terça-feira, 29 de maio de 2012

Licença poética




Peço licença novamente para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


Quando se tem uma musa inspiradora,
poetar deixa de ser arte e passa ser
o ar que se respira.

E por falar em ar, inspiro os ares das ruas,
repletos da tua graça que me deixa sem
graça e faz soprar essas palavras sem rima nem rumo:

Tua pele palpita minha carne.
Tua alma acalma o cerne do meu ser.
Te procuro a cada passo, em cada esquina.
Me perco nesse verso que brota sem querer.

Ha, minha musa imaginária!
Me fazes perder o prumo e atropelar a métrica.



Caminho longo e difícil, mas possível!



Meus queridos e minhas queridas,


Compartilho com vocês meu escrito em defesa da construção da Transcampesina, pretendida ligação asfáltica entre Herval e Aceguá. Tais argumentos compõem um relatório entregue ao governador Tarso na data de ontem (28/5), tendo sido elaborado pelos municípios beneficiados diretamente por esta obra que muito mais que um sonho, teria o poder de acenar para uma nova realidade de progresso no sul da nossa Metade Sul.


Porque a transcampesina é tão importante


A transcampesina é vital não apenas para o desenvolvimento econômico, mas também para o desenvolvimento político, social e cultural do sul da Metade Sul do Estado do Rio Grande do Sul. Um município não é uma ilha e, apesar dos avanços tecnológicos na área da comunicação, uma estrada de qualidade permanece como caminho mais efetivo para interligar e irmanar as administrações públicas e as pessoas que geograficamente vivem próximas, porém muitas vezes acabam se distanciando em razão das estradas precárias ou inadequadas para promover o progresso em bases condizentes com o tempo e os desafios atuais.

A transcampesina é fundamental, pois diferentemente de outras regiões ou mesmo de outros municípios da nossa região com vocação para o incremento de outros polos, os municípios de Herval, Pinheiro Machado, Pedras Altas, Aceguá e Candiota são municípios com vocação precípua para a produção de alimentos. Ou seja, os mencionados municípios se configuram num polo da produção de alimentos e do turismo alicerçado nas belezas naturais, os quais precisam de boas estradas para diminuir distâncias e poder desenvolver todo esse potencial econômico.

A transcampesina é importantíssima, uma vez que os municípios beneficiados com tal empreendimento são municípios empobrecidos e historicamente exportadores de mão-de-obra para Caxias, Grande Porto Alegre e Rio Grande mais recentemente. Isto porque sem um investimento efetivo naquilo que é vocação desses municípios, com vistas ao desenvolvimento de todo o seu potencial econômico, de agregação de renda e de melhoria da qualidade de vida, o que ocorre é um êxodo considerável e constante das populações em busca de mais e melhores oportunidades. Neste sentido, não obstante a importância dos investimentos vultosos que ora ocorrem na cidade de Rio Grande e arredores, o fato é que se tais investimentos não forem contrapostos por outros investimentos nos demais municípios da região sul, a tendência já comprovada é que haverá uma enorme concentração de renda e o aumento assustador do êxodo populacional dentro da própria região.

E por falar em Rio Grande, a transcampesina é importante também porque irá criar uma rota alternativa para encurtar as distâncias que separam os municípios da fronteira oeste do transporte marítimo, através do Porto localizado na mencionada cidade.

No caso do município de Herval, pode-se dizer que a transcampesina adquire importância ainda maior. Isto porque pela sua posição geográfica e justamente pela ausência de uma ligação asfáltica com os municípios da fronteira oeste, costumam vir ao município somente as pessoas que tem necessidade absoluta de vir até aqui. Isto é, Herval atualmente é uma espécie de “fim da linha”. Temos, por exemplo, uma enorme riqueza natural e uma paisagem belíssima que poderia ser a base de um magnífico e ambicioso projeto turístico. No entanto, pelas dificuldades e limites de acesso ao município tal possibilidade não consegue ir além da mera intenção. Como exemplo das belezas naturais, podemos citar a recente produção do filme “O tempo e o Vento”, que teve cenas gravadas em Herval, de modo a aproveitar e mostrar ao mundo a beleza natural desta terra.

