quarta-feira, 31 de julho de 2013

terça-feira, 30 de julho de 2013

Licença poética




Peço licença uma vez mais para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...



Nãquero amor de mentira nem amar pela metade.
Quero quem me ame, não quero quem me precisa...
Quem me ama me precisa, mas alguém que
Só me precisa me lambuza, lanha e apunhala.


Não quero amor de novela nem amor enrolado feito novelo.
Quero amor sem cenas e encenações, amor que esquenta,
causa, coça, pipoca, despedaça, abre os poros, cede e sacia...
Amor que liberta, entrelaça e desperta a sede de amar!


Não quero amor de mãe nem amor mendigado ou comedido.
Quero amor acalorado de mulher, amor que se entrega,
Que dá agua na boca, arranca a roupa e mata de orgasmos...
Amor que morde, arranha e arde a pele!


Não quero a solidão nem a frieza de um coração magoado.
Quero amor leve que embarca no teu embalo e leva a qualquer
lugar do mundo, ainda que me acorde nas asas da ilusão.
Amor que faz sorrir e alimenta minha vontade de rimar!


Altas conexões




segunda-feira, 29 de julho de 2013

Secretário auxilia em renegociação de dívida do hospital

O Diretor Comercial da Corsan, Júlio Quadros, recebeu na última quinta-feira (25) em seu gabinete em Porto Alegre, a visita do Secretário de Planejamento e Meio Ambiente do município de Herval, Toninho Veleda.

Na oportunidade, o Secretário reiterou e reforçou o pedido da Liga de Assistência Social Hospital Nossa Senhora da Glória, única instituição hospitalar do município, que havia solicitado que a Companhia Estadual de Saneamento não ajuizasse ação de cobrança dos valores correspondentes às faturas renegociadas e não quitadas pela referida instituição, em razão das dificuldades financeiras e administrativas encontradas pela gestão atual do hospital.

Segundo Toninho, o hospital passa por grandes dificuldades e vem se mantendo em funcionamento graças ao apoio financeiro da prefeitura, a doações da comunidade e ao esforço da nova direção, empenhada em dar a volta por cima e habilitar a instituição a receber recursos do estado e da União. Ainda de acordo com ele, a direção do hospital reconhece a dívida e renova o compromisso com seu pagamento. No entanto, pede prazo a partir de outubro para retomar os pagamentos dos valores parcelados, uma vez que existe a previsão do incremento de novos recursos até a citada data, sem contar que uma ação judicial da Corsan poderia arruinar o esforço realizado com vistas à obtenção de certidões negativas de débitos.


Conforme o Diretor Júlio, o mesmo é sensível às dificuldades enfrentadas pelo hospital e aos motivos pelos quais a instituição não tem conseguido honrar os débitos junto à Corsan. Em documento enviado através do Secretário, ele alega que "ocorre que o hospital possui 15 faturas pendentes relativas à conta de água. Neste sentido, buscando viabilizar uma solução adequada para o hospital e procurando preservar os interesses da Corsan, concede prazo máximo de 30 dias para apresentação de proposta concreta que leve em conta o pagamento das parcelas vencidas".

Para Toninho, a medida é razoável e elogiável, uma vez que a direção do hospital foi contemplada com o prazo de 30 dias para apresentar uma proposta de pagamento e não terá a obrigação de quitar toda a dívida de uma única vez, tendo em vista que existe a possibilidade de propor, por exemplo, a quitação de 10 das 15 parcelas em atraso, o que possibilitaria o reparcelamento das demais e o desembolso financeiro a partir de outubro, como solicitado pelos dirigentes do hospital, defendeu.


Nem só de pão viverá o homem


Todos sabem que sou adepto do Espiritismo Cristão. Doutrina codificada na França por Allan Kardec que alia religião, filosofia e ciência, tendo Deus enquanto bem absoluto e supremo Criador, e Cristo como caminho e companheiro da caminhada que nos liberta da carne e faz nosso espírito avançar na longínqua e interminável jornada evolutiva.

