sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Viva o Ano Novo!



No findar de mais um ano só me cabe desejar a todos e todas que, de uma forma ou de outra me deram a alegria de estar comigo em 2011, que o Ano Novo seja realmente novo e repleto de luz, lar, terra, paz, pão, mel e poesia.
Obrigado por vocês existirem, boas festas e um 2012 daqueles!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Ato político


"Ato político" de hoje nos trás esse verdadeiro elogio à utopia, garimpado no blog RS  Urgente. Utopia na sua forma mais límpida e explícita. Em nada comparada aos atalhos que às vezes se vê obrigada a percorrer para se manter em cena e menos ainda aos desvios que levam ao triste fim de toda forma utópica de estar no mundo.





E Raul segue vivo na noite nebulosa

Por Renato Dalto (*)



Aconteceu assim: um candidato fazia um movimento e talvez pensasse em outro, o de compor um aliança política no lado em que a vitória seria mais fácil. Há muito tempo a idéia de mudar o mundo perdeu para o pragmatismo do assalto ao palácio, mas há coisas que não morrem bem assim. Porque simplesmente estava no meio do palco um sobrevivente de outros tempos, onde era preciso silenciar, resistir aos generais e seguir cultivando sonhos escondidos na gaveta. Mudar o mundo estava na ordem do dia, e ideais não são moeda de troca por vinhos, festas e palácios. Ideais são aquela coisa fora de moda que não se compra, não se vende, não se negocia. Mesmo que tenham que ficar escondidos na gaveta.

Os tempos são outros, nessa época de flexibilizações políticas contorcionistas e termos hipocritamente polidos do politicamente correto. Esqueceu-se fácil demais a dor do choque, do pau de arara, do silêncio e das gerações e pessoas assassinadas. No país de Macunaíma, os projetos vão trocando de cor, lado e dono como se fosse a ordem natural das coisas. Mas a memória, essa arma que atira contra a mesmice, é insistente e teimosa. E salta nela um belo texto de Tabajara Ruas, lembrando então de um uruguaianense alto com jeito de bonachão, que jogava basquete muito bem e circulava com lupa na mão na densidade do marxismo e que um dia sumiu durante a ditadura. Um tempo depois, foi visto sendo largado de um carro, na rua da ladeira no centro de Porto Alegre. Sobreviveu à tortura, estava vivo. Tabajara lembra que, de soslaio, naquela noite, viu Raul na noite fria. E fez daquela imagem um presente da vida.

A vida é essa novela de destino incerto e rumo imprevisível. Vi Raul pela primeira vez num papo informal para estudantes secundaristas do Julinho, paciente e didaticamente trançando no fulgor de nossos sonhos adolescentes os caminhos de uma possível revolução. Eram tempos ainda confusos, de redemocratização e muitas descobertas. Minha irmã tinha estudado filosofia na UFRGS e tudo o que sabia de Marx era apenas o nome, data do nascimento e da morte. Ouvi Raul atentamente com o Manifesto Comunista alojado na bolsa de couro. E desde então essa memória teimosa me persegue, isso de carregar sonhos na mochila, essa insana utopia de achar que o mundo não pode ser um mercado persa, essa mania de nunca esquecer aquela frase bárbara do Capitão Rodrigo: “Pra ajeitar esse mundo, não hai nada melhor que uma guerra”.

As guerras são outras, mas ainda acho que vale carregar convicções na ponta da lança. Ultimamente, da minha mirante desse mundão véio sem porteira, vejo um partido que enterrou a revolução junto com os dinossauros cedo demais, vejo senhores engravatados com o olhar brilhando nas rodas burguesas, escuto papos sobre os melhores vinhos nas mesas dos melhores restaurantes e entendo perfeitamente que a pobreza jamais foi virtude revolucionária – desde que esses senhores quisessem essa vida de poder e fausto para todos.

