O Blog busca retratar coisas da vida interiorana e do meu interior, numa abordagem que mistura reflexão, notícias, riso, poesia, musicalidade, transcedentalidade e outras cositas más. Tudo feito com produções próprias, mas também com a reprodução do pensar ou do sentir dos grandes gênios que o país e a humanidade pariram.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Ato político


Juremir Machado da Silva vai direto ao ponto e dá nome aos bois. Sem interesses estritamente partidários, sem falsos moralismos, sem a seriedade seletiva tão característica dos "coxinhas".

O Brasil precisa de mais gente assim e cada vez menos Temer, Jucá, Aécio, lobistas, bolsonaristas, jornalistas que escondem ou manipulam o mais importante da notícia, Revoltados on line, MBL, Vem Pra Rua, STF acovardado ou cúmplice do golpe, etc, etc, etc.



O problema dos bandos organizados é que sempre alguém trai.
Normalmente a traição vem como  contraveneno.
Sentindo-se abandonado, o parceiro vira traidor.
O PMDB deu o golpe no PT.
Parceiros no petrolão, o PMDB saltou fora quando viu o companheiro nas garras da justiça.
Num golpe mirabolante, o PMDB deixou de ser parceiro de corrupção para ser salvação moralizadora do país. Foi uma jogada de mágico. Um truque sem precedentes.
Michel Temer assumiu a presidência da República e montou um “machistério” de suspeitos.
A casa não demorou a cair.
Sentindo-se abandonado, Sérgio Machado procurou os donos do partido para avisar que, se não o protegessem, entregaria todo mundo. Certo que seria traído, gravou as suas conversas.
O resultado é o que sabemos: Romero Jucá, Renan Calheiros e José Sarney dão o serviço.
Confessam a preparação do golpe, que batizam de impeachment, comprometem militares e ministros do STF (todos suspeitos) e afirmam que tudo farão para obstruir o trabalho da justiça.
O pior cego é o que tapa sol com peneira.
Procura-se desesperadamente alguém de verde e amarelo batendo panela contra a corrupção.
Que houve?
Parece que a munição de Sérgio Machado ainda não terminou.
A pergunta que quer gritar é esta: o STF vai mandar prender Jucá, Sarney e Calheiros por tentativa de obstrução de justiça? O ministro Gilmar Mendes já avisou que não viu crime nas gravações.
Os jornalistas da Globo também não.
É isso que se chama de seletividade?
Jucá é o Zé Dirceu do Temer.
Machado é o Roberto Jefferson da vez.
A cereja do bolo do golpe é o parlamentarismo.
Voto em lista fechada e parlamentarismo.
Dispensa-se o eleitor de escolher nomes.
Fica tudo na mão daquela turma confiável que o país conheceu em 17 de abril.
O herói brasileiro por excelência é o traidor.
Graças a ele os salvadores da pátria são desmascarados.
Uma boa notícia: o ministro da Educação recebeu o intelectual Alexandre Frota, que levou ideias para o setor. Agora, podem ter certeza, vai. O “machistério”, como andam dizendo, terá como slogan “pátria ejaculadora”. O problema é que é a moralização foi um jato precoce que já acabou.

Viva a traição!

Momento poético




Versos Íntimos

Augusto dos Anjos


Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!

O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!

O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,

Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Licença poética



Peço licença outra vez para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...

Teu amor flechou meu coração que andava arredio e bruto.

Flechou pela mão amiga de um cupido esculpido por nós dois.

Desde então ando com passos abruptos, enxergando teu rosto
em todos os vultos.

Rezando para todos os santos querendo encontrar-te na rua,
em qualquer canto ou no meu quarto totalmente nua.


Nem só de pão viverá o homem




quinta-feira, 19 de maio de 2016

Momento poético



Canção Para Uma Valsa Lenta
Mário Quintana



Minha vida não foi um romance…
Nunca tive até hoje um segredo.
Se me amar, não digas, que morro
De surpresa… de encanto… de medo…
Minha vida não foi um romance
Minha vida passou por passar
Se não amas, não finjas, que vivo
Esperando um amor para amar.
Minha vida não foi um romance…
Pobre vida… passou sem enredo…
Glória a ti que me enches de vida
De surpresa, de encanto, de medo!
Minha vida não foi um romance…
Ai de mim… Já se ia acabar!

