma de manifestar o que pensamos sobre o seu mandato é o voto. Portanto, a resistência deve vir de todos aqueles que acreditam na democracia, que lutaram por ela contra a ditadura, seja onde for, das ruas ao Congresso. Deve ser uma tarefa de toda a sociedade brasileira.
Henrique Fontana é deputado federal (PT-RS), integra grupo petista na Comissão que analisa pedido de impeachment na Câmara
Publicado originalmente no site Teoria & Debate

Pensar é preciso



quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Licença poética



Peço licença novamente para entregar-lhes mais palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...

Queria te dar o céu, mas o céu não caberia em tuas mãos.

Queria te dar meu coração, mas meu coração pesa mais de
uma tonelada pelo tanto de amor que tenho por ti.


Então, te dou apenas flores, bombons e um cartão com palavras

que revelam como é bom teu abrigo e te ter comigo.

Autorretrato


"Yo" e "mi hijo," prontos para a aventura

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Cenas da vida inventada



Pitada filosófica



Momento poético




ABRIR DE OLHOS
(Laura Riding)

Pensamento dando para pensamento 
Faz de alguém um olho. 
Um é a mente cega-de-si, 
O outro é pensamento ido 
Para ser visto de longe e não sabido. 
Assim se faz um universo brevemente.
A suposição imensa nada em círculos, 
E cabeças ficam mais sábias 
Enquanto notam a grandeza, 
E a dimensão imbecil 
Espaça a Natureza,

E ouvidos reportam primeiro os ecos, 
Depois os sons, distinguem palavras 
Cujos sentidos chegam por último ─
Vocabulários jorram das bocas 
Como por encanto. 
E assim falsos horizontes se ufanam em ser 
Distância na cabeça 
Que a cabeça concebe lá fora.

O maravilhar-se, que escapa dos olhos, 
Regressa a cada lição. 
O tudo, antes segredo, 
Agora é o conhecível, 
A vista da carne, a grandeza da mente.

Mas e quanto ao sigilo,
Pensamento individido, pensando
Um todo simples de ver?
Essa mente morre sempre instantaneamente
Ao prever em si, de repente demais,
A visão evidente demais,
Enquanto lábios sem boca se abrem
Mundamente atônitos para ensaiar
O verso simples e impronunciável.



Tradução: Rodrigo Garcia Lopes

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Música para os meus ouvidos


"Cê parece um anjo, só que não tem asas". Som que me toca profundamente e palavras que traduzem o que mais sinto e tenho vontade de dizer nesse momento da minha vida.



Rir é o melhor remédio



Prefeitura busca retomada e conclusão de casas populares


Na manhã de sexta-feira, 12, o vice-prefeito Bebeto Perdomo e o secretário de planejamento, Toninho Veleda, participaram de reunião na sede do Banco Cooperativo Sicredi S.A., em Porto Alegre, com a meta de assegurar a retomada imediata da construção das unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida que foram paralisadas no início de janeiro pela empresa construtora, Cefas, com a alegação de que o cronograma estabelecido se tornou impossível de ser cumprido em razão do grande volume de chuvas registrado em Herval no final ano.

Assim, a empresa não atingiria os percentuais de execução das obras que foram fixados, não recebendo do agente financeiro pelos serviços realizados no período e sendo obrigada a aportar recursos próprios para garantir o andamento das obras. Diante desse quadro, logo no início de 2016 a empresa tomou a posição de paralisar as obras.

Imediatamente, a prefeitura municipal deu início às tratativas para reverter a situação, sendo que no mês de janeiro o então prefeito em exercício Bebeto Perdomo e o secretário Toninho Veleda já haviam se reunido primeiramente com a empresa e logo após com os representantes do Sicredi no intuito de encontrar uma solução para esse impasse.

Na reunião de sexta-feira, um dos proprietários da empresa Cefas presente no encontro, Daizom Stoquetti, argumentou que o prazo estabelecido pelo Ministério das Cidades para a conclusão das obras termina no final de março, não havendo mais tempo hábil para finalizar a construção das moradias dentro do prazo, com base no cronograma previsto, sendo que Herval é apenas um dos municípios em todo o país que registram problemas atualmente quanto ao andamento das obras do Programa Minha Casa, Minha Vida.

Diante disso, a proposta encaminhada pelos representantes do Banco Sicredi é de que a prefeitura se some ao esforço em conjunto com outros municípios que enfrentam o mesmo problema, pleiteando junto ao governo federal a prorrogação do prazo, o que permitiria a retomada e conclusão das obras. Ao mesmo tempo, a gestão municipal deverá adotar as medidas necessárias para assegurar até o final de março o avanço dos investimentos na infraestrutura no loteamento que ficaram sob a sua responsabilidade. Caberá ainda a prefeitura a tarefa de pleitear junto a CEEE e Corsan a agilização da instalação dos serviços de energia elétrica e água para atender as casas a serem construídas.

