Sobre o Blog do Toninho

O Blog busca retratar coisas da vida interiorana e do meu interior, numa abordagem que mistura reflexão, notícias, riso, poesia, musicalidade, transcedentalidade e outras "cositas más". Tudo feito com produções próprias, mas também com a reprodução do pensar ou do sentir dos grandes gênios que o país e a humanidade pariram.

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Momento poético


Aceitarás o amor como eu o encaro?…

Aceitarás o amor como eu o encaro ?…
… Azul bem leve, um nimbo, suavemente
Guarda-te a imagem, como um anteparo
Contra estes móveis de banal presente.
Tudo o que há de melhor e de mais raro
Vive em teu corpo nu de adolescente,
A perna assim jogada e o braço, o claro
Olhar preso no meu, perdidamente.
Não exijas mais nada. Não desejo
Também mais nada, só te olhar, enquanto
A realidade é simples, e isto apenas.
Que grandeza… a evasão total do pejo
Que nasce das imperfeições. O encanto
Que nasce das adorações serenas.

Mário de Andrade

Altas conexões



quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Música para os meus ouvidos


Não sou saudosista e prefiro sempre andar para frente, mas realmente em 2000 e pouco tinha mais humanos no mundo do que nesse 2000 e louco, no qual quase tudo parece meio artifical, mecanizado.

Um mundo de ovelhas desorientadas diante dos caminhos claros que conduzem para longe do abate e de lobos famintos de tudo que produz alma e ar para respirar e ainda de uma multidão que se auto-abandona e encontra dificuldade de reconhecer o próprio rosto no espelho.

Ao mesmo tempo que implora por igualdade entre os seres, o mundo clama para que cada um seja o que é e saiba o seu papel em meio a todo esse caos.




Licença poética




Peço licença uma vez mais para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


Podes crer que eu me rendo aos teus encantos...

E eles são tantos!

Me rendo completamente, ainda mais se estiveres usando calcinha de renda.

Rir é o melhor remédio



domingo, 3 de novembro de 2019

A praça é nossa



Nesses tempos difíceis, de estímulo desenfreado ao individualismo e virtualização das relações, de criminalização da política e desrespeito escancarado às regras do jogo democrático, de desmonte da máquina pública e do conceito de poder público indutor do progresso econômico com base no desenvolvimento social, nem tudo é terra arrasada ou más notícias. Falo da previsão de revitalização da Praça Marquês de Herval, anunciada no último dia 26 em encontro promovido pelo Diretório Municipal do PT; obra que deverá ser possibilitada a partir de emenda parlamentar, no valor de R$ 250 mil, indicada pelo deputado federal Henrique Fontana (PT).

Sobre a emenda em questão, ressalto que a mesma partiu de demanda que me foi apresentada pelo responsável pela pasta da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, meu colega de governo Chico Gonçalves. Ao receber tal pedido, fui bater na porta do respeitável Cláudio Martins, ex-prefeito de Jaguarão e um dos grandes líderes políticos da nossa região que, atualmente, trabalha na assessoria do mandato do deputado estadual Zé Nunes, outro grande parceiro de Herval e dos hervalenses. Cláudio, de pronto, levou adiante esse pleito, no qual contou com a generosidade e o compromisso pessoal de Henrique Fontana, com vistas ao seu atendimento.

Vale lembrar que Herval (município de pequeno porte) disputou esse investimento com dezenas de municípios, sendo contemplado em detrimento de alguns até maiores, fato que merece ser muito valorizado, ainda mais diante do cenário atual de cortes em programas e investimentos federais, no qual as emendas se tornaram uma das fontes principais e mais concorridas na corrida dos municípios em busca de recursos para realizar investimentos. Vale lembrar ainda, o trabalho de Henrique Fontana em prol da nossa terra há vários anos, especialmente nos períodos em que foi líder no Congresso dos governos Lula e Dilma, tendo atuação decisiva em conquistas como, por exemplo, os cerca de R$ 1,6 milhões destinados a Herval para a construção de pontes e melhorias em estradas rurais, no maquinário entregue ao município por meio do PAC Máquinas (patrola, retroescavadeira e caminhão) e os valores em torno de R$ 2,5 milhões depositados pela Funasa nos cofres da prefeitura para instalação de sistema de abastecimento de água nos assentamentos São Virgílio, Cerro Azul e Santa Rita III.

