segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Cenas da vida inventada



Rir é o melhor remédio



Licença poética



Peço licença uma vez mais para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


Bela sem ser exibida. Formosa sem ser frágil. Meiga sem ser melosa. Carinhosa sem ser grudenta. Presente sem ser intrometida. Feminina sem ser só um rabo de saia.

Acaso seria uma deusa? Uma entidade superior?

Até pode ser, porém pérola que abrilhanta meus dias seria o mais palpável e certo.


quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Autorretrato


No meio do caminho tinha o Toninho. Tinha o Toninho no meio do caminho.

Momento poético



O cego e a guitarra
(Fernando Pessoa)

O ruído vário da rua
Passa alto por mim que sigo.
Vejo: cada coisa é sua
Oiço: cada som é consigo.

Sou como a praia a que invade
Um mar que torna a descer.
Ah, nisto tudo a verdade
É só eu ter que morrer.

Depois de eu cessar, o ruído.
Não, não ajusto nada
Ao meu conceito perdido
Como uma flor na estrada.

Cheguei à janela
Porque ouvi cantar.
É um cego e a guitarra
Que estão a chorar.

Ambos fazem pena,
São uma coisa só
Que anda pelo mundo
A fazer ter dó.


Eu também sou um cego
Cantando na estrada,
A estrada é maior
E não peço nada.


segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Rir é o melhor remédio



Ato político



Mais que o maior presidente da história do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva é um dos maiores e mais respeitados estadistas do planeta.

Isso não é para qualquer um e causa muita inveja nos vira-latas que nunca chegarão aos pés, muito menos serão capazes de fazer apenas uma parte das obras de Lula.

Viva a verdade que um dia sempre vence! Viva Luiz Inácio Lula da Silva!

Por que querem me condenar - LULA

Em mais de 40 anos de atuação pública, minha vida pessoal foi permanentemente vasculhada – pelos órgãos de segurança, pelos adversários políticos, pela imprensa. Por lutar pela liberdade de organização dos trabalhadores, cheguei a ser preso, condenado como subversivo pela infame Lei de Segurança Nacional da ditadura. Mas jamais encontraram um ato desonesto de minha parte.

Sei o que fiz antes, durante e depois de ter sido presidente. Nunca fiz nada ilegal, nada que pudesse manchar a minha história. Governei o Brasil com seriedade e dedicação, porque sabia que um trabalhador não podia falhar na Presidência. As falsas acusações que me lançaram não visavam exatamente a minha pessoa, mas o projeto político que sempre representei: de um Brasil mais justo, com oportunidades para todos.

Às vésperas de completar 71 anos, vejo meu nome no centro de uma verdadeira caçada judicial. Devassaram minhas contas pessoais, as de minha esposa e de meus filhos; grampearam meus telefonemas e divulgaram o conteúdo; invadiram minha casa e conduziram-me à força para depor, sem motivo razoável e sem base legal. Estão à procura de um crime, para me acusar, mas não encontraram e nem vão encontrar.

Desde que essa caçada começou, na campanha presidencial de 2014, percorro os caminhos da Justiça sem abrir mão de minha agenda. Continuo viajando pelo país, ao encontro dos sindicatos, dos movimentos sociais, dos partidos, para debater e defender o projeto de transformação do Brasil. Não parei para me lamentar e nem desisti da luta por igualdade e justiça social.

Nestes encontros renovo minha fé no povo brasileiro e no futuro do país. Constato que está viva na memória de nossa gente cada conquista alcançada nos governos do PT: o Bolsa Família, o Luz Para Todos, o Minha Casa, Minha Vida, o novo Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), o Programa de Aquisição de Alimentos, a valorização dos salários - em conjunto, proporcionaram a maior ascensão social de todos os tempos.

Nossa gente não esquecerá dos milhões de jovens pobres e negros que tiveram acesso ao ensino superior. Vai resistir aos retrocessos porque o Brasil quer mais, e não menos direitos.

