O Blog busca retratar coisas da vida interiorana e do meu interior, numa abordagem que mistura reflexão, notícias, riso, poesia, musicalidade, transcedentalidade e outras cositas más. Tudo feito com produções próprias, mas também com a reprodução do pensar ou do sentir dos grandes gênios que o país e a humanidade pariram.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Prefeito e vice cumprem agenda buscando acelerar processos e novos investimentos






























Acompanhados pelo Secretário de Planejamento Toninho Veleda, o Prefeito Rubem Wilhelnsen e o vice Fernando Silveira cumprem agenda nesta quinta (12), em Porto Alegre e nesta sexta-feira (13), em Caxias do Sul. A agenda inclui Secretarias, fundações, projetos e solenidades de posse.

Na quinta-feira pela manhã, os gestores municipais estiveram na Secretaria de Agricultura, Pecuária e Irrigação, onde em conversa com o Chefe de Gabinete João Seibel receberam a notícia da liberação de R$ 30 mil para aquisição de calcário, além de tratar sobre outros projetos em andamento. O almoço foi na Farsul com diretores e também representantes do SENAR e SEBRAE, que trabalham em parceria com o município e Sindicato Rural de Herval.
A tarde foi à vez do INCRA, onde foram tratados projetos em andamento e o encaminhamento do pleito de novas parcerias para investimento no município. Na sequência, as autoridades locais ainda cumpriram agenda de trabalho na Secretaria de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo – SDR –, sendo recebidos pelo secretário Tarcísio Minetto e pelo adjunto da pasta, Iberê Orsi, ocasião na qual fora firmado o compromisso de fortalecer a parceria da prefeitura com esse importante órgão do governo do estado, bem como apresentado o pedido de permanência no município por mais um período de uma patrulha mecanizada cedida pela SDR, composta por uma retroescavadeira, um trator agrícola e um rolo compactador.
Às 18h Rubem, Fernando e Toninho participaram no Palácio Piratini da transmissão de cargo do vice-governador, José Paulo Carioli, para a Deputada Silvana Covatti (PP) presidente da Assembleia Legislativa. A solenidade de posse oficial acontece nesta sexta-feira (13), às 11h, e será acompanhada pelo Vice-Prefeito, Fernando Silveira.
Na sexta-feira (13), o prefeito Rubem e o Secretário Toninho estão em Caxias do Sul para verificar o conserto de uma van da secretária de Saúde que teve licitada sua reforma, porém, um problema não relacionado na licitação foi descoberto e o Prefeito está verificando para resolver e acelerar o processo da forma mais apropriada e cabível.
Em dois dias de agenda Prefeito, Vice e Secretário mais uma vez trazem boas notícias para o município em viagem que visa novos avanços e uma melhor celeridade no trâmite das demandas e projetos encaminhados pela prefeitura, os quais deverão redundar em benefícios para a comunidade hervalense. 

Texto: Fernanda de Freitas
Publicado originalmente no site da prefeitura: 
www.herval.rs.gov.br


Momento poético




Emergência


Quem faz um poema abre uma janela.
Respira, tu que estás numa cela
abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo —
para que possas profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.


Mario Quintana


terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Licença poética



Peço licença novamente para entregar-lhes outras palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


Sem a gente frente a frente.
Sem tuas mãos pegando meu ombro.
Sem teus dedos palmilhando minhas pernas.
Sem nós a sós e emaranhados...
Sou seca ou rio vazio que vive do volume morto.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Rir é o melhor remédio



Ato político


Ainda bem que no Brasil ainda existe alguém que dá nome aos bois, sabe colocar as coisas no seu devido lugar e não embarca no mar de mordaças e mentiras que são espalhadas assustadoramente entre nós.

Ufa!!! Apesar dessa onda reinante de emburrecimento e silêncio, Emir Sader segue sendo uma voz forte e que sabe das coisas.


As pós-verdades do governo pós-democracia


(Emir Sader)


Como disse a Dilma, no seu histórico depoimento no Senado, respondendo a um senador que havia estado com a ditadura, “na ditadura não há verdade, só há verdade na democracia”.

O governo instaurado no Brasil com a ruptura da democracia se esmera em confirmar essa afirmação, buscando impor o reino da mentira, junto com um governo de fato, imposto por um golpe.

Se a verdade é a primeira vitima da guerra, igual destino lhe está reservado quando a democracia termina. Quando se instala a guerra à democracia, a verdade também é vitimizada.

O golpe de 1964 foi feito alegando o perigo e o medo correspondente de que uma ditadura se instalasse no país. Para instalar a mais feroz ditadura, que destruiu tudo o que havia de democracia no Brasil. Passaram a reinar o medo e a mentira.

O golpe de 2016 foi promovido alegando que o governo cometia pedaladas e havia dividido o pais. Se pretendia colocar as finanças do país em dia e recuperar a confiança, reunificando o pais.

Tudo deu errado, só restando as mentiras do governo, diante de todos os índices econômicos negativos, do isolamento recorde do presidente, da falta de credibilidade total do governo.

A ideia de pós-verdade – que sucede à pós-modernidade, ao pós-capitalismo, e ao fim da história, da divisão entre direita e esquerda, etc, etc, - foi um componente essencial da campanha de Donald Trump. No vale-tudo eleitoral, o uso da internet para difundir inverdades, mentiras, meias-verdades, fez parte da campanha que levou Trump à vitoria. Não interessa a veracidade de uma notícia, mas sua funcionalidade a um objetivo, neste caso eleitoral.

O governo pós-democrático no Brasil difunde suas pós-verdades como tentativas de justificar as injustificáveis políticas do governo. Diz que o problema do Brasil é que o governo gastou muito em políticas sociais, uma mentira evidente diante dos problemas sociais que continuam a ser o principal problema do país.

Diz que a economia não retoma o crescimento porque o custo da força de trabalho seria muito alto, em um país caracterizado por salários extremamente baixos.

Diz que o Brasil teria feito alianças ideológicas no plano internacional, quando essas alianças foram parte essencial do crescimento econômico do pais, tanto na America Latina, como na Ásia.

As pós-verdades não têm compromisso com a realidade. São produtos de marqueteiros, que fazem com que seus personagens digam o que seria bom que fosse a realidade, não importando como seja esta.

Michel Temer tornou-se um personagem grotesco, em que ninguém mais confia, cujas palavras são motivo de deboche, cuja credibilidade – que ele pretendia encarnar – é próxima de zero. Tornou-se o político mais desmoralizado, cercado de políticos desmoralizados. Constituiu o governo mais corrupto da historia do Brasil. Tem a consistência de uma folha de papel ao vento das denuncias, que fica esperando agachado, com medo.

A pós-verdade é o contrassenso de um governo sem sentido, que se propôs o contrario do que ele é. Só um governo pós-democracia poderia sustentar pós-verdades. Será vitima da verdade e da democracia.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Música para os meus ouvidos


Não se acanhe. Libere o ar, deixe o som fluir e embarque na vibe de Ana Cañas...

É muito mais que música bacana, pode apostar.




Momento poético


Os Ombros Suportam o Mundo


(Carlos Drummond de Andrade)


Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.


Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.


Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teu ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

Os versos acima foram publicados originalmente no livro "Sentimento do Mundo", Irmãos Pongetti - Rio de Janeiro, 1940. Foram extraídos do livro "Nova Reunião", José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1985, pág. 78.

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