domingo, 31 de dezembro de 2017

Feliz Ano Novo!



Que em 2018 busquemos e que a vida nos traga aquilo que se deve querer todos os anos durante toda a vida:

Coragem para seguir em frente; paciência para suportar os avessos e adversidades; saúde para esbanjarmos energia; fé para nunca pararmos no meio do caminho e nos tornarmos o melhor que podemos ser; verdade para não enganarmos a ninguém nem a nós mesmos; sorte para que o acaso nos proteja quando a gente andar distraído; luz para afastarmos as trevas e acendermos nossa luz própria; esperança para jamais deixarmos de acreditar em nós, crer que nunca estamos sós e que além do nosso umbigo existe uma força infinitamente superior; sabedoria para diferenciar o bom do ruim, o bem do mal e o belo do feio; leveza para lidar com nossos fardos sem nos tornarmos um fardo para quem quer que seja; força para vencermos a nós mesmos e derrotar quem nos quer mal com tapas de luva; gratidão pelos momentos adversos que ensinam e por todas as pessoas que nos estendem a mão; amor por nós e pelo próximo para tornar o mundo mais palatável e humano!

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Licença poética



Peço licença novamente para entregar-lhes outras palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


Deixei um suspiro escapar quando te vi passar.

Por pouco, um assovio também não saiu sem a minha permissão.

Quase que um espirro surgiu sem eu querer e sequer sem ter vontade.

Para completar, ainda senti uma coceira sem explicação da cabeça aos pés.

Fiquei tão desconcertado que perdi o juízo e estava disposto a pagar um mico para ser notado.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Música para os meus ouvidos



Quem acompanha meus posts musicais, sabe que utilizo esse espaço para sorver e partilhar coisas que misturam poesia pura e musicalidade apurada ou que soa bem ao pé do ouvido. No entanto, quando alguém especial pede para publicar algo que diz muito dela ou de nós dois, embora o ritmo e a composição estejam fora dos meus padrões habituais, impossível dizer não. Então, lá vai...


"Oh, meu Deus!

Eu disse que eu não “tava” bem, logo em seguida ela vem, e faz melhorar
Oh, meu Deus!
Eu quero me entregar também, porque ela me faz tão bem, hoje eu vou pirar
Oh, meu Deus! Eu peço, por favor, se isso for amor, então me faça saber
Oh, meu Deus! como eu vou falar pra ela, que agora é só ela que eu quero
Oh, meu Deus! Hoje ela “tá” demais, Se hoje ela só quer paz, guerra ela vai ter Se todos que já foram dela, não foram assim tão sinceros?
Ela é tão louca, louca, louca, que a Shakira ficou louca
Se ela der a volta no mundo, de “bike” irmão Eu pego minha “bike”, vou pro outro lado e encontro com ela no Japão
Como pode ficar gata até de moletom e touca..."



Rir é o melhor remédio



quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Momento poético



Poema de Natal

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos…
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

(Vinicius de Moraes)

Cenas da vida inventada





terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Autorretrato


As melhores coisas da vida não são coisas.

Ato político


Lula está condenado antes mesmo de qualquer julgamento. Basta olhar e ver. E o ímpeto de condená-lo não vem de algum suposto ou inegável crime que tenha cometido. Ao contrário. Até porque os grandes e verdadeiros bandidos desse país seguem e seguirão soltos, protegidos pelo manto da impunidade e pela benevolência do “seu” judiciário e da “dona” mídia- partido. Querem Lula na cadeia por tudo que ele representa e por ele ter mostrado na prática que é capaz de vencer esse Brasil derrotado, do atraso, da truculência e da exclusão que o golpe trouxe de volta.