Não posso me calar, porém, diante dos abusos cometidos por agentes do Estado que usam a lei como instrumento de perseguição política. Basta observar a reta final das eleições municipais para constatar a caçada ao PT: a aceitação de uma denúncia contra mim, cinco dias depois de apresentada, e a prisão de dois ex-ministros de meu governo foram episódios espetaculosos que certamente interferiram no resultado do pleito.

Jamais pratiquei, autorizei ou me beneficiei de atos ilícitos na Petrobras ou em qualquer outro setor do governo. Desde a campanha eleitoral de 2014, trabalha-se a narrativa de ser o PT não mais partido, mas uma "organização criminosa", e eu o chefe dessa organização. Essa ideia foi martelada sem descanso por manchetes, capas de revista, rádio e televisão. Precisa ser provada à força, já que "não há fatos, mas convicções".

Não descarto que meus acusadores acreditem nessa tese maliciosa, talvez julgando os demais por seu próprio código moral. Mas salta aos olhos até mesmo a desproporção entre os bilionários desvios investigados e o que apontam como suposto butim do "chefe", evidenciando a falácia do enredo.

Percebo, também, uma perigosa ignorância de agentes da lei quanto ao funcionamento do governo e das instituições. Cheguei a essa conclusão nos depoimentos que prestei a delegados e promotores que não sabiam como funciona um governo de coalizão, como tramita uma medida provisória, como se procede numa licitação, como se dá a análise e aprovação, colegiada e técnica, de financiamentos em um banco público, como o BNDES.

De resto, nesses depoimentos, nada se perguntou de objetivo sobre as hipóteses da acusação. Tenho mesmo a impressão de que não passaram de ritos burocráticos vazios, para cumprir etapas e atender às formalidades do processo. Definitivamente, não serviram ao exercício concreto do direito de defesa.

Passados dois anos de operações, sempre vazadas com estardalhaço, não conseguiram encontrar nada capaz de vincular meu nome aos desvios investigados. Nenhum centavo não declarado em minhas contas, nenhuma empresa de fachada, nenhuma conta secreta.

Há 20 anos moro no mesmo apartamento em São Bernardo. Entre as dezenas de réus delatores, nenhum disse que tratou de algo ilegal ou desonesto comigo, a despeito da insistência dos agentes públicos para que o façam, até mesmo como condição para obter benefícios.

A leviandade, a desproporção e a falta de base legal das denúncias surpreendem e causam indignação, bem como a sofreguidão com que são processadas em juízo. Não mais se importam com fatos, provas, normas do processo. Denunciam e processam por mera convicção - é grave que as instâncias superiores e os órgãos de controle funcional não tomem providências contra os abusos.

Acusam-me, por exemplo, de ter ganho ilicitamente um apartamento que nunca me pertenceu - e não pertenceu pela simples razão de que não quis comprá-lo quando me foi oferecida a oportunidade, nem mesmo depois das reformas que, obviamente, seriam acrescentadas ao preço. Como é impossível demonstrar que a propriedade seria minha, pois nunca foi, acusam-me então de ocultá-la, num enredo surreal.

Acusam-me de corrupção por ter proferido palestras para empresas investigadas na Operação Lava Jato. Como posso ser acusado de corrupção, se não sou mais agente público desde 2011, quando comecei a dar palestras? E que relação pode haver entre os desvios da Petrobras e as apresentações, todas documentadas, que fiz para 42 empresas e organizações de diversos setores, não apenas as cinco investigadas, cobrando preço fixo e recolhendo impostos?

Meus acusadores sabem que não roubei, não fui corrompido nem tentei obstruir a Justiça, mas não podem admitir. Não podem recuar depois do massacre que promoveram na mídia. Tornaram-se prisioneiros das mentiras que criaram, na maioria das vezes a partir de reportagens facciosas e mal apuradas. Estão condenados a condenar e devem avaliar que, se não me prenderem, serão eles os desmoralizados perante a opinião pública.

