domingo, 6 de maio de 2012

Herval do sul, do Rio Grande, do Brasil



 
Venho aqui para comentar mais feitos da administração municipal. Porém antes de adentrar nesse assunto, me permito utilizar algumas linhas para um desabafo. Isto porque ditos cujos que nunca produziram algo de positivo para o nosso município, agora me acusam de vira-casaca ou oportunismo. Para esses, digo que no passado recebi convite para integrar o primeiro escalão do governo da época, convite ao qual recusei sem hesitar porque em se tratando da vida pública não me imiscuo com pessoas sem escrúpulos que ocupam o poder apenas para locupletar a si e aos seus. Digo ainda que mais do que qualquer partido, defendi e continuo a defender uma vida melhor e com oportunidades iguais para todos os hervalenses. Portanto, “não tenho um caminho novo, o que eu tenho de novo é o jeito de caminhar”.

Dito isto, vamos ao que interessa. Até porque os projetos e conquistas do governo em curso não param de surgir e isso é o que importa para nossa gente. E tão importante quanto essa onda de realizações é o fato da nossa terra ter saído do isolamento que se encontrava, recuperando suas principais funções administrativas e a pujança política que havia perdido. Gradativamente o Herval encolhido cá na beira da “banda oriental” vai ficando para trás, dando lugar a uma cidade melhor para se viver e integrada ao mapa de desenvolvimento do estado e do país. Sem dúvida, muito desse novo panorama tem a ver com as iniciativas dos governos federal e estadual que trabalham incessantemente para diminuir as desigualdades regionais, mas também é verdade que, sem um governo local disposto a se somar nesse esforço, de nada adiantariam os bons ventos soprarem a nosso favor.

Não faz muitos anos escutei de uma pessoa do povo que nosso município “iria sair do mapa”. Mais do que um desencanto com a vida, essa frase revela a percepção de que nosso município andou tão esgualepado, deprimido e desconectado do resto do mundo que muitos não enxergavam uma luz no fim do túnel. Até havia o ímpeto de romper as barreiras do desenvolvimento e da integração, mas apenas no discurso e os resultados nunca passaram de mera ficção. Pois agora os tempos são outros e o papel de articular e elevar nossa terra além dos limites do nosso território foi assumido com vigor e entusiasmo pelo paço municipal.

Um município não é uma ilha. Ele precisa estar integrado com a região, o Estado e a União. A vida acontece nas cidades, é nelas que as pessoas constroem suas vidas efetivamente. No entanto, o mundo contemporâneo pede que o local se conecte cada vez mais ao global, é claro, sem perder suas raízes, características e vocações próprias. Neste sentido, um dos exemplos mais contundentes de que Herval hoje se liga concretamente a outros rincões em busca da superação de problemas comuns são os consórcios intermunicipais. Tem demandas que um único município, especialmente de pequeno porte, não consegue enfrentar sozinho. Daí surge a integração através dos consórcios como alternativa e solução. Mas isso não é para qualquer um. É preciso ter prestígio político e estar com a prefeitura organizada, pois cada consórcio tem um regramento específico e cada integrante precisa fazer sua parte a contento.

Falando em termos concretos, nossa prefeitura hoje integra pelos menos três consórcios. Antes já fazia parte do consórcio da AZONASUL com vistas a compartilhar maquinário e equipamentos destinados a atender a atividade da piscicultura, como também o consórcio para uso de uma retroescavadeira juntamente com os municípios de Pedro Osório e Cerrito. A boa nova é de que há poucos dias passamos a fazer parte do Cideja, consórcio composto pelos municípios de Candiota, Aceguá, Pedras Altas, Hulha Negra e Pinheiro Machado, que deverá garantir recursos para a aquisição de maquinário e o engajamento na luta pelo asfaltamento da via que liga Herval à Aceguá e a partir daí, podendo estabelecer uma nova ligação com os “hermanos”Uruguaios. Uma ótima notícia e a perspectiva de novos sopros de progresso para nós e toda essa parte empobrecida da metade sul.

Diante disso, não percamos mais tempo com pensamentos invejosos ou mesquinhos nem com quem perdeu o trem da história. Inclusive porque a fofoca, a inveja e o despeito são tão sólidos que já estão se desmanchando no ar. Dediquemos energia para a boa luta que é fazer nossa terra afirmar sua posição de sentinela da fronteira, do Rio Grande e do Brasil, invertendo a visão do mapa e fazendo com que nosso país comece e não termine por aqui, como defendia o vice-governador Beto Grill durante a última eleição para o governo do RS.

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