terça-feira, 28 de novembro de 2017

Herval diante do desmonte do Brasil e do Rio Grande



Estamos cansados de saber que Herval é extremamente dependente dos repasses da União e do estado oriundos do Fundo de Participação dos Municípios – FPM e do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS. São essas as duas grandes fontes de receita da prefeitura, já que a arrecadação de impostos e tributos próprios representa apenas uma pequena fatia do orçamento do município. E não se trata de nenhuma escolha nem algo mutável apenas pela vontade da gestão no âmbito local. Essa realidade é fruto das características e da vocação econômica do município, assim como resultado do pacto federativo vigente.

Portanto, o fortalecimento do setor público e das bem-sucedidas políticas de desenvolvimento econômico com inclusão social que fizeram o Brasil avançar como nunca na última década, os quais vêm sendo desmontados atualmente tanto em nível nacional quanto estadual – o que muitos chamam esperta ou equivocadamente de crise econômica – tem impacto direito e extremamente negativo nas finanças do município.

Ou seja, com a economia em recessão a produção e o consumo despencaram país afora, representando uma diminuição do bolo tributário e, consequentemente, a queda brusca e acentuada dos repasses federais e estaduais ao ente mais frágil e mais próximo da população que é o município. Menos investimentos públicos ou impulsionados pelo setor público, portanto, significa menos consumo que significa menos produção que significa menos postos de trabalho. Assim, a inflação cai em razão da queda do poder de compra dos trabalhadores, porém o dinheiro circula menos e a riqueza fica mais concentrada nas mãos de poucos e/ou é canalizada para fora do país.

Como se não bastasse a diminuição do bolo tributário, o município ainda sofre com o corte ou encolhimento de programas sociais e de desenvolvimento econômico. Dessa forma, além da população de baixa renda ter menos acesso a programas de renda mínima ou de formação educacional ou profissional, tornando-se mais dependente do poder público local; as administrações municipais perderam o acesso a investimentos de impacto e a fundo perdido em projetos de infraestrutura em todas as áreas, como saúde, educação, moradia, saneamento e desenvolvimento ou mobilidade urbana.

Para se ter ideia, nos 8 anos do governo municipal anterior foram captados em nível federal e estadual para investimento nos hervalenses quase R$ 20 milhões, os quais ainda foram complementados por contrapartidas ou aportes financeiros da prefeitura. Além disso, o acesso a esses investimentos era feito de forma republicana e transparente, bem diferente do momento atual aonde o acesso aos poucos investimentos disponíveis se dá por meio de emendas parlamentares ou através da “bênção” de deputados da base do governo. Como os dois deputados federais que mantém relações mais estreitas com Herval, Afonso Hamm (PP) e Dionilso Marcon (PT), não estão fechados ou fazem oposição ao governo, nosso município que já é de pequeno porte e com isso rende poucos votos a quem pauta as coisas por aí, acaba levando apenas os farelos do bolo ou alguma laranja de amostra, como costumo dizer.

Para piorar tudo, o governo federal e estadual ainda vem atrasando sistematicamente repasses vinculados ou obrigatórios, especialmente nas áreas da saúde, educação e assistência social, recursos que a prefeitura acaba tendo que desembolsar para manter programas em funcionamento ou mesmo assegurar o pagamento de pessoal ligado a tais programas. Somente na área da saúde, o governo do estado já acumula uma dívida com nosso município de mais de R$ 600 mil, dinheiro que a prefeitura acaba bancando para assegurar ações ou atendimentos de saúde e evitar punições dos órgãos de controle pelo eventual não fechamento das contas.

Por tudo isso, o esforço para manter e formar uma “gordura” que deveria ser usada na promoção de investimentos voltados ao fortalecimento da economia local – a grande meta do governo comandado pelo prefeito Rubem –, acaba comprometida ou inviabilizada. Por tudo isso, a crise que vem derrubando a maioria dos municípios já bateu na nossa porta e cria um cenário adverso e preocupante para os próximos meses. Por tudo isso também, mais que nunca é hora colocar o pé no chão e, como cidadãos e cidadãs, ter a consciência que realizar o básico já é um grande feito nesse momento. 

