Sobre o Blog do Toninho

O Blog busca retratar coisas da vida interiorana e do meu interior, numa abordagem que mistura reflexão, notícias, riso, poesia, musicalidade, transcedentalidade e outras "cositas más". Tudo feito com produções próprias, mas também com a reprodução do pensar ou do sentir dos grandes gênios que o país e a humanidade pariram.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Momento poético





Bem no fundo



No fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas 
resolvidos por decreto 


a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela — silêncio perpétuo 


extinto por lei todo o remorso,
maldito seja quem olhar pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais 
mas problemas não se resolvem,


problemas têm família grande,
e aos domingos
saem todos a passear 
o problema, sua senhora 
e outros pequenos probleminhas. 


(Paulo Leminski)

sexta-feira, 25 de maio de 2018

A teoria da conspiração venceu a união de todos pelo Herval?



Nesses tempos que o golpe virou moda e modo de fazer política no Brasil, nossa terra não poderia ficar imune ou deixar de ser atingida de alguma forma pelos efeitos desse mal. Claro que isso não diz muito, mas revela alguma coisa sobre a turbulência que atingiu o governo municipal nessa última semana, com o anúncio da saída do principal partido que integra a base de apoio da administração municipal. Com isso não quero dizer que tal ato tenha o tom e muito menos a intenção de um golpe (até porque golpe normalmente visa entrar, e não sair de um governo), porém da forma inadequada e apressada que foi feita parece decretar a vitória da tática de "jogar o gato no cachorro" adotada pelo grupo derrotado nas urnas em 2016, que antes mesmo da posse do atual prefeito, vem apostando quase todas as fichas em minar o terreno político e dividir o grupo governista alardeando uma suposta conspiração em curso.

Digo isso, porque faz tempos estou no jogo político e venho cumprindo o papel de estrategista e analista das forças e dos cenários políticos da “terrinha”. Assim, não pude deixar de notar que a estratégia da oposição, diante da terceira derrota consecutiva nas urnas, foi de “comer pelas beiradas” e não partir para o confronto direto com o governo, preferindo agir nos bastidores com a finalidade de fragilizar e dividir um grupo que provou ser muito difícil de ser batido no duelo frente a frente. Um grupo que vem apresentando bons candidatos, porém a exemplo dos melhores times de futebol, encontra no coletivo sua grande força e no trabalho em equipe sua maior estrela.

Desse modo, a tática oposicionista foi de se aproximar do prefeito e pessoas próximas a ele, com a conversa que ele havia sido usado. Que o mesmo estava aposentado da vida pública e foi convencido a retornar por ser o único nome do grupo governista com real possibilidade de vencer o pleito de 2016 (e o vice de Ildo Sallaberry que se tornou prefeito da vizinha Pedras Altas?). Que ele ganhou a eleição, mas não o governo, na medida em que teria ficado "amarrado" em cargos de confiança ditos ineficientes ou apenas com papel de "espiões", para atender um suposto compromisso ou interesse do seu antecessor. Que ele não teria do grupo que o elegeu o mesmo engajamento e apoio para governar que fora dispensado ao prefeito anterior, de modo a matar qualquer possibilidade de êxito da sua gestão e, consequentemente, de uma eventual busca pela reeleição.

Do outro lado, faziam conversa semelhante junto ao grupo ligado ao ex-prefeito, de que o atual prefeito era um “estranho no ninho”. Que ele pouco ou nada havia feito para o sucesso da administração anterior. Que ele iria criar um ambiente hostil ou pouco interativo, na intenção de levar algumas figuras do grupo governista a se afastar ou pedir para sair do governo. Que ele iria “correr” meio mundo e ocupar os espaços administrativos com partidos e políticos que nos últimos embates eleitorais vinham atuando na oposição.

O fato é que não existe vazio na política e, se tal anúncio for irrevogável, o prefeito terá que agir para preencher os espaços do governo com siglas e/ou lideranças comprometidas com a governabilidade. Outro fato é que o momento vivido pelo município é completamente diferente daquele momento favorável vivenciado durante quase toda a administração anterior, tendo em vista que nosso município, quando se fala em arrecadação, é completamente dependente da União e do governo do estado, sendo que se antes “as vacas andavam gordas”, nos dias de hoje prefeituras como a de Herval estão praticamente jogadas a sua própria sorte. Como também é fato que a forma com que tal rompimento fora procedido e anunciado - embora a motivação do mesmo seja legítima e, em grande parte possa estar acertada -, é totalmente indefensável por aqueles que entendem que não se pode abrir mão da lealdade e da soma de forças em prol daquilo que realmente importa que é o triunfo do nosso chão e da maioria dos hervalenses.