Todos sabem sobre Lula, por Henrique Fontana

A sociedade brasileira acompanha com certa apreensão e expectativa o desfecho de uma história de arbitrariedades naturalizadas ao longo dos últimos anos. Com frequência ouvimos pelo Brasil perguntarem, “será que ‘eles’ vão deixar o Lula concorrer ou vão condená-lo, prendê-lo?” Todos sabem que o que pesa sobre Lula é uma decisão política e não jurídica, coordenada pelos mesmos atores que comandaram o impeachment fraudulento da presidenta Dilma Rousseff.
Todos sabem, em um evidente jogo que mistura silêncios, omissões, dissimulações, manipulações e medidas de exceção, que o destino de Lula não depende de provas ou de crimes, mas da estratégia que elites conservadoras traçam em luxuosos escritórios da avenida Paulista. A supressão do Estado Democrático de Direito, e do devido processo legal, à revelia da Constituição Federal e sob o silêncio do Supremo Tribunal Federal, em todo é revelado pela estranha celeridade do julgamento do processo de Lula, marcado em prazo recorde para o período de férias, pré-carnaval, com menos de um terço do tempo médio dos processos julgados pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). O mesmo tribunal, vejam, que está há 12 anos analisando o recurso do senador do PSDB, Eduardo Azeredo, condenado em primeira instância.
Se a lei é para todos, por que ela é diferente para o Lula? Por que o investigador e acusador é o próprio juiz, a condenação não precisa de provas, e o julgamento é tão rápido? Moro e o TRF4 revelam, assim, a própria motivação política por trás desta decisão. Mas até quando todos saberão e silenciarão?
A eleição sem Lula, condenado sem crime, condenada está. E a fraude de novo tipo irá retirar a legitimidade do pleito, aprofundando a crise política do país.
Vençam Lula nas urnas, no debate político, com propostas e projetos para o Brasil. A democracia brasileira, hoje tutelada e amordaçada, não suportará mais um golpe, e a continuidade da aplicação violenta de um programa que foi rejeitado nas urnas em 2014, de venda do nosso patrimônio e retirada de direitos do povo trabalhador.
E hoje, a exceção de que Lula é vítima, pode ser a exceção que condenará a democracia brasileira.


quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Licença poética



Peço licença uma vez mais para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


Uma chuva de pétalas é pouco para te acarinhar ou demonstrar amor.

O certo seria promover algo incomum, como ordenar milhares de andorinhas a fazerem acrobacias sob as águas do oceano, em perfeita sincronia e só para ti, durante um dia inteiro.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Ato político


Leitura passível de controvérsias, porém obrigatória nesses tempos duros no qual nada é o que parece ser e o que de fato é - para o bem ou mal - acaba encoberto por uma nebulosa cortina de fumaça.

Acorda Brasil, pois o que está ruim sempre pode ficar pior ou servir de impulso para darmos a volta por cima!


O Brasil a caminho de uma nova ditadura

Mais que uma luta de classes, temos no Brasil uma guerra entre dois povos que ocupam o mesmo território. Não sendo capazes de formar uma única nação, por irreconciliáveis, é inevitável um governo de dominação de um povo sobre o outro.

