Volto a pedir licença para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser... Foi um ano bom! Afinal, nesse ano revivi o desamor e não perdi a crença de que o amor é o melhor farol para guiar na busca de um lugar melhor e único caminho para levar ao melhor que podemos ser. Sigo amando o Criador, a vida, a mim mesmo e o que restou de humanidade nas gentes do mundo. Sigo amando a pureza da criança, a sabedoria dos mais velhos, purê de batatas, uma taça de vinho, a leveza do verso, a mão que alimenta, um passo de dança, o seio que amamenta e seduz, o som que suaviza, o canto do passarinho, o céu que eterniza, estar no meu canto, as pedras no meio do caminho... No ano que ora passa, os reveses me fizeram mais forte e os tropeços mais conectado em meus passos. Aprendi a não ter medo da solidão nem do escuro nem de bicho papão. Aprendi a prosseguir apesar do cansaço, a inventar novos caminhos e redescobri o sul como ...