quinta-feira, 6 de abril de 2017

Ato político


Cada vez ficam mais claras as verdades ditas por Tarso Genro durante a última disputa eleitoral para o governo gaúcho.

Tarso disse reiteradamente em alto e bom som que não havia discordância com os adversários em relação ao fato do estado estar ou não passando por uma crise, e sim no modo de enfrentá-la e superá-la. E disse mais: que o projeto que representava, apostava no crescimento econômico com base na inclusão social e regional como mecanismo e método da superação da crise, ao passo que seus adversários jogavam todas as suas fichas no arrocho dos servidores, no corte de investimentos e políticas públicas e na diminuição do estado como medida de enfrentamento da crise. Dito e feito.

Tarso também deixou claro que Sartori não representava nenhuma novidade. Pelo contrário, que ele representava o velho projeto que jogou o Rio Grande do Sul ladeira abaixo, ao colocar o aparelho estatal como servo fiel e obediente do mercado e dos grandes grupos econômicos. É essa a origem e principal motivo da tal crise do estado. Uma crise que, ao invés de ser superada, será cada vez mais aprofundada com essa nova versão reeditada por Sartori e seus aliados de um antigo filme de terror que deveria ter sido morto e enterrado para o bem da imensa maioria do povo gaúcho.

Sartori nunca foi bobo e sempre teve lado e clareza do que queria para o RS. Por esperteza política, precisava esconder aquilo que para muitos era o óbvio, mesmo que para isso precisasse passar passar a imagem de debiloide. O fato, infelizmente, é que a gauchada escolheu ressuscitar o velho monstro que voltou a nos devorar lentamente e, do mesmo modo que no passado, vai esgualepar o RS e nos condenar a muitos anos de atraso, desigualdade e miséria. 

Governo X funcionários públicos

O governo de José Ivo Sartori quer privatizar o que puder.
Os funcionários públicos atingidos resistem.
O governo fala em papel do Estado.
Alega que não tem recursos para cuidar de tudo.
Prefere concentrar-se em educação, segurança e saúde.
Diz que não é papel do Estado cuidar de carvão e de tevê.
Quer desfazer-se mesmo de empresa lucrativa.
Trata-se de uma postura ideológica.
O governo não gosta que se diga isso.
Mas é a verdade.
Se o Estado vende uma empresa que dá lucro por não ser seu papel mantê-la, é conceitual.
Ideológico.
Os funcionários defendem a importância das empresas públicas.
Saem às ruas.
A população permanece indiferente.
Eis o drama.
As empresas públicas serão salvas no dia em que não funcionários forem às ruas defendê-las.
Por que não o fazem?
A) Porque sofrem lavagem cerebral midiática
B) Porque concordam com o governo
C) Porque estão mais interessados no BBB
D) Porque perderam a fé na política
E) Porque a imagem do funcionalismo está comprometida por anos de propaganda negativa
Responda quem puder.

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