Em setembro de 2017, ficamos sabendo por um relatório da ONG britânica Oxfam que os 5% dos brasileiros mais ricos detém 50% da riqueza do Brasil. Restando para os 95% da população dividirem os outros 50% restantes.
Assim, uma fração de 10 milhões de pessoas detém tanta riqueza quanto os outros 190 milhões de brasileiros somados.
Trata-se de uma excrecência. Na prática trata-se de um país à parte – o país ”Brasil dos ricos”. O outro Brasil, por exclusão, é o “Brasil dos pobres”.
Não é ocioso questionar sobre quem são os habitantes do ”Brasil dos ricos”.
Imaginaria se ser os grandes empresários que com risco e audácia mais trabalho duro ganharam fortunas. A tão propalada meritocracia. Talvez até eles existam. Mas, no país dos ricos, existem mais pessoas do que os seis brasileiros que juntos concentram tanta riqueza quanto a soma dos 100 milhões de brasileiros mais pobres. Não haveria um país de 6 habitantes.
A maior parte do que chamamos de classe média mora na verdade no “Brasil dos pobres”. Ainda que comungue os valores do “Brasil dos ricos”. O domínio cultural de uma país hegemônico sobre outros países periféricos sempre se dá pela cooptação da “elite” desses países. Não seria diferente nos casos dos dois Brasis.
Nos 10 milhões de habitantes do “Brasil dos ricos” moram uma parte significativa dos que têm renda mensal medida com 5 dígitos ou mais. E um grupo mais específico – o dos que têm renda mensal de seis dígitos acima. E nesse estrato está a cúpula do Poder Judiciário e do Ministério Público.
É no “Brasil dos ricos” que está, por óbvio, o poder real. No outro país, o “Brasil dos pobres”, no entanto, está o poder democrático.
A partir daí ocorre a divisão do Brasil em dois países irreconciliáveis. O “Brasil dos pobres”, que detém o poder democrático, faz os poderes Executivo e Legislativo. O “Brasil dos ricos” se faz representar pelo poder Judiciário e pelas forças de repressão que possa subordinar.
E essa é a questão primordial do momento atual em que vive o Brasil. Momento que se inicia com a chegada de Lula ao poder e que deverá viver seu instante crucial no seu provável impedimento às eleições de 2018.
Mais que uma luta de classes, temos no Brasil, uma guerra entre dois países irreconciliáveis por um mesmo território. Essa guerra está em pleno desenvolvimento, neste instante.
Isso porque, irreconciliáveis do nascimento à morte, há um único momento e local onde os habitantes dos dois países se tornam iguais: nas eleições, diante da urna, cada homem vale exatamente a mesma coisa, um voto, independentemente de seu saldo bancário.
A reação ao resultado das eleições de 2014 – a quarta vitória consecutiva petista – é um ponto de ruptura. Uma declaração de guerra do “Brasil dos ricos” contra o “Brasil dos pobres”.
Logo depois dessas eleições, chegou-se a apresentar o Brasil dividido como que realmente em dois países: Brasil do Sul e Brasil do Norte. Mas a ilusão separatista não resolve a questão dos dois brasis. A divisão não é entre dois Estados, mas entre duas nações compartilhando o mesmo território.
O clima de beligerância e ódio vivido a partir de então não é episódico é próprio de uma guerra. O golpe de 2016 é o que é: uma batalha vencida pelas forças do “Brasil dos ricos”.
Ocorre que a divisão do Brasil é real, mas não é institucional. Assim, para existir como país entre outros países, o Brasil necessita realizar consultas periódicas e simultâneas aos dois povos – as eleições presidenciais. Esse é o flanco fraco do “Brasil dos ricos” do poder real. Só pode se legitimar frente ao mundo, através dessa concessão ao “Brasil dos pobres” do poder democrático.
Logo, uma nova batalha se aproxima. As eleições de 2018.
Após um período de atordoamento, a resistência do “Brasil dos pobres” passa a se reorganizar em torno do seu líder natural – Lula.
Em uma guerra real, esse líder seria eliminado. Em uma guerra simbólica, esse líder deve ser inviabilizado.
Os generais do Judiciário capturarão Lula. Lula deverá ser preso. Não pode participar das eleições nem como cabo eleitoral. Já está consolidado que Lula tem capacidade de levar um candidato apoiado por ele para o segundo turno. O “Brasil dos ricos” não tem um candidato viável, por isso, Lula deve ser preso. Livre em campanha pedindo votos fará o presidente.
O que ocorre com Lula preso? Uma revolta popular? Não creio.
Mas a guerra surda entre os dois Brasis ganhará um mártir e prosseguirá. E Lula fará a presidência. Não imagino Bolsonaro como caudatário do voto interditado do “Brasil dos pobres”. Ainda que ele tenha forte aceitação por parte do único poder que se basta por si próprio – o militar – e até por isso, não há solução.
Ao patrocinar o Golpe de 2016 o “Brasil dos ricos” cometeu um erro fatal. O governo petista teria de perder a confiança do “Brasil dos pobres” para que o “Brasil dos ricos” impusesse democraticamente um seu representante. E isso só viria se o povo pobre se sentisse traído por Lula.
Uma década de acusações não retiraram de Lula a condição de líder – ele não traiu seu povo. Sua inviabilização eleitoral e sua prisão não inverterão o resultado de 2018. Mas inviabilizarão o governo, qualquer que seja, no qual Lula não esteja de alguma forma presente. Não haverá legitimidade. Bastou dois anos de um governo ilegítimo para destruir a economia do Brasil. Como manter o país até 2022 com mais um governo sem legitimidade?
Não importará mais o resultado das eleições.
Não sendo capaz de se legitimar nas urnas, por não deter o poder democrático, logo após a prisão de Lula, ao perceber que qualquer vitória nas eleições de 2018 é inviável, só restará ao “Brasil dos ricos” a dominação do “Brasil dos pobres” instituindo um governo de ocupação.
Virá uma nova ditadura.

Momento poético


Canção do dia de sempre
Tão bom viver dia a dia…
A vida assim, jamais cansa…
Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu…
E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência… esperança…
E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.
Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas…

(Mario Quintana)

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Música para os meus ouvidos


Colhe-se aquilo que se planta. Uma lei da vida da qual ninguém escapa e que caiu como luva na canção do imortal Renato Russo.




Em tempos de “vacas magras”, Herval segue avançando



Apesar do corte brutal nos investimentos públicos promovido pela União e o estado do Rio Grande do Sul, a prefeitura de Herval, através da secretaria de planejamento e meio ambiente não cessou a busca e chega ao final de mais um ano celebrando a perspectiva de novos investimentos para o ano que está prestes a nascer. Com isso, a expectativa é de que, mesmo com a diminuição do ritmo e do volume de obras e investimentos em comparação ao período recente, nosso município vai continuar avançando e colhendo novos frutos em 2018.