Foi assim que, ao acompanhar pelo noticiário uma disputa que indicaria o candidato do PT à prefeitura de Porto Alegre, vejo Raul de novo surgir na cena da noite nebulosa da política e se lançando como candidato de um partido que, internamente, tinha optado por isso: candidatura própria. Corria nos bastidores que o outro candidato mirava a vice do prefeito-favorito das eleições. Raul entrou no páreo para clarear a disputa e, enfim, fazer com que tudo voltasse ao princípio: candidatura própria não é candidatura laranja. Ao ver a derrota interna, evitando disputas para não rachar o partido, Raul retirou-se do páreo.

Imagino Raul de cabeça erguida, a cancha em silêncio e uma constrangedora vitória adversária com o amargo sabor de um xeque-mate. Na noite fria e nebulosa da política de resultados, Raul Pont aparece vivo, com um luzeiro na mão. No horizonte, o impossível. Mas o luzeiro insiste em não cair da mão.



(*) Jornalista

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Música para os meus ouvidos


Uma das vozes mais lúcidas e ternas da nossa música. Gozanguinha é mesmo ternamente eterno!




Momento poético






DE SEDA



(Larissa Marques)




quem dera tivesse acabado ali


quem dera tivesse acabado



 hoje, caminho só pela vida


e os olhos todos me pedem


em vão e seguem destruindo


asfaltando estradas em sonhos


trincheirando suas


entradas sobre mim



 
sem lirismos nos passos


corro até onde o cansaço do céu


encontrar o voo do abismo


compartilho lembranças ruins


com aqueles que roubaram


meu vestido mais-que-perfeito


e devassaram entranhas do porvir


mal sabem que não tenho motivos



 mas trago um sorriso secreto


entre meus seios


que não se olham


que não dizem nada


nada além que o antepasto


do meu desespero



deveria ter acabado ali.

 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Câmara elege nova Mesa Diretiva


Em reunião realizada ontem (13/12) o legislativo municipal elegeu os responsáveis por comandar a Casa durante o próximo ano.

Foram apresentadas duas chapas para a disputa, uma encabeçada pelo vereador Elio Soares (PPL) e outra pelo vereador Paulo César Carvalho (PMDB). A vereadora Solange não compareceu a sessão, alegando motivos de doença, devidamente atestado pelo médico.

Diante da ausência da peemedebista, a disputa acabou tomando novos rumos e o favorito para vencer terminou derrotado no final.

A apuração dos votos decretou um empate entre os dois concorrentes, sagrando-se vitorioso o vereador Elio Soares, uma vez que o regimento interno prevê que nesses casos a vitória pertence ao vereador com maior idade.

A Mesa Diretiva da Câmara Municipal para o ano de 2012 ficou assim composta:


PRESIDENTE: Elio Soares (PPL)

VICE-PRESIDENTE: João Bosco Paiva (PPL)

1° SECRETÁRIO: Luiz Alberto Perdomo (PPL)

2° SECRETÁRIO: Deomar Schafer (PT)


Para o vereador Deomar (PT), esta vitória representa uma importante demostração da força política da base de sustentação do governo, além da garantia da continuidade das ações do comando atual do legistativo voltadas para fortalecer este poder e inserí-lo de forma propositiva nos grandes debates de interesse do município.

Justiça impõe condenação ao presidente do Legislativo

O vereador Claudio Inhaia/PT acaba de sofrer condenação da Justiça por crime de desacato contra policiais militares, em fato transcorrido no ano de 2005. No curso deste processo, além da condenação criminal, o Ministério Público ainda requereu a suspensão dos direitos políticos do parlamentar pelo período de 3 anos. No que tange a perda do mandato, o Juiz Eleitoral encaminhou documento na data de ontem (6/12) ao então vice-presidente para providências imediatas no sentido de cumprir a decisão judicial. Na mesma data, já foi empossado o suplente de Claudio, o também petista Deomar "Gordo".

