Osmar (e) ternamente

Há exatamente um ano, o extraordinário Osmar Hences regressava à pátria espiritual, deixando-nos a alma deserta e o peito apertado, mas também com as marcas profundas de suas magníficas lições. Refiro-me a mim e outros (as) tantos (as) mais, que tiveram a sorte e o privilégio de encontrá-lo nas estradas desta vida. Que bom ele ter existido em mim e em todos nós! 30 de abril de 2009! Como apagar as lembranças doídas daquele dia frio e interminável, carregado com as nuvens escuras do espanto e do incontrolável pranto? Não por acaso, seu corpo seria sepultado no dia 1º de maio (dia do trabalhador), numa espécie de homenagem Divina a quem trabalhou dia e noite para que o trabalho fosse sempre fonte da dignidade, e nunca da exploração humana. “O senso comum acredita que a riqueza provém da própria riqueza, sendo que é o trabalho que primeiro produz a riqueza. Não existe riqueza que não seja produzida ou reproduzida pelo trabalho. Esta é a grande vantagem do explorador: o explorado acredita ...