O Espiritismo não cultua nada exterior como símbolo de fé, não faz oferendas, não cobra dízimo ou ofertas, não possui santos, pastores, sacerdotes, enfim, não profissionaliza nem hierarquiza a fé... Para nós, espíritas, a fé deve ser vivida no verdadeiro sentido da palavra, isto é, no sentido de nos ligar e estar em comunhão íntima com Deus, sem atravessadores, sem usar o nome Divino em vão, sem mordidas no bolso. Ou como pede o evangelho: “Dai de graça o que de graça recebestes”!

Mas, ao contrário de algumas crenças fanatizadas, o Espiritismo não busca converter todos na fé espírita. O Espiritismo busca seu lugar na mente e coração das pessoas, mas principalmente que as pessoas deem lugar para a fé em seus corações e iluminem suas mentes através do amor ao próximo, pregado e exemplificado por Cristo: caminho, verdade e vida que conduz ao Criador porque viveu o que pregou, diferentemente de muitos falsos profetas que exploram a fé alheia para amealhar fortunas materiais e tem suas palavras contrariadas pelos seus atos.

Cristo pedia e ensinou que amássemos a Deus sobre todas as coisas e nosso próximo como a nós mesmos. Cristo, em sua passagem terrena, ao invés de condenar ou separar as pessoas entre puras e impuras, como fazem muitos que se acham melhores por carregarem a bíblia debaixo do braço ou ostentarem um símbolo de fé, foi ao encontro dos doentes do corpo e da alma, das prostitutas, dos mendigos, de homens e mulheres abandonados no mundo e negados na sua própria condição humana.

Cristo não pregou nenhum tipo de separatismo, de classificação ou de divisão entre os humanos. Cristo também não incentivou a religião como fonte de riqueza ou de exploração das pessoas. Ao contrário, Cristo amou radicalmente os diferentes e as diferenças e expulsou veementemente os vendilhões do Templo porque fé deve ser sinônimo de simplicidade e comunhão com Deus, e não comércio ou instrumento de poder.

Neste sentido, é que mesmo sem concordar com tudo e sem deixar de ser Espírita, saúdo muitos dos atos e palavras do Papa Francisco até aqui, enquanto algo saudável e digno do meu respeito e admiração Cristã, como revela a entrevista exclusiva exibida ontem pelo Programa Fantástico, da Rede Globo: http://www.youtube.com/watch?v=bCXMkCv_8us




terça-feira, 23 de julho de 2013

Viva a mudança!




Ato político


Quando o senso comum vem com essa conversa que político é tudo igual, logo invoco o exemplo de trabalho e a conduta impecável de Henrique Fontana e tantos outros bons políticos, para me contrapor a esse argumento despolitizado, inútil e imobilizante.

Sem dúvida, existe corrupção na política, como sempre existiu e também existe em todos os segmentos da nossa sociedade. No entanto, o combate à corrupção na esfera pública pede e precisa de mecanismos concretos, principalmente no âmbito dos Parlamentos, e não de discursos moralistas e/ou oportunistas de quem aponta o defeito alheio com as mãos sujas e apenas da boca para fora, na intenção de ganhar ibope e terreno no mundo da política.

Sem dúvida, não existe um sistema político perfeito, imune à corrupção. Entretanto, é possível, necessário e urgente instituir no país um sistema político que dificulte a ação dos corruptos e corruptores, diminua a distância entre representantes e representados e fortaleça a ação política no verdadeiro sentido da palavra, ao invés de dar asas ao poder do dinheiro e da barganha que tanto nos envergonham, cidadãos e adeptos da boa política.

Não façamos como alguns segmentos religiosos (e aqui quero registrar meu respeito a todas as religiões), que culpam o “diabo” por tudo de ruim e errado que acontece no mundo ou em suas vidas, se eximindo de toda e qualquer responsabilidade pelos seus atos, pensamentos e palavras de cunho menos dignificante.

Cobremos mais trabalho e decência dos políticos, mas não coloquemos todos no mesmo saco ou consideremos que todos os problemas irão acabar com a caça aos políticos.

Cobremos mais transparência e melhores serviços das instituições públicas, mas não fiquemos só no blá blá blá, na gritaria ou no quebra-quebra do patrimônio público e privado. É hora de arregaçar as mangas, soltar a voz e trabalhar firme em prol de uma reforma política que mude para melhor as regras do jogo político e diminua as chances da negociata e da compra de "gato por lebre", como induz, produz e reproduz o sistema político e eleitoral em vigência no Brasil.

