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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Problemas na transmissão e distribuição de energia são resultado da ausência histórica de investimentos


Governo Tarso já investiu R$ 1,5 bilhão desde 2011

Desde dezembro a rede elétrica que abastece Pelotas e outros municípios da Metade Sul passa por situações de interrupção de energia e desligamentos programados. Com o aumento do consumo no verão, o problema histórico da falta de manutenção e investimentos na Companhia Estadual de Energia Elétrica foi agravado. “Vivemos uma situação de aumento de consumo. Com a política do governo Lula e da presidenta Dilma, houve mudança significativa da qualidade de vida das pessoas. Hoje as pessoas têm geladeira, ventilador, o ar-condicionado que há 8 anos custava R$ 7 mil, hoje custa R$ 1 mil. Ao mesmo tempo vivemos o sucateamento da CEEE, que após a privatização ficou muitos anos sem investimentos”, destaca a deputada Miriam Marroni (PT).

Em conversa com técnicos da Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica, a deputada buscou respostas para os problemas vivenciados em Pelotas. Até o mês de dezembro, com as manutenções realizadas, a CEEE disponibilizou mais carga para suprir as necessidades, mas o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) se viu obrigado a desligar os alimentadores para que não houvesse colapsos e problemas mais graves.

“O governo Tarso, nestes três anos, vem trabalhando efetivamente para reconstruir a empresa estatal de economia mista que sempre foi o orgulho dos gaúchos por sua eficiência. Infelizmente, a partir de 1997, no governo Fernando Henrique, a visão de privatista deu início a uma crise. Na época a CEEE passou a atender só um terço do Estado, compondo a Região Metropolitana e a Metade Sul. Desde a privatização a companhia ficou fragilizada e com as regras da ANEEL piorou. Podemos ressaltar investimentos nos governos Olívio e Rigotto. O declínio maior da Companhia foi com a falta de manutenção da rede no governo Yeda. A modernização e manutenção das subestações não aconteceu. A CEEE passou um período sem modernizar os cabeamentos, não fez obras de subestações, não houve troca de transformadores e alimentadores. A rede ficou velha”, relata a deputada.

Apenas em Pelotas, são 137 mil unidades consumidoras abastecidas. Destas, 85% são de consumidores residenciais. De 2010, quando era de 49,5 MWh, o consumo médio aumentou para 56,1 MWh em 2013. “Apenas no ano passado, foram R$ 12,2 milhões investidos em expansão, melhorias e manutenção na regional. O problema maior não é falta de energia, mas a transmissão e a distribuição dessa energia”, destaca Miriam.

O atual governo recuperou R$ 2 bilhões da Conta de Resultados a Compensar (CRC) e iniciou um processo de investimento em grandes obras de manutenção para a recomposição da rede.

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