Sobre o Blog do Toninho

O Blog busca retratar coisas da vida interiorana e do meu interior, numa abordagem que mistura reflexão, notícias, riso, poesia, musicalidade, transcedentalidade e outras "cositas más". Tudo feito com produções próprias, mas também com a reprodução do pensar ou do sentir dos grandes gênios que o país e a humanidade pariram.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Momento poético



Nadador


O que me encanta é a linha alada
das tuas espáduas, e a curva
que descreves, pássaro da água!

É a tua fina, ágil cintura,
e esse adeus da tua garganta
para cemitérios de espuma!

É a despedida, que me encanta,
quando te desprendes ao vento,
fiel à queda, rápida e branda

E apenas por estar prevendo,
longe, na eternidade da água,
sobreviver teu movimento…


Cecília Meireles

Nem só de pão viverá o homem



segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Feliz Natal!



Rir é o melhor remédio



Música para os meus ouvidos


O mundo anda doente. Todos nós, mais ou menos, andamos um pouco enfermos. É muito inferno que brota dentro de nós se espalhando pelos quatro cantos, fazendo o planeta azul ficar vermelho de raiva e coberto de sangue e chagas.

Contudo, ainda temos saída desse beco sem saída e a saída virá pela arte que alivia e convida-nos a congregar e compartilhar, não as mundanas coisas, mas nosso ser em ebulição que nunca se completa ou encontra a temperatura certa sem a presença dos outros seres que, assim como nós, nasceram para crescer e se fazer melhores um pouquinho de cada vez.

Que nesse Natal sejamos presença na vida dos seres que nos são caros e vice-versa e que o melhor presente seja o dom da vida e o compromisso de lapidarmos a nós mesmos, usando sempre as melhores ferramentas, como a música que toca e dá o ritmo para irmos em frente.




quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Licença poética



Peço licença uma vez mais para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...

As cores do arco-íris enlouquecem e ficam mais vivas e quentes e fundem-se numa só cor e perdem a noção de tempo e espaço e se jogam lá do alto sem paraquedas, algo que acontece toda vez que avistam tua íris.


Pitada filosófica



quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Autorretrato



Fazendo a ponte no intuito de trazer para Herval a oferta do microcrédito.

Reunido na manhã de ontem, 18, com prefeito Rubem e os representantes da "Casa do Microcrédito", Cleiton e Letícia Souza, com o objetivo de conhecer o trabalho dessa instituição que possui parceria com a prefeitura de Pelotas, além dos benefícios e possibilidades do microcrédito, uma fonte de financiamento orientado que fornece um "fermento" aos empreendedores e injeta "dinheiro novo" na economia local.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Papo cabeça




Então, é Natal!



Mais um Natal vem bater a nossa porta, depois de um ano muito conturbado, de enormes injustiças, derrotas, retrocessos, trapaças e fake news a solta. Enfim, em nível nacional, um ano que sacramentou a perseguição e a criminalização da melhor versão do Brasil e o endeusamento e triunfo da face mais suja e atrasada e hipócrita da “terra tupiniquim”.

Em 2018, o Brasil não emplacou na Copa do Mundo de Futebol, algo não tão ruim, pois tal feito (como ocorreu em outras épocas) poderia servir como manto para esconder nossas mazelas ou mantra para entoar aos quatro cantos que, mesmo na pior, se ganhamos uma Copa está tudo bem e somos os melhores do planeta. Em 2018, vimos uma quadrilha seguir pousando de vestais e avançando no projeto de jogar pelo ralo o patrimônio do povo brasileiro, além de entregar de mão beijada ao interesse estrangeiro as principais riquezas do país. Em 2018, assistimos um dos maiores líderes mundiais de todos os tempos, ser encarcerado e humilhado sem crime e com base em prova nenhuma, num golpe baixo para tirá-lo do páreo eleitoral baseado no simples fato dele ter conquistado o prestígio que conquistou, vindo de onde veio e sem ter perdido a conexão com suas raízes.

