sábado, 25 de outubro de 2014

Sartori: o passado condena e o futuro é incerto!



A posição de Sartori em relação ao tema da dívida do estado com a União beira ao deboche.

Primeiro porque os índices atuais da dívida foram negociados por Britto, do PMDB, numa administração que Sartori exerceu grande influência e liderança.

Segundo porque é ridículo tentar imputar ao Tarso a responsabilidade pela não renegociação da dívida. Por exemplo, se eu devo para alguém, estou conseguindo quitar as parcelas, porém o pagamento cria dificuldades para honrar outros compromissos, a quem cabe a iniciativa de pedir a renegociação da dívida? Ao devedor ou o credor?

Na verdade, Tarso está fazendo o que Rigotto e Yeda (ambos apoiados por Sartori) deveriam ter feito, mas preferiram cruzar os braços. Tarso está cumprindo o papel de um governador comprometido com seu estado, que é construir pela primeira vez em vários anos um acordo que deverá aliviar o RS do pagamento dessa dívida, abrindo cancha para novos investimentos.

Por último, a posição de Sartori beira ao deboche porque além de criticar a saída construída por Tarso, ele não apresenta concretamente nenhuma proposta alternativa, o que pode nos fazer voltar a estaca zero e inviabilizar a votação de um acordo já selado e carimbado.

Afinal, Sartori tem interesse em enfrentar esse tema da dívida ou apenas fazer “evolução na frente das câmeras” e na vida real deixar tudo como está?


Nem só de pão viverá o homem




Momento poético




As pulgas sonham em comprar um cão, e os ninguéns com deixar a pobreza, que em algum dia mágico de sorte chova a boa sorte a cântaros; mas a boa sorte não chova ontem, nem hoje, nem amanhã, nem nunca, nem uma chuvinha cai do céu da boa sorte, por mais que os ninguéns a chamem e mesmo que a mão esquerda coce, ou se levantem com o pé direito, ou comecem o ano mudando de vassoura.

Os ninguéns: os filhos de ninguém, os dono de nada.
Os ninguéns: os nenhuns, correndo soltos, morrendo a vida, fodidos e mal pagos:
Que não são embora sejam.
Que não falam idiomas, falam dialetos.
Que não praticam religiões, praticam superstições.
Que não fazem arte, fazem artesanato.
Que não são seres humanos, são recursos humanos.
Que não tem cultura, têm folclore.
Que não têm cara, têm braços.
Que não têm nome, têm número.
Que não aparecem na história universal, aparecem nas páginas policiais da imprensa local.
Os ninguéns, que custam menos do que a bala que os mata.


Eduardo Galeano


terça-feira, 21 de outubro de 2014

Sartori é excelente! Como candidato...





Sartori é um excelente candidato! Dribla aqui, escorrega ali, desconversa acolá, faz uma piadinha de mau gosto mais adiante.

Fala de tudo, mas não diz nada. Quer abraçar todos, porém não se compromete abertamente com nada nem com ninguém.

Não aceita lembrar o passado, mas não aponta nada concreto na direção do futuro.

Apresenta-se como nova política, no entanto tem uma longa e conhecida trajetória na vida pública, além de utilizar a velha tática do político “sabonete”, que nunca diz de onde vem nem para onde vai.

Vende a ideia do “gringo” bonachão e sincero, mas ao contrário dos gringos autênticos não encara os assuntos de frente e está sempre saindo pela tangente. 

Sartori é um excelente candidato! Retira tudo que está em jogo da vida real e convida todos a embarcar na promessa de um “reino da fantasia”. E como muitos preferem à ilusão que enfrentar as dores e delícias da realidade, o truque acaba colando e o “gringo” vai levando muitos na lábia e nas jogadas de marketing. 

O problema é quando todo esse pessoal cair na real!

Sartori é um excelente candidato! Mas será que precisamos de excelentes candidatos ou de um governador que cumpra seu papel de fato e a contento? 

Excelentes candidatos terminam com a contagem dos votos. A questão inescapável e concreta é o que vem depois. E no governo, não será possível fugir dos problemas, desafios e oportunidades nem se esconder por muito tempo atrás de evasivas ou peças publicitárias. 