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Pitada filosófica



Música para os meus ouvidos



Zeca Baleiro é louco de bom. É bolero, balada, banda, bamba, bomba desarmada pelo som da canção. É fogo, frio, foda, fantasia, fábula, frenesi, realidade cara a cara com o espelho.
Zeca Baleiro toca, canta, encanta, embala, provoca, sacode a poeira da poesia. 
Zeca baleiro segunda, sexta, sábado... Zeca Baleiro o ano inteiro, todos os dias...




terça-feira, 17 de maio de 2016

Ato político


Quando Olívio Dutra governou o RS parece que o resto do mundo tinha acabado. Todo o noticiário político tinha teor e foco quase que exclusivamente nos fatos e boatos relativos ao nosso estado. Qualquer problema ocorrido em qualquer cidade gaúcha a culpa era, inapelavelmente, do governo petista. Nada a ver com a eventual ineficácia dos gestores locais ou com a total falta de apoio e de investimentos nos municípios por parte da União. Não, era todo muito óbvio, maquiado ou manipulado mesmo.

Naquele mesmo tempo, o então governo FHC em curso no país era blindado de todos os modos e lados para parecer que era o máximo e qualquer coisa que fugisse a esse script não era culpa das ações ou omissões do governo central, e sim consequência de "fatores externos ou do propalado atraso do nosso povo". Assim, o apagão elétrico que vivíamos não era fruto da falta de investimento dos tucanos nesse setor vital e estratégico (algo que "coincidentemente" se repete agora com o abastecimento de água da população em São Paulo), e sim obra de algum cachorro que urinou num poste lá na China, vindo a atingir o fornecimento de energia elétrica aqui no Brasil.

Bastou Olívio deixar o Palácio Piratini e Lula subir a rampa do Planalto para as empresas de comunicação mudarem o tom e o foco. O recém empossado governo Rigotto simplesmente deixou de ser notícia. Em contrapartida, todos os holofotes, manchetes e canhões midiáticos se voltaram para Brasília. Lembro que foi naquela época que a poderosa RBS instalou uma sucursal na capital federal, comandada pela hoje senadora golpista Ana Amélia Lemos, seguindo a tendência então instaurada de abafar o caso por aqui e jogar toda a carga no colo do governo federal então empossado. 

Algo semelhante ao que vem ocorrendo no presente momento e deverá se intensificar com mais força a partir da derrubada de Dilma, só que desta feita unificando a narrativa política estadual e federal. Antes mesmo de assumir, Sartori vem sendo blindado pela mídia que mais parece um órgão de comunicação do próprio governo, longe de cumprir o papel constitucional reservado à imprensa de levar informações às pessoas, contrapondo pontos de vista diferentes e divergentes. 

Até aqui Dilma era a culpada pelos efeitos em nosso país de uma crise que é mundial, começou em 2008 e antes de chegar ao Brasil derrubou a economia dos países mais importantes do mundo. De agora em diante não, como já deu o recado Temer, não se fala mais em crise ou quando se falar dela se dirá, finalmente, que ela é o efeito da maior crise do capitalismo mundial de todos os tempos ou então que é fruto de uma herança maldita deixada por Dilma. Simples assim.

Por isso, é tão importante ficar atento. Atento aos desdobramentos políticos de Brasília. Atento igualmente às escolhas do governo Sartori que vem colocando o RS tão pra baixo, depois de um início de recuperação com Tarso e o governo da Unidade Popular Pelo Rio Grande. Falemos das coisas de lá, mas falemos de Sartori, como bem lembra e recomenda Marcelo Danéris, para que nossa opinião não se restrinja apenas repetir o discurso oficial que, não por acaso, coincide desde sempre com o discurso e a narrativa da grande imprensa:


Precisamos falar sobre Sartori

Marcelo Danéris (*)

No transe da crise nacional talvez você tenha esquecido algo importante: Sartori está governando o estado do Rio Grande do Sul. O então candidato sem programa e sem partido, que fazia piadas sobre professores procurando piso na Tumelero e citações filosóficas dosSimpsons, habita o Palácio Piratini há um ano e meio.

