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Momento poético

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PAMPEANA (Basílio Conceição) Vou te mostrar uma canção Estranha e só Nasceu por si Pra ti pampeana Foi como um sopro em minhas mãos No meu cantar No que eu amei No que busquei Em tantas virações Nos temporais Por onde andei Por onde andavas Só não me estranha se eu pedir Um trago a mais É que eu jurei Me embebedar Por noites e manhãs Olha pra mim Despeja em mim Tua saudade Tua solidão Não quero mais Amor assim de cão Quero teu cheiro De canavial Bailão lá fora Pra te apertar E seduzir teu cheiro de animal Olha pra mim Te gosto assim Índia pampeana

Licença poética...

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Peço licença para entregar-lhes mais algumas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser... Pensando bem, é preferível que me queiras mal, a não me quereres de jeito nenhum... ************************************************************************ Não há mal que sempre dure nem mel que nunca se acabe. ************************************************************************ Se não existisses deverias ser inventada. Mas existes, pro bem dos meus dias e da poesia! ************************************************************************ Nem sabes como sofro com esse frio. Ainda bem que o meu coração se aquece por ti. ************************************************************************ Eu preciso dizer que te amo. Não este amor de pele, de cama, de calor insuportavelmente frio. Te amo como se ama as plantas que brotam em meu peito e o mar que molha minha alma que se levanta por te amar.

Lembrando o "sor" Osmar

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Nesses dias de magros assuntos, que tal um conto? “Eu 15 anos, nos meus trinta. Ela uns olhos azuis com gotas de horizonte por orvalho. A pele de nuvem. Houve uma época, em minha infância que eu pensava que as nuvens eram de algodão, e que grandes escadas postas nas montanhas elevavam homens para cortar as nuvens e vende-las em embalagens em que se lia: algodão. Eu era um menino do campo. E era com nuvens alvas que minha mãe limpava as mazelas do corpo rasgadas pelos campos de futebol. Seria, portanto, um pedaço de céu com nuvens que me curaria a alma inquieta na gaiola do corpo ansiando infinito. Como o algodão suga e se encharca das chagas ela poderia se encharcar de mim me arrebatando as magoas liquidas da solidão dos meus vícios. Era sempre ela que aparecia e era aquela réstia de céu dentro de casa. A sombra fugia a sua chegada. Ela carregava um micro sistema de luz em suas pegadas. Eu dobrava os caminhos torcia as esquinas para encontrar com ela, só para poder dobrar o joelho em s...

Até a pé nós iremos...

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Miriam Marroni inaugura Comitê em Herval

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O Partido dos Trabalhadores de Herval inaugurou, no último dia 13/8, o Comitê Eleitoral Dilma Presidente e Tarso Governador. O ato político prestigiado por um grande número de pessoas, contou com a presença da candidata a deputada estadual Miriam Marroni. Logo após o ato inaugural do Comitê, Miriam ainda visitou o jornal O Herval e participou de um jantar com apoiadores da sua candidatura. Miriam é uma das maiores lideranças políticas do sul do RS, com uma trajetória marcada por um trabalho árduo e competente em prol do desenvolvimento da metade sul do Estado. Ela pretende voltar à Assembléia Legislativa para articular programas e investimentos que melhorem a vida das pessoas e assegurem voz e vez a nossa região no cenário político estadual, sobretudo nas áreas da educação, cultura e do desenvolvimento econômico com justiça social.

Filosofando...

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(...) A verdade é que ninguém colhe o que não semeou. As grandes transformações históricas são como um fruto e precisamos respeitar o seu tempo de maturação. Não basta o fruto brotar, é preciso que ele esteja maduro para que possamos saboreá-lo. E antes da colheita do fruto vem o cuidado com a árvore que o abriga, um cuidado que precisa iniciar antes mesmo do nascimento do fruto. Antes do nascimento do fruto também vem o cuidado com a semente. Antes que a árvore possa produzir frutos deve existir o cuidado com o solo, de afastar as plantas “invasoras”. Além do cuidado de semear a árvore na estação correta. O fruto pode até nascer e morrer por si mesmo, sem que precisemos meter-lhe o bedelho. O clima, o solo, a planta, tudo perfeito para o nascimento do fruto. O fruto pode estar nascido, pode estar ali à vista de todos; uma verdadeira obra-prima, que até parece ter brotado pela mão dos anjos. Mas e se as pessoas que rodeiam a árvore e seus frutos estiverem interessadas mesmo, ...

Momento poético

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Poema em linha reta Fernando Pessoa (Álvaro de Campos) Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, Indesculpavelmente sujo, Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho, Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas, Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante, Que tenho sofrido enxovalhos e calado, Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda; Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel, Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes, Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar, Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado Para fora da possibilidade do soco; Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas, Eu verifico que não tenho par nisto tudo...