Sobre esse investimento, reitero o que disse no início. Nesses tempos de individualismo e de virtualização das relações, com a maioria das pessoas buscando refúgio ou exposição nas redes sociais, a revitalização da praça central de nossa cidade é um convite aos hervalenses e visitantes para que interajam e convivam mais entre si. Afinal, praças públicas são sinônimo de fruição, assim como são sinônimo também de encontro entre os diferentes e as diferenças, algo tão primordial nesse momento de tanta e tamanha intolerância e golpes mortais na democracia, conforme frisei anteriormente.

Em relação a busca de uma fonte de recursos para custear a obra pretendida de revitalização da praça, fizemos nossa parte. O deputado Henrique Fontana e os demais atores envolvidos nessa primeira etapa também cumpriram seu papel. Agora é continuar a caminhada e esperar que o governo federal cumpra a parte que lhe cabe que é, depois de cumpridos todos os ritos e trâmites burocráticos, assegurar o pagamento dos recursos previstos e necessários à execução dessa obra. E, depois da mesma ser finalizada, como diz o querido e vibrante Henrique Fontana, que aproveitemos a praça de cara nova e sejamos felizes.


quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Música para os meus ouvidos


Dispensa comentários ou maiores delongas. Um som que esbanja embalo, afinação e estímulo ao bom da vida, que costuma ser o mais simples e com o pé no chão.




terça-feira, 29 de outubro de 2019

Henrique Fontana indica emenda para revitalização da praça



Sábado, 26, foi um dia marcante para o nosso município. Em encontro promovido pela direção municipal do Partido dos Trabalhadores, na sede do Rotary Clube, com a presença do deputado federal Henrique Fontana (PT), do deputado estadual Zé Nunes (PT) e do ex-prefeito de Jaguarão, Cláudio Martins, foi anunciada emenda parlamentar no valor de R$ 250 mil, de iniciativa do mandato de Henrique Fontana, destinada à obra de revitalização da Praça Marquês de Herval.

Essa emenda partiu da demanda apresentada pela pasta da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer do município ao secretário de planejamento, Toninho Veleda, que por sua vez, acionou Cláudio Martins, atualmente assessor do mandato do deputado estadual Zé Nunes, o qual levou adiante essa pauta e construiu as pontes necessárias para assegurar a indicação desse investimento junto ao orçamento da União.

Em sua fala, Henrique Fontana ressaltou sua relação com Herval, que já vem de longa data e seu compromisso de trabalhar em prol e bem representar o povo hervalense na Câmara dos Deputados. Ele também falou do momento difícil vivido no país, fruto das políticas equivocadas, retrógradas e perversas do governo Bolsonaro, situação que contribui para o aumento da corrida dos municípios em busca das emendas parlamentares, diante do corte dos programas e dos investimentos públicos promovidos pelo governo federal. Segundo Fontana, as emendas ajudam, porém os problemas dos municípios não serão resolvidos através delas. Ademais, mais que qualquer favor, esse é um direito dos cidadãos, já que são investimentos pagos com recursos públicos, enfatizou o deputado.

Toninho Veleda, que também é presidente municipal do PT, agradeceu o mandato dos dois deputados presentes no encontro, em especial ao ex-prefeito Cláudio Martins, não apenas pela emenda ora anunciada, mas pela relação de parceria e pelo apoio e encaminhamento permanente de pleitos do município. Toninho também ressaltou a importância da obra de revitalização da praça central, pois de acordo com suas palavras, nesses tempos de ataques à democracia e estímulo ao individualismo, a praça simboliza o encontro dos diferentes e das diferenças, além propiciar o lazer, o convívio e a fruição das pessoas da nossa comunidade e daqueles que nos visitam.



quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Ato político


Ser contrário ou não se render ao governo Bolsonaro e seus asseclas, não é uma questão meramente partidária ou bancar uma posição ferrenhamente oposicionista. Ser contrário e esse governo (se é que se pode chamar de governo!) é ser a favor da lógica e das funções mínimas esperadas em qualquer administração pública.

O que pessoas normais esperam de governos


O que é normal, ou não, está longe de ser um consenso, mas quando se fala em “pessoas normais”, aponta-se para aquelas que querem o que todos querem: recursos para cumprir minimamente com as necessidades suas e de familiares – casa, emprego, saúde, alimentação, educação para si e os filhos, recreação, saneamento para ter acesso a água potável e ambiente sadio e por aí vai. Ninguém precisa ser escandinavo para ter aspiração e direito a esses bens. Pessoas normais querem viver em dignidade.