Logo após eleito, Sartori declarou, com a peculiar profundidade: “a ficha ainda não caiu” e “vamos fazer o que é preciso”. Desde lá a ficha caiu, e ele faz o que é preciso, para quem não precisa. O ilusionismo político começa com a imagem obtusa que se deixa mostrar em público. Como um professor de filosofia, ex-vereador, ex-deputado estadual por cinco mandatos, ex-deputado federal, ex-secretário no governo Pedro Simon e prefeito por oito anos, seria tão desconexo? Ilusão! Com a engendrada aparência de desorientação, Sartori age nas sombras da crise e na ausência de compromissos de campanha.

Do “Meu Partido é o Rio Grande” não se teve mais notícias. Mas seu partido, o PMDB, levou onze secretarias, sete fundações, quatro empresas públicas, um banco, e mais de 60% dos cargos em comissão. O restante foi dividido por um condomínio de 10 partidos aliados.

Nos primeiros dias de Palácio, ao ajeitar o quadro de Antônio Britto na parede, Sartori se viu refletido. Com a mesma intensidade do ex-governador, nutre pelo Estado o idêntico desejo de vê-lo mínimo. Atrasa e parcela salários dos servidores, pedala o pagamento de fornecedores, aumenta impostos, reduz recursos da educação, descumpre os 12% da saúde, abandona programas sociais e convênios com prefeituras, paralisa obras e manutenção de estradas, sucateia órgãos estaduais (EGR, Fepam, CEEE, Emater), limita o crédito, interrompe concursos. Um duro ajuste fiscal, para os outros, diga-se.

Do roteiro pré-estabelecido, acordado com poucos e omitido da maioria, Sartori errou a estratégia da dívida do estado com a União: não aproveitou o espaço fiscal da reestruturação da dívida – algo em torno de dois bilhões de reais –, e ainda assiste suas ações judiciais serem pedaladas pelo Supremo Tribunal Federal. Restou raspar a conta dos depósitos judiciais, que jurou não mexer!

Ao melhor estilo nonsense político, sugeriu aos servidores com salários atrasados “dar graças a Deus que têm estabilidade”, e dançou alegremente na Expointer um dia antes de anunciar novo parcelamento salarial. Questionado sobre a crise do estado, leu frase de Albert Einstein sem citar o autor. Comédia e tragédia de um governo. Assim como Dilma, Sartori “pedalou”, tem baixa popularidade e a economia está em crise. Nem por isso ruborizou ao justificar, em vídeo, a votação do impeachment da presidenta pela Câmara dos Deputados: “a paciência dos brasileiros passou do limite”. No despudor, esqueceu-se dos gaúchos, e demonstrou uma paciência ilimitada com o correligionário Eduardo Cunha – antes, durante e depois da queda.

O Rio Grande sofre uma crise sem precedentes na segurança pública, caiu de 4º para o 6º lugar nas exportações, tem a pior taxa de desemprego desde a crise internacional de 2008, perdeu recursos dos programas federais e a infraestrutura recuou aos patamares dos anos 80. Com o estado paralisado, Sartori recorreu à velha malinha de papelão que mostrava nos programas eleitorais para, de lá, retirar a nova com a qual pretende salvar seu governo: vender patrimônio público e entregar as estradas à iniciativa privada. A fórmula mágica, tentada por Britto há mais de vinte anos, tem resultados bem conhecidos.

A população, ao abandono, assiste a tudo trancada em casa, com medo da violência, salários atrasados, serviços precários, estradas ruins, e quase sem ter a quem recorrer. Colunistas e jornais, antes implacáveis críticos, silenciam. Não há enigma: Sartori materializa aqui o mesmo projeto que desejam ver aplicado ao país. Das sacadas gourmet espera-se, em vão, o bater das panelas. A indignação é seletiva. Dos empresários, fiéis vigilantes do bolso, tão pouco. Adormece em algum lugar seguro, longe do impostômetro, a revolta com o aumento do ICMS.