Além das questões geográficas e dos limites da infraestrutura acima mencionados, é importante ressaltar a vocação econômica do município de Herval. Neste sentido, destacamos alguns dados que confirmam o argumento utilizado anteriormente de que estamos a falar de um município com vocação precípua para a produção de alimentos, onde se destaca a produção de origem animal, mas também com potencialidade para a produção alimentar de origem vegetal. Os limites para o incremento e o desenvolvimento desta vocação residem exatamente na carência de investimentos na agregação de valor à produção, bem como na já referida limitada infraestrutura, sobretudo de estradas.

Vamos a alguns dados que atestam o acima exposto. Segundo informações da Inspetoria Veterinária relativos ao ano de 2011, o número de bovinos do município chega a 104.971 cabeças, divididos em 1.637 propriedades rurais, e o número de ovinos alcança 82.088 animais espalhados por 988 propriedades. Dados do Sindicato Rural de Herval informam que no ano de 2011 foram comercializados no Parque de Remates do município 14.212 bovinos e 7.994 ovinos. De acordo com a mesma fonte, ainda foram comercializados no âmbito do município no ano passado através de remates 39 equinos e 13 bubalinos, totalizando um montante de R$ 11.102.641,00.

Além disso, Herval conta com 11 assentamentos da Reforma Agrária, quase a metade deles situados próximos da rota na qual se pretende a construção da transcampesiana. No total são mais de 400 famílias assentadas em assentamentos do Incra. Sem falar nas populações assentadas por meio do Programa de Crédito Fundiário.

Conforme dados do escritório local da Emater e da própria realidade, a bacia leiteira é hoje a principal alternativa para o desenvolvimento da pequena propriedade em nível local. Neste sentido, a produção leiteira do município gira atualmente em torno a 100 mil litros mensais durante o período crítico da entressafra, estando à produção a cargo de duas cooperativas de produtores, sendo a mesma destinada a atender a demanda do processo industrial do produto in natura realizada pela LG e Cosulatti.

Estes são apenas alguns dados rápidos e superficiais registrados pela produção primária em Herval, mas que servem como amostra da vocação e do imenso potencial para a produção de alimentos aqui existente. Uma vocação e uma produção que poderão ser ampliadas tanto quantitativa quanto qualitativamente, desde que criadas às condições necessárias ao seu desenvolvimento e aprimoramento. Portanto, uma dessas condições é, sem dúvida, a ligação asfáltica ora preiteada, a já nomeada transcampesina.

Apesar dos muitos obstáculos, principalmente as estiagens que castigam anualmente a nossa região, acreditamos que a produção de alimentos é o caminho melhor e mais barato para desenvolver esse pedaço do RS, e para além do aspecto econômico. Junto com ela o turismo é outra excelente e viável alternativa. As pessoas pedem e procuram cada vez mais pelo contato com natureza. O mundo precisa cada vez mais da superação dos entraves que barram o progresso, da soma de esforços e da oferta de alimentos produzidos de forma sustentável e para isso temos vocação, experiência acumulada e potencial de sobra.

Diante do exposto, acreditamos que para transformar o turismo em fonte de desenvolvimento às vezes não é preciso muito mais do que boas estradas. Da mesma forma, para produzir alimentos com qualidade e em grande quantidade, além do investimento no aumento da produtividade e da organização dos produtores com vistas à agregação de valor à produção, também é preciso estradas para escoar de forma rápida e segura a produção. Eis o nosso intento. Esse é o nosso apelo às autoridades e órgãos públicos responsáveis pelo atendimento desta legítima, imprescindível e inadiável demanda que é a construção da transcampesiana.


