terça-feira, 26 de março de 2013

Nem só de pão viverá o homem




Em Herval, prefeito pede auxílio para melhorar a infraestrutura



Calçamento, esgoto e urbanização de praças são as principais necessidades de Herval segundo o prefeito Ildo Sallaberry (PP). As prioridades foram elencadas na segunda (25), durante visita Fernando Marroni ao município em que o deputado reforçou a disposição em auxiliar a administração a encontrar soluções para os problemas dos moradores.

Apesar de reconhecer que a cidade ainda possui deficiências na área de infraestrutura, o prefeito destacou que a situação vem melhorando significativamente, especialmente após ação de Marroni em 2009 retirando o município do cadastro do Cadin (o SPC das prefeituras), o que devolveu a possibilidade de obter investimentos federais.

“Isso foi fundamental. Por isso é importante ter esse apoio de alguém que conhece a realidade de Herval e pode nos auxiliar a obter recursos para as obras”, disse Sallaberry. Conforme o chefe do executivo, a cidade avançou bastante nas áreas de educação e saúde, além de aumentar significativamente a renda no campo com o desenvolvimento da produção leiteira. “Saltamos de 19 mil litros mensais para cerca de 200 mil litros”, comemora o Secretário de Agricultura, Fernando Silveira.

Para o secretário de Planejamento, Toninho Veleda, o desafio agora é outro. “Nosso dever de casa é melhorar a infraestrutura urbana e melhorar a vida dos trabalhadores. Contamos com o deputado para isso.”

Marroni assumiu o compromisso de destinar verba à prefeitura para que aplique em calçamento nas ruas da cidade. “Sou parceiro do prefeito e minha missão é ajudar naquilo que a administração entende como prioritário”, afirmou.

Além do prefeito e dos secretários, também participaram do encontro o vice-prefeito Luiz Alberto Perdomo (PPL), o secretário adjunto de Agricultura Deomar Schafer, a procuradora municipal Denise da Silveira e os vereadores Valmir Milhorança (PP) e Davi dos Santos (PPL).

FONTE: assessoria de imprensa do Deputado

sexta-feira, 22 de março de 2013

Momento poético




22 de março: Dia Mundial da Água



Dia Mundial da Água foi criado pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas através da resolução A/RES/47/193 de 21 de Fevereiro de 1993, declarando todo o dia 22 de Março de cada ano como sendo o Dia Mundial das Águas (DMA), para ser observado a partir de 1993, de acordo com as recomendações da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento contidas no capítulo 18 (Recursos hídricos) da Agenda 21.
Nesse período, vários Estados foram convidados, como se fosse mais apropriado no contexto nacional, a realizar no Dia, atividades concretas que promovam a conscientização pública através de publicações e difusão de documentários e a organização de conferências, mesas redondas, seminários e exposições relacionadas à conservação e desenvolvimento dos recursos hídricos e/ou a implementação das recomendações proposta pela Agenda 21. A cada ano, uma agência diferente das Nações Unidas produz um kit para imprensa sobre o DMA que é distribuído nas redes de agências contatadas. Este kit tem como objetivos, além de focar a atenção nas necessidades, entre outras, de:

·         Tocar assuntos relacionados a problemas de abastecimento de água potável;
·         Aumentar a consciência pública sobre a importância de conservação, preservação e proteção da água, fontes e suprimentos de água potável;
·         Aumentar a consciência dos governos, de agências internacionais, organizações não-governamentais e setor privado;

Os temas dos DMA anteriores foram:

·         2013: Cooperação pela água
·         2012: Água e segurança alimentar
·         2011: Água para cidades: respondendo ao desafio urbano
·         2010: Água limpa para um mundo saudável
·         2009: Águas Transfronteiriças: a água da partilha, partilha de oportunidades.
·         2008: Saneamento
·         2007: Lidando com a escassez de água
·         2006: Água e cultura
·         2005: Água para a vida
·         2004: Água e desastres
·         2003: Água para o futuro
·         2002: Água para o desenvolvimento
·         2001: Água e saúde
·         2000: Água para o século XXI
·         1999: Todos vivem rio abaixo
·         1998: Água subterrânea: o recurso invisível
·         1997: Águas do Mundo: há suficiente?
·         1996: Água para cidades sedentas
·         1995: Mulheres e Água
·         1994: Cuidar de nossos recursos hídricos é função de cada um.