Em resumo, o cenário que já era adverso diante do momento terrível do país no aspecto político e econômico, com essa turbulência se torna ainda mais adverso, imprevisível e desafiador. Não há como tapar o sol com a peneira e negar que esse episódio é muito grave e, pelo menos, num primeiro momento tende a causar uma onda de instabilidade e um impacto significativo não só no governo, mas nas relações políticas locais como um todo. Em meio a esse turbilhão, esperemos que vença o bom senso e prevaleça o bem de Herval. Afinal, as pessoas, os políticos e as administrações passam, mas a terra que amamos e escolhemos para fazer morada continuará existindo e exigindo nosso talento, generosidade e o melhor que cada um e cada uma de nós pode oferecer.

Ato político


Que Brasil eu quero para o futuro?

O Brasil que quero é aquele construído por Lula e Dilma, um país que nunca foi perfeito, mas enxergava e estendia a mão para cada um e todos os brasileiros e brasileiras.

Um Brasil que abria as portas para pobres e ricos; valorizava e fazia do patrimônio (material, imaterial e humano) nacional a base e esteio do progresso, além de fazer bonito mundo afora...

O Brasil que não quero é esse Brasil do golpe e dos golpistas, que jogou nosso país na lama, derrubou a autoestima, promove a vergonha de ser brasileiro e entrega nossas riquezas de mão beijada para os gringos. 


Setor elétrico vendido, aumento do custo de energia, por Henrique Fontana



Assim como a imensa maioria da população brasileira, que rejeita a privatização da Eletrobras, estamos convencidos de que a venda da estatal pretendida pelo governo Michel Temer é prejudicial ao país. A venda do sistema Eletrobras só poderia, mesmo, ser planejada por um governo sem projeto de Nação, como o atual. Não há país soberano que entregue o controle da vazão dos rios e da água para a iniciativa privada. Estados Unidos, Alemanha e Inglaterra, por exemplo, não fazem isso.
A experiência mundial indica que, em todos os lugares onde o setor elétrico foi vendido, houve aumento do custo da energia. O exemplo brasileiro, com o modelo adotado na década de 90, também comprovou este fato. Além da falta de investimentos no setor, que gerou o apagão de 2001, o modelo elétrico mercantil, promovido pelo governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), foi responsável por uma brutal elevação do custo da energia. De 1995 a 2002, a tarifa subiu 2,5 vezes mais que o IPCA, segundo o IBGE.
A partir de 2004, com Lula, o governo passou a estimular o investimento, o que proporcionou maior segurança energética e também a expansão dos parques de geração e transmissão. Saímos de 80 mil megawatts, em 2002, para 150 mil megawatts, em 2016, um crescimento de 87%. O acerto das medidas, adotadas pelo governo Lula, ficou evidente quando, em 2013 e 2014, o sistema elétrico sustentou a demanda por energia, sem racionamento, durante a maior crise hídrica já registrada no país (em torno de 80 anos de registros).
A participação da Eletrobras em leilões, permitida a partir de 2003, garantiu a redução do preço mínimo por megawatt/hora (MWh). No caso das Usinas do rio Madeira (Santo Antônio e Jirau), por exemplo, a proposta inicial do consórcio responsável pelos estudos era de R$ 140,00 por MWh. Com a entrada da estatal brasileira em consórcios diferentes, o preço caiu para R$ 78,00 e R$ 71,00, respectivamente. A redução tarifária somente nos leilões das usinas do rio Madeira e a de Belo Monte chega a R$ 113 bilhões durante o período de concessão das usinas.
O governo Temer também anuncia, como justificativa para a privatização, uma arrecadação de R$ 12 bilhões a R$ 20 bilhões com a venda da estatal. Ora, esse valor é irrelevante para o alegado déficit do governo e irrisório diante do potencial de ativos da empresa. Basta dizer que a receita da Eletrobras em 2018 será da ordem de R$ 60 bilhões!
O Brasil está na contramão do mundo, pois na maioria dos países o serviço de distribuição de energia é estatal e tratado como questão de segurança nacional. Também não estamos criando competitividade nenhuma. Estamos tirando o papel de uma empresa pública, estratégica e que faz regulação do mercado, reduzindo as tarifas para, possivelmente, criar um monopólio ainda mais forte sob controle de uma empresa privada, ou mesmo de uma estatal chinesa, como a State Grid – que, segundo especialistas, caso compre a Eletrobras, passará a determinar os preços de energia no nosso país.
A limitação da participação de um único sócio a 10% das ações ordinárias da Eletrobras não evita o controle externo. Basta lembrar que várias empresas chinesas de energia operam hoje no Brasil, e todas são estatais. Ou seja, podem estabelecer um bloco de controle, gerenciado na China.
Em síntese, as principais consequências da privatização do sistema elétrico seriam o aumento das tarifas, a concentração de lucro na mão de empresas privadas, diminuição dos investimentos, risco de segurança energética e possível perda de empregos.
O que explica o motivo de Temer querer vender uma área tão estratégica para o país, nove meses antes de entregar o governo? É preciso que a sociedade resista, a Eletrobras é uma conquista do país, um patrimônio de todos os brasileiros.

