Sobre o Blog do Toninho

O Blog busca retratar coisas da vida interiorana e do meu interior, numa abordagem que mistura reflexão, notícias, riso, poesia, musicalidade, transcedentalidade e outras "cositas más". Tudo feito com produções próprias, mas também com a reprodução do pensar ou do sentir dos grandes gênios que o país e a humanidade pariram.

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Música para os meus ouvidos


Viva Cazuza! Viva as canções que tocam as feridas e mostram que a vida é muito mais migalhas, máscaras ou arremedos de vida!




Licença poética



Peço licença novamente para entregar-lhes outras palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


Lamento informar que eu me transformo nas noites de lua cheia.

Eu viro bicho, viro um ser mitológico, viro um extraterrestre, viro um homem sapiens que só sabe beijar teus pés!

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

SEMPLAMA recebe veículo doado pelo governo do estado




A  equipe da Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente - SEMPLAMA - recebeu nessa manhã, 9, um veículo Fiat Palio, que será usado nas atividades desenvolvidas pela pasta.

O veículo é oriundo de uma doação feita pela Secretaria Estadual de Planejamento, Orçamento e Gestão, atendendo ao pedido encaminhado no início do ano pelo vice-prefeito Fernando Silveira e pelo secretário Toninho Veleda, a partir da articulação feita pelo atual secretário adjunto de planejamento, André Luiz Pereira.

Segundo Toninho, apesar de usado, o veículo doado se encontra em boas condições e será muito útil para o trabalho desenvolvido pela SEMPLAMA, pasta responsável pelo acompanhamento de todas as obras da prefeitura, como também pela fiscalização das obras particulares e das atividades que causam impacto ambiental local, algo que demanda deslocamentos constantes na cidade e na zona rural do município.

Ato político


Seria cômico, se não fosse trágico! Seria de causar espanto, se o fiasco e a catástrofe Bolsonaro não tivesse sido anunciada ao quatro cantos e com todas as letras...


Outras do Queiroz
Crônica de um governo inesperado


Eu acreditei que a corrupção e os privilégios eram os grandes problemas brasileiros e que o Capitão os varreria do país. Hoje, da janela de casa, vejo o Coaf escondido numa sala do Banco Central, a Lava Jato, interceptada por um hacker, reduzida a um aspirador cheio de poeira e de segredos cabeludos, os poderes, antes soberanos, abusados por uma lei que não deixa, em alguns pontos, de ser necessária, as bandalheiras varridas para baixo dos tapetes palacianos. Fico sabendo que o Queiroz, ex-faz-tudo do filho do rei, mudou-se para o Morumbi, bairro nobre de São Paulo, e faz tratamento no Einstein, o mais caro dos hospitais brasileiros, desdenhando o SUS e seu passado de favelado. Uma pergunta me assola: quem paga? Outra vem logo: quem sustenta o Queiroz, tirado de sua vida discreta pelo olhar indiscreto da revista Veja, aquela que antes só tinha um olho?

Queiroz não deu explicações. Recusou quatro convites do Ministério Público para uma visitinha de esclarecimento com direito a café. Mandou carta de “enrolation”. Deu entrevista de conveniência. Primeiro, disse que ganhava dinheiro negociando carros. Depois, reconheceu que administrava parte dos salários dos funcionários do seu chefe, Flávio Bolsonaro, numa nobre atitude de pedagogia financeira. Desprezado e ferido no seu orgulho, o MP não o convidou mais para conversar. Queiroz, então, sumiu em busca de tranquilidade. Trocou a violência do Rio de Janeiro pela paz do bairro chique paulistano. Pagou despesas hospitalares em dinheiro vivo, guardado no colchão, chateado certamente com os poucos rendimentos de aplicações financeiras conservadoras em tempos de taxa Selic em queda livre.

Minhas perguntas parecem o canto do sapo-boi: foi, não foi? Foi rachadinha, não foi? Silêncio, ninguém responde, cochila a pátria deitada eternamente sob o céu risonho e sujo. O Zero Um dorme em berço esplêndido como senador da República, protegido por uma decisão de Dias Toffoli, presidente da Suprema Corte, que mandou brecar investigações desagradáveis. Já o Zero Três quer voar mais alto e conquistar a América: depois de fritar hambúrguer nos Estados Unidos, cabala votos para ser embaixador do Brasil em Washington. O sapo-boi repica sua bandeira: foi nepotismo, não foi? É, não é, pode ser!

O mundo se move ainda que o movimento pareça ilusório: corrupção já não é corrupção, nepotismo pode ser outra coisa, panelas cumprem sua função original, salvo orquestrações pontuais. A ordem lembra um velho chavão de faroeste: queima primeiro, pergunta o nome do dono da floresta depois. E assim arde o Brasil todo no meio do ano. Ao menos, sejamos justos, uma pergunta não faz mais sentido: Cadê o Queiroz? O sortudo tem endereço, nenhum mandado contra ele, reside em bairro fashion, paga as suas contas cash, e, se duvidar, responde a quem o incomodar com um lacônico: “Não devo explicações”.

E aquela grana toda que o Coaf chamou de “movimentação atípica”? Os sigilos dos envolvidos foram quebrados. A justiça não parece ter pressa em revelar o que possa ter descoberto. Para quê? Enquanto Queiroz passeia nos jardins, Bolsonaro veta 356 artigos da lei de abuso de autoridade, escolheu um procurador-geral da República, Augusto Aras, fora da lista tríplice do setor, cuja principal virtude é rezar pela cartilha ideológica do presidente, e investe na militizarização das escolas de ensino fundamental e médio. E assim avançamos para o século XIX.


Por Juremir Machado da Silva
Publicado originalmente em: 
https://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/outras-do-queiroz-1.363855


Rir é o melhor remédio



terça-feira, 3 de setembro de 2019

Momento poético



Lua congelada

Com esta solidão
ingrata
tranquila

com esta solidão
de sangrados achaques
de distantes uivos
de monstruoso silêncio
de lembranças em alerta
de lua congelada
de noite para outros
de olhos bem abertos

com esta solidão
desnecessária
vazia

se pode algumas vezes
entender
o amor.



(in “O Amor, as mulheres e a vida – Antologia de poemas de amor”, Tradução: Julio Luis Gehlen. São Paulo: Verus, 2000. p. 33 – colaboração de Marcela para A Magia da Poesia)

Pitada filosófica





Música para os meus ouvidos

Viva Cazuza! Viva as canções que tocam as feridas e mostram que a vida é muito mais migalhas, máscaras ou arremedos de vida!