Pode até não parecer, mas o governador e seus apoiadores, no embalo da crise nacional, já sonham com a reeleição como prêmio por cumprir o “dever de casa”. Não é mais possível adiar: precisamos falar sobre Sartori.

(*) Cientista Político, ex-secretário do estado.


Licença poética



Peço licença novamente para entregar-lhes mais palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


Meu amor é mais que dois mundos, é casa cheia, corpo despido de pudores, coração transbordando felicidade.

Meu amor é mar, rio, lagoa, arroio, veio d' água, sangue quente correndo na veia, alma encharcada de versos de amor.

Meu amor é nota mil, a mais perfeita nota musical, música para os meus ouvidos.

Meu amor é leve como pluma, perfumada feito flor, linda como céu estrelado, deslumbrante igual lua cheia, saborosa tal qual beijo de amor.

Rir é o melhor remédio



segunda-feira, 16 de maio de 2016

Nem só de pão viverá o homem



A vitória do golpe é a derrota da maioria do povo brasileiro



Aquilo que muitos possuem hoje e até muito do que pensam é um dos principais produtos e frutos dos governos do PT. A ideia e o anseio de liberdade não reprimida pela lei do mais forte ou o aparato policial, de ascensão social e de acesso a muitos bens de consumo e a condições de uma vida mais digna, são obra dos sucessivos governos do Partido dos Trabalhadores no país.

Com a derrubada do governo comandado pelo PT que vinha em curso há pouco mais de uma década, por meio desse golpe insano e mesquinho, colocando em seu lugar um governo interventor ilegítimo comandado pelos adversários desse projeto (alguns como se viu, velhos inimigos na trincheira), o que caem não são apenas os petistas e aliados, mas um jeito de governar que colocou o Brasil em lugar de destaque no mundo, permitiu um avanço social e o direito a livre manifestação do pensamento nunca antes vistos na nossa história.

Vide o Bolsa Família, Prouni, Minha Casa, Minha Vida, Mais Médicos, Farmácia Popular, Luz Para Todos, Pronatec, política de valorização permanente do salário mínimo, apenas para citar alguns exemplos. Ou alguém acredita que esses e outros tantos programas e investimentos caíram do céu? Ou que qualquer governante no lugar de Lula e Dilma daria prioridade à política de crescimento econômico com distribuição de renda e inclusão social? Basta olhar o passado, os governos estaduais e municipais comandados pelo grupo político que agora tomou o poder federal de assalto ou mesmo a tal “ponte para o futuro” de Temer para ver que não é bem assim. Aliás, a “ponte para o futuro” sinaliza a volta ao passado com o corte de direitos e políticas públicas que criaram um rede de proteção social gigantesca e sem precedentes no planeta, exemplo disso é que o referido documento cita 23 vezes a palavra mercado e nenhuma vez a palavra trabalhador.

Sou de uma geração na qual quem nascia pobre era condenado a viver e morrer na pobreza, os que conseguiam quebrar essa escrita eram tão poucos que nunca passaram de meras laranjas de amostra. Sou de uma geração na qual a única liberdade era a liberdade de obedecer a ordem social, econômica, cultural e política estabelecida. Uma geração na qual o único direito era aceitar que os de baixo não deveriam ter direitos. Uma geração que se acostumou com a lenga-lenga de que "é uma pena que tenha tanta gente desempregada ou morrendo de fome, mas a realidade é assim mesmo, não há nada que se possa fazer". Ou seja, Deus ainda levava a culpa pelas escolhas de governantes insensíveis, hipócritas e cínicos.

