Se queres me agradar, não fumes perto de mim. Agora, se preferes que eu te faça um agrado permita-me sugerir-te que não fumes em lugar nenhum. Faço gosto que continues tendo vida e a tenhas em abundância.
Difícil abordar qualquer assunto nesse momento, sem ao menos mencionar a catástrofe que se abateu sobre o Rio Grande do Sul nos últimos dias, em decorrência das chuvas e inundações que atingiram a maior parte do território gaúcho. Felizmente, temos o privilégio de residir num céu aberto que, além do relevo que facilita o rápido escoamento da água das chuvas, vem contando com pesados investimentos da Prefeitura na instalação de redes coletoras de esgoto e sistemas de drenagem urbana. Uma medida que, certamente, contribui bastante para evitar muitos transtornos aos moradores e, sobretudo, estragos na nossa infraestrutura, provocados pelas enxurradas de agora e aquelas ocorridas no ano passado. Aliás, desde o início de 2021, a administração municipal expediu cinco Decretos de Situação de Emergência, motivados pela seca, vendavais e enxurradas que atingiram o nosso município nesse período, sem contar o Decreto de Calamidade Pública em razão da COVID-19. Não é que as chuvas torrenciai...
Ao realizar os investimentos em infraestrutura básica que melhoram a qualidade de vida da população, promovem a saúde preventiva, qualificam o escoamento da água das chuvas e facilitam a locomoção dos hervalenses, a administração municipal enfrenta as seguintes narrativas oposicionistas: 1 - O governo só investe em calçamento e não cuida das outras áreas; 2 - Essas obras são mal executadas e trazem mais problemas do que solução; 3 - A prefeitura investe muito na cidade e abandonou a zona rural; 4 - O atual governo investe muito, mas escolhe as prioridades erradas; 5 - O governo melhora a infraestrutura e qualifica os serviços públicos, mas os atuais dirigentes locais não gostam das pessoas; 6 - Tá sobrando dinheiro nos cofres da prefeitura e o governo deveria, além de fazer as obras, dobrar o salário do funcionalismo, atrair empresas e oferecer incentivos aos empreendedores locais. Claro que existem argumentos contundentes para rebater e demonstrar que essas narrativas não param ...
Meus avós paternos são oriundos do campo, da localidade das Alegrias, interior das antigas Cacimbinhas ou Pinheiro Machado. Meus avós maternos também são originários da zona rural, da localidade do Bote, quase na divisa com o Uruguai. Portanto, meus pais também são crias do campo e conheceram as delícias, desafios e dificuldades da vida e das lidas terruneas. Eu mesmo cheguei a ter um breve contato com esse universo durante a minha infância. Naquele tempo, a água era exclusivamente de cacimba e puxada de a balde. Energia elétrica nem pensar e a iluminação noturna das casas, ranchos e galpões eram feitas por luz de lampião. Mesmo os animados bailes de campanha se davam na penumbra. As estradas eram corredores de tropa e veículos movidos a motor eram uma raridade. Basicamente o ônibus que fazia a linha regular até a cidade, como o famoso ônibus do Alamir. Televisão, internet, redes sociais e celular eram coisa de outro mundo e bichos de sete cabeças, que ainda nem se supunha que pudessem...
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