sábado, 30 de junho de 2012

Governo lança medida estruturante para enfrentar estiagem




Secretário Lara anuncia construção de 3241 cisternas na Metade Sul do Estado

Com o objetivo de amenizar os prejuízos causados devido à estiagem, aconteceu, nesta segunda-feira (25), a assinatura dos convênios que permitirão a construção de 3241 cisternas na Metade Sul do Estado, para captar e armazenar água da chuva em propriedades rurais. A iniciativa, coordenada pela Secretaria do Trabalho e do Desenvolvimento Social (STDS), que tem como titular o secretário Luís Augusto Lara, irá beneficiar os municípios de Aceguá, Amaral Ferrador, Bagé, Cerrito, Herval, Hulha Negra, Jaguarão, Lavras do Sul, Pedras Altas, Pedro Osório, Pinheiro Machado e Santana do Livramento, totalizando um investimento de R$ 6.976.900,70. 

De acordo com o secretário Lara, a articulação entre os governos Federal e Estadual foi fundamental na busca de recursos para o Estado. “Estes investimentos irão beneficiar os municípios, melhorar a qualidade de vida das pessoas, e, deste modo, proporcionar o desenvolvimento social”. Lara evidencia, ainda, que esta foi a primeira vez que o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) lançou um edital específico para um Estado do Sul, que estava em situação de calamidade pública devido à falta de chuvas. 

“Este programa era implementado somente nas regiões Norte e Nordeste do país, em decorrência da seca. As exigências técnicas do MDS determinaram a formulação de um plano de trabalho extenso e complexo, o que permitirá a construção destas 3241 cisternas no Rio Grande do Sul. Mesmo sendo inovador e complexo, há a disposição e vontade para implantarmos definitivamente este programa no Sul do Brasil”, esclareceu o secretário, que também agradeceu a confiança de todos os gestores municipais que acreditaram no Projeto. Também participaram do evento, a Secretária Chefe da Casa Civil Adjunta, Mari Perusso, a coordenadora do RS Mais Igual, Paola Carvalho, o assessor da Secretária Geral de Governo, Marcelo Albuquerque, além de representantes da STDS e vinculadas. 



Tecnologia social gerando renda e melhores condições de vida 


O Projeto de Construção de Cisternas, desenvolvido em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), tem como público alvo as famílias de agricultores de baixa renda residentes em áreas rurais dos municípios prejudicados pela seca. Além disso, é necessário possuir perfil para ser inserido no Cadastro Único para os Programas Sociais do governo Federal. 

A tecnologia social aplicada à construção das cisternas fará com que as mesmas sejam construídas em regime de capacitação, qualificação e utilização de mão de obra identificada entre os próprios agricultores, possibilitando a geração de trabalho e renda nos municípios. O Estado, por intermédio da contrapartida, efetivará a contratação de empresa responsável pelos cursos de qualificação e capacitação nas seguintes áreas: pedreiro instrutor, pedreiro construtor, gestão de recursos hídricos para beneficiários, e gestão de recursos hídricos para agentes de saúde. Os beneficiários também serão capacitados para o correto e saudável manejo da água, o que também irá contribuir para a garantia da Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável do público alvo. O edital para contratação de empresa, por meio de pregão eletrônico, foi aberto na última quinta-feira (21). 


Texto: Bruna Bueno
Fotos: Silvio Williams




Secretário de Planejamento representa Herval na assinatura do convênio

No ato de assinatura do convênio do projeto das cisternas, o município de Herval foi representado pelo Secretário de Planejamento e Meio Ambiente, Toninho Veleda. Na ocasião, ao ser convidado pelo Secretário Lara a usar a palavra Toninho cumprimentou o governo do estado e toda a equipe da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social pela iniciativa. Ele ainda argumentou que "o projeto é necessário e desafiador. Desafiador porque carrega um elemento pedagógico muito forte, uma vez que se trata de uma iniciativa pioneira na qual o poder público vai ter que aprender a fazer fazendo e, ao mesmo tempo, criar as condições para que os beneficiários apreendam esta tecnologia de armazenamento de água. Necessário porque a nossa região vem sendo muito castigada pelas sucessivas estiagens e cabe ao poder público oferecer soluções estruturantes, e não apenas emergenciais, justamente o proposito deste projeto", concluiu.


O convênio prevê um repasse a Herval no valor de R$ 1.076.350,00 e os primeiros passos para a construção das 500 cisternas poderão ser dados antes mesmo do início do período eleitoral.


E o boca braba ataca novamente...



