sexta-feira, 25 de maio de 2018

A teoria da conspiração venceu a união de todos pelo Herval?



Nesses tempos que o golpe virou moda e modo de fazer política no Brasil, nossa terra não poderia ficar imune ou ilesa aos efeitos desse mal. Claro que isso não explica tudo, mas diz muito sobre a turbulência que atingiu o governo municipal nessa última semana, com o anúncio da saída do principal partido que integra a base de apoio da administração municipal. Com isso não quero dizer que tal ato tenha o tom e muito menos a intenção de um golpe, porém do modo inadequado e apressado que foi feito parece decretar a vitória da tática adotada pelo grupo derrotado nas urnas em 2016, que antes mesmo da posse do atual prefeito vem apostando quase todas as fichas em minar o terreno político e dividir o grupo governista alardeando uma suposta conspiração em curso.

Digo isso, porque faz tempos estou no jogo político e venho cumprindo o papel de estrategista e analista das forças e dos cenários políticos da “terrinha”. Assim, não pude deixar de notar que a estratégia da oposição, diante da terceira derrota consecutiva nas urnas, foi de “comer pelas beiradas” e não partir para o confronto direto com o governo, preferindo agir nos bastidores com a finalidade de fragilizar e dividir um grupo que provou ser muito difícil de ser batido no duelo frente a frente. Um grupo que vem apresentando bons candidatos, porém a exemplo dos melhores times de futebol, tem no coletivo e no trabalho em equipe sua maior força e grande estrela.

Desse modo, a tática oposicionista foi de se aproximar do prefeito e pessoas próximas a ele, com a conversa que ele havia sido usado. Que o mesmo estava aposentado da vida pública e foi convencido a retornar por ser o único nome do grupo governista com real possibilidade de vencer o pleito de 2016 (e o vice de Ildo Sallaberry que se tornou prefeito da vizinha Pedras Altas?). Que ele não teria do grupo que o elegeu o mesmo engajamento e apoio para governar que fora dispensado ao prefeito anterior, de modo a matar qualquer possibilidade de êxito da sua gestão e, consequentemente, de uma eventual busca pela reeleição.

Do outro lado, faziam conversa semelhante junto ao grupo ligado ao ex-prefeito, de que o atual prefeito era um “estranho no ninho”. Que ele pouco ou nada havia feito para o sucesso da administração anterior. Que ele iria criar um ambiente hostil ou pouco interativo, na intenção de levar algumas figuras do grupo governista a se afastar ou pedir para sair do governo. Que ele iria “correr” meio mundo e ocupar os espaços administrativos com partidos e políticos que nos últimos embates eleitorais vinham atuando na oposição.

O fato é que não existe vácuo na política e, se tal anúncio for irrevogável, o prefeito terá que agir rápido e preencher os espaços do governo com siglas ou lideranças comprometidas com a governabilidade. Outro fato é que o momento vivido pelo município é completamente diferente daquele momento favorável vivenciado durante quase toda a administração anterior, tendo em vista que nosso município é completamente dependente da União e do governo do estado, sendo que se antes “as vacas andavam gordas”, nos dias de hoje prefeituras como a de Herval estão praticamente jogadas a sua própria sorte. Como também é fato que a forma com que tal rompimento fora procedido e anunciado - embora a motivação do mesmo possa ser legítima e em grande parte acertada -, é totalmente indefensável por aqueles que entendem que não se pode abrir mão da lealdade e da soma de forças em prol daquilo que realmente importa que é o bem de Herval e da maioria dos hervalenses.

Em resumo, o cenário que já era adverso diante do momento terrível do país em termos políticos e econômico, com essa turbulência se torna ainda mais adverso, imprevisível e desafiador. Não há como tapar o sol com a peneira e negar que esse episódio é muito grave e, pelo menos, num primeiro momento tende a causar uma onda de instabilidade e um impacto significativo não só no governo, mas nas relações políticas locais como um todo. Em meio a esse turbilhão, esperemos que vença o bom senso e prevaleça o bem de Herval. Afinal, as pessoas, os políticos e as administrações passam, mas a terra que amamos e escolhemos para fazer morada continuará existindo e exigindo nosso talento, generosidade e o melhor que cada um e cada uma de nós pode oferecer.

Ato político


Que Brasil eu quero para o futuro?