Em 2018, vimos criminosos pegos com a “boca na botija” escaparem livres, leves e soltos simplesmente por serem “amigos do rei” ou estarem com o rabo dele preso. Assistimos ainda juízes atuando como políticos e a política ser usada como balcão de negócios de políticos e empresários sem escrúpulos que, entre tantas coisas horrendas, livraram a cara e varreram para baixo do tapete a sujeira de um presidente golpista e seus asseclas. Em 2018, vimos a miséria voltar com força no Brasil e milhões de pobres pagarem o pato e a conta da gastança e dos privilégios de meia dúzia de muito ricos. Observamos também a economia seguir emperrada por conta, principalmente, de problemas políticos e a tal crise econômica ser usada como álibi e pretexto para cortar criminosamente verbas e programas daquela fatia da população que mais precisa das políticas e do orçamento público.

No ano que está prestes a findar, muita coisa que funcionava foi tirada de lugar, encolhida ou extinta; o errado passou a ser modelo de acerto; o interesse público perdeu voz e espaço para o interesse particular; os maus, mesmo mostrando sua cara feia, foram transformados em símbolo de benevolência e avanço, sendo seguidos por muita gente boa de fato; muito vilão foi transformado em herói; muito inútil foi visto como realizador; muita gente que merecia ser vaiada foi aplaudida enquanto figuras dignas de aplauso foram alvo da execração pública; muito idiota ganhou o status de gênio ou mito; muito mané usou e abusou da malandragem para passar a perna em meio mundo e se dar bem.

Contudo, para não dizer que não falei das flores, 2018 também registra alguns motivos para comemorar. Em termos particulares, tenho a celebrar o fato de ter escapado ileso de um acidente de automóvel, praticamente nascendo de novo. Em âmbito público, tenho a festejar nosso município estar bem longe dos escândalos políticos dos quais poucos escaparam; pela maioria dos hervalenses ter deixado claro que aqui cria da ditadura não se cria e também em razão da administração municipal da qual faço parte – mesmo a passos mais lentos na comparação com períodos anteriores –, ter continuado funcionando, assegurando a prestação dos serviços essenciais a nossa população e cumprindo as obrigações com os servidores rigorosamente em dia, inclusive com o pagamento integral do décimo terceiro salário dia 14 de dezembro.

Então, é Natal e Ano Novo também! Boas festas e que 2019 nos traga muita luz para espantar toda a treva e obscurantismo, além de muita lucidez, boas energias e o espírito natalino vivo o ano inteiro para evitar que nosso futuro seja voltar a um passado carrancudo e pouco altruísta que não nos serve mais nem nunca serviu.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Nem só de pão viverá o homem





Momento poético




NÃO PASSOU

  
Passou?
Minúsculas eternidades
deglutidas por mínimos relógios
ressoam na mente cavernosa.

Não, ninguém morreu, ninguém foi infeliz.
A mão- a tua mão, nossas mãos-
rugosas, têm o antigo calor
de quando éramos vivos. Éramos?

Hoje somos mais vivos do que nunca.
Mentira, estarmos sós.
Nada, que eu sinta, passa realmente.
É tudo ilusão de ter passado.


Carlos Drummond de Andrade

sábado, 8 de dezembro de 2018

Música para os meus ouvidos


Djavan é dono de uma dessas vozes que parecem ser sopradas por Deus em nossos ouvidos. Djavan é o pai de uma poesia cantada que, mesmo que não fosse embalada pela música, iria clarear a noite e iluminar nossos dias.


PT troca experiências com o olhar no futuro



A manhã desse sábado, 8, foi de reflexão e debate para os integrantes do Partido dos Trabalhadores de Herval.

Numa roda de conversa que contou com a presença e contribuição do ex-prefeito de Jaguarão, Cláudio Martins, alguns dirigentes e filiados ao partido debateram os desafios, tarefas e perspectivas do PT no âmbito local.