Paixão imortal





sexta-feira, 25 de maio de 2012

Música para os meus ouvidos



"Música para os meus ouvidos" abre alas para o talento impressionante de Leandro Maia. Vale a pena curtir e levar essa ótima música para casa. Em tempos de Michel Teló e outras asneiras, esse som é como uma massagem em nossos ouvidos.





Ato político




"Ato político" foi garimpar uma escrita formidável do sempre formidável Emir Sader. "Nesses tempos de pensar com cifrões" e de simplificações grotescas de uma realidade humana desigual e a cada dia mais complexa, nada melhor do que invocar a lucidez e a verdadeira criticidade. A lucidez que não perde a capacidade crítica, mas recusa veementemente qualquer forma de sectarismo ou reducionismo. 

O trabalho, a atividade mais transversal da humanidade

(Emir Sader)



O homem se distingue dos outros animais por várias coisas, mas a determinante é que o homem tem capacidade de trabalho. O homem transforma o mundo, o meio que o cerca, através do trabalho, para encontrar as formas de sua sobrevivência e para amoldar o mundo conforme os seus projetos. O homem tem o poder de humanizar a natureza, enquanto os outros animais apenas recolhem o que encontram na natureza ou fazem trabalhos puramente mecânicos e repetitivos, sem criatividade – como os casos das formigas e das abelhas.


O progresso humano foi resultado do trabalho humano, embora o trabalho, nas sociedades existentes ate’ aqui, seja, um trabalho alienado, em que os trabalhadores nao possuem os meios de produção para plasmar seu trabalho conforme suas decisões conscientes. Tenham que submeter a ser explorados pelos que nao produzem, mas possuem capital suficiente para ter meios de produção que explorem o trabalho alheio.

A transformação do mundo só pode ser explicada pela evolução do trabalho humano, da capacidade humana de modificar o mundo que o cerca. O homem foi escravo da natureza durante séculos e séculos, acordava quando havia luz e dormia quando ela terminava. Era vítima inerte das catástrofes naturais.

O trabalho humano é a fonte da construção das riquezas, dos bens de que o homem dispõe. Se pudesse decidir livremente, de forma consciente e democrática, o destino do seu trabalho, o mundo seria – será – muito destino, humanizado.

No entanto, a crítica de concepções tradicionais, que buscavam reduzir todas as contradições das nossas sociedades à contradição capital-trabalho, como se as outras – de gênero, de etnias, entre outras – se resolvessem automaticamente quando fosse resolvida aquela contradição, levou à critica da centralidade exclusiva das contradições do mundo do trabalho. Afloraram contradições que sempre existiram, mas que ficaram escondidas pelas lutas dos trabalhadores contra a exploração. Surgiram os novos movimentos sociais – das mulheres, dos negros, dos indígenas, dos quilombolas, das diversas formas de sexualidade, do meio ambiente, entre outros.

Ao mesmo tempo, as transformações ocorridas no mundo, com o desaparecimento do campo socialista e a expansão sem limites do capitalismo, representaram uma ofensiva brutal contra os trabalhadores e o mundo do trabalho. A simples possibilidade dos capitais de se deslocarem para qualquer lugar do mundo para explorar mão de obra nas condições mais brutais, já representa uma violência brutal contra os direitos dos trabalhadores.

O conjunto desses fatores levou à diminuição de importância do mundo do trabalho – invisibilizado pela mídia -, os próprios estudos sobre o mundo do trabalho perderam muito importância, justamente quando exigem muito mais investigação, porque as formas de exploração do trabalho se tornaram muito mais complexas e diversificadas.

Nunca como na atualidade tanta gente vive do seu trabalho, por mais heterogêneos que eles sejam. Homens e mulheres, negros, brancos, indígenas, idosos e crianças, todos trabalham. A riqueza humana continua a ser produzida pelo trabalho humano.

A maioria esmagadora da humanidade gasta grande parte do seu tempo de vida trabalhando – para enriquecer algumas outras pessoas -, a atividade do trabalho é a que ocupa a esmagadora maioria das pessoas e do seu tempo de vida. O trabalho é a atividade transversal que cruza países, classes etnias, gêneros, idades.