O Brasil que quero é aquele construído por Lula e Dilma, um país que nunca foi perfeito, mas enxergava e estendia a mão para cada um e todos os brasileiros e brasileiras.

Um Brasil que abria as portas para pobres e ricos; valorizava e fazia do patrimônio (material, imaterial e humano) nacional a base e esteio do progresso, além de fazer bonito mundo afora...

O Brasil que não quero é esse Brasil do golpe e dos golpistas, que jogou nosso país na lama, derrubou a autoestima e promove a vergonha de ser brasileiro e entrega nossas riquezas de mão beijada para os gringos. 


Setor elétrico vendido, aumento do custo de energia, por Henrique Fontana



Assim como a imensa maioria da população brasileira, que rejeita a privatização da Eletrobras, estamos convencidos de que a venda da estatal pretendida pelo governo Michel Temer é prejudicial ao país. A venda do sistema Eletrobras só poderia, mesmo, ser planejada por um governo sem projeto de Nação, como o atual. Não há país soberano que entregue o controle da vazão dos rios e da água para a iniciativa privada. Estados Unidos, Alemanha e Inglaterra, por exemplo, não fazem isso.
A experiência mundial indica que, em todos os lugares onde o setor elétrico foi vendido, houve aumento do custo da energia. O exemplo brasileiro, com o modelo adotado na década de 90, também comprovou este fato. Além da falta de investimentos no setor, que gerou o apagão de 2001, o modelo elétrico mercantil, promovido pelo governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), foi responsável por uma brutal elevação do custo da energia. De 1995 a 2002, a tarifa subiu 2,5 vezes mais que o IPCA, segundo o IBGE.
A partir de 2004, com Lula, o governo passou a estimular o investimento, o que proporcionou maior segurança energética e também a expansão dos parques de geração e transmissão. Saímos de 80 mil megawatts, em 2002, para 150 mil megawatts, em 2016, um crescimento de 87%. O acerto das medidas, adotadas pelo governo Lula, ficou evidente quando, em 2013 e 2014, o sistema elétrico sustentou a demanda por energia, sem racionamento, durante a maior crise hídrica já registrada no país (em torno de 80 anos de registros).
A participação da Eletrobras em leilões, permitida a partir de 2003, garantiu a redução do preço mínimo por megawatt/hora (MWh). No caso das Usinas do rio Madeira (Santo Antônio e Jirau), por exemplo, a proposta inicial do consórcio responsável pelos estudos era de R$ 140,00 por MWh. Com a entrada da estatal brasileira em consórcios diferentes, o preço caiu para R$ 78,00 e R$ 71,00, respectivamente. A redução tarifária somente nos leilões das usinas do rio Madeira e a de Belo Monte chega a R$ 113 bilhões durante o período de concessão das usinas.
O governo Temer também anuncia, como justificativa para a privatização, uma arrecadação de R$ 12 bilhões a R$ 20 bilhões com a venda da estatal. Ora, esse valor é irrelevante para o alegado déficit do governo e irrisório diante do potencial de ativos da empresa. Basta dizer que a receita da Eletrobras em 2018 será da ordem de R$ 60 bilhões!
O Brasil está na contramão do mundo, pois na maioria dos países o serviço de distribuição de energia é estatal e tratado como questão de segurança nacional. Também não estamos criando competitividade nenhuma. Estamos tirando o papel de uma empresa pública, estratégica e que faz regulação do mercado, reduzindo as tarifas para, possivelmente, criar um monopólio ainda mais forte sob controle de uma empresa privada, ou mesmo de uma estatal chinesa, como a State Grid – que, segundo especialistas, caso compre a Eletrobras, passará a determinar os preços de energia no nosso país.
A limitação da participação de um único sócio a 10% das ações ordinárias da Eletrobras não evita o controle externo. Basta lembrar que várias empresas chinesas de energia operam hoje no Brasil, e todas são estatais. Ou seja, podem estabelecer um bloco de controle, gerenciado na China.
Em síntese, as principais consequências da privatização do sistema elétrico seriam o aumento das tarifas, a concentração de lucro na mão de empresas privadas, diminuição dos investimentos, risco de segurança energética e possível perda de empregos.
O que explica o motivo de Temer querer vender uma área tão estratégica para o país, nove meses antes de entregar o governo? É preciso que a sociedade resista, a Eletrobras é uma conquista do país, um patrimônio de todos os brasileiros.