Música para os meus ouvidos


Enquanto houver crianças, poesia e uma canção que toca o coração esse mundo encontrará luz no fim do túnel...

Ademais, não existe jogo melhor do que o jogo das palavras, tipo o jogo feito por Moska: Lágrimas de diamante ou de dia amantes...




terça-feira, 22 de maio de 2018

Licença poética




Peço licença novamente para entregar-lhes outras palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


Nem Atlântico nem Índico nem Pacífico nem Ártico nem Antártico...

Pelo menos por um dia, queria possuir poderes divinos.

Assim, poderia banir da terra todos os oceanos e banhar os seis continentes com tuas águas e teus sais.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Administração começa a elaboração do Plano Municipal de Desenvolvimento Rural



Em reunião realizada na sede da Secretaria de Agropecuária e Desenvolvimento na última segunda-feira (14), a administração municipal deu o ponta pé inicial no processo de elaboração do Plano Municipal de Desenvolvimento Rural.

Os trabalhos serão conduzidos por uma equipe composta pelo comando de seis pastas da administração e representantes da EMATER, porém a intenção é que o Plano seja elaborado de forma participativa, colhendo sugestões e apresentando as principais diretrizes e propostas à apreciação dos setores envolvidos ou representativos do meio rural do município.

De acordo com o prefeito Rubem Wilhelnsen, mais que meramente cumprir uma determinação legal, o Plano de Desenvolvimento Rural precisa ser uma ferramenta que embase e ofereça alternativas concretas para a melhoria das condições de vida no campo e o fortalecimento do setor primário do município a curto, médio e longo prazo.

Wilhelnsen também salientou a importância do Plano ter uma visão sustentável. Ou seja, a agropecuária é a principal vocação e o caminho mais seguro para o desenvolvimento do município como um todo. Segundo disse, “o campo é a nossa indústria, não podemos criar ilusões de que vamos atrair grandes fábricas para cá, por exemplo. A saída para melhorar a vida das pessoas em Herval e alavancar o desenvolvimento econômico do município, é potencializar a atividade agropastoril, aumentando e diversificando a produção, além de melhorar os índices de produtividade”, completou.

Para o secretário Valmir Miliorança, o popular cachaço, o desenvolvimento de Herval passa obrigatoriamente pelo desenvolvimento da zona rural do município, uma vez que somos uma comunidade rururbana e tudo que acontece no campo, em termos positivos e negativos, reflete direta e quase imediatamente na cidade. Ele ainda argumentou que todo o trabalho da pasta da agropecuária é orientado por um planejamento que parte e se apóia na organização e na parceria com os produtores, porém o Plano de Desenvolvimento Rural que ora começa a ser construído é uma ferramenta essencial para orientar não apenas as ações voltadas à produção agropecuária, mas todas as políticas públicas direcionadas à zona rural, como infraestrutura, saúde, educação, assistência social, estradas, moradia, saneamento, etc.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Papo cabeça


Estreia no blog do Toninho Papo Cabeça, um espaço para reproduzir algum diálogo com figuras de ontem ou de hoje que são sempre atuais e eternas, merecendo toda a nossa atenção, apreço e aplauso.

Para começar, embarquemos no mundo misterioso e explícito de Mario Quintana.




