terça-feira, 27 de junho de 2017

Música para os meus ouvidos


Antes o romantismo sincero que as almas repletas de sentimentos rotos ou carregadas de ódio enrustido.  




Licença poética



Peço licença novamente para entregar-lhes outras palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...
       
                     
Teu aroma reproduz o dor das flores celestiais.


Aliás, as flores celestiais que tentam imitar teu aroma, porém acabam cometendo o pecado de não chegarem nem perto do teu cheiro único e divinal.

Autorretrato


Amarelo, o cão camarada!

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Ato político


A luta continua, brasileiros e brasileiras que não caem na armadilha do "salvador da pátria", nem na arapuca de oferecer nova face ao golpe.

A saída desse beco sem saída é instituir um governo legítimo que, além de credibilidade política, precisa ter votos e falar  a verdadeira voz das ruas, não aquela voz fajuta e inventada que pedia um Brasil Padrão Fifa, mas bastou os seus escolhidos tomarem o poder de assalto para ficarem mudos e aceitarem um nada retumbante no lugar do país que vinha avançando como nunca em nossa história. 

O colapso, a crise, as saídas e as armadilhas

Por Adão Villaverde
Temos afirmado e reafirmado que vivemos e convivemos com uma crise institucional tão profunda que está muito próxima ou, até quem sabe, diante de um colapso de regime.
Depois de jogarem a Constituição no ralo e aprofundarem sua estratégia de destruição da democracia, os golpistas, de um lado, aceleram sua agenda de retirada, a fórceps, dos direitos e conquistas e, de outro, saqueiam e entregam a Nação a interesses não republicanos e anti-nacionais.
Associado a isto, o Judiciário que tinha algum grau de legitimidade em que pese suas falhas e responsabilidades por não ter salvaguardado a nossa Carta Magna, agora está refém da quadrilha que assaltou o poder no Brasil, cujos objetivos não eram combater a corrupção muito menos resolver déficits da economia mas, sim, obstruir a Justiça e bloquear investigações.
Isto tudo ficou comprovado com a vergonhosa absolvição pelo TSE de Temer – e não de Dilma, que já estava cassada, sem provas, por uma maioria golpista.
Os tempos de exceção revelam como agem os déspotas e como usam arbitrariamente a lei impondo suas lógicas de seletividades. Vale o rigor da lei aos seus adversários e sua flexibilização para salvar os seus. Justiça seja feita, o insuspeito ex-ministro do Supremo Nelson Jobim tem insistido na afirmação de que “é muito bom quando os vazamentos e conduções coercitivas ocorrem contra adversários, mas quando são contra os seus, chamam de ataque ao Estado Democrático de Direito e classificam de burla ao devido processo legal. Levará décadas para que justiça brasileira se recupere de danos provocados por juízes descaradamente seletivos e direcionados.
Esta crise tem nome e sobrenome: foi resultado de uma fusão de partidos que renunciaram à ordem democrática e partiram para o ataque a constituição com setores do Judiciário e órgãos de controle, com uma maioria parlamentar corrupta, com certos empresários entreguistas e uma mídia oligopólica, sem qualquer convicção democrática, que atua como braço negocial da defesa da captura do Estado pela financeirização e pelos interesses dos banqueiros. Entretanto, os setores democráticos e progressistas, os movimentos sociais, a juventude, a esquerda, os excluídos, a intelectualidades e as camadas médias esclarecidas não podem “ficar na janela, que nem a Carolina” (como cantou o grande Chico Buarque) acreditando que, vivenciando um regime de exceção, possamos chegar a 2018 iludidos por uma eleição democrática.
Não é amanhã; é agora o momento da luta e do esforço de interromper este indigno e imoral curso que toma o nosso país.
Se lutar agora, é muito mais do que necessário, evitar cair em armadilhas também é fundamental.
Os recorrentes aparecimentos da grande mídia do factoide de um ‘nome de consenso’, após derrubar o ilegítimo Temer, para ocupar, de modo indireto sem a autorização das urnas, o cargo usurpado à presidenta eleita, é uma artimanha muito perigosa que temos que rechaçar a todo custo. Alimentada com simpatia por interesses pouco democráticos, como costumam reverberar os monopólios de comunicação, a proposta escamoteia o golpismo continuado e disfarça o conflito de benefícios em curso, como as antirreformas de Temer, o entreguismo e a captura do Estado pela financeirização e seus negócios. E, naturalmente, impondo a visão neoliberal e o Estado Mínimo.
Aceitando a ideia, seremos envolvidos como satélites dos acordos firmados “por cima” para uma saída à crise. Seremos fiadores e signatários de um conluio que não governará pois, com certeza, faltará legitimidade e sustentação.
Neste quadro nebuloso, o ponto central de resistência está na prática do ‘engrossar as ruas’ aumentando a mobilização popular. É a melhor forma de interditar um acordo forjado de cima para baixo, em gabinetes palacianos, bancas jurídicas, escritórios empresariais ou nos salões dos punhos de renda da financeirização.
Mas, para evitar a cilada, temos que acumular muito, no conteúdo e na estratégia. Devemos apresentar pontos mínimos de compromisso de uma nova frente política, programática e com amplitude. E, no processo da luta pelas “Diretas Já”, trabalharmos para reunir forças e enfrentarmos as arapucas que a Casa Grande oferece:
i) seja a saída de FHC, Meireles e turma, juntos com setores das corporações de fiscalização e controle, do empresariado entreguista e dos banqueiros, escudados pela grande mídia;
ii) seja a do ilegítimo e moribundo Temer que está com os seus dias contados, junto com seu setor tucano e sua patota, totalmente envolvidos em “diálogos criminosos” e relações perigosas, mas que tentam ainda respirar, depois do fôlego que Gilmar lhe conferiu.
Sem tirarmos o golpista e ilegítimo Temer e conquistarmos eleições “Diretas Já” ficaremos reféns do fortalecimento do cenário institucional que vicejará sob a chantagem da inviabilização eleitoral de Lula. Oferecendo saída para “salvá-lo”, podendo propor transição palatável garantindo eleições “democráticas” em 2018. Mas, obviamente, para eles, ao fim e ao cabo, sem o ex-presidente.
Só nos resta continuar, com um mínimo de dignidade, honradez e decência moral reafirmando demandas essenciais e imediatas, eliminando a exceção política, evitando o ataque aos direitos, barrando as antirreformas e descongelando recursos para educação, saúde e programas de inclusão social, como forma de recuperar minimamente a confiança na sociedade, neste momento em que temos um ilegítimo governo que agride o país, ética e moralmente e ainda ataca direitos e conquistas de seu povo.
E no RS exigirmos suspensão imediata das extinções das fundações, derrotarmos as tentativas de venda das empresas públicas, restabelecer o pagamento em dia dos salários e exigir que o governo assuma a liderança nacional em busca dos ressarcimentos da Lei Kandir, como alternativa não submissa de reequilíbrio das contas públicas em solo gaúcho.

