sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Viva o Ano Novo!



No findar de mais um ano só me cabe desejar a todos e todas que, de uma forma ou de outra me deram a alegria de estar comigo em 2011, que o Ano Novo seja realmente novo e repleto de luz, lar, terra, paz, pão, mel e poesia.
Obrigado por vocês existirem, boas festas e um 2012 daqueles!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Ato político


"Ato político" de hoje nos trás esse verdadeiro elogio à utopia, garimpado no blog RS  Urgente. Utopia na sua forma mais límpida e explícita. Em nada comparada aos atalhos que às vezes se vê obrigada a percorrer para se manter em cena e menos ainda aos desvios que levam ao triste fim de toda forma utópica de estar no mundo.





E Raul segue vivo na noite nebulosa

Por Renato Dalto (*)



Aconteceu assim: um candidato fazia um movimento e talvez pensasse em outro, o de compor um aliança política no lado em que a vitória seria mais fácil. Há muito tempo a idéia de mudar o mundo perdeu para o pragmatismo do assalto ao palácio, mas há coisas que não morrem bem assim. Porque simplesmente estava no meio do palco um sobrevivente de outros tempos, onde era preciso silenciar, resistir aos generais e seguir cultivando sonhos escondidos na gaveta. Mudar o mundo estava na ordem do dia, e ideais não são moeda de troca por vinhos, festas e palácios. Ideais são aquela coisa fora de moda que não se compra, não se vende, não se negocia. Mesmo que tenham que ficar escondidos na gaveta.

Os tempos são outros, nessa época de flexibilizações políticas contorcionistas e termos hipocritamente polidos do politicamente correto. Esqueceu-se fácil demais a dor do choque, do pau de arara, do silêncio e das gerações e pessoas assassinadas. No país de Macunaíma, os projetos vão trocando de cor, lado e dono como se fosse a ordem natural das coisas. Mas a memória, essa arma que atira contra a mesmice, é insistente e teimosa. E salta nela um belo texto de Tabajara Ruas, lembrando então de um uruguaianense alto com jeito de bonachão, que jogava basquete muito bem e circulava com lupa na mão na densidade do marxismo e que um dia sumiu durante a ditadura. Um tempo depois, foi visto sendo largado de um carro, na rua da ladeira no centro de Porto Alegre. Sobreviveu à tortura, estava vivo. Tabajara lembra que, de soslaio, naquela noite, viu Raul na noite fria. E fez daquela imagem um presente da vida.

A vida é essa novela de destino incerto e rumo imprevisível. Vi Raul pela primeira vez num papo informal para estudantes secundaristas do Julinho, paciente e didaticamente trançando no fulgor de nossos sonhos adolescentes os caminhos de uma possível revolução. Eram tempos ainda confusos, de redemocratização e muitas descobertas. Minha irmã tinha estudado filosofia na UFRGS e tudo o que sabia de Marx era apenas o nome, data do nascimento e da morte. Ouvi Raul atentamente com o Manifesto Comunista alojado na bolsa de couro. E desde então essa memória teimosa me persegue, isso de carregar sonhos na mochila, essa insana utopia de achar que o mundo não pode ser um mercado persa, essa mania de nunca esquecer aquela frase bárbara do Capitão Rodrigo: “Pra ajeitar esse mundo, não hai nada melhor que uma guerra”.

As guerras são outras, mas ainda acho que vale carregar convicções na ponta da lança. Ultimamente, da minha mirante desse mundão véio sem porteira, vejo um partido que enterrou a revolução junto com os dinossauros cedo demais, vejo senhores engravatados com o olhar brilhando nas rodas burguesas, escuto papos sobre os melhores vinhos nas mesas dos melhores restaurantes e entendo perfeitamente que a pobreza jamais foi virtude revolucionária – desde que esses senhores quisessem essa vida de poder e fausto para todos.

Foi assim que, ao acompanhar pelo noticiário uma disputa que indicaria o candidato do PT à prefeitura de Porto Alegre, vejo Raul de novo surgir na cena da noite nebulosa da política e se lançando como candidato de um partido que, internamente, tinha optado por isso: candidatura própria. Corria nos bastidores que o outro candidato mirava a vice do prefeito-favorito das eleições. Raul entrou no páreo para clarear a disputa e, enfim, fazer com que tudo voltasse ao princípio: candidatura própria não é candidatura laranja. Ao ver a derrota interna, evitando disputas para não rachar o partido, Raul retirou-se do páreo.

Imagino Raul de cabeça erguida, a cancha em silêncio e uma constrangedora vitória adversária com o amargo sabor de um xeque-mate. Na noite fria e nebulosa da política de resultados, Raul Pont aparece vivo, com um luzeiro na mão. No horizonte, o impossível. Mas o luzeiro insiste em não cair da mão.



(*) Jornalista

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Música para os meus ouvidos


Uma das vozes mais lúcidas e ternas da nossa música. Gozanguinha é mesmo ternamente eterno!




Momento poético






DE SEDA



(Larissa Marques)




quem dera tivesse acabado ali


quem dera tivesse acabado



 hoje, caminho só pela vida


e os olhos todos me pedem


em vão e seguem destruindo


asfaltando estradas em sonhos


trincheirando suas


entradas sobre mim



 
sem lirismos nos passos


corro até onde o cansaço do céu


encontrar o voo do abismo


compartilho lembranças ruins


com aqueles que roubaram


meu vestido mais-que-perfeito


e devassaram entranhas do porvir


mal sabem que não tenho motivos



 mas trago um sorriso secreto


entre meus seios


que não se olham


que não dizem nada


nada além que o antepasto


do meu desespero



deveria ter acabado ali.

 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Câmara elege nova Mesa Diretiva


Em reunião realizada ontem (13/12) o legislativo municipal elegeu os responsáveis por comandar a Casa durante o próximo ano.

Foram apresentadas duas chapas para a disputa, uma encabeçada pelo vereador Elio Soares (PPL) e outra pelo vereador Paulo César Carvalho (PMDB). A vereadora Solange não compareceu a sessão, alegando motivos de doença, devidamente atestado pelo médico.

Diante da ausência da peemedebista, a disputa acabou tomando novos rumos e o favorito para vencer terminou derrotado no final.

A apuração dos votos decretou um empate entre os dois concorrentes, sagrando-se vitorioso o vereador Elio Soares, uma vez que o regimento interno prevê que nesses casos a vitória pertence ao vereador com maior idade.