Rir é o melhor remédio



segunda-feira, 14 de maio de 2018

Momento poético



Canção Final

Oh! se te amei, e quanto!
Mas não foi tanto assim.
Até os deuses claudicam
em nugas de aritmética.
Meço o passado com régua
de exagerar as distâncias.
Tudo tão triste, e o mais triste
é não ter tristeza alguma.
É não venerar os códigos
de acasalar e sofrer.
É viver tempo de sobra
sem que me sobre miragem.
Agora vou-me. Ou me vão?
Ou é vão ir ou não ir?
Oh! se te amei, e quanto,
quer dizer, nem tanto assim.

(Carlos Drummond de Andrade)

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Executivo promove encontro com vereadores da base



Na tarde desta terça-feira, 8, o prefeito Rubem Wilhelnsen recebeu em seu gabinete os cinco vereadores da base de sustentação do governo na Câmara Municipal de Vereadores: Valter Lima e Rodrigo Dutra (PP); João Bosco Paiva e Emídio Latorres (PPL) e Edinaldo Azevedo (PT), que preside o Poder Legislativo.

O encontro atendeu a uma proposta do vice-prefeito, Fernando Silveira, de reunir semanalmente os vereadores governistas com o comando do Executivo, na intenção de aparar eventuais arestas, refletir sobre o momento atual e os principais desafios do município, bem como municiar os vereadores com informações sobre as pautas, projetos e realizações da administração municipal.

Segundo destacou o prefeito, o Executivo precisa do apoio dos vereadores não apenas na aprovação dos projetos de interesse do município, mas para fortalecer o papel das instituições públicas e as relações com a comunidade por meio do Poder Legislativo, que é o principal esteio e baluarte da democracia.

Fernando Silveira argumentou sobre a importância da base governista estar unida e afinada em prol dos interesses maiores do município, sendo que a promoção desse intercâmbio permanente deve ser uma política de governo e uma iniciativa do comando da prefeitura. Ele disse ainda que diante do momento atual extremamente adverso e desafiador, muitas vezes o comando do Executivo acaba ficando imerso nas tarefas administrativas, nem sempre oferecendo a atenção que sua base no Legislativo precisa e merece, razão pela qual essa rotina de reuniões de trabalho é fundamental e necessária.

Também participaram da reunião o secretário de planejamento, Toninho Veleda, e o contador do município, Fabrício Falconi, os quais esclarecem os vereadores sobre os principais projetos e investimentos previstos, bem como acerca do momento complicado para as finanças públicas do município, decorrentes da crise em nível nacional.

Música para os meus ouvidos


Chico Buarque é Chico Buarque. Não precisa dizer mais nada. Apenas sentir e sorver o som!






terça-feira, 8 de maio de 2018

Ato político


Engana-se ou age de má fé quem alega que a esquerda é inimiga mortal e odeia a mídia.

A esquerda é inimiga e odeia ferozmente a mentira, a manipulação escancarada, o uso sistemático e sem tréguas de ferramentas poderosas de comunicação com o objetivo claro de demonizar ou endeusar algo ou alguém, conforme seus interesses políticos e econômicos. Aliás, para tal não precisa ser de esquerda, basta ter bom senso e o mínimo de decência.

Se no passado a briga era para separar a Igreja do Estado, a briga atual é para separar a grande imprensa do mega poderio econômico e bélico mundial, que usa e abusa do poder do Estado para promover a miséria econômica, moral e civilizatória que todos assistem e muitos ainda acusam os principais opositores desse mal de serem os seus causadores, como sempre costuma ocorrer ao longo da história da humanidade no qual os vilões são percebidos como vilões depois que as vítimas e o estrago já estão feitos.

Então, sempre bom reconhecer e saudar os bons jornalistas, como Juremir Machado da Silva. Impossível para qualquer ser humano ou profissional não se inclinar para algum lado. A questão, como diria um velho jargão, é que o árbitro pode torcer para um dos times, o que ele não pode é usar o apito "puxar a brasa" para o seu time.

Nesse mundo que encurtou tanto as distâncias geográficas ao ponto de fazer parecer que elas deixaram de existir, graças ao avanço dos meios de transporte e das tecnologias da comunicação, os jornalistas e a mídia de um modo geral ocupam papel de árbitros, apontando rumos e ajudando a formar os pontos de vistas e até o modo com que os relês mortais se percebem - para o bem ou mal. Nesse sentido, o respeito a verdade e à pluralidade é essencial e pode representar a diferença entre o progresso e o atraso, a paz ou a guerra, a vida ou a morte, a inclusão ou exclusão social, a conquista ou a perda de direitos essenciais à pessoa humana.