O presidente da sigla, Toninho Veleda, abriu o encontro fazendo um breve relato sobre a história, os acúmulos e o momento atual não só do PT, mas do cenário político atual em nível de munícipio. Toninho também registrou o pesar pelo recente falecimento de Camarão, uma das lideranças mais expressivas e reconhecidas do campo político da esquerda na Sentinela da Fronteira.

Na sequência, Cláudio falou sobre a experiência e os caminhos percorridos para conduzir o PT ao governo de Jaguarão por dois mandatos consecutivos, bem como de algumas ações da administração petista que mudaram a cara, tornaram mais pujante e colocaram a "cidade heróica" num novo patamar de desenvolvimento, inclusão social, melhoria dos serviços e do desempenho da máquina pública, além de torná-la mais atrativa aos visitantes e conectada com a região e as relações binacionais com o vizinho Uruguai.

Cláudio ainda falou das potencialidades e forças que ele enxerga no PT em Herval e sugeriu alguns passos e iniciativas que podem ser adotadas, visando ampliar o alcance e inserir cada vez mais o partido no seio da sociedade hervalense, na cidade e no campo.

Logo após, se fez uma rodada na qual se escutou a fala de todos os presentes, sendo voz comum de todos que o PT apresenta condições políticas e precisa almejar vôos mais altos no município, postulando uma candidatura própria ou a indicação de um nome que represente o projeto petista na composição de uma chapa majoritária nas eleições de 2020.


quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Ato político


Bem antes da última eleição, venho dizendo que a vitória de Bolsonaro e cia representaria a vitória do Brasil do atraso, do Brasil da exploração, da sonegação, da evasão de divisas, da corrupção nunca investigada e sempre impune...
Enfim, a vitória do Brasil de antigamente que nem sequer usou algum disfarce, se apresentando com sua face violenta, mesquinha e suja e, mesmo assim, conquistou as mentes e os corações da maioria que se constituem em presa fácil desse projeto excludente e assassino (senão de corpos, do sonho de uma humanidade melhor e mais igual na terra tupiquinim).
Antes mesmo de tomar posse, Bolsonaro cada vez mais confirma e deixa claro a que veio, a que interesses serve e quem deverá pagar a conta da gastança dos muito ricos do país e da entrega das nossas riquezas aos gringos.

