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Música para os meus ouvidos

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Sempre bom escutar Nei Lisboa. Bom, necessário e alentador!

Momento poético

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O livro sobre nada Manoel de Barros  É mais fácil fazer da tolice um regalo do que da sensatez. Tudo que não invento é falso. Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira. Tem mais presença em mim o que me falta. Melhor jeito que achei pra me conhecer foi fazendo o contrário. Sou muito preparado de conflitos. Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou. O meu amanhecer vai ser de noite. Melhor que nomear é aludir. Verso não precisa dar noção. O que sustenta a encantação de um verso (além do ritmo) é o ilogismo. Meu avesso é mais visível do que um poste. Sábio é o que adivinha. Para ter mais certezas tenho que me saber de imperfeições. A inércia é meu ato principal. Não saio de dentro de mim nem pra pescar. Sabedoria pode ser que seja estar uma árvore. Estilo é um modelo anormal de expressão: é estigma. Peixe não tem honras nem horizontes. Sempre que dese...

Autorretrato

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Foi no inverno e fazia frio. Eu não trajava terno nem gravata, mas andava tenaz e terno por dentro. Para muitos um ultraje, para mim meu jeito de ser... Sem meio termo ou medo de ser feliz!

Licença poética

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Peço licença uma vez mais para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária... Estou saindo daqui a bordo do meu tapete voador para te encontrar. Como um mimo meu, levo comigo o gênio da lâmpada, caso queiras fazer três pedidos. Se eu ficar preso em alguma nuvem, peço que faças uma live para que eu possa aliviar a vontade de surfar no teu ser e passear pelas vielas do teu cio e planar nos céus da tua vida.

Música para os meus ouvidos

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Se a canção tiver poesia, o dia nem precisa ter sol. Aliás, para postergar momentos inesquecíveis, é melhor o som da chuva. E as curvas que nos animam a buscar o infinito.

Rir é o melhor remédio

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Momento poético

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Fanatismo Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida. Meus olhos andam cegos de te ver. Não és sequer razão do meu viver Pois que tu és já toda a minha vida! Não vejo nada assim enlouquecida... Passo no mundo, meu Amor, a ler No mist'rioso livro do teu ser A mesma história tantas vezes lida!... "Tudo no mundo é frágil, tudo passa... Quando me dizem isto, toda a graça Duma boca divina fala em mim! E, olhos postos em ti, digo de rastros: "Ah! podem voar mundos, morrer astros, Que tu és como Deus: princípio e fim!..." Florbela Espanca, in "Livro de Sóror Saudade"