Tento compreender esta caçada como parte da disputa política, muito embora seja um método repugnante de luta. Não é o Lula que pretendem condenar: é o projeto político que represento junto com milhões de brasileiros. Na tentativa de destruir uma corrente de pensamento, estão destruindo os fundamentos da democracia no Brasil.

É necessário frisar que nós, do PT, sempre apoiamos a investigação, o julgamento e a punição de quem desvia dinheiro do povo. Não é uma afirmação retórica: nós combatemos a corrupção na prática.

Ninguém atuou tanto para criar mecanismos de transparência e controle de verbas públicas, para fortalecer a Polícia Federal, a Receita e o Ministério Público, para aprovar no Congresso leis mais eficazes contra a corrupção e o crime organizado. Isso é reconhecido até mesmo pelos procuradores que nos acusam.

Tenho a consciência tranquila e o reconhecimento do povo. Confio que cedo ou tarde a Justiça e a verdade prevalecerão, nem que seja nos livros de história. O que me preocupa, e a todos os democratas, são as contínuas violações ao Estado de Direito. É a sombra do estado de exceção que vem se erguendo sobre o país.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Nem só de pão viverá o homem





Licença poética



Peço licença novamente para entregar-lhes outras palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...



Não sou fácil, não sou fraco, não sou fake.
Sou fogo, sou fel, sou figada, sou gente.
Sou cara de cara limpa, de alma liberta.
Sou peixe fisgado pelo mel da tua boca.
Sou ave que se refaz em pleno voo,
verso que abre as asas e sempre despenca no teu colo.

Altas conexões



quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Música para os meus ouvidos


"Atrás da porta o que você faz?"



Momento poético


QUANDO TU CHORAS


Quando tu choras, meu amor, teu rosto
Brilha formoso com mais doce encanto,
E as leves sombras de infantil desgosto
Tornam mais belo o cristalino pranto.

Oh! nessa idade da paixão lasciva
Como o prazer, é o chorar preciso:
Mas breve passa – qual a chuva estiva – 
E quase ao pranto se mistura o riso.

É doce o pranto de gentil donzela,
É sempre belo quando a virgem chora:
– Semelha a rosa pudibunda e bela
Toda banhada do orvalhar da aurora.

Da noite o pranto, que tão pouco dura,
Brilha nas folhas como um rir celeste,
E a mesma gota transparente e pura
Treme na relva que a campina veste.

Depois o sol, como sultão brilhante,
De luz inunda o seu gentil serralho,
E às flores todas – tão feliz amante –
Cioso sorve o matutino orvalho.

Assim, se choras, inda és mais formosa,
Brilha teu rosto com mais doce encanto:
– Serei o sol e tu serás a rosa...
Chora, meu anjo, – beberei teu pranto!

Rio - 1858

© Casimiro de Abreu
In As Primaveras, 1859

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Pitada filosófica



Descarte de lixo eletrônico em Herval



A Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente (SEPLAMA), em parceria com Azonasul, promove e convida toda a população hervalense para participar da coleta de resíduo eletrônico que será realizada nesta sexta-feira (07) das 8h às 17h.
O descarte correto desses itens ajuda na preservação do meio ambiente. Para evitar que esse tipo de lixo seja depositado de forma irregular, a comunidade poderá levar os materiais que deseja fazer o descarte até o caminhão que ficará estacionado na Praça Marquês de Herval, em frente à Prefeitura Municipal.

Confira os materiais que podem ser descartados:
– Aparelho de Som
– Ar Condicionado de janela, Split e Aquecedores
– Baterias
– Cafeteiras, Liquidificador e Bateria
– Calculadoras
– Carregadores em geral
– Celulares e Telefones no geral
– Centrais Telefônicas
– Chuveiro
– CPU
– DVD e Vídeo Cassete
– Estabilizadores e Nobreak
– Fax
– Ferro Elétrico
– Freezer
– Geladeira
– HD
– Impressoras e Scanners
– Lavadora de roupa, Secadora de Roupa e Centrifuga
– Linha Branca (geladeiras, freezers, máquinas de lavar, fogões, condicionadores de ar e similares)
– Máquina de Escrever
– Máquina de Lavar Louça
– Microondas
– Modem
– Monitores CRT e de Led
– Mouse
– Notebook
– Pen Drive
– Placas em Geral
– Receptores
– Roteadores
– Servidores
– Térmicas
– Teclados
– TV de Tubo, Led e Lcd
– Torneiras
– Unidade de CD, DVD e Disquete.