Música para os meus ouvidos


Enquanto houver crianças, poesia e uma canção que toca o coração esse mundo encontrará luz no fim do túnel...

Ademais, não existe jogo melhor do que o jogo das palavras, tipo o jogo feito por Moska: Lágrimas de diamante ou de dia amantes...




terça-feira, 22 de maio de 2018

Licença poética




Peço licença novamente para entregar-lhes outras palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


Nem Atlântico nem Índico nem Pacífico nem Ártico nem Antártico...

Pelo menos por um dia, queria possuir poderes divinos.

Assim, poderia banir da terra todos os oceanos e banhar os seis continentes com tuas águas e teus sais.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Administração começa a elaboração do Plano Municipal de Desenvolvimento Rural



Em reunião realizada na sede da Secretaria de Agropecuária e Desenvolvimento na última segunda-feira (14), a administração municipal deu o ponta pé inicial no processo de elaboração do Plano Municipal de Desenvolvimento Rural.

Os trabalhos serão conduzidos por uma equipe composta pelo comando de seis pastas da administração e representantes da EMATER, porém a intenção é que o Plano seja elaborado de forma participativa, colhendo sugestões e apresentando as principais diretrizes e propostas à apreciação dos setores envolvidos ou representativos do meio rural do município.

De acordo com o prefeito Rubem Wilhelnsen, mais que meramente cumprir uma determinação legal, o Plano de Desenvolvimento Rural precisa ser uma ferramenta que embase e ofereça alternativas concretas para a melhoria das condições de vida no campo e o fortalecimento do setor primário do município a curto, médio e longo prazo.

Wilhelnsen também salientou a importância do Plano ter uma visão sustentável. Ou seja, a agropecuária é a principal vocação e o caminho mais seguro para o desenvolvimento do município como um todo. Segundo disse, “o campo é a nossa indústria, não podemos criar ilusões de que vamos atrair grandes fábricas para cá, por exemplo. A saída para melhorar a vida das pessoas em Herval e alavancar o desenvolvimento econômico do município, é potencializar a atividade agropastoril, aumentando e diversificando a produção, além de melhorar os índices de produtividade”, completou.

Para o secretário Valmir Miliorança, o popular cachaço, o desenvolvimento de Herval passa obrigatoriamente pelo desenvolvimento da zona rural do município, uma vez que somos uma comunidade rururbana e tudo que acontece no campo, em termos positivos e negativos, reflete direta e quase imediatamente na cidade. Ele ainda argumentou que todo o trabalho da pasta da agropecuária é orientado por um planejamento que parte e se apóia na organização e na parceria com os produtores, porém o Plano de Desenvolvimento Rural que ora começa a ser construído é uma ferramenta essencial para orientar não apenas as ações voltadas à produção agropecuária, mas todas as políticas públicas direcionadas à zona rural, como infraestrutura, saúde, educação, assistência social, estradas, moradia, saneamento, etc.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Papo cabeça


Estreia no blog do Toninho Papo Cabeça, um espaço para reproduzir algum diálogo com figuras de ontem ou de hoje que são sempre atuais e eternas, merecendo toda a nossa atenção, apreço e aplauso.

Para começar, embarquemos no mundo misterioso e explícito de Mario Quintana.




Rir é o melhor remédio



segunda-feira, 14 de maio de 2018

Momento poético



Canção Final

Oh! se te amei, e quanto!
Mas não foi tanto assim.
Até os deuses claudicam
em nugas de aritmética.
Meço o passado com régua
de exagerar as distâncias.
Tudo tão triste, e o mais triste
é não ter tristeza alguma.
É não venerar os códigos
de acasalar e sofrer.
É viver tempo de sobra
sem que me sobre miragem.
Agora vou-me. Ou me vão?
Ou é vão ir ou não ir?
Oh! se te amei, e quanto,
quer dizer, nem tanto assim.

(Carlos Drummond de Andrade)

A teoria da conspiração venceu a união de todos pelo Herval?

Nesses tempos que o golpe virou moda e modo de fazer política no Brasil, nossa terra não poderia ficar imune ou ilesa aos efeitos dess...