CLT desfigurada


O que o trabalhador brasileiro pode comemorar neste 1º de maio? Michel Temer prometeu uma reforma trabalhista que diminuiria o desemprego. O presidente comprometeu-se a vetar alguns artigos medievais. Não o fez. Emitiu uma Medida Provisória corretiva, que caducou sem ser votada no parlamento. O “melhor” ficou bem pior. Está valendo lactante trabalhar em ambiente insalubre. Antes da aprovação da reforma, toda noite um especialista garantia que só a mudança da CLT criaria empregos. No mesmo dia da vitória do seu campo ele surgiu aceso para afirmar que não se deveria esperar emprego a curto prazo. Que cara de pau! Um monumento.

Parte da mídia alardeou uma milagrosa melhora da economia. O país respirava. Dias melhores sorriam para os assalariados. O mercado de trabalho não ficou sabendo. Manchete de O Globo da última sexta-feira: “Desemprego sobe a 13,1% em março e atinge 13,7 milhões de pessoas”. UOL Economia: “Desemprego vai a 13,1% e é o maior desde maio; 13,7 milhões não têm emprego”. Estadão: “Desemprego sobe e analistas pioram projeções para o ano”. O mago Henrique Meirelles terá assunto para explicar na sua campanha à presidência da República. Poderá ensinar como melhorar a economia aumentando o desemprego.

Em janeiro, Michel Temer ainda bravateava para júbilo de O Globo: “Em busca de melhorar sua imagem, o presidente Michel Temer espera que a melhora da economia leve a taxa de desemprego neste ano a um dígito, terminando 2018 abaixo dos 10%”. O presidente pode alegar que ainda tem oito meses para atingir a sua meta. No auge do otimismo, tudo era permitido, até acreditar no pensamento mágico do ministro banqueiro: “Segundo a equipe de Temer, a taxa de desemprego em 2018 pode fechar o ano um pouco acima de 9%, principalmente se forem confirmadas as previsões do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, de criação de 2,5 milhões de empregos durante o atual exercício”. As previsões de Meirelles só afundam.

As preocupações de Michel Temer talvez já sejam outras: saber onde vai morar depois do fim do seu curto e nebuloso reinado. Em São Paulo ou em Curitiba? A Folha de S. Paulo, num momento sincerona, destacou que a “recuperação do trabalho” no governo no Temer contabilizava “bico” como emprego: “Sob Temer, ‘recuperação’ do mercado de trabalho se dá com informalidade e desemprego recorde. Média anual de desempregados dobrou na atual gestão e registra maior taxa da série histórica. Em 12 meses, país criou vagas, mas nenhuma com carteira assinada”. A mídia sabe que não pode esticar demais a corda mesmo quando gostaria tanto de fazer isso. Michel Temer já era. Mas ainda causará estragos por alguns meses.

O trabalhador pode comemorar que a reforma da Previdência emperrou. Quando a mídia ultraliberal diz que a Previdência é deficitária omite que a Seguridade Social é composta por Saúde, Assistência Social e Previdência. Omite também que o bolo de recursos deve vir de um tripé: empregador, empregado e governo (por meios de várias contribuições). Para forçar o déficit, retira-se o governo como parte contributiva e não se fala que o mesmo desvia dinheiro da cesta da seguridade social por meio de um mecanismo chamado DRU, aumentado por Michel Temer, para outros fins. Enfim, na medida do (im) possível, feliz dia trabalho.

Altas conexões



segunda-feira, 7 de maio de 2018

Licença poética




Peço licença novamente para entregar-lhes outras palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


Acaba de dar no noticiário que estás terminantemente proibida de olhar para o céu, como uma medida de segurança mundial.


Segundo os cientistas, teu olhar lindo chama tanto a atenção que pode desviar o foco e tirar os satélites de órbita, causando um colapso na comunicação do planeta.


sábado, 5 de maio de 2018

Rir é o melhor remédio



Mandato do deputado Zé Nunes trabalha pela saúde dos hervalenses



A saúde foi o principal tema tratado durante a visita dos assessores do deputado estadual Zé Nunes (PT) ao município, nesta sexta-feira, 04.

