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Licença poética

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Peço licença uma vez mais para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária... Te desejo e pronto. Ainda mais se for ao ponto. Contudo, crua ou cozida ou mal passada também te curto e aguças minha gula e satisfazes meu ser faminto dos teus nutrientes.

Música para os meus ouvidos

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Esses sons que fogem ao padrão dominante de batida e rimas e comportamento também fazem minha cabeça e muito bem aos ouvidos.

Rir é o melhor remédio

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Pensar é preciso!

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“A democracia pode morrer democraticamente”, adverte Boaventura de Sousa Santos Por Sandra Bitencourt (*) O Colóquio “Democracia e crise política 2014- 2018”, promovido pelo Centro de Estudos Sociais (CES) de Lisboa com a participação do Instituto Novos Paradigmas (INP) reuniu, nesta quinta-feira (25), Tarso Genro, Boaventura de Sousa Santos, Pilar del Río, Francisco Louçã e Leonardo Avritzer, entre outros intelectuais e pesquisadores, no Centro de Informação Urbana de Lisboa. Boaventura de Sousa Santos deu início ao evento lembrando de personalidades perseguidas e em risco, mesmo em regimes democráticos, citando como exemplo o ex-presidente Lula, na sua opinião preso em um processo injusto e não fundamentado legalmente, o deputado federal Jean Wyllys, que anunciou a saída do Brasil ( e o abandono do novo mandato) por falta de garantias da sua integridade física e da plena atividade parlamentar e o ativista contra o racismo em Portugal Mamadou Ba. “Essas pessoas sofrem con...

Versos del alma gautia

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Momento poético

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Elegia 1938 Trabalhas sem alegria para um mundo caduco, onde as formas e as ações não encerram nenhum exemplo. Praticas laboriosamente os gestos universais, sentes calor e frio, falta de dinheiro, fome e desejo sexual. Heróis enchem os parques da cidade em que te arrastas, e preconizam a virtude, a renúncia, o sangue-frio, a concepção. À noite, se neblina, abrem guarda-chuvas de bronze ou se recolhem aos volumes de sinistras bibliotecas. Amas a noite pelo poder de aniquilamento que encerra e sabes que, dormindo, os problemas te dispensam de morrer. Mas o terrível despertar prova a existência da Grande Máquina e te repõe, pequenino, em face de indecifráveis palmeiras. Caminhas entre mortos e com eles conversas sobre coisas do tempo futuro e negócios do espírito. A literatura estragou tuas melhores horas de amor. Ao telefone perdeste muito, muitíssimo tempo de semear. Coração orgulhoso, tens pressa de confessar tua derrota e adiar p...

Altas conexões

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