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Anularam o sorteio das casas populares?

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  O assunto que ora abordo, pelo seu desfecho, é passível de polêmicas, contrariedades, distorções e o uso político pelos oportunistas de plantão. Mesmo assim, preciso adentrar nele. Não que meus esclarecimentos tenham o poder de “desarmar essa bomba”, porém quem exerce uma função pública possui o dever de ser transparente e mostrar sempre “o outro lado da história”. Refiro-me às 18 unidades habitacionais que deveriam ser construídas em parceria com o Governo do Estado que, falando em linguagem popular, acabaram “morrendo na casca”. Vamos aos fatos: 1) Entre os anos de 2021 e 2022, a administração municipal apresentou proposta junto à Secretaria Estadual de Habitação e Regularização Fundiária, objetivando a construção de 18 unidades habitacionais no Loteamento Pôr do Sol, através do Programa A CASA É SUA;   2) Uma das exigências do citado Programa habitacional, é que os beneficiários fossem escolhidos previamente. Ou seja, para que a proposta apresentada se enquadrasse nos...

Vem aí uma terceira via?

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Existe alguma chance de se construir uma terceira via, com visibilidade e tração suficiente para alavancar uma candidatura majoritária nas eleições de 2028? Faltando um baita tempo até o início do próximo pleito eleitoral e antes mesmo de aprofundar minha reflexão sobre esse assunto, me arrisco a responder com um retumbante NÃO! Desde a redemocratização do País e a retomada das eleições diretas para Prefeito, tivemos onze corridas eleitorais. Destas, em apenas cinco oportunidades ocorreu a participação de mais de duas candidaturas majoritárias. Entre 1985 e 1992, a lógica era cada agremiação partidária lançar representante próprio, provavelmente com o propósito de marcar posição e afirmar suas bandeiras. Ocorre que, nessa configuração, na condição de herdeiro do trabalhismo de Getúlio Vargas, escorado no nome de Leonel Brizola, respirando os novos ares da democracia recém restaurada no Brasil e se apresentando como o único representante dos fracos e oprimidos, o Partido Democrático T...

Uma data para refletir, agir e caminhar de mãos dadas!

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Dia das mulheres é todos os dias, mas o 8 de março é importante para a reflexão de toda a sociedade sobre os direitos das mulheres e a luta contra o machismo estrutural. "Ah, as mulheres não precisam de flores nem textões dos homens nesta data". Não precisam das flores nem dos textões dos homens hipócritas, misóginos, sexistas, homofóbicos que, consciente ou inconscientemente, encarnam ou representam o machismo. Contudo, nem todos os homens são machistas ou escrotos e saber separar o joio do trigo, ser capaz de reconhecer esse fato, é um passo importante ou mesmo uma conquista. Afinal, o objetivo final da luta das mulheres, senão receber a adesão dos homens ao movimento feminista, é contar com o seu posicionamento e, sobretudo, atitude anti-machista. Do contrário, ficamos presos à infrutífera e inútil guerra entre os sexos. Portanto, entendo que os gestos concretos e as manifestações sinceras e verdadeiras dos homens - hoje e sempre -, pelo direito das mulheres existirem, af...

Toninho por ele mesmo II

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Durante a pandemia, me dediquei a fazer Lives transmitidas pelas redes sociais, com a participação de diversos convidados e com a finalidade de discutir os efeitos em termos sanitários e econômicos desse fenômeno que desafiou, amedrontou e paralisou o planeta. A partir de 2022, passei a jogar os holofotes sobre personagens relevantes e de destaque do município, com a postagem de textos no Facebook que deram origem a uma segunda coluna assinada por mim no Jornal O Herval. Fora a larga experiência acumulada na militância político-partidária, construí uma trajetória sólida e respeitável no terreno institucional. Comecei minha caminhada como assessor parlamentar, sendo que uma das maiores provas do meu desempenho excelente foram as palavras do meu adversário mais ferrenho, que declarou publicamente que fui o melhor assessor a passar pela nossa Câmara de Vereadores. Depois, fui o número 2 na Secretaria Municipal de Saúde, ocupando o cargo de Coordenador de Saúde. Na sequência, retornei ao L...