É hora de avançar no campo da política! Um país que avançou enormemente na economia e na diminuição das desigualdades sociais e regionais, precisa de uma reforma política à altura do nosso tempo e dos novos desafios que temos pela frente.

É hora de deixar a politicagem de lado e para trás e dar maior destaque aos políticos honrados, dedicados e competentes, a exemplo de Henrique Fontana, criando mecanismos que separem melhor o joio do trigo no momento das urnas.

Viva a  boa política! Viva a moral na vida e na política e xô aos moralismos desvairados,  degradantes e dissimulados!

   
Plebiscito para mudar a política, por Henrique Fontana*


A política é nossa principal ferramenta de transformação social. É através dela que garantimos direitos e conquistamos avanços sociais imprescindíveis para o desenvolvimento do país e da sociedade. Não queremos uma política que se mova cada vez mais pela força do poder econômico em detrimento das ideias e programas. Política definitivamente não deve ser um negócio, e a força do dinheiro não pode continuar quebrando o critério mais nobre da democracia: um homem, um voto.

Como relator da reforma política ao longo dos últimos dois anos, participei de centenas de reuniões com os partidos e com diversas representações da sociedade para preparar um relatório que mais uma vez a Câmara, por maioria, decidiu não votar. Aliás, há mais de 15 anos o Congresso debate e não consegue votar uma reforma com mudanças estruturais no nosso sistema político. Portanto, há muita razoabilidade e equilíbrio na proposta de um plebiscito apresentada pela presidenta Dilma para sair desta paralisia.

Alguns argumentam contra o plebiscito e propõem um referendo. Mas o que será referendado pelo povo se o Congresso continuar sem votar? Outros alegam que as perguntas seriam muito complexas e que o povo não estaria preparado para responder, argumento que considero muito elitista. O PT, ao lado das bancadas do PC do B, PDT e PSB, está propondo um Projeto de Decreto Legislativo para autorizar a realização do plebiscito. Nele, sugerimos algumas perguntas que mexem em questões estruturais da nossa democracia.

1) Você concorda que empresas façam doações para campanhas eleitorais? 2) Você concorda que pessoas físicas contribuam com as campanhas eleitorais? 3) Qual o sistema eleitoral que você prefere para eleger os deputados: a) Sistema proporcional; b) Sistema distrital; c) Sistema misto; d) Sistema majoritário. 4) Você concorda que o parlamentar possa sair do partido pelo qual foi eleito sem perder o mandato? 5) Você concorda que mulheres ocupem, no mínimo, um terço das cadeiras dos Legislativos? 6) Você concorda que a população participe opinando e propondo pela internet, quanto à apresentação de proposta de emenda constitucional, projeto de lei complementar e projeto de lei ordinária?

O que salta aos olhos é que a resposta a ser dada pelos brasileiros poderá transformar profundamente nossa política para melhor. O pior dos caminhos é manter tudo como está. Um sistema cada vez mais dominado pelo poder econômico, injusto e que perde credibilidade a olhos vistos. Talvez esta seja a vontade de quem quer chamar de golpe uma consulta democrática à população, tão necessária para nos tirar desse impasse.

Por fim, defendo que o plebiscito seja realizado o quanto antes. Se as novas regras aprovadas puderem entrar em vigor já nas eleições de 2014, ótimo. Se as mudanças passarem a valer a partir de 2016, muito bom. O importante é que o plebiscito impulsione a reforma e não podemos perder esse momento.


*DEPUTADO FEDERAL (PT-RS)
Artigo publicado originalmente em Zero Hora no dia 20 de julho de 2013.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Momento poético





Licença poética


Peço licença novamente para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser...

Difícil saber qual tua onda e intenções comigo...
Quem sabe estas tão somente tirando onda!
Quem sabe sirvo apenas para saciar segundas intenções!

Num segundo me linkas, no outro me deletas.
Num instante me procuras, no outro me espantas.
Num minuto me aqueces, no outro me esfrias.

Num dia me chamas, no outro me escorraças.
Numa semana me prendes, na outra escorregas e escapas.
Hoje me amas, amanhã me ignoras ou esquece.

