terça-feira, 20 de junho de 2017

Música para os meus ouvidos


Música calma e quente para esquentar o frio dessa manhã...




Autorretrato



Peço licença uma vez mais para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


Daqui a mil anos ainda dirão de ti: era inacreditavelmente linda.


Musa para muitos, diva na visão de vários e deusa aos olhos de outros tantos. O único defeito dela - também dirão inconsoláveis - foi não ter sido eterna!

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Pitada filosófica



Filho do Pecado


Alma boa não tem sexo, música boa independe do ritmo. Assim, Filho do Pecado casa perfeitamente com meu gosto musical. Rock de primeira parido a partir da poesia felina e cortante do hervalense Igor Borges, resultando num trabalho ímpar e num som de sonoridade saborosamente poética.

Gil Lucas, músico e vocalista, não é filho de Herval, mas é filho do destacado produtor cultural Chico Gonçalves, conhecido de todos nós e reconhecido por idealizar e comandar o Projeto Ctrl A e a Casa das Oficinas.

Mais que isso, Gil é filho dos deuses do som e tem o talento estelar dos grandes artistas. Ouvir Filho do Pecado é tocar no céu da boa canção e ser expulso dos lugares comuns do mundo da música.

Liberdade, liberdad; Justiça, justicia


"Para que não se esqueça e nunca mais aconteça".



quarta-feira, 14 de junho de 2017

Autorretrato


"Nosotros" com o deputado estadual Zé Nunes, grande defensor dos pleitos e pautas hervalenses e de toda a nossa região. A Assembleia Legislativa precisa de gente assim!

Ato político


Precisa dizer mais? Penso que o escrito de Juremir Machado da Silva diz tudo que precisa ser dito quando de trata de se posicionar realmente ao lado da decência, da justiça e da boa política.

O resto é moralismo hipócrita, manobras sujas e escancaradas dos “donos do poder”, gente se fazendo de desentendida ou tentando fabricar novos ídolos canalhas para dizer que não têm nada com essa página triste do país ou não moveram nenhuma palha para nos jogar nesse beco sem saída.

Os juízes cara de pau do TSE não estão sozinhos nessa. Assim como eles, tem milhões de caras de pau Brasil afora que agora calam ou mudam de assunto em sinal de conivência ou mesmo conveniência ou então praticam os maiores males para combater o suposto mal do petismo e só do petismo.

Do mesmo modo, tem milhões por aí que acham que num sistema político complexo e corrupto como o nosso, bastaria eleger um (a) presidente (a) “acima de qualquer suspeita” ou “implacável com tudo que cheia mal” (como se isso fosse possível) que, num passe de mágica, tudo estaria resolvido e o Brasil seria passado a limpo. Sabe de nada inocente!

Exemplo disso é que em meio a esse mar de lama, até aqui nada desabona ou liga Dilma diretamente a essa sujeira toda. No entanto, contraditoriamente cada dia parece mais claro que ela foi derrubada justamente por esse motivo, e não pelas razões opostas.

Esquecem-se ou fingem não saber que o poder no país vai muito além do poder da Presidência da República ou do poder popular (desde sempre manipulado ou apropriado por quem pode mais e chora menos). Poder mesmo, conforme está na cara de todos nesses tempos bicudos, é o poder econômico, o poder da mega mídia, o poder da classe política encastelada no congresso, o poder do MP e do judiciário que a cada ato, interpretação dos fatos ou sentença provam que tem lado, rabo preso e voz movida por interesses eminentemente políticos.


Assim, a chapa Dilma-Temer não foi poupada por causa de Dilma, mas apesar dela como forma de proteger Temer. Só não enxerga quem não quer. Se tivesse havido a separação da chapa, como fora pleiteado pela defesa do presidente golpista, não tenho dúvidas que Dilma teria sido punida e Temer seguiria dono do campinho para ferrar a imensa maioria dos brasileiros, com as bençãos da justiça.

