Toninho por ele mesmo


Desde o primeiro instante que meus pensamentos e posicionamentos sobre a cena pública romperam as paredes da minha casa, fui alvo do preconceito e até do apedrejamento promovido, na maior parte das vezes, por figuras públicas que diziam defender o pluralismo de ideias, advogar a causa da democracia e representar as classes populares. De lá para cá, muita coisa mudou. Modéstia à parte, cresci, apareci e produzi muitos frutos. Mesmo assim, ainda hoje preciso provar – a adversários e aliados – que tenho luz própria e nunca precisei me abrigar na sombra de ninguém. Creio que isso se deva, muito mais pela minha origem material humilde, pelo meu perfil de aparecer mais nos bastidores do que no palco, como também diante do fato de eu não cobrar os créditos pela maioria das minhas ações ou articulações; do que pela ausência de trabalho prestado à nossa comunidade ou pela falta de firmeza,  coerência e fundamentação dos meus ditos e feitos na esfera pública.

Iniciei minha trajetória partidária no ano de 1999, no Partido dos Trabalhadores. Já no ano seguinte, eu passava assinar uma coluna no jornal. Pouco tempo depois, em 2007, eu publicava meu primeiro livro, suprindo a lacuna aberta por uma cultura dominada pela oralidade dos registros da sua história e abrindo caminho para que outros conterrâneos pudessem registrar suas impressões a respeito da Sentinela da Fronteira. Em março de 2008, eu me tornava o primeiro hervalense residente em nossa terra a editar um Blog, que surgia como um novo canal para expressar minha veia intelectual e ocupar o naquele momento incipiente território da internet. Antes disso, em 2005, eu era indicado pelos meus então companheiros de Partido a assessorar a estreante bancada petista no Parlamento hervalense, graças a minha habilidade com a escrita e o universo da comunicação; o compromisso com as questões coletivas; a facilidade de trânsito em diferentes setores locais e certa vocação para as lides institucionais.

No ano de 2004, ao lado do meu mestre Osmar Hences, tivemos a ousadia de propor um caminho alternativo para o fortalecimento do PT no município, enfrentando uma disputa interna marcada pela picuinha, a dissimulação e a deslealdade; até lançarmos Zé Leão como candidato a prefeito, que acabou renunciando logo na largada da corrida eleitoral, justamente pela falta de apoio dos ditos companheiros que reivindicam um purismo e respeito à vontade da maioria que nunca tiveram. Uma situação que se repetiu em 2008, quando eu, juntamente com meu amigo Chico dos Santos, tivemos coragem e exímia capacidade de articulação para lançar uma nova chapa pura do PT, desta feita encabeçada por Roque Oliveira, num movimento decisivo para embaralhar o tabuleiro político do município e assegurar, com sobras, a manutenção da cadeira conquistada pela sigla no nosso Legislativo.

Em 2010, eu era aprovado em primeiro lugar no vestibular da UAB/Herval para o curso de Licenciatura em Pedagogia, faculdade que eu viria abandonar dois anos mais tarde, estando entre os melhores alunos da minha turma, por não conseguir conciliar os estudos com a minha função no primeiro escalão do governo municipal e a tarefa para a qual fui convidado de compor o time de coordenadores da campanha à reeleição de Ildo Sallaberry. Falando em disputas eleitorais, além das já citadas, participei na linha de frente da campanha vitoriosa ao paço municipal que marcou o retorno de Rubem ao comando da prefeitura depois de dois mandatos consecutivos, entre 1997 e 2004. Na sequência, estive entre os “cabeças” da campanha que consagrou a volta retumbante de Ildo Sallaberry ao cargo mais alto do município. Por fim, desempenhei várias funções na coordenação da campanha acirrada que elegeu Celso Silveira como atual prefeito da nossa terra.

Continua na próxima edição...


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