Em seu discurso de despedida, antes de passar a presidência para o vereador Paulo César Carvalho (PMDB), Claudio disse estar tranquilo em relação à sentença proferida e disposto a quitar sua “dívida” com a Justiça. “Estou tranquilo porque não estou sendo afastado temporariamente da vida pública por nenhum ato de corrupção ou má aplicação de recursos públicos, mas sim por problemas na esfera particular motivada por uma forte perseguição”, declarou.O petista ainda agradeceu as inúmeras manifestações de solidariedade que vem recebendo e citou algumas de suas lutas e conquistas na Câmara Municipal, como o direito de pagar metade do valor das inscrições em concursos públicos para pessoas comprovadamente doadoras de sangue; a norma que instituiu o estágio curricular na Câmara, dando oportunidade do primeiro emprego para nossos jovens; as inúmeras audiências públicas para debater problemas que afligiam a comunidade, como a execução do Luz Para Todos; o lançamento do site da Câmara, uma medida para levar mais e melhores informações sobre as questões políticas e administrativas do Poder Legislativo; o recente concurso público para diminuir as contratações do parlamento baseadas apenas em critérios políticos, o qual contou com o número de 101 inscritos.
 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Liberdade, liberdad; justiça, justicia


Nesses tempos em que a liberdade instituída legalmente nem sempre assegura o exercício efetivo da liberdade, nada melhor do que recordamos as vozes firmes, ternas e sinceras em favor do regime democrático e da liberdade humana...






Momento poético





O amor é uma companhia.

Já não sei andar só pelos caminhos,

Porque já não posso andar só.

Um pensamento visível faz-me andar mais depressa

E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.



Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.

E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.

Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.

Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.



Todo eu sou qualquer força que me abandona.

Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.
 
 
 
(Alberto Caeiro, uma das pessoas que habitava o imensurável Fernando Pessoa) 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Pitada filosófica





Como diria Shakespeare “existem mais coisas entre o céu e a terra do que a nossa vã filosofia possa imaginar”. Felizmente nem toda filosofia é vã. Felizmente também podemos contar com a palavra iluminada e molhada pelo exemplo de gênios imortais como Mahatma Gandhi...



Mantenha seus pensamentos positivos, porque seus pensamentos tornam-se suas palavras. Mantenha suas palavras positivas, porque suas palavras tornam-se suas atitudes.
Mantenha suas atitudes positivas, porque suas atitudes tornam-se seus hábitos.
Mantenha seus hábitos positivos, porque seus hábitos tornam-se seus valores.
Mantenha seus valores positivos, porque seus valores... Tornam-se seu destino.


A não-violência é a mais alta qualidade de oração. A riqueza não pode consegui-la, a cólera foge dela, o orgulho devora-a, a gula e a luxúria ofuscam-na, a mentira esvazia-a, toda a pressão não justificada a compromete.


Nunca use violência de nenhum tipo. Nunca ameace com violência de nenhum modo. Nunca sequer tenha pensamentos violentos. Nunca discuta, porque isto ataca a opinião do outro. Nunca critique, porque isto ataca o ego do outro. E o seu sucesso está garantido.


Os sete pecados capitais responsáveis pelas injustiças sociais são: riqueza sem trabalho; prazeres sem escrúpulos; conhecimento sem sabedoria; comércio sem moral; política sem idealismo; religião sem sacrifício e ciência sem humanismo.

As divergências de opinião não devem significar hostilidade. Se fosse assim, minha mulher e eu deveríamos ser inimigos figadais. Não conheço duas pessoas no mundo que não tenham tido divergências de opinião. Como seguidor da Gita (Bhagavad Gita), sempre procurei nutrir pelos que discordam de mim o mesmo afeto que nutro pelos que me são mais queridos e vizinhos.