Bolsonaro devolve o Brasil ao século 19

Por Miguel Rossetto (*)
O anúncio da extinção do Ministério do Trabalho é um caso de excepcional gravidade. Devolve o Brasil à Republica Velha, pré-trinta, onde trabalhador não tinha direitos e as questões sociais eram caso de polícia.
Junto com a reforma trabalhista que fragiliza os direitos e dificulta o acesso do trabalhador a justiça do trabalho, esta extinção é a senha para o saque generalizado aos trabalhadores. Com a fiscalização do trabalho enfraquecida, com Sindicatos fragilizados e com barreiras ao acesso à justiça não é difícil antever o agravamento daquilo que já deveria estar a muito superado como o trabalho escravo e as condições sub humanas de remuneração, de segurança e das condições de trabalho.
Toda esta avalanche de destruição é animada pelo mito mentiroso e interessado de que o trabalhador brasileiro custa caro e tem muitos direitos, sintetizada na inacreditável frase de Bolsonaro “é horrível ser patrão no Brasil”. O Brasil segue sendo o campeão das desigualdades e da concentração da renda e da riqueza. E é no mundo do trabalho que esta desigualdade se constrói. Baixos salários e renda e riqueza concentrada. Pesquisa recente do IBGE mostrou que os 10 % de maior renda ficam com 46% do total dos rendimentos e que os 10% de menos renda com 0.8% da massa salarial. Aponta também que 50% desta imensa população ocupada, sem formalidade e trabalhando por conta própria, quase 45 milhões de trabalhadores recebe menos do que 1 salario mínimo por mês. A contra reforma trabalhista, anunciada como condição para a retomada e formalização do emprego se revelou uma grande mentira.
Hoje, são 13 milhões de desempregados e quase 28 milhões de brasileiros sub-ocupados. Uma gigantesca população que luta diariamente para ter um trabalho, uma renda para sobreviver e que pressiona brutalmente o mercado de trabalho, reduzindo salários e condições de trabalho. Quase 90% das ocupações geradas nos país foram sem carteira assinada e por conta própria, bicos. Encontramos todos os dias estes homens e mulheres nas ruas das cidades.
Para se ter uma ideia o salário mínimo brasileiro é dez vezes menor que o salário-mínimo americano, o salário médio brasileiro é 75% menor que salário médio chinês, país usado como exemplo para o achaque de direitos e renda.
O discurso do custo da mão de obra é um truque e um acinte. Não tem qualquer amparo nos fatos e serve apenas para aumentar a taxa de exploração do trabalho. A extinção do Ministério do Trabalho, assim como o da Previdência é o mesmo tempo um anúncio. O anúncio do fim do direito a aposentadoria e dos direitos dos trabalhadores e da ampliação de forma insuportável da exclusão e da violência social.
Na próxima visita que fizer aos EUA (país que admira tanto a ponto de bater continência à bandeira de churrascaria), Bolsonaro podia aproveitar e visitar o Ministério do Trabalho americano no prédio Frances Perkins, que nem Trump ousou tocar. Se continuar achando que é horrível ser patrão no Brasil devia tentar ser trabalhador.
(*) Miguel Rossetto foi Ministro do Trabalho e da Previdência Social, e do Desenvolvimento Agrário.
Publicado em: https://www.sul21.com.br/opiniaopublica/2018/12/bolsonaro-devolve-o-brasil-ao-seculo-19-por-miguel-rossetto/

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Papo cabeça





Licença poética



Peço licença novamente para entregar-lhes outras palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


Minha meta de vida é tornar-me um deuso.

De posse de poderes divinos – ainda que seja por um dia – meu primeiro ato será ordenar que teus desejos se tornem uma ordem e se realizem automaticamente.


segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Música para os meus ouvidos


Quem viver verão e o verão que está próximo, pede um som leve e alegre e repleto de calor...




Vai o homem, fica a história



Quem faz política com o fígado ou enxerga apenas uma pequena parte do conjunto de uma obra, deve imaginar que eu nutria um ranço absoluto e irreversível pelo ex-prefeito Camarão. Ledo engano! Faço política com a mente e o coração abertos e, por princípio e aprendizado, jamais pessoalizo as coisas quando se trata do universo político. Tanto na vida pública quanto privada, não endeuso e também não diabolizo ninguém.

Camarão que, acaba de partir desse mundo, exerceu sim um papel primordial no contexto político local, dando forma e conteúdo político-partidário a um povo trabalhador, até então, pouco afeito às lides políticas e afazeres da vida pública. Com acertos e erros, ele teve protagonismo e altivez, assumindo a liderança de um grupo social menos favorecido da Sentinela da Fronteira (que até hoje possui raízes muito fortes e profundas em nossa terra) e foi um obstinado por transformar Herval numa espécie de Meca do desenvolvimento (seu erro talvez tenha sido não levar em conta as condições concretas do nosso lugar localizado “longe demais das capitais” e a (in) sustentabilidade financeira desse projeto, tendo em vista a capacidade limitada de geração de riquezas que caracteriza nosso município).

Contudo, não venho aqui fazer julgamentos ou tecer considerações acerca de águas passadas ou questões de caráter administrativo.