A partir de 2001 ficou restrito a cada país a adoção da Agenda 21


quarta-feira, 20 de março de 2013

Milongador


O mundo agora tem a chance de degustar, através do mundo virtual, um pouco do talento do hervalense Giancarlo e do universal mestre Osmar.

Melodia e letra de primeira e em perfeita harmonia!

O regional rompendo todas as barreiras e fronteiras e alcançando esse imenso “mundão de meu Deus”.

Música feita com alma, coração e poesia; livre de amarras ou do deprimente tom panfletário.

Sinto-me um privilegiado por ter acompanhado o nascimento de algumas dessas composições, paridas pela pena do “sor Osmar” e magnificamente musicadas pelo Giancarlo. Fico feliz que sonho tão antigo e muito suado, finalmente tenha virado realidade.

Uma obra que inspira e orgulha e, quem sabe, com certo poder de “adormecer os homens e acordar as crianças”.




Pitada filosófica



É fácil amar o outro na mesa de bar, quando o papo é leve, o riso é farto, e o chope é gelado.

É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nas festas agendadas no calendário do de vez em quando.

Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E entende tudo errado. E paralisa. E se vitimiza. E perde o charme. O prazo. A identidade. A coerência. O rebolado.

Difícil amar quando o outro fica cada vez mais diferente do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido com alguém que não aceitamos que ele esteja.

Difícil é permanecer ao seu lado quando parece que todos já foram embora. Quando as cortinas se abrem e ele não vê mais ninguém na plateia. Quando o seu pedido de ajuda, verbalizado ou não, exige que a gente saia do nosso egoísmo, do nosso sossego, da nossa rigidez, do nosso faz-de-conta, para caminhar humanamente ao seu encontro.

Difícil é amar quem não está se amando. Mas esse talvez seja, sim, o tempo em que o outro mais precisa se sentir amado.

Eu não acredito na existência de botões, alavancas, recursos afins, que façam as dores mais abissais desaparecerem, nos tempos mais devastadores, por pura mágica. Mas eu acredito na fé, na vontade essencial de transformação, no gesto aliado à vontade, e, especialmente, no amor que recebemos, nas temporadas difíceis, de quem não desiste da gente.

Ana Jácomo


segunda-feira, 18 de março de 2013

Algumas ideias e promissoras ações



Gosto muito quando sou elogiado pela minha habilidade com a escrita. Quem não gosta de ser mais elogiado do que cobrado ou criticado? No entanto, mesmo alguns elogios a esta habilidade acabam me soando como crítica. Talvez porque no passado, como forma de me atacar, alguns oponentes na política tenham se escorado tanto na falsa premissa de que “pelo muito que eu sabia imaginar, pouco sabia fazer”. Um jeito suave de acusar-me de burocrata, desconsiderando que burocrata não é necessariamente o que lida com a burocracia, mas todo e qualquer vivente habituado a se comportar como ventríloquo ou louco sem esperança. Basta uma breve observação para constatar a fragilidade dessa ideia, seja em sentido crítico ou “elogioso”.

Em minha curta jornada nesse mundo de dores e alegrias, conheço muita gente que já caiu do cavalo por acreditar que pensamento e ação são completamente antagônicos. Ou seja, que possuir certa facilidade com a produção da palavra escrita condenaria a criatura a ser boa apenas com a teoria, impedindo-a de se mover nas coisas, casos e questões práticas. Evidente que uns são mais empreendedores ou melhores executores que outros, agora acreditar que alguém habilidoso com a escrita não o pode ser com coisas ditas práticas me parece algo totalmente descabido e de difícil sustentação na vida real. E para exemplificar o que digo, invoco os nomes de Raul Pont, Fernando Haddad e Tarso Genro, intelectuais respeitáveis que se consagraram como grandes mentores e notáveis gestores de obras ou políticas públicas.

Há muito tempo o grande Paulo Freire provou, fartamente, a impossibilidade da separação entre teoria e prática, que uma não existe sem a outra. O que existe, segundo o insuperável professor, é que por questões de poder político, ideológico ou econômico, convencionou-se dividir a sociedade entre os que comandam e os que obedecem; entre os que falam e os que devem escutar; entre ações que passam a vigorar como norma ou modelo mais desejável de comportamento ou gestão e as que ficam fadadas à “clandestinidade” ou são solenemente ignoradas com o argumento de que não passam de sonho. Existe também que na maioria das engrenagens ou estruturas humanas, os atores costumam cumprir papéis diferentes e não raro inconciliáveis, ou seja, uns tem a tarefa específica de planejar e outros de atuar na execução daquilo que é planejado. Portanto, não significa que quem planeja não seja capaz de executar ou vice-versa, e sim uma questão de ordenamento político, social ou administrativo.