Não basta ser excelente candidato, interpretar o texto e seguir o roteiro escrito para uma campanha eleitoral de modo brilhante como se fora um ator nato. Agora tudo é fácil e maquiável. No governo, tudo é real e adverso. No governo é preciso ter posições claras, atitude, luz própria. 

No governo é preciso lidar com “gregos” e “troianos”, “chimangos” e “maragatos”, “gremistas” e “colorados”, com gaúchos e gaúchas de carne e osso da Serra, do Vale, do Planalto Médio, do Pampa e do Mar. E quando o bicho pegar não será possível distribuir tapinhas nas costas nem apelar para os conselhos da “nona” de Caxias que pode entender de filhos e da boa gestão do lar, mas pouco conhece do Rio Grande do Sul e das durezas de governar um estado com a grandeza e as dificuldades que enfrenta atualmente e que eram bem piores antes da posse do atual governador. 

É bom cair na real agora, pois o tombo pode ser grande e ninguém merece, justo agora que nosso estado encontrou o caminho e saiu da inércia vivida nos governos que atiraram o RS no poço e agora se apresentam prometendo o salvamento. 

Por isso, vou de Tarso sem medo de errar e com a certeza de que o melhor está por vir. Tarso a gente sabe o que pensa e a já mostrou que é capaz. Tarso tem clareza e tá com muito gás para seguir tocando nosso estado em frente e continuar melhorando a vida de todos nós! 

domingo, 19 de outubro de 2014

Música para os meus ouvidos


Tem momentos na vida que o eu fala mais alto e só queremos embarcar nas viagens longas ou profundas. Tudo que é breve fica para depois. Tudo que não é leve faz mal. Tudo que nos rouba de nós mesmos abomina. Tudo que não é lúcido alucina.

Tem momentos na vida que só queremos estar no nosso canto, não como quem se esconde do mundo, mas como quem quer conhecer mais profundamente seu próprio mundo. Tem momentos na vida que a solidão não assusta e nosso maior mote é evitar o pranto. Momentos que preferirmos um cartão postal do que passear nas distâncias dos amores sem sal. Tem momentos que desligamos da vida e das coisas do coração e só queremos escutar o som de uma boa canção, como essa de Danni Carlos que compartilho com todas e todos vocês.




Altas conexões




sábado, 18 de outubro de 2014

Ato político


O candidato a governador do RS pelo PMDB, José Ivo Sartori, se apresenta como nova política, porém aposta assustadoramente na velha tática do político "sabonete", que esconde de onde vem e para onde vai. Afinal, ele está se fazendo de "leitão vesgo" ou realmente não sabe o que fazer se vier a ser eleito? No meu ponto de vista, nos dois caos não merece confiança nem o voto!

Neste sentido, sirvo-me da profunda reflexão de Juremir Machado da Silva que alerta para o risco dessa política que tenta vender "gato por lebre" e pede que o povo gaúcho que sempre cobrou clareza de posições e firmeza de caráter, assine um verdadeiro cheque em branco nessa corrida eleitoral.


