segunda-feira, 31 de agosto de 2015

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Licença poética



Peço licença uma vez mais para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


Sorrio se estiver só ou no meio da multidão.
Sorrio na primavera, outono, inverno ou verão.
Sorrio quando estou radiante ou arrasado.
Sorrio na vitória ou quando sou derrotado.
Sorrio se alcanço e também quando perco,
sou roubado ou deixo escapar.

Rir é meu remédio, meu lema, minha sina, minha arte,
minha lenha, meu emblema, meu pecado.

Chorar faz parte, mas apenas por um motivo maior
ou se acaso eu perder teus passos ou topar com um
coração apertado ou mais duro que o aço...

O riso é um rio que banha e desafoga meu ser.
É sol que brilha e bronzeia meu corpo.
É céu que se abre para o meu caminhar.

Sorrio porque existo e persisto na alegria, apesar
das dores, tropeços, pisões e tudo mais que rouba
a paz ou o bom-humor ou rima com desamor.

Sorrio porque existes e sei que um dia hei de encontrar-te,
para rirmos de nós, por nada, de tudo, até calar o riso com um
beijo de tirar o ar defronte ao mar: o mar de amor e regozijo 
que guardo em meus lábios para te dar!

Altas conexões



terça-feira, 25 de agosto de 2015

Nem só de pão viverá o homem




Convite



O Centro Espírita Lobo da Costa promove dia 1.º de setembro, às 19 horas, em sua sede à rua 13 de maio, a palestra “A Valorização da Vida”, com Elmira Pelufo.

A partir das 18hs a palestrante estará no local para um diálogo fraterno.

Participe!

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Prefeito em exercício assina dois convênios na SDR



Em reunião realizada em Porto Alegre quinta-feira, 20, o prefeito em exercício Bebeto Perdomo, assinou juntamente com o secretário Tarcísio Minetto, dois convênios na Secretaria de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo.

O primeiro convênio se refere a uma iniciativa iniciada ainda na gestão do governador Tarso Genro, fruto da parceria entre SDR e Incra, a qual adquiriu patrulhas mecanizadas para destinar aos municípios em forma de rodízio, a fim de assegurar a melhoria de estradas internas e de acesso aos assentamentos da reforma agrária.

A partir do convênio assinado na quinta-feira, Herval deverá receber nos próximos dias, logo após a vistoria do maquinário que atualmente está em Piratini, uma patrulha mecanizada composta por um trator, uma retoescavadeira, uma motoniveladora (patrola) e um rolo compactador para realizar a recuperação e melhoria de estradas na região do Basílio.

O segundo convênio se refere a prorrogação, por mais 120 dias, de um instrumento firmado em 2014, assegurando a permanência no município de uma máquina retroescavadeira, a qual será utilizada na abertura de bebedouros para 200 famílias assentadas, como medida estruturante para combater os efeitos da estiagem que atingiu o município recentemente.

Na ocasião, Bebeto agradeceu a parceria da SDR e enalteceu o trabalho da equipe técnica da prefeitura, especialmente do engenheiro civil Afrânio das Neves Costa, assim como a colaboração da EMATER no município, que muito contribuiu no levantamento das informações necessárias para viabilizar ambos os convênios.

Também participou da reunião o secretário de planejamento e meio ambiente, Toninho Veleda.

Música para os meus ouvidos


Para começar bem a semana, nada melhor que o som de uma canção que tem o amor como pano de fundo e trilha sonora.

Não esse amor de faz de conta que parte do nada, leva a lugar nenhum e ainda custa caro.

Falo do amor pela vida e pelo movimento em busca de dias e gentes melhores.

Amor de verdade e de mão dupla, que vai além do prazer e procura muito mais que o bolso.

Amor que arde, porém não dói.

Amor, enfim, sem fins lucrativos que toca o coração e se alimenta do entrelaçamento de almas afins ou dispostas a enfrentar juntas o vento que vier pela frente.

Tem muito lixo musical fazendo sucesso e a cabeça da multidão cada vez mais insana, insossa ou sem sentido.

Tem muita maria gasolina, maria chuteira, maria dinheiro vivo, maria cartão de crédito, maria não vale nada, maria vai com as outras, maria vai com com qualquer um soltas por aí. Mas músicas para os meus ouvidos e mulheres dignas de respeito, amor puro e do melhor do mundo também tem aos montes e nunca faltam.