Mas havia outro caminho, uma luz no fim do túnel, outra forma de governar, esse foi o grande feito e principal legado do PT, um legado que agora está ameaçado e logo será soterrado, pois as forças do atraso antes mesmo da derrubada da presidenta eleita Dilma Rousseff já começaram a nos conduzir de volta ao passado, ateando fogo no país, detonando as tais pautas bombas, impedindo qualquer ação ou reação do governo com o bombardeio midiático, o balcão de negócios quase generalizado que se transformou o Congresso Nacional, a partidarização de uma parte importante do judiciário, a conversão de políticos réus ao papel de juízes, a formação de uma opinião pública manipulável, seletiva no combate à corrupção e suscetível a aceitar qualquer atrocidade ou medida amarga em nome do autodenominado "governo de salvação nacional". Salvai-nos, na verdade, a todos nós brasileiros e brasileiras de boa-vontade das garras desses lobos vestidos em pele de cordeiro.

Teremos tempos muito difíceis pela frente, como há muito não tínhamos, só não enxerga quem não quer, é parte ativa ou interessada no golpe ou vive no reino da fantasia. Se antes muitos reclamavam e batiam panelas de barriga cheia, imagina de agora em diante! Ou será que as batidas de panela eram apenas por que os mais pobres passaram a ter a chance de tomar café da manhã, almoçar e jantar regularmente? Como cantava Belchior e a monumental Elis Regina, "eles venceram e o sinal está fechado pra nós".

Nova sede da Educação e Cultura é inaugurada



Marcada por emoção e satisfação de preservar a história do município, a inauguração da nova sede das Secretarias de Educação e Cultura na tarde fria desta quarta-feira (11) será mais uma data para marcar a história. Com a presença de autoridades municipais e regionais imprensa regional e local, a inauguração teve como ponto alto a benção do imóvel pelo padre José Joaquim e as homenagens para os ex-proprietários da casa que sediou o Jornal o Herval Sr. Luiz Oliveria e Neuza Oliveira, também aos responsáveis pela reforma Sr. Paulo Renato e sua equipe, ambos da empresa Artefatos e Concretos Petters.
A casa que passa agora a sediar o administrativo da secretaria de Educação, também servirá como abrigo ao Museu da cidade, projeto que já está sendo organizado e a biblioteca municipal, além da sede administrativa da secretaria de cultura que está agora em um espaço pequeno no ginásio de esportes. A reforma dos 331 m²saiu pelo montante de R$ 354.466,63. Agora com 20 cômodos a casa passou por reformas que incluem a demolição de algumas divisórias e acréscimo de outras, como a construção de três novos banheiros, um deles pensando nas necessidades especiais, calçadas, iluminação além da acessibilidade no imóvel, pensando na democratização do espaço.
A jornalista Nívea Bilhalva de Oliveira filha do casal Luiz e Neuza contou um pouco da história da família na casa e de toda a luta para comprar o imóvel que foi o espaço da gráfica e do Jornal o Herval e também do consultório odontológico da Dra Neuza, e claro todas as memórias afetivas dos momentos em família, que agora permanecem preservados na memória de toda a comunidade que esteve presente durante o ato “Nós agradecemos ao município por ter tido o cuidado em preservar a identidade da casa, que pra nós foi grande parte da nossa história, lembro quando rezávamos todas as noites para que deus nos ajudasse a comprar a casa que no começo era alugada, e conseguimos” emocionada falou Nívea.
Um dos grandes sonhadores e realizadores de projetos na educação o ex-secretário de Educação Mogar Damasceno, esteve presente através do seu discurso lido por sua parceria de trabalho e amiga Cristiane D´Ávila, que emocionada relembrou de todas as lutas passagens e conquistas da equipe da Educação. Além de agradecer ao prefeito Ildo e a todos os secretários e servidores pela parceria para se chegar até o momento de realização.
Responsável pela obra que iniciou em 2015, o arquiteto do município Márcio Poersch foi homenageado pelo ex-vice – prefeito Luiz Alberto Perdomo, que também acompanhou o desenvolvimento da obra desde a compra em agosto de 2013, no valor de R$ 250, 000,00, o ato de assinatura da venda em cinco de setembro de 2013 até a finalização dos trabalhos. Márcio Poersch explica a casa teve de passar por diversas reformas, visto que pela passagem dos anos tinha algumas partes completamente deterioradas, como as janelas, pisos, forros, telhas, parte elétrica e parte hidráulica.
O Prefeito Ildo Sallaberry enfatizou a importância de adquirir um imóvel que além de atender as necessidades do município é também parte da história do município, já que sua construção data de 1923 e se mantém com todas as paredes intactas. “Pra nós é um momento de grande satisfação, quando o Seu Luiz e a Dra. Neuza estiveram no Gabinete e disseram que gostariam de vender a casa para o município, mas com algumas condições. Nós apertamos daqui e dali e com muito orgulho posso afirmar que conseguimos comprar através de recursos próprios” explicou o prefeito.
A comissão para os assuntos da reforma da casa formada por 15 componentes entre secretários e servidores foi lembrada e homenageada, além de todas as secretarias que participaram para a realização deste projeto. Após a solenidade e apresentação do Coral infantil do Polo de Educação, banda da Escola padre Libório Poersch e alunos da dança de rua Ctrl A e Art Dance e Cia, foi servido um delicioso coquetel com salgados produzidos pela cozinha comunitária da Secretaria de Assistência Social coordenada pela secretária Tânia Sallaberry.
 Marcaram presença no evento o presidente da Azonasul Rui Brizolara, acompanhado do Secretário Executivo Henrique Feijó, o prefeito de Pedro Osório, César Cebinho, Secretárias de Educação de Pelotas e capão do Leão, secretários de educação de Arroio Grande e Jaguarão, Gerente regional da Corsan, Vereadores, presidentes de conselhos municipais, demais autoridades e comunidade, um público de aproximadamente 200 pessoas.

