Peço licença novamente para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser... A vida vale a pena! Nem tudo está perdido! Dias melhores virão! Sim, amo a vida e estar no mundo, mas hoje definitivamente não... Hoje, tão somente hoje, não creio em mim, nos bichos, nas gentes, na natureza, na louca tecnologia, na força da ideologia nem em nada mais. Hoje, apenas hoje, não quero guerra nem paz; não quero fogo ou afago, não quero caridade ou canhão. Hoje nada nem ninguém me arrepia ou satisfaz. Hoje quero apenas o vazio, a solidão, a inércia e esse nó na garganta. Hoje não sei quem sou, de onde venho nem quero ir a lugar algum. Quero apenas o silêncio do meu quarto e a escuridão do meu ser. Quero apenas um muro bem alto a me separar da multidão e uma prisão impenetrável para aprisionar meus próprios pensamentos e emoções. Hoje, mais do que qualquer outro dia, quero hibernar; fugir p...