Sorte da minha audição e do meu coração!





Rir é o melhor remédio



sábado, 22 de agosto de 2015

Prefeito em exercício cobra do Estado finalização do projeto que prevê construção de escola



Na tarde de quarta-feira, 19, o prefeito em exercício, Bebeto Perdomo, e o secretário de Planejamento, Toninho Veleda, cumpriram agenda de trabalho na Secretaria de Obras, Saneamento e Habitação do RS - SOP, a fim de tratar da construção de escola de Ensino Médio no assentamento São Virgílio.

A agenda foi encaminhada pelo deputado estadual Zé Nunes (PT) que, junto com seu assessor Marcelo Albuquerque, participou do encontro.

Na ocasião, a comitiva foi recebida pelo secretário Gerson Burmann (PDT) e por representantes da equipe técnica da pasta, os quais informaram que os recursos para a obra são oriundos do governo federal, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e que a contrapartida do Estado é a elaboração do projeto.

De acordo com Burmann e os técnicos da SOP, o projeto arquitetônico se encontra em fase de elaboração e a previsão é de que a obra deva ser iniciada no primeiro trimestre de 2016, sendo que a ideia é que a mesma seja finalizada ainda nesse mesmo ano.

Conforme Zé Nunes, "a obra é muito aguardada e estratégica para ampliar o acesso e fortalecer a educação na zona rural no município. Ainda de acordo com ele, esta é uma forma de garantir o acesso à educação de crianças e adolescentes nos assentamentos da reforma agrária do Estado, uma vez que além de Herval, outros cinco municípios deverão ser contemplados com a iniciativa".
 
Segundo Bebeto, "uma comissão formada por lideranças do assentamento São Virgílio decidiu que a escola seria construída pela administração estadual, e não pelo munícipio. Uma opção legítima, mas que provavelmente contribuiu para aumentar o tempo de espera pela obra, uma vez que a burocracia e as demandas a nível de estado são muito maiores que numa prefeitura. No entanto, para nós o mais importante é que a escola saia do papel o mais breve possível e contribua para qualificar ainda mais a educação em nível local, tendo em vista que nos últimos anos Herval saltou da última para as primeiras posições em termos educacionais na zona sul do RS, fruto de muito trabalho e do nosso compromisso com a educação", relatou.
 
Serão construídas seis escolas dentro do mesmo projeto, nos seguintes assentamentos:


Assentamento Conquista da Luta – Itacurubi

Assentamentos Itaguaçu e Madre Tereza – São Gabriel

Assentamento São Virgílio – Herval

Assentamento Rubira – Piratini

Assentamento Nova Santa Rita II – Nova Santa Rita

Assentamento Três Pinheiros – Sananduva

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Momento poético



Tenho tanto sentimento
(Fernando Pessoa)


Tenho tanto sentimento
Que é freqüente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.
Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.
Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.

Versos del alma gautia



Autorretrato



"Yo", a bióloga Vanessa Dutra e o secretário Mogar em meio ao público que participou do Seminário realizado recentemente em Porto Alegre, com a presença da Ministra do Meio Ambiente, que discutiu a necessidade de reduzir o uso de agrotóxicos no RS e no Brasil

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Pitada filosófica



Ato político


Como já revelei em outras oportunidades, não assino embaixo de tudo que Juremir Machado da Silva pensa, fala ou escreve.

No entanto, respeito suas posições acerca da política nacional, sobretudo nesse momento de turbulência, porque essas costumam enxergar os dois lados, além de serem sóbrias, respeitosas e embasadas. Longe da histeria ou das opinionites de quem não conhece a história ou os grupos que disputam historicamente o poder no país e saem por aí externando de público toda sua estupidez ou meramente repetindo os jargões da grande mídia e daqueles que sempre abafaram a corrupção e jogaram o Brasil para baixo e agora posam de vestais e salvadores da pátria.

Gente digna de pena, desde sempre desinformada, mal intencionada, hipócrita ou incompetente que aposta no quanto pior melhor e no famoso “façam o que eu digo, mas não façam o que eu faço”!

Estou e sempre estive aberto ao debate franco, fundamentado e sério das ideias, mas não cedo espaço nem me curvo diante dessa turma sem lenço, sem documento, sem escrúpulo e, a julgar por seus atos insanos na cena atual do país, sem nada na cabeça.