Entro no assunto porque atualmente ocupo uma função pública com ênfase e estrutura de trabalho montados e limitados à esfera do planejamento. A missão é permanecer em campo durante a elaboração dos projetos e passar a bola no momento da execução. No entanto, até provem contrário, me considero um homem apto a também executar, como já o demonstrei durante o período em que estive na Secretaria Municipal de Saúde. Ocorre que além de respeitar profundamente o ordenamento da administração, tenho por gosto, hábito e dever registrar minhas ideias e movimentos na vida pública por meio da escrita. Tais fatos - pouca insubordinação e muito escrever - podem contribuir para dar a falsa impressão de que meu agir começa e se esgota na escrita ou que esta serviria apenas para iluminar a ação de outrem, sendo o autor desprovido de luz, passos ou atitudes próprias.

Na verdade, a escrita não é algo estanque ou desconectado das cenas que precedem ou originam o ato de escrever. Antes o contrário. Excetuando-se a ficção ou a poesia, sustento que escrever é algo concreto que encontra forma e conteúdo a partir dos próprios ditos e feitos de quem escreve. Sem a participação ativa, efetiva ou afetiva do autor não há escrita ou não há um sentido verdadeiro para os acontecimentos registrados por meio da palavra escrita. Quem escreve normalmente toma parte naquilo que escreve, já que um relato, notícia, artigo ou narrativa caracterizam-se como ato de conhecimento, sendo que ninguém é capaz de abordar aquilo que não conhece. Da mesma forma, para conhecer mais do que imaginar é preciso experimentar. Resumindo: escrever pede, precisa e vai muito além do papel, eis aí um ato que exige talento e mais ainda, que o autor cumpra o papel de viver a cena registrada através da escrita com a máxima desenvoltura. E viver é algo dolorosamente real e dinâmico, apesar das nossas abstrações, fugas ou tentativas de congelar tudo que não nos cabe na mente ou escapa da palma da mão.


Rir é melhor remédio




Ato político



Evoco mais uma vez neste espaço as palavras de Henrique Fontana, um dos homens públicos mais corretos, sóbrios e iluminados desse imenso país...

10 anos de mudança no Brasil

Governar é uma atitude humana que, como todas as outras, é exercida com imperfeições. Estamos governando o país com Lula e Dilma há 10 anos, o que deve nos levar a propor uma avaliação do que fizemos junto com o povo brasileiro nesse período. Com certeza erramos e acertamos, mas, para medir o impacto do nosso governo na vida das pessoas e do país, nada melhor do que comparar os resultados que obtivemos com os resultados dos oito anos de governo daqueles que hoje estão exercendo o papel legítimo e necessário de uma oposição crítica.

É importante lembrar que, quando assumimos a presidência da República, o risco país era de 2,4 mil pontos, a inflação tinha projeção anual de 24%, a taxa Selic de juros era de 25%, o salário mínimo não chegava a US$ 70, a taxa de desemprego era superior a 12% e as reservas do Brasil giravam em torno de US$ 37 bilhões.

Nesses 10 anos, a situação mudou substancialmente para melhor. O risco Brasil está em 155 pontos, a inflação está controlada, a taxa Selic está em 7,25% e é a menor da história do país e o salário mínimo superou os US$ 300. Durante esse período, tivemos a criação de 19 milhões de empregos com carteira assinada e nossas reservas chegam a US$ 370 bilhões.

Crescemos com estabilidade, de forma continuada e, o que é mais importante, com distribuição de renda. A vida das pessoas, especialmente das mais pobres, melhorou – mais de 25 milhões superaram a linha da pobreza extrema e 40 milhões melhoraram de classe social.

Certamente, todos nós concordamos que isto ainda é pouco diante do grau de pobreza e injustiças que a história de 500 anos do nosso país acumulou. Que a quase erradicação da miséria é apenas um bom começo. Mas estes resultados não caíram do céu. São frutos de decisões políticas justas, eficientes, planejadas e corajosas que mudaram o rumo de muitas coisas para melhor.