Amor bipolar é a pior coisa que há.
Amar assim, melhor estar só.
Ou melhor: isso é amor ou apenas mais um nó em mim?


terça-feira, 16 de julho de 2013

Pensar é preciso



Dilma silenciada, por Paulo Moreira Leite*

“Amadores e profissionais do mundo político parecem de acordo num ponto: Dilma Rousseff tem problemas de comunicação.  A razão dessa dificuldade é menos clara, porém.  Um conjunto de analistas, dentro e fora do governo, acredita que a presidente não consegue comunicar com clareza aquilo que pensa ou planeja. É como se fosse uma incapacidade congênita, apenas disfarçada pelo período em que as coisas pareciam andar tão bem na economia que não era necessário falar muito. Ao enfrentar tempos mais difíceis, expressos nos protestos de junho, revelou-se que seria incapaz de conversar tanto com o povão e também com a elite. Assim, sua mensagem não chega ao eleitor. Não se trata, é claro, de uma opinião consensual. Analisando os protestos, o sociólogo Manuel Castells, um dos mais celebrados intelectuais contemporâneos, interlocutor de Fernando Henrique Cardoso e referencia do ex-presidente para tantos assuntos, Castells disse a Daniela Mendes, da Istoé:
--Ela (Dilma) é a primeira líder mundial que presta atenção, que ouve as demandas de pessoas nas ruas. Ela mostrou que é uma verdadeira democrata.
Na mesma entrevista, Castells deixou claro que tinha entendido qual era o problema da mensagem. Ele disse:
--Ela (Dilma) está sendo esfaqueada pelas costas por políticos tradicionais.
A verdade é que em apenas quinze dias as principais respostas que Dilma ofereceu aos problemas reais colocados pelos protestos passaram no moedor de carne e sobrou pouca coisa.  É certo que, com toda sinceridade, e sem intenções ocultas, muita gente não tinha a menor disposição de prestar atenção na presidente. Como escreveu uma estudante no twitter: “para quem tem 20 anos, a pergunta é: por que ela só pensou nisso agora?” Nem todos pensaram da mesma forma, contudo. O plebiscito e a Constituinte, as principais ideias da presidente para encaminhar a reforma política, tradução quase literal do urro das ruas contra nossas formas de representação e nossos representantes, obtiveram apoio de 68% da população. Difícil falar em problemas de comunicação, certo?
Até um calouro do pior curso de Ciência Política seria capaz de imaginar que, a partir dali, a presidente poderia tentar reconstruir relações políticas com uma fatia do seu antigo eleitorado. Aos trancos e barrancos, havia encontrado uma passagem. Em poucos dias, para realizar a profecia de Castells, Dilma foi “esfaqueada pelas costas por políticos tradicionais,” sob aplauso do mesmos veículos de comunicação que celebraram os protestos como o despertar do gigante. O que se alegou? Que o plebiscito e a Constituinte eram ideias de quem não tem ideias reais e se orienta pelas bolas de cristal dos serviços de marketing. Considerando que absolutamente todos os políticos brasileiros têm seu consultor de marketing, que costumam exercer sua influência tão notável como decisiva na maioria de suas decisões políticas, cabe abandonar a ingenuidade fingida e mudar a pergunta: o que se temia?
Simples: temia-se que o povo desse palpite – de verdade – nas linhas gerais de formação de um novo sistema político. Não se queria correr o risco de eliminar a influência do poder econômico nos processos políticos. Era preciso garantir a falsa mudança, o processo em que tudo muda para que nada mude. As ruas sempre foram úteis para isso, como se sabe desde que essa frase foi escrita, para registrar os limites da luta pela democracia italiana.