O PRINCÍPIO HOLOGRAMÁTICO NA PROPAGANDA DE SARTORI

Por Juremir Machado da Silva


José Ivo Sartori e Tarso Genro são dois excelentes candidatos.
Admiro os dois e penso que o RS ficará bem com qualquer um deles.
Representam visões opostas de gestão da res publica.
Ambas legítimas e democráticas.
Dito isso, um pequeno ensaio…
A propaganda política de José Ivo Sartori foi a que mais me chamou a atenção. Tecnicamente perfeita, apostou na transformação do político num ser apolítico, “acima de qualquer briga, acima de qualquer sigla, acima da esquerda, acima da direita”…
O princípio hologramático, concebido por Edgar Morin, diz que a  parte está no todo, que está na parte, como estamos em cada uma das nossas células. Um partido político é a parte que busca o poder para representar o todo. A propaganda de Sartori sugere que o partido do seu oponente é a parte pela parte, sem o todo. É uma crítica plausível e dentro das regras do jogo.
Em contrapartida, a propaganda de Sartori sugere que ele será o todo sem a parte, o PMDB. Se houvesse um Procom da propaganda eleitorial, o eleitor poderia reclamar de propaganda enganosa. Como estaria acima de qualquer sigla aquele que representa um partido? Como estaria acima de qualquer briga aquele que disputa uma eleição? Como pode estar acima da esquerda e da direita aquele que tem posição no espectro político?
Sartori é um candidato. Por que a sua propaganda tenta situá-lo, ao contrário do que ele mesmo sempre defende, como o que ele não é? Colocá-lo fora de tudo não é uma forma de desinformar o eleitor? Por que o Rio Grande do Sul valoriza uma forma de dissimulação pela qual já se elegeram dois candidatos, que se apresentaram como estando fora da polarização, embora um fosse do PMDB e outro, Yeda Crusius, tenha contado com o apoio do PMDB? Que eleitor é esse que prefere acreditar na propaganda a encarar a realidade da política como partes em disputa pelo direito de governar para o todo?
Por que a mídia costuma se mostrar cansada de polarização quando o próprio da política em qualquer lugar é a oposição persistente de projetos e de visões de mundo, ainda mais quando esses projetos têm conteúdo?
A propaganda de Sartori busca um eleitor que parece ter problemas com crítica – quem bate, perde -, como se a crítica fosse algo negativo em si e não pela pertinência ou impertinência dos conteúdos. Não seria mais verdadeiro, ética e sincero assumir-se como parte contra parte em nome do todo? Guy Debord diz que o “espetáculo se apresenta como uma enorme positividade”, não diz “nada além de o que é bom aparece, o que aparece é bom”. O que significa enorme positividade? A ideia de que toda crítica, por ser negação, é ilegítima, ressentimento, inveja, ódio e incapacidade de aceitar que o bom aparece e que o que aparece é bom.
A propaganda de Sartori faz a política do espetáculo: o candidato aparece porque é bom e é bom porque aparece. Toda crítica a ele é rejeitada previamente como negatividade, briga, parte, partidarismo, saturação, ataque. Em vez de buscar o contraponto, a estratégia de Sartori busca fixá-lo fora do ponto, situá-lo alhures, num não lugar ideológico impossível, inexistente.
Que eleitor é esse que se deixar seduzir por um efeito inverossímil de pacificação, uma jogada de marketing repetida, uma embalagem bege? O mesmo que impede os candidatos nacionais de falarem em aborto, LGBT e legalização das drogas?
Qual o limite da propaganda? Em linguagem publicitária, a propaganda de Sartori anuncia uma coisa e terá de entregar outra.
Se eleito, Sartori governará o todo a partir de uma sigla, o PMDB, parte que já comprou muitas brigas e que olhará para o passado, pois, quando fala de propostas, insere-se numa série histórica começada com Antonio Britto, o que se vê em questões como pedágios, tamanho do Estado, participação de empresas privadas nas ações governamentais e por aí vai.
Absolutamente legítimo. A propaganda de Sartori, contudo, passa a ideia de que estrategicamente não dá para ser claro com o eleitor agora sobre essa visão de gestão. Daí certamente a estratégia de não olhar para trás. Essa opção está pagando. Sartori lidera nas pesquisas e poderá ser eleito. Mas é uma estratégia ética? Não flerta com a despolitização? Não é uma forma de enganar o “consumidor” – tratando o candidato como um produto total – ou seja, o eleitor, fazendo-o crer que vota numa terceira via quando se trata de uma das vias da eterna polarização dominante no Rio Grande do Sul?
Ou se trata de dar ao eleitor o que ele quer, ser enganado com a promessa de paz e amor?
Alguns verão, como sempre, nesta reflexão uma simpatia por um polo. Ledo engano.
São dois ótimos candidatos, sérios, respeitáveis e dignos.
Mas Sartori não pode se colocar acima daquilo que é, o candidato de uma parte.
Abre a guarda para que Tarso o acuse de dissimulação.
Em linguagem vulgar, essa estratégia pode ser vista como uma espécie de trapaça.
Em se tratando de lógica, um sofisma.
O outro poderia gritar: “Não vale˜.
É um lance argumentativo astucioso que ludibria o destinatário.
Pode isso, Arnaldo?
Não deveria poder.
É quando o marketing se torna excessivo e o slogan toma o lugar do argumento.