O trabalho precisa voltar a ganhar a centralidade que requer, sem deslocar por isso as outras contradições, mas se articulando com elas. Somente assim a grande luta contra a exploração do trabalho, a alienação do trabalho e da consciência humana, poderá avançar na luta pela emancipação humana.



quinta-feira, 24 de maio de 2012

Rir é o melhor remédio





Licença poética





Peço licença novamente para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


A lua lá fora alva e linda como tua pele!

Imagino nós dois em nosso quarto sob a luz dessa lua...
Nossos corpos queimando de calor.
Eu te fazendo mulher e o molhado do meu
prazer inundando tuas entranhas.


terça-feira, 22 de maio de 2012

Enfim, paga!





Uma das maiores novelas desta administração finalmente chegou ao fim, e com final feliz. Trata-se da compra de uma camionete e de uma globe aradora adquiridas em 2010 a partir do ok dado pela Caixa Econômica Federal.

A NOVELA

A novela teve início em 2009, com a destinação da emenda pelo então deputado federal Cláudio Diaz (PSDB) em favor do nosso munícipio. Com a emenda assegurada a administração municipal cumpriu todas as etapas com vistas ao recebimento deste recurso, inclusive o cadastramento da demanda no Portal dos Convênios (Siconv) e a realização do processo licitatório.
No entanto, a pretendida compra foi autorizada, porém o pagamento não fora efetuado pelo Ministério da Agricultura até a entrega pelos fornecedores dos objetos adquiridos. Motivo principal do atraso: o deputado autor da emenda submeteu-se às urnas nas eleições de 2010 e a esta altura havia deixado de ser deputado. E a novela da falta de pagamento iria se prolongar até o último dia 17 de maio.

A TRAMA DA SOLUÇÃO E O FINAL FELIZ

No início deste ano o Secretário do Planejamento, Toninho Veleda, aciona um de seus contatos em Brasília: o hervalense Alexandre Melo.
Alexandre, filho da dona Gládis e do seu Olíbio, atualmente mantém um escritório de consultoria na capital federal, mas aceitou o desafio de colaborar na solução do problema de forma totalmente gratuita.
Alexandre, por sua vez, detectou o problema e a possível solução junto ao Ministério das Relações Institucionais. Num segundo momento, Alexandre entrou em contato com o deputado federal Afonso Hamm (PP) para encaminhar a solução da pendência. Era preciso que um deputado “adotasse” a emenda da autoria original do ex-deputado Diaz. Em nome das relações com a nossa terra o deputado Hamm “adota” a emenda e encaminha o fim desta “novela” que acabou adquirindo contornos dramáticos.
Na semana passada, durante a XV Marcha dos Prefeitos a Brasília foram agilizados os últimos trâmites e, em seguida, veio à notícia de que a questão burocrática estava resolvida e o pagamento deveria ser realizado nos próximos dias.
No último dia 17, já no retorno de Brasília, veio à confirmação de que o pagamento fora efetuado e que o dinheiro já estava à disposição da prefeitura.
Fica aqui o agradecimento a este grande hervalense Alexandre Melo e ao deputado Afonso Hamm, sem a participação dos dois não estaríamos comemorando esta conquista extraordinária e o final feliz desta prolongada novela.

Pitada filosófica




segunda-feira, 21 de maio de 2012

Música para os meus ouvidos



Na semana passada estive em Brasília acompanhando o nosso prefeito na XV Marcha dos Prefeitos em defesa dos municípios. Na oportunidade, ainda foi possível fazer contatos que devem se reverter em investimentos no município, a exemplo da confirmação da emenda no valor de R$ 400 mil para investimento em pavimentação urbana, da iniciativa do deputado federal Fernando Marroni – PT.
Apesar das boas notícias, devo dizer que nessa rápida estadia na capital federal, senti uma saudade enorme das coisas do sul: das pessoas, da paisagem, do clima, das cores, dos sabores, do tempero, da música...
Por essa razão, “música para os meus ouvidos” de hoje trás o som saboroso, tipicamente do sul, na voz e no embalo de Leonel Gomes...