No esforço unilateral para desqualificar ideias da presidente, inclusive de grande aprovação popular, inventou-se até que Dilma havia tentado criar uma lei inútil, aquela que transforma a corrupção em crime hediondo, apenas para cultivar a demagogia das massas. Você pode gostar ou não do projeto. Mas é bom saber que ele só entrou em votação numa ação combinada entre o ex-vilão Renan Calheiros e a mais aplicada dupla de inimigos do governo no Senado, Álvaro Dias e Pedro Taques. Os petistas apenas pegaram carona, até porque, em função de projetos antigos, mantidos na gaveta pela direção do Senado, tinham todo direito de se apresentar como pais da ideia.
O mesmo tratamento se reservou a um projeto ambicioso, prioritário e, mais uma vez, tão necessário ao país que a estudante de 20 anos teria toda razão em perguntar mais uma vez: por que não se fez isso antes?  Estou falando do programa Mais Médicos, destinado a suprir a carência óbvia de médicos em boa parte dos municípios brasileiros. Quem estuda o mercado de trabalho sabe que, em dez anos, nossas faculdades formaram 54 000 médicos a menos do que o número necessário para manter um atendimento razoável no país. No Rio Grande do Sul, prefeituras em região de fronteira contratam médicos uruguaios para atender a população. Há dois meses, 2500 prefeitos – que representam metade das cidades do país – apoiaram um abaixo assinado para pedir a contratação de médicos. Cansados de esperar pelos doutores que não vêm, foram até Brasília num ato explícito pela contratação de estrangeiros.
Mas é óbvio que esse projeto foi camuflado pela prioridade de dar voz aos adversários do governo. Cumprindo aquele papel já assumido de auxiliar uma oposição “fraquinha”, em vez de debater os prós e contras do projeto, a maioria dos meios de comunicação deu atenção maior às entidades corporativas dos médicos do que à opinião dos usuários do SUS e lideranças da periferia. Por esse método, seria coerente ouvir apenas Federação Nacional de Jornalistas para falar sobre o diploma da categoria. Ou perguntar somente aos sindicatos dos professores sobre o plano de bônus por produtividade.
Os titulares das entidades médicas foram ouvidos como porta-vozes legítimos de toda sociedade e não de uma parte dela. Veiculou-se como verdade estabelecida a noção de que o governo pretendia enviar médicos para trabalhar em taperas sem estrutura nem condição de trabalho. Falso.  Neste domingo, graças ao O Estado de S. Paulo, revelou-se que as carências da saúde pública são imensas mas ela se encontra em situação oposta. Em cinco anos, o total de equipamentos de saúde registrados pelo governo federal teve alta de 72,3%. O número de leitos hospitalares subiu 17,3% e o de estabelecimentos de saúde, 44,5%. A oferta de médicos, porém, cresceu apenas 13,4% - ou seja, menos do que os principais índices de infraestrutura de saúde. Posso até concordar que há um problema real na comunicação de Dilma, entre aquilo que ela diz e aquilo que pretende dizer.
E é evidente que o governo possui um problema de articulação essencial, que desconhece inclusive forças que poderiam ajudá-lo, como se viu no debate sobre o plebiscito.  Mas há um esforço para bloquear a comunicação. Procura-se um debate a partir da mentira. Dizem agora que o governo quer “obrigar” estudantes a “doar” dois anos de suas vidas em função da residência em locais onde a presença de médicos é mais necessária – como se não fosse uma atividade remunerada, e que em alguns casos pode chegar a R$ 8.000.  O que se quer, na verdade, é negar às autoridades eleitas o direito de definir prioridades para atender a população. O que se quer é deixar para o mercado e para os planos privados a tarefa de organizar a saúde pública – opção histórica de nossas autoridades, que produziu a miséria visível aos olhos de todos. Não é o exercício da crítica, não é a apuração para mostrar verdades ocultas por trás dos atos do governo. Também não tem a ver com o caráter adequado ou danoso de suas propostas.  É, simplesmente, um esforço para silenciar o governo. Vale-tudo, inclusive dizer que não sabe se comunicar.
* Jornalista, Diretor da Sucursal da ISTOÉ em Brasília
Artigo publicado no site da IstoÉ no dia 15 de julho