Toninho por ele mesmo

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Desde o primeiro instante que meus pensamentos e posicionamentos sobre a cena pública romperam as paredes da minha casa, fui alvo do preconceito e até do apedrejamento promovido, na maior parte das vezes, por figuras públicas que diziam defender o pluralismo de ideias, advogar a causa da democracia e representar as classes populares. De lá para cá, muita coisa mudou. Modéstia à parte, cresci, apareci e produzi muitos frutos. Mesmo assim, ainda hoje preciso provar – para adversários e aliados – que tenho luz própria e nunca precisei me abrigar na sombra de ninguém. Creio que isso se deva, muito mais pela minha origem material humilde, pelo meu perfil de aparecer mais nos bastidores do que no palco e ainda diante do fato de eu não cobrar os créditos pelas minhas ações ou articulações; do que pela ausência de trabalho prestado à nossa comunidade ou pela falta de firmeza, coerência e fundamentação dos meus ditos, escritos e feitos na esfera pública. Iniciei minha trajetória partidária no a...

Um ano de celebrações, trabalho e muitas conquistas

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Chegamos ao final do ano do bicentenário da Sentinela da Fronteira com as energias renovadas, esperança num futuro ainda melhor e a certeza do dever cumprido. Sob a batuta do prefeito, Celso Silveira, nossa terra seguiu avançando em boas mãos e no rumo certo. Graças ao engajamento e expertise dos servidores municipais – efetivos e não efetivos –, entregamos melhorias em todos os cantos do município e para cada vez mais hervalenses. Enfim, vencemos os principais desafios em termos políticos e administrativos, encerrando este exercício com inúmeros avanços e melhorias em todas as áreas. Em relação aos desafios, destaco que o fato de chegarmos aos 200 anos de Elevação à Freguesia do nosso município, por si só, já tornou 2025 um ano especial e desafiador. Ademais, tivemos que enfrentar um ambiente político turbulento em função do resultado apertado das últimas eleições e a chegada em Herval da onda de judicialização da política que invadiu nosso País há alguns anos. Outro desafio foi à f...

(E)ternamente dona Enilda!

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Ela morreu da única coisa que poderia matá-la: o coração! Dona Enilda tinha vários defeitos, como todo ser humano, mas nunca o defeito de não saber amar. Era alguém toda feita de coração, uma "manteiga derretida". Era um ser simples e de luz! Dedicou à vida a amar os seus afetos, socorrer por meio da oração, quando não dispunha de outra forma de prestar auxílio. Uma mãe amorosa e protetora. Avó e bisavó, igualmente amorosa, zelosa e protetora. Dizia ela que o maior e melhor presente que podíamos dar a ela era a nossa presença!  Há alguns anos, era como se seu espírito estivesse dolorosamente preso ao corpo. Mobilidade reduzida, praticamente sem conseguir sair de casa, ainda que contando com amparo. Desde meados deste ano, a situação piorou e, além de presa ao corpo, ela passou a depender de ajuda para fazer as coisas mais simples do dia a dia em termos de higiene e cuidado pessoal. Estava acamada quase todo ou na maior parte do tempo. Alguém que sempre levantou os outros, mes...

Progresso é valorizar nossas raízes e realizações

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  Tenho um caso de amor com Herval. Um amor correspondido, que enxerga nossos defeitos e fraquezas e que não é nada romântico nem possessivo. A Sentinela da Fronteira é tão minha quanto é dos demais nativos desta terra ou daqueles que a alma seguiu em frente, mas deixaram um pedaço guardado no Herval ou de quem adotou esta terra como a sua terra prometida. Herval é tão meu quanto é dos meus avós; dos meus pais; dos meus tios; dos meus primos; dos meus irmãos, dos meus filhos; dos meus vizinhos. Dos que moram na XV de novembro, quanto dos que residem na Alameda Chico Mendes ou no Bamburral, na Cafurna ou na Vila Basílio. De quem monta a cavalo ou anda de bicicleta; de quem usa bota e bombacha ou prefere andar trajado de bermuda, camiseta e chinelos de dedo. Herval é tão meu quanto é dos esquiladores, campeiros, domadores, tratoristas, artesãs, comerciantes, babás, cuidadoras, tropeiros, mecânicos, fisioterapeutas, costureiras, empregadas domésticas, servidores públicos, cozinh...