A grande pizza do TSE

Era a crônica de uma pizza anunciada. O TSE absolveu a chapa Dilma-Temer e manteve o presidente investigado por corrupção no poder. Tudo sob o silêncio das panelas que antes batiam pela moral.
A cronologia dos fatos é implacável. Derrotado na eleição de 2014, Aécio Neves recorreu ao TSE. O agora afastado e cada vez mais próximo da prisão Aécio Neves, então um paladino da ética, diz que entrou com a petição só “pra encher o saco do PT”. A iniciativa foi útil para desestabilizar o governo de Dilma. As acusações agora arquivadas serviram para ampliar o clima negativo que levou ao impeachment de 2016.
O ministro Gilmar Mendes impediu que a ação fosse arquivada por falta de provas. Lutou para que a investigação fosse aprofundada. Inflou o objeto para atingir Dilma Rousseff. Nesta semana, durante o julgamento que já não lhe interessava, disse que não era para cassar  ninguém, mas só pelo efeito pedagógico. Qual? Mostrar que a justiça pode ser uma farsa? Desmoralizar o TSE? Revelar a hipocrisia dos brasileiros, que antes rugiam contra a corrupção e agora silenciam e dormem de cabeça tapada?
O TSE foi aparelhado por Temer sob os olhos de todos. Em fevereiro, atrasou o andamento do processo para dar tempo ao presidente de indicar e empossar dois novos juízes, Admar Gonzaga e Tarcísio Vieira. Os dois, que deveriam ter se declarado impedidos, lamberam a mão do benfeitor. Um deles foi advogado da chapa que julgou. O jogo de compadres espantou o mundo, mas não o Brasil.
Gilmar Mendes, que passou os últimos meses de conchavo com Temer, não tinha isenção para julgar.
Nem queria. Estava ali para absolver politicamente. Aqueles que antes pediam julgamento técnico, passaram a falar em responsabilidade, estabilidade e economia. Clamaram por exceção.
Um estranho fundamento jurídico diz que se a prova cabal vem depois de começado o processo, deve ser desconsiderada, salvo se for do interesse e da conveniência dos juízes. Dilma foi condenada em 2016.
Temer foi absolvido em 2017.
Há contradições para todos. Os petistas que defenderam a inocência de Dilma e agora criticam a absolvição da chapa pelo TSE admitem que a dupla cometeu abuso de poder econômico?
As provas tornaram-se acachapantes, mas não havia interesse em condenar.
A mídia que denunciava aparelhamento do STF pelo PT ignorou esse termo em relação ao TSE.
A classe média que bradava contra Dilma não deu um pio contra Temer.
Como em 1964, em 2016 a classe média não foi às ruas contra a corrupção, mas contra o “comunismo”.
O mercado só quer as suas reformas.
O TSE aceitou chafurdar na lama.
Lembro-me de juristas dizendo que Gilmar Mendes era brilhante e que partidário eram só Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, os “petistas” do STF. A situação hoje é obscena: Herman Benjamin, o relator da matéria no TSE, saiu do julgamento como um grande juiz. Gilmar saiu como um político sem escrúpulos, um sujeito capaz de cair nas maiores  contradições por compadrio e ideologia.
O MBL, o Vem pra rua e os outros grupos de direita contra a corrupção desapareceram.
Nunca passaram de fantasias mobilizadas.
O TSE entra para a nossa história com uma farsa, a consagração da pós-verdade: nega a prova para absolver. Afinal, o criminoso ainda precisa terminar de entregar o crime encomendado.
No Senado, o aparelhamento, modelo PMDB de atuar, avança: o conselho de ética foi tomado pelos impolutos Romero Jucá, Eduardo Braga e Jader Barbalho para salvar Aécio Neves. A egrégia comissão já disse que é contra o afastamento do certamente injustiçado propineiro tucano.
Na semana que  vai começar o Procurador-Geral da República deve denunciar Michel Temer como chefe de quadrilha. O Brasil chamará a atenção do mundo pela sua originalidade: ser governado, na leitura do Ministério Público, por um gângster. As panelas continuarão silenciosas. Não é um “comunista”.
Os patéticos escudeiros de Temer sustentam que só há um crime: a gravação de Joesley.
O TSE lavou o capital do presidente da República
Saiu uma pizza tamanha família.
Amanhã a Avenida Paulista e o Parcão, em Porto Alegre, não terão ninguém de camiseta da CBF.
Deve ser por causa da derrota para a Argentina.
Isto não é uma defesa de Dilma e do PT.
É um ataque à hipocrisia brasileira e aos corruptos de estimação de cada partido.

terça-feira, 13 de junho de 2017

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Músicas para os meus ouvidos


Qualquer maneira de amor vale a pena. Qualquer canção que entoe o amor merece nossa audição e um lugar cativo em nosso coração...




Secretários municipais participam de capacitação e buscam novos investimentos



O secretário de agropecuária e o secretário de planejamento participam nos dias 6 e 7, em Porto Alegre, do curso Plano Municipal de Desenvolvimento Rural, promovido pela FAMURS. Valmir Miliorança e Toninho Veleda, respectivamente, representaram o município nessa importante iniciativa, cujo objetivo foi nivelar informações e oferecer subsídios aos gestores municipais para a elaboração do Plano de Desenvolvimento Rural, instrumento obrigatório para as administrações municipais pleitearem investimentos junto ao Ministério da Agricultura, conforme estabelece a Portaria do MAPA nº 415, de 16 de fevereiro de 2017.