Adão Villaverde é professor, engenheiro e deputado estadual (PT/RS).

Nem só de pão viverá o homem





sexta-feira, 23 de junho de 2017

Momento poético



A CANÇÃO DA VIDA
(Mario Quintana)


A vida é louca
a vida é uma sarabanda
é um corrupio...
A vida múltipla dá-se as mãos como um bando
de raparigas em flor
e está cantando
em torno a ti:
Como eu sou bela
amor!
Entra em mim, como em uma tela
de Renoir
enquanto é primavera,
enquanto o mundo
não poluir
o azul do ar!
Não vás ficar
não vás ficar
aí...
como um salso chorando
na beira do rio...
(Como a vida é bela! como a vida é louca!)

Esconderijos do Tempo

terça-feira, 20 de junho de 2017

Música para os meus ouvidos


Música calma e quente para esquentar o frio dessa manhã...




Licença poética



Peço licença uma vez mais para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


Daqui a mil anos ainda dirão de ti: era inacreditavelmente linda.


Musa para muitos, diva na visão de vários e deusa aos olhos de outros tantos. O único defeito dela - também dirão inconsoláveis - foi não ter sido eterna!

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Pitada filosófica



Filho do Pecado


Alma boa não tem sexo, música boa independe do ritmo. Assim, Filho do Pecado casa perfeitamente com meu gosto musical. Rock de primeira parido a partir da poesia felina e cortante do hervalense Igor Borges, resultando num trabalho ímpar e num som de sonoridade saborosamente poética.

Gil Lucas, músico e vocalista, não é filho de Herval, mas é filho do destacado produtor cultural Chico Gonçalves, conhecido de todos nós e reconhecido por idealizar e comandar o Projeto Ctrl A e a Casa das Oficinas.

Mais que isso, Gil é filho dos deuses do som e tem o talento estelar dos grandes artistas. Ouvir Filho do Pecado é tocar no céu da boa canção e ser expulso dos lugares comuns do mundo da música.

Liberdade, liberdad; Justiça, justicia


"Para que não se esqueça e nunca mais aconteça".



quarta-feira, 14 de junho de 2017

Autorretrato


"Nosotros" com o deputado estadual Zé Nunes, grande defensor dos pleitos e pautas hervalenses e de toda a nossa região. A Assembleia Legislativa precisa de gente assim!