De acordo com Perdomo, “compreendemos grande parte das razões que levaram a esse imbróglio, como também louvamos as propostas e tratativas entabuladas na última reunião, porém enxergamos com preocupação e inconformidade tal encaminhamento, na medida em que nosso objetivo era manter o andamento das obras pela empresa responsável pelas mesmas, independentemente da busca pela prorrogação dos prazos por parte do Ministério das Cidades, até porque a pretendida prorrogação já está sendo buscada por nós e será necessária para concluir todas as moradias previstas, tendo em vista que a empresa deu início apenas na construção de 20 das 39 casas populares previstas”.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Altas conexões



Ato político


Muita gente ainda não atentou para o que ocorre no Brasil nos dias que correm. Vivemos tempos muito difíceis, desafiadores e perigosos que podem desembocar em algo muito ruim ou num retrocesso sem tamanho ou hora para acabar.

O alvo não é apenas Lula, Dilma, o PT e as forças políticas progressistas. O alvo são as políticas públicas inclusivas e as conquistas civilizatórias e democráticas que levamos muitas quadras de história para construir, a custa de muito suor, torturas, exílios, sangue derramado e outras “cositas” e crueldades mais.

Meus pais sempre disseram que povo costuma agir igual ovelha, se uma sai para um lado às outras todas do rebanho correm atrás. No entanto, não é hora de se comportar como ovelha ou qualquer outro bicho. É hora de usar aquilo que nos torna humanos, a capacidade de pensar criticamente, e analisar os fatos e boatos atuais dentro de um contexto histórico, para além das personagens individuais ou dos interesses particularistas e imediatos.

Não se trata de tapar o sol com a peneira nem salvar a pele de alguém ou de uma organização. Trata-se, isto sim, de separar o joio do trigo, a verdade da mentira, o desejo legítimo de justiça das condenações sumárias, muitas vezes embasadas em montagens, ilações, propagandas enganosas, provas falsas ou testemunhos interessados ou sem credibilidade.

Ou nós avançamos como nação ou podemos levar esse país rumo a tempos tenebrosos e à sua falência absoluta, não em termos econômicos, mas civilizatório e institucional o que considero muito pior. Olho vivo, cabeça no lugar e coração sereno!

Nesse contexto, o escrito do respeitável Tarso Genro, que reproduzo abaixo, ganha enorme relevância e uma força avassaladora enquanto convite a olhar o passado no sentido de deixar para atrás o mau e avançarmos pelo bom caminho...


Podemos falar em ‘judeus da vez’ ou é palpite infeliz? Pra quem?

Publiquei no Twitter uma nota comparando a situação de Lula, atualmente – pela perseguição e discriminação política que vem sofrendo da maioria da mídia e de setores do Ministério Público –  com a situação de perseguição que comunistas, sociais democratas e judeus, sofreram, pela direita fascista durante a República Weimar e após a ascensão de Hitler ao poder, em 1933. A Federação Israelita logo publicou uma nota indignada, rapidamente apoiada pela colunista Rosane de Oliveira, designando minha posição sobre o assunto como “palpite infeliz”. Como se eu comparasse o cerco de Lula ao assassinato de seis milhões de judeus! Atribuíram-me, portanto, uma posição digna de uma pessoa ignorante ou insana, posição que  não tenho e jamais dei qualquer indício de tê-la. Talvez queiram para passar alguma mensagem que eu ainda não compreendi muito bem: que não gostam de Lula? que não gostam da esquerda? que não gostam de se misturar com outros tipos de perseguidos? ou acham que é falsa, a afirmação sobre a perseguição midiática contra Lula?

Testemunhas de Jeová, homossexuais, deficientes físicos e mentais, comunistas, sociais-democratas, ciganos, eslavos, todos foram alvo da fúria insana do nazismo, na sua busca de “criação” do homem alemão “total”. A comunidade judia foi seu alvo mais amplo e preferido, com uma bestialidade que não tem precedentes. E ela foi uma bestialidade política, o que lhe redobra a gravidade. Foram ações de barbárie cometidas para tentar consagrar uma “raça” e uma nação, através de violências pensadas e executadas a partir de partidos e do Estado, como programa e como  estratégia. Hitler programou apropriar-se dos bens da comunidade judia e escravizá-la na economia de guerra (e o fez), também utilizando o argumento de que grandes intelectuais e políticos judeus, tiveram um papel importante na  formatação da República Weimar, que ele considerava como símbolo da decadência ocidental. Eles foram mortos, perseguidos e assassinados pela direita fascista, inclusive antes de Hitler chegar ao poder: o Holocausto teve atos preparatórios, políticos e de ação direta, não foi um mero acaso racial.