 
Ler e escrever, de per si, não são educação. Eu iniciaria a educação da criança, portanto, ensinando-lhe um trabalho manual útil, e colocando-a em grau de produzir desde o momento em que começa sua educação. Desse modo todas as escolas poderiam tornar-se auto-suficientes, com a condição de o Estado comprar os manufaturados.
Acredito que um tal sistema educativo permitira o mais alto desenvolvimento da mente e da alma. É preciso, porém, que o trabalho manual não seja ensinado apenas mecanicamente, como se faz hoje, mas cientificamente, isto é, a criança deveria saber o porquê e o como de cada operação. Os olhos, os ouvidos e a língua vêm antes da mão. Ler vem antes de escrever e desenhar antes de traçar as letras do alfabeto. Se seguirmos este método, a compreensão das crianças terá oportunidade de se desenvolver melhor do que quando é freada iniciando a instrução pelo alfabeto.


Continuarei confessando os erros cometidos. O único tirano que aceito neste mundo é a "silenciosa e pequena voz" dentro de mim. Embora tenha que enfrentar a perspectiva de formar minoria de um só, creio humildemente que tenho coragem de encontrar-me numa minoria tão desesperadora.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Afaste de mim esse cale-se II





Retomo o assunto das manifestações absurdas de alguns vereadores em relação a mim, proferidas na sessão do dia 8 de novembro, para lançar novos esclarecimentos e, sobretudo, novas luzes sobre este debate. Ocorre que diante dos pronunciamentos caluniosos dos vereadores Batista, Daniel e Jackson durante a referida sessão, os vereadores Passoca e Solange aproveitaram para fazer críticas de cunho político em relação as minhas escolhas na vida pública e ao meu desempenho como Diretor do legislativo.

Segundo o vereador Passoca, o fato de ocupar cargo de Diretor não me autorizaria a publicar opiniões no jornal diferentes das opiniões de alguns vereadores, pois isto caracterizaria um desrespeito ao legislativo e uma afronta aos vereadores. Respondo ao citado vereador que ele confunde a instituição Câmara Municipal com a atividade parlamentar. A primeira está acima de qualquer questionamento, já a segunda pode e deve ser questionada por qualquer cidadão, conforme assegura a Constituição Federal em seu Art. 5º, incisos II, IV, VIII e IX.

O vereador em questão ainda aponta o meu desempenho insatisfatório como Diretor o qual seria compensado, segundo ele, pelo excelente desempenho da servidora contratada para a função de assessora legislativa. Não duvido da competência desta servidora, porém lembro que a gestão atual do legislativo promoveu uma reforma nas funções da Casa (vide lei 937/2011), pela qual o Diretor deixou de ser o faz tudo, assumindo a tarefa de acompanhar e dirigir todos os órgãos da Câmara, em conformidade com os preceitos legais que estabelecem que cargo político é para comandar, e não para cumprir funções burocráticas.

Em relação à fala da vereadora Solange, a qual afirma que eu teria “cuspido no prato que comi”, numa alusão ao fato de que ocupei cargo no início da administração na Secretaria comandada pelo seu partido, tenho a dizer que fui convidado para tal cargo não porque o "PT dispensou o meu trabalho”, mas atendendo a um convite dos meus amigos João Bosco Paiva e Ricardo Souza que, diga-se de passagem, já deixaram o PMDB.

Além disso, mesmo ocupando um cargo político, durante o período que estive na Secretaria, sempre fui tratado como um quadro técnico, não tendo nenhum envolvimento com a política da mencionada sigla. Nem por isso deixei de ter uma postura de extrema lealdade ao Secretário da Saúde e a todas as lideranças desta agremiação partidária ao longo de todo o período que lá estive. E mais, ao pedir exoneração do cargo, fiz questão de enviar documento ao Secretário e ao presidente do partido, agradecendo a acolhida e a oportunidade de trabalhar pelo bem do nosso povo nesta pasta tão importante da administração.