Na quinta-feira, 8, os representantes do município deram prosseguimento a agenda de trabalho na capital, reforçando demandas e encaminhando a busca de novos investimentos para Herval. Neste sentido, participaram de reunião proveitosa com o secretário em exercício de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo – SDR, Iberê Orsi.

Na ocasião, foram reiterados os pleitos de cedência de um caminhão e de perfuração de dois poços artesianos no assentamento São Virgílio, de modo a permitir a retomada e conclusão das obras de instalação de sistema de abastecimento de água no local. Além disso, Valmir e Toninho ainda receberam do secretário a informação de que o nosso município deverá ser contemplado com o repasse da SDR no valor de R$ 25 mil, a ser investido na aquisição de insumos (sementes, adubo, calcário) para a agricultura familiar.

Na sequência, encaminharam na secretaria estadual de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer o projeto elaborado pela equipe da secretaria municipal de planejamento, que pleiteia recursos disponibilizados através do Edital nº 05/2017 – LEI PELÉ – APOIO AOS MUNICÍPIOS, para instalação de Academia ao Ar Livre junto ao Caminhódromo.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Licença poética



Peço licença novamente para entregar-lhes outras palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


No meio do caminho tinha uma musa. Tinha uma musa no meio do caminho.

Andávamos na contramão do amor, até que nos encontramos. Ela me olhou eu olhei para ela.

Pensei que fosse só mais uma de parar o trânsito e sem levar a lugar algum. Contudo, resolvi oferecer carona e logo que ela embarcou na minha estrada pude perceber que estava perdido. No bom sentido, claro.


No meio do caminho tinha uma musa que agora me guia, conduz muito além de mim mesmo e apresenta a sentimentos nunca dantes percorridos.

Rir é o melhor remédio



segunda-feira, 29 de maio de 2017

Ato político


Seguir com a sujeirada e aprofundar a crise com as eleições indiretas ou servir-se da decência que restou, chamando o povo a fim de apontar democraticamente um caminho para iniciarmos a escalada rumo a saída do poço profundo que o golpe e os golpistas nos meteram?
Chegou a hora dessa gente bronzeda mostrar novamente seu valor e salvar o país das garras daqueles que querem o Brasil pequeno, sujo e só par si e seus comparsas.

Diretas Já: uma solução constitucional e democrática, por Henrique Fontana


O Brasil vive uma das mais graves crises políticas da história republicana. Após as revelações que envolvem o presidente Temer, as condições políticas para sua permanência no cargo estão inviabilizadas. Se tornou o primeiro presidente a ser investigado, no exercício do cargo, por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução da Justiça. Temer deve renunciar ou ser afastado imediatamente. Nesses casos, a Constituição garante a realização de eleições indiretas para presidente. Mas também prevê a possibilidade de eleições diretas, por meio da aprovação de uma proposta de emenda constitucional, a PEC. As duas alternativas são constitucionais, e caberá a sociedade escolher qual caminho é o mais democrático para a eleição do novo presidente: se indireta, com o voto de 513 deputados e 81 senadores, ou se pelo voto de quase 145 milhões de cidadãos brasileiros.
Defendo firmemente que, diante da profundidade da crise, apenas o voto direto garantirá a legitimidade necessária ao próximo presidente. A tentativa de alguns setores em se manter no poder a qualquer custo, com acordos “por cima” e manobras por fora das eleições diretas, não irá retirar o país da crise, com consequências graves para a economia e alto custo social. Será inaceitável que um Congresso que foi responsável por eleger Eduardo Cunha presidente da Câmara, que tem diversos parlamentares suspeitos de vender votos no impeachment e nas medidas provisórias, e um número expressivo de membros denunciados ou investigados por corrupção, seja o responsável por eleger o próximo presidente. A insistência na eleição indireta pode resultar na eleição mais corrupta da história, um jogo de cartas marcadas, sem povo.
O fracasso de Temer é também o fracasso dos argumentos que justificaram o impeachment, o país não melhorou em nenhum aspecto. Agora, o Brasil está diante da oportunidade de corrigir sua rota e retomar o caminho da democracia. Abrigados pelo o Art. 1º, parágrafo único da Constituição, que diz: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”, seremos capazes de restaurar a estabilidade política e retomar o desenvolvimento econômico e social que o país espera e seu povo merece.

Música para os meus ouvidos


"Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás". Ainda mais nesses tempos duros, em que o amor e a crença na humanização das pessoas parece ter ido habitar outros planetas.