As perseguições foram combinadas com ações físicas de malfeitores fardados contra  os judeus, sociais democratas, intelectuais de todas as origens, comunistas e sindicalistas, e contra todos os que lutavam pela democracia e pela República. Quando eu disse, no Twitter, que Lula era o “judeu da vez” estava me referindo claramente a estas perseguições preparatórias ao que foi o Holocausto, como barbárie “científica” e coletiva. Por que a Federação quer proibir esta analogia? Não temos direito de fazê-la, porque ela, a Federação, detém o monopólio da dor, ou porque somos de esquerda e somos solidários com  Lula? Não sabem que, quando Flavio Koutzii era torturado na Argentina, os militares torturadores diziam que a situação dele era mais grave porque “era, além de comunista, judeu?”  Seria errado  ou ofensivo à Federação Judaica, dizer que ali Flavio Koutzii “era o judeu da vez”? Ou não?  Aliás, seria ofensivo dizer que os negros, na África do Sul, do “apharteid”, foram os “judeus da vez” dos racistas de todo o mundo? Creio que a Federação Israelita não assimila o fato de que a tragédia do Holocausto é uma tragédia universal e não uma tragédia somente de uma comunidade racial ou religiosa.

Faço estes esclarecimentos em respeito a vários amigos meus, judeus, de diferentes posições políticas, com os quais tenho dialogado por muitos anos, em torno de vários assunto políticos, filosóficos e históricos, e com os quais tenho aprendido muito e quem sabe também ajudado um pouco nas suas reflexões. Em homenagem a eles, lembro outros “judeus da vez”: Walter Rathenau, ex-Ministro da Reconstrução e das Relações Exteriores (1921) da República de Weimar, assassinado – primeiro na sua reputação – depois fisicamente (24 de  jun.1922), cujos sicários Hitler, quando chegou ao poder (em 1933), declarou “heróis nacionais”; Hugo Preuss, jurista de renome internacional, “pai da Constituição Alemã”, que serviu de “judeu da vez”, para que  a direita fascista apontasse a democracia da Constituição como encomendada pelo Presidente dos Estados Unidos (Wilson), pelos judeus e pelos comunistas, para “destruir Alemanha”; Mathias Erzberger, “judeu da vez” que negociou o armistício no fim da Primeira Guerra, apontado na mídia direitista e em milhares de cartazes nos muros de Berlim, como “o gênio mau do povo alemão”, assassinado num segundo atentado em 26 de agosto de 1921, pelo Oficial da Marinha Tillesen, logo exilado na Hungria e também  declarado “herói nacional”, por Hitler, em 1933.

Acho que a expressão “judeu da vez” deveria ser consagrada como homenagem aos milhões de mortos pelo nazismo, sejam eles judeus ou não. Para que nunca mais aconteça. Independentemente de que a Federação Israelita o permita.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Licença poética



Peço licença outra vez para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...

Olho as horas. Olho minhas rugas no espelho. Olho minhas mãos cansadas e quentes. Olho pela janela do meu quarto. Olho a rua da porta de casa...

Olho as pessoas que passam apressadas. Olho o louco de certo andando sem pressa na direção de um destino incerto. Olho as crianças fazendo birra e povoando a rua de alegria...

Olho o céu. Olho o sol. Olho a lua. Olho as estrelas. Olho a algazarra de dois gatos engalfinhados. Olho o cãozinho de rabo abanando que não para de brincar ao meu redor. Olho os passarinhos espalhando encanto e cantoria pela paisagem.

Olho e reolho as fotos da minha musa amada. Olho o nada e lembro a nudez e da alma leve e desnuda do meu amor. Olho e nada dela chegar para se abrigar nos meus braços...

Olho e tudo me remete àquele olhar que me fez acordar para o melhor da vida e compõe uma linda canção com os acordes do meu coração.

Autorretrato


"Yo" e Anahy, flor que Deus mandou por entre espinhos para enfeitar o meu jardim

Música para os meus ouvidos


Não creio nem caiu nem me entrego a um amor falso ou falsificado ou inventado ou feito para acabar. Mas um amor recíproco e profundo que nasce da alma e alimenta o coração eu digo sim, aceito, quero para mim e topo viver com todas as forças da minha carne fraca...

Diante de um amor desses, talvez me torne um dos últimos românticos ou apenas um ser que sabe e reconhece que sem amor - o verdadeiro - eu nada seria.






quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Pitada filosófica



Prefeito faz ajustes para manter gestão em funcionamento




Na manhã desta segunda-feira (1), o prefeito Ildo Sallaberry, reuniu em seu gabinete, toda equipe administrativa de seu governo para anunciar diversas medidas de reestruturação econômica.
Entre as principais medidas tomadas e acatadas pelos secretários municipais estão o corte de horas-extras e diárias, assim como redução de 50% para ajuda de custo e diminuição do consumo de combustível.
“Mediante o atual período de crise por que passam os municípios, para continuar prestando os serviços disponibilizados à comunidade, teremos que cortar drasticamente os gastos das secretarias”, anunciou Sallaberry aos seus secretários, aproveitando pra agradecer a todos pelo trabalho desempenhado no ano de 2015.
Entre os projetos para este ano, o prefeito anunciou as obras do Caminhodromo, local definido para caminhadas, na entrada da cidade; reformulação da Praça Central, calçamento de ruas, conclusão das casinhas e pintura de alguns prédios administrativos.
Aproveitando a reunião, Sallaberry ainda informou a sua equipe de trabalho que haverá aumento no valor do salário, através do vale alimentação.
Texto: Nívea Bilhalva de Oliveira
Publicado originalmente no site da prefeitura: www.herval.rs.gov.br