Rir é o melhor remédio



Autoridades municipais buscam efetivar investimentos


O vice-prefeito Bebeto (PPL) e o Secretário de Planejamento e Meio Ambiente, Toninho Veleda (PT), participaram de reunião na última quarta-feira (10) na sede da Secretaria de Obras Públicas, Irrigação e Desenvolvimento Urbano do RS – SOP, na capital gaúcha.

Na ocasião, as autoridades municipais foram recebidas por Ederson Machado, mais conhecido por Dédo, Diretor Administrativo da Secretaria comandada pelo Secretário Luiz Carlos Busato (PTB).

A visita teve como objetivo buscar informações sobre o andamento de demandas e projetos da prefeitura junto à SOP, a exemplo da destinação de horas-máquina para a recuperação de estradas e o projeto que prevê a construção de 113 açudes.

Em relação ao envio de maquinário, a informação é de que o Plano de Trabalho relativo a esta ação do governo do estado no município deverá ser concluído nos próximos dias. A construção dos açudes, por sua vez, não tem previsão de liberação do pagamento, uma vez que o projeto está pronto para licitação, porém como houve a necessidade de qualificar o projeto original e a alteração técnica provocou uma pequena elevação nos custos, o órgão de controle interno do estado (CAGE), barrou o andamento do processo para análise.

Aproveitando a oportunidade, Bebeto e Toninho ainda questionaram sobre dois investimentos do estado previstos no município na área da educação. O primeiro se refere à obra de qualificação do I.E.E. São João Batista, a qual está inserida no PNO, e o segundo diz respeito ao projeto de construção de escola no assentamento São Virgílio.

Segundo Dédo, o PNO deverá contemplar 524 escolas em todo o estado, entre as quais está incluído o I.E.E. São João Batista, sendo que a liberação para a elaboração dos respectivos projetos parte da Secretaria Estadual de Educação, através de lotes, e a SOP é responsável apenas pela contratação das empresas que assumem a responsabilidade pela elaboração dos projetos arquitetônicos. Depois de concluído, o projeto ainda precisa ser submetido ao devido processo licitatório. Conforme informou, recentemente foi liberado um lote de 60 escolas e existe a previsão de que em breve a Secretaria de Educação libere um novo lote.

Em relação à construção da escola no assentamento São Virgílio, a SOP informa que o trabalho técnico estaria concluído, porém não havia a informação sobre os passos seguintes, uma vez que o projeto também está subordinado às decisões da Secretaria de Educação. Diante de tal informação e temendo que o projeto estivesse paralisado, Bebeto e Toninho, procuraram imediatamente à Secretaria de Educação, a fim de obter informações mais precisas sobre o processo.

Na Secretaria de Educação, as autoridades municipais foram recebidas por Antonio Marangon, Diretor do Departamento de Articulação com os Municípios. A informação é que o projeto segue o ritmo previsto e a demora se deve a necessidade de atender aos ritos normais e obrigatórios na administração pública. Ainda segundo Marangon, além de Herval, o projeto deverá atender outros quatro municípios no RS (São Gabriel, Piratini, Sananduva e Canguçu), com a construção de escolas em assentamentos rurais, com recursos oriundos do governo federal, por meio do FNDE.

Por fim, Marangon ainda informou que obra deverá ser construída mediante Regime Diferenciado de Contratação – RDC, mesma modalidade utilizada em obras da Copa do Mundo, o que deverá acelerar as etapas seguintes do projeto.


terça-feira, 9 de julho de 2013

Vice-prefeito de Herval visita SDR para tratar sobre PPC 2013


O vice-prefeito do município de Herval, Luiz Alberto Soares Perdomo, esteve nesta terça-feira (9), na Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR). Perdomo veio à secretaria para tratar do andamento dos projetos referentes ao Programa da Participação Popular e Cidadã  (PPC)2013, para os quais o município dispõe de cerca de 135 mil reais destinados à implantação de sistemas de irrigação.
Em 2012, o município firmou convênio com a SDR para construção de nove microaçudes, cujas obras se encontram em processo de licitação.
A SDR estará disponibilizando uma retro-escavadeira para qualificar a infraestrutura rural no município, promovendo assim o fortalecimento da bacia leiteira, principal atividade econômica do município atualmente.
O vice-prefeito destacou também em sua visita, o pedido de apoio, por meio da designação de um geólogo da Secretaria, de modo a encaminhar o licenciamento ambiental de cascalheiras no município, tendo em vista que Herval deverá ser contemplado com patrulha mecanizada, numa parceria dos governos federal, estadual e municipal que visa a melhoria de estradas internas e de acesso aos assentamentos da reforma agrária.
Na ocasião, Perdomo estava acompanhado do Secretário Municipal de Planejamento e Meio Ambiente, Toninho Veleda.
Por Joana Rodrigues

Retomada da travessia Santa Isabel - Rio Grande pode ocorrer antes do previsto


O Ministério Público confirmou nesta segunda-feira a intenção de autorizar a retomada imediata do funcionamento da balsa que realiza a travessia entre a localidade de Santa Isabel, em Arroio Grande, ao município de Rio Grande. A informação foi confirmada durante uma reunião na sede do MP, em Porto Alegre.