A Mesa Diretiva da Câmara Municipal para o ano de 2012 ficou assim composta:


PRESIDENTE: Elio Soares (PPL)

VICE-PRESIDENTE: João Bosco Paiva (PPL)

1° SECRETÁRIO: Luiz Alberto Perdomo (PPL)

2° SECRETÁRIO: Deomar Schafer (PT)


Para o vereador Deomar (PT), esta vitória representa uma importante demostração da força política da base de sustentação do governo, além da garantia da continuidade das ações do comando atual do legistativo voltadas para fortalecer este poder e inserí-lo de forma propositiva nos grandes debates de interesse do município.

Justiça impõe condenação ao presidente do Legislativo

O vereador Claudio Inhaia/PT acaba de sofrer condenação da Justiça por crime de desacato contra policiais militares, em fato transcorrido no ano de 2005. No curso deste processo, além da condenação criminal, o Ministério Público ainda requereu a suspensão dos direitos políticos do parlamentar pelo período de 3 anos. No que tange a perda do mandato, o Juiz Eleitoral encaminhou documento na data de ontem (6/12) ao então vice-presidente para providências imediatas no sentido de cumprir a decisão judicial. Na mesma data, já foi empossado o suplente de Claudio, o também petista Deomar "Gordo".

Em seu discurso de despedida, antes de passar a presidência para o vereador Paulo César Carvalho (PMDB), Claudio disse estar tranquilo em relação à sentença proferida e disposto a quitar sua “dívida” com a Justiça. “Estou tranquilo porque não estou sendo afastado temporariamente da vida pública por nenhum ato de corrupção ou má aplicação de recursos públicos, mas sim por problemas na esfera particular motivada por uma forte perseguição”, declarou.O petista ainda agradeceu as inúmeras manifestações de solidariedade que vem recebendo e citou algumas de suas lutas e conquistas na Câmara Municipal, como o direito de pagar metade do valor das inscrições em concursos públicos para pessoas comprovadamente doadoras de sangue; a norma que instituiu o estágio curricular na Câmara, dando oportunidade do primeiro emprego para nossos jovens; as inúmeras audiências públicas para debater problemas que afligiam a comunidade, como a execução do Luz Para Todos; o lançamento do site da Câmara, uma medida para levar mais e melhores informações sobre as questões políticas e administrativas do Poder Legislativo; o recente concurso público para diminuir as contratações do parlamento baseadas apenas em critérios políticos, o qual contou com o número de 101 inscritos.
 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Liberdade, liberdad; justiça, justicia


Nesses tempos em que a liberdade instituída legalmente nem sempre assegura o exercício efetivo da liberdade, nada melhor do que recordamos as vozes firmes, ternas e sinceras em favor do regime democrático e da liberdade humana...






Momento poético





O amor é uma companhia.

Já não sei andar só pelos caminhos,

Porque já não posso andar só.

Um pensamento visível faz-me andar mais depressa

E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.



Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.

E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.

Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.

Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.



Todo eu sou qualquer força que me abandona.

Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.
 
 
 
(Alberto Caeiro, uma das pessoas que habitava o imensurável Fernando Pessoa) 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Pitada filosófica





Como diria Shakespeare “existem mais coisas entre o céu e a terra do que a nossa vã filosofia possa imaginar”. Felizmente nem toda filosofia é vã. Felizmente também podemos contar com a palavra iluminada e molhada pelo exemplo de gênios imortais como Mahatma Gandhi...



Mantenha seus pensamentos positivos, porque seus pensamentos tornam-se suas palavras. Mantenha suas palavras positivas, porque suas palavras tornam-se suas atitudes.
Mantenha suas atitudes positivas, porque suas atitudes tornam-se seus hábitos.
Mantenha seus hábitos positivos, porque seus hábitos tornam-se seus valores.
Mantenha seus valores positivos, porque seus valores... Tornam-se seu destino.


A não-violência é a mais alta qualidade de oração. A riqueza não pode consegui-la, a cólera foge dela, o orgulho devora-a, a gula e a luxúria ofuscam-na, a mentira esvazia-a, toda a pressão não justificada a compromete.


Nunca use violência de nenhum tipo. Nunca ameace com violência de nenhum modo. Nunca sequer tenha pensamentos violentos. Nunca discuta, porque isto ataca a opinião do outro. Nunca critique, porque isto ataca o ego do outro. E o seu sucesso está garantido.


Os sete pecados capitais responsáveis pelas injustiças sociais são: riqueza sem trabalho; prazeres sem escrúpulos; conhecimento sem sabedoria; comércio sem moral; política sem idealismo; religião sem sacrifício e ciência sem humanismo.

As divergências de opinião não devem significar hostilidade. Se fosse assim, minha mulher e eu deveríamos ser inimigos figadais. Não conheço duas pessoas no mundo que não tenham tido divergências de opinião. Como seguidor da Gita (Bhagavad Gita), sempre procurei nutrir pelos que discordam de mim o mesmo afeto que nutro pelos que me são mais queridos e vizinhos.

 
Ler e escrever, de per si, não são educação. Eu iniciaria a educação da criança, portanto, ensinando-lhe um trabalho manual útil, e colocando-a em grau de produzir desde o momento em que começa sua educação. Desse modo todas as escolas poderiam tornar-se auto-suficientes, com a condição de o Estado comprar os manufaturados.
Acredito que um tal sistema educativo permitira o mais alto desenvolvimento da mente e da alma. É preciso, porém, que o trabalho manual não seja ensinado apenas mecanicamente, como se faz hoje, mas cientificamente, isto é, a criança deveria saber o porquê e o como de cada operação. Os olhos, os ouvidos e a língua vêm antes da mão. Ler vem antes de escrever e desenhar antes de traçar as letras do alfabeto. Se seguirmos este método, a compreensão das crianças terá oportunidade de se desenvolver melhor do que quando é freada iniciando a instrução pelo alfabeto.


Continuarei confessando os erros cometidos. O único tirano que aceito neste mundo é a "silenciosa e pequena voz" dentro de mim. Embora tenha que enfrentar a perspectiva de formar minoria de um só, creio humildemente que tenho coragem de encontrar-me numa minoria tão desesperadora.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Afaste de mim esse cale-se II





Retomo o assunto das manifestações absurdas de alguns vereadores em relação a mim, proferidas na sessão do dia 8 de novembro, para lançar novos esclarecimentos e, sobretudo, novas luzes sobre este debate. Ocorre que diante dos pronunciamentos caluniosos dos vereadores Batista, Daniel e Jackson durante a referida sessão, os vereadores Passoca e Solange aproveitaram para fazer críticas de cunho político em relação as minhas escolhas na vida pública e ao meu desempenho como Diretor do legislativo.

Segundo o vereador Passoca, o fato de ocupar cargo de Diretor não me autorizaria a publicar opiniões no jornal diferentes das opiniões de alguns vereadores, pois isto caracterizaria um desrespeito ao legislativo e uma afronta aos vereadores. Respondo ao citado vereador que ele confunde a instituição Câmara Municipal com a atividade parlamentar. A primeira está acima de qualquer questionamento, já a segunda pode e deve ser questionada por qualquer cidadão, conforme assegura a Constituição Federal em seu Art. 5º, incisos II, IV, VIII e IX.