Texto: Fernanda de Freitas
Publicado originalmente no site da prefeitura: www.herval.rs.gov.br


quinta-feira, 12 de maio de 2016

Música para os meus ouvidos



Num dia gelado como hoje, que prenuncia tempos muito escuros e frios em nosso país, só podia evocar o cantar sóbrio, otimista e atual de Chico Buarque. 

Aviso aos golpistas: Vai passar! Afinal, tudo passa. E como poetou o pequeno imenso Quintana, "todos esses que aí estão, atravancando o meu caminho, eles passarão, eu passarinho".



Autorretrato



"Yo" entre companheiros e companheiras do PT, em reunião realizada na tarde de ontem, com a presença dos assessores do deputado federal Dionilso Marcon, Benhur Freitas e Julio Quadros.

A luta continua e o tempo é o senhor da verdade. Nossa luta sempre foi pelo poder, mas não apenas pelo poder. Acima de tudo lutamos pela boa política, a repartição do poder em partes mais iguais e por políticas públicas que melhorem a vida das pessoas, todas elas, não apenas os bem nascidos ou dispostos a subir na vida de qualquer jeito ou a qualquer preço. Adiante!

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Momento poético



Tarde de Maio
(Carlos Drummond de Andrade)

Como esses primitivos que carregam por toda parte o
maxilar inferior de seus mortos,
assim te levo comigo, tarde de maio,
quando, ao rubor dos incêndios que consumiam a terra,
outra chama, não perceptível, tão mais devastadora,
surdamente lavrava sob meus traços cômicos,
e uma a uma, disjecta membra, deixava ainda palpitantes
e condenadas, no solo ardente, porções de minh’alma
nunca antes nem nunca mais aferidas em sua nobreza
sem fruto.
Mas os primitivos imploram à relíquia saúde e chuva,
colheita, fim do inimigo, não sei que portentos.
Eu nada te peço a ti, tarde de maio,
senão que continues, no tempo e fora dele, irreversível,
sinal de derrota que se vai consumindo a ponto de
converter-se em sinal de beleza no rosto de alguém
que, precisamente, volve o rosto e passa…
Outono é a estação em que ocorrem tais crises,
e em maio, tantas vezes, morremos.
Para renascer, eu sei, numa fictícia primavera,
já então espectrais sob o aveludado da casca,
trazendo na sombra a aderência das resinas fúnebres
com que nos ungiram, e nas vestes a poeira do carro
fúnebre, tarde de maio, em que desaparecemos,
sem que ninguém, o amor inclusive, pusesse reparo.
E os que o vissem não saberiam dizer: se era um préstito
lutuoso, arrastado, poeirento, ou um desfile carnavalesco.
Nem houve testemunha.