Votei no Camarão quando ele concorreu a deputado estadual e, já como quadro petista, estive ao seu lado em 2000, numa eleição da qual saímos derrotados por apenas 89 votos. No meu ponto de vista, se não é digna de unanimidade ou de aplausos efusivos, a primeira gestão de Camarão como prefeito merece o reconhecimento e consideração dos hervalenses de nascimento ou coração, como ele próprio. Foi ele que, bem ou mal, tirou muitos pobres dos bastidores para colocá-los no palco público, sacudiu a acomodação e alimentou a auto-estima da nossa gente e projetou Herval em nível regional e estadual.

Ademais, também merece reconhecimento e consideração a luta de Camarão durante a resistência contra a Ditadura Militar e em prol da democracia, numa época que poucos tiveram a cara e a coragem de não vergar a espinha e colocar a alma e o corpo a tapa (ou coisa bem pior).

Como me incluo entre aqueles que acreditam que esta vida é apenas uma etapa na infinita viagem evolutiva, registro meus sentimentos e desejo que Marco Aurélio Gonçalves da Silva possa seguir sua jornada com muita luz e as boas vibrações da legião de gente humilde que sempre viu nele uma luz no fim do túnel.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Versos del alma gautia





Ato político




Pobre país rico


Os ataques à Petrobras atendem aos interesses de países no centro de poder mundial de olhos nos recursos energéticos do Brasil. É a imposição da agenda do sistema financeiro mundial. O mercado é uma entidade cuja relação com o Estado é a de explorá-lo e dele retirar o maior lucro possível.

A indicação de Roberto Castello Branco para a presidência da Petrobras será a concretização desse objetivo. A empresa será esquartejada e distribuída entre petroleiras estatais de outros países e o nosso petróleo produzirá o desenvolvimento dessas nações.
O Iraque, a quinta maior reserva de petróleo do mundo, mas pobre, foi invadido em 2003, sob o argumento de possuir armas de destruição em massa.

Os EUA e Saddam Hussein eram parceiros desde 1963, desde a deposição do ex-presidente Abdul Kassem. Hussein foi alçado a presidente pelos EUA no fim da década de 1970.

Quando Hussein, após mais de 20 anos, anunciou a venda do seu petróleo, em euro, foi derrubado, julgado sumariamente e enforcado, em 2006, no Iraque invadido pelo governo George Bush.

Naquele ano, o Brasil anunciou a descoberta da sua maior reserva de petróleo, o pré-sal.

Em 2008, a Petrobras começou a extrair os primeiros barris. Em 2010, o governo aprovou a lei da partilha, que substituiu o modelo de concessão. De forma geral, a principal diferença entre os dois modelos é que, pela concessão, o petróleo é de propriedade da empresa que o explora, pagando uma parte ao Estado. Pela partilha, o dono do petróleo é o País. No caso, o Brasil.
Além de proteger o pré-sal, como patrimônio brasileiro, o governo implantou e consolidou uma política de conteúdo nacional para estimular a indústria do setor de gás e petróleo.

Devido aos investimentos, em 2015 a Petrobras recebeu o mais importante prêmio que uma petroleira do seu porte pode receber, o OTC Distinguished Achievement Award for Companies, Organizations and Institutions, pelo desenvolvimento de tecnologias.
Entre 2011 e 2017, a liquidez corrente da empresa oscilou entre 1,5 e 1,9. Ou seja, para cada 1 real investido, a companhia recuperaria entre 1,50 e 1,90 real.
Destarte, é fácil compreender porque o valor de mercado da Petrobras passou de 50 bilhões de reais, em 2003, para 214 bilhões em 2016. O que fica realmente difícil de explicar, diante dos números, é o ávido interesse de todas as grandes petroleiras do mundo em comprar uma empresa teoricamente quebrada.
Castello Branco critica o monopólio estatal da perspectiva rentista. O resultado de uma estatal não pode ser tomado apenas dos pontos de vista do lucro e do prejuízo. Leva-se em consideração a sua contribuição para o desenvolvimento do País.
O subsídio aos combustíveis entre 2011 e 2014 foi para que os pobres consumissem gasolina e gás de cozinha e não causou prejuízo à Petrobras. No período, o valor positivo do caixa da empresa oscilou entre 33,03 bilhões de reais e 26,6 bilhões.
O que está em jogo é a soberania do País, a autodeterminação de investir sua riqueza onde e como lhe convier. Pelos resultados conquistados, fica patente a competência da empresa para gerir essa imensa riqueza brasileira, o nosso passaporte para o futuro, como disse o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A partir de 2016, os preços internos de combustíveis foram colocados acima dos praticados no mercado internacional, paralisando as 15 refinarias brasileiras, gerando empregos e impostos em outros países, como nos EUA.
O novo governo é patriota de outras nações. São brasileiros que se contentam em ver o Brasil como uma eterna colônia fornecedora de commodities para o desenvolvimento de outros povos. Isso tem nome: traição e sabujismo.