Mas não existe saída melhor que seguir em frente e invocar os sons que tocam as emoções.




sexta-feira, 26 de maio de 2017

Altas conexões



Momento poético



Dos medos nascem as coragens. Os sonhos anunciam outra realidade possível, e os delírios, outra razão. Somos o que fazemos para transformar o que somos. A identidade não é uma peça de museu, quietinha na vitrine, mas sempre assombrosa síntese das contradições nossas de cada dia. Nessa fé, fugitiva, eu creio.

Eduardo Galeano

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Representantes do Executivo avaliam como positiva agenda em Porto Alegre



Uma comitiva composta pelo vice-prefeito Fernando Silveira, o secretário de planejamento Toninho Veleda e pelo secretário de agropecuária e desenvolvimento, Valmir Miliorança, cumpriu extensa e proveitosa agenda na capital do estado, entre os dias 17 e 19 do corrente mês.

A agenda de trabalho teve como objetivo encaminhar novas demandas e reforçar pleitos encaminhados anteriormente pela administração municipal junto a órgãos dos governos estadual e federal.

Entre os órgãos governamentais visitados estão o CORSAN, INCRA, Representação do Ministério da Integração Nacional no RS, Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo – SDR, Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Irrigação – SEAPI, Secretaria Estadual de Obras, Saneamento e Habitação, além da participação no Seminário Estadual do Zoneamento Ecológico-Econômico Rio Grande do Sul.

O ponto alto foram os compromissos na SEAPI e na SDR, oportunidade em que foram abertas novas perspectivas de investimento ou consolidadas iniciativas que se encontram em andamento no município, em parceria com o governo do estado. Na SEAPI, a comitiva hervalense fora recebida pelo secretário Ernani Polo que, além de outras demandas, recebeu das mãos do vice-prefeito Fernando e do secretário Valmir, relatório detalhado sobre a utilização do veículo destinado ao município por meio do Programa Dissimina, bem como plano de trabalho para possibilitar a permanência desse veículo em Herval.

Ao receber o documento, o secretário Ernani elogiou o desempenho do município em relação ao apoio efetivo que vem sendo dado aos produtores locais em termos da melhoria genética do rebanho. Ele também garantiu que esse veículo deverá continuar sob a responsabilidade da administração do município, de modo permitir o avanço e aperfeiçoamento do trabalho que se encontra em andamento.

Outro destaque foi a reunião na SDR, aonde as lideranças locais foram recebidas pelo secretário adjunto da pasta, Iberê Orsi. A conversa teve como objetivo reforçar o pedido de apoio para a desobstrução de um poço artesiano no assentamento São Virgílio e apresentar o pedido de cedência de um caminhão para o município. Em relação à desobstrução do poço, Iberê argumentou que o maquinário que realiza tal serviço está comprometido com outras demandas, sendo mais propício no momento o município pleitear à SDR a perfuração de um novo poço artesiano, o que facilitaria o atendimento dessa demanda. Em relação à cedência do caminhão, a proposta ficou bem encaminhada e seu atendimento ficou dependendo apenas de uma análise administrativa e jurídica, cujo desfecho seria dado em poucos dias.

O vice-prefeito Fernando Silveira avaliou como muito positiva a agenda na capital do estado. Segundo ele, “apesar do momento político e econômico adverso, Herval segue num bom momento em função da administração estar organizada e o município não ter nenhuma pendência que impeça o repasse de recursos, situação de nos coloca em vantagem diante de muitas outras administrações e faz com que as portas estejam sempre abertas para novos investimentos”, defendeu.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Licença poética



Peço licença uma vez mais para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


Sinto tua pele singrando minhas águas e meu suor salta pelos poros até a última gota.

Em meio ao prazer em erupção, espasmos e contorcionismos e palavras despudoradas ao pé do ouvido.

Por fim, somos seiva e saciedade e sorrisos que dizem tudo sem mover os lábios nem verbalizarem nada.

Autorretrato


Bem belos na balada

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Ato político

  
Fiquemos com a lucidez e a precisão cirúrgica de Juremir Machado da Silva, o resto é empurrar o problema com a barriga, tentativa de tapar o sol com a peneira ou roupa que não nos serve mais.