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Licença poética



Peço licença uma vez mais para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...

Se caíres no mar, aprendo a nadar instantaneamente.
Caso não consiga te alcançar, troco minha vida pela tua para te salvar.

Autorretrato


Alma aberta e o corpo liberto e coberto de tatuagens

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Música para os meus ouvidos


Canções que cantam o amor me tocam muito, apesar do amor sempre bater na minha porta, não se demorar muito e logo partir para voltar trajando novas vozes, formas e conteúdos.





quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Momento poético



Se Eu Fosse Um Padre

Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado
– muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,
não citaria santos e profetas:
nada das suas celestiais promessas
ou das suas terríveis maldições…
Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,
Rezaria seus versos, os mais belos,
desses que desde a infância me embalaram
e quem me dera que alguns fossem meus!
Porque a poesia purifica a alma
… a um belo poema – ainda que de Deus se aparte –
um belo poema sempre leva a Deus!

(Mario Quintana)

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Confissões de um poeta louco ou de um louco poeta!


Já fiquei numa relação apenas por causa dos filhos. Já dei fim ou deixei esfriar relacionamentos por causa dos filhos. Já assumi filho que não é meu biologicamente falando. Já aceitei o desafio e a alegria de ser pai do coração. Já me demorei em relacionamentos muito mais em razão dos filhos da e apenas da parceira. Já tive relacionamentos à distância que ajudei nas despesas como se vivesse debaixo do mesmo teto. Já aceitei entrar num relacionamento com a pessoa grávida de outro. Já esperei por alguém por mais de um ano para assumir um relacionamento que, por conta do desdém ou farsa da outra parte envolvida, logo não deu em nada.

Já abri mão de espaços ou oportunidades em favor de outras pessoas. Já dei a outros os créditos por coisas que fiz. Já estive muitas vezes na cara do gol, mas preferi passar a bola para um companheiro, tanto no futebol quanto na vida profissional e política. Já publiquei um livro. Já plantei algumas árvores. Já viajei por quase todas as partes da minha terra e por vários lugares do meu estado e fora dele. Já trabalhei em muitos projetos sem cobrar nenhum centavo. Já vi meu trabalho ajudar a salvar vidas ou curar enfermidades. Já vi meu trabalho ajudar a realizar sonhos ou colocar as coisas nos eixos. Já vi também meu trabalho ajudar a plantar sementes e colher muitas coisas boas para muita gente.

Fui, provavelmente, o primeiro cidadão da minha cidade a criar e alimentar um blog regularmente. Já perdoei erros imperdoáveis. Já fui condenado por erros que não cometi. Já chorei algumas perdas e pela passagem de pessoas queridas. Já ri muito sem motivo e por alcançar algumas vitórias e conquistas. Já tentei me colocar no lugar e sentir a dor de outrem. Já vi pessoas caras virarem a cara para as minhas dores. Já conheci as raias da loucura e os abismos do abuso. Já cai do cavalo. Já levantei incontáveis vezes, sempre melhor e mais forte. Já brinquei com fogo. Já fui queimado pela falta de amor de quem jurava me amar. Já sofri injustiças, ataques infundados, falsos testemunhos...

Ainda vivi pouco ou fiz quase nada, mesmo assim tenho uma boa bagagem e meus passos, para quem presta atenção neles, indicam que estou longe da perfeição, porém sempre prezei por ser verdadeiro e para além das palavras. Contudo, nunca falta quem confunda o intento de ser correto com ser trouxa. Também não falta quem aponte uma flagrante contradição entre o que escrevo e aquilo que faço ou veja apenas as palavras que saem de mim, muitas vezes arrancadas a suor ou fórceps. Talvez por pura maldade ou visão míope. Talvez porque julguem os livros pela capa ou pela opinião apressada que a crítica faz sobre eles. Talvez porque confundam ou limitem o autor à sua obra.

Na verdade, o que se escreve diz muito, porém nem sempre diz alguma coisa sobre quem escreve. Bom lembrar que poetas e escritores tem o dom de inventar, como atores tem o dom de representar.