Por Enio Verri, deputado federal pelo PT-PR



quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Altas conexões





Licença poética



Peço licença uma vez mais para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


A beleza que habita em ti é tanta que, com ela, seria possível dar várias voltas ao redor da terra.

Tua beleza é tão infinita que é capaz de me virar do avesso nessa e em muitas outras vidas.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Música para os meus ouvidos


Poesia pode ser escrita, falada, interpretada, cantada ou mesmo acústica. O importante é que a poesia invada nossas vidas e rime com o melhor que podemos ser.




Momento poético



Além-Tédio


Nada me expira já, nada me vive - 
Nem a tristeza nem as horas belas. 
De as não ter e de nunca vir a tê-las, 
Fartam-me até as coisas que não tive. 

Como eu quisera, emfim de alma esquecida, 
Dormir em paz num leito de hospital... 
Cansei dentro de mim, cansei a vida 
De tanto a divagar em luz irreal. 

Outrora imaginei escalar os céus 
À força de ambição e nostalgia, 
E doente-de-Novo, fui-me Deus 
No grande rastro fulvo que me ardia. 

Parti. Mas logo regressei à dor, 
Pois tudo me ruiu... Tudo era igual: 
A quimera, cingida, era real, 
A propria maravilha tinha côr! 

Ecoando-me em silêncio, a noite escura 
Baixou-me assim na queda sem remédio; 
Eu próprio me traguei na profundura, 
Me sequei todo, endureci de tedio. 

E só me resta hoje uma alegria: 
É que, de tão iguais e tão vazios, 
Os instantes me esvoam dia a dia 
Cada vez mais velozes, mais esguios... 

Mário de Sá-Carneiro, in 'Dispersão' 

Rir é o melhor remédio



sábado, 24 de novembro de 2018

Basílio em festa e somando forças



Vice-prefeito Fernando Silveira e o secretário de planejamento, Toninho Veleda, prestigiando o Sub Prefeito Deomar Schafer (Gordo) e toda a comunidade do Basílio, em evento promovido a muitas mãos (inclusive com o apoio e participação do vereador Edinaldo Azevedo) na data de hoje, 24, com objetivo de arrecadar recursos para a aquisição de um equipamento de sonorização para essa importante comunidade do nosso município.

Além de um saboroso almoço, a iniciativa se prolonga ao longo do dia de hoje com partidas de futebol de 7, bingo e um animado "arrasta pé", motivados pelo compromisso e o espírito de somar forças e promover a integração entre as pessoas do local com os moradores do entorno da Vila Basílio, assim como com a administração municipal.

A data também marca o aniversário de Gordo, figura muito querida e uma liderança política muito respeitada do nosso município que, depois de uma rápida passagem pelo legislativo municipal e a experiência acumulada como secretário adjunto de Agropecuária, atualmente tem a missão e já vem se destacando como Sub Prefeito do Basílio, sempre promovendo a participação coletiva e o trabalho em equipe.

