Sobre o Blog do Toninho

O Blog busca retratar coisas da vida interiorana e do meu interior, numa abordagem que mistura reflexão, notícias, riso, poesia, musicalidade, transcedentalidade e outras "cositas más". Tudo feito com produções próprias, mas também com a reprodução do pensar ou do sentir dos grandes gênios que o país e a humanidade pariram.

sábado, 19 de abril de 2014

Ato político


Com vocês a palavra sempre firme, sóbria, profunda e precisa de Henrique Fontana, ressaltando que a memória é tão importante quanto à esperança. Ou seja, o Brasil enfrenta muitos problemas e tem muitos desafios pela frente, porém não podemos esquecer as muitas conquistas dos últimos anos e também que elas não caíram do céu, são fruto de muito trabalho e da política dos governos Lula e Dilma de distribuir renda para crescer e tornar o Brasil soberano no cenário mundial. Ao contrário dos tucanos que governavam para poucos e transformaram o país num cassino para a especulação do grande capital mundial. Adiante, que estamos no caminho certo! 


Brasil, um país no rumo certo
Por Henrique Fontana
  
Nos últimos anos, o Brasil tem experimentado um ciclo de desenvolvimento e geração de emprego como não víamos há muito tempo. Nosso país vem melhorando e muito desde o primeiro mandato do presidente Lula, quando o governo optou por um modelo de desenvolvimento econômico com distribuição de renda, inclusão social e nacionalização de setores estratégicos como o de petróleo e naval, por exemplo. A presidenta Dilma tem sustentado nossa economia com grande solidez em um período de profunda crise da economia global com medidas de estímulo ao mercado interno e políticas sociais de transferência de renda. Os gastos do governo também estão sob controle rigoroso, sem que isso comprometa a execução de políticas sociais e os investimentos.

Os dados referentes a fundamentos estruturais comprovam esta solidez e contradizem a decisão da agência de classificação de risco Standard & Poor's de baixar a nota do Brasil. Vamos conferir alguns deles. Em onze anos, nosso Produto Interno Bruto cresceu 4,4 vezes e hoje é de U$S 2,2 trilhões. Reduzimos a inflação de 12,5%, em 2002, para 5,9%, em 2013. Há dez anos a inflação está controlada e dentro das metas. No período da crise internacional iniciada em 2008, o Brasil cresceu 17,8%, uma das maiores taxas de crescimento entre os países do G-20. Possuímos o quinto maior volume de reservas internacionais no G-20, com U$S 376 bilhões - dez vezes mais do que tínhamos em 2002, e reduzimos a dívida pública líquida praticamente pela metade, de 60,4% do PIB, em 2002, para 33,8% do PIB.

Os avanços sociais também são reflexos das decisões políticas adotadas pelo atual governo federal. O desemprego, que era de 13% em 2003, caiu para o menor nível da história e hoje é de 5,2%, fruto da geração de mais de 21 milhões de novos empregos com carteira assinada nos últimos onze anos. O mais notável é que desde 2008, enquanto a crise econômica gerada pelo neoliberalismo eliminava 68 milhões de empregos no mundo, o Brasil criava mais 10 milhões de postos de trabalho. Vale questionar, ainda, que outro país foi capaz de contratar a construção de três milhões de moradias populares? Ou triplicar o orçamento federal em educação dobrando o número de matrículas em universidades para os atuais sete milhões? Este é o Brasil que estamos construindo, apontado pela ONU como exemplo no combate à desigualdade social, que tirou 36 milhões de pessoas da pobreza extrema e incluiu 42 milhões na classe média.

Nestes onze anos, o Brasil deixou de ser um país vulnerável e tornou-se um competidor global. Isto incomoda, contraria interesses e não é por acaso que a análise de nossa política econômica tem sido alvo de avaliações claramente especulativas. Por isso, cabe a pergunta: Está certa a Standard & Poor's ou estes dados são mais fortes?

É importante ressaltar, ainda, que as agências de risco passaram a ser olhadas com desconfiança e têm perdido credibilidade desde a crise econômica mundial de 2008, quando fizeram avaliação extremamente positiva de bancos que acabaram quebrando naquele período. E, depois, durante a crise do euro, ao rebaixar notas e aumentar a pressão do mercado sobre os países em turbulência. Hoje há uma discussão sobre a capacidade dessas instituições de serem independentes nas suas decisões. As agências de risco são empresas privadas e, como tal, fazem avaliações muitas vezes focadas no interesse de parte do mercado, mais precisamente o que vive de ganhos especulativos.

Embora comemoremos os resultados acertados da nossa política econômica, reconhecemos que ainda temos muito a fazer para crescer e atender às demandas dos brasileiros. Mas temos convicção de que o caminho é aprofundar ainda mais este projeto que estamos implementando e não voltar ao passado.

Henrique Fontana é deputado federal e vice-líder do Governo Dilma
Artigo publicado no Sul 21, em 4 de abril de 2014.

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