Alguém que fala muito e sempre fez pouco não consegue assistir o brilho alheio nem as coisas dando certo. Não é a primeira nem será a última vez. Afinal, para ele ninguém é honesto ou competente, a menos que jogue no seu time ou aceite ser seu capacho. É só ataque, calúnia, covardia. Um elitista travestido de defensor dos pobres, isso é o que ele é. Ele mesmo costuma dizer e isto está gravado nos anais da hipocrisia que “se o adversário não tem cola eu coloco cola nele”, mas pra cima de mim não! Talvez se cuidasse mais a própria cola seria político melhor. Talvez se explorasse menos a boa-fé do povo que corre atrás de um direito seria mais amigo dos pobres. Tirem-lhe esse vozeirão vazio e essa máscara de guardião dos humildes e vejam o que sobra. Um nada ensurdecedor e um baita bigode!

Recebi e recebo diárias sempre que viajo no exercício das minhas funções. Esse é um direito, não um privilégio ou ilegalidade. Errado é tirar diárias para ficar em casa, passear ou retornar ao município de mãos abandando, como gente muito próxima a ele costumava fazer. Mas isso ele fingia não enxergar. Se é tão defensor dos humildes, por que usar dois pesos e duas medidas? Por que enxerga tanto quando é oposição é fica cego, surdo e mudo quando é governo? Além disso, ele já trouxe esse assunto à baila usando números totalmente distorcidos, como tudo que costuma fazer. Já expliquei o assunto publicamente, inclusive mostrando os números reais e a finalidade das viagens que fiz. E fiz mais, pedi para ficarmos frente a frente para debater o assunto e ele, corajoso e tão seguro da verdade que é, teve medo de me enfrentar, ajudando a barrar minha manifestação na Câmara no final de 2011. Do que será que esse senhor teve medo? Deixo a pergunta no ar.

Pois além de falastrão e maldoso esse senhor parece não saber ler e ainda ter memória curta. Ou será que ele se esqueceu das calúnias que me fez quando ocupava espaço na rádio, justamente pela defesa que fiz e continuo a fazer dos avanços alcançados pelo município na área da saúde? Será que ele não sabe ler ou não se recorda dos meus muitos artigos no jornal falando com orgulho das realizações da administração municipal no aspecto administrativo e social? Será que ele se esqueceu das dívidas deixadas pelo governo que tanto defende com os profissionais da saúde, do abandono do hospital, da ambulância que não foi paga, da falta de transporte digno para pacientes, do investimento na saúde menor do que aquele determinado pela lei, do processo respondido pelos antigos administradores do município pelo suposto esquema na compra de medicamentos em estabelecimento farmacêutico local?

Quanto à acusação infundada de cooptação do PT por meu intermédio, digo que isso demostra mais uma vez a falta de respeito que ele e alguns dos seus sempre tiveram pela agremiação partidária que tenho a honra de presidir. A cúpula partidária que ele faz parte sempre tratou o PT local como uma meia dúzia barata e desqualificada que servia apenas para carregar bandeira, que precisava ficar apenas com o ônus e nunca com o bônus de uma parceria política, que devia ser prestigiada somente quando era preciso limpar a sujeira da turma que sempre adorou sugar a “barrosa”. Eis aqui mais uma contradição do boca braba, pois se nunca tive prestígio, como me atribui o poder de ter convencido um partido inteiro a escolher determinado rumo, numa decisão, aliás, legitima e respaldada por lideranças petistas de peso estadual? Se nunca tive prestígio porque mereci tantos elogios de todos os vereadores, inclusive dele próprio, quando voltei a trabalhar no legislativo em meados de 2010? Isso tudo é despeito e manotaço de afogado. Quem não tem luz ou obras próprias tem só que sair metralhando. Procuro o melhor para minha cidade e vê-la avançando como nunca não tem preço que pague nem bombardeio que ataque.

Enfrento o poder econômico quando ao invés de promover o desenvolvimento ele se converte em ditadura do mercado ou sinônimo de improdutividade. Enfrento o poder político quando no lugar de emancipar as pessoas ele as usa como massa de manobra, justamente por isso eu e o tal boca grande estamos em lados opostos. Prefiro, porém, falar do assunto que o senhor bocudo têm pânico, sobre tudo de bom que aconteceu e está por acontecer em nossa terra, a exemplo da recente assinatura dos convênios para aquisição de mais uma van para a saúde e da construção de 500 cisternas como alternativa para armazenar água nas propriedades tão castigadas pela seca, envolvendo o magnífico trabalho da Secretaria de Assistência Social. Viajo e pretendo viajar muito sempre que isso representar a chance de um benefício real para o município, como a viagem a Brasília na qual foi assegurado o pagamento pendente de uma camionete no valor de R$ 100 mil e firmado o compromisso pela presidenta Dilma de destinar a Herval mais uma retroescavadeira no início de 2013. Só não aceito viajar na maionese nem ficar só no discurso raivoso como um certo boca braba.


quinta-feira, 21 de junho de 2012

Vem curtir mais uma FEJUNAHE!