O Brasil Sem Miséria, o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida, o Mais Educação com o Prouni e sua política de quotas, o fortalecimento das universidades públicas, o PAC, os investimentos em ciência e tecnologia e o Luz para Todos são alguns dos programas que estão mudando o Brasil.

Sabemos que ainda há muito por fazer pelo Brasil e pelos brasileiros, e reconhecemos que estamos devendo uma ação mais firme para garantir a votação de uma reforma política que fortaleça e amplie a democracia no nosso país. E este é um dos nossos compromissos para este ano.

Artigo publicado no jornal Zero Hora em 7/03/2013

quarta-feira, 13 de março de 2013

Notícia inesperada e triste

Rosane de Oliveira: secretária estava radiante

Márcia Santana, morta aos 35 anos, na madrugada desta quarta-feira, tinha forte atuação na defesa de crianças e mulheres


Rosane de Oliveira

Ao acordar e ler as mensagens trocadas pelos colegas da Rádio Gaúcha durante a madrugada, levei um choque: a secretária estadual de Políticas para as Mulheres, Márcia Santana, morreu aos 35 anos. Ainda ontem, na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, ela parecia muito bem. Foi escalada para falar na posse dos novos integrantes do conselho, que tem 30% de mulheres entre seus membros. Estava radiante pela conquista, pelo Estado, do selo pró-equidade de gênero, concedido pela ONU. Trata-se de um reconhecimento de que o Estado tem as políticas públicas adequadas para as questões de gênero e raça.
Ainda na semana passada falei bastante com a secretária Márcia. No Dia Internacional da Mulher, publiquei na Página 10 foto dela com o vice-governador Beto Grill e com o secretário Airton Michels na distribuição de viaturas para as patrulhas Maria da Penha, um dos orgulhos dela como secretária. É difícil acreditar que um ataque cardíaco fulminante a matou durante a madrugada.
Militante dos direitos humanos, Márcia era assistente social e foi uma das principais surpresas na montagem do governo Tarso Genro. Foi indicada pelo grupo da deputada Maria do Rosário, de quem era amiga e companheira de luta pela causa das mulheres. No secretariado, ganhou o respeito e a admiração dos colegas. No ano passado, comemorou a gravidez do primeiro filho, mas perdeu o bebê que deveria nascer por esta época.
Foto batida por mim no início de 2012, mostrando a Ex-Senadora Emília Fernandes, Minha colega Cris e Márcia Santana, mulher especial, alegre e acolhedora.
O corpo de Márcia Santana será velado a partir das 10h, no Salão Negrinho do Pastoreio, do Palácio Piratini. O enterro está marcado para as 17h30, no Jardim da Paz.
Segundo informações preliminares, ela estava assistindo ao jogo do Grêmio com o marido, Claudiomiro Ambrózio. Comentou com ele que não queria mais assistir ao jogo e que iria tomar banho. Depois de um tempo, ele estranhou a demora, foi ao banheiro e a encontrou caída. Desesperado, chamou o Samu, mas quando o socorro chegou ela já estava morta.
Tarso, que tinha viajado para Brasília ontem à noite de carona com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, está retornando para Porto Alegre com a ministra Maria do Rosário, de quem Márcia foi chefe de gabinete.

Fonte: ZERO HORA

Pitada filosófica




terça-feira, 12 de março de 2013

Atenção, muita atenção!!!



A Papelaria do Garfield, de Sandra Furtado, completou ontem 22 aninhos de intensas atividades, atendimento qualificado e artigos de primeira.

E para brindar a data uma saborosa novidade: Chocolates Artesanais da marca “Silvia Chocolates”, conhecida em toda nossa região pela qualidade e beleza dos produtos.

Atenção chocólatras de plantão, eis aí uma ótima pedida: saborear um ótimo chocolate ou presentear alguém especial e prestigiar as coisas boas que a “terrinha” oferece.

Só para dar uma dica, eu e minhas colegas de trabalho provamos e aprovamos.

Parabéns à Sandra e cia. e vida longa à Papelaria do Garfield!


PS: não recebi um só centavo por este post, não se trata de propaganda comercial, e sim do compromisso de valorizar as coisas boas da terrinha hervalense. Portanto, quem do ramo comercial de nossa cidade tiver algo que valoriza nossa terra, cá estou com o blog à disposição. Falou?


Altas conexões




segunda-feira, 11 de março de 2013

Música para os meus ouvidos

Tudo de bom num único som. Precisa dizer mais?




