O Blog busca retratar coisas da vida interiorana e do meu interior, numa abordagem que mistura reflexão, notícias, riso, poesia, musicalidade, transcedentalidade e outras cositas más. Tudo feito com produções próprias, mas também com a reprodução do pensar ou do sentir dos grandes gênios que o país e a humanidade pariram.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Toninho deixa PT


“Tem gente que está do mesmo lado que você,
mas deveria estar do lado de lá.
Tem gente que machuca os outros.
Tem gente que não sabe amar.
Tem gente enganando a gente.
Veja a nossa vida como está.
Mas eu sei que um dia a gente aprende.
Se você quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo.
Quem acredita sempre alcança.
Mas é claro que o sol, vai voltar amanhã”.


Estes versos de Renato Russo deram início a um anúncio inesperado. Nesta quinta-feira (11/12), Toninho – escritor e dirigente político – decretou oficialmente a sua saída do Partido dos Trabalhadores. Segundo ele, diante das circunstâncias atuais não encontrei outra saída a não ser a saída do Partido. Ando as voltas com o PT desde 1999 e ao longo destes anos me entreguei de corpo e alma ao ideal petista. Por conta disso, criei um vínculo e uma identidade tão fortes com este partido político ao ponto de muita gente me enxergar como se eu fosse o PT, e não o Toninho. O meu devotamento sempre tão intenso e profundo à causa partidária também levou alguns ditos companheiros a incorreram no erro de pensar que eu talvez tivesse abdicado da minha condição humana, me transformando numa espécie de ferramenta qualquer de uso partidário. Ledo engano! Tem uma hora que a ficha e a casa caem. Quem luta pela liberdade não pode aceitar a condição de escravo, seja qual for à modalidade de escravidão. Afinal, como alertava o poeta: “gente é outra alegria, diferente das estrelas”. Sou humano, com meus erros e acertos, com minhas dores e alegrias, e nada nem ninguém hão de tirar isto de mim, desabafou.
Toninho não fez nenhuma revelação sobre o seu futuro na política. Disse apenas estar convencido de que existe vida fora do PT e que seu esforço foi e sempre será para que a dignidade humana e o bem do Herval sejam colocados acima dos interesses menores dos indivíduos ou das disputas políticas. Saiu com certeza de que ofereci o meu melhor ao Partido dos Trabalhadores, uma certeza que perde apenas para a certeza de que esta minha decisão não irá abalar em nada as muitas amizades sinceras que construi no interior do Partido, finalizou.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Terminou antes de acabar???


É lamentável e inaceitável que o governo municipal tenha praticamente paralisado as suas funções administrativas depois da derrota eleitoral em 5 de outubro, prejudicando não só os servidores da administração, mas a população que precisa e tem direito aos serviços públicos mais essenciais, como educação, saúde e limpeza urbana. Este episódio que todo mundo vê, foi reconhecido e criticado ontem (09/12) pelo vereador Elio Soares, durante a última Sessão Ordinária do Legislativo Municipal em 2008. Portanto, a acusação não é feita pelos opositores do atual governo, mas pela autoridade política de maior credibilidade do PDT no âmbito municipal e um dos baluartes da democracia em Herval. Quem luta verdadeiramente pelo bem comum, e não apenas pelo próprio bem sabe (ou deveria saber) que tão importante quanto saborear uma vitória é ter humildade e saber aprender com as derrotas. Afinal, a luta, a vida e as eleições continuam!!!

Casa dos Conselhos


Entendo que uma das prioridades do novo governo deve ser o FORTALECIMENTO DA DEMOCRACIA. E aqui vai uma dica para tal: a criação da CASA DOS CONSELHOS. A medida visa oferecer mais visibilidade aos Conselhos legalmente instituídos no município, além de garantir um grau mais elevado de transparência no trato das questões submetidas à deliberação dos mesmos. Os Conselhos temáticos são constituídos por representantes indicados por instituições representativas da sociedade para, entre outras atribuições, decidir a aplicação de recursos oriundos dos governos federal e estadual, assim como indicar ou opinar sobre projetos de investimentos da prefeitura pleiteados junto aos demais entes da Federação. Portanto, a população tem o direito tanto de conhecer as regras de funcionamento dos Conselhos, quanto de acompanhar as suas discussões e decisões. Para tanto, é indispensável que a administração disponibilize um espaço físico adequado e permanente, de modo a abrigar os diferentes Conselhos, garantindo um controle maior da população sobre o importante papel por eles desempenhado. Que tal?

Por que parou? Parou por quê?



De abril de 2005 a maio de 2008, a bancada petista levou à tramitação na Casa Legislativa Municipal um total de 159 proposições. Isso mesmo, uma bancada estreante e com apenas 1 vereador teve a ousadia, a capacidade e o dinamismo de submeter ao debate do parlamento hervalense 159 PROPOSIÇÕES LEGISLATIVAS!!! Uma média anual de 53 proposituras, contemplando todas as áreas. E a maioria com grande relevância, o que é mais importante.
Foram 19 Projetos de Lei, 5 Projetos de Resolução, 43 Pedidos de Informações, 20 Indicações, 40 Pedidos de Providência, 21 Requerimentos, além de 11 Emendas às propostas orçamentárias elaboradas pela administração.
Sem falar na constante realização de audiências públicas para o debate de questões que afligem a população e a busca permanente pela valorização do Poder Legislativo como um Poder autônomo e independente dos demais Poderes, especialmente do Poder Executivo.
A pergunta que não quer calar: por que nos últimos meses a bancada petista perdeu completamente o ritmo, a qualidade e a linha política que vinham consagrando-a? Quem souber responda agora ou cala-se para sempre.

Leitura obrigatória


Já lesses o livro História do Herval: descrição física e histórica? O livro de autoria de Manoel da Costa Medeiros foi publicado em 1980 (pelo menos a edição que possuo data deste ano); muitas décadas depois da morte do escritor, falecido em março de 1931. A obra percorre profundamente a cativante “terra do Herval”, desde a sua formação até chegar nas coisas nela ocorridas por volta de 1927. “História do Herval” é um dos poucos registros escritos da vida deste povo que criou e continua reproduzindo o péssimo hábito de marcar os passos da sua “caminhada histórica” apenas com a fala, um traço herdado de muitos povos indígenas, ainda que o nosso território nunca tivesse servido de habitação a uma só tribo indígena, conforme revela o autor. Vale a pena! O livro é envolvente e revelador, e como bem assevera em sua página 216, ao citar as palavras de Artur Schopenhauer:
“Um povo que não conhece a sua história está limitado ao presente da atual geração; esse povo não compreende nem a sua própria natureza e existência, na impossibilidade em que se acha de relacioná-las com o passado que as explica;mesmo pode antecipar coisa alguma sobre o futuro. Somente a história pode dar a um povo a consciência de si mesmo”.

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