Rir é o melhor remédio




quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Pensar é preciso!



Uma coisa é administrar a prosperidade de Caxias do Sul, outra é apresentar soluções concretas para a grandeza e as dificuldades do Rio Grande do Sul, algo que Tarso vem fazendo com determinação e maestria.

Caxias, muitas e muitas décadas antes de ser administrada por Sartori e seu grupo político, já era símbolo nacional de pujança e prosperidade. Caxias, antes de cair nas mãos do PMDB foi administrada por Pepe Vargas, ministro de Dilma. Um político habilidosíssimo e gestor público competente, que arrumou casa e pavimentou o caminho para novos avanços dos caxienses nos últimos tempos.

Ademais, é bom lembrar que Pepe governou Caxias num período que o governo federal, sob a batuta dos tucanos, dava as costas e fechava as portas para todos os estados e municípios. Sucessor de Pepe, Sartori além da casa arrumada, já pode contar com a parceria e os recursos da União para fazer os investimentos que a população precisa, a exemplo do seu maior investimento, a barragem do Marrecas, obra financiada pelo governo da Presidenta Dilma.

Não sou marinheiro, mas tenho certeza que conduzir uma embarcação com o vento a favor é muito mais fácil que navegar contra o vento ou remar contra a correnteza.

Para citar um exemplo ainda mais concreto do que falo, lembro os tantos e tantos moradores aqui no “garrão” do Rio Grande (entre eles várias dezenas de conterrâneos hervalenses) que muito antes de Sartori assumir a prefeitura foram para Caxias em busca de oportunidades e uma vida melhor, pois os governos do PMDB no estado abandonaram nossa Metade Sul que hoje puxa o desenvolvimento do estado e também porque, independentemente dos governos, Caxias sempre foi sinônimo de empreendedorismo e vida digna.

Quer dizer, com ou sem Sartori Caxias foi e continuará sendo uma grande cidade e palco de grandes realizações econômicas, sociais e culturais.

No estado a coisa não é tão simples. Tarso herdou um estado degringolado e sem recursos e com muito trabalho deu a volta por cima e os resultados já começam a aparecer, do Pampa ao Mar, da Serra ao Planalto Médio.

Tarso não enrola nem se apresenta para governar o "reino da fantasia", como Sartori tem dito e feito, numa prova de que não conhece o estado ou esconde as maldades que pretende fazer se vier a ser governo.

Aliás, além de uma tática, a postura encolhida e nada propositiva de Sartori nessa corrida eleitoral, cheira ao reconhecimento velado em relação ao desempenho do governo. Ou seja, se não oferece nada palpável para colocar no lugar daquilo que existe é porque, realmente, o governo Tarso vem fazendo bem para o Rio Grande do Sul.

Mas não se iluda. Um governo sempre é feito de escolhas, práticas, posturas, personalidades. Usemos o exemplo do futebol, ao mexer na escalação durante a partida o treinador pode melhorar ou corrigir alguma falha da equipe, mas também pode abrir caminho para uma grande derrota. Felipão, do qual sou fã e confio, subestimou e errou a escalação do time contra a Alemanha e o resultado foi o maior vexame em cem anos de glórias da nossa seleção.

Além disso, numa eleição existem muito mais coisas em jogo do que ganhar ou perder uma partida ou título no futebol. Uma eleição decide o rumo e encaminha um padrão de governo e, consequentemente, um padrão para nossas vidas e de atendimento dos nossos direitos e demandas junto ao poder público estadual. E o padrão PMDB foi péssimo e fracassou todas as vezes que foi governo aqui no RS.

O próximo governador vai precisar ter clareza de posições e muita firmeza, do contrário será engolido pelos problemas e desafios e a promessa de um RS cada vez melhor e mais próspero poderá se transformar num terrível pesadelo. Aliás, foi assim com os governos que Sartori apoiou ou fez parte. Foi assim com Brittto, Rigotto e Yeda!