Não é o caso de Juremir, pois mesmo que não concorde com tudo, reconheço que ele tem forma, conteúdo, muito a dizer e sempre merece ser ouvido ou lido.

  
Pedaladas e falácias econômicas


Eu pergunto sinceramente: deveria ter sido pedido o impeachment do governador Tarso Genro por ter pedalado o pagamento do piso do magistério, estabelecido por lei federal? Eu me pergunto com a mesma sinceridade: deveria ser pedido o impeachment do governador José Ivo Sartori por pedalar o pagamento completo do funcionalismo, descumprindo a Constituição estadual, e por deixar de pagar a parcela da dívida com a União, descumprindo o contrato, embora absurdo, assinado antes?
Eu me pergunto se pedalar não é uma necessidade.
Todos são ciclistas.
Eu me pergunto se não seria o caso de pedir o impeachment de Dilma por bloquear os repasses ao Rio Grande do Sul deixando hospitais sem recursos para recolher dinheiro de juros (por que a União cobra juros dos entes da Federação) a ser enviado a banqueiros estrangeiros. Não é um crime de lesa-pátria? Que tipo de lei um governante pode descumprir?
As pedaladas me fazem pensar numa família condenada porque o pai adiantou o pagamento da comida dos filhos com o dinheiro da empresa familiar. O bloqueio feito pela União me faz pensar numa família em que o pai deixa a filharada sem comida para pagar os juros do cartão de crédito. Claro que sou um ingênuo e não compreendo tanta complexidade.
A crise do governo Dilma tem a ver, em parte, com a corrupção do PT. Outra parte é fruto da crise econômica internacional. O que resta, cada vez mais forte, é pressão da oposição, inconformada com a derrota eleitoral, que tenta transformar o impasse econômico em profundo enrosco político para pegar um atalho e, quem sabe, chegar ao poder antes de 2018. É a política do quanto pior, melhor. As chances de o projeto se realizar, sem ser golpe, dependem das manifestações de rua (o PSDB está incentivando na tevê) e, juridicamente, da rejeição das contas da campanha de Dilma pelo Tribunal Superior Eleitoral.
A outra hipótese, a das pedaladas fiscais, crime praticado desde Getúlio Vargas, depende do Tribunal de Contas da União, que tem três membros tão enrolados quanto o PT.
Os que apostam na queda disputam o espólio. Michel Temer prefere a destituição pelas pedaladas fiscais. O poder cairia no seu colo. Outro dia, sorrateiramente, aumentou o tamanho da crise e afirmou que o país necessita de alguém que o unifique: ele mesmo. Aécio Neves prefere a queda pela recusa das contas. Assim, Dilma e Temer desabariam juntos e poderia haver nova eleição. Aécio saltaria na frente em relação aos seus concorrentes internos, José Serra e Geraldo Alckmin, que teria de renunciar ao governo de São Paulo. Para Aécio, o melhor é agora. Para Alckmin, ideal é que Dilma sangre até 2018 e Lula seja carneado até lá, de preferência com uma prisão. Para José Serra agora é cedo demais e 2018 certamente será tarde. Os principais interessados na ampliação da crise são o PMDB e o PSDB.
O economista Pedro Paulo Zahluth Bastos, professor da Unicamp, em entrevista ao jornal Valor Econômico, garante que o Brasil não sai da crise com o ajuste fiscal de Joaquim Levy e que Dilma erra ao adotar o programa de governo dos tucanos: “Ela certamente capitulou diante de uma enorme pressão, que tem como centro principalmente o mercado financeiro. Claro que essa pressão reduziu-se muito depois dessa virada para a ortodoxia do governo. O problema é que hoje, como aconteceu com os países europeus e aconteceu várias vezes na história, o reforço da austeridade exigido pelos credores da dívida pública com muita frequência acaba piorando a trajetória da dívida pública”. Em outras palavras, não é por aí. O que é preciso fazer?
Há alternativa? Bastos acha que sim e receita: diminuir a meta do ajuste fiscal, taxar grandes fortunas e “reduzir desonerações, mesmo porque a apreciação cambial já melhorou muito a proteção da indústria”. O que mais? “Eventualmente ampliar as tarifas alfandegárias, para ampliar a proteção contra as importações que estão muito grandes. E aí você faz também ajuste fiscal porque hoje elas estão abaixo do que é permitido pela OMC, no caso brasileiro”. Palpitante, não? Dilma está embretada. Perdeu a base. Cedeu aos opositores. Viu seu partido atolar-se na lama. Comprou por certo o que é duvidoso. Aceitou como verdadeiro o discurso do adversário. Enterrou-se. Para ela cair só falta que lhe descubram um crime.