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Autorretrato




Em Pedras Altas no dia de ontem, 22,  revendo grandes parceiros e representando a Prefeitura de Herval em Seminário sobre educação fiscal que contou com a participação de 15 municípios. Aprendizado importante, visando potencializar, otimizar e incrementar a receita das prefeituras, a partir de iniciativas que envolvam a comunidade e diferentes órgãos do governo.

Ato político



fim do Convênio entre o governo de Cuba e a Organização Panamericana de Saúde (OPAS), sob o qual era  garantida a participação dos médicos cubanos no “Programa Mais Médicos”, deve-se a declarações intempestivas do presidente eleito Jair Bolsonaro, que ignora  a dimensão diplomática que cerca a relação entre países. Em especial, ofende a exigência de respeito aos convênios legalmente firmados, bem como à civilidade necessária aos acordos  de cooperação entre nações.
O Convênio que está sendo extinto trata da cooperação tripartite – entre Brasil, OPAS e Cuba – na qual a OPAS garante ao Brasil, nos termos e nas condições previamente negociadas com Cuba, médicos com o objetivo de melhorar a cobertura da atenção básica de saúde à população brasileira.
Para nossa gente mais humilde, a extinção do  programa será uma perda irreparável a curto e médio prazos. Criado durante o meu governo, ofereceu até 2016 atendimento médico a 63 milhões de brasileiros e brasileiras, muitos dos quais jamais haviam tido acesso a um profissional de saúde. Na verdade, 700 munícipios do país não tinham um médico sequer para atender à população local.
As consequências do rompimento estabanado dos termos do convênio, em reiteradas manifestações pelo twitterdo futuro presidente do País, são gravíssimas. Dezenas de milhões de brasileiros deverão ficar sem os cuidados básicos na área de saúde, em todo o território nacional.
A  decisão do presidente eleito foi unilateral e desrespeitosa, ao criticar por twitter os termos do convênio assinado no meu governo, e renovado, sem modificações, até pelo governo Temer. Dispensaram, por absoluta soberba, as posturas diplomáticas requeridas na relação entre países.
O grave é, portanto,  que  tudo isso ocorreu  sem consulta aos signatários do acordo – a OPAS e o ministério da Saúde de Cuba. As manifestações levianas e autoritárias podem mesmo afastar também médicos de outros países que participam minoritariamente do Programa Mais Médicos.
Numa agressiva demonstração de indiferença às cláusulas estabelecidas sob a supervisão da OPAS, o presidente eleito anunciou que vai impor aos participantes estrangeiros do Mais Médicos contratos individuais, realização de exames de teste de conhecimento e validação de diplomas, pagamento direto, desconsiderando a garantia de salário integral dada aos médicos pelo governo cubano.
Parecia desconhecer que, pelo convênio, a OPAS, instituição supranacional, contratava os médicos coletivamente junto ao ministério cubano e garantia sua qualificação junto ao Ministério de Saúde de Cuba. Sem dúvida, a exigência de submeter os médicos estrangeiros a um exame no Brasil só poderia ser vista como um gesto depreciativo, xenófobo  e arrogante, cometido contra os profissionais de saúde de países estrangeiros. Mesmo porque o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação supervisionavam o trabalho de todos os médicos e faziam avaliações de desempenho.
Uma pesquisa realizada pela Universidade de Minas Gerais, por solicitação do meu governo, mostrou que 95% da população aprovava o trabalho dos médicos que integram o programa, sem distinção de nacionalidade, e 90% dos usuários deram nota de 8 a 10 ao Mais Médicos.
Em abril de 2016, o programa tinha 18.240 médicos, a maioria oriundos de Cuba, graças ao convênio entre o governo brasileiro e a OPAS. Os médicos cubanos foram essenciais para preencher as vagas do programa. Logo na chamada inicial, os médicos brasileiros não se candidataram em número suficiente; depois, abriu-se o programa para médicos da América Latina; e, finalmente, como ainda não haviam sido ocupadas sequer metade das vagas, firmou-se com a OPAS um convênio para a convocação de médicos cubanos, porque Cuba é um dos países do mundo que tem a mais alta relação entre médicos e população – 6,7 profissionais para cada grupo de 1.000 habitantes – e uma reconhecida experiência e competência em cooperação internacional na área de saúde.
Lembremos que em 2013 o Brasil possuía apenas 1,8 médicos por mil habitantes.  Menos que o México, o Uruguai e a Argentina. No  ritmo de formação universitária existente naquele ano, a  meta de chegar a 2,7 médicos por mil habitantes só seria alcançada em 2035. Essa foi a razão pela qual o programa Mais Médicos, além de espalhar profissionais pelas periferias das grandes cidades, pelos departamentos de saúde indígenas, pelo interior do país e pelos pequenos municípios, previa a criação de novas faculdades de medicina. Infelizmente, esta iniciativa  foi suspensa pelo governo golpista de Temer.
O gesto depreciativo de Bolsonaro contra os médicos cubanos e demais médicos estrangeiros em atividade no programa é um atentado contra a população brasileira, que vai deixar de ter acesso a valorosos e competentes profissionais na atenção básica à população mais pobre de nosso Brasil. É, ainda, uma atitude autoritária, que revela despreparo, porque rompe unilateralmente um convênio assinado com uma organização de saúde respeitada e credenciada internacionalmente.
E, por fim, demonstra que o presidente eleito não tem noção do que significa cooperação internacional na área de saúde, colocando seus preconceitos à frente do interesse da população e  rompendo, por Twitter, convênio cuidadosamente negociado entre países e uma organização multilateral..
A população brasileira foi beneficiada pela generosa competência dos médicos cubanos, a quem o governo do Brasil devia reconhecer sua fraterna solidariedade.  A eles rendo minha homenagem e meu agradecimento. O trabalho destes profissionais dedicados e generosos fará falta aos brasileiros.
Dilma Rousseff, presidenta eleita da República em 2011 e vítima de golpe em 2016