Pitada filosófica




terça-feira, 14 de outubro de 2014

Ato político


"Ato político" compartilha uma análise tão irônica quanto brilhante de Juremir Machado da Silva. No desespero de voltar ao poder, as forças ortodoxas da velha política tentam transformar essa eleição num plebiscito aonde a escolha se resumiria entre o fica e o fora Dilma, criando um ambiente de guerra declarada e insana ao PT e todos os avanços alcançados na última década. Juremir, no entanto, repõe as coisas no seu devido lugar e convida a perceber tudo que está em jogo não apenas nessa corrida eleitoral, mas em relação ao futuro do país. Boa leitura e um bom voto em favor do Brasil que dá certo para todos os brasileiros e caminha de pé diante da geopolítica mundial.


Treze razões para não votar em Dilma

Juremir Machado da Silva

Depois do primeiro turno, acrescentei três razões à minha lista para que não se vote em Dilma.
Vai mal o Brasil. Essa primeira razão fala por si. Temos o menor desemprego dos últimos 12 anos. Uma vergonhosa taxa de 5%. Culpa do PT. Só no Brasil mesmo. É mais uma jabuticaba brasileira. Qualquer país europeu civilizado tem o dobro disso. A taxa média de desemprego na Europa anda pelos 10,5%. A segunda razão para não se votar em Dilma é que a taxa de mortalidade infantil entre nós caiu 77% entre 1990 e 2012. Como se vê, o petismo nada tem com isso. Talvez tenha até atrapalhado.
A terceira razão para não se votar em Dilma é que, entre 2001 e 2012, a pobreza extrema no país foi reduzida em 75%, segundo a ONU, e a pobreza em 65%. Como se fez tão pouco! Por que não se reduziu a zero a pobreza extrema? É muita incompetência. A quarta razão para querer tirar Dilma do poder é o bolsa família. Esse famigerado programa assistencialista e populista mantém cerca de 16 milhões de crianças na escola, arrancou quase milhões de famílias da miséria e dá acesso ao mercado interno de mais 50 milhões de pessoas. É inadmissível. Os beneficiados ficam contentes e irracionalmente tendem a votar no governo que os ajuda. Um comportamento racional os levaria a recusar esse benefício ou a votar pelos que o rotulam de bolsa preguiça.
A quinta razão para se fugir de Dilma é ProUni.
O ProUni é um programa devastador. Botou, em dez anos, dois milhões de jovens pobres em instituições privadas. Está acabando com uma das mais caras noções da meritocracia branca e rica: a universidade para poucos, o curso superior como uma distinção de elite. Onde vamos parar? As universidades agora têm alunos de todas as classes e cores. A educação é um dos maiores problemas do Brasil. Está cada vez mais inclusiva e multirracial. A sexta razão vem das cotas raciais. Mais um mecanismo devastador. De repente, não tem mais só brancos nas salas de aulas de instituições antes tão homogêneas. O preservador das tradições se assusta e grita: “É um racismo às avessas”. O liberal repete seu mantra: “O importante é ter as mesmas condições no ponto de partida”. Obviamente que isso nunca existiu e, se depender de alguns, nunca existirá.
A sétima razão para não se votar em Dilma é que os governos petistas criaram 14 novas universidades públicas e centenas de extensões no interior dos país. Isso é lamentável, pois diminui a importância das grandes cidades, estimula os jovens a não migrarem mais para as metrópoles e, com o Enem, desvaloriza os vestibulares tradicionais. A oitava razão é que, apesar do crescimento baixo, a inflação, considerada altíssima,  estourou o teto da meta uma vez. A oitava razão para se votar em qualquer um, menos em Dilma, é que a taxa Selic, que chegou a 45% num dos governos de FHC, só está em 11% atualmente. A nona razão para não se votar em Dilma é que tudo isso não passa de uma estratégia para desviar a atenção da corrupção, a maior que já vimos, exceto pelo que aconteceu nos últimos 500 anos, mas não foi noticiado, salvo nos governos de Getúlio e Jango, por não ser do interesse dos donos da mídia ou dos discretos generais ditadores que detestavam escândalos e amavam o Maluf.
A décima razão é que Dilma ganha no nordeste. Tem o voto dos pobres. E pobre, como todo mundo sabe, especialmente FHC, vota por interesse, com o estômago e com o bolso. Só rico vota por racionalidade, desinteresse e idealismo como provam os lacerdinhas, os coxinhas e todos os que recebem bolsas como o bolsa moradia dos togados.
A décima primeira razão para não votar em Dilma é que ele pode continuar fazendo o que fez até agora.
A décima segunda razão para não votar em Dilma é que ela é odiada pela mídia de Rio de Janeiro e de São Paulo, que, como todos sabem, é uma mídia imparcial, neutra, objetiva e tucana só quando não lhe sobra alternativa, ou seja, sempre.
Até dá para desconsiderar isso tudo e votar. O problema é a décima terceira razão: nunca se aparelhou tanto o Estado. Por exemplo, na educação. Eu não perdoo. Nem esqueço. Sei que isso é o mais importante. O resto é pura perfumaria.
Anularei o meu voto. Na margem de erro, acerto um ponto fora da curva.

