O Blog busca retratar coisas da vida interiorana e do meu interior, numa abordagem que mistura reflexão, notícias, riso, poesia, musicalidade, transcedentalidade e outras cositas más. Tudo feito com produções próprias, mas também com a reprodução do pensar ou do sentir dos grandes gênios que o país e a humanidade pariram.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Altas conexões



Secretaria de Obras prepara piscina para abertura da temporada



Para acolher melhor os banhistas e visitantes durante a temporada de verão, a Secretaria de Obras, através do secretário Jean Pierre Acosta, realizou o calçamento da parte interna do Parque Aquático Municipal Cirnei Andrade de Castro, um dos pontos turísticos de Herval, situado ao pé dos cerros da cidade.
Conforme o secretário Pierre foi executado a pavimentação de aproximadamente 400 metros quadrados, sendo o mesmo realizado com recurso próprio do município. “Ainda vamos restaurar as paredes dos prédios do clube, realizar a limpeza geral, plantação de grama, troca do local da quadra de vôlei, pintura e grafite em algumas paredes”, informa o secretário que diz estar fazendo um mutirão para concluir as obras até o dia 20 de dezembro, data em que será feita a abertura da Temporada de Verão.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Nem só de pão viverá o homem





Ato político



Segundo o dicionário, ideologia, em um sentido amplo, significa aquilo que seria ou é ideal.

"O termo ideologia foi usado de forma marcante pelo filósofo Antoine Destutt de Tracy e o conceito de ideologia foi muito trabalhado pelo filósofo alemão Karl Marx, que ligava a ideologia aos sistemas teóricos (políticos, morais e sociais) criados pela classe social dominante".

Desta forma, como tudo que é obra ou criação humana, ideologia (seja ela qual for) trás um sentido positivo e outro negativo. De positivo, a meu ver, está o fato da ideologia se configurar em algo que não é solto no ar, uma vez que a ideologia pode dar luz ou luzes para uma busca ordenada, concatenada ou sistematizada para alcançar um intento de cunho social, que vai além do indivíduo ou das individualidades.

O lado negativo da ideologia, é que ela pode negar como bom ou válido ou correto toda ideologia diferente ou divergente das suas formulações ou práticas. Por exemplo, do ponto de vista ideológico (não necessariamente partidário) que assumo, Tarso Genro herdou um estado "quebrado" ou completamente desmantelado em suas funções mais básicas. Pois o "homê", por seus princípios e práticas, colocou o RS num caminho e trajetória que estava nos tirando do fundo do poço.

No entanto, outra vertente ideológica, que por suas ações ou omissões históricas nos jogou no fundo do poço, ao retomar o poder esse ano, além de empreender um esforço pela retomada das velhas ações administrativas e políticas que nos fizeram chegar aonde chegamos, com apoio ou a batuta da mega mídia, promovem um recorte histórico absurdo e nitidamente ideológico, no sentido de atribuir ao ex-governador Tarso a acusação e a culpa por ter "promovido a quebra ou aberto um rombo extraordinário nas finanças do estado".

Primeiro que a tal crise não caiu do céu nem nasceu com Tarso, em grande parte ela é fruto de decisões políticas tomadas ali no passado por esse mesmo grupo que ora voltou a comandar os destinos do RS. Segundo porque a tese da "quebradeira total" não é bem assim, e pode ser vir de manto ou mantra para o retorno ao velho jeito de governar e desmantelar a máquina e as funções públicas em nosso estado. Terceiro porque os resultados alcançados pelas escolhas do governo Tarso, cujo teor e significado agora são convenientemente ocultados das manchetes ou do debate político, mostram que existe outro caminho e outra forma de gerir o estado, sem cair no arrocho e na paralisia, combinando crescimento econômico, recuperação dos serviços e funções públicas, e combate às desigualdades sociais e regionais.

Então, apreciemos ou nos filiemos a uma ideologia, mas com moderação, claro, para não virarmos crentes cegos de um mundo perfeito que não existe nem nunca existirá, e que ao contrário da perfeição, pode nos fazer acreditar ou tornar cúmplices da manipulação, da enganação e da mentira.