Licença poética





Peço licença novamente para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...
  
Mereces mais que palavras,
mereces o céu e todo esplendor que há no mundo.
Se bem que já vives nas alvuras das alturas...
Afinal, és como uma anja.

Espero que uma anja cheia de malícia.
Um ser tão humano que sabe levitar.
Pois minha malícia é tanta que me maltrata
e chega dar nó na garganta...

Me atrai teu ser avesso às vestes da alma humana
que desfiguram o corpo e escondem a calma.
Me mata de tesão imaginar teu corpo molhado
imerso nas águas rasas da minha imaginação.

E entre nós essa distância danada!
Entre nós o espaço insano entre os abraços!
Entre nós teu cio que me provoca e tua lucidez
que me desenrosca e desperta e conforta.


Paixão imortal





terça-feira, 19 de junho de 2012

Cenas da vida inventada




Para além do faz de conta, dos ataques e da promessa de milagre





Ando por um fio na faculdade de Pedagogia porque não estou conseguindo conciliar o curso com as demais atividades do meu dia a dia. Mesmo assim, penso que para além da mera propaganda e da disputa de poder, uma eleição deve ser um momento pedagógico, capaz de esclarecer as pessoas sobre o funcionamento da máquina administrativa; sobre as regras, limites e possibilidades do poder público. Uma eleição também não pode ficar limitada a disputa repleta de fel entre pessoas, como se fosse um concurso entre bons e maus. Ela precisa, isto sim, servir para comparar projetos políticos que são sempre distintos na forma, no conteúdo e nos resultados.

As pessoas precisam ficar sabendo, por exemplo, que uma boa administração deve zelar pela racionalização das despesas e pela correta aplicação dos recursos públicos. E isso não significa deixar de investir ou de atender as necessidades mais urgentes da população. Significa não esbanjar nem utilizar aquilo que é publico como se fosse privado. Significa ainda evitar o desperdício para que a economia gerada com o corte desse desperdício sirva como fonte para realizar novos e importantes investimentos. É essa receita que vem dando muito certo em Herval.

Neste sentido, vale mencionar os dados da contabilidade da prefeitura que indicam que os gastos com diárias do prefeito e da primeira-dama diminuíram de R$ 142.313,33 registrados durante os quatro anos da gestão anterior para os atuais R$ 41.690,00, representando uma economia de mais de R$ 100 mil apenas nessa modalidade de despesa. Outra informação importante é a diminuição alcançada com o gasto dos combustíveis. No período de 2005 a 2008 foram gastos com combustíveis um total de R$ 1.414.051,36. Já no governo em curso, o gasto com combustível até o último mês, de acordo com os dados oficiais, alcançou a cifra de R$ 1.293.413, 53. Tudo isso apesar do incrível aumento da frota de veículos e do número de máquinas da prefeitura, num investimento que supera os R$ 3 milhões com a compra de mais de 20 novas máquinas e veículos.

A diferença é que nos dias atuais o prefeito viaja muito, mas viaja para atender o estrito interesse do município, e não como forma de complementar sua renda ou para passeios pagos com o dinheiro do contribuinte. A diferença é que as viagens oficiais do atual prefeito se traduzem em investimentos concretos, ao passo que antes serviam apenas para criar ilusões. Outra diferença é que agora os veículos públicos não são desviados da sua função e têm seus gastos controlados, diferentemente do passado recente, no qual era comum observar os veículos da prefeitura transitando para cima e para baixo como se privados fossem ou para atender finalidades que nada tem a ver com a função ou o interesse público. Isso acabou e para comprovar nem precisa conferir os números, basta puxar um pouco pela memória.

Portanto, volto a insistir que nem toda a economia feita no setor público é sinal de falta de investimento ou de insensibilidade social. Antes o contrário. Muitas vezes a austeridade é o único caminho para obter os recursos necessários a fim de garantir o atendimento de demandas aguardadas pela população, especialmente num município com uma arrecadação tão pequena como o nosso. E no quesito racionalização das despesas Herval hoje dá lições e serve como referência. Da mesma forma, nossa administração hoje também dá lições e serve de referência no tocante ao zelo com o patrimônio público. Tudo aquilo que é esperado de um bom governante e cujos resultados repercutem positivamente na vida de todos os cidadãos e cidadãs, embora muitos não percebam.