Então, se queres conhecer-me, mira o homem ou o ser que se protege ou esconde por trás das palavras, como se elas fossem escudo ou capa. Mira e observa meus passos e tropeços. Mira por ti mesmo e livre de preconceitos ou expectativas ou interesse de andar ao meu lado. Mira com "teus próprios olhos" e sente-me com teu coração, pois o juízo alheio costuma falhar ou é feito tão somente para ferir ou deturpar.

Sou péssimo em falar das minhas intimidades e detesto fazer propaganda de mim mesmo, mas quando coisas que estão na cara não são vistas ou se prestam à incompreensão ou maldade alheia, abrir o baú do nosso ser é um dever.

Nem só de pão viverá o homem




segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Licença poética



Peço licença novamente para entregar-lhes outras palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...

Jurei de pés juntos juntar todos os meus cacos para colar na tua vida.

Promessa cumprida, ainda que se diga que o resultado não é nenhuma obra de arte.

Parada pedagógica



sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Coxinhas e mortadelas juntos?


Não falta quem questione ou condene o fato do PT fazer parte do governo municipal encabeçado pelo PSDB. De fato, especialmente no momento político atual do país, essa parceria soa ainda mais estranha e indesejável. Afinal, no plano nacional os tucanos foram um dos principais avalistas e ativistas do golpe contra a presidenta eleita legitimamente, Dilma Rousseff (PT). No entanto, além das peculiaridades locais, existem outras razões muito maiores que a mera disputa partidária que une as duas siglas na Sentinela da Fronteira.

Para começo de conversa, a aliança do PT não é pura e simplesmente com o PSDB. Em 2011, ainda durante o primeiro governo de Ildo Sallaberry (PP), o Partido dos Trabalhadores, após longo debate e decisão amplamente majoritária dos seus filiados, decidiu fazer parte da administração e compor com o grupo político que vinha promovendo enormes avanços e conquistas em todos os cantos da terra hervalense, com apoio e grande volume de recursos ofertados pelos governos Dilma e Tarso. Grupo político, então, encabeçado pelo PP e composto por PSDB e DEM que, além do PT, acabara quase que concomitantemente por ser reforçado pelo PPL. Com isso, o prefeito Ildo recompunha a base de apoio – uma vez que PMDB e PTB preferiram se “bandear para a oposição” –, e ainda promovia um estreitamento maior das relações e o aumento da parceria com os governos federal e estadual da época.

Desta forma, esse casamento político logo se mostrou saudável e bem-sucedido, na medida em que Herval acabou sendo o maior vencedor e beneficiário do mesmo, algo facilmente comprovado pelas obras e investimentos realizados a olhos vistos na cidade e no campo dali em diante, bem como pelos inúmeros gestos de lealdade, respeito e admiração recíprocos, representando mais que a tão almejada eficiência e resultados administrativos, mas também o rompimento com a velha política da chantagem ou do “toma lá dá cá” e numa demonstração concreta de que a política pode ser boa e que os diferentes podem somar forças e esforços em benefício da coletividade.

Por tudo isso, nada mais natural que o PT permanecesse junto no momento desse grupo político escolher o sucessor do prefeito Ildo. Uma escolha, diga-se de passagem, cujo nome indicado para se submeter às urnas em 2016 foi feita com base no resultado de uma enquete que consultou a opinião pública sobre o assunto, e não por meia dúzia de caciques fechados entre quatro paredes. Ademais, além das questões de ordem estritamente ideológicas e do calor da batalha política histérica que atrasou e contaminou o país de norte a sul, não havia razões para o PT se apartar desse grupo político coeso e que tanto bem havia feito a Herval, no sentido administrativo e político, conforme já fora dito. A saída do PT desse grupo aquela altura é que representaria uma espécie de golpe e os petistas prezam pelo jogo político limpo e na bola, rechaçando qualquer tipo de golpe ou decisão oportunista.