Herval deverá receber patrulha mecanizada do Estado



A Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo do RS – SDR, promoveu quinta-feira (7) em Piratini reunião com o objetivo de definir os termos de cooperação entre estado e os municípios de Herval, Piratini, Arroio Grande e Pedro Osório com vistas a destinação de patrulha mecanizada para realizar o trabalho de recuperação e melhorias de estradas internas e de acesso aos assentamentos nesses municípios.

No total deverão ser investidos R$ 18 milhões do Incra mais um recurso de contrapartida financeira do Estado, sendo que a previsão é utilizar cerca de R$ 3 milhões do total desse investimento para a compra do maquinário que deverá atender os quatro municípios acima mencionados até a conclusão dos trabalhos previstos previamente por cada um deles. A patrulha mecanizada, cuja compra ainda precisa ser licitada, deverá ser formada por caminhões, carretas, caçambas, skipers, rolos compactadores, reboques, tratores, tratores de esteira, escavadeiras hidráulicas, retroescavadeiras, motoniveladoras, entre outras máquinas e equipamentos.

De acordo com o Secretário Adjunto do SDR, Ronaldo Franco de Oliveira, o governo do estado em parceria com o Incra, está promovendo esse grande esforço para recuperar e melhorar as estradas de acesso aos assentamentos, mas as administrações municipais também precisam fazer a sua parte para garantir esse investimento. Nesse sentido, a contrapartida dos municípios deverá ser a contratação dos motoristas e operadores do maquinário, além de uma parte do combustível.


Segundo ficou acertado na reunião, os municípios deverão ser atendidos na forma de horas-máquina, e não por um tempo determinado, de modo a otimizar o uso do maquinário por cada um dos contemplados. Em relação ao material (cascalho) usado na recuperação das estradas, a SDR ainda disponibiliza o geólogo que atua na Secretaria para auxiliar os municípios no trabalho necessário ao pleito de licenciamento das saibreiras que precisa ser encaminhado à FEPAM.

O Vice-prefeito Bebeto (PPL) elogiou a medida que, na verdade, representa a retomada de uma política iniciada na gestão de Olívio Dutra e abandonada pelas administrações seguintes. Ele ainda falou do grande volume de investimentos que os municípios vêm recebendo através da iniciativa dos governos federal e estadual e que, apesar das dificuldades financeiras, as prefeituras precisam fazer um esforço para assegurar e ampliar esses investimentos e melhorar cada vez mais a vida das pessoas e fortalecer a economia local.


Prefeitura busca parceria com Ministério



O Delegado Federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário no RS, Marcos Regelin, recebeu para uma reunião quarta-feira (6) na sede do MDA em Porto Alegre, o Vice-prefeito Bebeto, o Secretário de Planejamento e Meio Ambiente, Toninho Veleda e o Secretário Adjunto de Agropecuária, Deomar Schafer.

Na ocasião, as autoridades municipais pediram o apoio do Delegado do MDA, com vistas ao atendimento das seguintes demandas dos assentamentos: investimento na cadeia produtiva do frango caipira para abate, construção de um Centro de Comercialização da Agropecuária Familiar e destinação de recurso para realizar as adequações da planta da Casa do Mel do assentamento 18 de Maio, de modo a habilitar o seu funcionamento conforme normas do CISPOA.

Segundo Bebeto, a prefeitura tem como principal objetivo apoiar com iniciativas próprias ou por meio de parcerias a consolidação dos assentamentos em termos de infraestrutura e do aumento da geração de renda, sendo que o pleito apresentado traduz exatamente esse intento e compromisso da administração municipal.

De acordo com o Secretário Toninho, Herval possui uma área territorial superior a 1700 km², mais de 10 assentamentos da reforma agrária e encontra na agropecuária sua principal vocação e matriz produtiva. Nesse sentido, a administração tem um olhar muito carinhoso para os assentamentos e pequenos produtores do município, com o desafio de apoiar ou promover políticas públicas capazes de garantir a melhoria crescente da qualidade de vida e cada vez condições melhores para essas famílias produzirem e contribuírem com o desenvolvimento econômico local.