Com a palavra, o grande Tarso Genro...


Antes que seja tarde
(Por Tarso Genro)


Um dos efeitos mais nefastos que qualquer crise política proporciona é a diluição dos debates mais “de fundo”, a respeito das raízes da própria crise. Isso que é, ao mesmo tempo, uma das principais virtudes da democracia – nela todos podem discutir o que quiserem e como quiserem, nos limites da lei – é também um dos seus notórios defeitos.
Obviamente quem não tem a simpatia dos meios de comunicação e dos seus assim chamados “especialistas”, sempre está em desvantagem no debate, pois não consegue fazer transitar com a mesma agilidade as suas opiniões. A consequência é que a opinião pública vai sendo moldada, lentamente, num só sentido: a única forma de sair da crise é aprofundando a crise, sem a distribuição equitativa dos seus efeitos negativos sobre a sociedade.
É justo concluir, por exemplo, que uma pessoa que tem uma renda de mil reais por mês, que perca cinquenta reais no seu salário, perde muito mais  – perdendo o mesmo valor – do que uma pessoa cuja renda é cinquenta mil reais mensais. O que mais me afasta das soluções neoliberais é o reconhecimento desta desproporção, na qual – nas crises – alguns sacrificam uma parte da alimentação da família e outros sacrificam apenas a qualidade do excesso.
Registro, desde logo, que não se trata, em ambos os lados do debate, de pura má fé dos interlocutores que defendem posições diferentes, para enfrentar uma situação de dificuldade, embora obviamente possa havê-la. Trata-se de ideologia, interesses, visão de mundo, visão de Estado, e compromissos de “partido” (ou de emprego), que vão moldando a postura das pessoas e lhes dando maior ou menor coerência nos seus argumentos, maior ou menor racionalidade e independência para formulá-los.
Sem entrar no debate conjuntural de Governo, aqui no nosso Estado, creio que duas notícias importantes que circularam, sem destaque especial, na Zero Hora de sábado da semana passada (colunas de Rosane Oliveira e de Marta Sfredo) serviriam de apoio ao tal debate “de fundo”. A primeira (Rosane) informa que o déficit obtido pelo governo mineiro – Aécio, Anastasia – em 2014, foi de dez bilhões de reais, ou seja, mais do que o quíntuplo do nosso, aqui no Estado. A segunda (Marta) informa que o Rio Grande foi o Estado que mais atraiu capital estrangeiro, para investimentos, no período 2014-2015.
Fica claro que os dados acima apontados referem a políticas e ações dos Governos que se encerraram em 2014, o que demonstra – de um lado – que os “ajustes”  neoliberais de Minas, não devem servir de exemplo, como solução, para nenhum Estado; e que as políticas que desenvolvemos, a partir das Missões Internacionais (com agendas meticulosamente preparadas), a partir da Sala do Investidor e da Política Industrial, tiveram um efeito extraordinariamente positivo, comparativamente aos demais Estados, para a economia gaúcha. Mesmo dentro da crise nacional e global.
O ponto de partida que me apoio para rejeitar o tipo de ajuste, que é recomendado pelas agências internacionais (gestoras dos lucros dos que auferem as vantagens do “rentismo”), é que os parâmetros usados para afirmar que uma empresa está quebrada e que um Estado, por exemplo, está quebrado, não podem ser os mesmos. Uma empresa, se é eficiente, deve dar lucro para os seus acionistas, para poder cumprir a sua “função social”, pois se assim não for ela não sobrevive.
De outra parte, o primeiro dever de um Estado – seja como instituição política, seja como parte de uma unidade federada – é cumprir as suas funções públicas: o seu “lucro” é promover um bem-estar mínimo, para a sociedade funcionar com estabilidade. Seu objetivo é gerar – falo do Estado numa sociedade capitalista com democracia política – um mínimo de equilíbrio social, para as pessoas fruírem a vida com igualdade de oportunidades e buscarem a felicidade, em segurança, e com acesso aos serviços básicos de saúde e educação. É claro que tudo isso é difícil de conseguir, mormente em momentos de crise mundial, para qualquer Governo, de qualquer orientação política.
Volta a discussão axial. A questão é o ponto de partida. O Rio Grande do Sul, por exemplo, tem uma relação dívida-PIB, atualmente, menor do que 25%. Ou seja, não está quebrado nem como estado nem como empresa, mas sofre os efeitos do pagamento de uma dívida extorsiva, cuja negociação – há vinte anos – foi imposta de cima para baixo, e que nos causa, até hoje, danos brutais que recém começamos a reverter. Os efeitos dos “ajustes” neoliberais estão aí, no modelo mineiro, que só aprofundou a crise e ressecou as funções públicas do Estado, com um “déficit” orçamentário brutal. Dá para refletir e mudar, antes que seja tarde.
Quando digo “antes que seja tarde”, quero dizer antes que os serviços públicos sejam desmantelados de forma definitiva e que a economia local não possa mais criar anticorpos à crise mundial e nacional, que também distribui seus efeitos de maneira desigual, a depender de como as autoridades políticas, locais e regionais e a  sua sociedade civil, reagem a ela.
Miguel Torga, no seu notável “Senhor Ventura”, narra assim a posição difícil de um dos seus personagens, em relação aos conselhos que recebia:  “Os conselhos da amiga chinesa só prestavam para quem tivesse nascido no Celeste Império”. Não são conselhos, mas opiniões, que trânsito neste pequeno texto. Certamente, todavia, tem a ver com o “Celeste Império” de todos nós, este Rio Grande sofrido pela paralisia, pela crise e pelas chuvas de outubro.
.oOo.
Tarso Genro foi governador do Estado do Rio Grande do Sul, prefeito de Porto Alegre, Ministro da Justiça, Ministro da Educação e Ministro das Relações Institucionais do Brasil.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Música para os meus ouvidos