Parte inferior do formulário
Ascensão e queda de Temer

Era uma vez um país incapaz de aprender com o passado. Em 1954 e 1964, a imprensa e a direita (Carlos Lacerda e a UDN) manipularam a classe média, denunciando a corrupção, até, no primeiro caso, levarem Getúlio Vargas ao suicídio e, no segundo, Jango ao exílio. Em 2016, o PSDB (sucessor da UDN), a mídia e o PMDB de Michel Temer associaram-se para tomar o poder do PT e de Dilma Rousseff.
A narrativa é simples: cansado de perder eleições, o PSDB incentivou a chegada ao poder por um atalho. Por não poder ir direto ao pote, aliou-se ao PMDB, sempre pronto a qualquer coisa, e usou um pretexto jurídico capenga, as pedaladas fiscais, e o velho pretexto da corrupção, para puxar o tapete de Dilma.
A estratégia foi revelada pelo peemedebista Romero Jucá: primeiro tira Dilma, depois “estanca a sangria da Lava Jato”. Mas a Lava Jato continuou. Há muito que Aécio Neves vinha sendo denunciado na famosa Lista de Furnas, mas a mídia amiga fingir não ver. A seletividade poupava os tucanos. Temer para chegar ao poder prometera as reformas dos sonhos do mercado e da mídia parceira. Tinha imunidade.
A ponte para o futuro, chamada de pinguela por FHC, revelou-se um trampolim para o passado.
Reforma trabalhista e da Previdência capazes de abolir até a lei Áurea.
O vaso transbordou. Os delatores começaram a entregar tudo, até o que não deviam.
A própria Lava Jato viu-se ultrapassada pelos fatos. Ouvia o que queria e o que não queria.
Trabalhou-se com provas duvidosas, teoria do domínio do fato, tudo, até a volta das provas tradicionais.
As delações da JBS botaram Aécio e Temer no lamaçal com direito a etiqueta na testa.
As panelas, porém, não soaram como antes.
As ruas ainda não se encheram de verde-amarelo.
Acontece que boa parte do discurso contra a corrupção era só antipetismo.
O petismo fez por merecer seu inferno. Mas foi mais odiado pelos poucos acertos que teve.
O inverossímil da história é que alguém tenha acreditado que Temer e seu bando predador poderiam ser a saída moralizadora para o Brasil corrupto de Lula, Dilma e o PMDB do próprio Temer.
Por que o Brasil quis se enganar assim? Quem se pensava iludir?
Ou a luta de classes, pois é disso que se trata, justificava os meios empregados?
O governo de Temer acabou estrepitosamente.
O vampiresco Michel é um cadáver político apodrecendo no Planalto.
Será mantido em formol para ter tempo de entregar suas reformas?
Há quanto tempo os “blogs sujos” forneciam elementos ignorados para prisão da irmã de Aécio?
Há quanto tempo a imprensa internacional denuncia o golpe no Brasil?
Nos jornais globais o clima é de velório. Temer foi aposta midiática e mercadológica.
Uma conveniência suja para “limpar” o Brasil do seu atraso.
Um jogo de cartas marcadas que não contava com a delação de um trapaceiro.
A frase de Temer, “tem que manter isso, viu?”, para o interlocutor da JBS que o informava da mesada para que Eduardo Cunha não abrisse o bico entrará para a história da canalhice brasileira.
Este diálogo será estudado por anos como expressão do coronelismo tropical:
“Joesley: — Se for você pegar em mãos, vou eu mesmo entregar. Mas, se você mandar alguém de sua confiança, mando alguém da minha confiança.
Aécio: Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do caralho.”
Como ficam aqueles que diziam com orgulho: “Eu não votei no Temer…”
Ter votado em Aécio já não é um atestado de sabedoria moral.
O Brasil está na frente do espelho: gangues em luta pelo controle do poder.


Nem só de pão viverá o homem





terça-feira, 16 de maio de 2017

Licença poética



Peço licença novamente para entregar-lhes outras palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


Tenho três desejos que espero que o gênio da lâmpada venha realizar:

Entrar na tua cabeça e saber tudo que se passa lá.
Penetrar teu coração e encontrar dentro dele um canto para morar.
Adentrar as janelas do teu corpo e descobrir aonde teu prazer vai dar.

Autorretrato


"Yo" e Maryna

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Comentários a respeito do Golpe


Vivemos tempos graves e preocupantes no Brasil. O Golpe de Estado sacramentado ano passado numa presidenta legitimamente eleita e na vontade popular manifestada nas urnas em 2014 é tão somente um sintoma desse mal e, provavelmente, apenas a ponta do iceberg.

Além de abrir caminho para a retirada de direitos conquistados a duras penas durante muitas décadas de lutas e mobilizações, os quais asseguram um horizonte de civilidade ao país, bem como um padrão de vida minimamente decente à população, por meio de um amplo sistema de proteção social, esse Golpe também ataca direitos civis e políticos assegurados pela Constituição de 1988, na medida em que deflagrou uma verdadeira caçada aos líderes políticos hoje na oposição, numa perseguição implacável revestida pelo manto da legalidade e do combate à corrupção.

Que combate à corrupção é esse que busca culpados apenas num dos lados da política brasileira, que condena previamente e sem provas com base em ilações, montagens e na exposição midiática violenta e que, por outro lado, passa a mão por cima daqueles comprovadamente corruptos que apoiam ou ocupam altos cargos no governo golpista?