O encontro definiu uma nova reunião entre os representantes das prefeituras interessadas, a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do RS (AGERGS), Secretaria da Infraestrutura e Logística (Seinfra), a Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH), a Procuradoria Geral do Estado (PGE), a A Contadoria e Auditoria-Geral do Estado (CAGE), o Tribunal de Contas do Estado (TCE), o Ministério Público de Contas do Rio Grande do Sul (MPC) e os deputados Miriam Marroni (PT), que articulou os últimos encontros entre as instituições, e Catarina Paladini (PSB).

Semanas atrás, nós estivemos reunidos na Seinfra e, posteriormente, com o subprocurador-geral de assustos institucionais, Marcelo Dornelles, que sinalizou que o MP poderia abrir uma exceção e autorizar a retomada imediata da balsa. Agora o MP confirmou que poderá permitir temporariamente a travessia, desde que os tramites da licitação ocorram em prazos a ser definidos no encontro da próxima quinta-feira, dia 17”, explica Miriam.

Apesar de a travessia poder ser retomada a partir da assinatura do termo de compromisso entre as instituições envolvidas, o processo licitatório já está em andamento e será finalizado pela Seinfra para que a travessia possa ser retomada de maneira definitiva.


FONTE: Fernanda Dreier
Assessoria de Imprensa Deputada
Miriam Marroni (PT)
(51) 3210.2429


sábado, 6 de julho de 2013

Conferência Municipal de Assistência Social

VII CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

“A GESTÃO E O FINANCIAMENTO NA EFETIVAÇÃO DO SUAS”

DIA: 18 DE JULHO
HORÁRIO: 8h30 ÀS 11h30 E 13h30 ÀS 16h30
LOCAL: SEDE DO CRAS - ASSISTÊNCIA SOCIAL

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Liderança da região apoia demandas do município


O assessor do deputado federal Henrique Fontana (PT) e ex-prefeito de São Lourenço do Sul, José Nunes, visitou Herval na data de ontem (04).

José Nunes, que vem despontando como umas das lideranças mais expressivas e carismáticas da metade sul, esteve no município para conhecer algumas demandas da comunidade e os projetos prioritários da administração, com o intuito de colaborar tanto na efetivação quanto na aceleração dos processos que envolvem a execução de tais demandas e projetos.

Na oportunidade, o ex-prefeito cumpriu uma extensa agenda de trabalho. De início, prestigiou o almoço comemorativo aos 35 de fundação do escritório local da Emater, realizado no Parque do Sindicato Rural.


Na sequência, visitou o prefeito Ildo Sallaberry e Secretários municipais, com o propósito de trazer o abraço de Henrique Fontana – vice-líder do governo Dilma na Câmara dos Deputados e parlamentar que há alguns anos está na linha de frente da proposta de reforma política –, como também oferecer apoio no acompanhamento de projetos da prefeitura que tramitam na esfera federal, a exemplo dos projetos relativos à pavimentação urbana, esgotamento sanitário, abastecimento de água em assentamentos, na área da saúde, educação e cultura.

Nunes ainda participou de reunião com produtores locais, na sede da Secretaria de Agropecuária, os quais buscam alternativas para melhorar sua organicidade e demandam a derrubada de entraves administrativos visando ampliar as compras institucionais da agricultura familiar.


O compromisso seguinte foi com o Diretor do I.E.E. São João Batista, prof. Marco Antônio Machado, que pediu apoio para solucionar um impasse junto à Secretaria Estadual de Educação, criado a partir de uma interpretação equivocada da legislação, que vem causando sérias dificuldades na gestão administrativa da escola.