Além disso, também pesou na balança dos petistas o tamanho do PSDB em Herval. Ou seja, sem nenhum menosprezo ou subestimação da força, o fato é que o PSDB ainda não decolou e até o presente momento em solo hervalense pode ser considerado um partido nanico. Até aqui o partido ainda não elegeu nenhum vereador (até teve um na última legislatura, porém eleito por outra sigla). Situação que se repetiu no último pleito sendo que, na prática, o tucanos tem atualmente o prefeito mais um ou dois cargos no primeiro escalão do governo e depende totalmente dos aliados para assegurar a governabilidade e as definições políticas, tanto no legislativo quanto no executivo.

O presente escrito, porém, não tem a pretensão de responder todos os questionamentos ou aspectos que envolvem uma engenharia política tão complexa ou contraditória na visão de muitos. Na verdade, como petista, reafirmo o caráter republicano e o acerto dessa composição política, nem tanto sob o ponto de vista partidário, mas principalmente pelos bons frutos já colhidos na esfera administrativa e pelo que ela representa de possibilidades de construir ainda mais mudanças positivas e novos avanços para o nosso amado Herval.

Cenas da vida inventada





Rir é o melhor remédio



quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Momento poético



CANÇÃO DO AMOR SERENO (Lya Luft)


Vem sem receio: Eu Te Recebo...

Como um dom dos deuses do deserto
que decretaram minha trégua,
e permitiram que o mel de teus olhos me invadisse.

Quero que o meu amor te faça livre,
Que meus dedos não te prendam,
mas contornem teu raro perfil,
como lábios tocam um anel sagrado.

Quero que o meu amor te seja enfeite e conforto,
porto de partida para a fundação do teu reino
em que a sombra seja abrigo e ilha.

Quero que o meu amor te seja leve
Como se dançasse numa praia uma menina.


terça-feira, 14 de novembro de 2017

Música para os meus ouvidos


O acaso me deixou na porta da tua casa...




Pitada filosófica



Ato político


Lula lá sempre!!! E não se trata de paixão cega ou partidarismo xiita, como querem fazer crer os partidaristas xiitas e patrocinadores do atraso que voltou depois de uma década de avanços sob a luz apontada e a liderança de Luís Inácio Lula da Silva. 

Trata-se, antes de tudo, de respeito aos princípios democráticos e do direito que os paneleiros querem atropelar no afã de condenar apenas petistas e passar a mão por cima dos ladrões de outras siglas pegos em flagrante ou contra os quais foram descobertas provas fartas, cujos exemplos não faltam e estão diante dos olhos de todos. Basta olhar e ver.

Contra Lula, ao contrário, a única coisa concreta até aqui - depois de décadas de devassa na vida pública e privada - é a desde sempre sede das forças mais conservadoras do país de torná-lo um criminoso sem crime e, mais recentemente, a estranha validação de acusações contra Lula as quais vem sempre e curiosamente de presos e condenados sob o controle do juiz (?) Sérgio Moro.

Estou com Lula, sobretudo, por tudo de bom que Lula já fez pelo Brasil, que o tornaram o melhor presidente da história do país e um dos maiores líderes mundiais de todos os tempos. Quem não gosta de Lula, deveria ao menos respeitá-lo. Quem quer derrotar Lula, deveria pelo menos jogar na bola, como o fazem os humanos dignos de respeito e como sempre fez o próprio Lula, ao invés de apelar para esse vergonhoso jogo baixo que apenas revela a pequenez e o caráter sórdido dos seus mais ferozes adversários.


A inocência de Lula e do povo brasileiro
Por Emir Sader


Lula é inocente. Nunca ninguém foi tão acusado, perseguido, nunca ninguém teve tanto sua vida e suas atividades públicas tão vasculhadas, seu nome tão objeto de tentativas de destruição da sua reputação e nunca ninguém se saiu tão airoso. Como diz ele, conseguiu provar sua inocência, sem que os seus acusadores tenham provado sua culpa.

Lula é tão inocente como qualquer pessoa do povo brasileiro, como qualquer trabalhador, que vive do seu trabalho, da sua atividades, sem explorar a ninguém. Lula é inocente como o povo brasileiro.

Buscando espaço próprio no cenário politico alguns, ao invés de disputar com o Lula na capacidade de liderança, de empatia com o povo, de disputar com propostas para resgate da democracia e reconstrução do país, se dedicam a atacar o Lula, que seria responsável praticamente do golpe.