O vereador em questão ainda aponta o meu desempenho insatisfatório como Diretor o qual seria compensado, segundo ele, pelo excelente desempenho da servidora contratada para a função de assessora legislativa. Não duvido da competência desta servidora, porém lembro que a gestão atual do legislativo promoveu uma reforma nas funções da Casa (vide lei 937/2011), pela qual o Diretor deixou de ser o faz tudo, assumindo a tarefa de acompanhar e dirigir todos os órgãos da Câmara, em conformidade com os preceitos legais que estabelecem que cargo político é para comandar, e não para cumprir funções burocráticas.

Em relação à fala da vereadora Solange, a qual afirma que eu teria “cuspido no prato que comi”, numa alusão ao fato de que ocupei cargo no início da administração na Secretaria comandada pelo seu partido, tenho a dizer que fui convidado para tal cargo não porque o "PT dispensou o meu trabalho”, mas atendendo a um convite dos meus amigos João Bosco Paiva e Ricardo Souza que, diga-se de passagem, já deixaram o PMDB.

Além disso, mesmo ocupando um cargo político, durante o período que estive na Secretaria, sempre fui tratado como um quadro técnico, não tendo nenhum envolvimento com a política da mencionada sigla. Nem por isso deixei de ter uma postura de extrema lealdade ao Secretário da Saúde e a todas as lideranças desta agremiação partidária ao longo de todo o período que lá estive. E mais, ao pedir exoneração do cargo, fiz questão de enviar documento ao Secretário e ao presidente do partido, agradecendo a acolhida e a oportunidade de trabalhar pelo bem do nosso povo nesta pasta tão importante da administração.

No meu ponto de vista, é importante que a instituição responsável por fiscalizar o Executivo mostre suas mazelas para a população, mas sem ofensas pessoais nem ressentimentos políticos. Por isso, penso que os citados parlamentares perderam uma ótima chance para ficar calados ou então para informar a opinião pública sobre algumas conquistas do legislativo sob o comando do vereador Claudio, como o lançamento do site da Câmara (www.camaraherval.rs.gov.br), uma medida para levar mais e melhores informações sobre as questões históricas, contábeis, políticas e administrativas da “Casa do Povo” e o recente concurso público para o provimento de três vagas no legislativo, o qual contou com 101 inscritos e que teve como finalidade diminuir as contratações baseadas apenas em critérios políticos.

Para concluir, digo que aprendi com a educação dada por meus velhos pais e com as lições da vida, que as pessoas não devem ter valor apenas quando levantam a bandeira do nosso partido ou servem aos nossos interesses. As pessoas precisam ser valorizadas e respeitas sempre, mesmo que vistam outras cores ou andem em sentido oposto ao nosso. Esse é um dos princípios mais essenciais da democracia e uma obrigação das autoridades políticas eleitas democraticamente. Pena que nem todos sejam capazes de aprender tal lição, preferindo colocar a vida pequena dos partidos acima de tudo e de todos. Lamentável!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Paixão Imortal




Timão paulista é o campeão do Brasileirão 2011, título que os colorados não conquistam há 32 anos!

Grêmio desmotivado perde o grenal e colorados vão para a libertadores graças ao tropeço do "coxa".

Para o time do milhão, o que era para ser uma bomba não passou de um traque. E um traque apertado, já que o tricolor mesmo em ritmo de férias ainda deu sufoco no final. 


Ficar em 5º lugar e garantir a vaga apenas na última rodada, no meu ponto de vista, não pode ser comemorado como uma grande conquista. Pelo contrário, pode até ser considerado um retumbante fracasso diante das pretensões, da pompa e da impáfia do internacional!

Viva o Peñarol! Viva o tricolor que em 2012 vai começar a virar esse jogo. Afinal, "não podemos se entregar pros homê" e como nosso planeta é azul e redondo, numa dessas voltas e acordar de uma sestiada, o Paizão Imortal volta a embalar seu eterno fillhote da bola.


Rir é o melhor remédio



sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Nota de esclarecimento



Em face da nota emitida pela assessoria de imprensa do Ministério Público Estadual, informando sobre a cassação do mandato do vereador Claudio Inhaia e a suspensão dos seus direitos políticos pelo período de 3 anos, o vereador petista vem a público esclarecer:



• Que a condenação criminal transitada em julgado ensejadora da perda de seus direitos políticos decorreu de processo crime que respondeu por DESACATO, pelo fato de que em 18/01/2005 por volta das 21h30 envolveu-se em ocorrência policial, quando teve sua moto conduzida pelo "Alemão Nenê" apreendida. Avisado, foi liberá-la, oportunidade em que os Policiais exigiram os espelhos e a Nota Fiscal, e, tendo ido buscá-los, quando do seu retorno, permaneciam no local apenas dois policiais militares de Pelotas - RS (Sargento Porto e outros policiais foram atender outra ocorrência). Em flagrante PERSEGUIÇÃO exigiram que o mesmo "SE IDENTIFICASSE NOVAMENTE" o que não quis fazê-lo pois entendeu ser "PERSEGUIÇÃO" o fato de ter que identificar-se pela segunda vez, o que ocasionou sua prisão. Denunciado, e, tendo perdido o benefício da transação penal, lhe foi ofertada proposta de suspensão condicional do processo, sendo aceita e cumprida até o momento em que foi revogado o benefício por ter sido condenado em processo criminal por dirigir sem habilitação (numa estrada interna do Assentamento 18 de maio) em festividade de aniversário em outra "blitz" militar, tendo o feito de DESACATO retomado seu curso, vindo, ao final ser condenado pela autoridade judiciária.