Não podemos aceitar calados esse verdadeiro “estado de exceção” instaurado no país em que as leis e a informação são manipuladas vergonhosamente conforme os interesses de quem julga ou forma a opinião pública. Mais que nunca é preciso reagir para não perdermos definitivamente os direitos constitucionais que nos assistem, sob pena do Brasil cair definitivamente nas garras dessa ditadura disfarçada e abrigada pelo lema de “que os bons do país podem tudo para livrar a nação do mal supostamente causado por aqueles que sofreram o Golpe”. Esse foi o pretexto para a Ditadura Militar de 64, que apenas escondeu a corrupção sob o tapete da lei e da ordem, promoveu o massacre de várias gerações e atrasou esse país por muitas décadas, em termos econômicos, sociais, democráticos e civilizatórios.

Como diz uma frase da qual não lembro o autor, “todas as verdades que se calam se tornam um dia venenosas”. É preciso gritar que os atuais donos do poder não são donos do Brasil e não podem mandar e desmandar como faziam no passado e sonham voltar a fazer, servindo-se da lei e da ordem mantida pela força do seu braço policialesco ou pelos intermináveis golpes de manchete do seu braço midiático.

Um dos maiores erros de Lula talvez tenha sido não expor em praça pública a sujeira que existia no Brasil antes dele chegar ao governo, aquele sim o período de maior roubalheira no país promovido pela privataria tucana e outros esquemas bilionários de desvio de recursos públicos que continuaram mesmo após a saída dos tucanos do governo central e/ou migraram para outras administrações comandadas por eles (basta ver as notícias da mídia nesse caso escritas com letras minúsculas e o próprio depoimento dos delatores da lava jato).

Ao invés de jogar a “cacaca no ventilidor”, pensando em não desperdiçar energias preciosas diante de um país devastado e repleto de urgências, Lula optou pela conciliação, a consertação e focar no futuro do Brasil. Isso, no entanto, fez o senso comum ter a falsa noção de que o PT assumiu o país das maravilhas, sem roubos e com as contas públicas rigosamente em dia. Ledo engano e nada mais falso. É a velha história de que aquilo que olhos não vêem o coração não sente.

Nenhum governo na história desse país criou mais mecanismos de controle e combate à corrupção que os governos de Lula e Dilma. Assim, não necessariamente se roubou mais como alegam os verdadeiros corruptos, mas logicamente o enfrentamento da corrupção entrou na pauta política e passou a aparecer mais, dando a ideia do aumento da roubalheira. A própria lava jato é resultado desses mecanismos legais instituídos para combater a corrupção. No governo FHC a lava jato não existiria, pois além de engavetarem tudo, não existia base legal para que essa operação pudesse ser deflagrada.

Contado, perante o senso comum, alimentado dia e noite pela mídia golpista, o governo petista foi o mais corrupto de todos os tempos e que esses supostos roubos foram praticados para favorecer o PT e Lula, mesmo que a realidade comprove o contrário. Mesmo depois de uma devassa na vida do ex-presidente feita durante três anos não ter revelado nada que indique que Lula roubou ou foi beneficiado diretamente pelo petrolão, sequer a existência de laranjas como sustentam, resistiu ao exame das provas. Mesmo depois dos próprios delatores declararem que os maiores beneficiários desse esquema são justamente os políticos da então oposição, como Serra, Aécio, FHC, Temer e cia, os quais sempre disseram que Lula era o marido “traído dessa história” e mudaram seus depoimentos depois de anos na cadeia e sabe-se lá sob qual promessa de favorecimento.

Diante disso, nós defensores da democracia, do estado de direito e de um Brasil digno para todos e todas, não podemos silenciar nem cruzar os braços. É hora de lutar a boa luta e travar o bom debate, respeitando os pontos de vistas contrários, mas sem aceitar que mentiras virem verdade absoluta e inquestionável. Mais que o projeto de qualquer partido ou grupo político, o que está em jogo é um modelo de sociedade que queremos para agora e logo ali adiante. E o modelo dos golpistas, depois de todos os avanços que tivemos na última década, definitivamente não nos serve mais.