Altas conexões




segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Licença poética



Volto a pedir licença para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


Não tenho posses nem nome nem poemas,
não sei nada sobre tudo que me cerca.


Tenho apenas minha pena e essa fome de ti
que me abocanha e enfara e devora.


Sei tão somente dessa sede de amar que
inunda meu peito e mata e acalora.


Busco-te em cada passo, em cada esquina,
no rio de rimas que verte de tuas veias.


Tudo que quero é o calor do teu olhar!
Tudo que sei é o que cato no teu caminho!
Tudo que sinto é a falta do teu amor!


sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Hospital de Herval receberá mais de R$ 526 mil do governo do estado


"Parceria entre a prefeitura municipal e a direção do hospital Nossa Senhora da Glória e o compromisso do governo Tarso em melhorar os serviços de saúde pública para todos os gaúchas e gaúchas garante o aumento do repasse ao nosso hospital.
Novo convênio assinado dia 26 de setembro assegurou a ampliação do valor do repasse dos cofres do estado à instituição hospitalar do nosso município, saltando de cerca de R$ 300 mil para mais de R$ 500 mil anuais.
Isso sim é compromisso com a saúde e os hervalenses"!

Toninho Veleda


Devido ao esforço e dedicação da administração municipal, juntamente com a diretoria do hospital Nossa Senhora da Glória, o município recebeu no dia 26 de setembro, a visita do coordenador regional de saúde, Milton Martins, o qual assinou o contrato de repasse de recurso, juntamente com o prefeito Ildo Sallaberry e o presidente do hospital Alfeu Fernande Pereira, no valor de R$ 526.709,52, anual.

“Para o município de Herval este é um momento importante, sendo fundamental o recurso, pois beneficia toda comunidade, visto que o hospital é uma das entidades que sempre buscamos total amparo e apoio”, destaca Sallaberry, também parabenizando a diretoria da entidade pela luta de todos, que sempre se mostraram muito envolvidos em campanhas e na busca de recursos para que o Hospital preste um bom atendimento.

Em nome do governo do Estado, o coordenador Milton, justificou a liberação do recurso para Herval por ser uma das metas da secretária Sandra Fagundes diminuir o índice de mortalidade infantil, visto o mesmo já ter caído bastante. “Queremos garantir a integralidade dos hospitais da região, por isso vamos discutir ainda um perfil futuro em que o hospital de Herval venha se enquadrar”, destacou Martins ao sugerir o apoio a pacientes hospitalizados por períodos de longo prazo, com cuidados humanitários.

Contente com a nova receita do hospital, o presidente destacou que vem a aproximadamente dois anos, correndo atrás da legalização da entidade. “Este contrato veio para suprir nossas necessidades e agora vamos partir para luta de conquista da certificação de filantropia para entidade”, informa Alfeu.

A administradora do hospital Mariana Araújo, também afirmou durante a assinatura do contrato, que o recurso ora em pauta, servirá para melhorar consideravelmente as ações desenvolvidas pela entidade. “70% dos recursos que o hospital disponibiliza vêm da Prefeitura Municipal e a partir de agora, com este novo investimento, poderemos prestar um serviço de melhor qualidade à população”, afirmou a administradora, salientando ainda que a demanda de atendimentos aumentou de 700 para 900 pessoas ao mês.