E os projetos não param...




Apesar da crise que assola os países ricos, o Brasil segue firme e em frente. Depois de vários anos de estagnação, o RS retoma o caminho do vigor político, do crescimento econômico e da distribuição de renda. O mesmo acontece em Herval que não quer mais ficar parado nem voltar pra trás e agora acompanha passo a passo o crescimento do estado e do país, se credenciando a receber inúmeros recursos e investimentos em todas as áreas. Então, convido o leitor, a leitora a conferir alguns desses investimentos previstos na “terrinha”.
Comecemos pelo PMAT, que é um projeto para renovar os equipamentos de informática e interligar todas as Secretarias e órgãos do governo através da rede de computadores, o qual se encontra em análise na Caixa RS. Ao ser efetivado deverá modernizar a gestão e agilizar a relação da prefeitura com o público. Outro projeto importante que caminha nesta mesma direção é o Infovia Rural, que intenta levar rede de fibra ótica até a sede do município e a partir daí radiar o sinal de internet banda-larga para três comunidades do interior. Trata-se de um projeto do governo do estado financiado pelo governo federal. Nosso município foi selecionado, porém o contingenciamento de recursos em nível federal adiou o início do projeto que agora não tem data prevista para sua execução. Mas o mais importante é que estamos no páreo, apenas aguardando “o sinal para a largada”.
Chegando na área da agropecuária, as boas novas são a inclusão de Herval no projeto de distribuição de calcário, no valor de R$ 60 mil oriundos da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio do RS. Nesta mesma direção, também fomos contemplados com o recurso de R$ 138 mil a serem aplicados em insumos para a bacia leiteira, cuja ação deve ser realizada diretamente pela Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo do RS. Neste sentido, ainda está prevista a construção de mais açudes em parceria com o governo de todos os gaúchos, sendo que nosso município já mereceu elogio e reconhecimento público do governador pelo destaque nesta iniciativa, durante ato transcorrido na cidade de Bagé.
Como medida estrutural para o enfrentamento da estiagem, temos a inclusão dos hervalenses num projeto da Secretaria Estadual do Trabalho e do Desenvolvimento Social que inicialmente prevê a construção de 500 cisternas, além dos investimentos já anunciados em redes de água numa iniciativa do governo federal via Funasa e Ministério da Integração Nacional. No caso das cisternas, as mesmas deverão ser implantadas na nossa região como projeto piloto e deverá contar com a participação dos beneficiários na sua execução. Este é um projeto já existente no semiárido nordestino e a intenção é implantá-lo no sul do Rio Grande do Sul como alternativa para o armazenamento de água nas propriedades. É importante destacar ainda a expectativa de recebermos mais uma retroescavadeira nova no início do próximo ano, fruto do anúncio feito na semana passada pela Presidenta Dilma durante a XV Marcha dos Prefeitos a Brasília de que todos os municípios com até 50 mil habitantes que manifestarem interesse deverão receber esta máquina a partir de dezembro próximo.
Haveria outros projetos e iniciativas para mencionar, mas como o espaço é limitado encerro por aqui. Além disso, seria importante destacar outros projetos, porém a informação sobre os mesmos já é conhecida do público, uma vez que foram divulgadas anteriormente por mim e/ou pela brilhante cobertura jornalística de O Herval. Para finalizar, lembro como sempre que ter ou estar credenciado num projeto ainda não é a garantia de que ele será executado. O caminho é longo e as pernas às vezes são curtas. O desejo de avançar cada vez mais na construção de um Herval melhor e mais justo esse sim é certo e nunca tem fim.