Visões políticas de baixo nível teórico e político não entendem como se constrói a hegemonia de um projeto popular. Vivem de afirmações estrondosas, que tem efeito de minutos na internet, depois desaparecem. Lula construiu a arquitetura que permitiu à esquerda, apesar de minoritária no Congresso, viabilizar o período mais virtuoso da história brasileira. Nos seus dois mandatos, o programa da esquerda foi hegemônico – crescimento econômico com distribuição de renda, recuperação do papel do Estado, politica externa soberana -, contando com um grande bloco social e politico.

No mandato da Dilma, a aliança se manteve. Não foi o PT que escolheu o vice da Dilma. O PT formulou o programa de continuidade com o governo Lula, que foi aceito pelo PMDB, que indicou seu presidente, Temer, como vice, dentro do programa do PT, como voltaria a ocorrer em 2014.

Demagogia barata dizer que o Lula escolheu o Temer como vice e que seria o responsável pela crise atual, visão de quem não entende nada do que aconteceu no país neste século e de quem rejeita as alianças, sem saber da sua importância e de que o que define sua natureza é saber quem detém a hegemonia. Dilma foi perdendo essa hegemonia ao longo do seu mandato, com o PMDB mudando sua correlação de forças interna, até desembocar na ruptura e no golpe.

Paralelamente às acusações ao Lula, passaram a correr acusações ao povo brasileiro. Que seria passivo, "banana", segundo a desastrada capa de uma revista. Se acusa o povo brasileiro de não reagir a tudo o que sofre, quase de ser cúmplice do golpe, até mesmo, alguns, de que porque as elites são corruptas, o próprio povo o seria ou seria complacente com a corrupção. Um pouco mais e vão pedir a dissolução do povo brasileiro.

Um problema comum a praticamente todos os governos anti neoliberais da América Latina é o de que beneficiários de suas políticas sociais não votam nos candidatos dos governos que levaram a cabo essas politicas, que mudaram tão positivamente suas vidas. Uns atribuem a culpa ao povo, ingratos, que não reconhecem os responsáveis por essas políticas.

Pelo sucesso dessas politicas em todos os países de governos neoliberais, estes deveriam sempre vencer as eleições e ter cada vez mais bases populares mais amplas de apoio. O que não somente não tem acontecido, como tem ocorrido o oposto: os triunfos eleitorais tem sido por margens menores e tem havidos vários casos de derrotas.

Ainda que reconheçam que suas vidas melhoraram e de forma significativa, não atribuem isso à mudança de governo e a políticas que os novos governos implementaram. Ou porque naturalizaram essas políticas como se fossem direitos perenes de todos ou porque atribuem as mudanças a fatores outros – a Deus, a seu próprio esforço, entre outros.

Corre na internet, amplamente, a criminalização do pobre que vota em candidatos da direita, como se a culpa fosse deles. Os próprios meios de imprensa que são incapazes de chegar ao povo e não tem nenhuma influencia sobre eles, acusam os pobres de ser "bananas".

Quando os pobres não votam na esquerda, a culpa é da esquerda, que não conseguiu chegar até eles e convence-los de seus argumentos.

Lula e o povo brasileiro são inocentes. Consultado, o povo brasileiro, com maioria cada vez mais ampla, escolhe a Lula como alternativa para dirigir o Brasil de novo.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Nem só de pão viverá o homem





Licença poética



Peço licença uma vez mais para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...

Não te descobri em abril, mas me sinto febril desde que teu sol abriu para mim. No bom e no mais acalorado sentido.
Surgisses em outubro quando tudo andava turvo, fazendo a primavera finalmente florir e encher de cor.
Maio é teu mês, minha linda... O mesmo maio dos namorados que celebra e resplandece o amor!

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Momento poético



É assim que te quero

É assim que te quero, amor,
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes
e como arranjas
os cabelos e como
a tua boca sorri,
ágil como a água
da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amada,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte
em cada dia que passa.
Da luz nada sei, nem donde
vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me,
e assim tu pão e luz
e sombra és.
Chegastes à minha vida
com o que trazias,
feita
de luz e pão e sombra, eu te esperava,
e é assim que preciso de ti,
assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui
e retrocedam hoje porque é cedo
para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor, uma folha
que há de cair sobre a terra
como se a tivessem produzido os nossos lábios,
como um beijo caído
das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro.