Entre as melhorias que a diretoria do hospital já realizou durante a gestão atual está a hospedagem de pacientes do interior do município que necessitam atendimento médico especializado em outros locais e o encaminhamento de projetos para leitos psiquiátricos, assim como para cuidados prolongados.


TEXTO: Nívia Bilhalva de Oliveira
Publicado originalmente no site da prefeitura: www.herval.rs.gov.br


Pensar é preciso!




Eu presto atenção no que o Aébrio Never diz, mas ele não fala nada. Aliás, só fala.

O famoso engenheiro das obras prontas, na área social diz que vai manter os programas de Dilma.

Na área econômica diz que vai baixar e inflação e fazer o país voltar a crescer.

O que ele não diz é que seu partido e ele mesmo sempre tiveram verdadeira aversão às políticas de inclusão social, e um dos exemplos dessa aversão, é a fala recente do seu guru e padrinho político FHC, que diz que pobre e nordestino não sabe votar.

Na oposição, sempre bateram e tentaram derrubar na Justiça diversos programas sociais do governo e agora, no afã de ganhar o voto dos pobres desavisados, diz que tudo vai seguir como está na área social. Mentira e cara de pau!

Outro exemplo é que sua única proposta para a área social, em Minas atendeu meia dúzia de pessoas e está sob investigação da Justiça por fraudes e desvios.

A conversa de Aébrio de que vai repetir Dilma na área social não passa de um truque. Se viesse a vencer a eleição, aos poucos iria fechando as torneiras para os programas sociais, pois os pobres nunca entraram no orçamento dos seus governos e investimento na área social sempre foi considerado por eles como gasto e desperdício.

Aébrio no poder significa a volta da velha conversa fiada de que precisa fazer o bolo crescer para depois reparti-lo. Significa o retorno do papo furado e ultrapassado de que precisa cortar investimentos sociais para fechar as contas do governo. Não se iluda, na agenda tucana existe espaço para atacar apenas e a meia boca a dívida econômica enquanto a dívida social só aumenta e fica esquecida, o que na vida real significa miséria e arrocho salarial.

E cá entre nós, se é para manter o trabalho do atual governo na área social, o melhor é manter Dilma lá, tendo em vista que ela já provou que é capaz e seu compromisso de construir um Brasil que não separa prosperidade econômica de justiça social.

Aébrio fala em economia com uma autoridade que não tem nem nunca terá. Seu governo em Minas Gerais aumentou monstruosamente a dívida pública. Quando comandava o governo federal, seu partido quebrou o país três vezes, o desemprego era assustador, a inflação ultrapassava o teto da meta, o salário mínimo era motivo de piada do professor Raimundo (personagem do Chico Anysio) que repetia o bordão: e o salário Ó!, a miséria envergonhava o país e maltratava milhões de brasileiros e brasileiras, a classe média não tinha poder de compra nem acesso ao crédito, o Brasil vivia mendigando empréstimos no FMI, nosso país não tinha iniciativa própria no cenário internacional nem voz ativa no mundo e apenas copiava o que os EUA ditavam.

Dilma sim, pode debater economia com a alma leve e o peito aberto. Mesmo enfrentando a pior crise mundial de todos os tempos, sob o comando da primeira mulher Presidenta, a inflação nunca ultrapassou o teto da meta, o salário mínimo recebe reajustes anuais assegurados por lei, ostentamos a menor taxa de desemprego da história, o Brasil investe em obras de infraestrutura de norte a sul do país com algumas das maiores obras do mundo, o governo mantém políticas públicas que estendem a mão aos mais pobres e financiam os brasileiros que querem melhorar de vida ou trabalhar por conta própria, nosso país se tornou respeitado e serve de referência para muitos países em termos de crescimento econômico que tem por base a inclusão social.

Sim, o Brasil precisa melhorar mais. Aliás, sempre é possível e preciso melhorar. A vida é assim. Mas não é retomando velhas e mesquinhas políticas e compromissos que ficaram para trás que haveremos de dar um salto para o futuro.

