O prefeito Celso Silveira e o vice-prefeito, Rodrigo Dutra, são homens do agronegócio. Contudo, como bons gestores públicos que eles são, sabem que embora as muitas semelhanças existentes entre ambas e a labuta em comum no campo, estamos falando de atividades bastante distintas e que exigem políticas públicas específicas e adequadas ao perfil e ao porte de cada uma delas. Enquanto as grandes propriedades exigem do poder público local uma atuação da “porteira para fora”, basicamente com a garantia de boas estradas para o escoamento da produção; as propriedades familiares demandam ações “da porteira para dentro”, com iniciativas que assegurem apoio em todas as etapas da cadeia produtiva. Entretanto, o objetivo do presente escrito não é abordar as peculiaridas ou diferenças entre o agronegócio e a agropecuária familiar, nem advogar em favor de uma ou outra, nem tampouco fazer um contraponto entre os métodos, estratégias ou dados de produção das duas ou realizar um apanhado histórico acerc...
O assunto que ora abordo, pelo seu desfecho, é passível de polêmicas, contrariedades, distorções e o uso político pelos oportunistas de plantão. Mesmo assim, preciso adentrar nele. Não que meus esclarecimentos tenham o poder de “desarmar essa bomba”, porém quem exerce uma função pública possui o dever de ser transparente e mostrar sempre “o outro lado da história”. Refiro-me às 18 unidades habitacionais que deveriam ser construídas em parceria com o Governo do Estado que, falando em linguagem popular, acabaram “morrendo na casca”. Vamos aos fatos: 1) Entre os anos de 2021 e 2022, a administração municipal apresentou proposta junto à Secretaria Estadual de Habitação e Regularização Fundiária, objetivando a construção de 18 unidades habitacionais no Loteamento Pôr do Sol, através do Programa A CASA É SUA; 2) Uma das exigências do citado Programa habitacional, é que os beneficiários fossem escolhidos previamente. Ou seja, para que a proposta apresentada se enquadrasse nos...
Existe alguma chance de se construir uma terceira via, com visibilidade e tração suficiente para alavancar uma candidatura majoritária nas eleições de 2028? Faltando um baita tempo até o início do próximo pleito eleitoral e antes mesmo de aprofundar minha reflexão sobre esse assunto, me arrisco a responder com um retumbante NÃO! Desde a redemocratização do País e a retomada das eleições diretas para Prefeito, tivemos onze corridas eleitorais. Destas, em apenas cinco oportunidades ocorreu a participação de mais de duas candidaturas majoritárias. Entre 1985 e 1992, a lógica era cada agremiação partidária lançar representante próprio, provavelmente com o propósito de marcar posição e afirmar suas bandeiras. Ocorre que, nessa configuração, na condição de herdeiro do trabalhismo de Getúlio Vargas, escorado no nome de Leonel Brizola, respirando os novos ares da democracia recém restaurada no Brasil e se apresentando como o único representante dos fracos e oprimidos, o Partido Democrático T...
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