• Que até o momento nem o legislativo nem o Partido dos Trabalhadores ou o próprio vereador receberam qualquer notificação formal sobre a alardeada sentença. Portanto, aguarda tal comunicação para verificar as medidas que eventualmente poderão ser tomadas;



• Que mesmo não tendo sido comunicado oficialmente, com base na mencionada nota de imprensa e nos autos do processo, está buscando amparo jurídico junto às instâncias superiores do seu partido, a fim de averiguar se a sentença proferida é de fato definitiva ou se ainda cabe o uso de algum instrumento jurídico para revertê-la;



• Informa também que independente da reversibilidade ou não da sentença judicial, avaliará politicamente junto a seu partido a possibilidade de abrir mão do mandato, por entender que o mandato eletivo pertence primeiramente ao partido e depois ao eleito;



• O vereador aproveita a oportunidade para lembrar algumas de suas lutas e conquistas no legislativo, como o direito de pagar metade do valor das inscrições em concursos públicos para pessoas comprovadamente doadoras de sangue; a norma que instituiu o estágio curricular na Câmara, dando oportunidade do primeiro emprego para nossos jovens; as inúmeras audiências públicas para debater problemas que afligiam a comunidade, como a execução do Luz Para Todos e do Crédito Fundiário; a proposta de criação da Casa dos Conselhos, apresentada no ano de 2006 e executada pelo atual governo na intenção de fortalecer o papel dos conselhos locais; o recente lançamento do site da Câmara, uma medida para levar mais e melhores informações sobre as questões políticas e administrativas do Poder Legislativo;



• O vereador ainda agradece as inúmeras manifestações de apoio que vem recebendo da maioria das pessoas da comunidade e do meio político, dos seus eleitores, amigos e também dos seus companheiros de partido e de luta no movimento social;

 
• Por fim, afirma que a luta política institucional é importante, mas não é a única forma possível de lutar por uma sociedade mais justa e igualitária. Neste sentido, sustenta que independente de continuar dispondo ou não desta importante ferramenta da boa luta que é um mandato parlamentar, permanecerá ao lado das lutas do povo que mais precisa e da luta política em favor de um Herval mais desenvolvido e com mais oportunidades para todos.



 
Claudiomor Inhaia
Presidente do legislativo municipal


Presidente do legislativo é condenado pela justiça

O atual presidente da Câmara de Vereadores de Herval, Claudiomor Inhaia, foi condenado pela prática de crime contra a Administração Pública. O vereador teve os seus direitos políticos suspensos por pelo menos três anos, ficando, portanto, proibido de se candidatar nas próximas eleições.


No fato que ocasionou a condenação, ocorrido em 2005, Claudiomor tentou se prevalecer da condição de vereador do Município de Herval para evitar a apreensão de uma motocicleta que lhe pertencia e estava sendo conduzida de
maneira irregular por um conhecido. Após se negar à identificação perante os policiais militares, o vereador foi detido e passou a chutar e ofender os agentes públicos inclusive chamando um de “negro desgraçado”.


Quanto à perda do mandato atual, o Ministério Público já encaminhou requerimento à Justiça para que comunique formalmente a condenação à Câmara de Vereadores para que esta declare o cargo vago. Também será comunicado o partido do vereador condenado para adoção das medidas que entender cabíveis.


A sentença judicial determinou a condenação do réu por desacato à autoridade, e foi integralmente confirmada pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Não cabem mais recursos.


O vereador já havia sido condenado criminalmente há um ano pela direção perigosa de veículo automotor e está respondendo a outros quatro processos criminais, dois por prática de ameaça e dois por prática de coação no curso do processo. Em um deles, o fato inclusive envolve violência doméstica, sujeitando-se à aplicação da Lei Maria da Penha.



Assessoria de Imprensa do Ministério Público Estadual

Fone: 51 3295-1820

imprensa@mp.rs.gov.br

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Afaste de mim esse cale-se



Durante o tempo escuro da ditadura militar, o grande Chico Buarque brindou-nos com uma pérola da resistência intitulada “cálice”, na qual o jogo das palavras era usado para driblar a censura. Pois a censura continua pulsando no coração de muitos, mas felizmente hoje podemos ir direto ao ponto. Falo das manifestações caluniosas e dos impropérios desferidos contra mim por alguns vereadores em sessão realizada recentemente, cujo direito de me pronunciar em plenário para contrapor tais manifestações falaciosas acabou sendo negado na sessão seguinte, com a derrubada do requerimento que apresentei para este fim. Em face disso, utilizo este espaço para esclarecer o assunto.

Só para lembrar, requeri fazer uso da palavra para contraditar as manifestações do vereador Jackson que insinuou que eu assumia posições políticas conforme minha conveniência financeira; ao vereador Daniel, o qual fez a afirmação de que eu ocupava espaço gratuito no jornal e ainda recebia uma grana de alguém que supostamente lucraria politicamente com as opiniões que publico e, especialmente ao vereador Batista, que provocou toda essa celeuma ao apresentar proposição requerendo informação sobre os gastos com diárias e telefones de todos os servidores e vereadores ao longo deste ano.

Ocorre que antes de obter resposta, o vereador Batista apresentou dados supostamente do TCE, afirmando que eu havia percebido mais de R$ 4 mil em diárias somente até o mês de setembro de 2011, uma tremenda inverdade. E mais, disse ele que as diárias de todos os vereadores ou de todos os servidores somadas eram muito inferiores às diárias pagas a mim. Mais uma inverdade absurda.

Para que o leitor tenha uma ideia desta tática mofenta de fazer política, informo que percebi em diárias até o início de novembro (e não até setembro como afirmou Batista) o valor de R$ 3.832,12. Já a soma das diárias pagas a todos os vereadores (sem contar as diárias do presidente) também até o começo de novembro, alcançou a cifra de R$ 10.117,51, enquanto as diárias pagas aos demais funcionários (sem incluir os valores pagos ao motorista) somam R$ 8.685,09. Esta é a verdade dos números. Esta é verdade que alguns vereadores não querem ouvir, pois não tem nenhum compromisso com a verdade e com o livre embate entre as ideias, preferindo utilizar a calúnia, a desinformação e a censura como arma política.
 
Sobre a finalidade e os resultados das viagens que fiz em caráter oficial, tenho a informar que participei de um total de três cursos relacionados à gestão legislativa e ao processo licitatório, uma vez que integrava a Comissão de Licitação da Câmara. Quanto às viagens de cunho político, cito como exemplo as audiências com o secretário de agricultura do RS, na qual foi definida a contratação de servidora para a inspetoria veterinária local, assunto fortemente debatido pelos Edis. Também participei de audiências com a deputada Miriam Marroni, líder do governo na AL/RS, sendo que uma dessas conversas redundou no encontro conjunto de lideranças políticas de diversos municípios vizinhos com o secretário de infraestrutura e logística do RS, Beto Albuquerque, para demandar ligações asfalticas no só em Herval, mas na maioria dos municípios da nossa região.

Cito ainda a audiência na Secretaria de Obras e Desenvolvimento Urbano do estado, na qual foi solicitado o envio de retro escavadeira até o final da vigência do Decreto de Situação de Emergência decorrente dos efeitos da última estiagem, tendo em vista que a máquina enviada ao município foi levada antes de concluído este prazo. Lembro também das audiências com o vice-governador e com a coordenação do Programa de Crédito Fundiário, que levou a realização posterior de audiência pública no legislativo para debater com os interessados o andamento e a liberação de novos financiamentos por meio do referido programa.