Como diz o brilhante deputado Henrique Fontana, a política pode ser o espaço da mentira, da manipulação, do proveito próprio, mas a política também pode ser o espaço da honestidade, da construção do bem comum, da boa política. Cabe a cada um comparar os ditos e feitos dos postulantes a um cargo eletivo e separar o joio do trigo. Cabe a cada um fazer desta próxima eleição um momento pedagógico em prol do fortalecimento da consciência cidadã, ao invés de uma oportunidade para buscar pequenas vantagens ou a solução do seu próprio problema. Sim, existem diferenças na política e entre os políticos e conhecer essas diferenças é o caminho para deixar de ser objeto da política, para distinguir líderes de enganadores ou para superar o senso comum que culpa os políticos por tudo de ruim e errado que acontece na sociedade.



segunda-feira, 18 de junho de 2012

PT promove Encontro dos filiados





O Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores promoveu na tarde de ontem, 17, Encontro entre os filiados para a definição da tática eleitoral e dos candidatos petistas, cujos nomes serão homologados oficialmente na Convenção a ser realizada no próximo dia 23.

Em termos da disputa majoritária, os partidários da Presidenta Dilma e do Governador Tarso em Herval apresentaram apenas a proposta de apoio à reeleição do atual prefeito. Neste sentido, ficou definido que este será o caminho a ser percorrido pelos petistas nesta eleição.

Já no que se refere à composição da chapa proporcional, foram inscritos mais pré-candidatos do que o número de vagas disponíveis pelo partido. De cinco inscritos o PT disponha de três vagas, tendo em vista a decisão de integrar a chapa proporcional governista. Diante disso, anteriormente à realização do Encontro ficou acordado que o atual vereador Deomar Schafer (Gordo) tinha sua vaga assegurada para concorrer à reeleição, enquanto os outros dois candidatos homens seriam escolhidos a partir da votação dos filiados.  Também ficou acertado que Cris, a Cris dos projetos, teria vaga assegurada em respeito às regras da proporcionalidade entre os sexos, previstas pelo próprio partido e pela lei eleitoral.

Pois a votação realizada ontem indicou que além de Gordo e Cris, a chapa petista que disputará Cadeiras no Legislativo a partir do dia 7 de julho será composta por Xirú Martins (Topogigio) e Valdirão, faltando apenas a oficialização desta decisão no próximo sábado, 23.




Segundo o presidente da sigla, Toninho Veleda, “o PT precisa manter e ampliar sua representação na Câmara de Vereadores, para o bem do partido e de toda a nossa sociedade. A presença do PT no Legislativo já assegurou conquistas importantes para a nossa gente, como o direito dos doadores de sangue pagar a metade do valor da inscrição em concursos públicos municipais, o Ensino Médio na escola do Basílio a partir de 2013 e uma série de outros direitos. Além disso, a presença de petistas na Câmara aproxima Herval dos governos federal e estadual e tende a garantir ainda mais investimentos em nosso município”, discursou Toninho.


Momento poético




Ao volante

(Álvaro de Campos, uma das pessoas do monumental Pessoa)



Ao volante do Chevrolet pela estrada de Sintra,
Ao luar e ao sonho, na estrada deserta,
Sozinho guio, guio quase devagar, e um pouco
Me parece, ou me forço um pouco para que me pareça,
Que sigo por outra estrada, por outro sonho, por outro mundo,
Que sigo sem haver Lisboa deixada ou Sintra a que ir ter,
Que sigo, e que mais haverá em seguir senão não parar mas seguir?
Vou passar a noite a Sintra por não poder passá-la em Lisboa,
Mas, quando chegar a Sintra, terei pena de não ter ficado em Lisboa.
Sempre esta inquietação sem propósito, sem nexo, sem conseqüência,
Sempre, sempre, sempre,
Esta angústia excessiva do espírito por coisa nenhuma,
Na estrada de Sintra, ou na estrada do sonho, ou na estrada da vida...

Maieável aos meus movimentos subconscientes do volante,
Galga sob mim comigo o automóvel que me emprestaram.
Sorrio do símbolo, ao pensar nele, e ao virar à direita.
Em quantas coisas que me emprestaram eu sigo no mundo
Quantas coisas que me emprestaram guio como minhas!
Quanto me emprestaram, ai de mim!, eu próprio sou!

À esquerda o casebre — sim, o casebre — à beira da estrada
À direita o campo aberto, com a lua ao longe.
O automóvel, que parecia há pouco dar-me liberdade,
É agora uma coisa onde estou fechado
Que só posso conduzir se nele estiver fechado,
Que só domino se me incluir nele, se ele me incluir a mim.

À esquerda lá para trás o casebre modesto, mais que modesto.
A vida ali deve ser feliz, só porque não é a minha.
Se alguém me viu da janela do casebre, sonhará: Aquele é que é feliz.
Talvez à criança espreitando pelos vidros da janela do andar que está em cima
Fiquei (com o automóvel emprestado) como um sonho, uma fada real.
Talvez à rapariga que olhou, ouvindo o motor, pela janela da cozinha
No pavimento térreo,
Sou qualquer coisa do príncipe de todo o coração de rapariga,
E ela me olhará de esguelha, pelos vidros, até à curva em que me perdi.
Deixarei sonhos atrás de mim, ou é o automóvel que os deixa?

