quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Licença poética



Peço licença outra vez para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...

Olho as horas. Olho minhas rugas no espelho. Olho minhas mãos cansadas e quentes. Olho pela janela do meu quarto. Olho a rua da porta de casa...

Olho as pessoas que passam apressadas. Olho o louco de certo andando sem pressa na direção de um destino incerto. Olho as crianças fazendo birra e povoando a rua de alegria...

Olho o céu. Olho o sol. Olho a lua. Olho as estrelas. Olho a algazarra de dois gatos engalfinhados. Olho o cãozinho de rabo abanando que não para de brincar ao meu redor. Olho os passarinhos espalhando encanto e cantoria pela paisagem.

Olho e reolho as fotos da minha musa amada. Olho o nada e lembro a nudez e da alma leve e desnuda do meu amor. Olho e nada dela chegar para se abrigar nos meus braços...

Olho e tudo me remete àquele olhar que me fez acordar para o melhor da vida e compõe uma linda canção com os acordes do meu coração.

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