Nem só de pão viverá o homem





quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Momento poético




Para não Deixar de Amar-te Nunca

Saberás que não te amo e que te amo 
pois que de dois modos é a vida, 
a palavra é uma asa do silêncio, 
o fogo tem a sua metade de frio. 


Amo-te para começar a amar-te, 
para recomeçar o infinito 
e para não deixar de amar-te nunca: 
por isso não te amo ainda. 



Amo-te e não te amo como se tivesse 
nas minhas mãos a chave da felicidade 
e um incerto destino infeliz. 



O meu amor tem duas vidas para amar-te. 
Por isso te amo quando não te amo 
e por isso te amo quando te amo. 




Pablo Neruda, in "Cem Sonetos de Amor" 



Pitada filosófica





terça-feira, 20 de novembro de 2018

Música para os meus ouvidos


Música boa é uma das melhores coisas que existem e uma luz no fim do túnel diante desse momento tomado pelo obscurantismo.

Não enxergando de cara ou percebendo as coisas à primeira vista, o jeito é caminhar e apurar os sentidos. Para tal, nada melhor que as canções que tocam nossos ouvidos.




quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Para pensar

Todo mundo, alguém, qualquer um e ninguém



Esta é uma história de quatro pessoas: TODO MUNDO, ALGUÉM, QUALQUER UM e NINGUÉM.

Havia um trabalho importante a ser feito e TODO MUNDO tinha certeza de que ALGUÉM o faria.

QUALQUER UM poderia tê-lo feito, mas NINGUÉM o fêz.

ALGUÉM zangou-se porque era um trabalho de TODO MUNDO.

TODO MUNDO pensou que QUALQUER UM poderia fazê-lo, mas NINGUÉM imaginou que TODO MUNDO deixasse de fazê-lo.

Ao final, TODO MUNDO culpou ALGUÉM quando NINGUÉM fez o que QUALQUER UM poderia ter feito.


Pensar é preciso!

Para não dizer que foi por falta de aviso...