Eu, guiador do automóvel emprestado, ou o automóvel emprestado que eu guio?

Na estrada de Sintra ao luar, na tristeza, ante os campos e a noite,
Guiando o Chevrolet emprestado desconsoladamente,
Perco-me na estrada futura, sumo-me na distância que alcanço,
E, num desejo terrível, súbido, violento, inconcebível,
Acelero...
Mas o meu coração ficou no monte de pedras, de que me desviei ao vê-lo sem vê-lo,

À porta do casebre,
O meu coração vazio,
O meu coração insatisfeito,
O meu coração mais humano do que eu, mais exato que a vida.

Na estrada de Sintra, perto da meia-noite, ao luar, ao votante,
Na estrada de Sintra, que cansaço da própria imaginação,
Na estrada de Sintra, cada vez mais perto de Sintra,
Na estrada de Sintra, cada vez menos perto de mim...


sexta-feira, 15 de junho de 2012

Música para os meus ouvidos


"Soy aquel tipo callado con aires de intelectual que te mira de costado solo por disimular". Un primor! Solamente lo que puedo decir…








Ato político





"Ato político" trás até vocês, mais uma vez, um pouco da lucidez do governador de todos os gaúchos e gaúchas...


Democracia e falência da moralidade da direita


O episódio envolvendo a conversa do Presidente Lula com o Ministro Gilmar Mendes só adquiriu notoriedade e importância em função do debate político que atravessa marginalmente a sociedade brasileira. Um debate que se faz através de códigos, de discursos não explícitos, de alusões ligeiras a temas relevantes, que refletem visões sobre o Estado e o modelo de desenvolvimento em curso e também sobre os efeitos da crise mundial sobre este modelo. O encontro, na verdade, serviu para rememorar posicionamentos anteriores sobre estes dois temas – Estado e modelo de desenvolvimento – que vem marcando a última década. O resto é manipulação política para, mais uma vez, a grande mídia tentar desgastar Lula, o Presidente que iniciou uma grande virada democrática e social no Brasil, contra as ideias da direita conservadora e do neoliberalismo, hegemônicos no período anterior.

A grande mídia tem composto a agenda política do país em torno da questão da corrupção, como nunca ocorrera. É uma agenda importante e permanente do país e muito se avançou, até agora, com as ações do governo federal na Controladoria Geral da União, com a reorganização e a autonomia investigativa da Polícia Federal e, até mesmo, com algumas denúncias fundadas que saíram na grande imprensa, que ajudaram o Ministério Público nas suas tarefas de fiscalização da legalidade. Mas a transformação da corrupção no assunto político principal da República obedece a outros objetivos: transferir à esquerda que governa todas as mazelas do país, para esconder o fracasso político dos governos anteriores, que não só foram ineptos para governar, mas também incompetentes para atacar a corrupção enraizada no Estado, promovida diretamente por setores da iniciativa privada mancomunados com agentes públicos.
A oposição conservadora de matiz neoliberal, que promoveu as privatizações selvagens, que pretendia privatizar a Petrobras, vender ativos públicos que hoje se configuram como “chaves” para enfrentar a crise – como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil – a mesma oposição que defendia e defende uma política externa de subserviência aos EUA (e não relações de cooperação interdependente com soberania) -esta oposição – tinha adquirido através da campanha midiática, formalmente contra a corrupção, a condição de paradigma da moralidade.

O processo teve realmente efeito em vastos setores das classes médias, mas o povo de baixa renda, que ganhou com o emprego, com a renda, com o Pronaf, com o Prouni, com os aumentos reais do salário mínimo, com as centenas de obras públicas, com o bolsa-família, não se enganou. O moralismo udenista voltou-se contra a própria direita e a sua saída agora é recuperar o mensalão.

Esta falência “múltipla dos órgãos” oposicionista tem conseqüências negativas e positivas para a democracia. Negativas, porque ajuda a campanha contra os partidos e a esfera da política, contra os políticos em geral que, “na sua maioria, estão aí para roubar”, como disse recentemente um conhecido jornalista. A afirmativa permitiria qualquer um dizer que “todos os jornalistas estão aí para mentir e manipular informações”, o que em ambos os casos não é verdade.

A falência oposicionista, neste momento, também tem consequências positivas, pois o debate sobre ética pública, que está em curso, pode abrir espaços para uma discussão de fundo sobre a questão democrática: debate que também pode incidir sobre a recuperação das funções públicas do Estado e sobre o sistema político vigente. Se esquerda que apoia Lula e Dilma acordarem uma agenda mínima, unitária, sobre a reforma política e, ao mesmo tempo, utilizarem a CPI para fazerem um trabalho sério e profundo, este episódio da CPI pode se tornar um grande evento republicano.