O campo em primeiro lugar!

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O prefeito Celso Silveira e o vice-prefeito, Rodrigo Dutra, são homens do agronegócio. Contudo, como bons gestores públicos que eles são, sabem que embora as muitas semelhanças existentes entre ambas e a labuta em comum no campo, estamos falando de atividades bastante distintas e que exigem políticas públicas específicas e adequadas ao perfil e ao porte de cada uma delas. Enquanto as grandes propriedades exigem do poder público local uma atuação da “porteira para fora”, basicamente com a garantia de boas estradas para o escoamento da produção; as propriedades familiares demandam ações “da porteira para dentro”, com iniciativas que assegurem apoio em todas as etapas da cadeia produtiva. Entretanto, o objetivo do presente escrito não é abordar as peculiaridas ou diferenças entre o agronegócio e a agropecuária familiar, nem advogar em favor de uma ou outra, nem tampouco fazer um contraponto entre os métodos, estratégias ou dados de produção das duas ou realizar um apanhado histórico acerc...

Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra!

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  Há algum tempo, assumi a posição de parceiro de primeira hora do projeto idealizado pelo deputado estadual, Zé Nunes, objetivando a implantação de Sistemas de Secagem e Armazenamento de grãos em Assentamentos da Reforma Agrária da nossa região. Inclusive, representando o Executivo Municipal, participei da reunião no Assentamento São Virgílio que, pela sua localização próxima à cidade e forte organização comunitária, foi sugerido por nós ao parlamentar petista como o local ideal para dar os primeiros passos nesta caminhada, na forma de um projeto piloto. A reunião no citado Assentamento comprovou o nosso diagnóstico prévio quanto à necessidade e total viabilidade de instalação da pretendida estrutura. Além da oferta em termos de produção, bem como da expertise e espírito associativista acumulado pelos assentados e assentadas no São Virgílio, constatou-se a importância da iniciativa como intervenção estratégica e estrutural para o fortalecimento da agropecuária familiar no âmbito l...

Novos ventos para Herval

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  Desde quando Dilma Rousseff comandou a pasta de Minas e Energia, durante o governo de Olívio Dutra, Herval foi incluído no Mapa Eólico do Rio Grande do Sul. Há alguns anos, a Eletrobras CGC Eletrosul, instalou um ponto para medir o potencial de geração de energia elétrica a partir dos ventos, numa localidade do interior próxima à nossa cidade. Pois essa etapa foi superada, confirmando que estamos aptos a receber um Parque Eólico, sendo que a empresa acima citada (a única fora do litoral gaúcho que possui expertise comprovada na instalação e gestão de Parques Eólicos) trabalha agora na etapa de elaborar o respectivo projeto e na busca por incluí-lo no seu cronograma de investimentos, com previsão de que tal iniciativa possa ocorrer nos próximos 5 anos. Neste sentido, atendendo ao convite do vereador, Marcio Kirchener Larrosa, em meados do mês de maio, o vice-presidente do Legislativo, vereador João Bosco Paiva, juntamente comigo, representando o Executivo Municipal, realizamos vis...

Por que a oposição cresceu tanto nas últimas eleições?

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Nenhum triunfo, revés ou acúmulo eleitoral pode ser explicado por um único fator ou analisado fora de um contexto. A vontade expressa nas urnas é sempre uma resposta da sociedade diante da história de vida dos candidatos, das forças políticas e sociais em que se apoiam, da temática pública dominante no momento e do projeto de futuro que apresentam. Uma corrida eleitoral é parte da dinâmica social e seu saldo político nunca é definitivo ou obra do acaso. Assim, é impossível agradar a todos ou deixar de contrariar interesses. Feita esta breve contextualização, passo a elencar alguns fatores que, no meu ponto de vista, explicam ou foram determinantes para o fortalecimento da oposição que redundou num quase empate nas urnas em 2024. 1)   Aqui e em qualquer lugar do Brasil, é muito difícil suceder um líder consolidado e aprovado, quando este resolve não exercer a prerrogativa legal de pleitear um novo mandato eletivo, pois apesar do nome apresentado representar um coletivo e um j...

