quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Pensar é preciso!



Uma coisa é administrar a prosperidade de Caxias do Sul, outra é apresentar soluções concretas para a grandeza e as dificuldades do Rio Grande do Sul, algo que Tarso vem fazendo com determinação e maestria.

Caxias, muitas e muitas décadas antes de ser administrada por Sartori e seu grupo político, já era símbolo nacional de pujança e prosperidade. Caxias, antes de cair nas mãos do PMDB foi administrada por Pepe Vargas, ministro de Dilma. Um político habilidosíssimo e gestor público competente, que arrumou casa e pavimentou o caminho para novos avanços dos caxienses nos últimos tempos.

Ademais, é bom lembrar que Pepe governou Caxias num período que o governo federal, sob a batuta dos tucanos, dava as costas e fechava as portas para todos os estados e municípios. Sucessor de Pepe, Sartori além da casa arrumada, já pode contar com a parceria e os recursos da União para fazer os investimentos que a população precisa, a exemplo do seu maior investimento, a barragem do Marrecas, obra financiada pelo governo da Presidenta Dilma.

Não sou marinheiro, mas tenho certeza que conduzir uma embarcação com o vento a favor é muito mais fácil que navegar contra o vento ou remar contra a correnteza.

Para citar um exemplo ainda mais concreto do que falo, lembro os tantos e tantos moradores aqui no “garrão” do Rio Grande (entre eles várias dezenas de conterrâneos hervalenses) que muito antes de Sartori assumir a prefeitura foram para Caxias em busca de oportunidades e uma vida melhor, pois os governos do PMDB no estado abandonaram nossa Metade Sul que hoje puxa o desenvolvimento do estado e também porque, independentemente dos governos, Caxias sempre foi sinônimo de empreendedorismo e vida digna.

Quer dizer, com ou sem Sartori Caxias foi e continuará sendo uma grande cidade e palco de grandes realizações econômicas, sociais e culturais.

No estado a coisa não é tão simples. Tarso herdou um estado degringolado e sem recursos e com muito trabalho deu a volta por cima e os resultados já começam a aparecer, do Pampa ao Mar, da Serra ao Planalto Médio.

Tarso não enrola nem se apresenta para governar o "reino da fantasia", como Sartori tem dito e feito, numa prova de que não conhece o estado ou esconde as maldades que pretende fazer se vier a ser governo.

Aliás, além de uma tática, a postura encolhida e nada propositiva de Sartori nessa corrida eleitoral, cheira ao reconhecimento velado em relação ao desempenho do governo. Ou seja, se não oferece nada palpável para colocar no lugar daquilo que existe é porque, realmente, o governo Tarso vem fazendo bem para o Rio Grande do Sul.

Mas não se iluda. Um governo sempre é feito de escolhas, práticas, posturas, personalidades. Usemos o exemplo do futebol, ao mexer na escalação durante a partida o treinador pode melhorar ou corrigir alguma falha da equipe, mas também pode abrir caminho para uma grande derrota. Felipão, do qual sou fã e confio, subestimou e errou a escalação do time contra a Alemanha e o resultado foi o maior vexame em cem anos de glórias da nossa seleção.

Além disso, numa eleição existem muito mais coisas em jogo do que ganhar ou perder uma partida ou título no futebol. Uma eleição decide o rumo e encaminha um padrão de governo e, consequentemente, um padrão para nossas vidas e de atendimento dos nossos direitos e demandas junto ao poder público estadual. E o padrão PMDB foi péssimo e fracassou todas as vezes que foi governo aqui no RS.

O próximo governador vai precisar ter clareza de posições e muita firmeza, do contrário será engolido pelos problemas e desafios e a promessa de um RS cada vez melhor e mais próspero poderá se transformar num terrível pesadelo. Aliás, foi assim com os governos que Sartori apoiou ou fez parte. Foi assim com Brittto, Rigotto e Yeda!


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