Um trabalho republicano exige que as investigações e os debates na CPI não sejam pautados pela mídia, que eles tenham foco, que não se preocupem com as colorações partidárias dos envolvidos, porque o esquema Cachoeira não é um simples evento de criminalização de políticos, mas é um vasto esquema de dominação de partidos pelo crime organizado. É um esquema de interferência na agenda política da nação, para falsificá-la e colocá-la a serviço da corrupção e do atraso neoliberal, inclusive usando para isso – criminosamente, portanto – a liberdade de imprensa e os órgãos de imprensa que se prestam para isso.
A melhor forma de ajudar a recuperação da oposição direitista é transformar a CPI num repto moralista, aproveitando a “onda” anti-Demóstenes (a direita quer se livrar dele), apenas invertendo a mão do que vinha acontecendo contra Lula. Com isso deixando de lado a gravidade do que ocorreu: não apenas atos isolados de corrupção, mas uma conspiração criminosa que usava a luta contra a corrupção para promover uma corrupção ainda maior, a destruição no atacado do espaço político democrático com falsificação de informações, destruição de reputações, negócios ilegais com bens públicos, articulação com o submundo do crime e aparelhamento do Estado para fins ilícitos.
Entendo que a esquerda deve pensar que, em todos os partidos, há pessoas – em maior ou menor número- que gostariam de fazer o Brasil avançar na luta contra a corrupção. O udenismo reacionário é que divide o espaço político, entre a oposição “pura” e os “governos corruptos”. Não podemos estabelecer, agora, em função do caso Demóstenes, uma dialética inversa. Ou seja, os que estão no governo são “puros” e progressistas e os que estão na oposição são “falsos moralistas”.
É óbvio que o próprio olhar sobre a corrupção é derivado do lugar social e político que se olha e, segundo esse lugar, a corrupção será vista com mais, ou menos, leniência. Mas há uma questão democrática preliminar, que pode alargar a influência da esquerda e ampliar a base do governo na sociedade: a corrupção pode ajudar a destruir a democracia e também reduzir, ainda mais, as funções públicas do Estado. Esta questão democrática é que deveria ser considerada pela esquerda para dar um destino exemplar à CPI: dar uma nobre função política à CPI, não transformá-la num mero inquérito policial que, de resto, é o espaço real de construção da persecução criminal. Apurar rigorosamente todos os fatos (que servirão para o Ministério Público cumprir as suas funções) e mostrar que a malha grossa do sistema político, erguido sobre o financiamento privado das campanhas, é o grande alicerce da corrupção no Brasil.
Por Tarso Genro

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Nem só de pão viverá o homem






Licença Poética





Peço licença uma vez mais para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


Nessa data consagrada ao ardor dos namorados viajo pelo teu céu,
pelo teu cio, pelo teu suor, pela saliência dos teus seios...

Em vão procuro tuas pernas, tua cintura, tuas curvas!

Me perco nesse mar que mistura delícias e delírios e tenho a ilusão
de escutar teus gemidos de amor, de sentir o toque suave de tuas mãos.

Por onde minha imaginação passa, sinto teu calor, teu cheiro.
Sinto teu corpo úmido a implorar meu carinho, meu despudor.

As nuvens dessa louca ilusão vão se tornando mais e mais esparsas...

Desperto com o gosto do teu clitóris em minha boca que arde
por teu beijo e sigo a levitar longa e languida e loucamente...
Sigo longe de ti, vagando pelos lugares que invento pra te encontrar.



terça-feira, 12 de junho de 2012

Governistas definem aliança





Em reunião realizada na noite de ontem, 11, os partidos da base governista definiram fechar o acordo para caminharem juntos nas eleições de outubro. Lideranças e dirigentes do PP, PPL, PT, DEM e PSDB foram unânimes em avaliar que Herval vem tendo números avanços sob o comando do prefeito Ildo Sallaberry (PP), e com o objetivo de avançar ainda mais nas conquistas alcançadas, lançaram seu nome como pré-candidato à reeleição.

No início da reunião Ildo fez um balanço dos três anos e meio da sua administração e logo após apresentou o vereador Bebeto (PPL) como outro pré-candidato governista. Na sequência falou que nunca foi muito simpático a ideia de um governante buscar à reeleição, porém que a vida lhe ensinou que é preciso mudar sempre e que ter a chance de concorrer a um novo mandato de prefeito longe de ser motivo para alguma acomodação ou vaidade, representava um passo a mais na sua trajetória de mudanças.