Texto: Fernanda de Freitas
Publicado originalmente no site da prefeitura: www.herval.rs.gov.br

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Música para os meus ouvidos


Coisa linda, mais linda não há. Presente de Deus, sou presa fácil nas tuas mãos. Amor maior e melhor do mundo que inunda minha alma de cor e cantoria...



segunda-feira, 3 de outubro de 2016

O progresso continua...



Saio dessa eleição do mesmo modo que entrei: com muito amor no coração, sem raiva nem rancor. Saio também agradecido por tantos gestos de carinho e reconhecimento.

Aos oponentes que me acusaram de estar lutando apenas em causa própria, não tenho nada a dizer. Afinal, o silêncio diz mais que mil palavras, cada um oferece aquilo que possui e minha história de trabalho e sucesso na vida pública falam por si só. Isso tudo dito por eles mesmos antes do período eleitoral, pena que transformam a eleição numa guerra, são acometidos por uma súbita amnésia e perdem completamente o respeito pelas escolhas alheias e até pelos seres humanos que preferem andar por outro caminho.

No passado, já fiz sim oposição ao prefeito ora eleito novamente Rubem, como também já fiz oposição ao PDT em outras eleições e na sua última administração no município. No entanto, também já estive ao lado de Rubem antes, na ocasião em que ainda não exercia militância política e dei a ele meu primeiro voto para prefeito. Também já marchei ao lado desse mesmo PDT que se diz novo, mas segue na mesma toada arrogante de sempre e que agora me escolheu como inimigo. Falo daquela oportunidade em que fomos derrotados nas urnas por apenas 89 votos e, para simplificar as coisas, como prêmio por andar junto, meu partido foi nomeado como o grande culpado por aquela derrota.

A diferença é que mesmo fazendo oposição sempre fui tratado por Rubem de forma fraterna e respeitosa, no plano pessoal e político, e isso para mim quer dizer muita coisa. Lamento não poder dizer o mesmo do outro lado, pelo menos até aqui.

Sempre é tempo de amadurecer e aprender com os erros e derrotas. A vida me deu a chance de reparar algum excesso ou abrandar o julgamento demasiadamente severo que fiz em relação a primeira passagem de Rubem pela prefeitura e eu, homem de diálogo e da soma de forças que busco ser, tratei de não desperdiçar essa chance, pois a vida sempre segue e pede o entendimento daqueles que buscam o melhor e algo que vá além de si. Não levo nenhuma discussão política para o terreno pessoal. Luto pelo melhor para Herval e nesse ponto eu e Rubem sempre estivemos e continuaremos juntos.

Portanto, que o PDT de Herval que segue vivo e aceso com a eleição de 4 vereadores aprenda a respeitar para ser respeitado. Aprenda a conquistar, no lugar de afastar ou querer ganhar as pessoas pela força. Aprenda que não é o dono da verdade e muito menos da vontade de ninguém. Não precisa ser profeta nem entender muito de política para saber que, se continuarem por essa trilha do atraso que se pinta de novo apenas por fora, vão seguir colecionando derrotas e mais derrotas, perdas e mais perdas.

Viva Herval! Viva o progresso que chegou e não pode mais se perder pelo meio do caminho! E quando falo em progresso, falo em termos de gestão, mas também dos gestos de grandeza entre as pessoas e, Rubem e eu, talvez sejamos exemplo e símbolo disso. 

Boa vitória à coligação Juntos Para Fazer Mais e um beijo no coração de cada uma e cada um!