Nem só de pão viverá o homem



segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Pensar é preciso



Lideranças locais em busca de novos investimentos na agropecuária familiar



O secretário de planejamento, Toninho Veleda, e o vereador Rodrigo Cáceres Dutra representaram o município de Herval na solenidade realizada quinta-feira, 13, no Palácio Piratini, com a presença do governador José Ivo Sartori, na qual foram anunciados os recursos financeiros oriundos do BNDES que estão sendo disponibilizados aos municípios pela Secretaria de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo para atender as demandas da Consulta Popular 2014, os quais serão executados dentro do orçamento 2015 desta Secretaria.

Herval foi contemplado com R$ 145 mil, para financiamento da aquisição de equipamentos, através do Programa Agroindústria Familiar – Sabor Gaúcho, sendo que os projetos técnicos poderão ser elaborados com apoio da Emater e encaminhados à SDR até a data de 31 de corrente mês.

  
Desenvolvimento Rural investe R$ 16,2 milhões em projetos da agricultura familiar


Os Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes) foram mobilizados pelo Estado para indicar, até o próximo dia 31, agricultores familiares que serão beneficiados com investimentos da ordem de R$ 16.229.765,93. Os recursos serão aplicados pela Secretaria de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo (SDR) a partir de liberação do Programa de Apoio à Retomada do Desenvolvimento do Estado do Rio Grande do Sul (Proredes), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper).

O anúncio foi feito pelo secretário Tarcisio Minetto em encontro com o governador José Ivo Sartori e representantes de Coredes, nessa quinta-feira (13), no Palácio Piratini. “Apesar da difícil situação financeira enfrentada pelo Rio Grande do Sul, a SDR vai executar os recursos obtidos junto ao BNDES para apoiar o desenvolvimento da produção e agregar valor nas atividades das pequenas propriedades rurais”, diz Minetto.

Os valores serão aplicados na execução dos diversos programas mantidos pela SDR. O 'Irrigando a Agricultura Familiar' terá R$ 3,9 milhões para projetos de armazenamento de água (microaçudes ou cisternas) e/ou sistemas simplificados de irrigação. Para a regionalização do abastecimento, será destinado R$ 1 milhão para a constituição de espaços para comercialização de produto da agricultura familiar de forma descentralizada e apoiar projetos que visem à comercialização direta de produtos de pecuaristas familiares, pescadores artesanais, aquicultores, assentados, comunidades quilombolas e indígenas.

Na área de infraestrutura energética e tecnológica, a secretaria destinará R$ 5 milhões para desenvolver e implementar ações e projetos para acesso à internet e telefonia no meio rural, em unidades de base cooperativa e da agricultura familiar, para promover melhoria na qualidade de vida e incentivar a permanência do jovem no campo.

Outro projeto é de apoio ao leite gaúcho e à pecuária familiar, que tem reservados R$ 1,3 milhão para o incremento à produtividade e à qualidade do leite, com ações no melhoramento genético do rebanho e oferta de forragem e estruturação das propriedades.

O investimento da SDR também será dirigido para o desenvolvimento da agroindústria familiar, com R$ 4,8 milhões para novas unidades e apoio ao desenvolvimento das existentes. O programa visa a fomentar a legalização de agroindústrias familiares de pequeno porte de processamento artesanal no âmbito fiscal, sanitário e ambiental. A meta é agregar valor à produção, promover a segurança alimentar e nutricional e incrementar a geração de trabalho e renda no campo, com assistência e qualificação técnica, apoio para a comercialização e linhas de crédito específicas.

Publicado originalmente em:
Texto: Itamar Pelizzaro/ Ascom SDR
Edição: Léa Aragón/CCom

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Música para os meus ouvidos


Tem canções que nunca envelhecem e com o tempo parecem ficar ainda melhores...