Diante disso também, estou criando no blog do Toninho o espaço “comentários a respeito do Golpe”, a fim de reforçar ainda mais minha posição contra o Golpe e a favor da democracia e de um país que volte a enxergar os pobres como solução, e não como problema para uma crise que está sendo usada como álibi e desculpa para conduzir o Brasil rumo ao passado de truculência e exclusão, condenando a imensa maioria dos brasileiros a uma condição de completa indigência, conformismo com as injustiças e falta de esperança.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Ato político


Eis um artigo para ler, guardar na memória e calibrar o coração público.
Cassar Lula é Cassar a Democracia e a Política (ou a Crise Mundial da Política e o Brasil)

Por Marcelo  Zero
A Quinta República francesa dissolveu-se no ar das urnas. Pela primeira vez desde sua criação, em 1968, por De Gaulle, os dois principais partidos, o Socialista e dos Republicanos, não irão para o segundo turno. Em seu lugar estarão a ultradireitista Le Pen e o aventureiro da “nova política”, o direitista Macron, que fará mais do mesmo, se eleito.
A “nova política” é sempre a mesma coisa em qualquer lugar. Afirma ser “nova” e não ser “nem de direita e nem de esquerda”. Na realidade, a “nova política” é apenas a velha direita com novo marketing. Entretanto, amealha incautos em muitos países, inclusive na França.
Mas o que surpreende é a rapidez e a intensidade da derrocada desses partidos tradicionais. Em 2007, tais partidos conseguiram 57% dos votos no primeiro turno. Em 2012, conseguiram 56%. Mas, agora, só conseguiram 26%. Patética foi a performance de Hamon, sucessor oficial de Hollande: não passou de 6%. O Partido Socialista francês se transformou num Pasok, aquele partido “socialista” grego que, por apoiar o austericídio econômico, cometeu suicídio político.
Entretanto, a crise dos partidos e dos sistemas de representação não é apenas francesa, é praticamente geral nas democracias. Nos EUA, Trump, um outsider de extrema direita, com um discurso feito sob medida para enganar trabalhadores desempregados, chegou ao poder, para surpresa de muitos. Na Grã-Bretanha, o Brexit, algo impensável há poucos anos, foi confirmado em plebiscito. Em toda a Europa, há descrença crescente na “política” e nos partidos tradicionais. Pululam aventureiros “apolíticos”, “novos políticos”, novos partidos com velhas ideias e pseudossoluções “técnicas” para problemas políticos.
Essa crise mundial da política é fruto, em grande parte, da crise econômica mundial. Com efeito, sempre que há uma grande crise econômica, intensa e persistente como a da atualidade, a democracia e os sistemas de representação sofrem considerável stress. Nessas circunstâncias, a capacidade da política de absorver e arbitrar conflitos, especialmente os conflitos distributivos, inerentes ao sistema capitalista, se fragiliza ou, em muitos casos, se esvai completamente.
Na crise dos anos 20 e 30, alguns sistemas políticos europeus simplesmente implodiram, dando lugar ao fascismo e ao nazismo, que levaram o mundo à gigantesca tragédia da Segunda Guerra Mundial. Nos EUA, entretanto, o sistema político foi salvo pelas políticas anticíclicas de Roosevelt.
Contudo, nesta crise política mundial, há um fator de base, mais profundo, que vai além da crise econômica.  Trata-se do que poderíamos denominar de a “despolitização da política econômica”. Com efeito, desde a década de 1980 que, em graus variados, os sistemas de representação política vêm “terceirizando” as decisões relevantes sobre a condução da economia para o “mercado” e “instituições independentes”, como bancos centrais dominados por grandes interesses financeiros privados.
Criaram-se, desde aquela época, “consensos técnicos” que consagraram, como racionais, desejáveis e inevitáveis, as políticas neoliberais amigáveis aos interesses do grande capital, especialmente do grande capital financeiro. Com isso, as decisões realmente relevantes sobre a condução das economias e dos países foram excluídas do sistema de representação e do controle da soberania popular, exercida pelo voto.  O “fim da História” apregoado por Francis Fukuyama, representou, na verdade, o fim da política.
Na Europa e nos EUA, a tradicional alternância entre partidos tradicionais de centro-esquerda e de centro-direita, deixou de ter qualquer incidência relevante sobre a política econômica e a vida das pessoas. Todos reproduziam, e reproduzem, em maior ou menor grau, a mesmice dos “consensos técnicos” e neoliberais. Na Europa, essa submissão ideológica das esquerdas tradicionais ao ideário neoliberal denominou-se “Terceira Via”.
Tudo isso resultou no aumento expressivo da desigualdade econômica e social, num incontido desemprego estrutural, e na “financeirização” e desregulamentação da acumulação do capital, fatores determinantes da pior crise mundial desde 1929.