Marcos Regelin falou do compromisso e das muitas ações do Ministério em prol dos assentamentos e da agropecuária familiar como um todo. Ele ainda elogiou o trabalho e a iniciativa da prefeitura e assegurou a possibilidade do atendimento das demandas do município, desde que elas sejam apresentadas na forma de um projeto que articule tais demandas entre si e potencialize novos investimentos, como aquisição de veículos para atender os produtores através da Secretaria Municipal de Agropecuária.

A assessoria do deputado estadual Edegar Pretto, líder do governo Tarso na Assembleia Legislativa, também participou da reunião.


Paixão imortal



domingo, 10 de março de 2013

Vice-prefeito acompanha manutenção de máquina



O vice-prefeito Bebeto, que também está à frente da Secretaria de Obras e Mobilidade Urbana e Rural, fez questão de visitar a empresa Shark Máquinas durante agenda na capital no dia 6 de março, de modo a acompanhar o trabalho relativo a uma motoniveladora (patrola) da prefeitura que se encontra em manutenção na referida empresa.

Na oportunidade, Bebeto ainda questionou sobre a possibilidade da Shark Máquinas oferecer curso de capacitação aos operadores das motoniveladoras e da escavadeira hidráulica da Pasta que comanda, recebendo a resposta afirmativa de que no início de abril seu pedido deverá ser atendido.

De acordo com Bebeto, é importante acompanhar esses serviços de manutenção não apenas para acelerar as coisas, mas também para demostrar nosso mais absoluto zelo com todos os bens e equipamentos públicos. Em relação à qualificação dos operadores, segundo ele, isso é algo fundamental, uma vez que a prefeitura vem investindo na compra de maquinários modernos e os operadores precisam ser qualificados permanentemente para garantir o máximo desempenho com a mínima ocorrência de quebra desse maquinário.


Bebeto encaminha pleitos à CEEE



O vice-prefeito e Secretário de Obras e Mobilidade Urbana e Rural, Bebeto, encaminhou no último dia 6 de março, pleitos do município para a direção da CEEE em Porto Alegre.

Na oportunidade, Bebeto que é servidor de carreira da empresa, reivindicou a ampliação da frota de veículos em Herval, tendo em vista a enorme área territorial do município, o que exige um número adequado de veículos para garantir agilidade e presteza na manutenção desse serviço essencial aos munícipes.


Bebeto solicitou ainda a doação à prefeitura de dois imóveis de propriedade da CEEE, localizados na Vila Basílio, o que permitiria a reestruturação em termos físicos da Subprefeitura do Basílio. De acordo com o Vice-prefeito os citados imóveis serviam de residência aos funcionários que operavam a subestação existente naquela localidade, mas atualmente estão vagos e vem sendo alvo de depredação e subtração de objetos.

Por fim, Bebeto ainda pediu agilidade na análise e aprovação do projeto EI: 24724/2012. Tal projeto prevê a instalação de rede de energia elétrica, que irá possibilitar as ligações de energia na moradia de Rafael das Neves Villagra, como também na Agroindústria Queijos da Izolda, uma medida que além do benefício da energia elétrica, representa um importante estímulo à economia local, defendeu.

Rir é o melhor remédio




sexta-feira, 8 de março de 2013

Momento poético



Poemas para todas as mulheres

Vinicius de Moraes



No teu branco seio eu choro.
Minhas lágrimas descem pelo teu ventre
E se embebedam do perfume do teu sexo.
Mulher, que máquina és, que só me tens desesperado
Confuso, criança para te conter!
Oh, não feches os teus braços sobre a minha tristeza não!
Ah, não abandones a tua boca à minha inocência, não!
Homem sou belo
Macho sou forte, poeta sou altíssimo
E só a pureza me ama e ela é em mim uma cidade e tem mil e uma portas.
Ai! teus cabelos recendem à flor da murta
Melhor seria morrer ou ver-te morta
E nunca, nunca poder te tocar!
Mas, fauno, sinto o vento do mar roçar-me os braços
Anjo, sinto o calor do vento nas espumas
Passarinho, sinto o ninho nos teus pêlos...
Correi, correi, ó lágrimas saudosas
Afogai-me, tirai-me deste tempo
Levai-me para o campo das estrelas
Entregai-me depressa à lua cheia
Dai-me o poder vagaroso do soneto, dai-me a iluminação das odes, dai-me o [cântico dos cânticos
Que eu não posso mais, ai!
Que esta mulher me devora!
Que eu quero fugir, quero a minha mãezinha quero o colo de Nossa Senhora!