Na ocasião, Cláudio Martins (ex-prefeito de Jaguarão) e Marcelo Albuquerque, foram recepcionados pelo presidente da Liga de Assistência Social Hospital Nossa Senhora da Glória, Alfeu Fernande Pereira, bem como pelo secretário municipal de saúde, Dioner Azambuja, para uma conversa sobre as principais lutas e demandas da instituição e do município na área da saúde, no sentido de reforçar o apoio e a parceria do parlamentar petista nessa batalha.

De início, Fernando agradeceu o trabalho de Zé Nunes, que está sempre com as portas abertas e já contribuiu em diversos pleitos e desafios do hospital Nossa Senhora da Glória, a exemplo da luta para conquistar a filantropia para a instituição. Có, como é mais conhecido, também falou sobre as dificuldades de manter o hospital em funcionamento, sobretudo, pela carga enorme de exigências e a falta de apoio do governo do estado, que desmantelou a política estabelecida durante o governo Tarso que incentivava e oferecia um aporte financeiro significativo aos hospitais de pequeno porte, por meio do HIOSP.

Neste sentido, o presidente do hospital informou que no atual momento, o principal desafio é renovar o contrato com a secretaria estadual de saúde, que vinha possibilitando um repasse mensal de pelo menos 13.000,00 ( treze mil reais). No entanto, para renovar o contrato, o hospital precisa obter o Alvará do Corpo de Bombeiros (PPCI) e, de posse desse documento, poder se habilitar a receber o Alvará da Vigilância Sanitária. De acordo com o presidente, parte das adequações exigidas já foram feitas. O principal problema é que por se tratar de um prédio muito antigo, algumas exigências do Corpo de Bombeiros para a liberação do Alvará são impossíveis de serem atendidas.

Além disso, Có informou que o governo do estado possui uma dívida com o hospital de quase 18.000,00 (dezoito mil reais), referente ao contrato que findou recentemente. 

Diante das alegações do presidente do hospital, Cláudio Martins, em nome do mandato do deputado Zé Nunes, assumiu o compromisso de ir pessoalmente ao Corpo de Bombeiros de Jaguarão no início da próxima semana, ver a situação do processo e buscar a liberação do Alvará pretendido o mais breve possível.

Com base na sua experiência como gestor que realizou um trabalho muito forte em termos de preservação do patrimônio histórico de Jaguarão, Cláudio também se colocou à disposição para contribuir num processo de tombamento, em nível municipal, do prédio do hospital. Iniciativa que pode facilitar ou criar novas alternativas para o trabalho de manutenção da estrutura física do local.

Além disso, a assessoria do deputado Zé Nunes, se colocou à disposição para buscar futuramente junto ao deputado federal Henrique Fontana (PT), uma emenda parlamentar, de modo a atender outro pleito da direção do hospital que é a aquisição de equipamentos hospitalares, principalmente uma processadora digital. Para tanto, esse pedido deverá ser formalizado e encaminhado através do secretário municipal de planejamento, Toninho Veleda, que propôs e participou do encontro transcorrido na data de hoje.

Para finalizar, Dioner Azambuja falou sobre as principais batalhas, desafios e ações do município na área da saúde, cuja principal dificuldade tem sido a política da gestão estadual que não atua em parceria com as administrações municipais e tem deixado de honrar seus compromissos em tempo hábil, situação que levou ao acúmulo de uma dívida do estado com o município relativos a repasses da saúde que chegaram a cerca de R$ 970 mil, dos quais apenas pouco mais de R$ 300 mil foram pagos recentemente.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

PT avalia necessidade de ajustes, mas decide permanecer no governo



Em reunião realizada na tarde de hoje, 3, no plenário da Câmara de Vereadores, com a presença do vice-prefeito Fernando Silveira (PP), os representantes do Partido dos Trabalhadores na administração municipal fizeram um balanço da gestão do município até aqui, assim como da participação da sigla no atual governo.

Após a rodada de debates, foi avaliado que o comando do poder executivo precisa melhorar seu desempenho administrativo e fortalecer as relações com sua base de apoio, tanto no legislativo quanto no interior do próprio governo.

Neste sentido, o vice-prefeito informou que algumas medidas já foram decididas em recente reunião com o prefeito Rubem Wilhelnsen, justamente com o objetivo de caminhar na direção proposta pelos petistas, sobretudo, pelo presidente do legislativo, vereador Edinaldo Azevedo (Pecão).