Prefeitura trabalha pela retomada e término das obras de construção de moradias



A administração municipal vem trabalhando a todo vapor, na intenção de viabilizar a retomada e conclusão de 39 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida no loteamento Silva, cujas obras se encontram paralisadas.

Na manhã de ontem (13), o secretário de planejamento e meio ambiente, Toninho Veleda, participou de reunião na sede do Banco Cooperativo Sicredi S.A. em Porto Alegre, a fim de encaminhar a posição e a proposta da prefeitura para assegurar a continuidade do empreendimento em questão.

Após várias tratativas internas e com representantes da empresa responsável pela construção, o prefeito Ildo Sallaberry, num enorme esforço em nome do interesse público e do alcance social da iniciativa, resolveu oferecer contrapartida financeira de R$ 4 mil por moradia para viabilizar a retomada das obras e seu término até o final de março de 2016, conforme novo prazo concedido recentemente pelo Ministério das Cidades, por meio da Portaria nº 397, de 22 de julho de 2015.

Ocorre que a empresa responsável pela construção, Comércio e Serviços de Construção Ltda. – CEFAS, demonstrou não ter condições de concluir a obra com os recursos disponíveis originalmente, R$ 25 mil repassados pelo Ministério das Cidades e R$ 3 mil oriundos de contrapartida do governo do estado, em razão da defasagem desses valores decorrentes do grande intervalo de tempo transcorrido entre a assinatura inicial dos contratos e o início efetivo das obras, o aumento significativo do custo dos materiais da construção civil nos últimos meses, como também pela necessidade de adequar o projeto apresentado pela CEFAS (que previa a construção de telhados de fibrocimento) às normativas do Minha Casa, Minha Vida que determinam que as moradias recebam cobertura de telha cerâmica.

A reunião de ontem, portanto, serviu para reafirmar o interesse e o compromisso da administração municipal com a continuidade e o término dessa obra tão importante e aguardada. Mais que isso: a reunião representou o encaminhamento de uma proposta concreta para garantir esse intento.

Na oportunidade, o secretário foi recebido por Patrícia Teló Belíssimo, Analista de Crédito Imobiliário do Banco Cooperativo Sicredi S.A. Patrícia, por sua vez, relatou a disposição e o esforço feito pelo banco para permitir a continuidade e a conclusão, não apenas das obras em Herval, mas de todas as construções pela qual a instituição assumiu o papel de instituição financeira responsável pelo repasse dos recursos do Programa Minha Casa, Minha Vida – Sub 50Ainda de acordo com a servidora do Sicredi, não poderia ser firmada uma definição naquele momento em relação ao aceite ou não sobre o arranjo proposto, uma vez que a manifestação definitiva caberá a Cooperativa Sicredi Fronteira Sul, que tomara posição em reunião agendada para segunda-feira (17), sob a coordenação do Diretor Executivo, Gilmar Minuzzi.

Também participaram da reunião, representando o Poder Legislativo, o vereador Rodrigo Cáceres Dutra e a Analista de Desenvolvimento de Negócios do Banco Cooperativo Sicredi S.A., Renata Perin Cardoso.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Catando estórias



A semente da mostarda


Krisha Gotami teve um filho e este morreu. Transida de dor, ia com o filho morto de casa em casa, pedindo um remédio, e as pessoas diziam:

-Está doida: a criança está morta.

Finalmente, Krisha Gotami encontrou um camponês que respondeu sua súplica dizendo:

-Não posso dar um remédio para a criança, porém sei de um médico capaz de o dar.

E Krisha Gotami respondeu:

-Suplico-te que me digas quem é.

-Vai ver o Buda.

Krisha Gotami foi ver o Iluminado e exclamou, chorando:

-Senhor meu e mestre. Meu filho estava brincando entre as flores e tropeçou numa serpente que se enroscou no seu braço. Ficou logo pálido e silencioso. Não posso aceitar que ele deixe de brincar ou que deixe o meu colo. Senhor meu mestre, dá-me um remédio que cure o meu filho.

O Iluminado respondeu:

-Sim irmãzinha, há uma coisa que pode curar teu filho e a ti, se puderes consegui-la, porque os que consultam os médicos tomam o que lhes é receitado.