A agenda ainda incluiu visita aos órgãos de imprensa da cidade. Após conversar com a comunidade hervalense através das ondas da Rádio Herval FM, durante o Programa Comando da Tarde, apresentado por Francisco Baz, Nunes fez questão de visitar as instalações do Jornal O Herval para conhecer um pouco da história desse veículo informativo que completou 21 anos de fundação em 2013 e cumprimentar os proprietários pela iniciativa tão importante e bem-sucedida de manter um periódico com a missão de informar a comunidade sobre assuntos locais.

Segundo José Nunes, “é sempre uma satisfação voltar a Herval. Além da extraordinária beleza natural e da hospitalidade das pessoas, me sinto em casa nesta terra, pois mantenho uma relação política de longa data e tenho grandes amigos e amigas neste chão. Ainda segundo ele, na ocasião em que esteve à frente da Azonasul, logo no início da gestão do prefeito Ildo, Herval foi incluído num grupo de cinco municípios, o chamado G5, uma medida exitosa da Associação que teve como finalidade oferecer às administrações desses municípios um tratamento diferenciado e prioritário para que eles pudessem superar mais rapidamente o quadro difícil e adverso que se encontravam em termos administrativos naquele momento”, declarou.


Momento poético




Governo Federal deve investir R$ 7,3 bi em melhorias nos aeroportos regionais brasileiros


Aeroportos de Pelotas, Rio Grande e Santa Vitória do Palmar estão entre os terminais que passarão por processos de reestruturação


A segunda reunião da Subcomissão da Aviação Civil Regional debateu no fim da manhã desta quinta-feira a situação dos aeroportos gaúchos. De acordo com o diretor Aeroportuário do Estado, Roberto Carvalho Neto, R$ 7,3 bilhões serão aplicados na ampliação e reforma de 270 aeroportos brasileiros. Os terminais de Pelotas, Rio Grande e Santa Vitória do Palmar estão entre os escolhidos para passar por processos de reestruturação e melhoria nos serviços.

A reconstrução da rede de aviação regional faz parte do projeto do governo federal de ampliação na oferta de transporte aéreo. Segundo Carvalho Neto, o setor ultrapassou 30 anos sem investimentos planejados na aviação.

Todos os investimentos feitos eram questão de oportunidade. Não havia um plano de expansão aeroportuária como o que existe atualmente no país”, lembra o diretor.

Quatro obras são tratadas com prioridade no Estado: a ampliação e reforma dos terminais de Rio Grande, Passo Fundo e Santo Ângelo e a construção do novo aeroporto de Vila Oliva, em Caxias do Sul.

Com estas quatro obras nós encerramos nossa primeira missão, que é oferecer aeroportos de qualidade em quatro importantes regiões do Estado, que servem como polos para a aviação regional”, afirma Carvalho Neto.

O aeroporto de Rio Grande, assim como o terminal de Passo Fundo, deverá contar com uma ampliação no pátio de aeronaves e a reforma na pista, com o reforço do asfalto. O sul do Estado também contará com outras obras, que irão melhorar a qualidade do serviço na região.

Em Pelotas o serviço ofertado melhora a cada dia. Recentemente houve a qualificação de 17 bombeiros da Brigada de Incêndio. Até o início do mês de agosto entra em operação o aparelho de raio-x para inspeção das bagagens. Já em Santa Vitória do Palmar, necessitamos da definição de um local para abrigar o aeroporto”, explica Miriam.

A liberação dos recursos (oriundos do governo federal) para a execução dos projetos regionais será feita pela Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, através do Banco do Brasil.

Esta articulação com a Secretaria da Aviação Civil para agilizar a liberação dos recursos é uma das principais funções da subcomissão. O governo federal deu um passo enorme anos atrás, com um conjunto de medidas que fez com que viajar de avião deixasse de ser algo para poucos e passasse a ser algo barato, acessível a todos. O próximo passo é avançar na aviação regional, com a ampliação da oferta de voos”, afirma Miriam, que é membro titular da subcomissão.

Nas próximas semanas um grupo de parlamentares deverá ir a Brasília tratar do assunto com o ministro-chefe da Secretaria da Aviação Civil, Moreira Franco.


Fonte: Roberto Witter
Assessor de Comunicação da Deputada Miriam Marroni