Diante disso, decidiu-se pela manutenção do partido na base de sustentação do governo municipal, mantendo-se a postura colaborativa e propositiva, porém sem abrir mão do necessário tom crítico, na intenção de aperfeiçoar a gestão em termos administrativos e políticos.

No final da reunião, o secretário de planejamento, Toninho Veleda, entregou nas mãos do vereador Edinaldo e sua assessoria, relatório contendo informações detalhadas sobre as principais realizações e os investimentos previstos no município a partir dos projetos encaminhados à União e ao governo do estado, os quais já ultrapassam os R$ 4 milhões e são fruto do trabalho intenso de busca por novos recursos, capitaneado pela pasta do planejamento em parceria com o comando da prefeitura e todas as áreas da administração. Trabalho que ainda conta com o apoio, a articulação e o respaldo dos vereadores da base governista, frisou o secretário.

Cenas da vida inventada





Rir é o melhor remédio



quarta-feira, 2 de maio de 2018

Pensar é preciso


Marcos César Danhoni Neves, professor e pesquisador da Universidade Estadual de Maringá, publicou artigo na Revista Fórum alertando para a formação do juiz Sergio Moro. Segundo Neves, Moro teria concluído mestrado e doutorado em prazo inferior ao padrão. Além disso, critica as teorias de Deltan Dallagnol no caso triplex.

Neste sábado, Veja publicou reportagem com Rosângelo Moro, esposa do juiz de Curitiba, contando que conheceu a estrela da Lava Jato quando ele tinha “20 e poucos anos”, mas já era juiz e dava aulas de Direito em uma universidade.

Por Marcos César Danhoni Neves


Sou professor titular de Física numa universidade pública (Universidade Estadual de Maringá-UEM) desde 2001 e docente e pesquisador há quase 30 anos. Sou especialista em história e epistemologia da ciência, educação científica, além de processos de ensino-aprendizagem e análise de discursos.

Orientei mais de 250 alunos de graduação, especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado, além de professores in-service. Conto tudo isso, como preâmbulo, não para me gabar, mas para salientar que li milhares de páginas de alunos brilhantes, medianos e regulares em suas argumentações de pesquisa.

Dito isso, passo a analisar duas pessoas que compõem o imaginário mítico-heróico de nossa contemporaneidade nacional: Sérgio Moro e Deltan Dallagnol.

Em relação ao primeiro, Moro, trabalhei ativamente para impedir, junto com um coletivo de outros colegas, para que não recebesse o título de Doutor honoris causa pela Universidade Estadual de Maringá.

Moro tem um currículo péssimo: uma página no sistema Lattes (do CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico ligado ao extinto MCT – Ministério da Ciência e Tecnologia). Lista somente 4 livros e 5 artigos publicados.

Mesmo sua formação acadêmica é estranha: mestrado e doutorado obtidos em três anos. Isso precisaria ser investigado, pois a formação mínima regulada pela CAPES-MEC (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Ministério da Educação) é de 24 meses para Mestrado e 48 meses para o Doutorado.

Significa que “algo” ocorreu nessa formação apressada.. Que “algo” é esse, é necessário apurar com rigor jurídico.

Além de analisar a vida acadêmica de Moro para impedir que ele recebesse um título que não merecia, analisei também um trabalho seminal que ele traduziu: “O uso de um criminoso como testemunha: um problema especial”, de Stephen S. Trott.

Mostrei que Moro não entendeu nada do que traduziu sobre delação premiada e não seguiu nada das cautelas apresentadas pelos casos daquele artigo.

Se seguirmos o texto de mais de 200 páginas da condenação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e guiando-me pela minha experiência em pesquisa qualitativa, análise de discurso e fenomenologia, notamos claramente que parte significativa do texto consiste em Moro tentar apagar suas digitais, sem sucesso, ao desdizer que agiu com imparcialidade.

Nestas páginas robustas lemos uma declaração clara de culpa: Moro considera a parte da defesa de Lula em menos de 1% do texto total! E dos mais de 900 parágrafos, somente nos cinco finais alinhava sua denúncia e sentença sem provas baseada num misto frankensteiniano de “explanacionismo” (uma “doutrina” jurídica personalíssima criada por Deltan Dallagnol) e “teoria do domínio do fato”, ou seja, sentença exarada sobre ilações, somente.