Procura uma simples semente de mostarda preta, porém só deves receber de uma casa onde nunca tenha entrado a morte, onde não tenha ainda morrido pai, mãe, filho nem filha, nem irmão, nem irmã, nem escravo nem parente.

Aflita, Krisha Gotami foi de casa em casa pedindo o grão de mostarda. As pessoas se compadeciam dela e lhe davam, porém, quando ela pergunta se já tinha morrido alguém naquela casa, lhe respondiam:

-Ah! Poucos são os vivos e muitos os mortos. Não despertes nossa dor.

Agradecida, ela lhes devolvia a mostarda e dirigia-se a outros que lhes diziam:

-Aqui está a semente, porém já morreu nosso escravo.

-Aqui está a semente, porém o semeador morreu entre a estação chuvosa e a colheita.

E não encontrou nenhuma casa onde não tivesse morrido alguém.

Krisha Gotami voltou chorosa para o Iluminado dizendo-lhe:

-Ah! Senhor, não pude encontrar mostarda em casa onde não tivesse havido morte. Então, entre as flores silvestres, na margem do rio, deixei meu filho que não queria mamar nem sorrir, e volto para ver teu rosto e beijar teus pés suplicando-te que me digas onde encontrar essa semente, sem deparar ao mesmo tempo com a morte, pois, apesar de tudo não posso crer na morte de meu filho, como todos me disseram e temo tenha acontecido.

O mestre respondeu-lhe:

-Minha irmã, procurando o que não podes encontrar, achaste o amargo bálsamo que eu queria dar-te. Sobre teu seio, o ser que amas dormiu hoje o sono da morte. Agora já sabes que todo mundo chora uma dor semelhante à tua. O sofrimento que aflige todos os corações pesa menos do que se concentrado num só. Escuta! Derramaria eu meu sangue se, derramá-lo pudesse deter tuas lágrimas e descobrir o segredo de o amor causar angústia e através de prados floridos conduzir-vos ao sacrifício, qual mudos animais conduzidos por seus donos. Nenhum nascido pode evitar a morte. Assim como os frutos maduros caem da árvore, assim os mortais estão expostos à morte desde que nascem. A vida corporal do homem acaba partindo-se como a vasilha de barro do oleiro. Jovens e adultos, néscios e sábios, todos estão sujeitos à morte. Porém, o sábio que conhece a Lei não se perturba, porque nem pelo pranto nem pelo desânimo obtém a paz, mas pelo contrário, isso tudo aviva as dores e os sofrimentos do corpo. A morte não faz caso de lamentações. Morre o homem, e seu destino está determinado por suas ações. Embora viva dez ou cem anos, acaba o homem por separar-se de seus parentes ao sair deste mundo. Quem deseja a paz da alma, deve arrancar de sua ferida a flecha do desgosto, da queixa, da lamentação. Feliz será aquele que consegue vencer a dor. Sepulta tu mesma o teu filho.

Extenuada pela dor, Krisha Gotami sentou-se à beira do caminho, pôs-se a meditar no silêncio do entardecer e disse consigo: "Quão egoísta sou eu em minha dor! A morte é o destino comum de tudo quando vive. Porém, neste vale desolado há um caminho que conduz à imortalidade - aquele que elimina de si todo egoísmo.

E sufocando o amor egoísta que sofria por seu filho, enterrou-o no bosque. E foi logo refugiar-se no Iluminado, e encontrou consolo que alivia o coração dilacerado pela dor.

Viva a mudança




segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Seminário discute redução no uso de agrotóxicos no RS





Evento realizado nesta sexta-feira (7) foi promovido pelos deputados Marcon e Edegar Pretto, e contou com a presença da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira

Imagine tomar 8 litros de veneno por ano. Isso parece absurdo? Infelizmente, é o que cada gaúcho consome de agrotóxicos anualmente, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). No Noroeste gaúcho, região de Santa Rosa, onde há grandes extensões de plantações de soja, esse número sobe para 30 litros por ano. “Isso é alarmante,” disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, no Seminário A Realidade e as Consequências do Uso de Agrotóxicos no RS, nesta sexta-feira, 7, na Assembleia Legislativa do RS.

O evento, realizado pelo deputado federal Dionilso Marcon e deputado estadual Edegar Pretto, ambos do PT/RS, tinha o objetivo de estabelecer um debate com a sociedade sobre o impacto dos agrotóxicos na saúde e meio ambiente, e discutir medidas para o enfrentamento, como políticas públicas que estimulem a produção de alimentos saudáveis. Durante o Seminário, foi lançada a Frente Parlamentar Gaúcha em Defesa da Alimentação Saudável.