(Pablo Neruda)


Altas conexões



quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Música para os meus ouvidos


Amores falsos não quero mais, mesmo que sejam sinceros. Prefiro amores de verdade, ainda que sejam fracos ou feitos para acabar.





Ato político


Jeferson Miola: O preço do impeachment e o valor do STF



Lúcio Funaro adicionou novas informações sobre o preço que Cunha, Temer, Padilha, Geddel e outros golpistas peemedebistas e tucanos pagaram para a aprovação do  impeachment fraudulento.
O operador da organização criminosa revelou que Eduardo Cunha lhe pediu R$ 1 milhão para comprar o voto de alguns deputados a favor da fraude, quando o processo já tramitava na Câmara.
Além deste valor, e antes disso, outras dezenas de milhões de dólares foram investidas na conspiração que derrubou a Presidente Dilma – sabe-se hoje, uma cifra bastante superior àquela “sobra”/“troco” de R$ 51 milhões guardados num apartamento pelo ex-ministro Geddel:
– na eleição de 2014, boa quantia de dinheiro arrecadado [legalmente, via caixa 2 ou propina] pelo banco de corrupção de políticos foi apostado na compra da eleição de uma numerosa bancada anti-Dilma na Câmara.
– outra montanha de dinheiro foi investida na compra dos votos de deputados para elegerem Eduardo Cunha à presidência da Câmara – passo que se demonstrou essencial na evolução da trama conspirativa e no funcionamento da engrenagem golpista.
Qualquer que seja o ângulo de observação da realidade chega-se à conclusão que o impeachment foi uma das mais burlescas farsas políticas da história do Brasil: [1] faltou-lhe fundamentação fática, legal e constitucional; porque não existiu e nunca foi demonstrado crime de responsabilidade, e [2] a maioria composta por 367 deputados que aprovaram a farsa em 17 de abril de 2016 foi comprada.
É notório que o impeachment só prosperou porque a Suprema Corte foi condescendente com esta farsa – ou cúmplice, na visão de alguns analistas.
Sobraram motivos, alegações e pedidos para que o STF interrompesse aquela violência perpetrada contra o Estado de Direito, porém os 11 juízes simplesmente lavaram as mãos, permitindo que o mandato conferido a Dilma por 54.501.318 votos fosse usurpado pela cleptocracia que tomou de assalto o poder.
Com obscurantismo jurídico, o STF se recusou a analisar o mérito do impeachment; optou por não se pronunciar quanto à absoluta inexistência de fundamentos jurídicos para o pedido acolhido pelo então presidente da Câmara em dissonância com a Constituição e as Leis do país.
Hoje sobram razões para se anular o golpe de 2016. Ao que tudo indica, todavia, mesmo com o robustecimento das provas, evidências e indícios da compra da maioria parlamentar que aprovou a fraude do impeachment, a Suprema Corte continuará onde sempre esteve: condescendente – ou cúmplice – com o golpe.
O preço do impeachment é conhecido, assim como é sabido o valor desprezível do STF na preservação da democracia e do Estado de Direito.
O sistema político-jurídico está inteiramente apodrecido. Além de eleições limpas para restaurar a democracia, é urgente uma Assembléia Nacional Constituinte com prioridade nas reformas política, tributária, do judiciário e para a democratização da comunicação e da informação pública.

Por Jeferson Miola, integrante do Instituto de Debates, Estudos e Alternativas de Porto Alegre (Idea) e ex-coordenador-executivo do 5º Fórum Social Mundial, em post em sua página pessoal no Facebook.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Pitada filosófica



Licença poética



Peço licença novamente para entregar-lhes outras palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


O mundo não para de desabar lá fora:
Chuva, raios, trovoadas, vento...
Entretanto, tempo feio não me apavora e enfrento qualquer clima para curtir teu clima e teu clímax.

Autorretrato

E daí que faz frio? Tenho o fogo do afeto e o calor da minha alma faiscante.