De início, cumpre salientar que a busca por novos investimentos não vem se dando ao sabor do acaso ou de forma desordenada. Ao contrário. Como ensina a sabedoria popular é preciso dançar conforme a música, e assim está sendo feito. Ou seja, se antes os investimentos eram fartos e distribuídos de forma republicana, como ultimamente o bolo diminuiu muito e o critério para reparti-lo regrediu bastante, fora preciso ajustar a estratégia do planejamento no intuito de garantir o mínimo de investimentos provenientes da captação de recursos junto aos governos federal e estadual por meio de projetos, em razão de ser essa a principal fonte e alternativa para assegurar novos investimentos no âmbito do município.

Desta forma, ao longo de 2017 o foco do planejamento foi priorizar a busca por recursos para serem aplicados na agropecuária e na saúde. Na agropecuária, pelo fato de que esta é a principal matriz e vocação econômica do nosso município, sem contar que esse tipo de investimento possui a capacidade de fortalecer a economia local e desencadear novos investimentos. Na saúde, porque voltamos ao tempo que as emendas parlamentares são o caminho mais acessível ou rápido para alcançar investimentos da União, sendo que metade dos valores (R$ 15 milhões) que os deputados dispõem anualmente em emendas no orçamento deve ser destinada a esta área.

Assim, a secretaria de planejamento vem fazendo sua parte e encaminhou ou articulou o encaminhamento de todos os projetos acessíveis ou ofertados ao município em 2017, especialmente relativos às emendas parlamentares e a Consulta Popular do estado. São eles: R$ 126 mil destinados à aquisição de equipamentos para a Patrulha Agrícola, oriundos de emenda do deputado federal Dionilso Marcon (PT) e R$ 100 mil para aquisição de dois veículos e equipamentos destinados ao Centro Municipal de Saúde e às UBS do Interior, numa emenda do ex-deputado federal Nelson Marchezan Júnior (PSDB). Ademais, o deputado federal Afonso Hamm (PP) ainda destinou emenda ao hospital Nossa Senhora da Glória, no valor de R$ 100 mil, para aquisição de equipamentos. Para 2018, já estão asseguradas pelo menos mais três emendas parlamentares, que juntas superam a cifra de R$ 300 mil.

Por intermédio da Consulta Popular do estado relativa ao orçamento 2017, a administração municipal foi contemplada e encaminhou projeto no valor de R$ 101 mil, que prevê a compra de insumos para correção de solo, recurso oriundo da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Irrigação e mais R$ 64 mil junto a Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, em projeto voltado à aquisição de equipamentos para a Patrulha Agrícola. No que tange ao processo da Consulta Popular realizado esse ano, Herval registrou o maior percentual de votantes na nossa região em relação ao número de eleitores do município, assegurando para 2018 pelo menos dois projetos via prefeitura nas áreas da saúde e da agropecuária, os quais somados chegam perto de R$ 100 mil.

Além dos novos projetos, ainda temos os projetos que foram deixados como herança positiva pelo governo anterior e que se encontram prestes a sair do papel. Entre eles, merece destaque a construção de prédio para sediar o CRAS, a pavimentação de um trecho da rua Pe. Francisco Hillman, a reconstrução de ponte no assentamento São Virgílio, a melhoria e recuperação de estradas internas e de acesso a quatro assentamentos rurais e a aquisição de calcário para correção de solo, investimentos que somados superam o montante de R$ 900 mil. Tem também os recursos de cerca de R$ 1 milhão para a conclusão das obras de instalação de sistema de abastecimento de água nos assentamentos São Virgílio, Cerro Azul e Santa Rita III e a grande conquista da atual administração em 2017 que é o investimento previsto de algo em torno de R$ 800 mil para execução de projeto de coleta e compostagem de resíduos orgânicos urbanos, sendo que Herval foi o único município do estado selecionado entre os pleiteantes desse processo que abrangeu todo o território nacional. Além disso, foram encaminhados outros projetos que se encontram em fase de tramitação, sem a garantia de que serão efetivados, e que por isso merecem ser divulgados na medida em que forem confirmados.

Vivemos tempos adversos e de “vacas magras”, mas com planejamento, capacidade técnica, política e administrativa e algumas pitadas de ousadia, nossa terra não vai parar e ainda pode seguir avançando, mesmo que a passos mais lentos. Então, que o Ano Novo renove nossas energias para irmos adiante, sempre almejando o melhor para a Sentinela da Fronteira!