quarta-feira, 9 de maio de 2012

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Versos del alma gautia


"Versos del alma gautia" trás hoje a voz imortal do imortal Leopoldo Rassier. Gaúcho talentoso e generoso como só ele soube ser...




domingo, 6 de maio de 2012

Herval do sul, do Rio Grande, do Brasil



 
Venho aqui para comentar mais feitos da administração municipal. Porém antes de adentrar nesse assunto, me permito utilizar algumas linhas para um desabafo. Isto porque ditos cujos que nunca produziram algo de positivo para o nosso município, agora me acusam de vira-casaca ou oportunismo. Para esses, digo que no passado recebi convite para integrar o primeiro escalão do governo da época, convite ao qual recusei sem hesitar porque em se tratando da vida pública não me imiscuo com pessoas sem escrúpulos que ocupam o poder apenas para locupletar a si e aos seus. Digo ainda que mais do que qualquer partido, defendi e continuo a defender uma vida melhor e com oportunidades iguais para todos os hervalenses. Portanto, “não tenho um caminho novo, o que eu tenho de novo é o jeito de caminhar”.

Dito isto, vamos ao que interessa. Até porque os projetos e conquistas do governo em curso não param de surgir e isso é o que importa para nossa gente. E tão importante quanto essa onda de realizações é o fato da nossa terra ter saído do isolamento que se encontrava, recuperando suas principais funções administrativas e a pujança política que havia perdido. Gradativamente o Herval encolhido cá na beira da “banda oriental” vai ficando para trás, dando lugar a uma cidade melhor para se viver e integrada ao mapa de desenvolvimento do estado e do país. Sem dúvida, muito desse novo panorama tem a ver com as iniciativas dos governos federal e estadual que trabalham incessantemente para diminuir as desigualdades regionais, mas também é verdade que, sem um governo local disposto a se somar nesse esforço, de nada adiantariam os bons ventos soprarem a nosso favor.

Não faz muitos anos escutei de uma pessoa do povo que nosso município “iria sair do mapa”. Mais do que um desencanto com a vida, essa frase revela a percepção de que nosso município andou tão esgualepado, deprimido e desconectado do resto do mundo que muitos não enxergavam uma luz no fim do túnel. Até havia o ímpeto de romper as barreiras do desenvolvimento e da integração, mas apenas no discurso e os resultados nunca passaram de mera ficção. Pois agora os tempos são outros e o papel de articular e elevar nossa terra além dos limites do nosso território foi assumido com vigor e entusiasmo pelo paço municipal.

Um município não é uma ilha. Ele precisa estar integrado com a região, o Estado e a União. A vida acontece nas cidades, é nelas que as pessoas constroem suas vidas efetivamente. No entanto, o mundo contemporâneo pede que o local se conecte cada vez mais ao global, é claro, sem perder suas raízes, características e vocações próprias. Neste sentido, um dos exemplos mais contundentes de que Herval hoje se liga concretamente a outros rincões em busca da superação de problemas comuns são os consórcios intermunicipais. Tem demandas que um único município, especialmente de pequeno porte, não consegue enfrentar sozinho. Daí surge a integração através dos consórcios como alternativa e solução. Mas isso não é para qualquer um. É preciso ter prestígio político e estar com a prefeitura organizada, pois cada consórcio tem um regramento específico e cada integrante precisa fazer sua parte a contento.

Falando em termos concretos, nossa prefeitura hoje integra pelos menos três consórcios. Antes já fazia parte do consórcio da AZONASUL com vistas a compartilhar maquinário e equipamentos destinados a atender a atividade da piscicultura, como também o consórcio para uso de uma retroescavadeira juntamente com os municípios de Pedro Osório e Cerrito. A boa nova é de que há poucos dias passamos a fazer parte do Cideja, consórcio composto pelos municípios de Candiota, Aceguá, Pedras Altas, Hulha Negra e Pinheiro Machado, que deverá garantir recursos para a aquisição de maquinário e o engajamento na luta pelo asfaltamento da via que liga Herval à Aceguá e a partir daí, podendo estabelecer uma nova ligação com os “hermanos”Uruguaios. Uma ótima notícia e a perspectiva de novos sopros de progresso para nós e toda essa parte empobrecida da metade sul.