Poema extraído do livro "Vinicius de Moraes — Poesia completa e Prosa", Editora Nova Aguillar — Rio de Janeiro, 1998, pág. 262
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sábado, 2 de março de 2013

Momento poético




Pitada filosófica




Licença poética




Volto a pedir licença para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser...


Vivo tentando bancar o forte, o inquebrantável, o inabalável.
O fato é que  tudo aqui dentro me perturba, fadiga e amedronta.
Quando muito sou um cara esforçado, um fingidor (ou seria fugidor!)...

Esforçado, porém perdido nas curvas do sul que habito.
Esforçado, mas sem forças para espantar o medo e mudar hábitos,
Encarar a mim mesmo ou encontrar um norte.

Sou um maldito que prefere ser mais útil que amado,
Sou um covarde que joga suas mazelas pra debaixo
Do tapete negro que é meu ser sem noção ou amor próprio.

Se nem mesmo eu me suporto, ninguém precisa me suportar.
Se nem eu aguento meus baldios e o sufoco que provoco,
Ninguém neste mundo precisa me ter pena e aturar minhas penas.

Se pareço forte, é porque a força aparente me serve de consolo,
Alento, amuleto, refúgio, esconderijo, veste e perfeito disfarce...
A verdade é que sou reles, medroso, exausto e fraco até a raiz do cabelo.


sexta-feira, 1 de março de 2013

Música para os meus ouvidos

A boa música desperta e conforta, acalma e provoca, sacode e adormece, delira e faz pensar, lambe as feridas do corpo e acaricia as da alma, cala e desata os nós da garganta, derruba e levanta, abre e fecha, condena e liberta...

Coisa boa é Kid Abelha! Sintamos e vivamos esse som: "Qual o segredo da felicidade? Será preciso ficar só pra se viver!? Qual o sentido da realidade? Será preciso ficar só pra se viver, só pra se viver!?" Perfeito!




Autorretrato


Yo, fazendo pose com a filharada!

Ato político



Tarso Genro: arguto, brilhante e certeiro como sempre...


“O alto comissário do Golbery não toma jeito”, por Tarso Genro

Como Elio Gaspari foi do velho Partidão e depois se tornou confidente do General Golbery, fazendo, a partir daí, uma carreira de jornalista mordaz e corregedor de todos os hábitos do país, ele se dá o direito de não só inventar tolices nas suas colunas, como também enganar os mais desavisados.

Defende as suas teses principalmente a partir da falsificação da posição dos seus adversários de opinião. Para defendê-las, Elio sempre desqualifica os seus adversários com textos de estilo ferino, que não raro beiram a difamação. Os que se sentem agredidos raramente se defendem, não só porque ele não publica as respostas na sua coluna, mas porque talvez temam despertar nele uma ira ainda maior, que também não abre espaços para o contraditório.

Já fui alvo algumas vezes das suas distorções e falsificações, mas sobre este tema da reforma política preciso responder formalmente, porque se trata de um assunto extremamente relevante para o aperfeiçoamento democrático do país, sobre o qual existem divergências elevadas, tanto dentro da esquerda como da direita democrática.

A estratégia usada por Elio Gaspari para promover suas crônicas foi muito comum na época da ditadura, quando o SNI – através de articulistas cooptados – recheava de informações manipuladas a grande imprensa, sobre a “subversão” e as “badernas estudantis”. O regime tentava, desta forma, tanto manter o controle da opinião pública, como dividir a oposição legal e a clandestina, num cenário em que povo já estava cansado do regime. Elio Gaspari parece que se contaminou com este vício e combinou-o com uma arrogância olímpica: desqualifica todo mundo, não respeita ninguém, o que pode significar uma volúpia de desrespeito a si mesmo, ensejada pela sua trajetória como jornalista com idéias muito próximas de um ceticismo anarco-direitista.

Vários dirigentes políticos, tanto da oposição como da situação – da direita e da esquerda – que não estão satisfeitos com o sistema político atual, debatem uma saída: uma reforma política para melhorar a democracia no país. Todos sabemos que não existe um sistema ideal e perfeito, mas que é possível uma melhora no sistema atual, que pode tornar mais decente a representação e os próprios partidos. Este debate para melhorar a democracia e dar maior coerência ao sistema de representação tem despertado a santa ira de Elio Gaspari, que dispara para todos os lados, mas nunca diz realmente qual é a sua posição sobre o assunto.

