Sobre o Blog do Toninho

O Blog busca retratar coisas da vida interiorana e do meu interior, numa abordagem que mistura reflexão, notícias, riso, poesia, musicalidade, transcedentalidade e outras "cositas más". Tudo feito com produções próprias, mas também com a reprodução do pensar ou do sentir dos grandes gênios que o país e a humanidade pariram.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Enfim, a maioridade!



No último dia 5 de abril, o jornal O Herval comemorou seus 21 aninhos de vida. Mais que apenas cumprimentar a direção, servidores, leitores e colaboradores que contribuem ou já contribuíram para a construção dessa difícil, respeitável e elogiável história, quero aproveitar a oportunidade para dar uma breve pincelada acerca da importância do periódico em questão, além de propor um rápido olhar para a comunicação em nível nacional.

Conforme já afirmei em outros momentos, penso que O Herval não recebe por parte da nossa comunidade a valorização que merece. E isso não é de hoje. É a velha máxima de que santo de casa não faz milagre ou como a água ou a luz os quais nos damos conta de toda sua importância quando faltam em nossas casas. E aqui não falo necessariamente em relação ao baixo ou eventual interesse dos anunciantes, do número de assinantes provavelmente aquém do esperado ou da procura possivelmente ínfima pelo jornal nas bancas espalhadas pela cidade. Falo que temos em nossa terra poucas pessoas com vocação empreendedora e o simples fato do jornal existir e ser mantido durante tanto tempo, apesar de todos os obstáculos e limites, é motivo de reconhecimento, estímulo e de todos os aplausos.

Falo ainda sobre o acerto e a enorme importância da linha editorial de O Herval, comprometida em registrar a história do nosso município. Ou seja, o conteúdo do jornal, que hoje pode parecer trivial ou desinteressante para alguns – até porque retrata a nós mesmos e a tendência é sempre valorizarmos mais o que vem de fora –, num futuro bem próximo poderá ser visto como verdadeira relíquia pelo seu valor histórico. Não fosse O Herval, a maioria das cenas e personagens que escreveram nossa história ao longo desses 21 anos encontrariam registro apenas na memória dos hervalenses, sendo completamente apagadas com tempo. Não por acaso, esse periódico é visita obrigatória e fonte abundante para pesquisadores ligados ao mundo acadêmico ou todos interessados em conhecer pessoas, passagens e paisagens contemporâneas da “terrinha”.

Pois além da incompreensão e do acanhado reconhecimento; dos poucos leitores; da cidade ser tão à flor da pele em termos políticos, outro obstáculo é o incrível e escandaloso monopólio da comunicação existente no país. Nunca é demais repetir sem medo de errar que comunicação no Brasil, mais do que instrumento para garantir o direito à informação, é um negócio altamente lucrativo, comprometido em destacar apenas o pensamento de um grupo que disputa o poder nesse continental país e que, de quebra, se coloca acima do bem e do mal, justamente para não perder espaço e privilégios. Para alguns, inclusive, a grande mídia é o único e verdadeiro partido da oposição na atualidade, não apenas pela fragilidade dos partidos contrários ao governo, mas porque a mídia veste a camisa oposicionista por questões ideológicas e dos seus interesses comerciais. O fato é que a concentração do poder midiático nas mãos de poucos impede os pequenos veículos informativos de ampliar seu alcance social e alcançar cotas maiores das contas de propaganda oficial.

Por tudo isso, muito obrigado ao seu Luiz e familiares por proporcionar que esse periódico exista em nossas vidas durante tantos anos. Um ato quase milagroso, heroico e digno de todas as homenagens, hoje e sempre! Que esta chegada à “maioridade” seja apenas mais uma página ou o começo de muitas edições e conquistas que estão por vir! Vida longa ao jornal O Herval, muita saúde, paz e sucesso a seus proprietários, servidores, leitores e colaboradores!


Nenhum comentário:

Música para os meus ouvidos

Viva Cazuza! Viva as canções que tocam as feridas e mostram que a vida é muito mais migalhas, máscaras ou arremedos de vida!