Por fim, lembro que 2012 é ano de mais uma dança de cadeiras na “Casa do Povo”. Tomara que a vontade popular não perca esta chance para eleger uma maioria absoluta de representantes qualificada, imbuída do verdadeiro espírito democrático e que procure seguir os passos do grande filósofo Voltaire, que sustentava: “Não concordo com uma só palavra que dizeis, mas defenderei até a morte o direito que tens de dizê-las”.

 

Música para meus ouvidos

Que violão bonito seu Lucio...


terça-feira, 29 de novembro de 2011

Eva e Adão sim, é viadão não!



A vida interiorana tem muitos encantos. Poderia listar um monte deles, mas prefiro não fazê-lo por acreditar que estes estão muito atrelados aos hábitos e gostos pessoais. Mas um dos maiores encantos de viver numa cidade como Herval talvez seja o sossego e a ideia de que conhecemos e somos conhecidos por quase todos que vivem em nossa “terrinha”. Esse contato mais próximo com as pessoas nos dá uma sensação de segurança, acolhimento e intimidade. Basta sairmos à rua para começar a gastar nosso estoque infindável de acenos, saudações e cumprimentos em tom amistoso.

Mas nem tudo são flores. É comum as pessoas confundirem amistosidade (como o computador sublinhou essa palavra, acho que acabo de inventá-la) com invasão de privacidade. O pior é quando a invasão vai além da mera invasão de privacidade alcançando a intimidade do indivíduo. Ou seja, não satisfeitos em vasculhar a privacidade alheia, alguns fulaninhos e fulaninhas embarcam numa verdadeira corrida maluca na tentativa de escarafunchar aquilo que se encontra guardado no mais íntimo das criaturas.

Como se não bastasse essa análise forçada da privacidade ou da intimidade alheia, o mais trágico é quando seus resultados se revelam falsos e ainda assim acabam por ser alardeados aos quatro cantos, de boca em boca. Trocando em miúdos: fuçam tudo, não encontram nada do que procuram e ainda saem dando com a língua nos dentes. E não falta quem compre esse peixe podre! Pobres almas pobres!

Vejam bem, não falo aqui da fofoca que esta sempre carrega ao menos uma pontinha de verdade. Falo aqui da intriga, da pura invenção acerca das coisas do corpo e da alma de outrem...

Nasci e fui criado cá nesses pagos sulinos. Amo essa terra de paixão, e nunca tive vergonha de alardear isso. No entanto, nunca fui adepto deste hábito doentio, na minha singela opinião, de cuidar a cola do vizinho no lugar de cuidar da sua própria. Lembro-me da estória contada por meu pai quando eu ainda me encontrava na infância, segundo a qual o macaco cuidou tanto o rabo do outro macaco que estava sobre o trilho, que quando o trem chegou acabou cortando o seu rabo, deixando seu amigo ileso.

Talvez por isso, muitos de meus conterrâneos considerem meu modo de ser estranho, fora dos padrões convencionais, pouco sociável. Isto é, minha mania de não meter o bedelho onde não sou chamado e como cantava Gonzaguinha, de não ficar com a bunda exposta na janela pra passar a mão nela, de certo contribuiu para que me fosse conferido o título de metido ou até de veado (e aqui não falo do bicho, aliás, muito simpático). Além disso, meu perfil intelectual que não se coaduna com o estereótipo masculino construído aqui neste chão, calcado na figura do machão, também deve ter contribuído para esta leitura errônea sobre a minha pessoa e a minha sexualidade.

De repente o leitor não esteja entendendo onde pretendo chegar. Pois digo que não pretendo chegar a lugar nenhum nem tampouco desfazer algum boato infundado. Pra falar a verdade, nem deveria tocar nesse assunto, já que me sinto seguro de mim e da minha opção sexual. Ocorre que nunca me importei em ser criticado pelos defeitos que tenho, mas não tolero que inventem defeitos pra me criticar.

Mas é isso mesmo. Como costumo ser reservado e, além de reservado, com uma larga história de timidez (timidez tão grande que tive minha primeira namorada aos 19 anos de idade); muitas línguas afiadas logo atribuíram isso a um suposto homossexualismo. Pra complicar as coisas, ainda tive o azar de me envolver com pessoas maldosas que não hesitaram em me passar a perna e não satisfeitas, ainda me atribuíram a autoria de coisas que nunca fiz, disse ou pensei, exatamente como forma de ocultar sua safadeza ou sua fraqueza para exorcizar os fantasmas que as atormentavam e que também eram atribuídos a mim. Também tive o azar de me envolver com pessoas ressentidas por algum exemplo de sexualidade não convencional em sua própria família e, ao mesmo tempo, sem a madureza necessária para aceitar que o caso não foi adiante simplesmente porque não deu certo, preferindo encontrar outra explicação para o findar da linha, sem importar-se sobre se esta explicação era autêntica ou fantasiosa.

Não me faço de vítima, é que como disse, odeio que me acusem daquilo que não cometi. Já meti muito os pés pelas mãos e sei o quanto pesa a cruz dos meus deslizes. Agora, posso dizer com a mais absoluta paz de consciência que amor homo ou bissexual nunca fez a minha cabeça e nunca será a minha praia. As mulheres que perdoem meu baixo nível de romantismo ou a minha falta de jeito no trato com elas, mas podem estar certas que isso não se deve a nenhuma tendência sexual fora dos padrões considerados mais adequados. Acusem-me de ego centrista, de pouco conhecedor do universo feminino (se bem que esse universo sempre será um mistério para qualquer homem), mas não vejam nisso outra opção que não seja pela heterossexualidade.

Nada contra quem opta pelo homossexualismo ou pelo bi-sexualismo. Cada um sabe o lugar que o sapato lhe aperta ou onde a coceira lhe desperta. Inclusive tive e, provavelmente, tenho amigos que fizeram uma destas opções sexuais e isto não foi motivo para pôr fim a nossa amizade nem serviu como estímulo para que eu tomasse parte nas suas preferências. No entanto, prefiro seguir apostando na escolha quadrada e romantizada do amor entre homem-mulher, mesmo que venha quebrar a cara ou lanhar o coração mais um trilhão de vezes e, ao final, ainda herde a fama de “veado”. É o preço a ser pago!

Por outro lado, se minha opção não fosse essa, não teria nenhum problema em admiti-la de público, embora essa questão não interesse nem diga respeito à esfera pública. É preciso separar o público do privado, mas quem me conhece mais de perto que sabe que prezo pela transparência. Minha vida é um livro aberto e mesmo as páginas manchadas pelas minhas mazelas não precisam ser arrancadas, apenas reescritas. Sou hetero, e definitivamente "não corto pelos dois lados", pô! Gostem ou não, acreditem ou não, este é o fato mais cristalino. Só não vê que não quer ou quem gasta mais tempo cuidando da vida dos outros do que da sua.