Nunca há testemunhas. Há desatentos. Curiosos, muitos.
Quem reconhece o drama, quando se precipita, sem máscara?
Se morro de amor, todos o ignoram
e negam. O próprio amor se desconhece e maltrata.
O próprio amor se esconde, ao jeito dos bichos caçados;
não está certo de ser amor, há tanto lavou a memória
das impurezas de barro e folha em que repousava. E resta,
perdida no ar, por que melhor se conserve,
uma particular tristeza, a imprimir seu selo nas nuvens.

Pitada filosófica



terça-feira, 10 de maio de 2016

Música para os meus ouvidos


No frio uma boa canção cai ainda melhor. Ainda mais quando o coração anda mais quente que chocolate quente.



Ato político



A HORA DA LONGA RESISTÊNCIA
Por ação e omissão o Supremo Tribunal Federal é a mais recente instituição recrutada pelo cronograma do golpe de Estado patrocinado pela coalizão satânica entre o Legislativo e o Ministério Público. A expressão “satânica” não é arroubo retórico nem irritação partidária. Não custa repetir, reconheço no surgimento e crescimento do Partido dos Trabalhadores a mais importante novidade na história brasileira, fazendo com que a classe trabalhadora estreasse no mercado de consumo de bens de segunda e terceira necessidades e, por sua própria conta e risco, na competição política. O argumento de que sua liderança natural foi substituída em grande parte por oportunistas da classe média tradicional – médicos, advogados, professores, funcionários públicos – não passa de esplêndida ignorância de advogados, professores, médicos e funcionários públicos que interpretam e representam esplendidamente as classes dominantes. Vai aí de graça: um projeto político não se define pelo nome dos que o servem, mas pelo de seus senhores.

Como partido, o PT absorveu as taras e virtudes dos partidos nacionais, que são diferentes das que afetam os partidos gastronômicos franceses, gêmeos vitelinos americanos, fleumáticos e escandalosos ingleses ou come-quieto alemães. Quem não tem paciência ou talento para o jogo, em que me enquadro, escolhe um lado e acompanha a partida. Mínima alfabetização no esporte permite distinguir entre falta dura e entrada desleal, entre equívoco de arbitragem e roubo escancarado. Revoltantes em especial quando comprados por “cartolas” assíduos no setor de camarotes dos estádios em benefício de pernas de pau contra times de melhor qualidade. Zagueiros rombudos a cometer penalidades máximas não marcadas, gols em impedimento e justos pedidos de prorrogação indeferidos desmoralizam o esporte e afastam os admiradores. Pernetas e sopradores de apito perdem carisma e enlameiam as túnicas celestes. Transformam-se em anjos decaídos, satânicos.

Legislativo, juízes e promotores, procuradores e servidores públicos, para nada dizer de grandes conglomerados econômicos, agentes do endeusado sistema capitalista, enfezaram-se sem remissão em conluio pela delinquência contra os bárbaros que vieram da senzala e seus intérpretes. Primeiro serão estes, depois aqueles. A extraordinária imobilidade muscular da face do deputado que presidia a Câmara e a do senador- relator do pedido de impedimento da presidente Dilma Rousseff, enquanto ouviam as mais desconcertantes demonstrações de inépcia do processo, transmitiam olímpico achincalhe, sem faltar um sorriso de vitória e tripudio no fundo dos olhos do senador-relator.

Faltava o Supremo Tribunal Federal entrar no minueto farsesco. Mudo, solene e borrado, presidiu com cara de paisagem ao mais violento estupro constitucional assistido da história recente. Aí, em descarada confissão, desfaz-se do sócio minoritário da empreitada, o deputado-ex-presidente, assim obtendo no câmbio negro passaporte aviado para a cerimônia final de linchamento. Tudo conforme a lei, a soberania e o funcionamento normal das instituições.