Na sequência, as lideranças de todos os partidos aliados avaliaram que Ildo já fez muito por Herval ao longo desse primeiro mandato e merece a oportunidade de fazer ainda mais. Diante disso, o atual chefe do Poder Executivo declarou que aceitava o desafio de ser confirmado como pré-candidato a prefeito, mas sustentou que a discussão sobre cargos num eventual segundo governo somente se daria depois de conhecidos os resultados das urnas e reivindicou o direito de escolher o pré-candidato a vice, ficando decidido que o nome de Bebeto deverá ser submetido a convecção dos partidos para compor a chapa majoritária como vice.

O ex-prefeito Rubem se fez presente na reunião e declarou seu apoio à Sallaberry. Segundo ele, o PSDB ainda não sabe se poderá integrar a aliança, pois ainda não definiu se terá ou não candidaturas para colocar na disputa, mas que independentemente da posição da sua sigla estará ao lado de Ildo. Também participaram da reunião dois ex vice-prefeitos: Dr. Alberi (DEM) e Elio Lande (PSDB) que, assim como Rubem, declaram apoio incondicional ao atual prefeito.

Na reunião, ainda ficou acertada a aliança na proporcional entre PP, PPL, PT e DEM, faltando a definição do PSDB, além de ter sido constituída uma comissão composta por representantes dos cinco prtidos que terá a responsabilidade de cuidar da organização da pré-campanha e posteriormente da campanha governista.


Pitada filosófica






quarta-feira, 6 de junho de 2012

Licença poética





Peço licença outra vez para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


Minha poesia é como corpo repleto de ti
e alma vazia de mim...


Meu poetar é como pétalas que exalam
teu cheiro e enfeitam a lápide ambulante aonde
oculto meu cadáver, eu fétido, breve arremedo de vida.


Minha lavra é como porta que liberta e se abre
para o desfile da tua beleza e revela e aprisiona
a feiura da minha vileza, vilipendiosa vileza.


As palavras imundas quem brotam de mim são como
corpo inerte, que ganham vida, vigor e sentido na medida
que se vestem com a vastidão que verte do teu mundo.


Ato político




"Ato político" convida-os a leitura deste brilhante artigo de Marcos Coimbra que convida a uma reflexão e dá uma baita paulada no senso comum sobre o jogo partidário em nosso imenso Brasil.


A Força da Imagem do PT

Por Marcos Coimbra *

Ao contrário do que se costuma pensar, o sistema partidário brasileiro tem um enraizamento social expressivo. Ao considerar nossas instituições políticas, pode-se até dizer que ele é muito significativo.

Em um país com democracia intermitente, baixo acesso à educação e onde a participação eleitoral é obrigatória, a proporção de cidadãos que se identificam com algum partido chega a ser surpreendente.

Se há, portanto, uma coisa que chama a atenção no Brasil não é a ausência, mas a presença de vínculos partidários no eleitorado. Conforme mostram as pesquisas, metade dos eleitores tem algum vínculo.

Seria possível imaginar que essa taxa é consequência de termos um amplo e variado multipartidarismo, com 29 legendas registradas. Com um cardápio tão vasto, qualquer um poderia encontrar ao menos um partido com o qual concordar. Mas não é o que acontece. Pois, se o sistema partidário é disperso, as identificações são concentradas. Na verdade, fortemente concentradas.

O Vox Populi fez recentemente uma pesquisa de âmbito nacional sobre o tema. Deu o esperado: 48% dos entrevistados disseram simpatizar com algum partido. Mas 80% desses se restringiram a apenas três: PT (com 28% das respostas), PMDB (com 6%) e PSDB (com 5%). Olhado desse modo, o sistema é, portanto, bem menos heterogêneo, pois os restantes 26 partidos dividem os 20% que sobram. Temos a rigor apenas três partidos de expressão. Entre os três, um padrão semelhante. Sozinho, o PT representa quase 60% das identidades partidárias, o que faz com que todos os demais, incluindo os grandes, se apequenem perante ele.

Em resumo, 50% dos eleitores brasileiros não têm partido; 30% são petistas e 20% simpatizam com algum outro – e a metade desses é peemedebista ou tucana. Do primeiro para o segundo, a relação é de quase cinco vezes.

A proeminência do PT é ainda mais acentuada quando se pede ao entrevistado que diga se “simpatiza”, “antipatiza” ou se não tem um ou outro sentimento em relação ao partido. Entre “muita” e “alguma simpatia”, temos 51%. Outros 37% se dizem indiferentes. Ficam 11%, que antipatizam “alguma” coisa ou “muito” com ele.

Essa simpatia está presente mesmo entre os que se identificam com os demais partidos. É simpática ao PT a metade dos que se sentem próximos ao PMDB, um terço dos que gostam do PSDB e metade dos que simpatizam com os outros.