Perdoem-me o desabafo, mas a tempos carrego isso entalado na garganta!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Viva Herval e a nossa gente!



Volto ao assunto da pregação absurda do pastor Adriano, para deixar bem claro meu ponto de vista sobre o assunto, se é que já não o fui.

Para mim o citado pastor além de infeliz, foi muito cruél com as pessoas da terra que o acolheu tão bem e de onde ele retira seu abundante pão de cada dia. O que ele disse e pensa sobre a "terrinha" não condiz com a realidade de um povo majoritariamente do bem e, além disso, acaba por revelá-lo como lobo em pele de ovelha. 

O que tentei expor em escrito anterior é que não podemos, por algumas atitutes intolerantes ou violentas, dar margem para que seu pensamento em relação a nós se torne realidade. Penso que o maior pecado desse senhor, é que ele se caracteriza como uma pretensa autoridade religiosa cristã e os cristãos, como sabemos, devem ter uma postura no trato com seus semelhantes exatamente oposta a que ele acaba de demonstrar para a indignação dos hervalenses e de todas as pessoas de alma aberta e corpo liberto.

Portanto, as palavras deste pastor são dignas da nossa mais profunda indignação e do nosso protesto, mas sem excessos, fundamentalismos ou violências de qualquer tipo. Não demostremos, por gestos ou palavras, que este cidadão tinha razão em relação a nossa índole ao ferir-nos tão dolorosamente com sua língua afiada, repito uma vez mais. Esperneemos, botemos a boca no trombone, mostremos que ele pisou na bola e que está fora da casinha, mas dentro dos limites da lei e da razão. Também não digo que devemos passar-lhe a mão por cima ou fingir que nada foi dito. Não, digo apenas para evitar que de vítima passemos a vilões.

Por outro lado, em meu escrito anterior publicado aqui no blog não defendo nenhuma religião, mas a necessidade de nos ligarmos com Deus, e para isso o único e verdadeiro caminho é o exemplo ainda vivo de Jesus Cristo. Para estar com Deus não é preciso de intermediários ou atravessadores, esse é princípio básico da religião que pratico. Também não sou sectário ao ponto de achar que as religiões humanas não tenham alguma virtude. O que devemos combater é o fanatismo religioso e a exploração da fé das pessoas para qualquer fim diferente daquele que é o de nos LIGAR a DEUS.
 
Neste sentido, penso que devemos ter muito cuidado ao julgar nossos semelhantes, mesmo que seus atos e palavras sejam repugnantes, como foi o caso das palavras infelizes e revoltantes proferidas pelo pastor Adriano. Lembremos dos norteamericanos que a pretexto de combater o terrrorismo no mundo, se converteram eles mesmos em terroristas. Cuidado para não confirmamos a pregação desse pastor que nos qualifica como incivilizados, volto a insistir. Desmintamos suas palavras não com gritarias ou atitudes mais fanatizadas que as dele. Amemos e exaltemos as virtudes e belezas da nossa terra e da nossa gente, mas não façamos dela uma religião a qual é preciso louvar cegamente.
 
Andemos além da mera execração pública deste senhor, ainda que esta nos pareça justa e justificada. Nesta hora tão amarga, extravazemos nossa raiva, mas também convidemos este pastor sem rebanho e o mundo inteiro a ver as coisas boas da nossa amada terra, como nossa culinária, nossas belezas naturais, nossos talentos, os frutos que brotam do suor do nosso trabalho, as riquezas da nossa história, o encanto de nossas lindas mulheres, o sorriso das nossas crianças, a alegria dos velhinhos e suas histórias de dores e delícias sobre o chão nosso de cada dia.
 
Viva Herval e seu povo! Viva a fé que nos leva, ao invés de nos afastar de Deus e do caminho de amor, tolerância e perdão vivido pelo mestre Jesus!
 

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

"Se queres ser exaltado, humilha-te"



O caminho apontado e percorrido pelo Mestre Jesus é, e por muito tempo permanecerá vivo e atual, apesar dos falsos profetas que enxergam a trave que está no olho do vizinho, e não o argueiro que está em seu próprio olho.

Ao me deparar com o vídeo que circula na grande rede que ora reproduzo, não senti raiva ou indignação ou vontade de promover nenhum ato de censura. Não, perante a nossa lei o direito de opinião é livre (e isso defenderei até a morte) e perante a lei Divina (a lei verdadeira), a cada um será dado conforme suas obras. O que senti, acima de tudo, foi pena por esses propugnadores da fé fanatizada que não sabem o que fazem.

Este episódio apenas veio reforçar minha crença em Deus e no grande Mestre que, mais do que falar, deu-nos o exemplo de que se “queremos ser exaltados devemos humilharmo-nos, e não alardear feitos que muitas vezes não vão além de palavras. Para andar na luz não é preciso apontar a treva alheia ou de nenhum lugar, antes o contrário. Ou como ensinava o próprio Cristo, "nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus" (Mateus 7:21-23).

O verdadeiro Cristão perdoa, ampara, ensina, exemplifica o amor, no lugar de humilhar, espezinhar, julgar perojativamente seu semelhante ou a terra que habita. Neste sentido, é bom fazer uma breve referência ao episódio no qual o amado Mestre expulsa os vendilhões do templo.

O verdadeiro Cristão não é aquele que busca se colocar acima de ninguém, mas aquele que procura vencer a chaga do orgulho e da vaidade dentro de si mesmo.

O verdadeiro Cristão é aquele que procura seguir os passos do Cristo para além do discurso, reconhecendo, como Ele mesmo professou que “não são os que gozam de saúde que precisam de médico” (Mateus, 9: 12) e também que é preciso que amemo-nos uns aos outros como o próprio Mestre nos amou, em vez de testemunhar a sede doentia e anti-Cristã de sermos maiores e melhores que nossos irmãos.


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

É uma vergonha III



Por determinação do presidente, as sessões do legislativo municipal não devem mais ser transmitidas pela rádio 104.9 até o final da sua gestão. Segundo o vereador, a relação entre Câmara e rádio foi constituída sem nenhuma formalidade, o que deu margem para o corte de alguns pronunciamentos, em razão da decisão da direção deste veículo de comunicação de não transmitir as sessões na íntegra.

Como exemplo destes cortes, Claudio Inhaia (PT) cita a sessão do último dia 8 de novembro, na qual foram feitas inúmeras críticas à direção da Casa durante discussão da proposição de iniciativa do vereador Batista (PDT), sendo que a resposta oferecida ao presidente não foi levada ao ar, tendo em vista que o horário estipulado pela rádio para as transmissões das sessões legislativas (20h) foi extrapolado.