No campo político, essa usurpação do controle da política econômica pelo voto resultou, em um primeiro momento, num crescente absenteísmo eleitoral e, agora, na crise, na descrença generalizada na política e na falta de credibilidade dos partidos e dos sistemas de representação. Os eleitores percebem que seus votos não fazem qualquer diferença em suas vidas. Tanto faz votar no partido A, B ou C, ou mesmo não votar. Nada muda.
A política que não cria reais alternativas de poder não é política, é apenas simulacro de democracia. É esse vazio político que está na origem da crise das democracias modernas. Assim, a crise mundial da política é, na realidade, a crise da falta de política. E a crise dos sistemas de representação é a crise da falta de representatividade dos sistemas políticos, que não dão voz efetiva aos votos colhidos.
No Brasil, para complicar, há duas jabuticabas: o golpe parlamentar e a Lava Jato.
O primeiro retirou da soberania popular qualquer controle sobre quaisquer políticas, não apenas a econômica. Sem um único voto, o consórcio golpista esta implantando, a toque de caixa, não somente medidas conjunturais draconianas de ajuste, mas medidas estruturantes, com efeito de longo prazo, talvez definitivos, em todas as áreas: educação, saúde, previdência, assistência social, trabalhista, proteção às minorias, meio ambiente, ciência e tecnologia, energia, política externa, etc.
Já a segunda retirou a credibilidade de toda a classe política brasileira e transferiu definitivamente a tomada de decisões do sistema de representação para um consórcio formado pelo grande capital, a mídia oligopolizada, procuradores messiânicos e juízes partidarizados.
No mundo inteiro, a superação da crise política e, por consequência, da crise econômica, passa pela capacidade dos sistemas de representação recapturarem a prerrogativa de tomar decisões relevantes, efetivas e inovadoras no campo econômico e, de resto, em todas as áreas. Num sentido geopolítico, essa superação implica devolver aos Estados Nacionais a capacidade decisória que fora transferida para o capital financeiro internacional e consagrada em tratados mundiais e regionais. É o que o chamado “populismo de direita” vem tentando fazer, porém de forma inteiramente estéril e equivocada. E, num sentido democrático maior, essa superação passa por devolver ao voto popular a capacidade efetiva de decidir os destinos do país.
Em outras palavras, a política de tem de recuperar a capacidade de criar, como diria Laclau, uma “identidade” popular que consiga que se antepor, numa disputa democrática real, ao establishment do capitalismo financeiro global e desregulamentado. Ou, se quiserem, a política real, como diz Chantal Mouffe, tem de substituir o vazio de escolhas da “pós-política” e a democracia tem de substituir a “pós-democracia” destituída de efetiva soberania popular.
Pois bem, no Brasil, esse processo de recuperação da política e da soberania popular, única forma de superar a crise, tem caráter emergencial e exige duas precondições: 1) realizar eleições e 2) evitar que “o golpe dentro do golpe” impeça a candidatura popular de Lula.
A experiência recente dos governos do PT mostra que o voto popular e a política podem fazer diferença. Podem mudar, para melhor, a vida das pessoas.
Gostem ou não de Lula, do PT e de outros partidos de esquerda, o fato concreto é o de que a sua pré-candidatura é única que, até agora, se apresenta com credibilidade suficiente para se antepor à agenda ultraneoliberal do golpe, a mesma que se esgotou nos EUA e na Europa. Todas as outras pré-candidaturas, com exceções pouco competitivas, se apresentam como mera continuidade do golpe. Votar eventualmente em Alckmin, Dória, Bolsonaro, Marina etc. seria votar nas mesmas políticas que vem sendo implantadas pelo consórcio golpista, com variações pouco significativas. Os partidos de direita tradicionais, os “novos” partidos, as “escolhas técnicas e apolíticas” e o nosso “populismo de direita” não se constituem em escolhas verdadeiras e alternativas reais ao que já está sendo concretizado pelo golpe.
Assim, tirar Lula da disputa no “tapetão” da Lava Jato messiânica e partidarizada representaria transformar as próximas eleições em simulacro de disputa real. Significaria apostar na “pós-política” contra a política e na “pós-democracia” contra a democracia. Significaria apostar, no fundo, no aprofundamento da crise política e democrática.
Lula, mesmo que perca, daria credibilidade à disputa política e legitimidade, durante algum tempo, a quem ganhar. Já uma disputa sem a candidatura popular de Lula será mais um desastre para a combalida democracia brasileira. A cassação de Lula seria a cassação da democracia.
O golpe e a Lava Jato já esticaram demais a corda das apostas irracionais. O Brasil está muito próximo de uma ruptura de consequências imprevisíveis.
O povo, cansado das promessas vazias do golpe, não engolirá uma cassação de Lula. Melhor, então, engolir o ódio irracional ao candidato do PT e começar a pensar com o cérebro.
O que restou da democracia brasileira agradece.
Publicado em: http://www.henriquefontana.com.br/2017/05/02/cassar-lula-e-cassar-a-democracia-e-a-politica-ou-a-crise-mundial-da-politica-e-o-brasil/