O discuro de Aébrio é vazio e manipulador. Para esconder sua verdadeira face, Aébrio não vai a fundo no debate e fica na margem das questões e avanços que interessam ao país. Talvez por isso, se gabe de ter ido ao debate da Globo no 1.º turno sem carregar nenhum papel. Nem precisa, pois além de não ter nada novo para mostrar, seu discurso é uma papagaiagem decorada e sem sentido.

Por exemplo, o que Aébrio planeja fazer concretamente para baixar a inflação que, repito, no governo Dilma nunca ultrapassou a meta do Banco Central de 6,5%? Nem precisa entender muito de economia para saber que só existe uma maneira de baixar imediatamente a inflação nesse cenário de crise da economia mundial, algo que seu padrinho político já fez no passado sem dó nem piedade. Para quem não lembra, convém recordar os ingredientes da receita: arrocho salarial, corte de investimentos em obras, redução dos programas sociais, desemprego em massa, recessão econômica, elevação brutal dos juros, precarizar os serviços e deixar os servidores públicos chupando o dedo, e outras maldades "más". Não é atoa que já andou dizendo que o salário mínimo tá muito elevado e que o atual governo gasta demais, não custa repetir que gasto para eles é investir nos pobres e no desenvolvimento social e humano.

Aébrio tenta resumir tudo que está em jogo e a complexidade de um país como o Brasil com um discurso decorado e mal intencionado: "tá errado, isso tem que acabar, eu vou mudar e sei como fazer". Eis o resumo da ópera desse malandro que, se eleito, poderá transformar em pó mais de uma década de avanços e conquistas. E olha que de pó ele entende!


A única mudança que desejam é tirar o PT do governo. Muito pouco para um país desse tamanho e que era tão pequeno e perverso nas mãos dos tucanos. Tucano só é bom de bico, pois no governo tudo emperra e nada pode em favor da maioria do povo, a exemplo da vizinha Pelotas, que votou pela mudança e o tucano eleito ficou com medinho e já estava pedindo para sair.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Música para os meus ouvidos


Chove lá fora e aqui dentro a estiagem da alma me devora. Do outro lado da rua a vida é tão real e segura, mas onde me encontro (ou seria me perco!) tudo é ficção e volátil. Logo ali tudo é agitação e burburinho, porém em mim faz-se um silêncio que assusta e afasta da matéria. Estou só e o que me resta é ligar o rádio e navegar nas ondas desse amor inventado...




Momento poético



Emergência

(Mario Quintana)


Quem faz um poema abre uma janela.
Respira, tu que estás numa cela
abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo —
para que possas profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Vamos juntos com Zé Nunes e Marcon!


Tu que conheces, confia e curte meu trabalho na administração pública, peço teu voto para Zé Nunes deputado estadual 13500 e Marcon deputado federal 1355.

Na vida pública andamos melhor, mais rápido e vamos mais longe, quando formamos uma corrente de contatos em nível local, regional, estadual e até nacional. Pois Zé Nunes e Marcon estão sempre conectados conosco e são um dos elos mais fortes dessa corrente em prol de Herval e os hervalenses.

Zé Nunes e Marcon têm trabalho prestado e compromisso de fazer mais por nossa terra. Basta prender o grito, que os dois estão sempre prontos a ajudar, o que tem garantido a realização ou acelerado o andamento de importantes investimentos na Sentinela da Fronteira.

Zé Nunes deputado estadual e Marcon deputado federal junto com Dilma, Tarso e Olívio são a certeza de novos e importantes investimentos em Herval e nos hervalenses.

Vamos juntos fortalecer essa corrente e semear a conquista de dias cada vez melhores para todos nós!




Nem só de pão viverá o homem





quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Autorretrato

Secretário Toninho e Coordenadora de Projetos Cris visitaram na manhã de hoje, 01, a nova Secretária Municipal de Saúde para, em nome da equipe da Secretaria de Planejamento, dar as boas-vindas e desejar muito sucesso a queridíssima e muito competente Mareci!