Mas o fato mais lamentável aconteceu nesta última quarta-feira, 23, data prevista para a realização de mais uma sessão ordinária do legislativo. Inconformados com a decisão do presidente, os vereadores das bancadas do PDT e PMDB apresentaram requerimento momentos antes do horário previsto para o início da sessão, pedindo a transmissão dos trabalhos legislativos.

Diante da apresentação de tal documento, o presidente reiterou que as transmissões estavam encerradas devido aos constantes cortes promovidos pela rádio, os quais acabavam redundando em ganhos ou perdas políticas dependendo da preferência da rádio. O presidente lembrou também a negativa da maioria dos vereadores presentes na sessão anterior para que o ex-Diretor da Casa pudesse fazer uso da palavra no legislativo com a intenção de contrapor as acusações que recebera, o que configuraria ato de censura.

Em face das declarações de Claudio, os vereadores das duas bancadas mencionadas acabaram por se retirar do plenário, impedindo a realização da sessão. A pergunta que fica é se os faltosos também abrirarão mão da remuneração correspondente, mesmo que seu trabalho não tenha sido realizado. Mais uma cena para nos envergonhar!

Música para meus ouvidos

Chimarrão é bom. Chimarrão ao som de Nei Lisboa é imperdível!





quarta-feira, 23 de novembro de 2011

É uma vergonha II



Diante das manifestações caluniosas dos vereadores Batista, Daniel e Jackson durante sessão do dia 8 de novembro, os vereadores Passoca e Solange aproveitaram para fazer manifestações de cunho político em relação as minhas escolhas na vida pública e ao meu desempenho como Diretor do legislativo.

Segundo o vereador Passoca (PMDB), o fato de ocupar o cargo de Diretor não me autorizaria a publicar opiniões no jornal diferentes das opiniões de alguns vereadores, pois isto caracterizaria um desrespeito à instituição Câmara de Vereadores e uma afronta aos vereadores. Respondo ao citado vereador que ele confunde a instituição Câmara Municipal com a atividade parlamentar. A primeira está acima de qualquer questionamento, já a segunda pode e deve ser questionada por qualquer cidadão, conforme assegura a Constituição Federal em seu Art. 5º, incisos II, IV, VIII e IX.

O vereador em questão ainda aponta o meu desempenho insatisfatório como Diretor o qual seria compensado, segundo ele, pelo excelente desempenho da servidora contratada para a função de assessora legislativa. Não questiono a competência desta servidora, porém lembro que a gestão atual do legislativo promoveu uma reforma nas funções da Casa, pela qual o Diretor deixou de ser o faz tudo, assumindo a tarefa de acompanhar e dirigir todos os órgãos da Câmara, em conformidade com os preceitos legais que estabelecem que cargo político é para comandar, e não para cumprir funções burocráticas.

Em relação a fala da vereadora Solange (PMDB), a qual afirma que eu teria “cuspido no prato que comi”, numa alusão ao fato de que ocupei cargo no início da administração na Secretaria comandada pelo seu partido, tenho a dizer que fui convidado para tal cargo não porque o "PT dispensou o meu trabalho," mas atendendo a um convite dos meus amigos João Bosco Paiva e Ricardo Souza que, diga-se de passagem, já deixaram o PMDB. Além disso, mesmo ocupando um cargo político, durante o período que estive na Secretaria, sempre fui tratado como um quadro técnico, não tendo nenhum envolvimento com a política da mencionada sigla. Nem por isso deixei de ter uma postura de extrema lealdade ao Secretário e a todas as lideranças desta agremiação partidária ao longo de todo o período que lá estive.

E ainda fiz mais, ao pedir exoneração do cargo, fiz questão de enviar documento ao Secretário e ao presidente do partido, agradecendo a acolhida e a oportunidade de trabalhar pelo bem do nosso povo nesta pasta tão importante da administração.

É uma vergonha



A Câmara Municipal derrotou o requerimento que apresentei à direção da Casa para fazer uso da palavra em resposta às ilações caluniosas em relação a minha conduta política e profissional, feitas por alguns vereadores na sessão realizada em 8 de novembro.

Pois os mesmos caluniadores se aproveitaram da saída de dois vereadores do plenário para derrotar o citado requerimento, posto em votação ao final da sessão da última sexta-feira, 18, mostrando que além de não tolerar o contraditório, a contradição é uma marca que os acompanha na vida pública.

Só para lembrar, requeri fazer uso da palavra para contrapor as manifestações do vereador Jackson (PDT) que insinuou que eu assumia posições políticas conforme minha conveniência financeira; ao vereador Daniel (PMDB), o qual fez a afirmação de que eu ocupava espaço gratuito no jornal e ainda recebia uma grana de alguém que supostamente lucraria politicamente com as opiniões que publico e, especialmente ao vereador Batista (PDT), que provocou toda essa celeuma ao apresentar proposição requerendo informação sobre os gastos com diárias e telefones de todos os servidores e vereadores ao longo deste ano.

Ocorre que antes de obter a resposta, o vereador Batista apresentou dados supostamente do TCE, afirmando que eu havia percebido mais de R$ 4 mil em diárias somente até o mês de setembro de 2011, uma tremenda inverdade. E mais, ele disse que as diárias de todos os vereadores ou de todos os servidores somadas eram muito inferiores às diárias pagas a mim. Mais uma inverdade absurda.

Para que o leitor tenha uma ideia desta tática mofenta de fazer política, informo que percebi em diárias até o início de novembro (e não até setembro como afirmou Batista) o valor de R$ 3.832,12. Já a soma das diárias pagas a todos os vereadores (sem contar as diárias do presidente) também até o começo de novembro, alcançaram a cifra de R$ 10.117,51, enquanto as diárias pagas aos demais funcionários (sem incluir os valores pagos ao motorista) somam R$ 8.685,09. Em breve estarei publicando ainda a finalidade e os resultados das viagens que fiz em caráter oficial em nome do legislativo.

Esta é a verdade dos números. Esta é verdade que alguns vereadores não querem ouvir, pois não tem nenhum compromisso com a verdade e com o livre embate entre as ideias, preferindo utilizar a calúnia, a desinformação e a censura como arma política. Uma vergonha!

 

sábado, 19 de novembro de 2011

Pitada filosófica



Carta escrita em 1854, ao presidente dos Estados Unidos, pelo chefe Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, depois que do Governo norte americano ter proposto a compra do território ocupado por aqueles índios.


