Toninho por ele mesmo II
Durante a pandemia, me dediquei a fazer Lives transmitidas pelas redes sociais, com a participação de diversos convidados e com a finalidade de discutir os efeitos em termos sanitários e econômicos desse fenômeno que desafiou, amedrontou e paralisou o planeta. A partir de 2022, passei a jogar os holofotes sobre personagens relevantes e de destaque do município, com a produção de escritos que deram origem a uma segunda coluna assinada por mim no Jornal O Herval.
Fora a larga experiência acumulada na militância político-partidária, construí uma trajetória sólida e respeitável no terreno institucional. Comecei minha caminhada como assessor parlamentar, sendo que uma das maiores provas do meu desempenho excelente foram as palavras do meu adversário mais ferrenho, que declarou publicamente que fui o melhor assessor a passar pela nossa Câmara de Vereadores. Depois, fui o número 2 na Secretaria Municipal de Saúde, ocupando o cargo de Coordenador de Saúde. Na sequência, retornei ao Legislativo, primeiro no cargo de Assessor Parlamentar e, posteriormente, de Diretor-Geral. Com o ingresso do PT na base do prefeito Ildo Sallaberry, numa decisão coletiva, ampla e participativa, no final de 2011, assumi a função de Assessor Especial de Planejamento e, alguns meses depois, com a criação da Secretaria de Planejamento, Projetos e Meio Ambiente, fui convidado assumir a chefia dessa pasta estratégica, cargo que ocupo até o presente momento.
Em 2008, concorri a vereador pelo Partido dos Trabalhadores e, mesmo que minha candidatura tivesse desencadeado uma forte histeria e injustificadas brigas internas, alcancei uma votação digna e fiquei na condição de 2º suplente da Legenda. Sem contar que praticamente não fiz campanha, pois minha prioridade era dar apoio e sustentação no intuito de levar a chapa majoritária até o final daquele pleito. Ademais, com a exceção da minha mãe, não contei com o costado de nenhum cabo eleitoral. Em 2020, depois de um golpe no interior do PT e como resposta ao golpismo como modo de fazer política, migrei para o Progressistas e me lancei novamente como candidato a uma Cadeira no Legislativo. Mais uma vez, não fiz campanha, para respeitar as regras de distanciamento social impostos pela pandemia e também porque o objetivo maior era a vitória da chapa majoritária. Mesmo assim, obtive mais uma votação digna e fiquei posicionado na 3° suplência. O detalhe é que além de não vender meu próprio peixe e me dedicar de corpo e alma à campanha do Prefeito e do Vice, ainda prestei apoio a todos os candidatos e candidatas à vereança pelo PP.
Nunca apreciei falar bem de mim mesmo, porém, assim como nossos defeitos (muitas vezes, sem nenhuma relação com a vida pública), costumam andar na boca do povo, é legítimo expor nossos pontos de vista e virtudes. Nunca comi e depois virei o cocho, mas quem não mostra claramente as suas raízes, a sua trajetória, de que lado está, a razão de estar na política e na gestão pública, acaba ficando refém da versão apresentada pelos oponentes ou parceiros de ocasião. Mudei de sigla partidária, mas jamais mudei de lado no sentido das minhas convicções em relação a uma sociedade que não solte a mão de ninguém e valorize mais o ser do que o ter. Em mais de 20 anos de vida pública, não adquiri nenhuma cola de palha, não troquei meus princípios por nenhuma conveniência e sempre cumpri minhas atribuições profissionais com esmero e transparência. Nunca respondi a nenhum processo judicial, não obtive nenhuma vantagem ou privilégio por conta dos cargos que ocupei e jamais me envolvi em algum desvio ou negociata com o dinheiro público (seja por ação ou omissão). Procuro me inspirar na frase de um grande líder africano que dizia que “o único privilégio de estar na política, deve ser o privilégio de servir, servir e servir melhor”. Sigo de cabeça erguida, energias renovadas constantemente, peito aberto e sem medo de ser feliz!

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