Comentário sobre os 33 anos de O Herval e os 100 dias do governo Celso

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  Ao completar 33 anos ininterruptos de circulação, o jornal O Herval se consagra como um dos maiores patrimônios da cultura e da história hervalense. Uma data para ser celebrada por toda a nossa comunidade e digna de todos os aplausos. Afinal, não é fácil manter um periódico vivo durante mais de três décadas, especialmente numa cidade de pequeno porte e distante dos grandes centros urbanos. Uma tarefa que se tornou ainda mais desafiadora diante do avanço e predomínio do mundo virtual, no qual os registros impressos a cada dia perdem espaço para a digitalização e o papel, que num passado  recente reinou absoluto no universo do registro formal dos atos ou noticioso dos fatos, tende a virar peça de museu. Parabéns e obrigado ao seu Luiz e familiares por esta façanha, fruto de muita persistência e que se traduz num magnífico gesto de amor pela nossa Sentinela da Fronteira! Em relação aos primeiros 100 dias da gestão capitaneada pelo prefeito, Celso Silveira, digo que um governo n...

Viva Herval!

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  Herval é uma espécie de final de linha e somente vem até aqui quem realmente precisa. Sim, isso traz adversidades, mas também é uma de nossas maiores riquezas. Essa característica torna nossa terrinha uma espécie de paraíso perdido ou funciona como um tipo de barreira para que não venhamos a ser "corrompidos" pela pressa, atropelos e friezas da civilização contemporânea. Como diz o deputado estadual, Zé Nunes, "Herval é a terra mais gaúcha do Rio Grande", na medida que conserva valores e um modo de vida que se perdeu na maioria dos lugares. Por exemplo, aqui mesmo fora das datas de festejos gauchescos, se pode ver alguém montado a cavalo pelas ruas da cidade; aqui os comunicados de falecimento são feitos através de um carro de som que roda por toda a nossa terrinha; aqui se recebe o estranho como um velho conhecido ou membro da família; aqui as casas antigas denunciam que já contamos muitos anos de história e convidam a conservar nossas raízes; aqui se preserva o ...

O novo sempre vem!

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Meus avós paternos são oriundos do campo, da localidade das Alegrias, interior das antigas Cacimbinhas ou Pinheiro Machado. Meus avós maternos também são originários da zona rural, da localidade do Bote, quase na divisa com o Uruguai. Portanto, meus pais também são crias do campo e conheceram as delícias, desafios e dificuldades da vida e das lidas terruneas. Eu mesmo cheguei a ter um breve contato com esse universo durante a minha infância. Naquele tempo, a água era exclusivamente de cacimba e puxada de a balde. Energia elétrica nem pensar e a iluminação noturna das casas, ranchos e galpões eram feitas por luz de lampião. Mesmo os animados bailes de campanha se davam na penumbra. As estradas eram corredores de tropa e veículos movidos a motor eram uma raridade. Basicamente o ônibus que fazia a linha regular até a cidade, como o famoso ônibus do Alamir. Televisão, internet, redes sociais e celular eram coisa de outro mundo e bichos de sete cabeças, que ainda nem se supunha que pudessem...

Viva o Herval que aprendeu a vencer e feliz novo ciclo!

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Desde o início da gestão capitaneada pelo prefeito Ildo Sallaberry, venho dizendo duas coisas aos meus colegas de governo: 1) Não podemos colocar salto alto; 2) Por uma série de razões sob o ponto de vista político, seria uma disputa eleitoral muito acirrada e difícil para o time governista. Começo lembrando que disputamos uma eleição em 2020 e, logo após, assumimos o governo em meio a vários picos de uma pandemia que gerou perdas humanas e econômicas, bem como trouxe restrições ao convívio social e enormes desafios sanitários. Sem contar que além das medidas de enfrentamento à pandemia, também foi preciso enfrentar os efeitos da pós-pandemia, que gerou déficits e demandas reprimidas na atividade econômica e, consequentemente, na arrecadação pública; na saúde; na educação; na proteção social; na cultura; nos esportes e nos mecanismos de governança pública. Como se não bastasse, depois ainda foi preciso lidar com o aprofundamento do aquecimento global e das mudanças climáticas, com a ma...