Diante disso, não percamos mais tempo com pensamentos invejosos ou mesquinhos nem com quem perdeu o trem da história. Inclusive porque a fofoca, a inveja e o despeito são tão sólidos que já estão se desmanchando no ar. Dediquemos energia para a boa luta que é fazer nossa terra afirmar sua posição de sentinela da fronteira, do Rio Grande e do Brasil, invertendo a visão do mapa e fazendo com que nosso país comece e não termine por aqui, como defendia o vice-governador Beto Grill durante a última eleição para o governo do RS.

Altas conexões






sexta-feira, 4 de maio de 2012

Licença poética





Peço licença uma vez mais para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


Os ares de Esteio são bem convidativos,
Especialmente para mim, que nunca fui capaz
de apoiar-me apenas em mim mesmo.


Só, me sinto capenga.
Irremediavelmente confuso e
interminavelmente inacabado...


Sozinho, me deixo consumir pelo frio.
Afinal, não passo de mero mortal,
ao passo que és uma estrela que me faz levitar!


Sem bem que pouco importa a localização geográfica...
Meu endereço é qualquer lugar perto do teu coração
e o número é o quanto possas me afagar.

Herval entra no Cideja e participa de projeto para pavimentação de via que liga o município a Aceguá



O prefeito Ildo Sallaberry recebeu em seu gabinete neste sábado, 28, prefeitos, vereadores e representantes de municípios da região da Campanha e Sul do Estado para uma reunião que teve dois importantes propósitos: o anúncio da inclusão do município de Herval no Cideja (Consórcio Público Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental dos Municípios da Bacia do Rio Jaguarão) e o roteiro para captação de dados para o projeto de pavimentação da RS 615, conhecida como Transcampesina, com saída de Herval, passando pelos municípios de Pedras altas, Candiota e Hulha Negra até chegar em Aceguá.

Durante o encontro com a presença de vereadores e secretários municipais o prefeito Ildo Sallaberry falou da importância da participação de Herval no Cideja por ser um consórcio que reúne municípios com a mesma localização geográfica, clima e que apresenta necessidades comuns. “A entrada no Cideja representa um ganho imensurável para o município que com o tempo vai ser provado. Eu acredito muito na força deste consórcio”, disse.

Ainda pela manhã a comitiva partiu para o percurso de cerca de 150,8 quilômetros pela via que liga municípios da região passando por propriedades rurais. O objetivo da atividade foi mobilizar o grupo e colher dados para o projeto que vai solicitar a pavimentação asfáltica da via junto ao governo do Estado. “É uma obra ousada, que depende da união de forças e muito trabalho”, disse o presidente do Cideja e prefeito de Candiota, Luis Carlos Folador. Para Sallaberry a pavimentação da Transcampesina representa um ganho de investimento na região. “Só com o crescimento da produção se paga a estrada. Se não tivermos boas estradas os investimentos vão pra outras regiões. Este é o nosso principal argumento”, disse o chefe do executivo hervalense. No dia 07 de maio Folador deve apresentar o projeto ao governador do Estado, Tarso Genro.

Participaram da comitiva além do prefeito Ildo Sallaberry os prefeitos de Candiota, Luiz Carlos Folador, de Aceguá, Gerhard Martens, de Pedras Altas, Gabriel de Lélis Júnior, o secretário de obras de Herval, Tito Poersch e vereadores e representantes destes municípios e das cidades de Hulha Negra e Pinheiro Machado.


Por Daiane Madruga

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Descansar, celebrar as conquistas e seguir na luta




Algumas pessoas devem ter estranhado o silêncio deste blog diante da passagem de uma data tão importante: o dia do trabalhador.