Se o partido é visto com bons olhos por proporções tão amplas, não espanta que seja avaliado positivamente pela maioria em diversos quesitos: 74% do total de entrevistados o consideram um partido “moderno” (ante 14% que o acham “ultrapassado”); 70% entendem que “tem compromisso com os pobres”(ante 14% que dizem que não); 66% afirmam que “busca atender ao interesse da maioria da população” (ante 15% que não acreditam nisso). Até em uma dimensão particularmente complicada seu desempenho é positivo: 56% dos entrevistados acham que “cumpre o que promete” (enquanto 23% dizem que não). Níveis de confiança como esses não são comuns em nosso sistema político.

Ao comparar os resultados dessa pesquisa com outras, percebe-se que a imagem do PT apresenta uma leve tendência de melhora nos últimos anos. No mínimo, de estabilidade. Entre 2008 e 2012, por exemplo, a proporção dos que dizem que o partido tem atuação “positiva na política brasileira” foi de 57% a 66%.

A avaliação de sua contribuição para o crescimento do País também se mantém elevada: em 2008, 63% dos entrevistados estavam de acordo com a frase “O PT ajuda o Brasil a crescer”, proporção que foi a 72% neste ano.

O sucesso de Lula e o bom começo de Dilma Rousseff são uma parte importante da explicação para esses números. Mas não seria correto interpretá-los como fruto exclusivo da atuação de ambos.

Nas suas três décadas de existência, o PT desenvolveu algo que inexistia em nossa cultura política e se diferenciou dos demais partidos da atualidade: formou laços sólidos com uma ampla parcela do eleitorado. O petismo tornou-se um fenômeno de massa. Há, é certo, quem não goste dele – os 11% que antipatizam, entre os quais os 5% que desgostam muito. Mas não mudam o quadro.

Ao se considerar tudo que aconteceu ao partido e ao se levar em conta o tratamento sistematicamente negativo que recebe da chamada “grande imprensa”- demonstrado em pesquisas acadêmicas realizadas por instituições respeitadas – é um saldo muito bom.
É com essa imagem e a forte aprovação de suas principais lideranças que o PT se prepara para enfrentar os difíceis dias em que o coro da indústria de comunicação usará o julgamento do mensalão para desgastá-lo.

Conseguirá?


* Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi


terça-feira, 5 de junho de 2012

Momento poético







A poesia do grande Pablo toca minha alma, na mesma medida em que corta minha carne...




"É Proibido


É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau- humor.
É proibido deixar os amigos

Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,

Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se
desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,

Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,

Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,

Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual".


Pablo Neruda



Música para os meus ouvidos



Sou fã incondicional do Humberto Gessinger, como músico e como poeta.

Humberto é o cara e sua cantoria sempre consegue arrancar um sorriso da minha cara e uma reflexão sadia da minha mente.

Viva os Engenheiros da boa música. Viva Gessinger, gaúcho universal e gremista apaixonadamente sóbrio, igualzito ao que procuro ser.

Somos quem podemos ser e esse som é simplesmente demais!






segunda-feira, 4 de junho de 2012

PT promove lançamento de pré-candidaturas





Em ato realizado no último sábado, 2, a direção municipal do Partido dos Trabalhadores promoveu o lançamento de seus pré-candidatos com vistas a disputa de cadeiras no legislativo municipal durante eleições de outubro próximo.

Segundo o presidente da sigla, Toninho Veleda, por uma questão de acordo com os demais partidos que deverão compor a aliança governista, dos seis pré-candidatos apresentados apenas quatro deverão ser confirmados para bem representar, manter e quiçá ampliar a representação petista na Câmara de Vereadores. Mesmo assim, Toninho defendeu que o PT está mais unido do que nunca em torno do objetivo maior que é fortalecer o modo petista de legislar e defender a continuidade deste projeto encabeçado pelo prefeito Ildo (PP) que vem dando muito certo e tem transformado Herval para melhor.

Toninho ainda falou da importância do PT na Câmara e no governo, uma vez que a presença de petistas nesses dois espaços tende a facilitar ou acelerar os investimentos dos governos Dilma e Tarso, pela proximidade política com os atuais responsáveis pelo comando dos governos federal e estadual.







Na ocasião, foram apresentados os seguintes nomes que serão submetidos à Convenção do Partido dos Trabalhadores, cuja data ainda não foi definida: Cris, Xirú Martins, Deomar Gordo, Valdirão, Plínio e Napolião.


O evento realizado no Salão do Rotary Clube contou com a presença de diversos militantes e lideranças políticas do município e da região, entre elas o Presidente do Legislativo Municipal e do PPL, vereador Elio Soares; do líder do governo na Câmara, vereador Bebeto; do líder do governo de Jaguarão no Legislativo, vereador Oberte Paiva, além do prefeito Ildo Sallaberry (PP) e dos prefeitos Cláudio (PT), de Jaguarão, e Zé Nunes (PT), de São Lourenço do Sul.