O discurso bobalhão de bílis com preconceito que elegeu Jair Bolsonaro não traz nada disso. Fazer pistolinha com a mão não torna ninguém digno – torna, quando muito, digno de piedade, de pena.
Governar é usar poder para cobrar tributos e aplicar sua receita naquilo que pessoas normais demandam, principalmente numa sociedade de desigualdades abissais como a nossa, em que a estabilidade política e social depende de ações compensatórias do estado. O resto é luxo e luxo é para ser custeado por quem o quer. A ciranda financeira, por exemplo, é para quem tem sobra e é dos bancos o papel mantê-la, não do estado.
Mas os atores que Bolsonaro trouxe para a máquina do estado entendem que cabe a nós todos, principalmente aos menos aquinhoados, pagar pela saúde financeira dos bancos que, mesmo em período de crise econômica, costumam fazer lucros enormes com os tomadores de seus serviços. São os que não têm o mínimo para garantir sua dignidade que custeiam o luxo dos que têm em excesso.
E, no meio disso, entre indignos e luxuosos, estão alguns servidores públicos com polpudos ganhos que fazem o serviço dos poderosos e ricos para continuarem a se diferenciar da ralé! O deles está garantido com Bolsonaro – basta fazerem o que os ricos esperam deles: perseguir o que sugerem que o estado deveria orientar suas prioridades para os fracos e não os fortes.
Não é por outro motivo que Lula está preso. Ele fez o que pessoas normais esperavam de seu governo. Deu-lhes dignidade, mesmo que não cobrando fatura exacerbada dos luxuosos. Mas a só “inversão” das prioridades – na visão dos que têm muito – era o suficiente para não querê-lo de volta. Mesmo que absolutamente disfuncional, preferem o governo da pistolinha com a mão a quem cumpre compromisso com a maioria.
O resultado está aí: temos um governo que não governa. Especializou-se na baixaria. Na rixa, na briga de boteco. Ora sua ex-líder no Congresso é chamada pela turma do Presidente – em virtude de sua avantajada circunferência – de “Peppa Pig”, no que ela replica e xinga os filhos do Presidente de eunucos ou de “veados”, a vomitar todo seu preconceito sexista. E, para o Presidente, a primeira-dama francesa é feia. Nisso se resumem os esforços bilaterais com aquele país europeu.
O país está literalmente paralisado. O óleo que invadiu as praias do nordeste não tiveram nenhuma prioridade do Ministério do Meio Ambiente, mesmo às vésperas da alta estação, em que a beleza do litoral nordestino atrai visitantes de todo Brasil e do exterior, dinamizando o turismo que é essencial para a economia da região. O ministro da educação, a par de jogral no YouTube, não faz nada. Prefere vomitar seu preconceito contra a comunidade universitária, exigindo mais polícia nos campi Brasil afora, não para garantir segurança, mas para vigiar a academia, feita, a seu ver, de maconheiros comunistas. O chanceler – ah, o chanceler! – manda retirar o busto de San Tiago Dantas do palácio do Itamarati, por atribuir-lhe o ato subversivo de ter estabelecido relações diplomáticas com a então URSS. No ministério dos direitos humanos, a ministra nomeia ressentidos da democratização para a comissão de desaparecidos, para negarem ter havido desaparecidos na ditadura, que eles também negam.
Governar que é bom, nada. Enquanto isso, avança a agenda de supressão de direitos sociais, trabalhistas e previdenciários, no Congresso Nacional, com suporte da bancada do chamado “centrão”, à revelia, mesmo, desse governo que só sabe brigar e insultar. O partido de Bolsonaro afunda no lodaçal das acusações mútuas de malfeitos de suas lideranças, enquanto ele posa no Japão com fraque, faixa e medalhas, dignas de um Idi Amin Dada. Evita banquetes por não gostar de comida japonesa. Prefere ir com seu ajudante de ordens a uma lanchonete de frituras, sempre observando de soslaio a braguilha dos japoneses, a conferir se têm mesmo o sexo pequeno, como dita o preconceito de botequim que cultiva com esmero.
Querer que o governo governe não é pedir demais. Mas, com o pandemônio que se instalou em Brasília, virou quimera. A única esperança repousa hoje no STF que, se assumir seu papel o de guardião da constituição, talvez decida, a partir desta semana, que a prisão de Lula, contrária à presunção de inocência, é ilícita. Teremos Lula livre, em breve, para liderar a conciliação entre sensatos dos mais diversos matizes políticos e ajudar a reorganizar o cenário nacional, na perspectiva de voltar a Governar, como já fez, com “G” maiúsculo. E, para pessoas normais, esse governo, minúsculo, ficará para a história como o período mais bizarro e vergonhoso da existência de nossa estatalidade.

Por Eugênio Aragão



Momento poético

Aceitarás o amor como eu o encaro?… Aceitarás o amor como eu o encaro ?… … Azul bem leve, um nimbo, suavemente Guarda-te a ima...