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Ato político


Baita tapa na cara do juizeco... Político que veste toga e se esconde atrás do manto da hipocrisia. Moralista sem moral nenhuma. Juiz que marca em cima e só apita falta para um dos lados da política.

Eugênio Aragão: Sérgio Moro, um juiz de piso pequeno e pouco afeito a contestações

Quem está na chuva é para se molhar, Seu Moro! Quer vir para o debate político, enfrente os políticos debatendo!”




Disse o Sérgio Moro de sempre, diante de um comentário do ex-presidente Lula sobre os desmandos da justiça, que não debateria “publicamente com pessoas condenadas por crimes”.​
É a cara dele. Acha-se no direito de tecer comentários sobre tudo e sobre todos, projetando-se indevidamente numa arena que não pode ser sua como magistrado, a política. Mas, quando é confrontado politicamente, coloca o rabo entre as pernas e se escuda brandindo uma autoridade de que carece, pois argumentos não tem.
Só sabe repetir sua insossa ladainha moralista de “combate à corrupção”. Gosta de falar sem ser contrariado, de preferência de seu pódio majestático de juiz de província na sala de audiências. Lá ele corta a palavra, censura, ameaça e admoesta.
Quem está na chuva é para se molhar, Seu Moro! Quer vir para o debate político, enfrente os políticos debatendo! A covardia autoritária aqui não tem vez, pois, na democracia (se é que você é os seus ainda a respeitam) o discurso é horizontal, sem pódios majestáticos.
O ex-presidente Lula, quem tem muita lição moral a lhe dar, foi condenado por Moro num processo sem provas, previamente anunciado, após ser-lhe restringido publicamente o direito à auto-defesa no interrogatório. Só não o vê o presidente do TRF, que, sem lê-la, disse que a sentença contra Lula é perfeita, e o desembargador-relator da apelação, para quem Moro parece ser Deus na terra.
“Não debato com pessoas condenadas por crime” é prova do desrespeito desse juiz de província para com o princípio da presunção de inocência. Mas não tem problema. Quem diz que o magistradinho de piso é digno de debater com Lula? Terá que comer ainda muita sopa!
Eugênio Aragão foi Ministro da Justiça do Governo da Presidenta Dilma Rousseff

Publicado originalmente em: http://www.pt.org.br/eugenio-aragao-sergio-moro-um-juiz-de-piso-pequeno-e-pouco-afeito-a-contestacoes/

Nem só de pão viverá o homem





sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Altas conexões



Momento poético



Aceitarás o amor como eu o encaro?
Aceitarás o amor como eu o encaro ?…
… Azul bem leve, um nimbo, suavemente
Guarda-te a imagem, como um anteparo
Contra estes móveis de banal presente.
Tudo o que há de melhor e de mais raro
Vive em teu corpo nu de adolescente,
A perna assim jogada e o braço, o claro
Olhar preso no meu, perdidamente.
Não exijas mais nada. Não desejo
Também mais nada, só te olhar, enquanto
A realidade é simples, e isto apenas.
Que grandeza… a evasão total do pejo
Que nasce das imperfeições. O encanto
Que nasce das adorações serenas.
(Mário de Andrade)

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Licença poética



Peço licença novamente para entregar-lhes outras palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


Esquece tudo que estraga teus prazeres ou tira teu sossego.

Encosta em mim, beija minha testa, arranha minhas costas...

Entrega-te sem tréguas a minha gula e domina meus instintos mais famintos e sacia essa sede sacana e aquece meu ser até meu corpo derreter.

Pitada filosófica



terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Música para os meus ouvidos


"Quem já sofreu por amor desconfia da flor", porém a vida sempre segue e, quando cai a ficha que o amor que zarpou era fraco ou falso, a alma calejada dá a volta por cima, os olhos mudam de cor e brilham como nunca e o coração dispara e deixa o amor entrar novamente e pela porta da frente.




Momento poético



VERDADE

A porta da verdade estava aberta, 
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.

Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.

E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os dois meios perfis não coincidiam.

Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram a um lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos. 
Era dividida em duas metades,
diferentes uma da outra.

Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
As duas eram totalmente belas.
Mas carecia optar. Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia.



Carlos Drummond de Andrade ANDRADE, C. D. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002.

Autorretrato

E daí que faz frio? Tenho o fogo do afeto e o calor da minha alma faiscante.