Esclareço que aproveitei o feriadão para me desconectar da net e descansar profundamente da correria do dia a dia. Afinal, o descanso é um dos prêmios para quem trabalha. Descansar do muito que farei, este foi o sentido mais profundo para mim deste último 1º de maio...

Não, esta data não me trouxe alegria ou tristeza, fé ou desesperança, vitória ou dor...

Preferi estar comigo mesmo e descansar, que para mim têm o sentido de desligar-se deste mundo imenso e de pressa e mergulhar no mais fundo de mim, num misto de sossego e melancolia.

Melancolia no sentido de saudade de um lugar que não conheço e nunca irei conhecer. No sentido da falta de um lugar de paz que nunca tive nem sei se quero ter. Nada de dor, tristeza ou vazio.

Quanto ao dia do trabalhador... Bem, só posso dizer o óbvio, já que a inspiração me falta e a cabeça ainda não aterrissou depois desse breve passei nas nuvens.

E o óbvio é que o dia do trabalhador é todos os dias, e não uma data específica. Mesmo assim, é importante essa data para celebrar as conquistas e renovar as forças para fazer avançar a luta por novas conquistas no mundo do trabalho.

Em se tratando do Brasil, uma conquista recente e extraordinária talvez seja a retomada da valorização do trabalho como elemento fundamental do desenvolvimento do país e das pessoas, uma vez que a longa noite neoliberal havia relegado o trabalho ao um plano inferior, apostando todas as suas fichas no cassino da especulação financeira e do desmonte do Estado como caminho da geração de riqueza (para alguns poucos, quem sabe, a custas da miséria de muitos).

Enquanto os Estados Unidos e a Europa amargam altas taxas de desemprego e o corte brutal de direitos, o Brasil gera trabalho e distribui renda. Longe do ideal, é claro, mas comparando com outros países e com o passado neoliberal, estamos bem na foto.

Mesmo assim, a luta por mais trabalho e por postos de trabalho mais dignos continua... E enquanto continua, celebremos essa data importante que é o 1º de maio e comemoremos algumas conquistas, pequenas mas importantes para a vida de cada trabalhador e trabalhadora, seja esse trabalho de cunho braçal ou intelectual. Ha, e descansemos também, pois ninguém é de ferro e o descanso pode ser um impulso para trabalhar mais e melhor.


E o amigo-mestre se fez morada...





Só és lembrado em duas datas, aniversariamente:
Quando faz anos que nasceste, quando faz anos que morreste;
Mais nada, mais nada, absolutamente mais nada.
Duas vezes no ano pensam em ti.


(Álvaro de Campos, Poesia, 67, p. 305)


Contrariando o insuperável Fernando Pessoa, venho aqui rememorar outra figura insuperável. Falo do meu amigo e mestre Osmar Hences, isso porque no último dia 30 de abril completou mais um ano da sua partida para andares mais altos da vida...

E se digo que contrario Pessoa é porque o “Sor Osmar” é uma dessas pessoas lembradas não somente nas datas em que o grande poeta aponta após o que chamamos morte, mas em muitos momentos e por muitos que tanto aprenderem com seus passos e gestos.

Na verdade, Osmar continua vivo dentro, à frente e acima de cada um de nós. Mais até: penso que ele segue presente em todos e todas que tiveram o privilégio da convivência com esta irradiante figura, não na forma de fantasma ou anjo da guarda, mas porque de tão importante que foi (e continua sendo), Osmar se tornou uma parte de nós mesmos.

Aquele abraço, meu amigo-mestre! Que a vida sempre te sorria e que tu sigas inundando a vida com a tua contagiante alegria; não importa em quê dimensão deste “mundão de meu Deus” estejas aportado. Afinal, “há muitas moradas na casa do meu Pai” e onde andares, tenhas a certeza de que permaneces bem apertado em nossos corações e nas nossas mentes iluminadas por tua luz. Uma luz feita para brilhar e acender a luz alheia, e nunca para ofuscar ninguém.