No meu ponto de vista, é importante que a instituição responsável por fiscalizar o Executivo mostre suas mazelas para a população, mas sem ofensas pessoais nem ressentimentos políticos. Por isso, penso que os citados parlamentares perderam uma ótima chance para ficar calados ou então para informar a opinião pública sobre algumas conquistas do legislativo sob o comando do vereador Claudio, como o lançamento do site da Câmara (www.camaraherval.rs.gov.br), uma medida para levar mais e melhores informações sobre as questões históricas, contábeis, políticas e administrativas da “Casa do Povo” e o recente concurso público para o provimento de três vagas no legislativo, o qual contou com 101 inscritos e que teve como finalidade diminuir as contratações baseadas apenas em critérios políticos.

Para concluir, digo que aprendi com a educação dada por meus velhos pais e com as lições da vida, que as pessoas não devem ter valor apenas quando levantam a bandeira do nosso partido ou servem aos nossos interesses. As pessoas precisam ser valorizadas e respeitas sempre, mesmo que vistam outras cores ou andem em sentido oposto ao nosso. Esse é um dos princípios mais essenciais da democracia e uma obrigação das autoridades políticas eleitas democraticamente. Pena que nem todos sejam capazes de aprender tal lição, preferindo colocar a vida pequena dos partidos acima de tudo e de todos. Lamentável!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Paixão Imortal




Timão paulista é o campeão do Brasileirão 2011, título que os colorados não conquistam há 32 anos!

Grêmio desmotivado perde o grenal e colorados vão para a libertadores graças ao tropeço do "coxa".

Para o time do milhão, o que era para ser uma bomba não passou de um traque. E um traque apertado, já que o tricolor mesmo em ritmo de férias ainda deu sufoco no final. 


Ficar em 5º lugar e garantir a vaga apenas na última rodada, no meu ponto de vista, não pode ser comemorado como uma grande conquista. Pelo contrário, pode até ser considerado um retumbante fracasso diante das pretensões, da pompa e da impáfia do internacional!

Viva o Peñarol! Viva o tricolor que em 2012 vai começar a virar esse jogo. Afinal, "não podemos se entregar pros homê" e como nosso planeta é azul e redondo, numa dessas voltas e acordar de uma sestiada, o Paizão Imortal volta a embalar seu eterno fillhote da bola.


Rir é o melhor remédio



sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Nota de esclarecimento



Em face da nota emitida pela assessoria de imprensa do Ministério Público Estadual, informando sobre a cassação do mandato do vereador Claudio Inhaia e a suspensão dos seus direitos políticos pelo período de 3 anos, o vereador petista vem a público esclarecer:



• Que a condenação criminal transitada em julgado ensejadora da perda de seus direitos políticos decorreu de processo crime que respondeu por DESACATO, pelo fato de que em 18/01/2005 por volta das 21h30 envolveu-se em ocorrência policial, quando teve sua moto conduzida pelo "Alemão Nenê" apreendida. Avisado, foi liberá-la, oportunidade em que os Policiais exigiram os espelhos e a Nota Fiscal, e, tendo ido buscá-los, quando do seu retorno, permaneciam no local apenas dois policiais militares de Pelotas - RS (Sargento Porto e outros policiais foram atender outra ocorrência). Em flagrante PERSEGUIÇÃO exigiram que o mesmo "SE IDENTIFICASSE NOVAMENTE" o que não quis fazê-lo pois entendeu ser "PERSEGUIÇÃO" o fato de ter que identificar-se pela segunda vez, o que ocasionou sua prisão. Denunciado, e, tendo perdido o benefício da transação penal, lhe foi ofertada proposta de suspensão condicional do processo, sendo aceita e cumprida até o momento em que foi revogado o benefício por ter sido condenado em processo criminal por dirigir sem habilitação (numa estrada interna do Assentamento 18 de maio) em festividade de aniversário em outra "blitz" militar, tendo o feito de DESACATO retomado seu curso, vindo, ao final ser condenado pela autoridade judiciária.



