quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Ato político


Para quem é apaixonado pela política e pelas coisas da vida pública, sem se perder nas paixonites crônicas e desvairadas, Juremir Machado da Silva é leitura obrigatória...


Metamorfoses eleitorais brasileiras
(Juremir Machado da Silva)


Passou um furacão pelo Brasil.
Um furação eleitoral.
O PT encolheu de 638 prefeituras para 254.
O PSDB cresceu para quase 804.
O PMDB continua na frente com 1.038.
Mas apanhou nos maiores colégios eleitorais.
Partidos desconhecidos como o PHS ganharam em cidades importantes como Belo Horizonte.
O PRB ganhou no Rio de Janeiro.
Porto Alegre é um caso especial.
A esquerda nem foi ao segundo turno.
Sebastião Melo, do PMDB, perdeu apesar de ter uma coligação do tamanho de um bonde.
Por que perdeu?
A pergunta parece complexa. A resposta é simples.
Porque, tendo dois candidatos de um mesmo campo ideológico, a população preferiu livrar-se do continuísmo.
Ou tem muita gente contente com a atual administração?
Para ganhar, Melo precisaria dos votos de petistas e psolistas,.
Quantos petistas aceitaram votar no PMDB que se atolou no petrolão com o o PT e depois derrubou Dilma?
Melo precisava carregar o PMDB do impeachment, ou golpe, da Lava Jato, do petrolão e também do Sartori.
E a administração Fortunati.
Era peso demais nas costas.
Tudo mudou.
Marchezan ganhou junto com o PP e o PTB.
Ele conseguiu encarnar-se como novidade.
Não mudou o discurso. Manteve-se como sempre é: incisivo, direto, até agressivo.
A autenticidade foi uma aposta vencedora.
Os petistas, depois da eleição, têm dois caminhos a seguir: fundar um novo partido ou limpar o atual.
Fora disso, restar torcer pelo fracasso dos novos donos do poder e pela falta de memória dos eleitores.

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