“Como podeis comprar ou vender o céu, o calor da terra? A ideia não tem sentido para nós.
Se não somos donos da frescura do ar ou o brilho das águas, como podeis querer comprá-los? Qualquer parte desta terra é sagrada para meu povo. Qualquer folha de pinheiro, cada grão de areia nas praias, a neblina nos bosques sombrios, cada monte e até o zumbido do insecto, tudo é sagrado na memória e no passado do meu povo.
A seiva que percorre o interior das árvores leva em si as memórias do
homem vermelho.
Os mortos do homem branco esquecem a terra onde nasceram, quando empreendem as suas viagens entre as estrelas; ao contrário os nossos mortos jamais esquecem esta terra maravilhosa, pois ela é a mãe do homem vermelho.
Somos parte da terra e ela é parte de nós.
As flores perfumadas são nossas irmãs, os veados, os cavalos a majestosa águia, todos nossos irmãos. Os picos rochosos, a fragrância dos bosques, o calor do corpo do cavalo e do homem, todos pertencem à mesma família.
Assim, quando o grande chefe em Washington envia a mensagem manifestando o desejo de comprar as nossas terras, está a pedir demasiado de nós. O grande Chefe manda dizer ainda que nos reservará um sítio onde possamos viver confortavelmente uns com os outros. Ele será então nosso pai e nós seremos seus filhos. Se assim é, vamos considerar a sua proposta sobre a compra de nossa terra. Isto não é fácil, já que esta terra é sagrada para nós.
A límpida água que corre nos ribeiros e nos rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos a terra, recordar-se-á e lembrará aos vossos filhos que ela é sagrada, e que cada reflexo nas claras aguas evoca eventos e fases da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz do pai do meu pai.
Os rios são nossos irmãos, e saciam a nossa sede. Levam as nossas canoas e
alimentam os nossos filhos. Se lhes vendermos a terra, deveis lembrar e ensinar aos vossos filhos que os rios são nossos irmãos, e também o são deles, e deveis a partir de então dispensar aos rios o mesmo tratamento e afecto que dispensais a um irmão.
Nós sabemos que o homem branco não entende o nosso modo de ser. Ele não sabe distinguir um pedaço de terra de outra qualquer, pois é um estranho que vem de noite e rouba da terra tudo de que precisa. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, depois de vencida e conquistada, ele vai embora, à procura de outro lugar. Deixa atrás de si a sepultura de seus pais e não se importa. A cova de seus pais é a herança de seus filhos, ele os esquece. Trata a sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como coisas que se compram, como se fossem peles de carneiro ou brilhantes contas sem valor. O seu apetite vai exaurir a terra, deixando atrás de si só desertos. E isso eu não compreendo.
O nosso modo de ser é completamente diferente do vosso. A visão de vossas
cidades faz doer os olhos do homem vermelho.
Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e não compreende…
Nas cidades do homem branco não há um só lugar onde haja silêncio, paz. Um só lugar onde ouvir o desabrochar das folhas na primavera, o zunir das asas de um inseto. Talvez seja porque sou um selvagem e não possa compreender.
O vosso ruído insulta os nossos ouvidos. Que vida é essa onde o homem não pode ouvir o pio solitário da coruja ou o coaxar das rãs nas margens dos charcos e ribeiros ao cair da noite? O índio prefere o suave sussurrar do vento esfolando a superfície das águas do lago, ou a fragrância da brisa, purificada pela chuva do meio dia e aromatizada pelo perfume dos pinhais.
O ar é inestimável para o homem vermelho, pois dele todos se alimentam. Os animais, as árvores, o homem, todos respiram o mesmo ar. O homem branco parece não se importar com o ar que respira. Como um cadáver em decomposição, ele é insensível ao mau cheiro. Mas se vos vendermos nossa terra, deveis recordar que o ar é precioso para nós, que o ar insufla seu espírito em todas as coisas que dele vivem. O vento que deu aos nossos avós o primeiro sopro de vida é o mesmo que lhes recebe o último suspiro.
Se vendermos nossa terra a vós, deveis conservá-la à parte, como sagrada, como um lugar onde mesmo um homem branco possa ir saborear a brisa aromatizada pelas flores dos bosques.
Por tudo isto consideraremos a vossa proposta de comprar nossa terra, se nos decidirmos a aceitá-la, eu porei uma condição: O homem branco terá que tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos.
Sou um selvagem e não compreendo outro modo de vida. Tenho visto milhares de bisontes apodrecendo nas pradarias, mortos a tiro pelo homem branco de um comboio em andamento.
Sou um selvagem e não compreendo como o fumegante cavalo de ferro possa ser mais importante que o bisonte, que nós caçamos apenas para sobreviver.
Que será dos homens sem os animais? Se todos os animais desaparecem, o homem morrerá de solidão espiritual. Porque o que suceder aos animais afetará os homens. Tudo está ligado.
Deveis ensinar a vossos filhos que o solo que pisam, são as cinzas de nossos avós.
Para que eles respeitem a terra, ensina-lhes que ela é rica pela vida dos seres de todas as espécies. Ensinai aos vossos filhos o que nós ensinamos aos nossos:
Que a terra é a nossa mãe. Quando o homem cospe sobre a terra, cospe
sobre si mesmo. De uma coisa nós temos certeza:
A terra não pertence ao homem branco; o homem branco é que pertence à terra. Disso nós temos a certeza. Todas
as coisas estão relacionadas como o sangue que une uma família. Tudo está
associado. O que fere a terra fere também aos filhos da terra.
O homem não tece a teia da vida: é antes um dos seus fios. O que quer que faça a essa teia, faz a si próprio.
Nem mesmo o homem branco, cujo Deus passeia e fala com ele como um amigo, não pode fugir a esse destino comum. Por fim talvez, e apesar de tudo, sejamos irmãos.
Uma coisa sabemos, e que talvez o homem branco venha a descobrir um dia: o nosso Deus é o mesmo Deus.
Hoje pensais que Ele é só vosso, tal como desejais possuir a terra, mas não
podeis. Ele é o Deus do homem e sua compaixão é igual tanto para o homem branco, quanto para o homem vermelho.
Esta terra tem um valor inestimável para Ele, e ofender a terra é insultar o seu Criador. Também os brancos acabarão um dia talvez mais cedo do que todas as outras tribos. Contaminai os vossos rios e uma noite morrerão afogados nos vossos resíduos.
Contudo, caminhareis para a vossa destruição, iluminados pela força do Deus que vos trouxe a esta terra e por algum desígnio especial vos deu o domínio sobre ela e sobre o homem vermelho. Este destino é um mistério para nós, pois não compreendemos como será no dia em que o último bisonte for dizimado, os cavalos
selvagens domesticados, os secretos recantos das florestas invadidos pelo odor do suor de muitos homens e a visão das brilhantes colinas bloqueada por fios falantes. Onde está o matagal? Desapareceu. Onde está a águia? Desapareceu. Termina a vida começa a sobrevivência.”