Toda resistência é legítima. Hora de começar.


Por Wanderley Guilherme dos Santos 


quinta-feira, 5 de maio de 2016

Pitada filosófica



Pensar é preciso


Afastamento de Cunha é mais um lance do golpe midiático judiciário


Depois de fazer o que se esperava dele, coordenar o processo de impeachment de Dilma, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, foi afastado do mandato e do cargo pelo ministro do Supremo Teori Zavascki.
Antes se assegurou que nada iria dar errado. Esperou-se que o senador Antônio Anastasia (PSDB-MG), um golpista que não se intimida de ter praticado as mesmas ações administrativas que estão levando Dilma ao impeachment quando era governador do seu estado, fizesse um relatório condenando-a.
Esperou-se também que não houvesse risco algum de que a ampla maioria do Senado estivesse no barco do impeachment de Dilma, para tirar Cunha do cargo e do mandato.
Mas engana-se quem acha que Cunha será o único.
A suspensão do seu mandato por Teori permite ter alguma clareza sobre as características do golpe em curso.
É um golpe midiático judicial, como já escrito aqui no dia condução coercitiva de Lula.
Os políticos estão apenas fazendo parte do trabalho sujo, mas muitos serão presos e perderão seus cargos neste processo. Como em todos os golpes.
Carlos Lacerda achava que iria se tornar presidente com a queda de Getúlio, mas foi assassinado pela ditadura.
Outra ação que fica muito clara com essa ação espetacular contra Cunha, no dia que ele seria julgado pelo pleno do STF, é que vem chumbo quente contra Lula e Dilma.
Não haveria como prender Lula e deixar Cunha dando as cartas no governo Temer.
E ao mesmo tempo entregar a cabeça do presidente da Câmara é fundamental para que a Lava Jato possa continuar operando sua justiça seletiva. E vá pra cima de novos alvos. o jornalista Luis Nassif já falou que na lista dos procuradores estão advogados e blogueiros.
Qual a participação de Michel Temer nessa armação toda? Certamente não é pequena, mas ainda não se sabe o seu alcance. Temer parece um membro ativo do golpe, mas ao mesmo tempo um pato manco. Que terá de fazer o serviço que lhe for dado, para também não ser golpeado.
Ao denunciar Aécio, Dilma, Lula e uma série de ministros, deputados e senadores, Rodrigo Janot preservou Temer. E com isso também deu dois sinais.
O primeiro é o de que faz o que bem entende com as denúncias que lhe chegam.
O segundo é que Temer está nas suas mãos e precisará dançar o samba que lhe convier.
A república midiática judiciária ainda está dando os seus primeiros passos. Mas não é mais possível apenas assistir o que virá. Talvez seja o momento de ações políticas internacionais mais radicais.
Talvez seja mesmo o caso de Lula e Dilma pedirem asilo e denunciarem que o Brasil é vítima de um golpe de Estado onde o direito de defesa não é mais uma garantia cidadã. E que com base em peças kafkianas pessoas estão sendo encarcerados sob os holofotes midiáticos.
Não só Dilma e Lula, aliás.
Mesmo Renan Calheiros deveria ficar esperto. Ele também corre riscos. Como boa parte dos deputados, senadores, governadores e prefeitos.
A tal mão forte da justiça vai pesar contra quem se colocar em sua frente e contrariar seus canhões, como a Globo.
Dá muita vontade de gritar chupa Eduardo Cunha, mas infelizmente o que seu afastamento prenuncia é algo muito pior do que a sua índole, sua história e sua folha corrida.
Por Renato Rovai



quarta-feira, 4 de maio de 2016

Versos del alma gautia



Altas conexões



Momento poético



O lugar que se habita

Na falta de mim
invento outro, muito mais violento,
como aquele no espelho partido
de mim enquanto pensava na primeira pessoa.

Na falta da palavra sim,
o que dizer do não,
do lugar que se habita?
Penso na primeira pessoa.
Aqui no branco
ou numa avenida estreita,
a margem é a mesma.
A sombra também.


(Mário Alex Rosa)

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