• Que até o momento nem o legislativo nem o Partido dos Trabalhadores ou o próprio vereador receberam qualquer notificação formal sobre a alardeada sentença. Portanto, aguarda tal comunicação para verificar as medidas que eventualmente poderão ser tomadas;



• Que mesmo não tendo sido comunicado oficialmente, com base na mencionada nota de imprensa e nos autos do processo, está buscando amparo jurídico junto às instâncias superiores do seu partido, a fim de averiguar se a sentença proferida é de fato definitiva ou se ainda cabe o uso de algum instrumento jurídico para revertê-la;



• Informa também que independente da reversibilidade ou não da sentença judicial, avaliará politicamente junto a seu partido a possibilidade de abrir mão do mandato, por entender que o mandato eletivo pertence primeiramente ao partido e depois ao eleito;



• O vereador aproveita a oportunidade para lembrar algumas de suas lutas e conquistas no legislativo, como o direito de pagar metade do valor das inscrições em concursos públicos para pessoas comprovadamente doadoras de sangue; a norma que instituiu o estágio curricular na Câmara, dando oportunidade do primeiro emprego para nossos jovens; as inúmeras audiências públicas para debater problemas que afligiam a comunidade, como a execução do Luz Para Todos e do Crédito Fundiário; a proposta de criação da Casa dos Conselhos, apresentada no ano de 2006 e executada pelo atual governo na intenção de fortalecer o papel dos conselhos locais; o recente lançamento do site da Câmara, uma medida para levar mais e melhores informações sobre as questões políticas e administrativas do Poder Legislativo;



• O vereador ainda agradece as inúmeras manifestações de apoio que vem recebendo da maioria das pessoas da comunidade e do meio político, dos seus eleitores, amigos e também dos seus companheiros de partido e de luta no movimento social;

 
• Por fim, afirma que a luta política institucional é importante, mas não é a única forma possível de lutar por uma sociedade mais justa e igualitária. Neste sentido, sustenta que independente de continuar dispondo ou não desta importante ferramenta da boa luta que é um mandato parlamentar, permanecerá ao lado das lutas do povo que mais precisa e da luta política em favor de um Herval mais desenvolvido e com mais oportunidades para todos.



 
Claudiomor Inhaia
Presidente do legislativo municipal


Presidente do legislativo é condenado pela justiça

O atual presidente da Câmara de Vereadores de Herval, Claudiomor Inhaia, foi condenado pela prática de crime contra a Administração Pública. O vereador teve os seus direitos políticos suspensos por pelo menos três anos, ficando, portanto, proibido de se candidatar nas próximas eleições.


No fato que ocasionou a condenação, ocorrido em 2005, Claudiomor tentou se prevalecer da condição de vereador do Município de Herval para evitar a apreensão de uma motocicleta que lhe pertencia e estava sendo conduzida de
maneira irregular por um conhecido. Após se negar à identificação perante os policiais militares, o vereador foi detido e passou a chutar e ofender os agentes públicos inclusive chamando um de “negro desgraçado”.


Quanto à perda do mandato atual, o Ministério Público já encaminhou requerimento à Justiça para que comunique formalmente a condenação à Câmara de Vereadores para que esta declare o cargo vago. Também será comunicado o partido do vereador condenado para adoção das medidas que entender cabíveis.


A sentença judicial determinou a condenação do réu por desacato à autoridade, e foi integralmente confirmada pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Não cabem mais recursos.


O vereador já havia sido condenado criminalmente há um ano pela direção perigosa de veículo automotor e está respondendo a outros quatro processos criminais, dois por prática de ameaça e dois por prática de coação no curso do processo. Em um deles, o fato inclusive envolve violência doméstica, sujeitando-se à aplicação da Lei Maria da Penha.



Assessoria de Imprensa do Ministério Público Estadual

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