Aqui uso a minha experiência como professor e pesquisador: quando um estudante escreve um texto (TCC, monografia, dissertação, tese, capítulo de livro, livro, ensaio, artigo), considero o trabalho muito bom quando a conclusão é robusta e costura de forma clara e argumentativa as premissas, a metodologia e as limitações do modelo adotado de investigação.

Dissertações e teses que finalizam com duas ou três páginas demonstram uma análise rápida, superficial e incompetente. Estas reprovo imediatamente. Não quero investigadores apressados, superficiais!

Se Moro fosse meu aluno, eu o teria reprovado com esta sentença ridícula e persecutória. Mal disfarçou sua pressa em liquidar sua vítima.

Em relação a outro personagem, o também vendedor de palestras Deltan Dallagnol, há muito o que se dizer. Angariou um título de doutor honoris causa numa faculdade privada cujo dono está sendo processado por falcatruas que o MP deveria investigar.

O promotor Dallagnol não seguiu uma única oitiva das testemunhas de defesa e acusação de Lula, além daquela do próprio ex-presidente.

Eu trabalho em pós-graduações stricto sensu de duas universidades públicas: uma em Maringá e outra em Ponta Grossa. Graças a isso fui contactado por meio de um coletivo para averiguar a dúvida sobre a compra por parte de Dallagnol de apartamentos do Programa Minha Casa Minha Vida em condomínio próximo à UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa).

Visitei os imóveis guiado por uma corretora e me dirigi ao Cartório de Registro de Imóveis da cidade. Após algumas semanas, a resposta: os dois apartamentos modestíssimos, destinados a gente pobre, tinham sido adquiridos pelo Promotor e estavam à venda com um lucro líquido em menos de um ano de aquisição de 135 mil reais.

Reuni o material e disponibilizei para a imprensa livre (aqui a matéria do DCM). O promotor teve que admitir que comprou os apartamentos para ganhar dinheiro na especulação imobiliária, sem resquícios de culpa ou de valores morais em ter adquirido imóveis destinados a famílias com renda de até R$ 6.500,00 (Deltan chegou a ganhar mais de R$ 80.000,00 de salários – além do teto constitucional, de cerca de R$ 35.000,00; e mais de R$ 220.000,00 em suas suspeitosas palestras).

Bom, analisando os discursos de Dallagnol, notamos claramente a carga de preconceito que o fez construir uma “doutrina” de nome exótico, o “explanacionismo”, para obter a condenação de um acusado sem prova de crime.

Chega a usar de forma cosmética uma teoria de probabilidade – o bayesianismo – que ele nem sequer conhece ao defender a relativização do conceito de prova: vale seu auto-de-fé a qualquer materialidade de prova, corrompendo os princípios basilares do Direito.

Como meu aluno, ou candidato a uma banca de defesa, eu também o teria reprovado: apressado, superficial e sem argumentação lógica.

Resumindo: Dallagnol e Moro ainda vestem fraldas na ciência do Direito. São guiados por preconceitos e pela cegueira da política sobre o Jurídico.

Quando tornei-me professor titular aos 38 anos, eu o fiz baseado numa obra maturada em dezenas e dezenas de artigos, livros, capítulos, orientações de estudantes e coordenações de projetos de pesquisa.

Infelizmente, estes dois personagens de nossa República contemporânea seriam reprovados em qualquer universidade séria por apresentar teses tão esdrúxulas, pouco argumentativas e vazias de provas. Mas a “Justiça” brasileira está arquitetada sobre o princípio da incompetência, da vilania e do desprezo à Democracia.

Neste contexto, Moro e Dallagnol se consagram como “heróis” de papel que ficariam muito bem sob a custódia de um Mussolini ou de Roland Freisler, que era o presidente do Volksgerichtshof, o Tribunal Popular da Alemanha nazista. Estamos sob o domínio do medo e do neo-integralismo brasileiro.

*Marcos César Danhoni Neves é professor titular da Universidade Estadual de Maringá e autor do livro “Do Infinito, do Mínimo e da Inquisição em Giordano Bruno”, entre outras obras


Pitada filosófica





terça-feira, 1 de maio de 2018

Osmar vive!


Mais um ano sem a presença física do "sor" Osmar.

Mais um ano com as lembranças vivas, a arte inquieta e insubmissa e as lições (e) ternas do "sor" Osmar...





Momento poético

Aceitarás o amor como eu o encaro?… Aceitarás o amor como eu o encaro ?… … Azul bem leve, um nimbo, suavemente Guarda-te a ima...