Se existe um ritmo que mais me toca e embala no presente momento, esse ritmo é o samba. Graças a Deus e com a graça do Criador, mais que nunca ando de bem com a vida e meu coração pula e batuca que quase sai pela boca.

Ademais, a filha da estrela maior veio ao mundo linda e com luz própria. Então, enche meus olhos e faz meu corpo balançar, magnífica Maria Rita...





Parada pedagógica



segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Licença poética



Peço licença uma vez mais para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


Que a lua te encontre toda nua e desnude cada canto do teu corpo diante das imagens que enfeitam teu quarto, diante da minha imaginação.


Que o sol te encontre na rua e toque e bronzeie e acaricie tua pele, como uma espécie de fogo e afago que te faço com as minhas mãos.

Cenas da vida inventada





Nunca desisto de mim mesmo e quero-me cada vez melhor...



Quando completar mais um ano de vida, quero estar com a alma aberta e alegre e leve e lúcida e louca e liberta...

Quero estar amarrado na beleza de estar vivo e preparado para levantar dos tombos que a vida sempre trás.
Quero estar com o corpo em forma e malhando muito.
Quero estar com o coração aceso e pulsando como nunca.
Quero estar com a cabeça no lugar e as emoções à flor da pele.
Quero andar sem pressa e ter deixado para trás todas as prisões, feras, feridas e perdas de tempo.
Quero ter aprendido muitas lições e estar consciente do tanto que ainda tenho a aprender.
Quero ter as feições de homem e o espírito serelepe de uma criança.
Quero ter a maturidade de adulto e a disposição de um adolescente.
Quero ter histórias para contar e carregar no peito os ímpetos da juventude.
Quero me sentir eterno e estar pronto para morrer ou recomeçar ou viver cada vez mais e melhor.
Quero, enfim, ser capaz de entregar meus versos, meu melhor pedaço e minha versão mais pura a todos os seres que compartilham do mesmo espaço que transito e oferecem a mim uma fatia do seu coração ou um naco do seu sorriso.

Vivo aqui e agora a melhor fase desta vidinha tão minha e daquilo que me faz bem eu nunca desisto e sempre quero mais!

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