No seu artigo “O comissariado não toma jeito”, no qual sou citado nominalmente como defensor de fisiologismos, ele atinge o auge na deformação das opiniões de pessoas que ele não concorda. Vincula, inclusive de maneira sórdida estas opiniões a dirigentes políticos condenados na ação penal 470, para aproveitar a onda midiática que recorre diariamente a estas condenações, não só para desmoralizar a política e os partidos, mas para tentar recuperar os desastrados anos do projeto neoliberal no país, nos quais, como todos sabemos, não ocorreu nenhuma corrupção ou fisiologismo.

As deformações de Elio são explícitas quando ele examina dois pontos importantes da reforma política: o “voto em lista fechada” e o “financiamento público” das campanhas eleitorais. Sobre o voto em lista “fechada” ele argumenta, em resumo, que a “escolha deixa de ser do eleitor”, que vota numa lista preparada pelo Partido, que captura o seu direito de escolha.

Pergunto: será que Elio não sabe que a escolha na “lista aberta” (sistema atual), é feita, também, a partir de uma relação de nomes que é organizada pelos Partidos? E mais: será que Elio não sabe que a diferença entre um e outro sistema é que, no atual, o voto vai para a “fundo” de votos da legenda e acaba premiando qualquer um dos mais votados da lista, sem o mínimo nexo com a vontade do eleitor? Repito, qualquer um da lista, sem que o eleitor possa saber quem ele está ajudando eleger!

Na lista fechada é exatamente o contrário. O eleitor sabe em quem ele está votando. E sabe da “ordem de preferência”, que o seu voto vai chancelar, a partir do número de votos que o Partido vai amealhar nas eleições. O eleitor faz, então, previamente, uma opção partidária – inclusive a partir da qualidade da própria lista que os Partidos apresentaram – e fica sabendo, não só quem compõe a lista do seu partido, mas também a ordem dos nomes que vão ter a preferência do seu voto.

Na lista aberta, ao invés de crescer o poder político dos partidos – que Elio parece desprezar do alto da sua superioridade golberyana – o que aumenta é o poder eleitoral pessoal de candidatos que, neste sistema de lista aberta, carreiam os votos dos eleitores para qualquer desconhecido. Por mais respeito humano que se tenha por figuras folclóricas que ajudam eleger pessoas com meia dúzia de votos, não se pode dizer que a sua influência pessoal possa ser melhor que a influência das comunidades partidárias, por mais defeitos que elas tenham.

A tegiversação sobre o financiamento público das campanhas não é ridícula, porque é simplesmente uma falcatrua argumentativa. Elio diz que este tipo de financiamento não acabará com o “caixa 2” e que tal procedimento vai levar a conta para o povo, que ele chama gentilmente de “patuléia”. Vejamos se estes argumentos são sérios.

Primeiro: ninguém tem a ilusão de acabar com o “caixa 2”, que acompanhará as campanhas, enquanto tivermos eleições. O que devemos e podemos buscar é um sistema que possa diminuí-la, substancialmente, através – por exemplo – de um controle “on line”, de todos os gastos das campanhas, num sistema financiado por recursos conhecidos e previamente distribuídos aos partidos.

Este sistema certamente diminuirá a dependência dos partidos em relação aos empresários e permitirá um controle mais detalhado dos gastos, pois cada partido terá um valor previamente arbitrado, para ser fiscalizado à medida que os recursos forem sendo gastos. Reduzir, portanto, a força do poder econômico sobre as eleições, este é o objetivo central do financiamento público.

Quanto à transferência das despesas para o povo, qualquer aluno do General Golbery – digo aqui da modesta situação de fisiológico que me foi imputada – sabe que as contribuições dadas pelas empresas aos partidos e aos políticos, são “custos” de funcionamento de uma empresa, que integram o preço dos seus produtos e serviços, que são comprados pelo consumidor comum ou pelo Estado.

Quem paga por tudo, sempre, é o povo que trabalha e compra e o Estado que encomenda, compra e paga. O defensor da patuléia, portanto, não está defendendo nem a “viúva” metafórica nem o Estado concreto. Está, sim, defendendo a atual influência do poder econômico sobre os processos eleitorais, de uma forma aparentemente moralista, mas concretamente interessada: acha que o sistema assim está bem. Uma forma de fisiologismo altamente disfarçado. O alto comissário do Golbery não toma jeito.

Tarso Genro é Governador do Estado do Rio Grande do Sul