Brasil é campeão no uso de agrotóxicos

Desde 2008, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de consumo de agrotóxicos: 1 bilhão de litros por ano. De acordo com dados da Anvisa, enquanto nos últimos dez anos o mercado mundial de agrotóxicos cresceu 93%, no Brasil, esse aumento foi de 190%. A estimativa é de que, hoje, cada brasileiro consome na alimentação uma média de 7 litros de veneno por ano.

Diante de uma plateia de mais de 800 pessoas, no auditório Dante Barone da Assembleia Legislativa, o deputado Marcon declarou que neste ano, no Brasil, mais de meio milhão de pessoas poderão ser diagnosticados com câncer, vítimas do uso de agrotóxicos.  Ele também criticou o uso de venenos no Brasil proibidos em países da União Europeia e Estados Unidos.

A ministra Izabella Teixeira alertou para dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). “Entre os países em desenvolvimento, os agrotóxicos causam, anualmente, 70.000 intoxicações agudas e crônicas. Cerca de 70% dos alimentos consumidos no país estão contaminados por agrotóxicos,” lamentou a ministra.

O contrabando de Agrotóxicos

Outro problema destacado pela ministra é o contrabando de agrotóxicos no País. Tem muito produtor rural usando agrotóxico banido, que é comercializado ilegalmente no País, e vem de contrabando de países da fronteira”, afirmou.

Além disso, a venda de produtos supostamente orgânicos, mas que contêm misturas com agrotóxicos, e a utilização em excesso de produtos liberados também são questões que precisam ser regulamentadas.

CAR é a oportunidade de proteger quem preserva

A ministra Izabella Teixeira apelou para que os proprietários rurais gaúchos façam o Cadastro Ambiental Rural (CAR) para acabar com o “achismo” ambiental. “Todos os imóveis rurais devem ser cadastrados para que sejam identificadas as Áreas de Preservação Permanente, Áreas de Reserva Legal e Áreas de Uso Restrito nas propriedades, além das áreas que precisam ser recuperadas (passivo ambiental),” explicou Izabella.

Ela mostrou um mapa com dados oficiais que revelam que o RS é o estado com menor número de propriedades cadastradas.

Alimentação orgânica é uma alternativa

O consumo de alimentos orgânicos - não contem agrotóxico no cultivo- é uma alternativa ao uso de venenos.  O deputado Marcon reside no Assentamento Capela e integra uma cooperativa que produz alimentos sem agrotóxicos. “Nossa cooperativa colhe, por safra, mais de 50 mil sacas de arroz orgânico, além de criar suínos e produzir leite, o que demonstra que é possível obter lucros sem usar agrotóxicos,” explica o parlamentar.

Quanto ao fato de que os alimentos orgânicos ainda são um pouco mais caros em relação aos tradicionais, Marcon conclui: “O que você gasta a mais com os orgânicos, vai economizar na farmácia em remédios.”

Texto: Marci Hences
Fotos: Guilherme Bertollo
Assessoria de Imprensa deputado Marcon

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Licença poética




Peço licença novamente para entregar-lhes novas palavras simples e sutis, arrancadas do fundo do baú do meu ser e inspiradas na minha musa imaginária...


Tudo contigo fica melhor ou mais saboroso...

Comer cacharro quente.
Tomar chá com marshmallows.
Enfarar o apetite com pizza.
Deleitar o paladar numa churrascaria.
Ver o tempo passar.
Passear na praia.
Avistar o mar.
Amar no motel ou em qualquer outro lugar.
Dormir de conchinha.
Desligar do mundo num quarto de hotel.
Sair de carro sem rumo para aportar.
Caminhar no meio da multidão.
Degustar amoras.
Beber suco de laranja.
Andar de mãos dadas.
Beijar com a boca cheia de amor para dar.
Curtir a companhia das crias.
Trocar presentes no dia dos namorados.
Estar presente nas horas de aperto.
Compartilhar a pressa das horas.
Fazer planos para o futuro.
Embarcar no trem da vida e seguir juntos
até o fim da linha ou a próxima estação que vier...