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Ato político

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  O Golpe de 1964 começou bem antes de 64. O Golpe de 1964 ainda nos persegue como uma sombra e ganhou uma nova roupagem, com uma aparência de legitimidade democrática em 2016, com a derrubada sem crime de uma presidenta da República legitimamente eleita pelo voto popular. Aliás, a história autoritária e elitista do Brasil se repete tanto que chego a pensar que a democracia definitivamente não cabe ou se aplica a esse imenso país tropical, abençoado por Deus e cruel ou trapaceiro pela própria natureza. Vivemos no reino do Dick Vigarista e sempre que a turma do andar de cima tem seus interesses contrariados, não enxerga um dos seus com a “caneta na mão” ou perde o controle sobre as massas, eles vão lá e aplicam um golpe em nome de Deus, da família, da propriedade privada e do combate à corrupção. Uma das poucas diferenças do Golpe de 64 para o Golpe de 2016 é que o primeiro fechou as instituições democráticas, ao passo que o segundo contou com a colaboração ou complacência i...

Rir é o melhor remédio

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Música para os meus ouvidos

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Sou fã incondicional de Nei Lisboa, um talento universal, um patrimônio da boa música do Rio Grande do Sul que escapou das maneias e não vive preso ao universo monótono artisticamente das grandes estâncias. A canção do monumental Nei é de uma suavidade febril e ferina e sua poesia, ah! a poesia desse cara é uma covardia que me arrebata e derruba por completo. Mil vivas, Nei Lisboa! Vida longa e muita força na batalha que ora enfrentas contra o COVID-19 !

Licença poética

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  Peço licença uma vez mais para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...   Teu aroma é uma das maravilhas do mundo e pode ser sentido a muitas milhas de distância. Mesmo assim, sonho em sentir teu aroma bem de pertinho e tê-lo somente para mim. Diz que sim?

Cenas da vida inventada

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Rir é o melhor remédio

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Momento poético

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  Versos íntimos Vês! Ninguém assistiu ao formidável Enterro de tua última quimera. Somente a Ingratidão — esta pantera - Foi tua companheira inseparável! Acostuma-te à lama que te espera! O Homem, que, nesta terra miserável, Mora, entre feras, sente inevitável Necessidade de também ser fera. Toma um fósforo. Acende teu cigarro! O beijo, amigo, é a véspera do escarro, A mão que afaga é a mesma que apedreja. Se a alguém causa inda pena a tua chaga, Apedreja essa mão vil que te afaga, Escarra nessa boca que te beija! (Augusto dos Anjos)