Sobre o Blog do Toninho

O Blog busca retratar coisas da vida interiorana e do meu interior, numa abordagem que mistura reflexão, notícias, riso, poesia, musicalidade, transcedentalidade e outras "cositas más". Tudo feito com produções próprias, mas também com a reprodução do pensar ou do sentir dos grandes gênios que o país e a humanidade pariram.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Contradição ou compromisso com Herval?



Há quem veja a recente decisão do PT de compor a base de sustentação do governo como uma enorme contradição. Eu poderia rebater essa acusação de suposta contradição apontando uma série de contradições cometidas pelos mesmos que criticam tal escolha, mas prefiro esclarecer o leitor, ao invés de cair na choradeira desesperada da turma do “quanto pior melhor” ou tocar no dodói de alguns “terneiros desmamados”.

Em primeiro lugar, lembro que o principal adversário do PT na última disputa eleitoral foi o grupo político hoje oposicionista, e não o atual prefeito. O que mais motivou os petistas a embarcar numa candidatura própria no pleito de 2008, mesmo correndo todos os riscos de naufrágio, foi o fato de não concordar com a maior parte das práticas administrativas e políticas do antigo governo, que isso fique bem claro. Um governo que deixou a prefeitura inapta a receber recursos oriundos de projetos e emendas por quatro anos e, mesmo fazendo o discurso da igualdade e da democracia, patrocinou atos terríveis de abuso e de censura, censura que lembrou a dureza dos “anos de chumbo”. Era proibido discordar! O saudoso Osmar Hences, muitos servidores ou contrários que o digam.

É bom lembrar ainda que esses que agora invocam afinidades ideológicas com o partido da presidenta Dilma, na tentativa de constranger e tisnar o rumo escolhido legítima e democraticamente pela sigla no município, há bem pouco estavam à frente do paço municipal. E nesse período trataram o PT como uma meia dúzia desqualificada e indesejável. Cada gesto do partido em relação ao governo era recebido como uma tentativa de golpe que precisava ser abafada, cada aceno de aproximação na perspectiva de sustentar a governabilidade era visto com desconfiança, cada crítica visando corrigir desvios era tomado como uma afronta, qualquer cogitação dos petistas ocuparem um espaço na gestão era encarado como um absurdo. PT como aliado? Só se for pra carregar nossas bandeiras, se contentar com as sobras ou limpar nossa sujeira, diziam alguns.

Para mim, em termos locais a alardeada afinidade entre a maioria do PT e a cúpula pedetista nunca existiu além da retórica. Existiu e existe, isto sim, uma enorme afinidade e simpatia recíprocas entre os petistas e a base do PDT, que apesar da “falsidade ideológica” de alguns de seus líderes se mantêm firme no trabalhismo, um trabalhismo traduzido no cotidiano de suas vidas, em muitos exemplos de decência, trabalho e tolerância em relação às diferenças, e não apenas proclamado nos microfones e palanques para ludibriar a platéia.

Além disso, muitas das bandeiras levantadas pelo Partido dos Trabalhadores se transformaram em ações do governo em curso. Só para recordar, na última corrida eleitoral a candidatura petista defendia a recuperação da máquina administrativa, a valorização dos servidores, o respeito às regras do jogo democrático, o investimento no desenvolvimento local. Pois o atual governo caminhou e, muito, na direção apontada pelos petistas, o que além de favorecer o conjunto da nossa população, prestou uma espécie de homenagem ao partido do qual faço parte.

A retirada da prefeitura do Cadin, a realização de concurso público, a retomada do pagamento do vale-alimentação dos funcionários, o aumento do básico da maioria dos servidores, a aquisição de prédio próprio para o Legislativo, a criação da Casa dos Conselhos, a renovação da frota de máquinas e veículos são alguns exemplos disso. E aqui cabe lembrar também, que os únicos veículos adquiridos pela gestão passada com recursos próprios foram a camioneta usada no transporte do prefeito e uma ambulância, cuja conta ficou para ser paga pela administração de agora.

Por esse conjunto de fatores, me sinto muito a vontade em defender que o PT faça parte da base de apoio político e ajude compor a equipe administrativa do governo. Depois de muito tempo, estamos recuperando o orgulho de ser hervalenses, mas é preciso ir mais longe e mais fundo nas mudanças iniciadas. Por isso mesmo, no lugar de se colocar como obstáculo, a agremiação partidária que encabeça os governos do estado e do país pode e deve se somar ao esforço empreendido até aqui, dando sua contribuição em prol do desenvolvimento do nosso município e da melhoria da qualidade de vida da nossa gente que quer, precisa e merece viver dias cada vez melhores.

Um comentário:

Anônimo disse...

Mais um covarde q se ajoelha!?

Pitada filosófica